Petroleira informa sobre venda da rede de fibra óptica onshore

A Petrobras informa que iniciou a etapa de divulgação da oportunidade (teaser), referente à venda de sua rede de fibra óptica onshore.

O teaser, que contém as principais informações sobre a oportunidade, bem como os critérios de elegibilidade para a seleção de potenciais participantes, está disponível no site da Petrobras: https://investidorpetrobras.com.br/pt/resultados‐e‐comunicados/teasers.

As principais etapas subsequentes do projeto serão informadas oportunamente ao mercado.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com o regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais, previsto no Decreto 9.188/2017.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor e maior retorno à sociedade.

Sobre o Ativo

O ativo consiste na rede de fibra óptica onshore que possui a extensão de aproximadamente 8.000 km, abrangendo todas as regiões do país, conectando diversas capitais e regiões metropolitanas. A rede de fibra ótica é composta por cabos enterrados que possuem, em sua grande maioria, capacidade de 36 fibras ópticas cada, acondicionados em tubos de polietileno de alta densidade PEAD (bi tubo) para maior proteção e versatilidade de manutenção.

Estatal informa sobre contratos com a NTS

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 22/12/2021, informa que, como parte das ações adotadas para a abertura do mercado brasileiro de gás natural, assinou, em 30/09/2022, com a Nova Transportadora do Sudeste S.A. (NTS) o Acordo de Redução de Flexibilidade de uso pela Petrobras (Acordo) e aditivos aos Contratos de Transporte de Gás Natural da Malha Sudeste, Malha Sudeste II, GASDUC III, GASPAJ e GASTAU (Aditivos), que refletem a limitação de flexibilidade da Petrobras. Tais instrumentos possibilitam o acesso de outros agentes ao sistema de transporte da NTS a partir de 01/10/2022.

A celebração do Acordo e dos Aditivos foi realizada após a aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e está em consonância com o compromisso assumido pela Petrobras no âmbito do Termo de Compromisso de Cessação de Prática (TCC), celebrado em 08/07/2019, entre o Conselho Administrativo de Defesa Econômica – CADE e a Petrobras.

Petrobras inicia fase vinculante para venda de direitos minerários de potássio

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 11/08/2022, informa o início da fase vinculante referente à venda de seus direitos minerários para pesquisa e lavra de sais de potássio situados na Bacia do Amazonas.

Os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão carta-convite (Process Letter) com instruções detalhadas sobre o processo em tela, incluindo orientações para a realização de due diligence e para o envio das propostas vinculantes.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com o regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais, previsto no Decreto 9.188/2017.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor e maior retorno à sociedade.

Sobre o ativo

O ativo é composto por 34 títulos minerários de sais de potássio localizados na Bacia do Amazonas e outorgados pela Agência Nacional de Mineração (ANM). Destes 34 títulos, 8 são concessões de lavra, 4 são requerimentos de lavra e 22 estão em processo de autorização de pesquisa.

Equinor utilizará barcos híbridos em sua operação no Brasil a partir de 2023

Contrato para a entrega da primeira embarcação adaptada ao formato híbrido foi assinado entre a empresa norueguesa e a CBO na última semana

A Equinor terá, no primeiro trimestre de 2023, o primeiro barco híbrido a operar em águas brasileiras. A embarcaçãodo tipo PSV (Platform Supply Vessel) contará com um banco de baterias instalado e poderá utilizar, como combustível, tanto energia elétrica armazenada quanto o diesel. No total, o contrato entre a empresa de energia norueguesa e a CBO contempla a conversão de três embarcações ao modelo híbrido. A expectativa é que haja uma redução relevante no uso de diesel e, consequentemente, diminuição de até 40% de emissões de CO2 dos barcos.

“Há algumas semanas, anunciamos o início da substituição de diesel por gás natural em Peregrino. Agora, incluindo energia elétrica como força motriz de embarcações, sabemos que a redução de emissões em nossas operações será ainda mais significativa. Passos importantes para que possamos alcançar, em 2050, nossa ambição de ser uma empresa sem emissões líquidas de carbono.”, declara Veronica Coelho, presidente da Equinor Brasil.

“O uso de barcos híbridos está alinhado com a nossa estratégia global, além de reafirmar o nosso compromisso com a criação de valor local, uma vez que as adaptações da embarcação estão sendo realizadas no Brasil pela CBO, nosso fornecedor parceiro 100% brasileiro. Estamos prontos para oferecer parcerias de longo prazo com fornecedores que nos tragam soluções inovadoras, novas tecnologias e maximização de valor aos nossos projetos e operações”, afirma Rafael Tristão, diretor de contratações e suprimentos da empresa norueguesa.

Os barcos do tipo PSV são responsáveis por transportar, do continente até as unidades offshore, os suprimentos e equipamentos necessários para a operação de um determinado ativo. A previsão é de que as embarcações utilizem as baterias para garantir a operação do motor a combustão sempre dentro da curva ótima de utilização, minimizando o consumo e tornando mais eficiente o uso de combustível. Além disso, quando atracado em local que possua infraestrutura de carregamento, é possível que o barco receba energia da unidade onshore, evitando o acionamento de motores.

A Equinor adotou sua primeira embarcação híbrida globalmente em 2016, na Noruega. A empresa conta com barcos deste tipo operando em 100% de suas operações no Mar do Norte.

“O Brasil está no centro para desenvolver o futuro da Energia”, diz Zoe Yujnovich, diretora global de Upstream da Shell

Segundo executiva, país ocupa um lugar de destaque na indústria de óleo e gás e na transição energética

O CEO Talks da Rio Oil&Gas, contou com a diretora global de Upstream da Shell, Zoe Yujnovich. A executiva, que já morou no Brasil, destacou que o otimismo e a energia dos brasileiros não estão apenas no seu povo e cultura. Para Zoe, o país ocupa um lugar de destaque na indústria de óleo e gás e na transição energética.

“Sinto que o Brasil tem todos os ingredientes para o sucesso e para se tornar o centro do futuro da energia. O país já é um dos maiores produtores de óleo e gás no mundo, mas mais importante que gerar energia para abastecer o mundo de hoje, o Brasil tem a capacidade de criar o sistema energético do futuro”, explica Zoe.

Com boa parte da energia do país sendo gerada por hidrelétricas, o Brasil aparece como parte importante da equação da energia renovável: “Estamos há quase 110 anos no país e celebramos essa longa jornada animados com o potencial que enxergamos para desenvolver o futuro. Estamos investindo em renováveis, como eólica offshore, solar, NBS, hidrogênio verde e amônia. Há muitas oportunidades para desenvolver soluções de baixo carbono e faremos isso com os recursos da exploração de hidrocarbonetos”.

Segundo a diretora, a atividade de Upstream possui um papel fundamental no desenvolvimento de energias renováveis. “O Upstream é o que possibilita o investimento na indústria de renováveis. Sem a geração de recursos em larga escala que vem da exploração de óleo e gás, não seria possível investir em renováveis. O portfólio da Shell está se transformando para abastecer nosso modo de vida atual e também para continuarmos a criar soluções de baixo carbono. Temos o potencial para seguir em frente de forma rentável e para transitar para a energia do futuro”, afirma.

Zoe finalizou sua palestra deixando um recado claro de qual caminho a indústria de óleo e gás deve seguir. “Não podemos replicar o passado. Precisamos estar na linha de frente, enfrentando a tempestade e inovando sempre. Esse é o nosso momento de deixar um legado e levar a humanidade para o próximo capítulo da sua história. Precisamos criar um mundo que nos dê orgulho em deixar para os nossos filhos”, finaliza Zoe.

A importância da cadeia de suprimentos da Shell para a inovação

Durante o fórum “Cultura de inovação: alavanca ou barreira?”, Diego Juliano, gerente de Tecnologia da Shell Brasil, destacou a importância de uma cadeia integrada de inovação. “Temos uma cadeia de suprimentos gigantesca e, para manter um nível operacional de excelência e com segurança, precisamos desses parceiros. Parte do nosso trabalho é fazer com que eles mantenham sua cultura de inovação, essa colaboração é muito importante”, explicou.

Diego ressaltou o quanto é necessário o aprendizado constante dentro da cultura de inovação: “Em P&D, costumo dizer que precisamos celebrar nossos erros com lições aprendidas, pois todo mundo evolui junto mais rápido. No ecossistema brasileiro, precisamos aprender em conjunto com diversos agentes para um bem maior, que é setor de energia”. Ele falou da importância de ter a liberdade de identificar erros, fazer isso da forma mais rápida possível, para assim realizar transformações que tragam ainda mais valor futuramente.

O painelista ainda apresentou exemplos práticos que a companhia está utilizando internamente para estimular a inovação. “Estou liderando um grupo de Digital Revolution, onde incentivamos os colaboradores a criar suas próprias soluções internas. As melhores iniciativas ganham visibilidade nas reuniões da liderança. São as ferramentas digitais que vão revolucionando a forma que trabalhamos internamente”, comemora.

O fórum também teve a presença de Ricardo Ramos, consultor de inovação aberta da Petrobras, Lívia Brandini, fundadora e CEO da Kultua, Christano Lins Pereira, líder de inovação aberta e cultura de inovação na Subsea7 e Rafael Clemente, fundador e CEO da EloGroup.

ESG no setor de energia

O dia de fóruns também debateu o papel das práticas de ESG no setor de energia. Frederick Ratliff, conselheiro administrativo em Anticorrupção da Shell Brasil, participou do painel “Governança, compliance e financiabilidade da industria de óleo e gás”, ao lado de Salvador Dahan, diretor executivo de governança e conformidade na Petrobras, Carlos Takahashi, CEO da Blackrock Brasil e Alexandre Carlos Leite de Figueiredo, secretário da SeinfraPetróleo do Tribunal de Contas da União (TCU). A moderação foi de Sandra Guerra, sócia-fundadora da Better governance.

Frederick Ratliff falou sobre o compromisso da Shell com a integridade dentro e fora da companhia, com ações de fiscalização da cadeia de suprimentos. “Em 2021, a Shell gastou US$37 bilhões com 224 mil empresas que trabalham para nós. É um grande desafio, mas investigamos o histórico dessas companhias, entendendo quem são, quais são suas licenças e quais são suas práticas. Também investimos em treinamentos para esses fornecedores, expondo quais são as nossas expectativas”, explica.

O porta-voz deixou claro que apenas o âmbito jurídico não é o suficiente para tomar decisões de relacionamento com outras empresas. “Dentro da Shell temos uma equipe de especialistas que realizam análises com o olhar de direitos humanos e integridade, por exemplo. Reunimos os históricos das empresas e avaliamos o que significa para a reputação da Shell fechar contratos com este fornecedor”. O especialista terminou sua apresentação afirmando que “disciplina” é a palavra-chave para definir suas expectativas rumo a um futuro mais transparente alinhado às práticas de ESG.

 

IBP assina protocolo de cooperação técnica com a ABEEólica

O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) assinou, durante a Rio Oil & Gas, um protocolo de cooperação técnica com a Associação Brasileira de Energia Eólica, para troca de conhecimento, desenvolvimento de cursos, advocacy e outras atividades em conjunto. O protocolo é resultado de um Grupo de Trabalho formado por importantes players de ambos os setores e representa um movimento inédito de alinhamento institucional na agenda da descarbonização e transição energética.

“A força da indústria de Óleo e Gás – que é quem faz esses grandes investimentos, quem tem expertise em tecnologia, infraestrutura, capacidade de gerenciamento de grandes projetos, instalações submarinas – seja alavancada para o setor de eólicas offshore”, afirmou Fernanda Delgado, diretora Executiva Corporativa do IBP.

Fundada em 2002, a ABEEólica é uma instituição sem fins lucrativos que representa mais de 100 empresas de toda cadeia produtiva do segmento. Para a presidente da associação, Elbia Gannoum, o documento assinado hoje formaliza a sinergia com o setor de O&G e deve estimular a inovação.

“Vamos para a indústria de energia, aproveitar os recursos naturais tanto no setor de energias renováveis como no setor de hidrocarbonetos, desenvolver tecnologias e fazer a transição energética juntos”, disse Gannoum.

Queremos ser agentes promotores da segurança – Rodrigo Ribeiro, presidente e Telmo Ghiorzi, secretário executivo da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo (ABESPetro)

Foi com esse compromisso que a Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo (ABESPetro) aceitou a sugestão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para lançar, em parceria com a reguladora, o IADC Brazil Chapter e o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), um Guia de Boas Práticas para Auditorias Internas. “A segurança precisa de compromisso e ação de todos, seja ela aonde for, na vida pessoal e na vida das corporações de trabalho. Enfim, em todas as suas aplicações. E nós na ABESPetro estamos dispostos a sermos agentes promotores da segurança”, diz o presidente da entidade, Rodrigo Ribeiro, nessa entrevista concedida ao lado do secretário executivo, Telmo Ghiorzi, na qual destacam a importância dessa iniciativa e falam de outros desafios do setor.

Oil & Gas Brasil: O Vocês lançaram o Guia de Boas Práticas para Auditorias Internas, elaborado em conjunto com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o IADC Brazil Chapter e o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP). Sabemos que normas de segurança estão sempre em aprimoramento. Como manter esse documento atualizado continuamente?

Rodrigo Ribeiro: A ABESPetro se reúne regulamente com o seu grupo de associados e também com outras instituições do setor. A ideia de elaborar este Guia foi trazida pela ANP, em razão de observações dela sobre não uniformidade nas auditorias internas realizadas pelas empresas. As oficinas, reuniões, debates e a construção do Guia resultaram da interlocução entre as
instituições do setor que atuam no ambiente offshore. Formamos o setor e essa interlocução é riquíssima em conteúdo, pois o
conhecimento acumulado pelos profissionais que representam as entidades é extenso e de alta qualidade.

Telmo Ghiorzi: Nenhuma das entidades envolvidas neste esforço tem dúvida quanto aos avanços promovidos pelo Guia. Contudo, a transcrição para o papel de conhecimento tácito, nem sempre ou mesmo quase nunca, é perfeita. A aplicação prática vai suscitar aperfeiçoamentos. O exemplo dado pelo esforço que resultou no Guia vai, por assim dizer, guiar os aperfeiçoamentos.

Oil & Gas Brasil: Com essa iniciativa vocês reiteram um compromisso prioritário com a questão da segurança operacional – desde o poço à operação das unidadesestacionárias de produção, uma vez que a ABESPetro congrega associados de toda a cadeia produtiva. Esse é um dos maiores desafios da indústria offshore – a segurança operacional – e demanda maior sinergia entre todos os atores?

Rodrigo Ribeiro: A segurança precisa de compromisso e ação de todos, seja ela aonde for, na vida pessoal e na vida das corporações de trabalho. Enfim, em todas as suas aplicações. E nós na ABESPetro estamos dispostos a sermos agentes promotores da segurança. Cada vez mais vamos disponibilizar recursos para que ela melhore de nível. Mas destacamos que isto sempre foi uma preocupação da indústria.

O Guia vem para facilitar o diálogo com as autoridades, que é a ANP, com a indústria, de forma a tirar todas as dúvidas dos que prestam contas à autoridade. Mas a segurança em si, com o uso de mecanismos de proteção, já é questão prioritária na indústria, seja em relação à vida humana ou à natureza.

Telmo Ghiorzi: A ABESPetro está em permanente aprimoramento de sua agenda e atividades institucionais. As empresas que ela representa são grandes ativadoras de uma extensa cadeia de empresas, cuja atuação resulta em mais produção de óleo e gás e, por conseguinte, podem promover mais empregos e arrecadação. Nossa missão é agir com essa finalidade. O Guia que está sendo concluído agora vai nessa direção, aprimorar a atividade industrial do setor, para torná-lo mais atrativo e, portanto, autossustentável e continuamente crescente.

Oil & Gas Brasil: Por estar presente em todas as etapas do upstream, desde a sísmica à operação e manutenção de equipamentos e unidades, que outros desafios a ABESPetro apontaria, que demandam a atenção dos agentes do setor?

Rodrigo Ribeiro: Há problemas específicos de cada empresa e há também os problemas que envolvem o setor como um todo. Legislação, por exemplo, pode ser sempre aprimorada. No Brasil, a Lei do Petróleo está fazendo 25 anos. Talvez seja a hora de ajustá-la, sobretudo quando se coloca em perspectiva as mudanças de contexto que estamos observado. Também avaliamos que se faz necessário dar estabilidade ao Repetro. Acabar com o fantasma do fim desse regime tributário, que não é um favor, mas sim um incentivo à produção. Principalmente porque é uma indústria em que os investimentos são elevadíssimos e as operações passam anos e anos sem se pagar. São investimentos intensivos que são necessários. E o Repetro é apenas um mecanismo para dar fôlego a esses investimentos vultosos tão necessários no início da operação. Assegurar a vigência do Repetro até 2040 é uma providência muito importante para a indústria.

Telmo Ghiorzi: Também estamos levantando a questão da regulação de conteúdo local. É importantíssimo que este
mecanismo seja estruturado de forma a promover o desenvolvimento da indústria nacional, fomentando investimentos estrangeiros e a exportação de bens e serviços e não apenas seja um mecanismo de reserva de mercado. Acelerar leilões de novos blocos também é outra bandeira nossa. O Brasil precisa multiplicar seus projetos de exploração e produção enquanto há viabilidade econômica para realizá-los.

Oil & Gas Brasil: Como a entidade vem buscando se posicionar no que diz respeito às parcerias de PD&I com operadoras, universidades e inclusive outras empresas, para gerar inovação para a cadeia produtiva? Vocês têm políticas e diretrizes nesse sentido, buscando maior participação nessas parcerias que mobilizaram mais de R$3 bilhões em 2021, de recursos?

Rodrigo Ribeiro: Somos uma entidade de classe. Portanto, sempre induzimos políticas que sejam positivas para o setor. Neste momento estamos sensibilizando as autoridades, no caso a ANP, para o investimento dos recursos de PDI em parcerias com universidades para promovermos desenvolvimento tecnológico para o país e para o setor. Avaliamos que este envolvimento pode gerar ganhos de conhecimento para as universidades e de produtividade para as empresas. É uma relação na qual todos saem ganhando. E à medida que as iniciativas trazem resultados concretos, o incentivo acaba sendo reforçado.

Oil & Gas Brasil: Telmo, você pontuou no evento de lançamento do Guia que “o Brasil está avançando nessa cooperação mútua entre petroleiras e empresas da cadeia produtiva”. Que outas ações a associação está realizando ou pensa desenvolver de forma colaborativa?

Telmo Ghiorzi: Para a construção deste Guia, houve interação entre ANP, ABESPetro, IADC e IBP. Mas há muitas outras entidades e empresas com as quais a ABESPetro interage, como órgãos de estado, a Petrobras, e outras entidades também atuantes no setor de petróleo e energia.

Oil & Gas Brasil: Como a ABESPetro vem se posicionando em relação ao descomissionamento: é um segmento do mercado em que poderá ter maior participação? A experiência consolidada no upstream qualifica os associados a terem uma participação nessa atividade? Que ações vocês vêm em implementando com esse foco?

Rodrigo Ribeiro: O descomissionamento é atividade promissora para aumento de demanda de pessoas e equipamentos. Expansão da atividade econômica do setor é agenda permanente da ABESPetro e estamos acompanhando a evolução. Muitas, se não todas, das empresas associadas têm ou estão se preparando para atuar no descomissionamento.

Oil & Gas Brasil: Qual a participação que a ABESPetro acredita poder ter na revitalização de campos maduros, no onshore e offshore brasileiro, com o desinvestimento da Petrobras, dando espaço a novos players como 3R Petroleum PetroReconcavo, PetroRio, entre outros? Vocês podem ter forte atuação no onshore também?

Telmo Ghiorzi: Muitas das empresas associadas a ABESPetro têm atuação no onshore, assim como em águas rasas e outros segmentos. Mas, o mais importante mesmo, é o movimento de desinvestimento da Petrobras. Pluralidade de operadoras é também agenda permanente da ABESPetro.

Oil & Gas Brasil: Os investimentos em E&P atingiram em 2020, o mais baixo índice desde 2006. A expectativa é de retomada gradual, com US$12,26 bi em 2023, dobrando para US$23,71 em 2024. Dá para projetar qual parcela é em fornecimentos de bens e serviços e qual em unidades de produção?

Rodrigo Ribeiro: O Bens e serviços englobam as atividades e equipamentos utilizados desde a sísmica até a fabricação,
operação e manutenção de unidades de produção. Os investimentos em E&P, pelo menos a parte de despesas de capital, isto é, o CAPEX, acabam sendo direcionados para a cadeia produtiva. Estes investimentos geram atividade e, portanto, empregos. Claro, nem todos no Brasil. Essa é outra agenda permanente da ABESPetro. A criação de mecanismos que induzam e estimulem a realização destas atividades no Brasil. Mas, enfatizamos, nunca por imposição regulatória. E sim porque seria mais lucrativo e eficiente fazer no Brasil. Temos bons ingredientes para isso. Mas ainda há espaço para muitas melhorias.

ABESPetro em Números

340.000 empregos gerados no país
45 empresas associadas
Mais de 600 especialistas em seis Comitês Permanentes:
Conteúdo Local, Jurídico, Logística, QSMS, RH, Tributário e
Tecnologia & Inovação.

Wood extende contratos com a Trident Energy e a Equinor no Brasil

A Wood recebeu duas extensões de contrato no Brasil, que incluem a prestação de serviços de operações para a Trident Energy e soluções de manutenção para a Equinor.

Em julho, a Wood e a Trident Energy assinaram um acordo para realizar serviços de produção e operação de convés a bordo das plataformas P08 , P65 , PCE1 e PPM1 . Este contrato é uma extensão de um ano do acordo existente que começou em 2020 e a continuação de um relacionamento de longo prazo entre as duas empresas.

Em apoio ao desenvolvimento de campo maduro da Trident, a Wood também recebeu projetos de Engenharia e Modificação para os mesmos ativos.

O contrato Equinor é a quarta extensão de um ano concedida à equipe, com o contrato inicialmente garantido em 2015 como um compromisso de quatro anos com opções de extensão. A equipe de Wood, agora composta por aproximadamente 640 pessoas mobilizadas em uma grande campanha de manutenção e atualização técnica, continuará fornecendo soluções de manutenção para otimizar os ativos da Peregrino.

A Equinor reiniciou a produção no campo de Peregrino há alguns meses, depois de mais de dois anos fechada. A empresa está agora se preparando para o início da Fase II, que estenderá a vida útil e o valor do campo e adicionará 250-300 milhões de barris.

Peregrino Fase I consiste em uma unidade FPSO, suportada por duas plataformas de cabeça de poço – Peregrino A e Peregrino B. Peregrino II consiste em uma plataforma de cabeça de poço – Peregrino C – e instalações relacionadas.

Hugues Corrignan , Country Manager da Wood para o Brasil, disse: “Esses contratos reforçam a confiança que nossos clientes têm nas capacidades da Wood para entregar projetos de manutenção, engenharia e modificação ao longo da vida de seus ativos. Com 20 anos de experiência na região, nossa equipe no Brasil tem experiência incomparável em desenvolvimento de campo maduro e um histórico comprovado de trabalho em conjunto com operadores de ativos para garantir energia com segurança e responsabilidade.”

No início desta semana, Wood também garantiu um acordo multirregional de longo prazo com a BP , cobrindo seu portfólio offshore. O contrato de serviços de engenharia de cinco anos verá a Wood apoiar a produção de energia da BP através do fornecimento de reparos, modificações e melhorias de ativos.

Shell garante sonda da Maersk para operações no Brasil

A Maersk Drilling garantiu um contrato da Shell Brasil para o fornecimento da plataforma semi-submersível Maersk Developer na bacia de Campos

A Maersk informou que sob este último acordo, a sonda perfurará um poço de exploração e realizará intervenções em poços submarinos no campo BC-10.

O contrato tem início previsto para março de 2023, em continuação direta do atual, com duração estimada de 90 dias. O valor do contrato é de aproximadamente US$ 37 milhões, incluindo uma taxa de mobilização.

Morten Kelstrup , COO da Maersk Drilling, disse: “Estamos muito satisfeitos em confirmar que a Mærsk Developer continuará trabalhando no Brasil depois que no início deste ano se tornou a primeira sonda Maersk Drilling a iniciar operações na região por muitos anos. Com esta campanha, poderemos aumentar nosso forte relacionamento com a Shell, que agora se estende ao empolgante mercado brasileiro.”

Entregue em 2009, o Maersk Developer é uma plataforma semi-submersível DSS-21 estabilizada em coluna, posicionada dinamicamente, capaz de operar em profundidades de até 10.000 pés. Atualmente está operando no Brasil para a Karoon Energy.

Com vários contratos de perfuração garantidos, este mês será lucrativo para a Maersk Drilling. Esses acordos farão com que as plataformas da Maersk operem no México para a Shell , na Holanda para a Petrogas , no Suriname para a TotalEnergies e na Malásia para a Shell e PTTEP.

Rio Oil & Gas tem recorde de 58 mil visitantes no Boulevard Olímpico

Retomada em formato presencial deixa legado para a cidade do Rio de Janeiro com reforma do Armazém Kobra. No encerramento, IBP premiou profissionais que contribuíram para o desenvolvimento da indústria de óleo e gás

A 20ª edição da Rio Oil & Gas encerrou com número recorde de participações: mais de 58 mil visitantes durante os quatro dias do evento que contou com mais de 400 expositores, reunidos em um espaço de mais de 51 mil m², na maior ocupação no
Boulevard Olímpico desde as Olimpíadas Rio 2016.

No total foram 268 horas de conteúdo presencial e 450 online. “Deixamos um legado muito importante de conhecimento para o nosso setor, nessa retomada no formato presencial, em um local acessível e democrático”, ressaltou Fernanda Delgado, diretoraexecutiva Corporativa do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás, o IBP, na cerimônia de encerramento do evento.

Pela primeira vez, a Rio Oil & Gas foi realizada em 6 pavilhões do Boulevard Olímpico, local que deve sediar a próxima edição do evento 2024, segundo Delgado.

O engenheiro José Formigli recebeu, ao final do evento, o Prêmio Leopoldo Miguez, por sua contribuição para a indústria brasileira de óleo e gás. O IBP também entregou o Prêmio Plínio Cantanhede para os melhores trabalhos técnicos, em seis categorias (upstream, mid e dowstream, gás natural e energia, transformação digital, ESG e transição energética), entre mais de 500 inscritos.

Abertura do Refino

O presidente da Petrobras, Caio Paes de Andrade, destacou o papel que a companhia tem a contribuir na abertura do setor e do processo de transição energética. O executivo participou virtualmente do painel CEO Talks, na Rio Oil & Gas 2022.

“A Petrobras quer seguir adiante no caminho da abertura o mercado, da atração do capital privado e das boas práticas de governança. Temos diversos motivos para sermos protagonista na transição energética que é fundamental para o planeta”, ressaltou Paes de Andrade.

Para Rafael Chaves, diretor de relacionamento institucional da Petrobras, a “sustentabilidade é mandatória na Petrobras e temos nossas metas alinhadas com o Acordo de Paris. Enxergamos a produção de petróleo como sustentável, ainda mais em
combinação com outras fontes de energia no nosso portfólio”, afirmou Chaves.

O mercado de combustíveis passa por uma mudança histórica com o recente movimento de venda das primeiras refinarias da Petrobras e a promoção da livre concorrência na atividade de refino no país.

“A abertura do mercado traz competitividade, investimentos, novos agentes, cria condição e desenvolvimento do mercado de forma bastante positiva”, revela Leonardo Linden, CEO da Ipiranga, que nos últimos meses, investiu mais de R$1 bilhão para ajustar a demanda de mercado, capacidade logística e sua segurança de operação.

Para o Luiz de Mendonça, CEO da Acelen, a operadora da primeira refinaria privatizada de petróleo do Brasil, a companhia tem ampliado o portfólio de produtos, “criando dinamismo e inserindo a refinaria num contexto de competitividade internacional muito mais amplo”.

Os desafios para consolidação deste cenário competitivo do setor foram debatidos na
última edição do painel Diálogos da Rio Oil & Gas.

Cenário Geopolítico

O cenário geopolítico mundial tem demandado atenção especial das empresas de energia. A norueguesa Equinor, por exemplo, está atuando para substituir o gás da Rússia. “Estamos focados para abrir todas as válvulas, acessar todos os gasodutos e
mudar produções de óleo para o gás. Vamos entregar este ano 10% a mais de gás do que em 2021”, relatou Eirik Wærness, vice-presidente sênior e economista-chefe da norueguesa Equinor, que participou do painel “Riscos geopolíticos, desafios e
oportunidades para o Brasil”, no último dia do evento.

Robert Johnston, especialista em energia da Columbia University (Nova York), ressaltou que o cenário oferece muitas oportunidades para o Brasil, que ele vê como um líder setorial em bioenergia e minerais críticos. “Diferentemente de outros países, o Brasil tem uma matriz de energias renováveis plural e o óleo nacional é mais leve e menos poluidor. Temos muitas oportunidades a explorar neste momento”, disse que Fernanda Delgado, diretora-executiva Corporativa, do IBP.

Onshore

Para o Diretor de Exploração e Produção da Eneva, Frederico Miranda, o Ciclo da Oferta Permanente pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), precisam se tornar mais frequentes e dinâmicas. “A ANP tem tido um papel
fundamental para o desenvolvimento das bacias onshore no país. A exploração é fundamental nesse novo ciclo que estamos vivendo”, disse do painel “O novo mapa de exploração onshore”, na Rio Oil & Gas.

Presente no painel, a COO da Origem Energia, Luna Viana também defendeu a continuidade de ofertas pela agência  reguladora. “Entendemos que esses leilões são de suma importância para nortear o onshore nos próximos anos.”

De acordo com o CEO da 3R Petroleum, Ricardo Savini, a grande oportunidade das empresas que adquiriram campos no processo de desinvestimento da Petrobras é elevar o fator de recuperação dos poços. O executivo participou, ao lado de Marcelo
Magalhães, CEO da PetroRecôncavo, e Caetano Machado, CEO da Mandacaru, de um painel sobre a retomada das atividades onshore na Rio Oil & Gas.

“Pretendemos duplicar a produção. Atualmente, extraímos uma média de 45 mil barris de produção e queremos chegar em 2026 com cerca de 100 mil barris anuais, mais que duplicando a nossa capacidade”, disse Savini.

Caetano Machado destacou que, apesar da modalidade estar retomando o fôlego, é preciso flexibilizar os custos operacionais para viabilizar os poços. A utilização da energia dos ventos como fonte limpa e renovável vem se tornando uma aliada das
principais empresas na redução da emissão dos gases do efeito estufa e no caminho para a transição energética.

Eólicas Offshore

A utilização da energia dos ventos como fonte limpa e renovável vem se tornando uma aliada das principais empresas na redução da emissão dos gases do efeito estufa e no caminho para a transição energética. A Gerente de Desenvolvimento de Negócios da TotalEnergies, Fernanda Scoponi, disse, durante a apresentação “Wind Offshore Business” que o “Brasil possui vasta extensão da linha costeira, profundidade das águas disponíveis e a força dos ventos para o desenvolvimento dessa fonte de energia”.

Premiados

PRÊMIO PLÍNIO CANTANHEDE EDIÇÃO 2022

UPSTREAM

TYRA TOPSIDE DECOMMISSIONING USING STEAM CASE STUDY

AUTORES: Jan Erik Eriksen e Gustavo Eiras Geraldes Duarte (IKM Testing)

MIDSTREAM E DOWNSTREAM

UM MODELO AUTÔNOMO NAS OPERAÇÕES DE CAMINHÕES-TANQUES NOS TERMINAIS DE
DISTRIBUIÇÃO DE COMBUSTÍVEIS

AUTORES: Izabelle Maria Anolin Bastos Gomes, Davi de Franca Carneiro, Felipe Leite
Fagundes, João Guilherme Lisboa, Vicente Ferrer do Carmo, Eduardo Pedreira Porfiro,
Marcos Vinicius de Miranda, Marcos Vinícios Gonçalves, Ulisses Cypriano dos Santos,
Claudia Reigada Marques de Vasconcelos (Vibra Energia)

GÁS NATURAL E ENERGIA

INDICADORES DE COMPETITIVIDADE REGULATÓRIA DE GÁS NATURAL NOS ESTADOS
BRASILEIROS

AUTORES: Natália Seyko Inocencio Aoyama, Juliana Rodrigues de Melo Silva e
Adrianno Farias Lorenzon (Abrace)

TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

A NEW APPLICATION FOR SCAL & PVT TO MANAGE, ANALYZE, SIMULATE & INTEGRATE
DATA THROUGHOUT THE ROCK AND FLUID CHARACTERIZATION WORKFLOW

AUTORES: Sofia Pamplona Bittencourt, Vinicius Girardi Silva e Igor Tibes Ghisi (ESSS –
Engineering Simulation And Scientific Software)

ESG

ESG NA INDÚSTRIA DE OLEO E GAS – IMPORTANCIA DA MENTORIA NA DIVERSIDADE DE
GÊNERO

AUTORAS: Keurrie Cipriano e Carla Rosa Cabral (Petrobras)

TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

OPÇÕES TECNOLÓGICAS PARA OPERAÇÃO DA REFINARIA ABREU E LIMA EM UM CENÁRIO
DE BRASIL CO2 NEUTRO EM 2025

AUTORES: Aline Teixeira de Carvalho, Pedro Rua Rodriguez Rochedo, Alexandre Szklo
e Roberto Schaeffer (Coppe/UFRJ)

MENÇÃO HONROSA EDIÇÃO 2022

UPSTREAM

NOVA TECNOLOGIA COVALLOX – O SEGREDO MAIS BEM GUARDADO ATÉ AGORA

AUTOR: Leonardo Mukim ee Moraes (Jotun)

MIDSTREAM E DOWNSTREAM

AVALIAÇÃO TÉCNICO-ECONÔMICA DO POTENCIAL DE COPROCESSAMENTO DE BIOMASSA
NO PARQUE DE REFINO NACIONAL

AUTORES: Letícia Gonçalves Lorentz, Bruno Scola Lopes da Cunha, Pedro Rua
Rodriguez Rochedo (Coppe/UFRJ)

GÁS NATURAL E ENERGIA

PRINCÍPIOS DE INTERCAMBIALIDADE DO GÁS NATURAL – CONTRIBUIÇÃO TÉCNICA PARA
A ATUALIZAÇÃO DA RANP 16/2008

AUTORES: Marcelo F. Mendes (Shell), Aurelito Ramos de Oliveira Filho (Repsol), Erick
Gonzales (Equinor), Leonardo Gama dos Santos e Ricardo Pinto (Petrobras), Jorge Paulo
Delmonte e Marcio Valdemar Santana Teixeira (IBP)

TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

NATURAL LANGUAGE PROCESSING IN THE OIL & GAS INDUSTRY: CHALLENGES,
APPLICATIONS AND FUTURE TRENDS

AUTORES: João Tadeu Vidal de Sousa, Marciele de Menezes Bittencourt, Anderson da
Silva Brito Sacramento, Michel Silverio, Beatriz Santana Fagundes Souza de Lima, Vitor
Jordão Ee Marcelo Eduardo dos Anjos (Sidi); Augusto Mello Rangel e Alvaro Abrao
(Geogin)

TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

ENSAIOS REGULATÓRIOS VOLTADOS À DESCARBONIZAÇÃO NO SETOR DE E&P NO BRASIL

AUTORES: Jessica Barreto ee Moraes e Tabita Yaling Cheng Loureiro (ANP)