Schlumberger investe em energia solar com instalação de usina na base de Macaé

Energia, gerada para autoconsumo, corresponde a 10% do total da base e equivale ao plantio de 2.832 árvores

Usina solar na base de Macaé da Schlumberger vai gerar 530 mil kWh anuais

A fim de ampliar seu leque de ações voltadas para a sustentabilidade, a Schlumberger, maior empresa prestadora de serviços de energia do mundo, instalou, no CIO – Centro Integrado de Operações de sua base em Macaé, uma usina solar com 1026 placas fotovoltaicas de 395 Wp, distribuídas em uma área de 1.972 m² no telhado da unidade.

Com a iniciativa, a Schlumberger vai promover a redução anual de 70.790 kg de CO2 da atmosfera, equivalente ao plantio de 2.832 árvores.

A potência do sistema é de 405,27 kWp, que corresponde a 10% do consumo médio da unidade. Localizada em um ponto muito favorável, em se tratando de radiação solar, a usina Schlumberger Macaé deve gerar aproximadamente 530.000 kWh anuais.

“Procuramos, por meio de diversas iniciativas, reduzir as emissões e o consumo de CO2 em nossas operações. O investimento na usina fotovoltaica na base de Macaé tem este objetivo. Já somos consumidores de energia limpa que compramos no mercado livre, e decidimos fazer o investimento para aproveitar o imenso potencial do sol naquela região e incentivar ainda mais as energias renováveis”, comentou Bruno Alves, diretor-geral da Schlumberger no Brasil.

A geração da usina fotovoltaica em Macaé segue o modelo de autoprodução de energia elétrica, voltada para consumidores de grande porte que estão no ambiente de contratação livre e possuem uma ou mais usinas que geram energia para o próprio negócio.

No projeto desenvolvido pela Grugeen Consultoria, a escolha, neste primeiro momento, foi por uma geração menor, através do sistema GRID Zero, ou seja, sem injeção de energia na rede da concessionária, facilitando a instalação e a gestão.

O investimento em energia renovável reforça o compromisso da Schlumberger com as ações relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODs), em especial o ODs 7 (garantir acesso à energia barata, confiável, sustentável e renovável para todos), que estabelece como meta aumentar a participação de energias renováveis na matriz energética global até 2030.

Mercado Livre e Eficiência Energética

Além das ações na base de Macaé, a Schlumberger já compra energia limpa no mercado livre para as bases de Taubaté e da OneSubsea, que têm contratados, respectivamente, 687 MWh e 176 MWh.

Outras ações voltadas para a eficiência energética na base de Macaé incluem os postos para carregamento de bicicletas elétricas e a troca de 100% da iluminação por lâmpadas de LED.

“Além de reduzir nossa pegada de carbono com estas ações, procuramos nos posicionar como um agente indutor de boas práticas voltadas para o consumo energético. Nossa empresa quer ser igualmente reconhecida pelos impactos econômicos, ambientais e sociais que gera à sociedade através do nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável”, afirmou Bruno.

De acordo com Bruno, este é apenas o primeiro passo para a empresa no caminho da autoprodução de energia elétrica renovável e sustentável. A ideia é expandir o sistema solar fotovoltaico atual com a instalação de novos sistemas em outras unidades.

Oferta Permanente de Concessão -OPC- ANP aprova inclusão de 218 blocos na Margem Equatorial

A Diretoria da ANP aprovou a inclusão de 218 blocos da Margem Equatorial Brasileira (MEQ) na Oferta Permanente de Concessão (OPC). A decisão, que tem como base a Resolução nº 27/21 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), acrescenta 90.321,65 km2 na área em oferta na OPC.

Todas as cinco bacias que compõem a MEQ foram contempladas (Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar), sobretudo o ambiente marinho de águas profundas e ultra profundas. Com essa aprovação, a ANP amplia em cerca de 300% o número de blocos em estudo na Margem Equatorial Brasileira, saltando de 71 para 289 blocos exploratórios.

Essa região apresenta analogia com as recentes descobertas de classe mundial, de petróleo e gás natural, realizadas nas vizinhas Guiana e Suriname, assim como nas bacias da Margem Conjugada Africana.

Os 218 blocos aguardam, a partir de agora, Parecer Ambiental e Manifestação Conjunta dos Ministérios de Minas e Energia (MME) e do Meio Ambiente (MMA) para que sejam incluídos no edital da Oferta Permanente de Concessão.

Atualmente, há duas modalidades de Oferta Permanente: Oferta Permanente de Concessão (OPC) e Oferta Permanente de Partilha da Produção (OPP), de acordo com o regime de contratação (concessão e partilha). Atualmente, já foram realizados três ciclos da OPC e a OPP encontra-se com seu 1º Ciclo aberto, cuja sessão pública ocorrerá em 16 de dezembro.

O que é a Oferta Permanente

A Oferta Permanente é, atualmente, a principal modalidade de licitação de áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil. Nesse formato, há a oferta contínua de blocos exploratórios e áreas com acumulações marginais localizados em quaisquer bacias terrestres ou marítimas.

Desse modo, as empresas não precisam esperar uma rodada de licitações “tradicional” para ter oportunidade de arrematar um bloco ou área com acumulação marginal, que passam a estar permanentemente em oferta. Além disso, as companhias contam com o tempo que julgarem necessário para estudar os dados técnicos dessas áreas antes de fazer uma oferta, sem o prazo limitado do edital de uma rodada.

Uma vez tendo sua inscrição aprovada na Oferta Permanente, a empresa pode declarar interesse em um ou mais dos blocos e áreas ofertados no Edital. Após aprovação, pela Comissão Especial de Licitação (CEL), de uma ou mais declarações de interesse, tem início um ciclo da Oferta Permanente, com a divulgação de seu cronograma pela Comissão. Os ciclos correspondem à realização das sessões públicas de apresentação de ofertas para um ou mais setores que tiveram declaração de interesse. No dia da sessão pública, as empresas inscritas podem fazer ofertas para blocos e áreas com acumulações marginais nos setores em licitação naquele ciclo.

Petrobras reduz em 10,4% preços de venda de Querosene de Aviação (QAV) para as distribuidoras

Reajuste, segundo consecutivo com redução, passa a vigorar no dia 1º de setembro

No próximo dia 1º de setembro, a Petrobras reajustará os preços de Querosene de Aviação (QAV) com uma redução de 10,4% nos preços de venda para as distribuidoras. Esta é a segunda redução seguida nos preços do QAV, que já haviam sofrido ajuste de -2,6% no início de agosto.

Conforme prática que remonta os últimos 20 anos, os ajustes de preços de QAV são mensais e definidos por meio de fórmula contratual negociada com as distribuidoras. Os preços de venda do QAV da Petrobras para as companhias distribuidoras buscam equilíbrio com o mercado internacional e acompanham as variações do valor do produto e da taxa de câmbio, para cima e para baixo, com reajustes aplicados em base mensal, mitigando a volatilidade diária das cotações internacionais e do câmbio.

A Petrobras comercializa o QAV produzido em suas refinarias ou importado apenas para as distribuidoras. As distribuidoras, por sua vez, transportam e comercializam o produto para as empresas de transporte aéreo e outros consumidores finais nos aeroportos, ou para os revendedores. Distribuidoras e revendedores são os responsáveis pelas instalações nos aeroportos e pelos serviços de abastecimento.

Importante ressaltar que o mercado brasileiro é aberto à livre concorrência e não existem restrições legais, regulatórias ou logísticas para que outras empresas atuem como produtores ou importadores de QAV.

Para conhecer os preços de venda da Petrobras para as distribuidoras, convidamos a visitar: precos.petrobras.com.br. Conforme regulação da ANP, os novos preços de QAV estarão disponíveis nesse site a partir de 1º de setembro, data de início de vigência.

Plataforma de maior produção atualmente da Petrobras, o FPSO Carioca completa um ano de operação

O FPSO Carioca, plataforma que produz no campo de Sépia, no pré-sal da Bacia de Santos, completou um ano de operação na última terça-feira (23/08). Neste período, o navio-plataforma alcançou uma produção acumulada de cerca de 39 milhões de barris de óleo (produção operada). Atualmente é a maior plataforma no Brasil em termos de complexidade e de produção, com cerca de 175 mil barris/dia produzidos, volume próximo à capacidade máxima projetada, de 180 mil barris/dia.

A unidade tem também capacidade diária de processamento de 6 milhões de m3 de gás natural. Na atual fase, o gás associado é utilizado para geração de energia elétrica para consumo próprio e o excedente é reinjetado no reservatório para manutenção de pressão através de dois poços injetores. A previsão é de que até o final de 2022 o FPSO exporte gás.

Além desses dois poços injetores, hoje a plataforma tem interligados quatro poços produtores. Avançando no processo de ramp up, a unidade tem prevista a interligação de mais três poços produtores e dois injetores na primeira onda do projeto.

Com sua operação, a Petrobras inaugurou a produção em Sépia, jazida do pré-sal da Bacia de Santos que abrange o Campo de Sépia Leste (regime de Concessão) e a Área Coparticipada de Sépia, em que coexistem os regimes de Cessão Onerosa e Partilha da Produção.

A jazida compartilhada de Sépia é operada pela Petrobras (55,30%), em parceria com a TotalEnergies EP Brasil Ltda. (16,91%), Petronas Petróleo Brasil Ltda (12,69%), QP Brasil Ltda (12,69%) e Petrogal Brasil S.A. (2,41%).

Siemens recebe certificação ISO 50001

Norma estabelece diretrizes e guias para a implementação de um sistema de gestão de energia eficiente;

Certificados são emitidos pela TÜV Rheinland AG, uma organização de serviços técnicos de teste com sede na Alemanha;

Companhia reforça seus compromissos sustentáveis já acreditados com o ISO 9001, ISO 14001 e ISO 45001.

A Siemens, líder em automação industrial e software, infraestrutura, tecnologia predial e transporte, recebeu a certificação ISO 50001 sob a chancela da TÜV Rheinland Cert com acreditação DAkks. O selo visa a implementação, manutenção, revisão e melhoria de um sistema de gerenciamento de energia. “Essa norma tem como principal objetivo incentivar empresas a consumir energia de maneira mais eficiente, além de trazer muitos benefícios como: diminuição de desperdícios e gastos, aumento da confiança de potenciais clientes e maior competitividade no mercado”, comenta a responsável por conduzir o processo de certificação na Siemens, Carolina Guedes Villela.

Além disso, o selo traz diretrizes sobre segurança, desempenho e eficiência energética. Outro ponto importante é a redução de emissão de gases poluentes. Os certificados são emitidos pela TÜV Rheinland AG, uma organização de serviços técnicos de teste e certificação com sede em Colônia, Alemanha, com escritórios adicionais na Europa, Ásia, África e Américas.

 “A conquista da certificação ISO 50001 reforça os compromissos da Siemens com a sustentabilidade e a melhoria contínua de seus processos para atingir metas de descarbonização, eficiência energética e uso inteligente de recursos”, comenta Carolina Villela.

 “A Siemens já é certificada pela TÜV Rheinland Brasil segundo as normativas ISO 9001, ISO 14001 e ISO 45001 e, agregar a ISO 50001 neste rol, reforça o compromisso da empresa na melhoria contínua de seus processos, sua preocupação com o meio ambiente, e sua confiança na TÜV Rheinland”, explica Mayara Zunckeller, Coordenadora Geral de Operações na TÜV Rheinland Brasil, e responsável por acompanhar e coordenar todo o processo de certificação.

Exemplo de eficiência energética 

A localidade JundTech da Siemens, na cidade de Jundiaí (SP) é um exemplo da utilização de produtos e soluções da própria empresa que contribuem para a descarbonização. Existem projetos implementados e em implementação com a utilização de tecnologias próprias com o propósito não somente de atender metas Zero, mas também de melhorar a gestão e a eficiência energética, da água, dos resíduos, da segurança e conforto. 

São soluções tecnológicas que incluem gestão e eficiência predial, geração de energia fotovoltaica, carregadores para veículos elétricos, sensores para otimizar a iluminação, software para movimentação de pessoas, solução de automação Desigo CC para o sistema de ar-condicionado (que otimiza consumo de energia).

Estatal está entre empresas com demonstrações financeiras mais transparentes do Brasil

Companhia recebe Troféu Transparência 2022 da Anefac, considerado o “Oscar da Contabilidade”

A Petrobras foi eleita uma das dez empresas com as demonstrações financeiras mais transparentes do Brasil. A companhia foi comunicada na última terça-feira (23/08) que está entre as premiadas com o Troféu Transparência 2022, considerado o “Oscar da Contabilidade”. O reconhecimento é concedido anualmente pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) às empresas brasileiras com melhor qualidade e a transparência em suas demonstrações contábeis. A Petrobras está na categoria de empresas com receita líquida superior a R$ 20 bilhões.

É o sexto ano consecutivo em que a companhia conquista a premiação da Anefac. Ao longo dos 26 anos do Troféu Transparência, as demonstrações financeiras da Petrobras foram premiadas 20 vezes. Esse reconhecimento por anos seguidos demostra que a transparência é um valor fundamental para a Petrobras. A companhia segue comprometida com a qualidade e clareza dos nossos reportes, comunicações e demonstrações financeiras.

A classificação é feita a partir de rigorosa análise técnica com base nas demonstrações financeiras publicadas pelas empresas sediadas no Brasil que atuam nas áreas de comércio, indústria e serviços. São avaliados critérios como transparência, clareza e consistência das informações, aderência às normas contábeis, entre outros. A cerimônia de premiação será em São Paulo, no dia 25/10.

A eletrificação no Brasil: uma tendência sustentável e iminente por Luiz Ribeiro é General Manager Latin America da Fluke do Brasil

Atualmente, existe um fato em comum ocorrendo no mundo inteiro. Trata-se do movimento de eletrificação e, consequentemente, do aumento na demanda de energia. Isto porque, diversos países estão, cada vez mais, apostando na redução de emissão de poluentes, a fim de obter um cotidiano mais sustentável. Por isso, há uma tendência de diminuição dos combustíveis fósseis, grandes geradores de energia ainda nos dias de hoje e um dos principais responsáveis pelo efeito estufa no aquecimento global.

No Brasil, por exemplo, a meta atual de mitigação dos gases responsáveis pelo efeito estufa é bastante ambiciosa. Durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), ocorrida em 2021, na Escócia, o país apresentou um projeto de reduzir em 50% as emissões de gases nocivos (CO2) para o efeito estufa até 2030, bem como a neutralidade de carbono até o ano de 2050.

No mesmo sentido, o Balanço Energético Nacional (BEN 2021) aponta um avanço da eletrificação sustentável nas fontes de energia do Brasil. De acordo com o levantamento, as fontes não renováveis, e principais causadoras do efeito estufa, ainda predominam a matriz energética brasileira (52%). Porém, de 2011 a 2020, a energia proveniente de fontes renováveis, como hídrica, solar e eólica, obteve um crescimento, passando de 43% para 48%.

A maturidade da eletrificação no Brasil

Apesar dos desafios, a eletrificação é um caminho sem volta e já ocorre com consistência no mercado brasileiro. Um dos principais exemplos é o setor automotivo, que muitos acreditavam ser algo distante para a eletrificação, mas atualmente é um dos segmentos que tem contribuído com o aumento da sustentabilidade no país.

Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), em 2020, as vendas de veículos elétricos cresceram 60%. Além disso, uma projeção realizada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Elétricos (Anfavea) aponta que existe a possibilidade de até 2035, 62% da frota de veículos no Brasil ser de automóveis elétricos, minimizando cada vez mais a emissão de CO2 nas ruas.

Da mesma maneira, um estudo encomendado pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS) e executado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds), indica que já existe um movimento empresarial em relação à eletrificação de suas frotas comerciais. A pesquisa contou com 16 empresas brasileiras de grande porte que possuem o compromisso de zerar suas emissões de CO2 até 2030 e já contam com veículos elétricos em suas frotas.

No entanto, para que as iniciativas de eletrificação propostas pelas empresas entrevistadas possam ser colocadas em prática, existem alguns obstáculos a serem percorridos, como: melhorar a infraestrutura de carregamento dos veículos, não só pontos de recarga, mas com qualidade e segurança ao usuário e a bateria do veículo. Também obter sistemas e tecnologias que otimizem a gestão dos dados, e, ainda, fomentar a rede de colaboração entre todos os setores envolvidos, desde a geração de energia, até as fabricantes de automóveis.

Com relação ao carregamento de veículos, com o aumento da frota de automóveis elétricos, maior é a demanda por pontos de recarga dos mesmos no Brasil. Atualmente, grande parte destes pontos estão localizados nas casas dos proprietários dos veículos ou em espaços públicos, como estacionamentos de shoppings e supermercados. De acordo com as estatísticas ABVE, hoje em dia, o país conta com pelo menos 1.250 pontos de carregamento de veículos elétricos.

Desta forma, para que tais pontos estejam bem amparados e com a manutenção adequada e em dia, é fundamental contar com tecnologias desenvolvidas especialmente para manter o seu pleno funcionamento. Esses equipamentos, cada vez mais tecnológicos, garantem maior segurança aos proprietários de veículos elétricos, uma vez que possibilita a identificação e correção de determinados problemas na plataforma de carregamento com antecedência e uma manutenção com mais assertividade, qualidade e eficiência.

Eletrificação iminente: como se preparar?

Independentemente dos desafios enfrentados, o Brasil está e se tornará cada vez mais eletrificado, portanto, a geração de energia será ainda maior. No entanto, com essa aceleração e eletrificação iminente, o país demanda de mais planejamento, organização e infraestrutura.

Neste momento, é imprescindível que o mercado tenha acesso a ferramentas e tecnologias que possibilitem uma instalação e manutenção adequada e segura dos campos de geração de energia, bem como das plantas industriais, empresas e casas que investem em energia limpa, além dos pontos de carregamento de veículos elétricos. Dessa forma, o país estará ainda mais preparado para eliminar fontes de energia prejudiciais à atmosfera e investir em seu processo de eletrificação.

Luiz Ribeiro é General Manager Latin America da Fluke do Brasil, companhia líder mundial em ferramentas de teste e medição presente em diversos segmentos da indústria.

Petrobras prevê conectar sistema 5G em 29 plataformas de produção até 2024

Para viabilizar conexão de quinta geração, companhia está instalando rede de fibra óptica de mais de 1600 km de extensão nas bacias de Campos e Santos

A Petrobras prevê habilitar o sistema 5G em 29 plataformas de produção próprias, nas bacias de Campos e Santos – e em 17 unidades em terra (entre refinarias, unidades de tratamento de gás, portos, entre outras), até 2024. A expectativa é ampliar, em dezenas de vezes, a velocidade de transmissão de dados, impulsionando as operações remotas e as tecnologias de monitoramento em tempo real em ambientes confinados, além de alavancar a realidade aumentada, mista e a chamada Internet das Coisas (IOT, na sigla em inglês), entre outros avanços.

Os primeiros resultados de ampliação de conectividade na companhia já começam a surgir com a implementação, em andamento, das redes privativas LTE (do inglês Long Term Evolution) 4G e o salto ocorrerá, numa segunda etapa, com a ativação do 5G – numa evolução do padrão LTE 4G.

Rede de fibra óptica

Para prover a cobertura de transmissão de dados e viabilizar a operação do 5G no ambiente offshore, a empresa está instalando uma ampla infraestrutura de fibra óptica, que ocupará mais de 1600 km de extensão, ao longo das bacias de Campos e Santos. A rede está sendo instalada a partir da Praia Grande, no litoral de São Paulo, e a previsão é que as obras sejam concluídas até o fim de 2023.

Em terra, a Petrobras planeja instalar 5G em 17 unidades sob sua operação, que abrangem refinarias, Unidades de Tratamento de Gás (UTGs), termelétricas, portos, armazéns, ambientes corporativos, além de seu Centro de Pesquisas e Inovação (Cenpes). Com a rede de quinta geração, a intenção é aumentar o controle à distância de drones e robôs em qualquer lugar das plantas industriais, tanto em ambientes onshore quanto offshore, assim como ampliar a digitalização de processos e reduzir a exposição dos profissionais ao risco.

Impulso à Internet das Coisas

Além das plataformas e sistemas onshore, a Petrobras pretende estender o 5G a unidades móveis, como sondas, Unidades de Manutenção e Serviço (UMS) e embarcações de apoio. Com o 5G, a companhia espera aumentar a eficiência dos processos, reduzir custos, elevar o nível de segurança operacional, além de obter maior massa de dados extraídas das operações em campo, acelerando a tomada de decisão.  Segundo dados da consultoria McKinsey, a combinação do 5G e satélites LEO (Low Earth Orbit) tem potencial de gerar ganhos de até US$ 70 bilhões para a indústria de petróleo e gás global nos próximos anos.

Na Petrobras, o 5G irá impulsionar, também, inovações de última geração, como a Internet das Coisas – uma rede de equipamentos e pessoas conectada a sensores, softwares e outras tecnologias – que já conta com uma série de projetos em andamento reunidos no Centro de Excelência em IIOT (Industrial Internet of Things) da companhia.

Nesse centro, especialistas da empresa se dedicam a desenvolver os diversos aspectos de IIoT – como governança de dados industriais, arquitetura, segurança, e padrões – voltados para projetos de desenvolvimento de sensores para predição de falhas em equipamentos, aplicações para monitoramento remoto e processamento de imagem, entre outros.

Petrobras se torna a maior pagadora de dividendos do mundo no segundo trimestre e empresas de energia atingem novo recorde global de pagamentos

A Petrobras e as empresas brasileiras ajudaram a impulsionar um novo recorde de pagamentos globais de dividendos no segundo trimestre de 2022. A Petrobras pagou US$ 9,7 bilhões no trimestre – acima dos US$ 1,0 bilhão no segundo trimestre de 2021 – e, até agora, é a maior pagadora de dividendos no segundo trimestre no mais recente Global Dividend Index  (“Índice Global de Dividendos”, no português) publicado pela Janus Henderson Investors até o momento.

No geral, a pesquisa descobriu que os dividendos globais subiram 11,3% para uma alta trimestral histórica de US$ 544,8 bilhões no segundo trimestre. O crescimento subjacente foi de 19,1%, uma vez que a força do dólar americano e outros fatores foram levados em consideração.

Surpreendentemente, apesar da significativa perturbação econômica causada pela pandemia, os dividendos globais superaram os níveis pré-pandemia. Além disso, a recuperação é tão forte que os dividendos estão agora apenas 2,3% abaixo da tendência de longo prazo, embora esse déficit marginal possa ser atribuído à força recente do dólar. Os fortes números do segundo trimestre seguem um 2021 muito lucrativo, quando as empresas aproveitaram o aumento das vendas e a expansão das margens de lucro devido à crescente demanda pós-pandemia. No total, 94% das empresas aumentaram os pagamentos ou os mantiveram estáveis no segundo trimestre.

Mercados emergentes impulsionados por empresas petrolíferas dinâmicas

Os altos preços da energia levaram ao aumento dos fluxos de caixa corporativos nos mercados emergentes, onde as empresas de petróleo e gás normalmente representam uma grande parte do total de lucros corporativos. Na América Latina em particular, as altas receitas de petróleo e gás significaram que em mercados-chave, como Brasil e Colômbia, os produtores de petróleo contribuíram para todo o crescimento do segundo trimestre no pagamento de dividendos. Os bancos e outras finanças representaram aumentos, enquanto os setores de consumo discricionário, especialmente os fabricantes de automóveis, também apresentaram um forte crescimento de dividendos. Dividendos especiais mais baixos e um corte acentuado da AT&T atrasaram a tecnologia e as telecomunicações, respectivamente.

Os dividendos brasileiros atingiram US$ 10,4 bilhões no segundo trimestre de 2022, acima dos US$ 4,2 bilhões no segundo trimestre do ano passado, e o maior total da série da pesquisa (remontando a 2009). JBS (US$ 465 milhões) e Bradesco (US$ 219 milhões) também aparecem no índice. A Colômbia também registrou um grande aumento em relação a 2021, com US$ 4,2 bilhões em dividendos no segundo trimestre de 2022 em comparação com US$ 0,2 bilhão em 2021. Em outras partes da região, os dividendos das empresas mexicanas também cresceram no ranking, até US$ 3,3 bilhões (em comparação com US$ 2,4 bilhões no segundo trimestre de 2021). Já as empresas do Chile dobraram seus resultados, mas a partir de uma base baixa (US$ 0,2 bilhão, acima dos US$ 0,1 bilhão registrados pela Copec).

América Latina é o motor do crescimento dos mercados emergentes no segundo trimestre

O forte resultado dos mercados emergentes – os dividendos subiram 22,7% em uma base subjacente – é particularmente impressionante, dada a ampla dispersão do desempenho nesta região. Cancelamentos na Rússia após seu ataque à Ucrânia fizeram com que os dividendos caíssem em três quartos, eliminando US$ 6,1 bilhões do total. Enquanto isso, o aumento dos preços do petróleo gerou US$ 14 bilhões em aumentos, mais da metade dos quais vieram da Petrobras no Brasil e grande parte do restante da Ecopetrol na Colômbia (que incluiu um dividendo especial). Isso explica por que os pagamentos brasileiros saltaram 163,6% em uma base subjacente. Fatores sazonais também favoreceram os dividendos brasileiros no segundo trimestre deste ano, o que sustentou o mix de taxas de câmbio dos mercados emergentes para o trimestre. No geral, o crescimento principal dos mercados emergentes foi retido em 6,8 pontos percentuais devido à força do dólar.

Recuperação dramática nos dividendos europeus e britânicos

Os principais impulsionadores regionais foram a Europa e o Reino Unido, cada um mostrando uma recuperação significativa do impacto da pandemia durante o pico da temporada de dividendos do segundo trimestre – ambos aumentaram quase um terço em uma base subjacente. Com muitas empresas europeias (exceto o Reino Unido) pagando apenas uma vez por ano, o segundo trimestre de 2022 foi a primeira vez que se viu dividendos normais de muitas delas desde 2019. O levantamento das restrições do Banco Central aos dividendos bancários foi especialmente importante tanto na Europa quanto no Reino Unido. Aumentos muito grandes dos fabricantes de automóveis alemães também foram uma grande contribuição. Enquanto isso, os pagamentos suíços e holandeses atingiram um novo recorde, mesmo em termos de dólares estadunidenses.

O crescimento dos dividendos nos EUA de 8,3% ficou atrás do mundo em geral, mas o aumento foi forte em comparação a qualquer ano normal e levou a um novo recorde de dividendos nos EUA. Os dividendos canadenses também atingiram um novo recorde.

Panorama

A Janus Henderson registrou uma atualização modesta para o ano e agora espera que os pagamentos de 2022 atinjam US$ 1,56 trilhão, ou um acréscimo de 1,2 ponto percentual à previsão -, o que significa um crescimento de 5,8% ano a ano, ou crescimento subjacente de 8,5%.

Ben Lofthouse, Head de Global Equity Income, disse: “O segundo trimestre foi um pouco acima das nossas expectativas, mas é improvável que vejamos um crescimento tão forte no resto do ano. Muitos dos ganhos fáceis já foram obtidos, pois a recuperação pós-Covid-19 está quase completa. Também estamos enfrentando uma economia global significativamente mais lenta e o vento contrário da força do dólar americano.

“No entanto, vemos algumas áreas que devem continuar a gerar pagamentos de dividendos significativamente maiores do que a média global. Na América Latina, a continuidade dos preços fortes e o aumento dos ganhos em moeda local devido à forte valorização do dólar – que é a moeda global para todas essas indústrias de exportação – devem manter os fluxos de caixa locais em níveis historicamente altos.

Ele acrescenta: “À medida em que avançamos para 2023, não haverá mais o ímpeto dos pagamentos de recuperação pós-Covid-19. Além disso, o crescimento econômico global mais lento e a probabilidade de que os dividendos da mineração estejam próximos do pico adicionarão mais um vento contrário, embora seja improvável que as taxas de câmbio atuem como um obstáculo significativo ao crescimento global no próximo ano, devido ao impacto cambial observado nos últimos meses. No geral, o crescimento dos dividendos provavelmente será mais lento no próximo ano, dadas as atuais perspectivas econômicas.

“É importante não deixar a incerteza de curto prazo obscurecer a visão de longo prazo. Não há nada que sugira que os dividendos globais não possam sustentar a taxa de crescimento anual de 5-6% com a qual nos acostumamos. O ciclo econômico sobe e desce, as flutuações da taxa de câmbio se dissipam quase inteiramente no longo prazo e até o impacto do Covid-19 nos pagamentos globais já foi superado”.

INTELIE promove ‘webinar’ sobre como aperfeiçoar o desempenho da construção de poços no setor de óleo e gás com análise de dados em tempo real

Em 30 de agosto, empresa demonstrará os desafios e resultados obtidos em projeto de construção de poço

A INTELIE™, uma marca by Viasat que promove Inteligência Operacional por meio da análise de dados em tempo real combinada com tecnologia de satélites, realizará no dia 30 de agosto (terça-feira), às 13h, um webinar ministrado por André Mengatti, especialista de domínio líder de produtos de Óleo & Gás na Viasat, INTELIE, e Rafael Kenupp, engenheiro de poços, sobre “como aperfeiçoar o desempenho de construção de poços com análise de dados em tempo real”. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas por meio deste link.

O foco do webinar será destacar os benefícios proporcionados pela solução Desempenho de sondas e poços, da INTELIE, que tem como diferencial a criação de métricas fundamentadas nos dados coletados em tempo real para a tomada de decisão agregando contextos, aplicando metas e acompanhando o desempenho com uso de ferramentas de controle de processo. Consequentemente, permite que os gestores das plataformas e poços de petróleo e gás identifiquem deficiências e potenciais melhorias de desempenho nas operações tubulares para correção de curso, sem que haja interrupção das atividades, o que permite redução de custos e garante a efetividade operacional.

Outras funcionalidades de destaque para essa tecnologia são:

– geração de relatórios dos dados coletados para comparação das metas de desempenho, que podem ser filtradas por cada tubo da operação e analisadas isoladamente.

– identificação de pontos na operação que necessitam ter mais precisão para atingir o nível máximo de performance e alcançar as métricas previamente definidas.

“O webinar será uma excelente oportunidade para as empresas de perfuração, que sofrem com problemas de funcionamento durante a operação, compreenderem os desafios existentes durante a execução de um projeto de construção de poço, a partir do acesso às formas de melhorias por meio da análise de dados em tempo real”, afirma Mengatti.

 Agenda

Webinar: Como aperfeiçoar o desempenho da construção de poços onshoreoffshore com análise de dados em tempo real
Data e horário: 30 de agosto, às 13 h
Palestrantes: André Mengatti, especialista de domínio líder de produtos de Óleo & Gás na Viasat, INTELIE, e Rafael Kenupp, engenheiro de poços.
Registro: https://event.viasat.com/wellconstructionperformance 

 Sobre a INTELIE

A INTELIE se fundiu em 2021 com a Viasat, Inc. para se tornar a marca INTELIE by Viasat, combinando uma plataforma de Inteligência Operacional com o software líder em tecnologia de satélites. Permitindo conectividade em qualquer lugar, INTELIE by ViaSat projeta soluções inteligentes que aceleram a eficiência operacional, desde dados em tempo real até análise preditiva e automação para fornecer resultados otimizados.