A inovação na completação de poços totalmente elétrica por Felipe Noel, líder de Completação de Poços na ouronova

A descoberta do pré-sal na primeira década dos anos 2000 impulsionou a pesquisa, desenvolvimento e inovação com foco em tecnologias e processos que viabilizassem a exploração dessa nova fronteira. A aceleração da inovação se deu tanto pelo volume crescente de recursos gerados pela cláusula de PD&I dos contratos de concessão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis como também pela demanda das próprias operadoras junto aos fornecedores por soluções no curto prazo.

A crescente demanda por utilização de tecnologias de completação que visam aumentar a eficiência e reduzir os custos operacionais em poços, também fomentou aprimoramentos e inovações que vêm sendo consolidadas ou implementadas com sucesso nesse novo cenário. Tanto que o uso intensivo da completação inteligente pela Petrobras no desenvolvimento do
pré-sal é uma das 10 tecnologias que fizeram a Petrobras conquistar em 2015 (pela terceira vez), o OTC Distinguished Achievement Award for Companies, maior reconhecimento tecnológico que uma empresa de petróleo pode receber como operadora offshore.

A completação de poços, denominada inteligente, vem sendo cada vez mais utilizada no pré-sal e outros ambientes por ser mais
eficiente, segura e econômica em locações que possuem duas ou mais zonas produtoras de hidrocarbonetos (rochas reservatórias). Uma das principais vantagens dessa tecnologia é o fato de as válvulas usadas no sistema de completação possibilitarem o controle remoto de vazão seletivamente em cada zona do poço, auxiliando na prevenção ou reação a eventos que são indesejados pelas operadoras, como o aumento da produção de água.

Além disso, a instalação de equipamentos “inteligentes” em um poço visa minimizar as intervenções durante a vida produtiva do poço, além de facilitar a conversão de um poço produtor em injetor, quando ocorre declínio na vazão da produção.

A ouronova, que desde sua criação disponibiliza tecnologias inovadoras (também premiadas) para as atividades de exploração
e produção de óleo e gás, vem desenvolvendo, desde 2014, sistemas elétricos para a completação de poços que proporcionam
maior confiabilidade operacional e eficiência no controle da produção. As soluções 4.0 da ouronova são idealizadas para
aplicações em cenários complexos como o do pré-sal, com poços de alta temperatura, elevada pressão e vazão.

Cenário atual

Ao projetar um sistema de completação para poços, os dois principais objetivos são a garantia de escoamento com maior eficiência possível (maior fator de recuperação de óleo ao fim da vida útil do ativo) e a segurança operacional na fase de produção.

Para atender ao primeiro objetivo temos os sistemas de completação inteligente (CI), que são uma excelente opção para assegurar a seletividade entre zonas de produção, visando o melhor gerenciamento de reservatório, contribuindo assim para um aumento do fator de recuperação dos campos de petróleo e gás.

Essa tecnologia é formada por um conjunto de equipamentos e acessórios que compõem um sistema a ser instalado na coluna de produção do poço, com o intuito de dividi-lo em zonas de produção (que são isoladas entre si). Em cada zona são
instalados sensores capazes de medir a temperatura e pressão, assim como uma ou mais válvulas que abrem e fecham,
acionadas de forma remota e de acordo com a necessidade do operador, para controlar a vazão do fluxo de produção (ou
injeção, em caso de poços injetores).

Para atender ao requisito de segurança operacional temos a válvula de segurança de fundo de poço (chamada em inglês de Downhole Safety Valve – DHSV ou Subsurface Safety Valve – SSV). É o principal equipamento de segurança, instalado abaixo do terreno/leito marinho com a função é impedir o fluxo descontrolado de hidrocarbonetos para o ambiente externo, pela coluna de produção ou de injeção, e permitir o fechamento seguro (fail-safe close) em caso de dano catastrófico a equipamentos acima do solo.

Entretanto, a baixa confiabilidade dos sistemas hidráulicos existentes no mercado, principalmente em poços de águas ultraprofundas, vem fazendo com que as válvulas de completação inteligente (ICV) e as válvulas de segurança de fundo de poço apresentem elevado número de falhas,

comprometendo a integridade estrutural ou a eficiência econômica de exploração dos poços. E tornam-se umas das principais causas de intervenções em poços, contrariando o objetivo de seu uso.

Para as válvulas de segurança com acionamento hidráulico, as principais falhas conhecidas podem ser divididas em quatro tipos:

(i) Fechamento espúrio: válvula fecha inadvertidamente durante a produção, mas posteriormente consegue ser atuada;
(ii) Vazamentos: válvula quando fechada apresenta taxa de vazamento acima dos limites toleráveis;
(iii) Falha Aberta: válvula travada aberta, incapaz de realizar o fechamento do poço;
(iv) Falha Fechada: válvula travada fechada, impossibilitando a produção do poço.

Todas as falhas descritas acima, de alguma forma, representam riscos severos à segurança operacional e/ou provocam paradas indesejadas de produção, as quais demandam eventos de intervenção (workovers) para solução integral ou parcial do problema.

Já em sistemas de completação inteligente, mais especificamente nas válvulas de controle de fluxo, uma falha prejudica imediatamente o gerenciamento de reservatório. Dependendo do modo de falha da ICV, perdas de produção e/ou necessidade de intervenção (workovers) nos poços podem ocorrer, impactando economicamente os projetos e colocando em dúvida a economicidade do uso da tecnologia.

Nesse contexto, o desenvolvimento de um sistema elétrico de completação composto por DHSV elétrica e válvulas de
controle de fluxo elétricas, além de estar alinhado com a tendência mundial de adoção de novas tecnologias elétricas em sistemas de produção de óleo e gás, traz uma arquitetura mais simples comparada com seus análogos tradicionalmente hidráulicos justamente por eliminar toda a infraestrutura hidráulica que é necessária.

A redução da complexidade eleva a confiabilidade total do sistema reduzindo o número de intervenções no poço e, consequentemente, uma redução significativa de custos operacionais da produção.

Além da diminuição das falhas, o aumento de confiabilidade da DHSV e ICVs gera uma flexibilidade técnica para as engenharias de poço e reservatório, que passam a ter mais confiança em realizar os testes periódicos com parada de produção, além de poderem fazer, mais frequentemente, testes de atuação sem que as válvulas precisem ser fechadas.

Outra grande vantagem dos sistemas elétricos é a possibilidade natural de ampliação da aquisição e tratamento de dados sobre as operações, que permite integrar inteligência aos sistemas e auxiliar tomadas de decisão.

Sistema inovador

O sistema elétrico de completação da ouronova é integrado por quatro subsistemas que conectam o top side ao poço, visando a segurança operacional e o gerenciamento da produção dos reservatórios.

A operação remota e em tempo real é executada, a partir do topside, pela unidade de controle de superfície (eSCU – electric
surface control unit), formada pelos equipamentos responsáveis por ‘traduzir’ todo o tráfego de informação vindo do poço para uma interface gráfica , de forma que o operador possa acompanhar e atuar no subsistema de fundo.

Na cabeça do poço, na árvore de natal molhada (ANM), está o módulo de controle submarino (eSCM – electronic subsea control module), responsável por toda a interface entre o poço e a superfície. O módulo desenvolvido pela ouronova tem a capacidade de ampliar o fornecimento de energia para o poço, bem como gerenciar uma quantidade maior de dados vindos do poço por ser um equipamento dedicado, com um sistema de comunicação que ‘by-passa’o sistema da arvore, e se comunica diretamente com a superfície.

A válvula elétrica de segurança de subsuperfície (eSSV) é o componente responsável por impedir o fluxo descontrolado de hidrocarbonetos para o ambiente, utilizando sua função de fechamento seguro (fail-safe close) em caso de emergências e perda de controle do poço. Dotada de um robusto sistema de atuação elétrica, acoplado ao um mecanismo inteligente de liberação e fechamento da coluna de produção, a eSSV da ouronova possui ainda eletrônica embarcada para controle e acionamento dos sistemas de atuação e fechamento seguro, integrada de sensoriamento de pressão, temperatura e outros parâmetros operacionais.

Por último vem o subsistema de completação inteligente propriamente dita. A eICV, que é o representante desse subsistema, integra as funções de monitoramento do poço e controle de fluxo em um único equipamento, tornando ainda mais robusta a completação inteligente totalmente elétrica da ouronova.

Utilizando um sistema simples e inovador de atuador elétrico, que possui uma ótima eficiência eletromecânica, tanto para a eICV quanto para e eSSV, o sistema de completação inteligente totalmente elétrico da ouronova é capaz de operar com alta confiabilidade em ambientes severos com pressões até 16.500 psi, temperaturas até 150o e vazões até 70.000 barris por dia, em poços situados em lâmina d’água superiores à 3.000 metros, com baixos consumos de potência elétrica.

A arquitetura de comunicação foi projetada de forma a permitir o controle de todos os equipamentos em um único sistema, utilizando apenas uma linha de controle elétrica. Essa característica ainda gera uma flexibilidade de inúmeras formas de redundância ou até mesmo a opção de utilizar os sistemas de segurança de fundo de poço e de completação inteligente de forma independente (comunicação separada), como já é comumente utilizada.

Histórico e futuro

Com o sucesso nos desenvolvimentos da válvula elétrica de completação inteligente e da válvula elétrica de segurança de fundo de poço, a ouronova segue investindo no desenvolvimento de outras tecnologias que irão alavancar cada vez mais a eletrificação de poços, visando o aumento de confiabilidade dos equipamentos para a optimização da produção e aumento da segurança operacional.

As tecnologias implementadas nesses equipamentos se transformaram em uma ‘plataforma’ para o desenvolvimento de outras soluções, tendo gerado ao todo mais de 10 patentes depositadas para soluções elétricas de controle de vazão, mecanismos de fechamento seguro, sistemas de gás-lift, injeção química, entre outros. A previsão é de que o sistema elétrico de completação da ouronova, composto pelos subsistemas de segurança de fundo de poço e de completação inteligente, seja validado e qualificado para operar nos poços do pré-sal brasileiro no primeiro semestre de 2024, quando está planejado a realização de um teste de campo.

A proposta da ouronova é disponibilizar para esse mercado uma solução 4.0 que estabelece um novo conceito em completação
inteligente, abrindo caminhos para a incorporação de novas ferramentas e funcionalidades que serão essenciais para assegurar maior eficiência, produtividade e segurança, fatores-chave para as operadoras e para a sustentabilidade da indústria de óleo e gás.

Felipe Gherren Noel – Líder de Completação de Poços na ouronova, Engenheiro mecânico formado pela Universidade Católica de Petrópolis (UCP), com especialização em engenharia oceânica pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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MATÉRIA DE CAPA: O avanço das Energias Renováveis por Julia Vaz;
# MATÉRIA ESPECIAL: Rio Oil & Gas – Quatro décadas de Protagonismo por Julia Vaz;
# ENTREVISTA EXCLUSIVA: Elbia Gannoun, presidente da ABEEólica – Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias – Setor eólico avança na velocidade do vento por Julia Vaz;
# ARTIGO I: A inovação na completação de poços totalmente elétrica por Felipe Noel Líder do ProeCompletions Projec;
# ARTIGO II: O impacto da tecnologia para a indústria de óleo e gás por Andre Gamba é Sales Manager da Rockwell Automation;
# Schlumberger, Aker Solutions e Subsea 7 criam joint venture;
# PRIO e Dommo Energia divulgam planos de fusão;
# Novos contratos para quatro navios de construção submarina da Solstad;
# Novo CEO no comando da Saipem após renúncia de Caio;
# Empresa de Nova Jersey apoiará projeto de rede de fibra de petróleo e gás da Petrobras;
# Projeto de revitalização prevê reduzir em 60% emissões de carbono nos campos de Marlim e Voador, na Bacia de Campos (RJ);
# PRIO capta R$ 2 bilhões em debêntures;
# Gás natural: aprovada consulta sobre edital da Chamada Pública CP 04 para o Gasbol;
# Plataforma de maior produção atualmente da Petrobras, o FPSO Carioca completa um ano de operação;
# Petrobras prevê conectar sistema 5G em 29 plataformas de produção até 2024;
# Equinor Brasil divulga os resultados dos pilotos da primeira edição do Bridge;
# Petrobras informa sobre venda de refinarias;
# Trio da DOF fica na Petrobras;
# Equinor estende contrato com a Solstad Offshore;
# Petrobras coloca em operação novo poço do pré-sal da Bacia de Campos;
# Petrobras informa sobre venda de ativos de exploração na Bacia Potiguar;
# Estaleiro norueguês reformará dois PSVs para águas profundas no Brasil;
# Petrobras conclui venda de campos de águas rasas no Brasil;
# Keppel Shipyard de Cingapura irá construir o FPSO P-80;
# Maersk Supply Service recebeu contrato da Shell Brasil;
# Bureau Veritas lança balcão único para o mercado brasileiro de energia eólica offshore;
# Replan e Refap alcançam recorde de produção de diesel S-10 em julho;

Clique aqui e veja também, nossas edições anteriores.

Capa

Rystad: Exploração de petróleo e gás em declínio com área global premiada perto de mínimos históricos

Com a atual crise de energia e a transição de energia limpa no centro do palco, as empresas estão mudando o foco para ativos e regiões de baixo risco, assim, Rystad Energy, um grupo de inteligência energética, prevê que os gastos e atividades globais de exploração de petróleo e gás devem aumentar encolher ainda mais este ano, à medida que o número de blocos licenciados e a área total de área cultivada caem para um nível baixo de 20 anos.

A Rystad Energy revelou que a exploração global de petróleo e gás deve vacilar este ano, à medida que o setor luta para se livrar dos efeitos da pandemia de Covid-19 e do consequente colapso do mercado de petróleo. Com apenas 21 rodadas de arrendamento concluídas globalmente até agosto deste ano, metade das 42 rodadas foram realizadas nos primeiros oito meses de 2021. A pesquisa do grupo de inteligência energética mostra que a área concedida até agora este ano encolheu para um mínimo de 20 anos de 320.000 quilômetros quadrados e rodadas de arrendamento global devem totalizar 44 este ano, 14 a menos que em 2021 e o nível mais baixo desde 2000 .

Além disso, a empresa destacou que os gastos globais em exploração vêm caindo nos últimos anos, à medida que as empresas de petróleo e gás buscam limitar o risco concentrando-se em ativos produtores principais e regiões com produção garantida, com o objetivo de agilizar suas operações e construir um negócio mais resiliente em meio ao mercado. incerteza e a ameaça de uma recessão.

Por outro lado, o cenário político também está contribuindo para a diminuição das concessões de licenças, com muitos governos pausando ou interrompendo os arrendamentos e incentivando as empresas a encerrar a atividade de exploração nos blocos já concedidos. A Rystad Energy acredita que essa tendência provavelmente continuará, já que os governos estão menos ansiosos para investir na produção de combustíveis fósseis e, em vez disso, olham para um futuro líquido zero.


Cortesia de Rystad Energy

Comentando sobre isso, Aatisha Mahajan , vice-presidente de análise da Rystad Energy, comentou: “A atividade de exploração global tem apresentado uma tendência de queda nos últimos anos, mesmo antes da pandemia de Covid-19 e do colapso do mercado de petróleo, e isso parece continuar assim. ano e além. Está claro que as empresas de petróleo e gás não estão dispostas a assumir o risco aumentado associado a novas explorações ou explorações em áreas ambientalmente ou politicamente sensíveis”.

Enquanto isso, o setor de exploração em terra é um contribuinte significativo para o declínio na área concedida, explicou o provedor de inteligência de energia, acrescentando que a área total em terra concedida na atividade de arrendamento caiu de mais de 560.000 quilômetros quadrados em 2019 para meros 115.000 quilômetros quadrados. longe este ano. Além disso, a área arrendada offshore atingiu um ponto alto em 2019 antes de cair de um penhasco em 2020 e permaneceu relativamente plana nos últimos dois anos.

Além disso, a empresa elaborou que as rodadas de arrendamento concluídas caíram significativamente este ano na Rússia , nos EUA e na Austrália , que realizaram cinco rodadas de arrendamento até agora este ano – três na Rússia e uma nos EUA e na Austrália – abaixo de 17 rodadas nos primeiros oito meses de 2021, sendo oito na Rússia, cinco nos EUA e quatro na Austrália. De acordo com o provedor de inteligência de energia, a queda nos EUA é impulsionada principalmente pelo cancelamento das vendas de arrendamento 259 e 261 no Golfo do México e Cook Inlet no Alasca.

A Rystad Energy sublinhou que o declínio global nas rodadas de licenciamento afetou diretamente a área concedida, que atingiu uma baixa histórica para o período de janeiro a agosto de cerca de 320.000 quilômetros quadrados. Como resultado do declínio na atividade de arrendamento, é visível uma queda considerável nas concessões de área cultivada na Rússia, caindo 90 por cento de um ano atrás para 9.000 quilômetros quadrados, enquanto a área licenciada na África encolheu 70 por cento para apenas 46.000 quilômetros quadrados espalhados por Angola , Egito , Marrocos e Zimbábue , os únicos países africanos a conceder novas áreas de exploração até o momento em 2022, diz Rystad.


Fonte: Rystad Energy

Em contraste direto, o licenciamento asiático contrariou a tendência com o aumento da atividade e bloqueios concedidos na Malásia , Indonésia , Índia e Paquistão . Em linha com isso, as novas áreas concedidas na Ásia entre janeiro e agosto quase quadruplicaram em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto as áreas concedidas na América do Sul aumentaram 140%.

A Rystad Energy destacou que o Brasil é o maior contribuinte em termos de blocos concedidos até agora este ano, com 59 leiloados durante sua Terceira Rodada de Ofertas Permanentes. A empresa de inteligência energética destacou que as gigantes europeias Shell e TotalEnergies levaram todos os oito blocos offshore em oferta – seis e dois, respectivamente, enquanto os players regionais 3R Petroleum (seis blocos), NTF (dois), Petro Victory Energy (19), Origem Energia ( 18), Imetame Energia (três), Petroborn Oleo (dois) e CE Engenharia (um) levaram os 51 blocos terrestres restantes no Tucano ,Bacias do Espírito Santo , Potiguar , Recôncavo e Sergipe Alagoas .

Depois do Brasil, grandes concessões de blocos foram observadas na Noruega (54 novas licenças na rodada APA 2021 ), Índia (29 blocos nas rodadas OLAP 6 e 7) e na quarta rodada de leilões de petróleo e gás do Cazaquistão , na qual 11 blocos foram concedidos. A Rystad Energy destacou que houve também alguma actividade esporádica em África entre Janeiro e Agosto, com o Egipto a conceder direitos de exploração em nove blocos e Angola a conceder dois blocos.


Cortesia de Rystad Energy

Além disso, a América do Sul viu uma rodada de licenciamento offshore no Uruguai , onde três blocos de exploração foram concedidos – blocos OFF-2 e OFF-7 para Shell e Bloco OFF-6 para APA independente dos EUA, enquanto a Challenger Energy assinou uma licença de 30 anos para OFF -1 por meio de negociação direta com o governo.

ANP reabre inscrições e altera requisitos para processo seletivo para vagas de contratação temporária

A ANP reabriu as inscrições para o processo seletivo simplificado para a contratação temporária de profissionais em atividades de nível superior. O novo prazo é de (8/9), a partir das 10h, até as 18h do dia 11/9/2022.

O Edital nº 2/2022, que retifica o Edital nº 1, publicado em 29/6, foi publicado hoje no Diário Oficial da União, e também está disponível na página do processo seletivo.

A reabertura se dá devido à alteração nos requisitos das atividades constantes do item 2 do Edital nº 1/2022.

Estão disponíveis 48 vagas para nove atividades, relacionadas a fiscalização da produção de combustíveis, fiscalização de infraestrutura e movimentação, regulação de novas atribuições e fiscalização do abastecimento.

Há vagas para o Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Porto Alegre, Salvador e São Paulo.

Resultados das ações de fiscalização da ANP no mercado de combustíveis (29/8 a 1/9)

Entre os dias 29/8 e 1/9, a ANP realizou ações de fiscalização no mercado de combustíveis em 13 unidades da Federação, passando por todas as regiões do país.

Nas ações, os fiscais verificaram se as normas da Agência – como o atendimento aos padrões de qualidade dos combustíveis, o fornecimento do volume correto pelas bombas, apresentação de equipamentos e documentação adequados, entre outras – estão sendo cumpridas.

A ANP também verifica se todas as informações estão sendo prestadas de forma correta ao consumidor. A Agência vem verificando o cumprimento do Decreto nº 11.121/2022, que tornou obrigatória a exibição dos preços dos combustíveis líquidos na data de 22/06/2022, além do preço atual, já obrigatoriamente exibido em seus painéis. Em algumas localidades, a ANP tem atuado em conjunto com Procons, a partir de convênios ou parcerias.

A Agência realiza ainda outras ações em parceria com diversos órgãos públicos, em operações conjuntas ou forças-tarefa.

Veja abaixo os resultados das principais ações nos segmentos de postos e distribuidoras de combustíveis; revendas e distribuidoras de GLP; transportadores-revendedores-retalhistas (TRRs); revendas de combustíveis de aviação; pontos de abastecimento; produtores de etanol e lubrificante acabado; revendedores de lubrificantes; coletores de óleo lubrificante acabado e rerrefinadores:

Acre

Em Rio Branco, os fiscais estiveram em 11 postos e em uma distribuidora de combustíveis. Quatro postos sofreram autuações.

Em um deles, foram encontradas irregularidades como a falta de identificação do fornecedor de combustíveis, comercialização de diesel B S10 comum como se fosse aditivado e exibição de painel de preços com três casas decimais.

Outro posto foi autuado por aferição irregular na bomba medidora, e uma distribuidora sofreu autuação por não fornecer amostras-testemunhas aos revendedores.

Rondônia

Em Porto Velho, ocorreram fiscalizações em três postos de combustíveis. Um dos estabelecimentos foi autuado e uma bomba medidora foi interditada por irregularidades no volume dispensado.

São Paulo

Durante o período, a ANP esteve nos municípios de Bauru, Cotia, Itaquaquecetuba, Lençóis Paulista, Ribeirão Preto, São Carlos, São Manuel, São Paulo e Taboão da Serra. Foram inspecionados 31 postos de combustíveis, uma revenda de combustíveis de aviação, três revendedores de lubrificantes, duas distribuidoras de GLP, duas distribuidoras de combustíveis, um produtor de lubrificante acabado, um coletor de óleo lubrificante acabado e um rerrefinador.

Em ações direcionadas aos segmentos de lubrificantes, foram apreendidos um total de 2.266 litros de óleo lubrificante acabado irregular. Foram fiscalizados um coletor/rerrefinador/produtor de óleo lubrificante em Lençóis Paulista e três revendas de lubrificantes em Ribeirão Preto. Em duas revendas de lubrificantes, foram encontrados lubrificantes irregulares. Além disso, em fiscalização de rotina em posto revendedor de combustíveis em São Manuel, foram encontrados 26 litros de óleo lubrificante sem registro na ANP.

Também em Ribeirão Preto, em ação conjunta com o Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP), um posto da cidade foi autuado por não informar corretamente a origem do combustível comercializado e por não possuir todos os equipamentos para testes de qualidade, que podem ser requisitados pelos consumidores.

Na capital, um posto de combustíveis foi autuado e interditado totalmente (12 bicos e quatro tanques) por uma série de irregularidades: comercializar gasolina comum fora de especificação, com 58% e 48% de etanol anidro (o determinado na legislação é 27%); comercializar etanol hidratado fora de especificação quanto ao teor de metanol (acima de 0,5%); não possuir todos os equipamentos para testes de qualidade dos combustíveis; não possuir tabela de arqueação nem outro equipamento metrológico para verificação dos estoques dos combustíveis; e possuir tanque subterrâneo não interligado às bombas de abastecimento.

Ainda em São Paulo, um posto foi autuado e teve um bico de óleo diesel B S500 interditado por aferição irregular na bomba medidora. Outro posto da cidade foi autuado por possuir termodensímetro (equipamento acoplado às bombas de etanol para verificar aspectos de qualidade) sem operar adequadamente em bomba de etanol hidratado. Também houve autuação de posto que não possuía todos os equipamentos utilizados para testes de qualidade dos combustíveis.

Em Cotia, dois postos foram autuados por possuírem termodensímetro sem operar adequadamente em bomba de etanol hidratado.

Rio Grande do Sul

As ações de fiscalização se concentram no município de Ijuí, onde a ANP participou de ação conjunta com o Procon Municipal. No total, foram inspecionados 11 postos de combustíveis e dois produtores de biodiesel. Nenhuma irregularidade foi encontrada.

Santa Catarina

No período de 29/8 a 1/9, houve fiscalização em dez postos de combustíveis nas cidades de Lages, Correia Pinto e Capão Alto.

No município de Lages, um posto foi autuado por não possuir todos os instrumentos utilizados na análise de qualidade dos combustíveis, que pode ser requisitada por qualquer consumidor.

Já em Capão Alto, um posto sofreu autuação por exibir o preço dos combustíveis com três casas decimais.

Paraná

As equipes da ANP estiveram em sete municípios do estado no período, verificando o funcionamento de dez postos de combustíveis, três revendas de combustíveis de aviação e cinco distribuidoras de combustíveis. As cidades visitadas pelos fiscais foram Apucarana, Arapongas, Curitiba, Faxinal, Londrina, Nova Esperança e Ortigueira.

Na capital, a ANP atuou em parceria com o Ministério Público Estadual, Secretaria da Fazenda do Estado e Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Paraná (Ipem-PR). Não foram encontradas irregularidades.

Bahia

Treze postos de combustíveis foram vistoriados pelos fiscais da ANP nas cidades de Caetité, Guanambi e Vitória da Conquista.

No município de Caetité, dois postos sofreram autuações por não possuírem os instrumentos de análise de qualidade dos combustíveis, utilizados na realização dos testes que podem ser solicitados pelos consumidores.

Já em Vitória da Conquista, um posto foi autuado por não possuir documentos necessários para outorga de autorização ou protocolo de renovação (após prévia notificação e verificação).

Ceará

No total, houve fiscalização em 13 postos de combustíveis distribuídos pelas cidades de Eusébio, Fortaleza, Guaiúba e Maracanaú.

Na capital, um posto foi autuado por comercializar gasolina comum com percentual de etanol anidro de 67%, quando o correto é o percentual de 27%. No local, foram interditados seis bicos e um tanque do produto. O posto revendedor ainda sofreu autuações por apresentar instalações e equipamentos em desacordo com a legislação e por não ter os instrumentos utilizados na análise de qualidade dos combustíveis, que pode ser solicitada pelos consumidores. Também em Fortaleza, outro posto foi autuado por apresentar termodensímetro (equipamento acoplado às bombas de etanol para verificar aspectos de qualidade) com problemas de funcionamento e por manter instalações e equipamentos em desacordo com a legislação aplicável.

No município de Eusébio, um posto foi autuado por manter instalações e equipamentos em desacordo com a legislação aplicável, por não atender a normas de segurança (abastecimentos de motocicletas sem o desembarque dos condutores) e por não dispor da medida-padrão de 20 litros (equipamento utilizado para o teste de volume) aferida e com selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Em Guaiúba e Maracanaú, três postos de combustíveis foram autuados pela mesma infração: manter instalações e equipamentos em desacordo com a legislação aplicável.

Paraíba

As ações de fiscalização aconteceram nos municípios de Bayeux, João Pessoa e Santa Rita. Em Bayeux, foram inspecionados 11 postos no âmbito da Operação Petróleo Real, da qual participaram a ANP, o Procon Municipal e o Instituto de Metrologia e Qualidade Industrial da Paraíba (IMEQ-PB). Ao todo, foram vistoriados 25 postos de combustíveis no estado.

Um posto da capital foi autuado por apresentar termodensímetro (equipamento acoplado às bombas de etanol para verificar aspectos de qualidade) com defeito.

Distrito Federal

As equipes de fiscalização da ANP estiveram na Asa Sul, Guará, Lago Sul e Riacho Fundo para verificar o funcionamento de seis postos de combustíveis e quatro revendas de GLP. Nenhuma irregularidade foi encontrada.

Mato Grosso

Seis postos de combustíveis, cinco revendas de GLP e um transportador-revendedor-retalhista (TRR) foram inspecionados nas cidades de Alta Floresta e Nova Monte Verde.

Três postos de Nova Monte Verde foram autuados por não possuírem todos os equipamentos obrigatórios utilizados na análise de qualidade dos combustíveis, procedimento que pode ser solicitado pelo consumidor. Um dos estabelecimentos também foi autuado por apresentar defeito no termodensímetro, equipamento acoplado às bombas de etanol hidratado para verificar aspectos de qualidade.

Em Alta Floresta, uma revenda de GLP foi interditada por questões de segurança de suas instalações (o portão existente na revenda não atendia às dimensões mínimas exigidas na legislação).

Uma outra empresa foi interditada em Alta Floresta por exercer atividade de revenda de GLP sem autorização de operação da ANP. No local foram apreendidos três botijões de gás de cozinha de 13kg (P13).

Rio de Janeiro

Foram realizadas ações de fiscalização em 24 postos de combustíveis do estado, nas cidades de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro e Volta Redonda.

Na capital, onde houve operação conjunta com a Secretaria de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro e com a Secretaria Estadual da Casa Civil, um posto foi autuado por comercializar etanol hidratado fora das especificações (teor alcoólico) e teve tanque e bicos do produto interditados.

Minas Gerais

A ANP fiscalizou 47 agentes regulados na última semana, nos municípios de Belo Horizonte, Contagem, Nova Lima, Carmo do Cajuru, Divinópolis, Pedra do Indaiá, Santo Antônio do Monte, Indianópolis e Uberlândia. Foi verificado o funcionamento de postos revendedores, revendas de GLP, revendas de combustíveis de aviação, pontos de abastecimento, produtores de etanol e transportadores-revendedores-retalhistas (TRRs).

Nos postos de combustíveis segue sendo realizado o trabalho de verificação e coleta dos preços de venda praticados, além de verificação da implementação do quadro de preços exigido pelo Decreto nº 11.121, de 6 de julho de 2022. Adicionalmente, estão sendo levantados em campo os preços de venda de botijões de 13 kg de GLP (P13).

Dois pontos de abastecimento de Indianápolis foram interditados por descumprimento das condições mínimas de segurança exigidas. Na mesma cidade, um posto foi autuado por abastecimento em recipiente sem o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Em Uberlândia, houve autuações por ausência dos instrumentos de análise de qualidade dos combustíveis, procedimento que pode ser solicitado pelos consumidores, e por irregularidades no painel de preços.

Na capital, uma revenda de GLP foi autuada devido a irregularidades no transporte dos vasilhames.

Consulte os resultados das ações da ANP em todo o Brasil

As ações de fiscalização da ANP são planejadas a partir de diversos vetores de inteligência, como denúncias de consumidores, dados do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) da Agência, informações de outros órgãos e da área de Inteligência da ANP, entre outros. Dessa forma, as ações são focadas nas regiões e agentes econômicos com indícios de irregularidades.

Para acompanhar todas as ações de fiscalização da ANP, acesse o Painel Dinâmico da Fiscalização do Abastecimento. A base de dados é atualizada mensalmente, com prazo de dois meses entre o mês da fiscalização e o mês da publicação, devido ao atendimento de exigências legais e aspectos operacionais.

Os estabelecimentos autuados pela ANP estão sujeitos a multas que podem variar de R$ 5 mil a R$ 5 milhões. As sanções são aplicadas somente após processo administrativo, durante o qual o agente econômico tem direito à ampla defesa e ao contraditório, conforme definido em lei.

Baker Hughes se reestrutura em dois segmentos de negócios para abordar o trilema de energia

Levando em consideração o trilema energético de segurança energética, sustentabilidade e acessibilidade, a Baker Hughes, fornecedora de serviços de campos petrolíferos dos EUA, revelou uma estrutura organizacional simplificada e mudanças na equipe de gerenciamento para aumentar a lucratividade e posicionar a empresa para um maior crescimento.

A Baker Hughes revelou que está reestruturando e simplificando suas quatro empresas de produtos para se concentrar em dois segmentos de negócios de relatórios para acelerar sua transformação estratégica, simplificar operações, aumentar a lucratividade e impulsionar o crescimento, “atender às necessidades dos clientes e produzir soluções no setor de energia em rápida evolução. e mercados industriais”.

Comentando sobre isso, Lorenzo Simonelli , presidente e CEO da Baker Hughes, comentou: “Procuramos continuamente garantir que a Baker Hughes possa operar em qualquer ambiente e desempenhar um papel claro em ajudar a abordar o trilema energético – equilibrando segurança energética, sustentabilidade e acessibilidade. Hoje, estamos dando o próximo passo deliberado em nossa jornada estratégica para transformar e simplificar nossas operações e posicionar a Baker Hughes para o futuro.”

A partir de 1º de outubro, a Baker Hughes será formalmente reestruturada em dois segmentos de negócios: Oilfield Services & Equipment (OFSE), que integra as atuais empresas de produtos Oilfield Services (OFS) e Oilfield Equipment (OFE), e Industrial & Energy Technology (IET), integrando as atuais empresas de produtos Turbomachinery & Process Solutions (TPS) e Digital Solutions (DS). Além disso, o provedor de serviços de campos petrolíferos dos EUA destacou que está simplificando sua estrutura corporativa, que deve gerar pelo menos US$ 150 milhões em economia de custos e formar a linha de base para melhorias adicionais de margem.

“Nossa estrutura atualizada nos permitirá entregar as tecnologias que a transição energética exigirá, fortalecendo ainda mais nossos relacionamentos com os clientes existentes e permitindo mais flexibilidade operacional, mantendo o tamanho e a escala para maximizar os investimentos em tecnologia e o retorno de capital para nossos acionistas”, acrescentou Simonelli.

Além disso, a empresa elaborou que avaliou cuidadosamente todos os aspectos de sua estratégia de longo prazo, desempenho corporativo, estrutura organizacional e perspectivas de mercado em seus negócios depois de  identificar OFSE e IET como as duas grandes áreas de negócios em 2021 . Portanto, a empresa afirma que essa transformação é o próximo passo em sua jornada para criar “uma empresa de tecnologia de energia proeminente”, posicionando-se para as mudanças que se desenrolam no cenário energético.

Reestruturação da equipe de gestão

Baker Hughes also disclosed that it is making changes to its management team reporting to Lorenzo Simonelli, which will become effective on 1 October. This is part of the firm’s efforts to enhance operational execution and reshape the organisation while executing its strategic priorities, aiming to improve returns, generate strong free cash flow, and deliver value and returns to shareholders.

The oilfield services provider has appointed Maria Claudia Borras, EVP of OFS since 2017, as the executive vice president (EVP) of OFSE. On the other hand, Rod Christie, who served as EVP of TPS since 2017, is EVP of IET.

In addition, Baker Hughes has appointed Jim Apostolides, who served as SVP of enterprise excellence, as senior vice president (SVP) of enterprise operational excellence, a newly-created role to drive better coordination and alignment of key operational areas. Apostolides will oversee the firm’s consolidated supply chain centres of excellence; health, safety, environment, and quality (HSEQ); and environmental, social, and governance (ESG) functions.

“Three years ago we set out on a bold ambition to be an energy technology company and take energy forward. We could not have achieved our goals without the commitment and perseverance of our entire leadership team. I want to thank our departing leaders for their significant contributions towards delivering our strategy as they pursue new opportunities,” concluded Simonelli.

Regarding Baker Hughes’ most recent activities, it is worth noting that the U.S. oilfield player launched a new fast all-electric tiebacks solution in late August 2022.

De acordo com a empresa, esta solução reduz os custos de despesas de capital em 15 por cento em comparação com os sistemas multiplexados eletro-hidráulicos tradicionais.

Siemens Innovation Forum 2022: a transformação digital é um ecossistema urgente e necessário

A quarta edição do Siemens Innovation Forum 2022, focado em transformação digital e inovação em infraestrutura, indústria e ecossistemas relacionados, recebeu clientes, parceiros e colaboradores em São Paulo no dia 30 de agosto no Hotel Hyatt, em São Paulo. Parte de sua programação foi transmitida online, apontando caminhos para a transformação digital da indústria e o futuro do planeta. As apresentações aconteceram presencialmente na parte da manhã para convidados e à tarde mais de dois mil participantes acompanharam as discussões virtualmente. Com ele, a Siemens, líder em automação industrial e software, infraestrutura, tecnologia predial e transporte, reafirma seu compromisso de inovar sempre.


O evento híbrido Siemens Innovation Forum 2022 reuniu convidados presenciais em São Paulo e mais de dois mil acessos online. Foto: Divulgação Siemens

Pablo Fava, CEO da Siemens, recebeu Judith Wiese, Diretora Global de Pessoas e de Sustentabilidade e membro do Board da Siemens AG, na abertura do evento, sob mediação de Ariane López, Head de Comunicação da companhia. O tom da abertura sobre a urgência da transformação das empresas permeou todos os painéis que se sucederam durante o dia. No palco, Fava lembrou que a transformação digital é a alavanca fundamental da eficiência. “O Brasil quer ser importante no mundo, gerar valor e empregos. A digitalização hoje é o que, no passado, foi a máquina a vapor ou os sistemas automatizados. É uma nova revolução”, afirmou o CEO, comentando que essa transformação, ao contrário das anteriores, que levavam décadas para serem consolidadas, vai acontecer de forma muito mais rápida. Pablo chamou a atenção para a disponibilidade de um aplicativo, no próprio evento, projetado para aferir a maturidade de uma empresa ou negócio.


Da esq. para a dir.: Ariane López, Head de Comunicação da Siemens, Judith Wiese, Diretora Global de Pessoas e de Sustentabilidade e membro do Board da Siemens AG, e Pablo Fava, CEO da
Siemens, na abertura do Siemens Innovation Forum 2022. Foto: Divulgação Siemens

Judith comentou que a Siemens é uma empresa focada em tecnologia há 175 anos com o objetivo de melhorar a vida das pessoas. “Nosso envolvimento com empresas no Brasil é essencial para contribuir com a digitalização da economia brasileira. O Brasil também é um ícone, por causa da Amazônia. Queremos contribuir com nossa tecnologia para os esforços de sustentabilidade de nossos clientes e, assim, proteger esse grande patrimônio”. A executiva reforçou que a Siemens aborda a questão da sustentabilidade com um framework chamado DEGREE, um acrônimo em inglês para as palavras Descarbonização, Ética, Governança, Eficiência de recursos, Equidade e Empregabilidade.

“A Siemens foi uma das primeiras empresas a aderir aos compromissos de descarbonização lançados anos atrás. Mas isso ainda tinha mais a ver com nossas próprias operações. Ficou claro, no entanto, que a sustentabilidade não é apenas uma necessidade, é também um bom negócio. Moldamos nossos negócios para ajudar nossos parceiros a reduzir suas emissões e alcançar seus objetivos também. O fato é que nosso planeta não será viável sem uma ampla conscientização em todos os setores, em todos os países, e não apenas oferecemos soluções, mas também formas de acelerar essa transformação”, disse ela.

Encerrando o primeiro bate-papo, Fava complementou lembrando o início da história da empresa. “A Siemens começou como uma startup, em Berlim, e continua sendo relevante e gerando inovação porque isso faz parte da cultura da empresa. O fato é que, hoje, ninguém mais faz nada sozinho. A inovação nasce de parcerias, como as que temos com algumas entidades e universidades, pesquisadores e clientes”, acrescentou o CEO.

Mundo real e digital


Daniel Scuzzarello, Head da Siemens Digital Industries Software, Bernardo Fernandes, Head de Power Technologies International da Siemens nos EUA, e Sergio Jacobsen, Vice-presidente da Smart Infrastructure da Siemens, no painel Acelerando o mundo real e virtual. No telão, Dirk Didascalou, CTO Global da Siemens Digital Industries. Foto: Divulgação Siemens

Avançando na programação, o painel Acelerando o mundo real e virtual reuniu Dirk Didascalou, CTO Global da Siemens Digital Industries, remotamente de Munique, na Alemanha, Bernardo Fernandes, Head de Power Technologies International da Siemens nos EUA, e os mediadores Sergio Jacobsen, Vice-presidente da Smart Infrastructure da Siemens, e Daniel Scuzzarello, Head da Siemens Digital Industries Software.

O tema da conversa partiu de uma constatação: os mundos real e digital já convivem nos negócios, foram acelerados pelos efeitos da pandemia na sociedade e o uso de dados não é mais uma tendência – é uma necessidade urgente. Jacobsen e Scuzzarello lembraram como a digitalização foi fundamental para a transformação dos negócios e o enfrentamento da doença, com linhas de produção aceleradas para a produção de vacinas e a produção de respiradores mecânicos.

Didascalou analisou o ambiente industrial do presente e apontou alguns dos muitos benefícios trazidos para projetos reais desenvolvidos com a participação da Siemens. “Transformação digital não é apenas algo bom de se ter, é algo que se deve ter”, disse Didascalou. “Ainda hoje, muitas empresas do ramo industrial tendem a concentrar esforços em seus produtos, especializando-se nos processos para fabricá-los. A transformação foca na produção de forma vertical e em um processo guiado por dados, possibilitando novas estratégias, novas abordagens do mercado e, naturalmente, muito mais eficiência e produtividade”, complementou.

Fernandes também aproveitou a oportunidade para traçar um panorama do tema nos Estados Unidos, sinalizando o que já desponta no mercado brasileiro. “A tecnologia não espera ninguém”, comentou o executivo, apontando para a realidade de empresas de diversos ramos, que precisaram se adaptar a situações como a pandemia e conflitos regionais, especialmente na Europa, com a alteração drástica de segmentos como o fornecimento de energia, a logística e a produção industrial.

Um dos exemplos trazidos por Fernandes foi a mudança de paradigma em termos de consumo de energia em países do Oriente Médio que, embora com recursos ainda abundantes de combustíveis fósseis, hoje caminham para a introdução de fontes renováveis. Outro exemplo veio da Europa, onde vários países estão substituindo mecanismos de aquecimento a gás, em função do conflito entre Ucrânia e Rússia. “Tudo isso só se consolida com uma estrutura tecnológica e digital”, concluiu. Outra referência veio da Califórnia, com a implementação de um sistema para mobilidade elétrica, integrando as variáveis – carros, estações de carga, semáforos, vias públicas — em um modelo desenvolvido pela Siemens que simulou ciclos de carga de forma a viabilizar esse sistema, sem afetar as operações da concessionária local de energia.

Durante esse painel, Didascalou apresentou a plataforma Siemens Xcelerator, que ao mesmo tempo facilita e democratiza o acesso a ferramentas digitais. Ele explicou como o ciclo de vida, com todas as suas etapas, passa a ser abordado não mais de forma sequencial, mas simultânea. “O Siemens Xcelerator une o aspecto operacional ao de tecnologia da informação, tornando o processo mais ágil, mais rápido e muito mais eficiente”, apontou o CTO, trazendo exemplos reais em que os clientes obtiveram maior produtividade, velocidade, agilidade e sustentabilidade em suas operações.

ESG e Inovação são inseparáveis


O painel Como os desafios ESG estimulam inovações no Brasil contou com a mediação Denise Hills, diretora Global de Sustentabilidade da Natura, e participação de Fábio Passos, da Bayer, Celso Procknor Filho, da Braskem, e José Borges, Head de Inovação da Siemens no Brasil. Foto: Divulgação Siemens

Ainda na parte da manhã, o painel Como os desafios ESG estimula inovações no Brasil contou com a participação de José Borges, Head de Inovação da Siemens no Brasil. A mediação foi feita por Denise Hill, diretora global de Sustentabilidade da Natura, e mais Fábio Passos, da Bayer, e Celso Procknor Filho, da Braskem. “Tudo o que fazemos, na nossa vida pessoal e nas empresas, gera impacto. Precisamos trabalhar sempre para que eles sejam positivos”, comentou Denise. “Inovação e ESG são dois temas intimamente ligados, não é possível separar esses dois conceitos”, apontou Borges. “Não venderei o nosso futuro pelo lucro fácil. Essa frase, que foi dita pelo fundador da Siemens, Werner von Siemens, ainda no século 19, é absolutamente relevante e, de certa forma, condensa o conceito de Sustentabilidade”, acrescentou Borges, que também citou a conhecida frase de Charles Darwin, que afirmava que quem sobrevive no meio ambiente não é necessariamente o mais forte, mas o que melhor se adapta. “Isso também se aplica às empresas: precisamos nos adaptar continuamente para sobreviver”, concluiu Borges.

Na sequência, aconteceu o painel Conectividade e Segurança Cibernética, com a apresentação de Márcia Ogawa, executiva da Deloitte Brasil e professora da Universidade de São Paulo. Ela citou um estudo realizado pela consultoria para traçar um panorama da conectividade no Brasil. “Existe um alto grau de maturidade sobre Internet das Coisas (IoT) no Brasil, porque nós nos antecipamos nesse tema, inclusive quando o assunto parecia precoce, por volta de 2015”, comentou Márcia.

A especialista avaliou que esse avanço no conceito de IoT não deverá gerar conflito com o início das operações do 5G no Brasil. Márcia também abordou a questão da segurança em redes industriais, visto como fator mais importante para a adoção de redes públicas de 5G. Depois de sua apresentação, Márcia mediou uma conversa com Carlos Nazareth, da Inatel, e Ítalo Calvano, da Claroty, empresa da área de segurança cibernética que conta com capital da Siemens. “O 5G é uma revolução inclusive por viabilizar o mundo IoT para todos os segmentos da economia, além de aumentar a instantaneidade de uma rede de comunicação”, comentou Calvano, que também apresentou exemplos já efetivos do uso de tecnologia 5G na agricultura. Ao final, Márcia deixou uma mensagem aos participantes do evento. “Não tenham medo de inovar e investir em tecnologia nas suas empresas”, concluiu.

Painéis simultâneos

No período da tarde, o Siemens Innovation Forum 2022 apresentou painéis paralelos em três pilares: Inovação na Indústria, Inovação na Infraestrutura e Inovação em Ecossistemas. O participante podia escolher entre três conteúdos simultâneos e participar de sessões sobre diversos temas: tecnologias na manufatura, energias renováveis, ESG, inovação junto a instituições de ensino, eficiência na distribuição de energia, entre outros. No total, foram quinze painéis diferentes, todos contando com a participação de especialistas da própria Siemens e convidados.

Arena Tech: soluções na prática


A Arena Tech, uma das atrações do Siemens Innovation Forum 2022, apresentou diversos estandes com soluções da companhia. Foto: Divulgação Siemens

A Arena Tech, uma das atrações do Siemens Innovation Forum 2022, exibiu os estandes Smart Cities, Eficiência e Descarbonização, Soluções em Serviços Digitais, Business to Society, Inovação em Sistema, Fundação Siemens, Acelerando a Transição Energética, Metaverso Industrial e Cibersegurança.

Todos eles apresentaram soluções para potencializar e acelerar a transformação digital, favorecer a descarbonização, garantir cidades mais inteligentes e melhorar a vida das pessoas. Ao mesmo tempo, o conjunto de soluções evidenciou que a aceleração desses processos só vai acontecer se todos os setores da sociedade se unirem: indústria, academia, startups, governos e sociedade civil precisam caminhar juntas para desenhar um mundo mais verde e mais igualitário.

Especialista ressalta importância de nova mentalidade sobre hiperautomação nas empresas

Fundador de companhia com unidades no Brasil e nos Estados Unidos diz que hiperautomação não é bicho-papão: pequenas e médias empresas podem e devem fazer, e algumas até já fazem

Se automação de processos (o uso de robotização e inteligência artificial) pode soar algo caro, distante, para pequenas e médias empresas, um novo conceito em voga, o da hiperautomação, tende a parecer inacessível para elas. Mas não é. Na verdade, não raro a hiperautomação está presente em empreendimentos menores. O que falta é incorporar esse entendimento e implementar ações de maneira estratégica.

A avaliação é do pós-graduado em Tecnologia da Informação (TI) e em Análise e Projetos de Sistemas Emauri Gomes Gaspar Junior, que acumula experiência de mais de 25 anos na área. Investidor em empresas de Tecnologia e Cofundador da Run2biz, fabricante de software com unidade nos Estados Unidos e desenvolvedora de soluções em gestão de serviços de TI para empresas, Emauri Gaspar defende a simplificação do conceito e a importância de se construir uma nova mentalidade sobre o assunto.

“Podemos definir ‘hiperautomação’ como o uso de um conjunto de tecnologias combináveis, voltadas a eliminar, ou minimizar, o trabalho manual. Com isso, acelerando e intensificando tarefas, e diminuindo o risco de erros”, define o especialista. “E a hiperautomação não é algo caro, absurdo, inacessível a pequenas e médias empresas”, acrescenta.

Para Emauri Gaspar, o que precisa haver é a compreensão de que gastar com boas tecnologias deve ser entendido como investimento que dá resultados. Assim, para pequenas e médias empresas, que dispõem de menor potencial de aportes, o recomendável é partir para a hiperautomação de forma estratégica e, gradativamente, por etapas.


Emauri Gaspar, Co-Founder da Run2biz

“Não é de uma hora para outra. É aos poucos. Identificar aquelas tarefas prioritárias, que podem ter sua execução manual ou operacional substituídas para serem incrementadas por soluções em robotização e inteligência artificial. Ir combinando as tecnologias, as soluções, de acordo com as necessidades imediatas”, afirma.

O passo seguinte na estratégia de se tornar um empreendimento hiperautomatizado é aplicar o retorno do investimento inicial na hiperautomação de uma outra tarefa ou setor dentro do negócio. “Então, o pequeno empresário investe numa primeira etapa, alcança resultados, e com esses resultados investe mais”, orienta o especialista.

Com a hiperautomação implementada, o pequeno e médio empresário pode direcionar os funcionários encarregados das antigas tarefas burocráticas, manuais ou repetitivas, para atribuições estratégicas. “Por exemplo, um colaborador deixar de ter o tempo tomado por essas tarefas ‘chatas’ e poder se dedicar à fidelização de clientes por contatos diretos e personalizados”, ilustra Emauri Gaspar.

Outro ponto a ser ressaltado, sublinha o executivo: a incorporação de tecnologias combináveis não demanda a presença de programadores, experts em TI. “Exceto para grandes corporações, com atuação e negócios muito específicos, as ferramentas costumam ser adaptáveis a empresas diferentes.” Além disso, muitas ferramentas geralmente têm funcionamento autoexplicativo.

Na prática, aponta o fundador e sócio da Run2biz, muitos pequenos negócios já lidam com certo grau de hiperautomação. Por exemplo, quando usam pacotes de software baseados em nuvem, que fazem integração de dados e operações. Os chamados SaaS (Software como Serviço), já bastante recorrentes, representam esse passo rumo à hiperautomação.

“Antes de mais nada, é preciso romper com a cultura de que investir em tecnologia da informação em uma empresa menor é ‘gastar demais’, ou seja, representa uma grande despesa. Não. É preciso mudar o olhar, como um investimento que diminui tarefas repetitivas, diminui erros e reduz o tempo das atividades que fazem a empresa funcionar. Ou seja, tem retorno”, sintetiza Emauri Gaspar.

PRIO anuncia patrocínio de R$ 1 milhão à Orquestra Sinfônica Brasileira

A PRIO maior empresa independente de óleo e gás do Brasil e pioneira na recuperação e incremento da vida útil de campos maduros, vai investir R$ 1 milhão em patrocínio à Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Além de atividades do projeto Conexões Musicais, iniciativa de inclusão social e educacional da OSB, a parceria inclui o apoio a alguns concertos da temporada artística da orquestra, assim como aos programas de formação de plateia, como Concertos para a Juventude, ensaios abertos para alunos da rede pública

A proposta de parceria da PRIO com a OSB visa um Rio menos desigual e mais sustentável, coletivo, equilibrado e consciente. Além da cultura, as ações que serão desenvolvidas pela Orquestra, com patrocínio da empresa de petróleo, têm sintonia, também, com a educação e a preservação do meio ambiente.

“A Orquestra Sinfônica Brasileira representa uma das muitas instituições de excelência que existem no Brasil e que merecem mais reconhecimento. O país tem muita potência e talentos, inclusive, nesta arte erudita e tão complexa que é a música clássica e nós, temos um dos melhores níveis do mundo. Estamos muito honrados em apoiar uma instituição com mais de 80 anos e que é um patrimônio de todos os brasileiros”, afirma Nelson Queiroz Tanure, Chairman da PRIO.

A parceria terá duração de um ano, até agosto de 2023. O projeto coordenado pela OSB apoiará três polos de educação musical na cidade, impactando as comunidades de Guaratiba, Cidade de Deus, Marambaia e Penha, com aulas de instrumentos sinfônicos, como violino, violoncelo, clarinete, contrabaixo e flauta, por exemplo. Além disso, haverá apresentações gratuitas e outras atividades com conexões musicais em sua essência. Ao todo, terão 400 horas-aula. Indiretamente, estima-se que o projeto social da Orquestra Sinfônica Brasileira patrocinado pela PRIO beneficiará 42 mil pessoas.

“O apoio da PRIO é de extrema importância para a Fundação OSB porque viabiliza a ampliação das ações formativas da Orquestra, seja através de concertos ou das aulas gratuitas ministradas pelos nossos músicos para os alunos do Conexões Musicais, o projeto de inclusão social por meio da educação realizado pela OSB. Com o apoio da PRIO, ampliamos a rede de interação e o número de impactos gerados”, comemora Gregório Tavares, Diretor executivo da Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira.

Petrobras informa sobre Diretor Executivo de Transformação Digital e Inovação

A Petrobras informa que seu Presidente Caio Mário Paes de Andrade indicou Paulo Palaia para ocupar o cargo de Diretor Executivo de Transformação Digital e Inovação, em substituição a Juliano Dantas.

A indicação será submetida aos procedimentos internos de governança corporativa, incluindo as respectivas análises de conformidade e integridade necessárias ao processo sucessório da companhia, encaminhada para apreciação do Comitê de Pessoas e, em seguida, deliberação do Conselho de Administração.

Paulo Palaia é Bacharel em Processamento de Dados pela Universidade Braz Cubas e possui aperfeiçoamento em Gestão Estratégica de TI pela UC Berkeley – Califórnia – EUA. Possui mais de 37 anos de carreira na área de Tecnologia da Informação e experiência em diversos segmentos do mercado, ocupando nos últimos 27 anos posições de liderança como principal executivo de tecnologia das instituições onde atuou. Foi por mais de 9 anos Diretor de Tecnologia da GOL Linhas Aéreas Inteligentes S/A e Diretor Geral da GOLLabs, laboratório de inovação voltado ao setor aéreo. Foi também Diretor de tecnologia da Webjet Linhas Aéreas, DASA, CVC, e Presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de e-Business, entre 2015 e 2016. Além disso, atuou como consultor em tecnologia para o Hospital Sírio Libanês, GJP Hotéis Exclusivos, MOVIDA Aluguel de Carros, JSL SA e Grupo COMPORTE. É detentor de patentes de soluções tecnológicas que visam a redução de custos operacionais e aprimoramento da experiência do cliente de companhias aéreas, além de ter sido laureado com mais de 36 prêmios emitidos pelas maiores entidades do mercado de TI brasileiro ao longo de sua carreira.