Expositores Franceses trazem tecnologia e novidades no setor na inédita 20ª edição da Rio Oil & Gas

Uma delegação de 11 empresas francesas estará presente no Pier Mauá, no Rio de Janeiro, entre 26 e 29 de setembro de 2022, apresentando seus produtos, serviços e expertises.

A 20ª edição da Rio Oil & Gas terá como destaque mais uma vez a indústria petrolífera francesa. Seu know-how e capacidade de inovação a mantiveram como líder em exportação de equipamentos e serviços. O setor ocupa o 3º lugar no mundo em termos de exportação e gera 70% de seu faturamento com as exportações.

A experiência da indústria petrolífera francesa em projetos complexos permitiu o desenvolvimento de conhecimentos técnicos, especialmente na exploração de petróleo em águas profundas e ultra profundas.

Para se manter na liderança na evolução rumo a um mundo de baixo carbono e um custo por barril volátil, a França tem se dedicado ao desenvolvimento de serviços, tecnologias e soluções de digitalização. Dessa forma, garante a otimização da produção de petróleo e gás com uma maior eficácia energética e menor impacto ambiental.

No Brasil a indústria conta com a presença dos grandes grupos franceses, como a TotalEnergies, que ocupa o 5º lugar no ranking das maiores do setor ou também Engie, Technip, Vallourec, CGG, para citar algumas.

Rockwell Automation abre inscrições para a 31ª edição da Automation Fair(R)

Especialistas em produção e tecnologia se reúnem em evento anual, apresentando inovações em automação, além de oportunidades de aprendizado imersivo

A maior empresa do mundo dedicada à automação industrial e à transformação digital, Rockwell Automation, anuncia que as inscrições estão abertas para a Automation Fair 2022. O evento anual, que reconectará os profissionais em seu formato presencial, será realizado no McCormick Place West, em Chicago, Illinois, de 14 a 17 de novembro, e espera reunir mais de 10 mil líderes de produção e tecnologia de todo o mundo para conhecer soluções inovadoras, ouvir casos de sucesso, e, ainda, participar de um treinamento técnico, promovendo muito networking entre os participantes.

Além disso, a Automation Fair terá como objetivo reforçar, ainda mais, a importância em conectar empresas como a Rockwell Automation com o mercado, para fornecer insights alimentados por dados a partir de exposições imersivas com as mais novas soluções para produção industrial. O evento também oferece centenas de oportunidades de aprendizado e treinamento, que envolvem desde discussões técnicas interativas e laboratórios práticos, até fóruns que abordam os desafios atuais do setor.

“Estamos muito animados em comemorar mais de 30 anos da Automation Fair em Chicago”, afirma a vice-presidente de marketing global da Rockwell Automation, Tina Dear. “Não estamos apenas celebrando a comunidade que a Automation Fair reúne, mas também os resultados que alcançamos para e com os nossos parceiros e clientes. Estamos reunindo um conteúdo incrível e um salão de exposição imersivo que abrange todos os setores e mostra a capacidade de qualquer operação em alcançar resultados ainda maiores. Estamos ansiosos para fazer desta a melhor Automation Fair possível”, afirma Tina.

“Process Solutions User Group (PSUG)”, de 14 e 15 de novembro:

Neste espaço, os clientes de automação de processo poderão discutir e aprender sobre melhores práticas, abordagens inovadoras e novas tecnologias no PSUG. O evento contará com palestras de executivos, sessões técnicas reveladoras, sessões conduzidas por clientes e laboratórios práticos sobre os tópicos mais relevantes da atualidade, incluindo estratégias de controle, otimização e segurança de processo.

“Perspectives”, em 15 de novembro:

A mídia global e os analistas do setor serão convidados a participar da sessão “Perspectives” na Automation Fair. Os executivos da Rockwell Automation e líderes do setor irão mostrar os principais resultados alcançados com os clientes das organizações e discutirão estratégias para abordar oportunidades e desafios em áreas como cibersegurança e escassez de mão de obra. Irão comentar ainda sobre as questões críticas que afetam o setor, bem como liderança de ideias, além de palestras especiais com executivos.

“Automation Fair”: 16 e 17 de novembro

A Automation Fair acontecerá nos dias 16 e 17 de novembro. O evento contará com mais de 18 mil metros quadrados e exposições interativas de mais de 100 empresas líderes, promovendo mais de 150 oportunidades educacionais. Os fóruns apresentarão as melhores práticas e trocas entre colegas de empresas líderes, abordando temáticas importantes, incluindo sustentabilidade e OEM (Original Equipment Manufacturer), juntamente com desafios e resultados específicos do setor.

Os laboratórios práticos vão oferecer treinamento interativo de hardware e software, enquanto as sessões de produtos e tecnologia terão discussões focadas em demonstrações e casos de uso na prática. As sessões serão organizadas por 20 áreas de análise principais e por funções de trabalho para ajudar os clientes a criar programas de aprendizado.

Não perca a oportunidade e participe inscrevendo-se na Automation Fair e PSUG.

Sobre a Rockwell Automation

Rockwell Automation, Inc. (NYSE: ROK) é líder global em automação industrial e transformação digital. Conectamos a imaginação das pessoas com o potencial da tecnologia para expandir o que é humanamente possível, tornando o mundo mais produtivo e sustentável. Com sede em Milwaukee, Wisconsin, a Rockwell Automation emprega cerca de 25 mil solucionadores de problemas dedicados a clientes em mais de 100 países. Para saber mais sobre como estamos dando vida à Connected Enterprise no setor industrial, acesse www.rockwellautomation.com.

Automation Fair e PartnerNetwork são marcas comerciais da Rockwell Automation Inc.

Aprovados estudos para indicação de áreas do Polígono do Pré-Sal para inclusão em rodada de licitação

A diretoria da ANP aprovou estudos geológicos e econômicos sobre a indicação de quatro blocos para inclusão, futuramente, em rodada de licitação, sendo um bloco na Bacia de Santos e três localizados na Bacia de Campos, todos no Polígono do Pré-Sal.

Os estudos seguem para análise do Ministério de Minas e Energia (MME), que tem a competência legal de propor ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), ouvida a ANP, a definição dos blocos que serão objeto de concessão ou de partilha de produção, bem como o sistema de oferta e parâmetros a serem adotados para cada um deles.

Gás natural: aprovada consulta sobre edital da Chamada Pública CP 04 para o Gasbol

A Diretoria da ANP aprovou a realização de consulta pública para obter contribuições, de agentes econômicos e demais interessados, sobre o Edital de Chamada Pública (CP 04) para a contratação de Capacidade de Transporte de Gás Natural no Gasoduto Bolívia-Brasil (gasoduto de transporte da Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil S.A.). O objetivo do edital é a identificação de potenciais carregadores (agentes econômicos autorizados pela ANP a contratar o serviço de transporte dutoviário de gás natural) e a contratação de capacidade de transporte firme (com garantia de movimentação até o volume contratado) no gasoduto para o período de 2023 a 2027.

Devido à transição para um novo modelo de reserva de capacidade de transporte no Brasil e de tarifação dessa capacidade, é fundamental a participação dos agentes na discussão das cláusulas e documentos utilizados no Processo de Chamada Pública, uma vez que eles apresentam as tarifas de referência aplicáveis ao serviço de transporte firme objeto da contratação.

Após a análise das contribuições recebidas durante a consulta pública, haverá a aprovação da minuta de edital e, como anexo, das minutas dos contratos de transporte pela Diretoria da ANP. Também deverão ser aprovadas a Receita Máxima Permitida da TBG e as tarifas de referência aplicáveis ao serviço de transporte firme a ser contratado por meio da Chamada Pública, uma vez que estes valores fazem parte do edital, em cumprimento ao estipulado na Nova Lei do Gás (Lei 14.134/2021).

A Chamada Pública será conduzida de maneira indireta pela Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil S/A (TBG).

RenovaBio: processo de certificação poderá ser feito pelo SEI até normalização do RenovaCalc

Conforme comunicado previamente, como medida de segurança, os sistemas da Agência foram retirados do ar para avaliação da segurança cibernética, dentre eles o Sistema RenovaCalc. No momento, a Agência trabalha pela retomada de seus sistemas.
A fim de mitigar os efeitos para o programa RenovaBio, os agentes interessados devem, temporariamente, seguir as seguintes instruções:
– Para aprovação de Consulta Pública – enviar a planilha RenovaCalc (v.7 ou v.8) e a proposta de Certificado da Produção Eficiente de Biocombustíveis, ambos em formato Excel, somente pelo SEI;
– Após aprovação do processo de certificação – enviar Certificado da Produção Eficiente de Biocombustíveis preenchido manualmente em Excel e assinado, pelo SEI.
Após o reestabelecimento do RenovaCalc, será emitido novo comunicado, dispondo sobre o prazo para regularização dos dados no sistema.

Alunas dominam as pistas da Shell Eco Marathon

Competição de carros ultra eficientes contou com mais de 80% deles pilotados por mulheres.

Nos boxes, são quase 300 jovens universitários que constroem, consertam e aperfeiçoam seus protótipos de carros. Nas pistas, são trinta carros que disputam o melhor tempo feito em 8,4km, com o menor uso de gasolina, etanol ou eletricidade. Mas dentro deles, são elas que são responsáveis pelo desempenho nas pistas. Na quinta edição da Shell Eco Marathon, mais de 80% dos protótipos são pilotados por alunas.

Thaila Mariano, pilota da equipe Pé Vermelho Racing Team, da UTFPR Medianeira, fala sobre ser uma das representantes femininas na competição: “Meu professor costuma falar que as mulheres têm mais atenção ao volante”, conta a aluna de engenharia elétrica. “Participar da Shell Eco-marathon me ajudou a adquirir conhecimentos práticos de mecânica e me aprimorar na elétrica também. Além disso, está sendo uma emoção muito grande representar a equipe como pilota, passar na pista e ver o pessoal torcendo foi incrível”, se emociona.

Já a aluna Giovana Vecchio Soares, da Ecofet Etanol da CEFET MG ressaltou que a competição contribui com seu processo de aprendizado na universidade: “A Shell Eco Marathon tem tudo a ver com o que eu estudo, principalmente pela eficiência energética. É uma grande oportunidade estar aqui e participar, depois de ano e meio de muito trabalho”.

Além do cargo de pilota, Giovanna também é capitã da equipe elétrica e divide o posto com Mateus Martins, que também é piloto da equipe. “Toda equipe tem dois pilotos e é uma experiência que vale mais mil palavras. Então, nós dois vamos ter a oportunidade de dirigir nosso carro na competição”, comenta Mateus. Cada equipe tem quatro chances de realizar o percurso, que contempla 10 voltas na pista (840m), em no máximo 25 minutos. A equipe que finalizar o percurso utilizando a menor quantidade de energia, vence.

Estreante na competição, a ansiedade é grande. “Nossa equipe é totalmente nova, somos 20 pessoas e temos apenas duas que já estiveram na Shell Eco Marathon de 2019 e 2018. Trabalhamos por mais de um ano para chegar aqui e estou nervosa, ansiosa e animada ao mesmo tempo”, diz Giovana.

Sobre a Shell Eco-marathon

É a competição universitária de eficiência energética da Shell que convoca universitários a construírem automóveis ultraeficientes em três categorias de energia: Etanol, Gasolina e Bateria Elétrica. Uma vez aprovado na inspeção técnica, cada veículo deve percorrer 10 voltas em no máximo 25 minutos. A equipe que fizer o percurso utilizando a menor quantidade de energia, vence. Nesta edição, a etapa brasileira reúne cerca de 300 estudantes de todas as regiões do Brasil e de países como Colômbia, Peru, Argentina e México. Mais informações em www.shell.com.br/sem.

Petrobras informa sobre notícias divulgadas na imprensa

A Petrobras, em relação às notícias veiculadas na mídia referentes ao processo de desinvestimento da Braskem, reafirma que sua participação na Braskem faz parte da carteira de ativos à venda pela companhia, conforme divulgado no Plano Estratégico 2022-2026. A Petrobras informa que não está conduzindo nenhuma estruturação de operação de venda no mercado privado. Adicionalmente, a Companhia informa que não é verdadeira a informação que recusou proposta do BTG.

Recuperação avançada: um estudo de caso PRIO (Por Elida Gurgel Pinto, Karla dos Santos Gomes e Richard Moreira, da PRIO (PetroRio))

As reservas mundiais de petróleo estão diminuindo e as descobertas de novos campos têm se tornado raras e caras, mediante aos novos desafios exploratórios. Nesse cenário, o aumento do fator de recuperação em campos produtores será um fator muito importante para atender à crescente demanda nos próximos anos.

A implementação dos métodos de recuperação avançada de petróleo, chamados de Enhancement Oil Recovery (EOR), é feita essencialmente para recuperar o óleo que não pode ser extraído pelos métodos de recuperação primária ou secundária. Assim, a Enhanced Oil Recovery pode ser definida como um grupo de técnicas utilizadas para melhorar a recuperação de hidrocarbonetos pela injeção de materiais que normalmente não estão presentes no reservatório.

Os métodos de EOR surgem da necessidade de aumentar a vida útil de um reservatório, elevando-se, assim, o fator de
recuperação e, consequentemente, o lucro do processo. Esses métodos são aplicados para retirar o petróleo de difícil explotação em reservatórios que podem ou não ter passado pelos métodos de recuperação primária e secundária.

Importante salientar que a recuperação primária se baseia na produção do óleo pelo diferencial de pressão entre o poço de
produtor e o reservatório. Com o passar dos anos, a pressão do reservatório diminui a ponto de o poço não ter mais surgência, para amenizar a depleção, são aplicados métodos de recuperação secundária, que consistem na injeção de fluido para manter ou até elevar a pressão.

A necessidade de utilização de EOR ocorre devido ao pequeno percentual de recuperação da maioria dos reservatórios de óleo e gás existentes. As características do reservatório, do fluido e da rocha é que vão definir o método a ser utilizado para o processo de EOR. Os métodos de recuperação avançada usuais podem ser divididos em diversas categorias, conforme mostra Figura 1.

O fator de recuperação médio para campos de petróleo no Brasil é de cerca de 21%, contra apenas 14% de média na
bacia de Campos. Os dois valores se encontram significativamente abaixo da média mundial de 35%. Isso significa que ainda deixamos mais de dois terços do óleo que foi descoberto dentro do reservatório.

A implementação dos métodos de recuperação avançada de petróleo caracteriza a fase terciária, auxiliando no aumento do
fator de recuperação final, o que será uma necessidade para atender à demanda futura. Os baixos fatores de recuperação
brasileiros podem ser interpretados tanto como um problema, quanto como uma oportunidade de negócios.

É evidente que aspectos como a qualidade do petróleo (API, viscosidade e presença de contaminantes) e os maiores custos de redesenvolvimento dos campos, muitos situados em águas profundas ou ultraprofundas, devem ser levados em conta.

As atividades nesses campos maduros são atrativas para companhias como a PRIO que buscam um portifólio de baixo risco ao contrário do cenário exploratório. Dependendo das características do campo e das propriedades do reservatório, os operadores terão que lidar com desafios que podem começar a surgir junto com o declínio da produção do campo.

As altas de preço do petróleo são um dos fatores que incentivaram o desenvolvimento e aperfeiçoamento dos projetos de recuperação avançada, e muitas inovações representam a resposta às necessidades do mercado.

No Brasil, métodos químicos e miscíveis são os que apresentam uma maior tendência de desenvolvimento, sendo incentivados, principalmente, pela utilização de coprodutos da produção dos biocombustíveis e pelo uso de gás, especialmente CO2, este último com a vantagem de contribuir para mitigação das mudanças climáticas.

Estudo de caso do campo de Frade – injeção de gás

Frade é um campo maduro que produziu o primeiro óleo em 2009 e atingiu seu pico de produção em 2011, de acordo com a Figura 2. Este campo possui lâmina d’água que varia de 1000 a 1300m e atualmente conta com dez poços produtores. Tem um sistema de elevação artificial por gás lift e produz a partir de reservatórios areníticos através de poços horizontais.

Operação e resultados da injeção de gás

De acordo com Nascimento et al. (SPE-210499-MS) – colaboradores da PRIO, a técnica de injeção de gás dentro do reservatório pelo poço produtor aumenta o índice de produtividade (IP) e a vazão de óleo temporariamente nos reservatórios que sofrem com a compactação e a migração de finos nas telas do poço. Além disso, aumenta o perfil de temperatura e auxilia na garantia de escoamento, minimizando a possibilidade de formação de hidratos.

A operação de injeção de gás, como chamamos na PRIO, é realizada periodicamente fechando o poço por poucas horas e
injetando gás através da linha de “gas lift” dentro do mesmo poço, passando pelas telas, indo até o reservatório. Logo após a
operação, o poço é reaberto e volta produzir, com fluxo maior.

Em Junho de 2021, o procedimento de injeção de gás foi realizado em um dos poços de Frade. Após reiniciar o poço, o mesmo foi alinhado para o separador de teste e monitorado por alguns dias, medindo-se continuamente o ganho de produção de óleo e gás.

O poço começou produzindo 500 bbl de óleo por dia a mais no dia 1 e manteve-se por mais 10 dias em continua produção com uma taxa de produção e IP maior que o comparado aos valores anteriores a operação de “gas injection”. Somente nesta operação foram produzidos em torno de 2400 barris de petróleo incremental.

No geral e até o presente momento, a produção média de óleo do poço após a injeção de gás é mais que 20% maior em relação a produção sem qualquer efeito da injeção de gás, o que resulta em um aumento da produção de sucesso para um período de dez dias de produção.

Para contabilizar e avaliar com precisão o ganho financeiro para esta operação, é necessário descontar do incremento do petróleo os custos operacionais, que compreendem:

• Tempo de inatividade do poço durante o fechamento do poço;
• Custo da injeção do inibidor de hidrato;
• Custo do gás adicional que precisa ser usado (no campo de Frade existe um gasoduto de exportação/importação de gás com contrato de compra e venda com outro operador) – disponível durante a injeção.

Vale ressaltar que esta operação de injeção de gás é uma intervenção de baixo custo, simples e rápida, utilizando recursos já disponíveis no local. Na perspectiva de adicionar riscos adicionais em um cenário de longo prazo ao reservatório, completação ou equipamentos submarinos, foram realizadas avaliações de risco interdisciplinares, e as conclusões finais são de que esta
operação não apresenta riscos maiores/não controlados que dificultem a implementação desta técnica.

Por fim, esperamos que o êxito no estudo de caso deste poço sirva como precursor e possibilite o estudo de condições análogas em outros campos maduros e poços de produção.


(Foto: Divulgação)

Elida Gurgel Pinto é engenheira de Materiais e Industrial, formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), pós-graduada em Engenharia de Petróleo pela Universidade Potiguar (UnP)

Karla dos Santos Gomes é engenheira Química, formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), pós-graduada em Engenharia de Petróleo pela PUC-RJ

Richard Moreira é engenheiro de Minas, formado pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), mestre em Ciências e Engenharia de Petróleo pela Universidade de Campinas (Unicamp).

Conteúdo local: ANP aprova relatório de estudo relacionado à atividade de certificação

A Diretoria da ANP aprovou o relatório da análise de impacto regulatório (AIR) que tem o objetivo de aperfeiçoar a aplicação da Resolução ANP n° 19/2013, que estabelece os critérios e procedimentos para execução das atividades de certificação de conteúdo local. O relatório pode ser consultado na página da Consulta Pública n° 13/2022.

Os compromissos de conteúdo local são os assumidos pelas empresas de exploração e produção de petróleo e gás natural de contratação de um percentual mínimo de bens e serviços nacionais. A atividade de certificação, regulada pela Resolução ANP n° 19/2013, é exercida por instituições acreditadas pela ANP (os organismos de certificação) e consiste em aferir o percentual de conteúdo local em determinado fornecimento de bem ou serviço e atestá-lo publicamente.

A ANP identificou oportunidades de melhoria no que está previsto na resolução em relação à definição do “Valor Total do Sistema Completo” de sistemas de origem estrangeira sem documento fiscal de transação comercial. O objetivo é assegurar a aplicação do método de cálculo do conteúdo local de dedução em fornecimentos estrangeiros que contenham componentes nacionais incorporados, previsto na Cartilha de Conteúdo Local constante do Anexo II da Resolução. Um sistema, no contexto do conteúdo local, é uma reunião coordenada e lógica de um grupo de equipamentos, máquinas, materiais e serviços associados que, juntos, funcionam como estrutura organizada destinada a realizar funções específicas – por exemplo, uma plataforma ou um navio de apoio completos.

Para o aperfeiçoamento das regras em vigor, a Agência realizou uma análise de impacto regulatório (AIR), cujo relatório, aprovado hoje, passou por consulta pública. A AIR é um procedimento prévio e formal regulamentado pelo Decreto n° 10.411/2020, que visa à reunião da maior quantidade possível de informações sobre um determinado tema regulado pela Agência, para avaliar os possíveis impactos das alternativas de ação disponíveis para o alcance dos objetivos pretendidos.

Conforme descrito no relatório, o estudo concluiu pela necessidade de alteração da Resolução ANP n° 19/2013, para que seja prevista a utilização da Declaração de Importação (DI) para definir o valor do sistema estrangeiro sem documento fiscal, limitado a um piso referente ao valor do somatório dos custos que compõem o sistema e um teto de 25% acima deste somatório de custos. Foi indicada também a inclusão de um marco temporal para término de contabilização dos custos do sistema e de requisitos a serem observados para a distribuição dos valores do sistema certificado nas linhas de compromissos de conteúdo local contratuais correspondentes.

A minuta de resolução com essas alterações na regulação vigente será colocada em consulta e audiência públicas após concluídas as etapas para aprovação pela Diretoria Colegiada da ANP.

PRIO capta R$ 2 bilhões em debêntures

Maior parte do valor será investido em Plano de Desenvolvimento do Campo de Frade, após aprovação pelo Ministério de Minas e Energia

A PRIO (antiga PetroRio), maior empresa independente de óleo e gás do Brasil e pioneira na recuperação e incremento da vida útil de campos maduros, liquidou na última quarta-feira (24) a 1ª emissão de debêntures no valor total de R$2 bilhões. Ao todo, foram R$1,5 bilhão de debêntures emitidas na primeira série (infraestrutura), com vencimento em 15 de agosto de 2032, e R$ 500 milhões em debêntures emitidas na segunda série (institucional), com vencimento em 15 de agosto de 2027.

“O valor de R$2 bilhões foi distribuído com sucesso e contou com forte demanda de diversos nomes de 1ª linha dentre assets, bancos e fundos de renda fixa locais, que juntos tiveram o apetite para aproximadamente R$1,4 bilhão, deixando o BTG Pactual e Santander, que garantiam 100% da oferta, com o restante da alocação”, comenta Milton Rangel, CFO da PRIO.

O executivo explica que R$1,5 bilhão serão investidos no Plano de Desenvolvimento do Campo de Frade e o restante será reforço de caixa para os demais investimentos corporativos.

Sobre a PRIO

A PRIO é a maior empresa independente de óleo e gás do Brasil, pioneira na recuperação e aumento da vida útil de campos em produção. Com seus ativos localizados na Bacia de Campos, a empresa busca a eficiência operacional com a otimização de processos, emprego de novas tecnologias e soluções inovadoras que visem a diminuição de custos, sempre com a premissa da excelência e da segurança das operações. A PRIO vem crescendo por meio de aquisições. Graças aos constantes resultados positivos teve uma forte valorização passando a fazer parte do índice B3, principal da bolsa brasileira em 2020.