Sandvik Materials Technology passa a se chamar Alleima e se torna empresa independente com ações na Nasdaq Estocolmo

A Sandvik Materials Technology (SMT), fabricante global de aços inoxidáveis avançados, ligas especiais e sistemas de aquecimento, foi listada na Nasdaq Estocolmo em 31 de agosto de 2022. Isso marcou o início de uma empresa totalmente independente depois de ter sido parte da Sandvik. Nesse novo momento, a Companhia passa a se chamar Alleima.

Com sede em Sandviken, Suécia, a Alleima é uma fabricante global de produtos de alto valor agregado em aços inoxidáveis avançados, ligas especiais e soluções para aquecimento industrial. Alleima, uma combinação das palavras “Alloy” e “Material”, combina dois pontos fortes dos negócios.

O portfólio da Alleima compreende mais de 900 receitas de ligas metálicas e inclui produtos como tubos de aço sem costura para o setor de energia, tiras de aço de precisão para compressores da linha branca e aplicações para facas. Também inclui fios ultrafinos para dispositivos médicos e microeletrônicos, tecnologia de aquecimento elétrico e tecnologia de células de combustível para automóveis de passeio e caminhões e para a produção de hidrogênio.

A Alleima possui uma cadeia de valor totalmente integrada que abrange de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) até o produto finalizado. Em 2021, a Alleima obteve receita líquida de vendas no valor de SEK 13,8 bilhões, tinha mais de 5,5 mil funcionários e clientes em aproximadamente 90 países.

“Somos o resultado de quase 160 anos de mentes coletivas, trabalhando em conjunto com nossos clientes. Hoje, a Alleima é líder mundial em suas áreas de atuação e apresenta forte desempenho em seu setor. Como empresa independente, a Alleima terá os pré-requisitos certos para alcançar todo o seu potencial e as melhores condições possíveis de crescimento e criação de valor. Continuaremos oferecendo os mesmos produtos e serviços avançados e de alta qualidade com a mesma experiência e soluções com as quais nossos clientes estão acostumados”, afirma Göran Björkman, CEO e Presidente da Alleima.

Sobre a Alleima no Brasil

A Alleima está no Brasil desde 1962, com sede em São Paulo. Na época, era a divisão do grupo Sandvik para materiais — a Sandvik Materials Technology (SMT) — hoje funcionando como empresa independente. A empresa tem também a unidade de Itatiaia, no Estado do Rio de Janeiro, inaugurada em 2015, para atender melhor aos clientes do segmento de Óleo e Gás por meio de uma base local. Com isso, a Alleima vem desde então ampliando a sua capacidade no Brasil, mercado cada vez mais
importante para empresa.

Os materiais fabricados pela Alleima são utilizados principalmente nos segmentos Industrial, Químico e Petroquímico, de Petróleo e Gás, Geração de Energia e Transporte, além de soluções para produtos no crescente segmento de Energia Renovável. Como diferencial, os produtos da Alleima são capazes de manter a integridade de materiais, apesar da corrosão química, que representa um desafio constante na atividade de Óleo & Gás, auxiliando assim para uma produção mais segura, confiável e com boa relação custo/benefício.

Alleima na Rio, OIl & Gas

Será a primeira edição da Rio Oil & Gas que a empresa se apresenta como Alleima, empresa independente do Grupo Sandvik e listada na Nasdaq Stockholm stock Exchange (Bolsa de Valores de Estocolmo) desde 31 de agosto de 2022. A chegada ao mercado de capitais fortalecerá ainda mais sua posição como fabricante líder mundial de aços inoxidáveis avançados, ligas especiais e sistemas de aquecimento.

No evento, a Alleima terá a oportunidade de reforçar aos clientes e parceiros o seu compromisso no fornecimento da melhor tecnologia de materiais ao atuar em conjunto com o setor de petróleo e gás para trazer inovação e melhores soluções. A empresa é uma das principais fornecedoras de linhas de controle para a Petrobras, bem como de importantes prestadoras de serviços. Também tem exportado materiais do Brasil para muitas regiões do mundo, incluindo países como EUA, Noruega, Nigéria, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Índia e Malásia.

Indústria e jovens discutem agenda ESG e transição energética

Durante painel “Liderança na agenda ESG”, na Arena Young Summit, o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), Roberto Ardenghy, mostrou, que a indústria de óleo e gás está comprometida em ser um agente transformador na sociedade. Segundo o executivo, as empresas precisam entender o seu papel e trabalhar os três pilares de modo integrado, o ambiental, o social e a governança.

“Os três pilares ESG (meio ambiente, social e governança, na sigla em inglês) devem ser implementados de forma completa. As empresas têm de ser um agente transformador da sociedade e ir além da atividade meramente empresarial. É isso que
se espera de um agente transformador social”, reforçou Ardenghy.

Para Raphaella Gomes, CEO da Raízen Geo Biogás, apesar do conceito não ser novo, cada vez mais o ESG funcionará como uma espécie de licença para operar. “Empresas que não adotarem essas ações de corpo e alma deixarão de existir em algum momento”.

Ana Gomides, embaixadora da juventude da ONU e membro do Comitê Jovem do IBP, disse que as empresas precisam olhar para os seus impactos e discutir com os jovens novas formas de solucionar os desafios que o setor de energia enfrenta no processo de transição. “O debate da transição energética é intergeracional. Muitos profissionais antes de nós já começaram a debater, mas nós jovens somos os agentes da mudança, nós estaremos na linha de frente e precisamos encontrar novas soluções”, frisou Gomides

Parceria inédita entre API e Abendi é lançada na Rio Oil & Gas

O American Petroleum Institute (API), em parceria com a Associação Brasileira de Ensaios Não Destrutivos e Inspeção (Abendi), a certificação API de inspetores de ensaios não destrutivos. O instituto americano baseado Washington oferece pela primeira vez fora do país sede, o exame prático para obtenção do certificado API, para que os inspetores possam demonstrar sua competência para o setor. A cerimônia de lançamento teve a presença da vice-presidente do API Anchal Liddar e do presidente da Abendi Angelo Alberto Bellelis durante a Rio Oil & Gas 2022, que acontece até o dia 29 no Boulevard Olímpico.   

Os ensaios não destrutivos consistem em técnicas utilizadas na inspeção de materiais e equipamentos sem destruí-los ou danificá-los. Seu uso vai desde a fabricação, construção e montagem até a manutenção.  Desde 2020, as entidades têm uma parceria que inclui treinamento e troca de informações para facilitar a comunicação técnica com o mercado brasileiro e colaborar em fóruns conjuntos para facilitar o intercâmbio entre especialistas brasileiros e americanos na indústria do petróleo e gás.  

As técnicas oferecidas estão entre as principais ferramentas de controle da qualidade e monitoramento de materiais e componentes. Elas são amplamente utilizadas em diversos setores da indústria, especialmente no setor de petróleo e petroquímico. A certificação API vai apoiar estes setores a encontrarem profissionais especializados no Brasil e ajudar a abrir portas para empresas de inspeção e inspetores que buscam demonstrar sua expertise competitiva e tecnológica em um mercado global. Os programas de certificação e normas do API abrangem inspetores da indústria, lubrificantes, sistemas de gestão e equipamentos, bem como serviços usados ​​todos os dias durante a exploração, perfuração, produção e refino de petróleo e gás natural.  

A parceria vai abranger as seguintes certificações: API QUPA – Phased Array – Ultrassom Phased Array; API QUSE – Sizing – Ultrassom – Dimensionamento; API QUTE – Detection – Ultrassom Detecção; API QUTE-TM – Thickness Measurement – Ultrassom Medição de Espessura; API QUSE-PA – Crack Sizing – Ultrassom – Dimensionamento de Trinca e API QUTE-LSP – Long Seam Pipeline – Ultrassom – Tubo com Costura. 

Foto: Rogério Resende

IBP inaugura Rio Oil & Gas em novo local e com foco no futuro da indústria e descarbonização

Maior evento do setor na América Latina reunirá mais de 40 mil pessoas até o dia 29, na capital fluminense

A indústria do petróleo vai investir US$ 183 bilhões no Brasil, nos próximos dez anos, segundo Roberto Ardenghy, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP). Na cerimônia de abertura da Rio Oil & Gas 2022, maior evento do setor na América Latina, o executivo destacou também a expectativa de que sejam criados 500 mil empregos e recolhidos US$ 622 bilhões aos cofres públicos com a produção de petróleo e gás, no país, na próxima década.

A Rio Oil &Gas foi iniciada nesta segunda-feira (26/9) e se estenderá até a próxima quinta-feira (29/9), no Boulevard Olímpico, na zona portuária da capital fluminense.

“Atingimos hoje um evento que supera todos os recordes e se espalhará em 51 mil m² neste espaço privilegiado do Boulevard Olímpico (na zona portuária do município do Rio) e áreas adjacentes. Evento híbrido e presencial, sinal dos novos tempos – do hoje e do amanhã”, afirmou Ardenghy.

O presidente do IBP ressaltou ainda que o futuro da indústria do petróleo é descarbonizado, seguro, eficiente, diverso e inclusivo. O setor, atualmente, produz 3,5 milhões de barris de óleo equivalente (boe) por dia e transporta 400 milhões de litros de combustíveis pelo país. “Tudo isto com segurança, eficiência operacional e extremo cuidado ambiental”, acrescentou Ardenghy.

Cerca de 40 mil visitantes e mais de 400 expositores estarão na feira e congresso até a próxima quinta-feira (29/9), para debater o futuro da indústria do petróleo, que será a maior ocupação da zona portuária desde as Olimpíadas, em 2016. Quem não puder comparecer fisicamente, pode acompanhar o evento de forma remota (online).

Nove países estão presentes com pavilhões na feira do evento – Angola, Alemanha, Argentina, Áustria, Irã, Itália, Reino Unido, França e Noruega. Irã e Angola participam pela primeira vez. A Áustria retorna à Rio Oil & Gas após oito anos.

Esta edição da Rio Oil & Gas marca ainda a retomada do Rio de Janeiro como capital do turismo de negócios do país. A realização da feira em um local mais central, de fácil acesso, em uma região revitalizada da cidade, movimenta a economia local e o segmento hoteleiro.

Além disso, o IBP, organizador do evento, deixa um legado para o município. O Instituto investiu na revitalização do Armazém que conta com o mural ‘Etnias’, do artista Eduardo Kobra, e que durante o evento foi renomeado para Armazém IBP. O espaço estava funcionando apenas como estacionamento e, agora, poderá ser utilizado como espaço para a realização de grandes eventos.

“Gostaria de agradecer pela escolha do local. Aqui, se permite viver um pouco mais a realidade da cidade do Rio de Janeiro. É um orgulho receber a Rio Oil & Gas aqui. Nesse momento em que ouvimos falar tanto em sustentabilidade e descarbonização, entendemos que essa é uma vocação da cidade”, disse o prefeito do Rio, Eduardo Paes.

Também presente à cerimônia de abertura do evento, o ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, destacou, em sua fala, a importância de o Brasil manter as melhores práticas legais e competitivas para garantir a atração de investimentos. O ministro lembrou que 60% dos campos de petróleo ofertados pela Petrobras já foram vendidos, o que representa mais diversificação de agentes e aumento da produção.

Já o presidente da Petrobras, Caio Paes de Andrade, participou virtualmente da cerimônia de abertura da Rio Oil & Gas. O executivo reafirmou a prioridade do pré-sal na estratégia da empresa e posicionou a margem equatorial, no litoral norte do país, como uma das mais importantes províncias petrolíferas disponíveis no mundo.

“Trabalhamos sem descanso para neutralizar as emissões, em linha com o prazo determinado no Acordo de Paris. A companhia planeja investir US$ 2,8 bilhões nos próximos anos para a mitigação de emissões. Além disso, estamos dando início a uma nova geração de combustíveis, como o diesel renovável e bioquerosene de aviação. A Petrobras é uma empresa permanentemente em transformação”, afirmou Andrade.

Também presente à cerimônia, o ministro de Meio Ambiente, Joaquim Leite, ressaltou a importância de incentivar a indústria para que avance nas transformações que culminarão numa economia verde. “Após a pandemia, o mundo busca um lugar próximo, amigo e com energia competitiva. Esse lugar é o Brasil. O setor de óleo e gás é parte da solução e caminha na direção correta, de uma economia de baixa emissão”, afirmou.

Rio Oil & Gas 2022
Data: de 26 a 29 de setembro

Horários: das 8h às 18h (Congresso) e das 12h às 20h (Exposição e Eventos Paralelos)

Local: Boulevard Olímpico (Armazéns 1, 3, 4, 5, Utopia, Armazém IBP (Mural “Etnias”) e Espaço Kreimer)

ANP reclassifica OSDUC como duto de transporte

A Diretoria da ANP aprovou a reclassificação do oleoduto OSDUC, de duto de transferência para duto de transporte, a partir do pedido da empresa VAST Infraestrutura. A medida faz parte do projeto para implementar uma alternativa de suprimento de petróleo para duas das maiores refinarias do país.

O OSDUC é um duto de petróleo de 180 quilômetros de extensão que conecta o Terminal de Cabiúnas (Macaé-RJ) ao Terminal de Campos Elíseos (Duque de Caxias-RJ), sendo todo o sistema operado pela Transpetro. Por meio do OSDUC, o petróleo da Petrobras produzido na Bacia de Campos é movimentado até Duque de Caxias, onde esse produto abastece tanto a Refinaria Duque de Caxias (REDUC – Petrobras), no mesmo município, quanto pode ser transferido para Betim-MG, via oleoduto ORBEL II, para abastecer a Refinaria Gabriel Passos (REGAP). O OSDUC era, até então, autorizado pela ANP como duto de transferência, de uso exclusivo da Petrobras.

Pela Lei do Petróleo (Lei 9478/97), um duto de transferência é aquele cujo percurso é considerado de interesse específico e exclusivo do proprietário, ou seja, somente ele utiliza essa infraestrutura. O duto de transporte, por sua vez, é aquele em que há mais de um interessado e, portanto, há o compartilhamento da infraestrutura. Nesse caso, o duto deve ser operado por um transportador, que não pode comercializar os produtos movimentados, e está sujeito às Resoluções ANP nº 35/2012 e nº 716/2018, as quais determinam o livre acesso aos oleodutos e o tratamento não discriminatório dos diversos carregadores.

Quando há o comprovado interesse de terceiros em um duto de transferência, a ANP tem a atribuição legal de reclassificá-lo como duto de transporte, conforme art. 59. da Lei do Petróleo.

Nesse sentido, a VAST Infraestrutura manifestou seu interesse e a ANP aprovou a reclassificação do OSDUC. Essa decisão, em conjunto com outros investimentos da empresa em um terminal aquaviário e em outros dutos de transporte, poderá viabilizar uma fonte de suprimento de petróleo alternativa para as Refinarias REDUC (Rio de Janeiro) e REGAP (Minas Gerais), a partir do Porto do Açu, em São João da Barra-RJ.

No contexto atual, com o avanço do programa de desinvestimento da Petrobras e uma nova dinâmica para o mercado de combustíveis, o livre acesso é um importante instrumento de fomento à competitividade nos setores de petróleo e de combustíveis, permitindo que diferentes agentes acessem a infraestrutura de transporte existente para a movimentação de seus produtos.

A reclassificação do OSDUC, em conjunto com as regras de acesso aos terminais aquaviários recentemente aprovadas através da Resolução ANP nº 881/2022, possibilita que diferentes produtores de petróleo estejam aptos a fornecer petróleo para as refinarias do Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Conteúdo local: ANP faz consulta pública sobre estudo relacionado à atividade de acreditação de certificadoras

A ANP aprovou a realização de consulta pública sobre o relatório da análise de impacto regulatório (AIR) que tem o objetivo de aperfeiçoar a aplicação da Resolução ANP nº 869/2022, que dispõe sobre os requisitos e procedimentos da acreditação, pela ANP, de organismos de certificação de conteúdo local de bens e serviços. O relatório e demais documentos relacionados poderão ser acessados na página da consulta, assim que houver a publicação do respectivo aviso no diário oficial da união.

A ANP identificou oportunidades de melhoria no que está previsto na resolução em relação à abrangência e simplificação de requisitos e procedimentos gerais relacionados com: (i) a acreditação concomitante no Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) para os organismos de certificação; (ii) o registro de certificados de conteúdo local e de cancelamento da acreditação; (iii) a aplicação de sanções por descumprimento dos requisitos; (iv) a revisão e consolidação de formulários e orientações complementares ao estabelecido da resolução; e (v) as auditorias e atividades de supervisão da ANP.

Para o aperfeiçoamento das regras em vigor, a Agência deu início a uma análise de impacto regulatório (AIR), que é um procedimento prévio e formal regulamentado pelo Decreto nº 10.411/2020, que visa à reunião da maior quantidade possível de informações sobre um determinado tema regulado pela Agência, para avaliar os possíveis impactos das alternativas de ação disponíveis para o alcance dos objetivos pretendidos. A AIR tem como finalidade orientar e subsidiar a tomada de decisão e contribuir para tornar a regulação mais efetiva, eficaz e eficiente. Com base nos estudos realizados até o momento, a ANP elaborou um relatório da AIR, que entra agora em consulta pública. O objetivo é permitir a participação do mercado e da sociedade no levantamento de informações e receber contribuições para o aprofundamento desses estudos.

O relatório aponta como a melhor alternativa para o alcance dos objetivos pretendidos a alteração da resolução, passando por futuras consulta a audiência públicas, contemplando, principalmente, a previsão de outros esquemas de acreditação concomitante junto ao Inmetro, além do OCP, o desenvolvimento de programa de acreditação específico de conteúdo local junto ao Inmetro e tornar o prazo de acreditação indeterminado; a ampliação do prazo de guarda de documentação e o envio periódico da documentação referente aos certificados emitidos à ANP; definição de requisitos para o cancelamento da acreditação, previsão de sanções pecuniárias e a revisão geral das definições e procedimentos aplicáveis.

Após o período de consulta, a ANP analisará as contribuições e elaborará nova versão do relatório de AIR, que será submetido para aprovação e manifestação da Diretoria Colegiada da Agência. Esse relatório trará a proposta de ação regulatória a ser tomada para se alcançar o objetivo pretendido. Caso a decisão seja pela alteração da Resolução ANP nº 869/2022, essa futura minuta passará então por consulta e audiência públicas.

O que são conteúdo local e acreditação

Os compromissos de conteúdo local são os assumidos pelas empresas de exploração e produção de petróleo e gás natural de contratação de um percentual mínimo de bens e serviços nacionais. A acreditação consiste no reconhecimento formal, pela ANP, da competência de organismos de certificação para atenderem requisitos previamente definidos e realizar com confiança atividades de certificação de conteúdo local. A certificação é regulada pela Resolução ANP nº 19/2013 e consiste em aferir o percentual de conteúdo local em determinado fornecimento de bem ou serviço e atestá-lo publicamente.

Petrobras informa sobre pagamento de remuneração aos acionistas

A Petrobras, em continuidade aos comunicados de 28/07/2022 e 31/08/2022, informa que realizou o pagamento da 2ª parcela da remuneração aos acionistas aprovada por seu Conselho de Administração em reunião realizada em 28/07/2022.

O valor bruto distribuído hoje corresponde a dividendos de R$ 3,366001 por ação ordinária e preferencial em circulação, com base na posição acionária de 11 de agosto de 2022.

INSTRUÇÕES QUANTO AO CRÉDITO

O pagamento foi efetuado pelo Banco Bradesco S.A., instituição depositária das ações escriturais de emissão da Petrobras. Todos os acionistas que estiverem com seu cadastro devidamente atualizados, tiveram seus direitos creditados automaticamente em suas contas bancárias na data de hoje. Para os acionistas com ações custodiadas na B3, o pagamento foi efetuado através de suas respectivas corretoras.

Mais informações poderão ser obtidas através de qualquer agência do Bradesco ou pelo telefone 0800-7011616.

Para os detentores de ADRs, o pagamento ocorrerá a partir do dia 27/09/2022 através do JP Morgan Chase Bank, banco depositário dos ADRs da Petrobras. Informações e esclarecimentos poderão ser obtidos por intermédio do site www.adr.com.

Os dividendos e JCP não reclamados no prazo de 3 (três) anos, a contar da data do pagamento (20 de setembro de 2022), prescreverão e reverterão em favor da companhia (Lei 6404/76, art. 287, inciso II, item a).

Estatal informa sobre venda de participação na Bacia Potiguar

A Petrobras, em continuidade aos comunicados divulgados em 16/08/2022 e 08/09/2022, informa o início da fase vinculante referente à venda de 40% da sua participação nas concessões exploratórias BM-POT-17, em que se desenvolve o Plano de Avaliação de Descoberta do poço Pitu (Blocos POT-M-853 e POT-M-855), e a Concessão POT-M-762_R15 (Bloco POT-M-762), localizadas em águas profundas na Bacia Potiguar – Margem Equatorial – no litoral do Rio Grande do Norte. A Petrobras atualmente possui 100% de participação nessas concessões e continuará como operadora da parceria após a venda.

Os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão carta-convite (Process Letter) com instruções detalhadas sobre o processo em tela, incluindo orientações para a realização de due diligence e para o envio das propostas vinculantes.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

A busca de parceria nesses ativos está alinhada à estratégia de gestão de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor.

Sobre os ativos

Blocos POT-M-853 e POT-M-855: os blocos exploratórios foram adquiridos na 7ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP) em 2006. Atualmente, a Petrobras detém 100% de participação e conduz o Plano de Avaliação de Descoberta do poço Pitu, com compromisso firme de perfuração de um poço exploratório (poço Pitu Oeste) previsto para 2023.

Bloco POT-M-762: o bloco exploratório foi adquirido na 15ª Rodada de Licitações da ANP em 2018 e a Petrobras detém 100% de participação. A Petrobras planeja perfurar o poço Anhangá (Oportunidade Exploratória Anhangá) entre 2023 e 2024.

Petrobras obtém ganhos de R$ 342 milhões com melhorias na gestão da cadeia de suprimentos

ASCM, uma das principais organizações internacionais do setor, concede prêmio à companhia na categoria Transformação Corporativa

A Petrobras obteve ganhos de R$ 342 milhões entre 2021 e 2022, como reflexo da implementação de uma série de avanços em sua gestão da cadeia de suprimentos, voltada para suas atividades de exploração e produção, refino e transporte de produtos e serviços. Os ganhos de eficiência foram obtidos, principalmente, devido aos avanços na gestão de suprimentos para manutenção, reparo e operação das unidades operadas pela companhia – como plataformas de produção, embarcações de apoio, sondas de perfuração, unidades de tratamento de gás, entre outras.

Essa economia contribuiu para os resultados já apresentados pela empresa, refletindo a redução em 25% da cobertura de estoque da Petrobras – bem como o corte de 34% de excesso de estoque e de 40% dos códigos de materiais ativos na companhia, indicadores importantes na gestão da cadeia de suprimentos (supply chain). A gestão de suprimentos envolve a disponibilização dos mais diversos tipos de materiais, como tubos e conexões, equipamentos submarinos, turbinas, bombas, compressores e seus sobressalentes necessários para dar suporte às operações da companhia.

A Petrobras dispõe de uma cadeia de suprimentos complexa, com milhares de fornecedores e necessidade de disponibilização permanente de materiais para suas diversas operações. Em paralelo, a gestão de suprimentos da companhia tem o desafio de evitar o desabastecimento de materiais nessas unidades e, ao mesmo tempo, impedir despesas inerentes a eventuais estoques excessivos ou intempestivos. Os ganhos obtidos nessa área refletem o foco da Petrobras na melhoria da gestão, disciplina na alocação de capital e redução de custos.

Os ganhos de eficiência na gestão de suprimentos da companhia contaram com o uso intensivo de tecnologia. A companhia aprimorou um sistema informatizado para avaliação automática dos pedidos de compra e requisição das unidades, com base em um algoritmo para determinar se os materiais eram ou não necessários. Se fossem necessários, seriam adquiridos. Se não estivesse claro, os pedidos eram analisados e refinados, o que levaria à compra ou à eliminação total do pedido.

Reconhecimento internacional da ASCM 

Em reconhecimento aos avanços em sua gestão de suprimentos, a Petrobras recebeu, ontem (20/09), em Chicago, (EUA) o prêmio de Excelência da Association for Supply Chain Management (ASCM), principal organização global dedicada a esse segmento.

A companhia alcançou o 1º lugar na categoria “Transformação Corporativa”, que reconhece melhorias na gestão da cadeia de suprimentos que alavancam resultados de negócios. A avaliação é feita pela ASCM, utilizando o modelo de Referência de Operações da Cadeia de Suprimentos (SCOR).

Conselho de Administração da Petrobras elege Diretor Executivo de Transformação Digital e Inovação

A Petrobras informa que o seu Conselho de Administração, em reunião realizada em 21/9, aprovou o encerramento antecipado do mandato do Sr. Juliano de Carvalho Dantas como Diretor Executivo de Transformação Digital e Inovação da Companhia e elegeu o Sr. Paulo Palaia Sica como novo Diretor Executivo de Transformação Digital e Inovação.

Paulo Palaia é Bacharel em Processamento de Dados pela Universidade Braz Cubas e possui aperfeiçoamento em Gestão Estratégica de TI pela UC Berkeley – Califórnia – EUA. Possui mais de 37 anos de carreira na área de Tecnologia da Informação e experiência em diversos segmentos do mercado, ocupando nos últimos 27 anos posições de liderança como principal executivo de tecnologia das instituições onde atuou. Foi por mais de 9 anos Diretor de Tecnologia da GOL Linhas Aéreas Inteligentes S/A e Diretor Geral da GOLLabs, laboratório de inovação voltado ao setor aéreo. Foi também Diretor de tecnologia da Webjet Linhas Aéreas, DASA, CVC, e Presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de e-Business, entre 2015 e 2016. Além disso, atuou como consultor em tecnologia para o Hospital Sírio Libanês, GJP Hotéis Exclusivos, MOVIDA Aluguel de Carros, JSL SA e Grupo COMPORTE. É detentor de patentes de soluções tecnológicas que visam a redução de custos operacionais e aprimoramento da experiência do cliente de companhias aéreas, além de ter sido laureado com mais de 36 prêmios emitidos pelas maiores entidades do mercado de TI brasileiro ao longo de sua carreira.

A indicação do novo Diretor Executivo foi objeto de prévia análise pelo Comitê de Pessoas do Conselho de Administração da Petrobras.

A Petrobras agradece a Juliano de Carvalho Dantas por sua importante liderança, dedicação e contribuição em seus 19 anos de companhia e seu trabalho à frente da Diretoria Executiva de Transformação Digital e Inovação.