Rio Oil & Gas reúne indústria no Boulevard Olímpico e projeta 40 mil visitantes

Nove países confirmaram presença no evento, que deixará um legado para a capital fluminense com novo espaço de convenções

O Rio de Janeiro voltará a ser o centro global da indústria do petróleo na 20ª edição da Rio Oil & Gas, de 26 a 29 de setembro, no Boulevard Olímpico, na região portuária da capital fluminense. A expectativa do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), organizador do evento, é de receber cerca de 40 mil participantes, que vão circular por 51 mil m² de seis armazéns, onde acontecerão a feira e o congresso com os principais executivos e especialistas do setor do Brasil e do mundo. Mais de 350 expositores, nacionais e internacionais, estarão presentes.

Em 2022, o evento volta a ser presencial, mas com transmissão ao vivo do Congresso e dos estúdios dos patrocinadores. É a oportunidade perfeita para quem não conseguir estar presente além de assistir ao conteúdo, conseguir contactar os expositores e patrocinadores e realizar networking virtualmente. A versão presencial contará ainda com espaços exclusivos para encontros de networking e coworking.

Outra novidade da edição é o legado que a Rio Oil & Gas deixará para a cidade do Rio de Janeiro. O IBP investiu para reformar o “Armazém do Kobra”, conhecido pelo “Mural Etnias”, do artista Eduardo Kobra, e que durante o evento será renomeado para “Armazém IBP”. No local, ocorrerão as palestras do congresso e parte da feira. Com essa reforma, o município ganha um novo espaço para a realização de eventos de grande porte, o que garante mais uma fonte de geração de emprego e renda para a economia local. Nos últimos anos, o armazém estava funcionando apenas como estacionamento.

“A indústria do petróleo tem a missão de garantir o suprimento de energia para o mundo todo e financiar a jornada rumo a uma economia de baixo carbono. No atual cenário de emergência climática, o setor reúne ainda mais esforços para prover os investimentos e as tecnologias necessários à transição energética. A Rio Oil & Gas 2022 é uma oportunidade de diálogo e troca de informações para a indústria em busca de soluções inovadoras que reafirmam o papel fundamental da nossa indústria para o país e sua importância para o mundo, em termos de intenso debate sobre segurança energética”, afirma Roberto Ardenghy, presidente do IBP.

Nesta edição, nove países já confirmaram presença no evento e montarão pavilhões na feira do evento — Angola, Alemanha, Argentina, Áustria, Irã, Itália, Reino Unido, França e Noruega. Irã e Angola participam pela primeira vez. A Áustria retorna à Rio Oil & Gas após oito anos. Além disso, durante o evento pesquisadores de 20 países apresentarão trabalhos técnicos — nos eixos Upstream, Midstream & Downstream, Gás Natural & Energia e a Indústria do Futuro.

Este ano, empresas de grande porte da indústria de óleo e gás também vão estrear entre os expositores. É o caso da PETRONAS, da Malásia; da Karoon, da Austrália; da Trident Energy, brasileira; e da Acelen, brasileira criada pelo fundo Mubadala Capital.

“A Rio Oil & Gas reúne, há 40 anos, especialistas e empresas, do Brasil e do exterior, em debates qualificados sobre a nossa indústria, estimulando conhecimento e gerando negócios no setor. Neste ano, o evento agrega um legado à população do Rio de Janeiro, com a recuperação do ‘Armazém Kobra’, que já é um cartão postal da cidade e passará ser um espaço dedicado à realização de grandes eventos”, afirma a diretora-executiva corporativa do IBP, Fernanda Delgado.

Fernanda Delgado ressalta que a Rio Oil & Gas reforça a relevância da indústria no país diante do grande potencial do Brasil, capaz de gerar externalidades positivas que irradiem em toda a economia brasileira, atraindo investimentos externos e potencializando os negócios de toda a extensa cadeia de fornecedores do setor. “O evento abordará a relevância do país para a segurança energética e o suprimento de óleo e gás, fundamental para gerar os recursos necessários para que governos e a sociedade financiem a transição energética e a descarbonização de suas economias”, afirma a executiva.

O setor de óleo e gás responde por cerca de 15% do PIB industrial do Brasil, que é considerado o 9º maior produtor mundial de petróleo. Só para a atividade de exploração e produção, o IBP estima investimentos de US$ 183 bilhões e uma arrecadação de tributos de US$ 622 bilhões no acumulado de 2022 a 2031, bem como uma geração média de 445 mil empregos por ano nesse período.

Entre os temas que serão debatidos no congresso do evento estão a transição e a segurança energética, os investimentos em tecnologias de descarbonização, as novas fronteiras exploratórias no Brasil e a expansão e consolidação das empresas independentes, de médio porte, no mercado nacional. Também vão estar em discussão a geopolítica do petróleo e gás, bem como investimentos em Exploração & Produção, Gás Natural e Downstream — nesses dois segmentos, destaque para a consolidação do Novo Mercado de Gás e abertura do setor de refino, respectivamente.

As pautas ESG (meio ambiente, sociedade e governança, na sigla em inglês) também terão grande destaque na Rio Oil & Gas. Além das palestras do congresso, haverá espaços de discussões temáticas em fóruns — Arena ESG, Arena do Futuro, Arena Young Summit, Competições Acadêmicas e Fórum Onshore.

A Rio Oil & Gas é patrocinada por Petrobras, Ambipar Response, Equinor, Shell, TotalEnergies, Vibra, Ipiranga, Raízen, BP, Bunker One, Chevron, ExxonMobil, Karoon Energy, Modec, Galp, PETRONAS, Repsol Sinopec, 3R Petroleum, Acelen, Siemens Energy, Trident Energy, Brakem, Enauta, Halliburton, MCDermoott, NTS, PECOM, PRIO, Salesforce, Saipem, Subsea 7, AET, Baker Hughes, DOW, Fluxys, Oracle, Perbras, Solvay, TAG, TBG, Techint, Vallourec, Wintershall Dea e WTW.

 

Shell, Raízen, Hytron, USP e Senai formam parceria para conversão de etanol em hidrogênio renovável

Acordo inédito no País prevê a construção de duas plantas dedicadas à produção de hidrogênio a partir do etanol e um posto de abastecimento veicular para ônibus que circula na Cidade Universitária da USP, em São Paulo.

A Shell Brasil, Raízen, Hytron, Universidade de São Paulo (USP) e o SENAI CETIQT assinaram um acordo de cooperação para desenvolvimento de plantas de produção de hidrogênio renovável (H2) a partir do etanol. A parceria tem como foco a validação da tecnologia através da construção de duas plantas dimensionadas para produzir 5 kg/h de hidrogênio e, posteriormente, a implementação de uma planta 10 vezes maior, de 44,5 kg/h.

O acordo inclui também uma estação de abastecimento veicular (HRS – Hydrogen Refuelling Station) no campus da USP, na cidade de São Paulo. Um dos ônibus utilizados pelos estudantes e visitantes da Cidade Universitária deixará de utilizar diesel e os tradicionais motores a combustão interna para começar a utilizar hidrogênio produzido a partir do etanol e motores equipados com células a combustível (Fuell Cell). Com início da operação prevista para 2023, a iniciativa surge como uma solução de baixo carbono para transporte pesado, incluindo caminhões e ônibus, com o primeiro posto a hidrogênio de etanol do Brasil e no mundo.

O hidrogênio a partir de etanol será produzido de forma inovadora com o biocombustível fornecido pela Raízen e a tecnologia desenvolvida e fabricada pela Hytron, que atualmente pertence ao grupo alemão Neuman & Esser Group (NEA Group), com suporte do Instituto SENAI de Inovação em Biossintéticos e Fibras do SENAI CETIQT, com financiamento da Shell Brasil. “Estamos empolgados em ver que um projeto que se iniciou como um sonho de estudantes dentro da universidade agora se torna uma solução de alto impacto para a transição energética do País e do mundo”, aponta o CEO da Hytron, Marcelo Veneroso.

Atualmente, o hidrogênio tem uso predominante na indústria química e é produzido em unidades industriais próximas a refinarias a partir do gás natural. No futuro, existe a expetativa que o H2 produzido a partir de energia elétrica renovável, como solar e eólica, terá um papel importante para a descarbonização de vários setores industriais e de transporte pesado. Porém, o transporte deste produto é complexo, pois exige a compressão ou liquefação para armazenamento em cilindros ou em carretas, encarecendo a logística. Neste cenário, a produção do hidrogênio via conversão do etanol representa um avanço na disponibilidade de combustíveis renováveis por meio de uma nova rota tecnológica para expansão de soluções sustentáveis no País e no mundo. “Esta iniciativa é pioneira na produção de hidrogênio renovável, em grande escala, a partir do etanol” sintetiza Julio Romano Meneghini, diretor-executivo e científico do Research Centre for Greenhouse Gas Innovation (RCGI) da USP.

“A produção local, descentralizada e de baixo investimento de hidrogênio renovável por meio da reforma do etanol, é uma alternativa interessante para setores como o de transporte pesado, que tem uma perspectiva de crescimento expressiva na utilização dessa solução, cuja disponibilidade e escalabilidade são essenciais. Além de transporte pesado, neste momento, estamos buscando por parceiros que possuem interesse em aplicar esta tecnologia para a descarbonização de outros setores”, aponta Mateus Lopes, diretor de Transição Energética e Investimentos da Raízen. A empresa será, ao lado da Shell, a responsável pela liderança do desenvolvimento do mercado de H2 a partir de etanol.

Por meio deste acordo para a produção de hidrogênio verde, as empresas iniciam uma nova etapa na produção de renováveis, contribuindo com a descarbonização da economia e ampliando seus portfólios de produtos. “A tecnologia pode ser facilmente instalada em postos de combustíveis convencionais, o que não exigiria mudanças na infraestrutura de distribuição, garantindo que o hidrogênio estará pronto para abastecer os veículos de forma rápida e segura”, explica Alexandre Breda, gerente de Tecnologia em Baixo Carbono da Shell Brasil e vice-diretor executivo do RCGI. “O uso do hidrogênio não está restrito ao setor de transporte e beneficiará outros segmentos no país, no que diz respeito à substituição de fontes de energia fóssil.”, afirma. O projeto será financiado pela Shell Brasil, por meio da cláusula de Pesquisa e Desenvolvimento da ANP, com investimento de aproximadamente R$ 50 milhões.

Com a produção de hidrogênio a partir de etanol, as empresas e instituições parceiras iniciam uma nova etapa na produção de combustíveis renováveis, contribuindo com a descarbonização não só no setor de transportes, como também na siderurgia, mineração e agronegócio. “A trajetória do etanol no Brasil começa na década de 1950, mas tem um grande incentivo entre os anos 1980 e 2000, quando diminuímos nossa dependência da gasolina”, aponta Marcos Buckeridge, pesquisador do RCGI, considerado uma autoridade internacional em bioenergia. “Entre 2000 e 2020 começamos a produzir o etanol de segunda geração e entramos em uma segunda fase. Agora, devemos iniciar uma nova fase dessa história de sucesso”.

“A USP se transformará em um grande laboratório de pesquisa na área de energias renováveis e no desenvolvimento sustentável. Nesse projeto, estudaremos a viabilidade energética da extração do hidrogênio a partir do etanol e seu uso em ônibus circulares e as soluções encontradas poderão ser transferidas para nossas cidades. Tem sido fundamental para a USP a parceria com empresas que valorizem a pesquisa científica como modo de transformação social”, aponta Carlos Gilberto Carlotti Junior, reitor da USP.

Sobre a Raízen

Com o propósito de redefinir o futuro da energia a partir de um amplo portfólio de soluções renováveis, a Raízen possui um modelo de atuação único e irreplicável, sendo protagonista em todos os setores em que atua e liderando a transição energética do País. Ao promover impacto positivo a todos os seus stakeholders, a empresa tem como compromisso produzir hoje a energia do futuro, por meio do crescimento sustentável lucrativo do negócio, orientada por metas factíveis, sólidas e alinhadas ao seu propósito.

Por meio de tecnologias avançadas e proprietárias, a Raízen tem ampliado seu portfólio de renováveis, como o etanol de segunda geração (E2G), o biogás, biometano e a bioeletricidade de fontes 100% limpas. Desde sua formação, a Raízen já evitou 30 milhões de toneladas de CO2 e tem como objetivo ampliar o potencial de descarbonização por meio de seus produtos para mais de 10 milhões de toneladas de CO2 evitados por ano. Ainda, a empresa tem como um de seus objetivos, ser o melhor parceiro na descarbonização, por isso, assumiu a meta de ter 80% do EBITDA de negócios e fontes renováveis até 2030.

Com um time de mais de 40 mil funcionários, opera 35 parques de bioenergia, com capacidade instalada para moagem de 105 milhões de toneladas de cana com cerca de 1,3 milhão de hectares de áreas agrícolas cultivadas com tecnologia de ponta e colheita totalmente mecanizada. Na safra 21´22, produziu 3,5 bilhões de litros de etanol, 6,2 milhões de toneladas de açúcar e 2,9 TWh de bioenergia produzida a partir da biomassa da cana.

Por meio de uma rede de mais de 7.900 mil postos revendedores que estampam a marca Shell no Brasil, na Argentina e no Paraguai, atende milhões de consumidores diariamente em suas jornadas, oferecendo desde os exclusivos combustíveis da família Shell V-Power até praticidade e benefícios na hora do pagamento com o aplicativo Shell Box. Pelo Grupo Nós (Joint venture com a FEMSA Comercio), atua no varejo de conveniência e proximidade com mais de 1.400 lojas Shell Select e com os mercados OXXO. Na safra 21´22 comercializou 34 bilhões de litros de combustíveis por meio de sua infraestrutura que conta com mais de 70 terminais de distribuição pelo país, com presença em 19 portos e 70 bases de abastecimento em aeroportos.

Está entre as maiores empresas do Brasil. Na safra 21’22, a Raízen apresentou uma receita líquida de R$ 196 bilhões, gerando emprego e renda, dinamizando a economia e promovendo impacto social positivo por meio de inúmeras ações, com destaque para a Fundação Raízen, instituição sem fins lucrativos que há 20 anos atua na educação de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social.

Sobre a Shell Brasil

Com 109 anos no país, a Shell é uma empresa de energia integrada com participação em Upstream, no Novo Mercado de Gás Natural, Trading, Pesquisa & Desenvolvimento e no Desenvolvimento de Energias Renováveis, com um negócio de comercialização no mercado livre e produtos ambientais, a Shell Energy Brasil. Aqui, a distribuição de combustíveis é gerenciada pela joint-venture Raízen, que recentemente adquiriu também o negócio de lubrificantes da Shell Brasil.A companhia trabalha para atender à crescente demanda por energia de forma econômica, ambiental e socialmente responsável, avaliando tendências e cenários para responder ao desafio do futuro da energia.

Sobre a Hytron

Hytron é empresa Brasileira do GRUPO NEA, reconhecida no mercado pela sua capacidade tecnológica. Iniciou suas atividades no ano de 2003 como spin-off da UNICAMP e desde então trabalha com inovação e desenvolvimento de soluções comerciais, envolvendo as áreas de Energia e Gases Industriais, para diversas empresas nacionais e multinacionais. A Hytron é uma empresa Brasileira, localizada em Sumaré, São Paulo, pioneira no fornecimento de soluções para a produção de Hidrogênio utilizando as fontes: Solar, Eólica e Biocombustíveis.

Sobre o Grupo NEA

O grupo NEUMAN & ESSER de origem alemã foi fundado em 1830. É fabricante renomado de compressores alternativos para gases de processo, sendo líder no fornecimento deste tipo de equipamento para aplicações de Hidrogênio. No final de 2020, o grupo adquiriu a Hytron com o intuito de expandir seu portfólio para fornecer soluções completas para o mercado de H2, incluindo a geração, purificação, compressão, armazenamento e distribuição para mobilidade. Sua unidade no Brasil, localizada em Belo Horizonte, Minas Gerais, é responsável por atender a América do Sul e América Central desde 1997.

Sobre RCGI-USP

O Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI) é um Centro de Pesquisa em Engenharia, criado em 2015, com financiamento da FAPESP e da Shell. As pesquisas do RCGI são focadas em inovações que possibilitem ao Brasil atingir os compromissos assumidos no Acordo de Paris, no âmbito das NDCs – Nationally Determined Contributions. Os projetos de pesquisa – 19, no total – estão ancorados em cinco programas: NBS (Nature Based Solutions); CCU (Carbon Capture and Utilization); BECCS (Bioenergy with Carbon Capture and Storage); GHG (Greenhouse Gases) e Advocacy. Atualmente, o centro conta com cerca de 400 pesquisadores. Saiba mais aqui.

Sobre o SENAI CETIQT – Instituto SENAI de Inovação em Biossintéticos e Fibras

O SENAI é um dos cinco maiores complexos de educação profissional do mundo e o maior da América Latina. Trata-se de uma entidade privada, de interesse público, e sem fins lucrativos, criada em 1942 para apoiar a indústria brasileira por meio da formação de recursos humanos e da prestação de serviços técnicos e tecnológicos. O SENAI CETIQT é o indutor tecnológico para o enfrentamento dos desafios atuais e futuros da Indústria química, têxtil e de confecção com 4 unidades localizadas no Rio de Janeiro. Seu Instituto de Inovação em Biossintéticos e Fibras (ISI Biossintéticos e Fibras), criado em 2016, é responsável por desenvolver soluções sustentáveis por meio da química e da biotecnologia industrial, além de Fibras, a partir de recursos renováveis e não renováveis para oferecer novos produtos e processos.

Desde a sua criação, com um conceito de alta integração com a indústria e a academia, O ISI Biossintéticos e Fibras possui competência e infraestrutura que permite o atendimento a diversos setores industriais, trabalhando com a indústria nas áreas de mapeamento de tecnologias, avaliação de viabilidade técnica e econômica, e desenvolvimento de novos produtos e processos – com foco especial em valorização de componentes lignocelulósicos (extrativos, celulose e lignina), intensificação de processos, biotecnologia industrial, dentre outros. Está bem equipado para realizar experimentos sobre pirólise de biomassa, formulação de adesivos, bem como caracterização de resíduos. O parque de reatores é bastante robusto tendo reatores batelada e contínuos de diversas capacidades. O ISI Biossintéticos e Fibras conta ainda com uma equipe de engenheiros especializados em análise técnico-econômica e avaliação ambiental de processos fornecendo apoio diferenciado à indústria no que tange à avaliação e definição de estratégias de diversificação do portifólio de produtos sob o conceito de biorrefinarias. Além disso, possui uma equipe de inteligência competitiva especializada em orientar as perspectivas de mercado e tecnológicas da indústria.

Oferta Permanente de Partilha (OPP) tem total de 13 empresas inscritas e três qualificadas para o 1º Ciclo

A Comissão Especial de Licitação (CEL) aprovou as inscrições de mais cinco empresas para a Oferta Permanente de Partilha da Produção (OPP). As inscrições foram aprovadas em reunião da CEL realizada em (1/9) e publicadas no último dia (2/9) no Diário Oficial da União (DOU). Com isso, já são 13 empresas inscritas na OPP, uma vez que as oito primeiras haviam sido aprovadas em agosto.

As empresas que tiveram suas inscrições aprovadas ontem foram: Equinor Brasil Energia Ltda.; Ecopetrol Óleo e Gás do Brasil Ltda.; QATARENERGY Brasil Ltda.; SINOPEC Exploration and Production (Brazil) Ltda.; e Petrogal Brasil S.A. A lista de todas as empresas inscritas na OPP está disponível na página Inscrição de Licitantes.

Qualificação de licitantes 

Também foi publicada hoje no DOU a qualificação das empresas Chevron Brasil Óleo e Gás Ltda. e Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras como operadoras A+ para o 1º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção.

Elas se somam à Shell Brasil Petróleo Ltda., que também já havia sido qualificada como operadora A+ para o 1º Ciclo. Novos pareceres de qualificação de empresas para a OPP serão analisados nas próximas reuniões da CEL. As empresas qualificadas podem ser acompanhadas na página Qualificação.

A qualificação como operadora A+, uma novidade trazida no sistema da OPP, tem o objetivo de habilitar licitantes na condição de operadora no regime de contratação de partilha de produção. Essa qualificação é uma exigência para a habilitação da empresa como operadora de blocos objetos da Oferta Permanente de Partilha de Produção. Novos pareceres de qualificação de empresas para a OPP serão analisados nas próximas reuniões da CEL.

O 1º Ciclo da OPP foi aberto no dia 17 de agosto e a sessão pública de apresentação das ofertas está prevista para ocorrer em 16 de dezembro.

A Oferta Permanente de Partilha de Produção (OPP)

O Sistema de Oferta Permanente de Partilha de Produção (OPP) tem por objeto contratar, sob o regime de partilha de produção, as atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural em blocos localizados no Polígono do Pré-Sal e de áreas estratégicas, assim determinados pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Nesse sistema, blocos ficam permanentemente à disposição de agentes regulados interessados. Os ciclos se iniciam por provocação dos agentes inscritos, por meio da submissão à ANP de declaração de interesse, acompanhada de garantia de oferta, para um ou mais blocos disponíveis. A listagem de blocos disponíveis encontra-se na página Blocos em oferta.

Terminais aquaviários: workshop da ANP esclarece dúvidas sobre nova resolução

A ANP realizou o workshop online “Implementação da Resolução ANP nº 881”. O encontro teve como objetivo esclarecer dúvidas quanto à implementação e à aplicação prática dos dispositivos da Resolução ANP nº 881, de 8 de julho de 2022.

A resolução, que entrará em vigor em 1/10/2022, estabelece critérios para o uso dos terminais aquaviários existentes ou a serem construídos, para movimentação de petróleo, de derivados de petróleo, de derivados de gás natural e de biocombustíveis.

O público-alvo do workshop foram os operadores de terminais aquaviários, os carregadores (usuários dos serviços prestados pelos operadores) e terceiros interessados em movimentar produtos nesses terminais. No evento, os agentes econômicos puderam formular perguntas e esclarecer pontos específicos.

Conforme informado no evento, na próxima semana, ANP disponibilizará documentos explicativos sobre a Resolução nº 881/2022, como um manual, um fluxograma de processo a ser seguido e as perguntas enviadas pelos agentes econômicos, com respectivas respostas. As perguntas e respostas estarão disponíveis em um painel dinâmico, com possibilidade de aplicação de filtros por assunto e artigo da resolução. Os documentos e o painel poderão ser acessados na página Livre acesso de terceiros.

A gravação do workshop pode ser acessada no canal da ANP no YouTube.

Schlumberger, Aker Solutions e Subsea 7 criam joint venture

Cobertura geográfica, tecnologia e recursos de engenharia complementares proporcionarão desempenho e integração líderes em um mercado offshore em crescimento.

Schlumberger, Aker Solutions e Subsea 7 anunciaram hoje um acordo para formar uma joint venture para impulsionar a inovação e a eficiência na produção submarina, ajudando os clientes a desbloquear reservas e reduzir o tempo de ciclo. O acordo reunirá um portfólio de tecnologias inovadoras, como compressão de gás submarino, sistemas de produção submarinos totalmente elétricos e outros recursos de eletrificação que ajudam os clientes a atingir suas metas de descarbonização.

A joint venture proposta combinará os negócios submarinos da Schlumberger e da Aker Solutions, que incluem domínio de reservatórios profundos e experiência em design de engenharia, um extenso portfólio de tecnologia de produção e processamento submarino comprovado em campo, escala e capacidades de fabricação de classe mundial e um conjunto abrangente de vida útil soluções de campo para clientes em todo o mundo. A Subsea 7 será uma parceira de capital na nova joint venture.

“À medida que o investimento no mercado offshore – particularmente em águas profundas – continua a aumentar, nossos clientes se beneficiarão de serviços aprimorados que alavancam a inovação digital e tecnológica para impulsionar o desempenho aprimorado dos ativos submarinos, aumentando a eficiência energética e reduzindo as emissões de CO2”, disse o CEO da Schlumberger. Oliver Le Peuch. “Estamos ansiosos para colaborar com a Aker Solutions e nosso parceiro de integração submarina Subsea 7 neste novo empreendimento.”

“Aker Solutions, Schlumberger e Subsea 7 são negócios complementares, tanto em termos de produtos e serviços, quanto de clientes e presença geográfica. Além disso, a Schlumberger compartilha nosso compromisso com a inovação, como a implantação de soluções digitais e tecnologias de descarbonização”, disse Øyvind Eriksen, presidente e CEO da Aker ASA.

Após o fechamento da transação proposta, a Subsea Integration Alliance (SIA) existente entre a Schlumberger e a Subsea 7 será alterada para que a nova joint venture assuma o papel da Schlumberger na Aliança, que será renovada por um período de dez anos.

“Estamos empolgados em construir nossa aliança altamente bem-sucedida com a Schlumberger e a parceria com a Aker Solutions. Esta nova joint venture é um passo crítico, pois colaboramos em projetos submarinos integrados que geram o máximo valor para nossos clientes”, disse John Evans, CEO da Subsea 7.

Além de contribuir com seus negócios submarinos para a joint venture, no fechamento, a Schlumberger emitirá para a Aker Solutions ações ordinárias da Schlumberger avaliadas em US$ 306,5 milhões em uma colocação privada. Simultaneamente, a Subsea 7 comprará sua participação de 10% em troca de USD 306,5 milhões em dinheiro para a Aker Solutions. A joint venture também emitirá uma nota promissória para a Aker Solutions no valor de US$ 87,5 milhões. No fechamento da joint venture, a Schlumberger terá 70%, com a Aker Solutions com 20% e a Subsea 7 com 10%. A transação está sujeita a aprovações regulatórias e outras condições habituais de fechamento e deve ser concluída no segundo semestre de 2023.

Mais informações sobre a transação proposta estão disponíveis no site de relações com investidores da Schlumberger, que pode ser acessado em https://investorcenter.slb.com/ .

Sobre a Schlumberger

A Schlumberger (NYSE: SLB) é uma empresa de tecnologia que faz parceria com clientes para acessar energia. Nosso pessoal, representando mais de 160 nacionalidades, está fornecendo soluções digitais líderes e implantando tecnologias inovadoras para permitir desempenho e sustentabilidade para o setor de energia global. Com experiência em mais de 120 países, a Schlumberger colabora para criar tecnologia que desbloqueia o acesso à energia para o benefício de todos.

Saiba mais em  www.slb.com .

Sobre a Aker Solutions

A Aker Solutions oferece soluções, produtos e serviços integrados para a indústria global de energia. Possibilitamos a produção de petróleo e gás com baixo teor de carbono e desenvolvemos soluções renováveis ​​para atender às necessidades futuras de energia. Ao combinar soluções digitais inovadoras e execução previsível de projetos, aceleramos a transição para a produção de energia sustentável. A Aker Solutions emprega aproximadamente 14.000 pessoas em mais de 20 países.

Saiba mais em www.akersolutions.com .

Sobre a Subsea 7

A Subsea 7 é líder global na entrega de projetos e serviços offshore para o setor de energia. A Subsea 7 possibilita a transição energética offshore através da evolução contínua de petróleo e gás com baixo teor de carbono e permitindo o crescimento de energias renováveis ​​e emergentes.

Saiba mais em www.subsea7.com .

Setor eólico avança na velocidade do vento – Elbia Gannoun, presidente da ABEEólica – Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias

O Brasil está na 6ª posição do Ranking de Capacidade Total Instalada de Energia Eólica Onshore em 2021, tendo subido uma posição em relação ao ano anterior, segundo o Conselho do Global Wind Energy Council (GWEC), entidade mundial desse segmento de energias renováveis. Com cerca de 80% de um aerogerador sendo produzido localmente, tornando o país menos dependente de importação, o setor eólico continua a crescer, batendo recordes anuais consecutivos. “Chegamos na metade de 2022 com 22GW de capacidade instalada. Há outros 981,8 MW na fase de testes que devem entrar em operação nas próximas semanas”, afiança Elbia Gannoum, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica(ABEEólica)…

Há mais de 10 anos à frente da entidade, principal voz do setor no país, a liderança de Elbia é reconhecida também no exterior: em agosto, foi reconduzida à vice-presidência do GWEC. “Se queremos atingir o zero líquido até 2050, as instalações eólicas precisam de quase quadruplicar. Cabe à indústria fazer com que isso aconteça, com a GWEC a desempenhar um papel fundamental neste processo”, declarou ao ser reconduzida ao cargo que conquistou pela primeira vez em 2020.

Embaixadora global pelo Brasil no Women in Wind Global Leadership Program, parceria do GWEC com a Rede Global de Mulheres para a Transição de Energia (GWET), Elbia Gannoum recebeu o primeiro Prêmio “C3E – Clean Energy Education & Empowerment – Woman of Distinction Award”, criado em 2019. Conferido pelo Clean Energy Ministerial (fórum global que reúne 25 países e a Comissão Europeia) e a Agência Internacional de Energia (EIA),o C3E é um reconhecimento às mulheres que se destacam na indústria de energias limpas no mundo.

Nada mais justo para quem se tornou a ‘cara’ desse setor que em agosto registrou o primeiro recorde de geração instantânea de 2022, quando produziu o correspondente à energia suficiente para atender durante um minuto todo o Nordeste. “Até 2026 teremos 37 GW instalados. E esses valores não se referem a projeções, mas sim a contratos já assinados”, diz Elbia Gannoum nessa entrevista à revista digital Oil & Gas Brasil.

Oil & Gas Brasil: O país tem 828 parques eólicos em operação, dos quais 725 estão no Nordeste. Como vem sendo a evolução dos parques eólicos no país, inclusive no período de pandemia? Quantos parques estão hoje em construção?

Elbia Gannoum: A pandemia afetou o crescimento do mercado de maneira global, mas a eólica no país vem batendo recordes anuais e deve continuar assim por algum tempo. Chegamos na metade de 2022 com 22GW de capacidade instalada e há outros 981,8 MW em operação de testes, que devem entrar em operação nas próximas semanas.

Oil & Gas Brasil: O Brasil tem, atualmente, capacidade de produzir 22.000 MW de energia eólica, a maior parte (20 mil) no Nordeste. Qual é a expectativa de expansão da capacidade eólica nessa região até o final da década? E no país como um todo?

Elbia Gannoum: As perspectivas para eólica são ótimas, principalmente por conta dos projetos que estão sendo fechados no Mercado Livre. Importante lembrar que, desde 2018, as eólicas vendem mais no mercado livre do que no regulado. Hoje estamos com 22 GW e até 2026 teremos 37 GW e esses valores não se referem a projeções, mas sim a contratos já assinados. Isso mostra a força do mercado brasileiro, que ainda deve crescer mais, apesar da pressão de custos deste período que estamos vivendo.

Também até o fim da década é possível que tenhamos parques de eólica offshore em funcionamento, estamos trabalhando no
momento na questão regulatória, mas até o fim da década o cenário brasileiro de eólica deve ser incrementado com as offshore. A EPE estima que o Brasil possua aproximadamente 700 GW de potencial para exploração da fonte eólica em locais com profundidade com até 50 metros. Alguns dos principais estados com potencial eólico para aproveitamento e produção de energia eólica são: Ceará, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

Oil & Gas Brasil: Em agosto a energia eólica registrou primeiro recorde de geração instantânea de 2022. Segundo o governo, o total produzido corresponde ao suficiente para atender durante um minuto todo o Nordeste. Foi o maior recorde até hoje? Podemos esperar novos recordes este ano?

Elbia Gannoum: Sim, foi o maior recorde até hoje. Mas estamos num período que chamamos de safra dos ventos, época em que temos os melhores ventos do ano. Começa geralmente em meados de junho e vai mais ou menos até o começo de novembro. É possível que até lá tenhamos um novo recorde. A ONS é quem monitora e divulga esses recordes. Os mais recentes ocorreram em 12 e 13 de agosto.

Oil & Gas Brasil: O país tem 828 parques eólicos em operação dos quais 725 estão no Nordeste. Como vem sendo a evolução dos parques eólicos no país, inclusive no período de pandemia? Quantos parques estão hoje em construção?

Elbia Gannoum: A pandemia afetou o crescimento do mercado de maneira global, mas a eólica no país vem batendo recordes anuais e deve continuar assim por algum tempo. Chegamos na metade de 2022 com 22GW de capacidade instalada e há outros 981,8 MW em operação de testes, que devem entrar em operação nas próximas semanas.

Oil & Gas Brasil: O fator de capacidade médio verificado para as usinas eólicas do Nordeste no período de maio/2021 a abril/2022, foi de 39,8%, enquanto, no mesmo período, para as usinas eólicas da região Sul do país, foi de 33,8%. A Firjan e o Governo do Estado do Rio de Janeiro vem destacando o potencial na área de renováveis. Como vcs veem o cenário fluminense: pode ter uma expansão no setor eólico maior que o de outros estados do Sudeste ou Sul do Brasil? 

Elbia Gannoum: A área de renováveis vem crescendo bastante e o mundo está com o olhar focado na transição energética como parte fundamental para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Por sua competitividade e pelas características do Brasil, energia eólica e solar são os tipos de renováveis com maior potencial no país e deve crescer em diversos estados. Quanto a eólica, o Nordeste se destaca com um potencial muito grande e representa cerca de 90% desse mercado.

Atualmente,o Rio de Janeiro tem um parque, com 17 aerogeradores e potência de 28,5 MW. Mas é um dos estados com grande
potencial de eólica offshore, atualmente tem nove projetos de offshore com pedido de licenciamento ambiental no Ibama.

Oil & Gas Brasil: O governo afirma que é esperado o acréscimo de 2.900 MW de energia eólica na matriz energética nacional este ano, consolidando-a como a segunda maior fonte de energia do país. Vamos atingir essa meta ou até mesmo superá-la?

Elbia Gannoum: O setor cresce em média 3 a 4 MW por ano. Nós acreditamos que a meta do governo será atingida sim ou até superá-la um pouco.

Oil & Gas Brasil: A 59ª edição do Índice de Atratividade de Países em Energia Renovável (RECAI – Renewable Energy Country Attractiveness Index) da consultoria EY mostra que o Brasil, embora líder na América Latina, caiu quatro posições, estando agora em 13ª no ranking global de atratividade de investimentos em energia renovável. Isso se deve à dependência em hidrelétricas (que representa 58% de toda a energia gerada no país), deixando o Brasil vulnerável a secas, como aconteceu em 2021. O que impede uma expansão ainda mais rápida do setor eólico?

Elbia Gannoum: No caso do Brasil especificamente, o gargalo não é uma questão do setor eólico, mas da economia em geral, que precisa crescer para que haja mais contratação de energia. Outro ponto é que um arrefecimento das novas contratações de energia renovável é algo natural, após um volume intenso de negócios observado de 2018 para cá, além de ter relação com questões conjunturais não relacionadas ao setor, como as eleições. O mercado ainda está buscando um ponto de equilíbrio em um patamar de custos que será mais elevado. A ABEEólica prevê que o crescimento de instalações de turbinas fique próxima do recorde de 3,8 GW/ano visto em 2021, ante uma taxa de 2,4 GW em anos anteriores.

Oil & Gas Brasil: Como está o parque industrial local para atender essa demanda: somos muito dependentes de importação, como no caso da energia solar (placas importadas)?

Elbia Gannoum: Temos um bom quadro nacional em termos de produção local, as grandes empresas globais operam no país e produzem os materiais localmente. No caso das eólicas é que preciso lembrar que cerca de 80% de um aerogerador é produzido no Brasil, o que nos faz ser bem menos dependente de importação.

PRIO e Dommo Energia divulgam planos de fusão

A PRIO, anteriormente conhecida como PetroRio, assinou um acordo com a Dommo Energia.

A PRIO anunciou que celebrou um memorando de entendimento (MOU) com a Prisma Capital para a potencial combinação de negócios com a Dommo Energia.

Com base nos termos do MOU, esta incorporação será concretizada mediante a incorporação da totalidade das ações de emissão da Dommo, por controlada direta ou indireta da PRIO. Assim, para cada ação, os acionistas da Dommo receberão ações resgatáveis ​​da incorporadora na data da transação ou R$ 1,85 (cerca de US$ 0,35) a serem pagos em até 90 dias após a data da transação.

Além disso, o MOU sublinha que, por seis meses após a assinatura, a Prisma se compromete a conceder à PRIO direitos exclusivos de negociação e concluir a transação. Além disso, a PRIO explicou que a conclusão deste negócio está sujeita às condições precedentes usuais de transações dessa natureza, como a aprovação dos acionistas da Dommo e do CADE, entre outras.

O portfólio de petróleo e gás da Domo Energia abrange blocos nas bacias sedimentares brasileiras de Campos e Santos. A empresa obteve os direitos de exploração e produção – como operadora – dos blocos BM-C-39 e BM-C-40 em 2007, que passaram a fazer parte do campo de Tubarão Martelo após a exploração e desenvolvimento.

Este campo está localizado ao sul da Bacia de Campos, próximo ao campo de Polvo , a 86 km da cidade de Armação de Búzios, no litoral norte do Estado do Rio de Janeiro. Em agosto de 2020, a Domo Energia deixou de ser a operadora desta concessão, mas manteve uma participação de 20%.

Além disso, a PRIO destacou que a Dommo tem direito a 5% – após royalties – das receitas do cluster Polvo e Tubarão Martelo . Este cluster produz aproximadamente 17,5 mil barris de petróleo por dia. O jogador brasileiro revelou que o cluster será alvo de outra campanha de revitalização no futuro.

Vale lembrar que o primeiro cluster da PRIO surgiu após  o tieback  entre os campos de Polvo e Tubarão Martelo, em julho de 2021.

Atualmente, a empresa está trabalhando em um segundo cluster de produção por meio do tieback entre os   campos de  Wahoo  e  Frade para o qual a empresa apresentou um plano de desenvolvimento  à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em dezembro de 2021.

 

UBE participa da Rio Oi & Gas, maior evento do setor na América Latina

A multinacional japonesa apresentará inovações tecnológicas em membranas para separação de gases.

Com a previsão de investimentos da ordem de R$ 100 bilhões até 2025 (dados da Abespetro – Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo), os mercados de óleo e gás continuam sendo bastante atrativos para os fornecedores que atuam na área.

Boa parte deste excelente desempenho é possível graças à alta tecnologia que vem sendo aplicada no setor. Entre estas tecnologias de ponta, destaque para as inovadoras membranas para a separação de gases que a UBE, um dos principais players globais deste setor, apresentará na Rio Oil & Gas 2022, entre os dias 26 e 29 de setembro, no Boulevard Olímpico, no Rio de Janeiro (RJ).

Em seu portfólio, a empresa destaca as membranas para geração de nitrogênio, enriquecimento de gás natural, upgrade de biogás em biometano, recuperação de hidrogênio, desidratação de etanol, entre outras.

 A ideia, como pontua Paula Perfeito, Especialista em Desenvolvimento de Negócios da UBE, “é apresentar tecnologias de última geração que apoiem a indústria e os clientes brasileiros neste processo de separação de gases e, assim, atingir as metas definidas pelo Governo brasileiro no programa ‘Metano Zero’ encabeçado pelos Ministérios do Meio Ambiente e de Minas e Energia.”.

“O biometano é considerado um combustível renovável obtido a partir da purificação do biogás e que pode ajudar na diversificação da matriz energética brasileira. Além de gerar novos negócios, investimentos e empregos para nosso país. E o programa ‘Metano Zero’ é uma iniciativa pioneira do Governo brasileiro para atuar de forma racional e equilibrada na proteção ambiental, a partir do tratamento de resíduos orgânicos para gerar biogás e biometano”, completa Paula Perfeito.

A contribuição da UBE está justamente na oferta de tecnologias inovadoras em membranas para a separação de gases que acelerem e otimizem a implantação do Programa. As membranas desenvolvidas pela empresa garantem eficiência e segurança no upgrade do biogás para o biometano, resultando em um combustível que atende às normas estabelecidas pela ANP (Agência Nacional do Petróleo), mais versátil que os outros energéticos e que pode ser aplicado de forma complementar ao gás natural e ao diesel.

“Dentre as principais vantagens do uso da tecnologia de membranas frente a outras tecnologias para o processo de upgrade de biogás, pode-se destacar a não utilização de insumos químicos ou água para remoção do CO2. Devido à sua configuração modular, tanto a operação, manutenção e um possível scale-up da planta são muito simples”, explica a especialista da UBE.

Segundo o Panorama do Biogás no Brasil 2021, lançado pelo CIBiogás, houve um aumento de 16% no número de plantas em operação e 10% no volume de biogás produzido em 2021, em comparação a 2020. As plantas em operação produziram 2,3 bilhões de Nm³ de biogás em 2021; para 2022 espera-se um aumento acima de 22% com a entrada em operação das 56 plantas que estão em fase de implantação ou em reforma.

Unidades focadas na geração de biometano para autoconsumo ou comercialização totalizam 10 plantas, número que corresponde a 23% do volume total de biogás produzido em 2021. Estes números influenciam nas metas de descarbonização de países que têm grandes potenciais para gerar o biogás, como o Brasil.

Saiba mais sobre esta indústria e conheça todas as tecnologias que a UBE disponibiliza para o setor em seu estande na Rio Oil & Gas 2022, localizado na rua Y04 no Armazém Utopia. “Este evento produzido pelo IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás) é, sem dúvida, o maior da América Latina e a UBE, por ser um importante player global, não poderia deixar de participar”, finaliza Paula Perfeito.

As tecnologias renováveis da Emerson apoiam os objetivos de redução de carbono chineses

Software de controle integrado e soluções para turbinas eólicas Taiyuan Heavy Industry para fornecer energia confiável e limpa para 35 milhões de pessoas

A Fintoil, com a Neste Engineering Solutions, selecionou o software e as tecnologias de automação da Emerson (NYSE: EMR) para maximizar o desempenho operacional de sua biorrefinaria que está sendo construída no porto de Hamina-Kotka, na Finlândia. A planta será a terceira maior biorrefinaria de tall-oil cru (CTO) do mundo e produzirá biocombustíveis avançados e matérias-primas bioquímicas que ajudam a reduzir as emissões e a dependência de combustíveis fósseis.

A planta refinará tall-oil cru, um subproduto do processo de polpação de madeira, para produzir uma matéria-prima sustentável para diesel renovável de segunda geração, bem como breu, resina de esterol e terebentina usados nas indústrias química, alimentícia e farmacêutica. Esses derivados de tall-oil cru têm uma pegada de carbono até 90% menor do que seus equivalentes baseados em fósseis.

“Esta instalação de última geração, que utiliza a tecnologia NEXPINUS™ da Neste Engineering Solutions, usa 40% menos energia do que uma refinaria de tall-oil convencional e é o exemplo perfeito de produção eficiente e sustentável que apoia a economia circular”, explicou o CEO da Fintoil, Jukka Ravaska. “Trabalhar com a Neste Engineering Solutions e a Emerson para implementar as mais recentes tecnologias de automação digital nos permitirá operar a planta com segurança e eficiência, minimizar custos de operação e fornecer produção em larga escala de biocombustíveis e bioquímicos como uma alternativa viável aos produtos baseados em fósseis.”

Para reduzir o risco do projeto e garantir que a programação e o orçamento sejam mantidos, a Emerson aplicará sua metodologia Project Certainty, que digitaliza a execução do projeto e usa práticas como testes remotos de equipamentos. E para melhorar o desempenho de segurança da planta, os serviços de consultoria da Emerson aconselharão sobre a implementação das melhores práticas de segurança cibernética.

“A experiência e as tecnologias da Emerson estão desempenhando um papel significativo em ajudar as empresas a atingir seus objetivos ambiciosos de descarbonização e sustentabilidade ambiental, incluindo a transição acelerada para combustíveis mais limpos”, disse Mark Bulanda, presidente executivo da Emerson Automation Solutions. “Nossa experiência em projetos e as mais recentes soluções digitais avançadas não estão apenas ajudando a Fintoil a desenvolver a capacidade de produção de um combustível sustentável, mas também otimizando a eficiência da planta para reduzir seu impacto ambiental geral. Estamos muito satisfeitos em ter a Neste Engineering Solutions como parceira neste projeto devido à sua vasta experiência nos negócios de tall-oil cru.”

Além de fornecer NEXPINUS, gestão de construção, compras e engenharia para o projeto, a Neste Engineering Solutions também será responsável por entregar todo o software aplicativo para a nova biorrefinaria de tall-oil cru.

A Fintoil, com a Neste Engineering Solutions, implementará o sistema de controle distribuído DeltaV™ da Emerson, o sistema instrumentado de segurança DeltaV e o software de interface do operador DeltaV Live para permitir uma produção eficiente, maior visibilidade do desempenho, processo operacional e desligamento de emergência para maior segurança da planta e do trabalhador. As tecnologias de medição avançadas que possuem requisitos mínimos de manutenção e diagnósticos disponibilizados por meio do software de gestão de ativos da Emerson aumentarão a confiabilidade e o desempenho do equipamento, contribuindo para maior disponibilidade e rendimento da planta e menor custo de propriedade.

A construção da instalação está prevista para ser concluída em 2022. A capacidade anual esperada de 200.000 toneladas criará uma redução de 400.000 toneladas nas emissões de dióxido de carbono, que é aproximadamente 1% das emissões totais da Finlândia.

Macaé atinge maior saldo de empregos criados na região

Macaé registrou em julho o maior saldo de empregos gerados no ano, acumulando mais de 5,1 mil postos formais de trabalho criados em 2022.

Os números refletem o empenho do governo municipal em construir, junto às instituições empresariais e as grandes operadoras que atuam na Bacia de Campos, uma pauta institucional que garante a Macaé a referência à consolidação de investimentos de mais de R$ 25 bilhões ao longo de cinco anos.

“A prioridade é gerar empregos. É criar oportunidades para a população. Esse é o resultado de uma série de ações realizadas com base no diálogo com as empresas que contribuem com o fortalecimento de Macaé como a principal referência para a indústria de óleo, gás e energia do país”, destacou o prefeito Welberth Rezende.

Apenas em julho, a “Capital da Energia” gerou 1.082 contratações formais, de acordo com os dados atualizados nesta semana pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Este é o maior saldo mensal acumulado por Macaé no ano.

O município já supera também o número de postos de trabalho criados em 2021, ano que marcou a recuperação econômica da cidade diante dos impactos gerados pela pandemia da Covid-19.

De acordo com dados do Caged, os segmentos ligados à cadeia produtiva offshore impulsionam o desempenho do município na geração de empregos no Estado. Juntos, o setor de serviços e da indústria em geral foram responsáveis por contratar formalmente mais de 3,3 mil profissionais de janeiro a julho deste ano.