Dois novos FPSOs em preparação para as operações brasileiras

A  MODEC entregou um FPSO para a Petrobras, enquanto outro está a caminho de um estaleiro na China para o Brasil.

Em recente postagem nas redes sociais , a MODEC informou que o Almirante Barroso MV32 , sua próxima plataforma para o pré-sal brasileiro, chegou em 5 de outubro de 2022 em Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro. O comissionamento do FPSO ocorrerá em um estaleiro local.

Convertido de um transportador de petróleo muito grande (VLCC) e entregue pela COSCO Shipping Dalian na China, o FPSO Almirante Barroso MV32 iniciou sua navegação em direção ao Brasil em julho de 2022.

A unidade produzirá no campo de Búzios para a Petrobras e terá capacidade para produzir diariamente até 150 mil barris de petróleo e 6 milhões de m³ de gás. Está programado para iniciar a produção em 2023.

Além do MV32, a MODEC tem mais projetos em comissionamento para o Brasil: o FPSO Anita Garibaldi MV33 e o FPSO Bacalhau .

Conforme informado pela Petrobras, o FPSO Anita Garibaldi deixou o estaleiro DSIC Marine Yard, na cidade de Dalian, na China, com destino ao Brasil na última quinta-feira, 6 de outubro de 2022.

O FPSO será instalado nos campos de Marlim e Voador, na Bacia de Campos (RJ), com início de produção previsto para o terceiro trimestre de 2023. Tem capacidade para produzir até 80 mil barris de petróleo por dia (bpd) e processar até 7 milhões de m3 de gás/dia.

A nova embarcação será conectada a 43 poços, com pico de produção previsto para 2026. O Projeto de Revitalização de Marlim prevê a substituição das nove plataformas atualmente em operação nos campos de Marlim e Voador (P-18, P-19, P-20, P- 26, P-32, P-33, P-35, P-37 e P-47) para os novos FPSOs Anita Garibaldi e Anna Nery – este último com início de produção previsto para o primeiro trimestre de 2023.

Preços de gás natural para as distribuidoras serão atualizados

Ocorrerá redução média de 5% em R$/m³ nos valores vigentes entre novembro de 22 e janeiro de 23

A partir de 01/11/22, conforme os contratos acordados pela Petrobras com as distribuidoras, os preços atualizados de venda de gás natural – transportado e distribuído por dutos – terão redução média de 5% em R$/m³, com relação ao trimestre agosto-setembro-outubro. Tais contratos preveem atualizações trimestrais e vinculam a variação do preço do gás às oscilações do petróleo Brent e da taxa de câmbio. Durante o período, o petróleo teve queda de 11,5%; e o câmbio teve depreciação de 6,5% (isto é, a quantia em reais para se converter em um dólar aumentou 6,5%).

A Petrobras ressalta que o preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo preço de venda da companhia, mas também pelas margens das distribuidoras (e, no caso do GNV, dos postos de revenda) e pelos tributos federais e estaduais. Além disso, as tarifas ao consumidor são aprovadas pelas agências reguladoras estaduais, conforme legislação e regulação específicas. Importante informar que a atualização anunciada para 1/11/22 não se refere ao preço do GLP (gás de cozinha), envasado em botijões ou vendido a granel.

Os preços atualizados seguirão vigentes até 31/01/2023, conforme estabelecido nos contratos firmados. A atualização trimestral do preço do gás natural e anual para o transporte do produto permite atenuar volatilidades momentâneas e aliviar, no preço final, o impacto de oscilações bruscas e pontuais no mercado externo, assegurando, desta forma, previsibilidade e transparência aos clientes. Os contratos são públicos e divulgados no site da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Edição de Outubro/2022 no ar!

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#  MATÉRIA DE CAPA: Reate: os avanços em cinco anos por Julia Vaz;

# MATÉRIA ESPECIAL: Cobertura da rio oil & gas por Julia Vaz;

# ENTREVISTA EXCLUSIVA: Rodrigo Ribeiro, presidente e Telmo Ghiorzi, secretário executivo da Assoc. Bras. das Empresas de Serv, de Petróleo (ABESPetro) – Queremos ser agentes promotores da segurança por Julia Vaz;

#  Petrobras divulga startups vencedoras de edital inovação de R$ 20 milhões;

#  FPSO Anita Garibaldi sai do estaleiro da China rumo ao Brasil;

# Modec e Aibel fecham acordos para ´um dos maiores FPSOs já entregues ao Brasil`;

# Petrobras avança no desenvolvimento do Campo de Búzios e assina contrato para construção da plataforma P-82;

# Wood extende contratos com a Trident Energy e a Equinor no Brasil;

# Shell garante sonda da Maersk para operações no Brasil;

# Equinor utilizará barcos híbridos em sua operação no Brasil a partir de 2023;

# Centro Geológico de Operação Remota e Automação da Petrobras realiza estudos de rochas de poços submarinos;

# Petrobras assina acordo com estatais indianas para fornecimento de petróleo;

# Karoon decide adia as atividades de  sonda em campo brasileiro;

# Navio-sonda Seadrill se preparando para novo trabalho;

# Petrobras assina contrato de construção da plataforma P-83;

# Estatal alavanca cenário de produção de campos maduros no Brasil;

# Oxiteno lança três novas linhas para indústria de Petróleo e Gás;

# Gás natural será um componente importante da transição energética no Brasil;

# Diversidade energética do Brasil é oportunidade para atração de investimentos;

#  Novas tecnologias prometem alavancar setor de óleo e gás, dizem especialistas;

# API e Inmetro fecham parceria para acordo de cooperação técnica;

# Indústria e jovens discutem agenda ESG e transição energética;

# Parceria inédita entre API e Abendi foi lançada na Rio Oil & Gas;

# Tecnologia é fundamental para metas ambientais e de abastecimento da indústria;

# Brasil será um dos líderes globais em transição energética, analisa VP de Global Energy da S&P Global Insights;

# Galp consolida aposta no upstream e acelera transição para renováveis e distribuição de gás;

# Acelen planeja investimentos de R$ 1,1 bilhão em 2023 com foco em eficiência energética e modernização da refinaria de Mataripe, na Bahia;

# ANP reclassifica OSDUC como duto de transporte;

# Petrobras obtém ganhos de R$ 342 milhões com melhorias na gestão da cadeia de suprimentos;

# Helix Energy Solutions garantiu outra extensão de seus contratos;

# TechnipFMC obtém contrato com a TotalEnergies;

# Equinor toma medidas para reduzir as emissões de CO2 em seu maior campo operado fora da Noruega;

# Deep Seed Solutions tem o orgulho de anunciar a assinatura de contrato;

# Nalco Water entregará obras de tratamento de água para Shell Jurong Island;

# Clariant Oil Services lança o PROGRAMA D3 para apoiar a redução de carbono e a sustentabilidade na indústria de petróleo;

#   Petrobras encerra processo de venda do campo de Albacora e planeja investimentos no ativo;

  Clique aqui e veja também, nossas edições anteriores.   

Capa

ANP aprova resolução sobre aquisição, processamento e reprocessamento de dados, elaboração de estudos e acesso a dados técnicos

A Diretoria da ANP aprovou resolução que revisa a Resolução ANP nº 757/2018, que regula as atividades de aquisição e processamento e reprocessamento de dados, elaboração de estudos e acesso aos dados técnicos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural, nas bacias sedimentares brasileiras. 

A revisão da resolução busca simplificar as normas e incorporar algumas demandas do setor, de forma a adequá-la às novas tecnologias e aos novos editais de rodadas de licitações, garantir a manutenção do acervo de dados técnicos e promover maior difusão dos dados e informações das bacias sedimentares brasileiras. Prevê ainda a realização de ações de fiscalização e a adequação dos prazos de sigilo.     

Entre os principais pontos alterados, estão:     

– Inclusão da definição de dados reprocessados;     

– Liberação do compartilhamento de dados públicos pelas pessoas físicas e jurídicas que venham a acessá-los;     

– Ampliação dos prazos de sigilo dos dados não exclusivos, de dez para 15 anos, e dos dados exclusivos, de cinco para dez anos;    

– Aplicação de prazo de sigilo diferenciado, de 30 anos, para dados não exclusivos adquiridos em áreas de interesse da União;     

– Estabelecimento do Plano de Anual de Atividade (PAA), a ser enviado à ANP pelas empresas de aquisição de dados (EADs) autorizadas a realizarem a atividade de aquisição de dados técnicos.     

As atividades exploratórias e o posterior acesso aos seus dados constituem as mais importantes informações aplicadas para o mapeamento de bacias sedimentares brasileiras, prospectos petrolíferos e para o monitoramento dos reservatórios. Ao longo dos últimos 40 anos de atividade exploratória no país, a indústria de óleo e gás produziu dados técnicos com tecnologias de aquisição, reprocessamento e perfurações que totalizam aproximadamente 3.200 programas geofísicos e geoquímicos, e mais de 30 mil poços, entre exploratórios e produtores – todos mantidos pela União, por meio do Banco de Dados de Exploração e Produção da ANP (BDEP). Além disso, há um acervo de rochas e fluidos com aproximadamente 725 mil amostras. 

A proposta de revisão foi apresentada após a realização de diversas reuniões e de workshop da ANP com representantes da indústria, operadoras e universidades, além de um estudo de análise de impacto regulatório (AIR). A minuta de resolução passou ainda por consulta pública durante 45 dias e audiência pública antes da elaboração da versão final da resolução, aprovada.

FPSO Anita Garibaldi sai do estaleiro da China rumo ao Brasil

Estratégica para o Plano de Renovação da Bacia de Campos (RJ), nova plataforma entrará em produção em 2023

A Petrobras informa que o navio-plataforma Anita Garibaldi deixou o estaleiro DSIC Marine Yard, na cidade de Dalian, na China, com destino ao Brasil. Do tipo FPSO (unidade flutuante que produz, armazena e transfere petróleo), o novo sistema será instalado nos campos de Marlim e Voador, na Bacia de Campos (RJ), com início de produção previsto para o terceiro trimestre de 2023.

Com capacidade de produzir até 80 mil barris de petróleo por dia (bpd) e processar até 7 milhões de m3 de gás/dia, o novo FPSO será estratégico para o Plano de Renovação da Bacia de Campos, voltado para a renovação de ativos maduros operados pela companhia na região. A Petrobras está investindo US$ 16 bilhões nesse programa, que integra seu Plano Estratégico para o período de 2022 a 2026.

A nova plataforma será interligada a 43 poços, com pico de produção previsto para 2026. O Projeto de Revitalização de Marlim prevê substituir as nove plataformas que operam hoje nos campos de Marlim e Voador (P-18, P-19, P-20, P-26, P-32, P-33, P-35, P-37 e P-47) pelo novos FPSOs Anita Garibaldi e Anna Nery – sendo este último programado para iniciar produção no primeiro trimestre de 2023.

Polo internacional de tecnologia offshore e berço da produção em águas profundas no Brasil, a Bacia de Campos foi pioneira em inovação e continuará sendo tanto para os projetos de descomissionamento quanto para a revitalização de concessões maduras.  Logo após zarpar do estaleiro, o Anita Garibaldi passará por testes na área de ancoragem por cerca de quatro dias e, na sequência, dará continuidade à viagem ao Brasil. Antes de chegar à Bacia de Campos, o novo FPSO terá como destino o estaleiro Jurong, na cidade de Aracruz (ES), onde passará pelo processo de comissionamento, além de inspeções regulatórias e testes operacionais.

Petrobras divulga startups vencedoras de edital inovação de R$ 20 milhões

Além do investimento, empresas também recebem mentoria para o desenvolvimento dos projetos e dos modelos de negócio  

A Petrobras divulgou as 23 startups vencedoras do 4º edital do Módulo Startups, do Programa Petrobras Conexões para Inovação, em parceria com o Sebrae. A seleção, em nível nacional, recebeu propostas nas áreas de: robótica, redução de carbono, tecnologias digitais, corrosão, modelagem geológica e tecnologias de inspeção. O início dos projetos está previsto para dezembro e as empresas podem receber valores de até R$ 500 mil ou até R$ 1,5 milhão, dependendo da complexidade das demandas. As empresas vencedoras recebem valores de até R$ 500 mil, para os desafios tecnológicos soft tech, baseados em softwares eventualmente integrados a plataformas de hardware já maduras, ou até R$ 1,5 milhão para os deep tech, que envolvem pesquisa avançada, incluindo as baseadas em software de alto desempenho, novas plataformas de hardware e novos materiais.

Nos últimos três anos, a companhia investiu cerca de R$ 36 milhões no Módulo Startups do programa Petrobras Conexões para Inovação. Esse módulo contribui para o desenvolvimento de tecnologias e serviços inovadores, acelerando a incorporação de inovações na empresa. Nas edições anteriores foram selecionadas 37 empresas para desenvolvimento de soluções, aproximando as startups das demandas da indústria de óleo e gás.

As empresas vencedoras recebem investimento financeiro e mentoria para qualificarem suas soluções e evoluírem seus modelos de negócios. Ao final do desenvolvimento dos projetos, existe a possibilidade das empresas se tornarem fornecedoras da Petrobras, com potencial de escalar na indústria nacional e internacional.

O Módulo Startups surgiu do interesse da Petrobras em estreitar o relacionamento com o ecossistema de inovação, especificamente com startups e pequenas empresas de base tecnológica. O investimento visa capturar valor atendendo demandas mapeadas internamente na companhia a partir do desenvolvimento ágil de soluções inovadoras com possibilidade de implantação. Por meio do programa, a empresa compartilha de forma sistemática os seus desafios e aporta recursos nas startups que se interessem em cooperar para resolvê-los.

Conexões

Desde o seu lançamento, o programa Petrobras Conexões para Inovação evoluiu, e já abriga 8 diferentes módulos: Startups, Parcerias Tecnológicas, Transferência de Tecnologias, Aquisição de Soluções, Ignição, Encomendas Tecnológicas, Open Lab e Residentes. Todos os módulos têm o objetivo de acelerar a inovação conectando todo o ecossistema: pessoas inovadoras, startups, Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs), universidades e empresas. A Petrobras tem, atualmente, uma carteira de mais de R$ 3 bi contratada, com mais de 150 parceiros tecnológicos, nas diversas modalidades de contratação e acordos de cooperação.

As empresas vencedoras do edital 2022 do Módulo Startups são das regiões Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul:

RPBC bate recorde de produção de Diesel S-10

O combustível com baixo teor de enxofre vem ganhando espaço no mercado brasileiro

A Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), unidade da Petrobras localizada em Cubatão (SP), fechou setembro com um novo recorde mensal de produção de Diesel S-10, com 1,82 milhão de barris (bbl) produzidos. O recorde anterior de produção desse derivado na refinaria havia sido de 1,72 milhão de bbl, em fevereiro deste ano.

O Diesel S-10 é um dos produtos de destaque no portfólio da RPBC e abastece principalmente os mercados da Baixada Santista e Grande São Paulo. Outros polos, como Espírito Santo e estados do Norte e Nordeste do país, recebem o derivado via cabotagem a partir do porto de Santos.

O mercado nacional vem ampliando a demanda pelo derivado, que, por seu baixo teor de enxofre, traz melhores resultados ambientais. A modernização da frota nacional, com motores mais modernos e eficientes, também tem impactado para o aumento no consumo do Diesel S-10.

MODEC e Aibel fecham acordos para ‘um dos maiores FPSOs já entregues ao Brasil’

A MODEC e a Aibel escolheram o Axess Group, um fornecedor de soluções de integridade e engenharia, para trabalhos de inspeção e certificação em uma embarcação flutuante, de produção, armazenamento e descarga (FPSO) com destino a um campo operado pela Equinor no Brasil.

O Axess Group revelou na terça-feira que garantiu dois contratos – um com a MODEC e outro com a Aibel – para o FPSO Bacalhau da Equinor , que a empresa diz ser “um dos maiores FPSOs já entregues ao Brasil”.

Rod Matzdorff, Gerente de Clientes do Grupo Axess, comentou: “Estamos felizes por sermos reconhecidos por nossa experiência em inspeções, certificações e conformidade. Com este projeto, esperamos desenvolver ainda mais as boas relações de trabalho que temos com MODEC e Aibel.”

Além disso, o contrato concedido pela MODEC inclui a revisão do projeto e certificação dos aparelhos de elevação do casco e módulos selecionados na China. Por outro lado, o estaleiro de fabricação da Aibel em Laem Chabang, Tailândia, concedeu um contrato de serviço semelhante para os módulos de topside da embarcação , permitindo que a Axess forneça revisão de engenharia, inspeção, teste e certificação de aparelhos de elevação, para garantir a conformidade legal e entrega para a região- normas específicas.

Ricardo Freire, Diretor de Operações da APME no Grupo Axess, comentou: “Graças à boa colaboração com a equipe MODEC em Cingapura e na China, bem como o apoio contínuo da equipe de Aibel na Tailândia, as inspeções no local estão sendo realizadas sem problemas sob processos padronizados e requisitos”.

Com capacidade de produção de 220.000 barris por dia, o FPSO Bacalhau será implantado no campo Bacalhau, situado em duas licenças, BM-S-8 e Norte de Carcará, na região do pré-sal da Bacia de Santos, offshore no Brasil.

Conforme explicado pela Equinor, o desenvolvimento será composto por 19 poços submarinos amarrados ao FPSO, que tem 364 metros de comprimento, 64 metros de largura e 33 metros de profundidade, com calado projetado de 22,65 metros. Com base nas estimativas da Equinor e seus parceiros – ExxonMobil e Petrogal – as reservas recuperáveis ​​de Bacalhau – incluindo a área Bacalhau Norte – são mais de dois bilhões de barris de óleo equivalente (boe). O início da produção está previsto para 2024.

Em relação às atividades recentes da MODEC relacionadas ao FPSO Bacalhau, vale ressaltar que a empresa fechou um acordo com o Keppel Shipyard em fevereiro de 2022 para a instalação e integração de módulos topside a bordo deste FPSO.

Além disso, a empresa contratou a Inprocess em abril de 2022 para o fornecimento de uma nova solução Emulated Operator Training Simulator (OTS) para este FPSO.

Sembcorp Marine obtém pedido de FPSO P-82 com a Petrobras

A Petrobras assinou um contrato com a Sembcorp Marine Rigs & Floaters, de Cingapura, para a construção do FPSO P-82 para operações no campo de Búzios, na área do pré-sal da Bacia de Santos, offshore no Brasil.

A P-82 será a 29ª unidade a entrar em produção no pré-sal.

Isso ocorre apenas uma semana depois que a Petrobras assinou um contrato com o Estaleiro Keppel para a construção do FPSO P-83, também para o campo de Búzios. O pedido vale cerca de US$ 2,8 bilhões.

Este último pedido da P-82 é para o navio FPSO com capacidade para produzir até 225 mil barris de óleo por dia, processar até 12 milhões de m³ de gás por dia e armazenar mais de 1,6 milhão de barris. O projeto prevê a interligação de 16 poços, sendo 9 produtores e 7 injetores, informou a Petrobras nesta terça-feira.

De acordo com a Petrobras, a unidade vai incorporar a chamada tecnologia de flare fechado, que aumenta o aproveitamento do gás e evita que ele seja queimado na atmosfera. Outras inovações serão o sistema de detecção de gás metano, capaz de atuar para prevenir ou mitigar o risco de vazamentos deste composto e os gêmeos digitais , que consiste em uma reprodução virtual da plataforma para possibilitar simulações e testes remotos, antes de entrar em operação , fator que visa aumentar a segurança e confiabilidade.

Também será equipado com tecnologia CCUS – Captura, Uso e Armazenamento Geológico de CO2.

A embarcação está prevista para entrar em operação em 2026 e será a décima plataforma a ser instalada no campo de Búzios, onde a Petrobras é operadora, com 92,6% de participação no campo, tendo como parceiras CNOOC e CNODC, com 3,7% centavo cada.

A Petrobas não compartilhou detalhes sobre o valor do pedido.

Petrobras implanta teleatendimento médico de última geração para trabalhadores embarcados em plataformas

Serviço, executado por médicos do Einstein já beneficia equipes de unidades na Bacia de Santos

Consultas com diferentes especialistas, exames de eletrocardiograma e ausculta pulmonar são alguns dos procedimentos médicos que estarão disponíveis diariamente para colaboradores da Petrobras que atuam em 55 plataformas ao longo da costa brasileira. A Petrobras está implantando um sistema operado por médicos do Einstein – referência nacional em diversas especialidades médicas – que prevê teleatendimento de emergência de última geração com equipamentos sofisticados, capazes de permitir ao médico avaliar o estado geral do paciente à distância, e apoiar o diagnóstico primário, como se estivessem em seu consultório.

Nas unidades localizadas no oceano, a algumas centenas de quilômetros da costa, os colaboradores da Petrobras receberão assistência qualificada com profissionais em diversas especialidades, como cardiologia, ortopedia, oftalmologia, psiquiatria, dermatologia e cirurgia geral, além da odontologia, que prestarão atendimento 24h.

Além dos cerca de 9 mil trabalhadores embarcados (que equivalem a aproximadamente 20 mil pessoas por mês) nas 55 plataformas próprias da Petrobras, o sistema também será implantado para colaboradores de 22 unidades terrestres.

Somados ao exame de eletrocardiograma, que já fazia parte do protocolo de teleatendimento da Petrobras, estarão disponíveis equipamentos com tecnologia de ponta como monitor paramétrico, que mede os sinais vitais, estetoscópio para ausculta cardíaca e pulmonar, otoscópio (para examinar a parte interna do ouvido) e câmeras para dermoscopia (exame de lesões na pele), oftalmoscopia (exame ocular) e oroscopia (exame da cavidade oral), com arquitetura modular capaz de agregar outros equipamentos. A ideia é prover primeiro atendimento ágil e qualificado aos funcionários, realizado pelas equipes de saúde da Petrobras, sob supervisão médica do Einstein.

A perspectiva é de que o sistema de teleatendimento na Petrobras seja completamente instalado até o fim de 2023. Quando estiver em operação em todas as unidades previstas, os atendimentos médicos remotos de emergência serão disponibilizados para um contingente de 17 mil pessoas por dia.