Petrobras e Bunge celebram contrato para fornecimento de matéria-prima usada na produção de Diesel R5

Testes comerciais com o biocombustível são um importante passo para o desenvolvimento de produtos e negócios de menor intensidade de carbono e maior sustentabilidade da matriz energética brasileira

Petrobras e Bunge, respectivamente, maiores produtores nacionais de derivados de petróleo e de óleo de soja, celebraram contrato para aquisição de óleo de soja refinado destinado à produção de Diesel R5 na Refinaria Getúlio Vargas (Repar), no Paraná. A matéria-prima começou a ser fornecida no final de julho e a produção ocorrerá em setembro de 2022. Cerca de 1,5 milhão de litros serão destinados aos primeiros testes comerciais do produto, que irão verificar a receptividade do mercado ao novo combustível.

O Diesel R5 é produzido a partir do coprocessamento de óleos vegetais, neste caso de óleo de soja refinado, com óleo diesel de petróleo. O combustível sai da refinaria com cerca de 95% de diesel mineral (derivado do petróleo) e 5 % de diesel renovável, também chamado de diesel verde. As distribuidoras farão a adição dos 10% de biodiesel éster, conforme estabelece a legislação atual.

O diesel verde ou renovável é um biocombustível avançado, quimicamente igual ao diesel mineral, só que produzido a partir de matérias-primas renováveis, como óleos vegetais, gorduras animais ou até mesmo óleo de cozinha usado. Ele pode ser produzido em unidades industriais concebidas especificamente para sua produção, ou por coprocessamento em unidades de hidrotratamento já existentes, nas quais a carga da unidade é feita com diesel mineral misturado aos óleos vegetais.

Nos testes comerciais a serem realizados, o produto será oferecido visando identificar segmentos interessados no uso desse combustível para redução das emissões de gases de efeito estufa.

Atualmente está em discussão no Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) a possibilidade do diesel renovável, produzido em unidades dedicadas ou por coprocessamento com óleos vegetais, também ser considerado no mandato de biocombustível presente no óleo diesel comercializado nos postos de combustíveis. Caso seja aceita, a introdução do novo combustível viabiliza a utilização de teores mais elevados de renováveis nos novos motores a diesel.

A Petrobras planeja expandir a produção do diesel com conteúdo renovável para mais duas refinarias no Sudeste e, futuramente, ter uma unidade dedicada ao processamento da matéria-prima renovável. Até 2026, serão investidos US$ 600 milhões com esse objetivo, por meio do Programa Biorrefino.

PRIO iniciou produção na Bacia de Campos

A PRIO, anteriormente conhecida como PetroRio, iniciou a produção de outro poço localizado em um campo no norte da Bacia de Campos.

Como parte dos planos da PRIO de criar um cluster de produção por meio do tieback entre os   campos de Wahoo  e  Frade, um plano de desenvolvimento  foi apresentado à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em dezembro de 2021.

Vários meses depois, em abril de 2022, a empresa confirmou o recebimento da  licença de operação , emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis ​​(Ibama), para a perfuração de novos poços no campo de Frade.

A sonda semi-submersível  Norbe VI  da Ocyan , que a PRIO contratou no ano passado  para a campanha de revitalização do campo de Frade e o desenvolvimento do campo de Wahoo, mobilizou-se em abril para começar a trabalhar nesta missão de perfuração.

Após a perfuração do primeiro poço, a PRIO revelou em julho de 2022 que havia iniciado a produção do poço ODP4 no campo de Frade, como parte da campanha de revitalização do campo.

Em atualização, a PRIO informou sobre o início da produção do segundo poço do plano de revitalização do Frade – poço 7-FR-55H-RJS (MUP3A) – com produção inicial média de aproximadamente 3.500 barris de óleo por dia ao longo do primeiro semana. Isso elevou a produção atual do player brasileiro para 52 mil barris por dia.

Segundo a empresa, o poço MUP3A foi executado em 40 dias, com custo aproximado de US$ 22 milhões e utilizou a estrutura submarina e parte do poço MUP3, que não está produzindo. Além disso, a empresa brasileira explicou que a sonda Norbe VI já iniciou a perfuração do primeiro poço injetor do campo.

Além disso, a empresa elaborou que fornecerá atualizações sobre novos desenvolvimentos na execução do plano de revitalização do campo de Frade, que é um desenvolvimento submarino com poços vinculados a uma embarcação flutuante de produção, armazenamento e descarga (FPSO).

Após acordos com a Petrobras e  a Chevron  em janeiro de 2021 e março de 2019, respectivamente, a PRIO detém 100% de participação neste campo.

O player brasileiro está trabalhando ativamente na expansão de seu portfólio e, para isso, a empresa assinou recentemente um Contrato de Compra e Venda  da  concessão de Albacora Leste  com a Petrobras para expandir sua presença no Brasil. Este negócio está avaliado em até US$ 2,2 bilhões .

Campo de Búzios bate recorde de produção mensal em junho, com volume de 616 mil bpd

Campo do pré-sal atinge eficiência operacional de 95%

A Petrobras alcançou, em junho deste ano, a produção média mensal de 616 mil barris de petróleo por dia (bpd) no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos. É o maior volume de produção média mensal já atingido pelo campo desde que ele começou a operar, em abril de 2018, representando uma eficiência operacional de 95%.

Do total produzido, a Petrobras responde por 91,7% desse volume (564 mil bpd) e os demais parceiros, por 8,3% (51 mil bpd). O resultado foi atingido com a contribuição das quatro plataformas em operação no campo: P-74, P-75, P-76 e P-77.

Nova plataforma em 2023

A companhia prevê colocar em produção a quinta plataforma do campo de Búzios, o FPSO Almirante Barroso, em 2023. A unidade terá capacidade de produzir até 150 mil bpd e processar até 6 milhões de m³ de gás.  Com o novo sistema, a perspectiva é que o campo de Búzios atinja a marca de 33% da produção de óleo da Petrobras, em 2026.

Petrobras e Petrogal iniciam compartilhamento de unidades de processamento de gás natural

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 30/09/2020, informa que entrou em operação, hoje, o contrato do Sistema Integrado de Processamento (SIP) celebrado com a Petrogal Brasil.

O contrato prevê o acesso da Petrogal às unidades de processamento de gás, de propriedade da Petrobras localizadas nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, ligadas ao Sistema Integrado de Escoamento (SIE).

A implantação do SIP permite que as empresas produtoras de gás no Brasil possam comercializar seus volumes diretamente a seus clientes. Esse movimento faz parte de um conjunto de ações que viabiliza a diversificação dos agentes, resultando em aumento da concorrência, em cumprimento aos compromissos assumidos pela Petrobras junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) em 2019.

A entrada em operação do contrato da Petrogal é mais um marco na abertura do mercado de gás natural do Brasil e demonstra o comprometimento dos parceiros e demais agentes envolvidos em contribuir para o desenvolvimento de um mercado competitivo e sustentável no país. No futuro, outras empresas produtoras de gás natural poderão aderir ao SIP.

AB Brasil investe R$ 150 mi em tratamento de efluentes e geração de energia elétrica e térmica com biogás

Detentora das marcas Fleischmann, Gran Finale, Mauri, Ovomaltine, Twinings, Jordarns e Sohovos anuncia a produção de energia renovável para abastecer 25% do consumo de sua planta de Pederneiras (SP) 

A AB Brasil, líder nacional na categoria de fermentos, anuncia o investimento de R$ 150 mi na ampliação e modernização da Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) de sua fábrica em Pederneiras, no interior de São Paulo, que passará a produzir biogás a partir de resíduos do melaço, principal matéria-prima do fermento.  

O biogás produzido na ETE será responsável pela geração de 25% da energia elétrica e térmica (vapor e água quente) consumida na planta, o que acontecerá a partir do segundo semestre deste ano. 

Para Danilo Nogueira, diretor-geral da AB Brasil, esse investimento faz parte do compromisso da empresa com o meio ambiente. “Temos consciência de que é preciso respeitar o planeta pelo bem da nossa sobrevivência e de nossos negócios”. 

Nogueira enfatiza ainda que “a AB Brasil está avançando cada vez mais em projetos sustentáveis que exigem não apenas investimentos, mas iniciativa e vontade verdadeira de contribuir com o futuro de todos nós”.  

Ele lembra que o respeito a todas as formas de vida sempre foi premissa da Companhia, que também está alinhada, dentre outros projetos, com o movimento cage-free (galinhas livres de gaiolas). 

“Em 2020 oficializamos nosso compromisso púbico de fazer a conversão para o sistema cage-free até 2025 de todos os produtos da Companhia que levam ovos em sua formulação e, até 2028, dos produtos à base de ovos pasteurizados (ovos, gemas, claras e sobremesas) para o segmento industrial, fornecidos pela Sohovos”, informa o diretor-geral. 

Nogueira finaliza dizendo que “estamos ampliando nossa atenção ao meio ambiente e atuando no que podemos fazer por ele”. 

Da cana-de-açúcar ao biogás 

O avanço das pesquisas e da tecnologia no setor agropecuário permitiram desenvolver diversos produtos a partir da cana-de-açúcar, usando como base seus subprodutos, como o melaço, por exemplo.  

Principal matéria-prima para a fabricação do fermento biológico, o melaço é o caldo da cana-de-açúcar altamente concentrado. Seus resíduos possibilitam a produção do biogás, gerando energia elétrica e térmica limpa e renovável, uma alternativa aos combustíveis fósseis do ponto de vista ambiental e da sua provável escassez. 

A produção do biogás também gera resíduos e na ETE da AB Brasil eles serão tratados e lançados no Rio Tietê, seguindo rigorosamente os padrões de lançamento estabelecidos pelos órgãos ambientais.  

 O infográfico abaixo ilustra o processo desde o campo até a geração de energia. 

 AB Brasil sustentável 

O uso e a atenção ao fomento de um novo modelo de geração de energia eficiente e responsável já fazem parte da estratégia da AB Brasil desde 2007, como explica o biólogo e gerente dos projetos de responsabilidade socioambiental da Companhia, José Luiz Theodoro:  “Toda a geração de vapor de nossa planta de Pederneiras provém de fonte renovável e sustenta a produção de leveduras e ingredientes para panificação e confeitaria”. 

Theodoro informa ainda que desde 2010 a fábrica de Sorocaba (SP) usa 100% de energia com fonte renovável na planta. 

Sobre a AB Brasil  

A AB Brasil é subsidiária brasileira do grupo internacional ABF (Associated British Foods), com sede na Inglaterra. AB Brasil é um dos principais produtores de ingredientes de panificação e confeitaria, atuando nos segmentos Industrial, Food Service e Consumo.   

No Brasil, atua com as marcas Fleischmann, Mauri, Twinings, Ovomaltine e Jordans, possuindo fábricas em Pederneiras-SP (fermentos, misturas para pães e bolos, recheios e coberturas incluindo cremes vegetais) e Sorocaba – SP (ovos e derivados de ovos pasteurizados).    

Sobre a ABF 

De origem inglesa, a Associated British Foods, com sede em Londres, possui mais de 128 mil funcionários e operação diversificada em 53 países, incluindo varejo de moda (Primark), refinarias de açúcar (AB Sugar), tecnologia para alimentação (AB Agri e AB Vista), alimentos (Twinings, Ovomaltine e Jordans) e ingredientes (AB Mauri – confeitaria e panificação). 

A ABF fatura anualmente U$ 22 bi, sendo o quarto maior grupo de alimentos da Europa e um dos 10 maiores do mundo.  

Novo navio-tanque da AET pronto para trabalhar para a Petrobras

Após uma cerimônia de nomeação, o terceiro e último navio-tanque Suezmax de segunda geração de posicionamento dinâmico (DP2) construído para um fretamento de longo prazo com a Petrobras deve iniciar as operações no Brasil em algumas semanas, de acordo com a AET, uma empresa de logística de petróleo com sede em Cingapura. unidade do MISC Berhad da Malásia.

Depois que a AET  assinou um contrato de afretamento com a Petrobras  para três navios-tanque Suezmax DP2 em fevereiro de 2020, o primeiro desses navios, o Eagle Colatina , construído para o afretamento da Petrobras foi  nomeado em março de 2022 . A Samsung Heavy Industries (SHI) entregou o segundo, Eagle Cambe , em 31 de maio de 2022.

Em uma atualização na semana passada, a AET revelou que nomeou seu mais novo navio – Eagle Crato – o final de três navios-tanque Suezmax DP2 construídos especificamente para o afretamento com a Petrobras.

O capitão Rajalingam Subramaniam , presidente e CEO da AET e COO do MISC Group, comentou: “A nomeação de hoje da Eagle Crato marca outro marco significativo em nossa crescente parceria com a Petrobras. Este evento memorável reforça o compromisso da AET com operações ecoeficientes e de alta qualidade no Brasil. Obrigado à Petrobras, Samsung Heavy Industries, ABS e colegas da Eaglestar e membros da equipe AET por garantir a construção segura e oportuna, bem como a entrega de nossa mais recente embarcação.”

A empresa explicou que este navio-tanque DP2 “ecoeficiente e altamente especializado” foi apresentado em uma cerimônia de nomeação realizada no estaleiro Samsung Heavy Industries (SHI) em Geoje, Coréia do Sul. Esperava-se que o navio fosse entregue à AET em 29 de julho de 2022.

Comentando na cerimônia de nomeação,  Rafael Noac Feldman , Gerente Executivo de Logística da Petrobras , declarou: desafios futuros”.

O navio-tanque Eagle Crato está previsto para iniciar as operações na Bacia Brasileira para a Petrobras em algumas semanas, juntando-se a seus navios irmãos, Eagle Colatina e Eagle Cambe, além de outros seis DPSTs que a AET já opera para a Petrobras.

Além disso, as equipes da AET e da Eaglestar têm trabalhado em estreita colaboração com a equipe da SHI para garantir a construção segura e oportuna e a entrega subsequente da Eagle Crato e suas duas embarcações irmãs durante a pandemia em andamento. Além disso, Eaglestar também é o gerente de navio nomeado da Eagle Crato .

Este navio-tanque DP2 de 155.000 DWT foi construído de acordo com os requisitos técnicos da Petrobras no Brasil e operará de acordo com os “mais altos padrões operacionais e ambientais”, incluindo total conformidade com os requisitos de emissão de NOx Tier 3 e SOx da IMO. A embarcação é classificada com ABS e equipada com bombas de carga com acionamento elétrico de frequência variável e propulsores de alta potência para maior eficiência de combustível.

Além disso, o Eagle Crato também é totalmente capaz de operar nas condições climáticas esperadas para sua classe, segundo a AET. Além disso, a embarcação é equipada com dispositivos de economia de energia, como aletas Saver e Savor Stator para melhorar a eficiência de propulsão e é aproximadamente 6% mais eficiente do que os requisitos da Fase 2 do EEDI.

“O Eagle Crato é outro navio-tanque DP2 altamente especializado que significa mais um passo em nossa contribuição para a construção de um ecossistema marítimo mais sustentável. Por meio de nossa estreita colaboração com nossos parceiros, investiremos continuamente em inovação para reduzir a pegada de carbono do setor. Tudo faz parte do compromisso da AET em cumprir a ambição de redução de intensidade de GEE 2030 da IMO e nosso compromisso em todo o Grupo MISC de emissões líquidas zero de GEE até 2050”, acrescentou o Cap. Subramaniam.

Com base na declaração da empresa, o Eagle Crato é o oitavo navio e o sexto DPST que a AET receberá em 2022. Com este mais novo DPST, a AET está aumentando sua frota global de DPST para 17.

Datuk Yee Yang Chien , presidente e diretor executivo do grupo, MISC e presidente da AET, comentou: “A notável jornada de crescimento da AET em um dos maiores players de navios-tanque do mundo em um período relativamente curto certamente não aconteceu por acaso.

“Hoje, celebramos outro marco de crescimento e progresso contínuo para a AET e o MISC Group na construção de um futuro sustentável para a indústria marítima.”

Graças à entrega mais recente, a AET agora operará nove DPSTs para a Petrobras e 13 no total offshore do Brasil, com outros quatro operando no Mar do Norte, incluindo dois DPSTs de combustível duplo.

ABESPetro: Indústria de óleo e gás vai investir mais de R$ 100 bilhões por ano e gerar cerca de 500 mil empregos até 2025

ABESPetro: Indústria de óleo e gás vai investir mais de R$ 100 bi por ano e gerar cerca de 500 mil empregos até 2025

A Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo (ABESPetro) lançou na quarta-feira (02) o Caderno ABESPetro 2022. A publicação é o maior levantamento feito sobre o primeiro elo da cadeia produtiva do petróleo, na qual estão situadas as empresas que fornecem bens e serviços diretamente para as petroleiras. As maiores empresas do mundo neste segmento estão hoje presentes no Brasil, atraídas pela relevância do país na indústria petrolífera, sobretudo no ambiente offshore.

O raio-x, elaborado com apoio da consultoria Deloitte, analisa todo o sistema de fornecedores da indústria brasileira de óleo e gás, descreve sua dinâmica, traz indicadores econômicos inéditos e apresenta agenda propositiva para o desenvolvimento nos próximos anos.

Rodrigo Ribeiro, presidente da ABESPetro, afirma que a publicação demonstra como o setor será fundamental para o sucesso da transição energética, a mudança estrutural da matriz de energia que precisa ser realizada de forma progressiva e socialmente responsável.

“A mola propulsora da transição energética não deve ser a restrição na oferta de hidrocarbonetos, mas sim a redução da demanda decorrente do aumento da disponibilidade de energia renovável e de tecnologias disruptivas, algumas delas ainda indisponíveis. Qualquer tentativa de inverter essa lógica resultará em retrocesso no processo de transição e no acesso da população à energia”, afirma Ribeiro, em mensagem no Caderno.

O Caderno ABESPetro 2022 mostra que a indústria de petróleo e gás no Brasil já anunciou investimentos que somam, em média, R$ 102 bilhões ao ano em exploração e produção até o ano de 2025. Com este capital, a expectativa é gerar cerca de 500 mil novos empregos na atividade de exploração e produção de petróleo e gás, o chamado upstream, nos próximos três anos. Hoje, são cerca de 340 mil postos de trabalho nesse segmento do setor.

De acordo com a publicação, além da geração de emprego e de renda, o setor contribuiu com arrecadação de R$ 104 bilhões apenas no ano de 2021, segundo cálculo realizado pela Deloitte. Este valor considera a soma de bônus de contratações de blocos exploratórios, royalties, participações especiais, tributos, dividendos distribuídos pela Petrobras e a parcela da União proveniente do regime de partilha do pré-sal.

O mapeamento realizado pelo Caderno ABESPetro 2022 confirma o Brasil como candidato a continuar sendo um centro relevante produtor de óleo e gás em esfera global por razões sociais, econômicas e ambientais. Segundo o presidente da associação, a qualidade dos reservatórios existentes faz do Brasil um dos países com mais baixo nível de emissão de gases do efeito estufa por barril de petróleo produzido.

Ghiorzi destaca que “a disponibilidade de recursos naturais só se transforma em benefício econômico se eles forem, além de extraídos, utilizados para alavancar o desenvolvimento tecnológico e o crescimento da atividade industrial do país”.

Desafios e propostas

O primeiro Caderno ABESPetro foi publicado em 2017 e contribuiu para a superação dos desafios que, então, se apresentavam. A nova publicação traz as atuais tendências e os novos desafios a serem superados pelo setor, incluindo questões relacionadas à pandemia de Covid-19, à guerra na Ucrânia e à necessidade de acelerar o processo de transformação digital do setor.

Além disso, o Caderno ABESPetro 2022 propõe como meta o uso pleno dos recursos produtivos do setor, ou seja, de suas unidades fabris, de seus centros de tecnologia e dos profissionais formados ao longo de décadas de desenvolvimento da atividade no Brasil. O objetivo da associação é fomentar empregos e investimentos no setor, formando, assim, um círculo virtuoso de desenvolvimento sustentável.

A publicação apresenta sugestões de instrumentos para o uso pleno desses recursos produtivos, como o fomento à transição energética por meio de incentivos à produção de gás; a aceleração da produção, com a agilização de leilões de blocos exploratórios; estabilidade e ampliação do Repetro; e aprimoramentos dos instrumentos de incentivo à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI) e de Conteúdo Local (CL). Sobre PDI e CL, Ghiorzi aponta que “aprimoramentos nestes instrumentos serão os grandes indutores de conteúdo local por mérito, não por imposição regulatória”.

De acordo com o Caderno ABESPetro 2022, a estabilidade operacional do setor e a geração de empregos e riqueza nos próximos anos passam pela definição de um calendário plurianual de leilões, incluindo blocos atraentes em regiões desenvolvidas e a desenvolver, como a Margem Equatorial. O regime tributário especial também é fundamental para viabilidade econômica dos investimentos em exploração para a promoção do desenvolvimento econômico e social.

“O Caderno ABESPetro 2022 traz uma agenda propositiva para o segmento de exploração e produção que consideramos importante ser levada em consideração pelos candidatos nas eleições de outubro”, afirma Rodrigo Ribeiro.

Sobre a ABESPetro

Fundada em 2004, a ABESPetro congrega empresas que atuam no primeiro elo da cadeia produtiva da indústria brasileira de exploração e produção de petróleo e gás natural. Os bens e serviços produzidos por suas associadas são utilizados por petroleiras em identificação e quantificação de reservas; construção, operação e manutenção da infraestrutura de produção; e desativação dos campos de petróleo. No Brasil, o segmento gera hoje mais de 340 mil empregos diretos, indiretos e induzidos. A ABESPetro busca contribuir para o contínuo aprimoramento das regras e crescimento da atividade econômica do setor de petróleo e gás natural.

Baixe o caderno: Caderno AbesPetro 2022-VFinal  

AVEVA e IBP lançam Guia de Convergência OT-IT para fomentar indústria 4.0

Tarcisio Romero e Claudio Muller, da AVEVA, participaram desde a concepção do Guia de Convergência OT-IT do Instituto Brasileiro de Óleo e Gás

Um projeto colaborativo do IBP – Instituto Brasileiro de Óleo e Gás, realizado com a participação de mais de 100 experts do mercado de tecnologia, resultou no desenvolvimento do guia mais moderno e atualizado disponível hoje no mercado brasileiro sobre a convergência entre as Tecnologias Operacionais (OT) e as Tecnologias da Informação (IT), um tema que ganha relevância cada vez maior neste segmento, e que está no centro do processo de digitalização e implantação da Indústria 4.0.

A AVEVA, líder global em software industrial, e que vem impulsionando a transformação digital e a sustentabilidade, teve um importante papel na elaboração do Guia de Convergência OT-IT do IBP, com a participação de dois de seus especialistas na área, Tarcísio Romero de Oliveira, Consultor em Valor Empresarial da AVEVA na América Latina, e Cláudio Muller, Gerente de Vendas da AVEVA no Brasil.

Setor que está bastante avançado no processo de convergência digital, a indústria de Óleo & Gás lidera os investimentos em tecnologia, e vem sendo um modelo de implantação da Industria 4.0. Mas muitas empresas de outros setores ainda precisam iniciar esse processo, embora existam exemplos muito bem encaminhados nas indústrias de processo e nos segmentos petroquímico, farmacêutico e automotivo. O guia é uma importante ferramenta de apoio, por estruturar normas e boas práticas que auxiliarão na jornada da digitalização e por apresentar uma visão detalhada de quais pilares e diretrizes que as empresas devem orientar a jornada de transformação digital.

“O Brasil é carente de informações e dados sobre como a digitalização deve ser conduzida. Este guia busca ampliar o entendimento de como a convergência OT-IT deve se processar”, observa Tarcísio Romero, ao ressaltar que, embora o guia seja voltado ao setor de O&G, ele traz diretrizes que se aplicam a outras indústrias que ainda não implantaram processos tão bem estruturados nessa direção. Ele destaca que mesmo aqueles setores que já contam com avanços em transformação digital, precisam de uma estratégia estruturada para extrair mais valor dos sistemas já instalados.

A contribuição dos especialistas da AVEVA ao Guia foi bastante relevante, tendo sido convidada a participar desde as primeiras discussões no Grupo de Trabalho do IBP, tanto pelo seu grande conhecimento da cadeia de valor do setor de O&G como por seu portfólio completo de soluções. A companhia tem ajudado empresas de todos os setores a implantarem a digitalização desde sua fase inicial até a integração total de todos os processos, em um ponto de maturidade que tem permitido aos seus clientes realizarem o roll-out dessa implantação para diversas unidades de operação.

A fusão com a Schneider Electric, realizada em 2017, e a aquisição da OSIsoft, dois anos atrás, impulsionaram o portfólio de soluções e serviços da AVEVA, gerando valor aos clientes e possibilitando a eles ganhos em eficiência, redução de custos, de perdas e de paradas não programadas, cumprimento de metas, transparência e sustentabilidade, ao criar oportunidades de inovação usando novas tecnologias emergentes. A escala e o escopo mais amplo e profundo são fundamentais para que a AVEVA continue a liderar a transformação digital do setor industrial, e podem gerar mais eficiência sustentável para diversos setores essenciais, incluindo bens de consumo embalados (CPG), farmacêutico, saneamento e serviços públicos.

“Participar da elaboração deste guia foi um grande reconhecimento da nossa expertise técnica, e de que temos capital humano, conhecimento in house e soluções de ponta a ponta para promover a transformação digital e a sustentabilidade em todos os segmentos industriais”, destaca Cláudio Muller. Em sua avaliação, acrescentar inteligência aos dados e eliminar os silos de informações têm permitido às organizações determinarem, com mais eficácia, a causa de problemas operacionais e visualizar o que está acontecendo em diferentes locais, departamentos e sistemas. “Dessa forma, nossos clientes vêm, efetivamente, sendo capazes de melhorar seus processos de negócios e eliminar ineficiências, que levam à redução de custos.”

As soluções da AVEVA, disponíveis no modelo SaaS (Software as a Service) e na nuvem, atendem os requisitos para a transformação digital de ponta a ponta, incluindo a coleta e tratamentos dos dados para transformá-los em informações que possam ser utilizadas, com apoio de Inteligência Artificial, em alertas e notificações, para a tomada de decisões estratégicas que vão do chão de fábrica aos mais altos níveis das organizações.

Segundo o próprio Guia do IBP destaca, a estratégia de transformação digital numa organização de base industrial começa pela integração de dados de sistemas operacionais (OT) isolados existentes aos sistemas corporativos (IT). “A convergência OT-IT busca integrar esses dados que estão dispersos pela organização, mas não basta investir somente em tecnologia para executar a transformação digital, é preciso atuar em três pilares fundamentais, que são pessoas, processos e tecnologia, nesta ordem”, completa o Consultor de Valor de Negócios da AVEVA na América Latina, Tarcísio Romero.

O Guia de Convergências OI-IT pode ser baixado, gratuitamente, no site do IBP, neste link.

Sobre o Guia de Convergência OT-IT

Liderada pelo IBP – Instituto Brasileiro de Óleo e Gás, a elaboração do Guia foi resultado de um esforço de cocriação de mais de 100 profissionais atuantes na área industrial e corporativa, representando mais de 70 empresas provedoras de soluções OT e IT, consultorias, instituições de pesquisa, academia, indústrias, entre outras, sendo parte dos direcionadores estratégicos do conselho de transformação digital para o setor.

 Sobre a AVEVA

A AVEVA é líder global em software industrial, que utiliza a criatividade para impulsionar o uso responsável dos recursos do mundo. A plataforma e os aplicativos de nuvem industrial seguros da AVEVA permitem que as empresas aproveitem o poder de suas informações e melhorem a colaboração com clientes, fornecedores e parceiros.

Mais de 20.000 empresas em mais de 100 países confiam na AVEVA para ajudá-los a fornecer o essencial da vida: energia segura e confiável, alimentos, medicamentos, infraestrutura e muito mais. Ao conectar pessoas a informações confiáveis e insights enriquecidos com IA, a AVEVA permite que as equipes projetem com eficiência e otimizem as operações, impulsionando o crescimento e a sustentabilidade.

Nomeada como uma das empresas mais inovadoras do mundo, a AVEVA oferece suporte aos clientes com soluções abertas e a experiência de mais de 6.400 funcionários, 5.000 parceiros e 5.700 desenvolvedores certificados. Com operações em todo o mundo, a AVEVA tem sede em Cambridge, Reino Unido e é listada no FTSE 100 da Bolsa de Valores de Londres. Para mais detalhes, visite o site da AVEVA.

O Diálogo é essencial para a retomada do desenvolvimento industrial – Raul Sanson, vice-presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan)

A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) tem reiterado a importância do papel da indústria de óleo e gás tanto em termos socioeconômicos como também em relação à busca de caminhos para uma economia de baixo carbono. E tem buscado replicar essa mensagem para os investidores estrangeiros em eventos como a Offshore Technology Conference (OTC), realizada em maio, em Houston (EUA), na qual o vice-presidente da Firjan, Raul Sanson. Segundo ele, a mensagem reforçada durante o evento é que “o futuro descarbonizado não é um futuro sem petróleo e gás, mas sim, um futuro em que soluções tecnológicas e cooperação entre países agem diretamente para atingirmos os objetivos necessários para sustentabilidade”. Sanson destacou os atrativos que o estado fluminense oferece, em projetos de exploração e produção de O&G que vão alavancar outros empreendimentos, que vão contribuir para acelerar a transição energética. E para isso, o diálogo é fundamental. “Pensar no desenvolvimento industrial é pensar a longo prazo. Independente do cenário, a indústria sempre esteve presente e capaz de se desenvolver para apoiar o crescimento econômico do estado. Para isso, além de proximidade com o governo, é preciso que as empresas dialoguem entre si, entendam suas necessidades, gaps e diferenciais competitivos”, aponta Raul Sanson.

Oil & Gas Brasil: Na OTC, a Firjan agregou um estudo sobre o potencial fluminense ao “Portfolio of Investment – Oportunities in Brazil”, elaborado pela APEX-Brasil com apoio do Sistema Firjan. Quais foram os principais objetivos de vocês com esse estudo?

Raul Sanson: A atuação da Firjan durante a feira teve como objetivo dar publicidade, em nível internacional, para as
oportunidades proporcionadas ao mercado de óleo, gás natural e energia em mar e o que isso pode significar em oportunidades na costa, em terra. Assim como a OTC, que apresentou uma forte temática com relação à transição energética e os  investimentos com foco na redução das emissões de gases de efeito estufa, o nosso estudo da Firjan mostrou os investimentos relacionados à exploração e produção de petróleo e gás no Rio; projetos em terra de gás natural, que podem ser desenvolvidos a partir dessa produção; e, também, quais são os projetos em estudo em óleo e gás e de energia renováveis, que tem relação com O&G ou que estejam sendo discutidos por empresas intrinsicamente ligadas a este setor.

Oil & Gas Brasil: Ou seja, o Rio de Janeiro continua a ser a porta de entrada de investimentos para esse setor…

Raul Sanson: Sim. Mostramos que o estado do Rio de Janeiro é o centro do petróleo no Brasil, mas que nossas oportunidades vão muito além do E&P, sendo – também – destino de investimentos que podem apoiar o Brasil a ser ainda mais sustentável.

Oil & Gas Brasil: A Firjan apontou que há mais de 45 projetos com potencial de desenvolvimento no estado, juntamente com outros de energia renovável. Quais são os que estão em estágio mais avançados em E&P, que está nas mãos das operadoras, sobre as quais você disse na OTC: “Não apenas temos as principais empresas lá instaladas, mas também é no estado fluminense que as principais oportunidades offshore estão localizadas, com mais de 60 bilhões de dólares em projetos em desenvolvimento”?

Raul Sanson: Quando se fala em exploração e produção de O&G no Brasil não tem como não falar do Rio de Janeiro. As principais oportunidades de expansão da produção estão localizadas no território fluminense e não apenas principais em sentido de volume, mas também as de maior economicidade. Por exemplo, das 20 plataformas de produção previstas para entrarem em produção até 2026, 16 delas estão localizadas em águas fluminenses. Isso significa a adição de capacidade produtiva de mais de 2,5 milhões de barris por dia, ou seja, valor próximo do total produzido hoje. Entre os projetos
destacam-se os campos de Búzios, Mero, Gato do Mato e renovação do Polo Marlim. E quando falamos de renovação, não podemos esquecer da ampliação da participação de novas operadoras que adquiriram áreas marginais, entre elas a PetroRio, Trident, Perenco e 3R, por exemplo, além do PROMAR – Programa de Revitalização e Incentivo à Produção de Campos Marítimos, do governo federal, que visa aumentar a vida útil de áreas em produção e aumentar também o fator de recuperação de petróleo. Essas empresas, em conjunto com os investimentos da Petrobras na revitalização da bacia de Campos, são uma grande promessa para recuperar o crescimento da produção nessa região.

Oil & Gas Brasil: E como está a evolução dos projetos na área de gás natural (GN) – termelétricas, pipelines, plantas de processamento?

Raul Sanson: Quando falamos de produção, precisamos falar também de demanda, pois um não existe sem o outro. E no caso do gás natural, o Rio de Janeiro tem potencial para atrair diversos agentes consumidores, desde geração elétrica e até siderúrgicas, petroquímicas e expansão do consumo existente. No estudo levado a OTC pela Firjan, destacamos as térmicas por existirem maiores informações sobre os projetos, porém mais detalhes sobre o potencial de consumo de gás natural no estado podem ser acessados no estudo recém-publicado “Potencial do Gás Natural: Um Novo Ciclo para a Petroquímica no Rio de Janeiro”, que lançou um olhar aprofundado sobre como o insumo pode ser usado para potencializar a petroquímica e a indústria de fertilizantes no Rio. Tem ainda o estudo publicado no final de 2021, o “Mapeamento da Demanda de Gás Natural no Rio de Janeiro”, que teve como objetivo entender em detalhes como se dá a demanda do energético no Rio de Janeiro por segmentos e qual a perspectiva da indústria fluminense de expansão do consumo.

Oil & Gas Brasil: O E como está este processo na área de renováveis (solar, hidrogênio e eólica), na qual a Firjan apontou nove projetos de fazendas eólicas, um de hidrogênio e um solar?

Raul Sanson: Para projetos de novas energias no estado, destaca-se a rápida expansão de solicitações de licenciamento ambiental na área de eólica offshore. Também é importante falar dos projetos de hidrogênio. Recentemente houve o anúncio da
intenção da Shell de promover o projeto de hidrogênio verde com o Porto do Açu, somando mais uma iniciativa no tema, nos
mesmos moldes do protocolo de intenções do Porto com a Fortescue. O governo do Estado também assinou um memorando de entendimentos com a White Martins sobre o tema. O mercado de renováveis se destaca pela sua convergência com o know-how fluminense em petróleo e gás. Para as eólicas em mar, por exemplo, há grande possibilidade de utilizar nessas atividades empresas fornecedoras de bens e serviços que já atendem ao mercado de petróleo e gás offshore. Mais uma maneira de como o Rio de Janeiro, com estrutura existente de suporte no mercado de O&G, pode apoiar o desenvolvimento de soluções de baixo carbono para o Brasil.

(Foto: Divulgação)

Oil & Gas Brasil: Quais os maiores desafios ou impasses para que os projetos avancem na área de gás natural? O que depende da indústria e o que depende das instituições governamentais, nas diversas esferas?

Raul Sanson: Integração já é parte importante do mercado de gás natural. Sem integração fluida entre os elos da cadeia desse mercado, não há como termos o desenvolvimento no ritmo desejado. Esse resultado só poderá ser atingido pela atuação conjunta entre agentes públicos e privados. As empresas ofertantes, demandantes e que prestam os serviços para a entrega do gás até o consumo, precisam deixar clara suas oportunidades futuras de produção e consumo, assim como necessidades e entraves para a viabilização desses empreendimentos. O projeto “Mapeamento de Demanda de Gás No Rio” teve, como um de seus objetivos, entender a fundo essa visão da indústria, que consome o gás natural. Pelo lado dos agentes públicos, é importante que as condições de abertura do mercado sejam oportunizadas de modo semelhante para todo o país, evitando que se repita o que foi observado, em 2021, de abertura em uma região em detrimento de outra. É preciso que essa harmonização ocorra em níveis federal e estadual, assim como que as regulações dessas esferas tenham convergência entre si.

Oil & Gas Brasil: Você afirmou na OTC, que a mensagem reforçada durante o evento é que o futuro descarbonizado não é um futuro sem petróleo e gás, mas sim, “um futuro em que soluções tecnológicas e cooperação entre países agem diretamente para atingirmos os objetivos necessários para sustentabilidade”. Se já é difícil haver consenso em três esferas (município, estado, união), imagine entre países…Em que já avançamos nesse processo de descarbonização no estado fluminense em termos efetivos? Ou seja, o que já foi feito e não o que temos em potencial…

Raul Sanson: As ações relacionadas à descarbonização precisam ter atuação de todos os níveis de agentes, entes privados e
públicos. As parcerias ocorrem por meio de troca de tecnologias, desenvolvimento de soluções inovadoras em parceria com
Institutos de Tecnologia, financiamentos que beneficiem soluções que sigam na direção correta, entre outras. Sem contar que a Firjan tem uma área Internacional, dedicada para aproximação entre países. Podemos destacar, como casos de sucesso de atuação para desenvolvimento de soluções que resulte em menor emissão, alguns dos produtos oferecidos pelo Instituto SENAI de Química Verde, da Firjan SENAI. Um deles, o “Estudo de Produção Mais Limpa”, que visa reduzir os desperdícios de diversas formas e fontes de energia no processo produtivo, há casos em que a redução de consumo ultrapassa a marca de 20% do total da energia da fábrica. Isso significa economia no bolso do empresário e menos emissão por meio da eficiência energética. Temos orgulho, também, de participarmos de uma iniciativa global da ONU. O projeto tem como objetivo promover um levantamento sobre aplicações e usos do hidrogênio verde. Esses são alguns exemplos de como atuamos e casos de sucesso em atuação conjunta e direcionada para apoiar o processo de descarbonização, a nível nacional e mundial.

Oil & Gas Brasil: Qual a sua visão do estado do Rio, em termos industriais, até o final dessa década (lembrando que fomos otimistas em décadas passadas e retroagimos)?

Raul Sanson: Pensar no desenvolvimento industrial é pensar a longo prazo. Independente do cenário, a indústria sempre esteve presente e capaz de se desenvolver para apoiar o crescimento econômico do estado. Para isso, além de proximidade com o governo, é preciso que as empresas dialoguem entre si, entendam suas necessidades, gaps e diferenciais competitivos. A Firjan, nesse processo, apoia e continuará apoiando a indústria fluminense, defendendo seus interesses e disponibilizando ativos humanos e tecnológicos para contribuir no desenvolvimento da indústria e sua força de trabalho. Frente ao tamanho das
oportunidades que o Rio oferece, em termos de recursos naturais e potencial de consumo, precisamos trabalhar ativamente para garantir um ambiente de negócios propícios para que a indústria seja capaz de, cada vez mais, se inserir e suprir as
necessidades.

Petrobras estende contrato para navio de apoio ao duto Sapura

A Seabras JV, uma empresa coligada na qual a Paratus Energy Services detém indiretamente 50% de participação acionária, garantiu uma extensão de contrato com a Petrobras para o navio de apoio pipelay (PLSV) Sapura Esmeralda.

Sob a extensão do contrato de dois anos, a Sapura Esmeralda trabalhará para a gigante brasileira de petróleo e gás de 2 de agosto de 2022 a 1 de agosto de 2024.

De acordo com a Paratus, o prêmio continua fortalecendo o relacionamento de longo prazo da empresa com a Petrobras e reforça sua posição no robusto mercado de JVs para PLSVs no Brasil.

Com todos os seis PLSVs da frota totalmente contratados sob contratos de longo prazo, a carteira de contratos da Seabras JV no final de julho é de US$ 940 milhões, acrescentou a Paratus.

A Sapura Esmeralda, projetada pela OSX Brasil, foi entregue à Sapura no final de 2015.

O PLSV, com 134 metros de comprimento, é uma embarcação de 300 toneladas, capaz de operar em lâmina d’água de até 2.500 metros.

Está equipado com dois carrosséis de armazenamento sob o convés, com capacidade de 2.000 e 500 toneladas, e um sistema de tombamento vertical permanentemente instalado para a implantação de produtos flexíveis com diâmetro de 105 a 630 mm.

A embarcação também está equipada com dois ROVs lançados pela lateral.