Schlumberger lança segunda edição do seu programa de inovação aberta com novo aporte de até R$ 2 milhões

Inscrições para o SLB Conecta abrem hoje (19/07). Projetos deverão ser exclusivamente digitais, e poderão ser desenvolvidos junto aos clientes da companhia

A Schlumberger, uma das maiores prestadoras de serviços em energia do mundo, abre novo chamado para startups e empreendedores interessados em desenvolver soluções digitais voltadas para o setor de energia e que atendam aos desafios de seus clientes. Interessados podem se inscrever, a partir de terça-feira (19/07), na segunda edição do SLB Conecta, programa de inovação aberta que visa buscar novos parceiros no ecossistema de inovação.

Assim como na primeira edição, o aporte será de até R$ 2 milhões, recurso que será usado para o desenvolvimento dos projetos selecionados. As inscrições podem ser feitas até o dia 31 de agosto na company page do programa no LinkedIn (https://www.linkedin.com/company/slb-conecta/).

Desta vez, os desafios para os quais as startups deverão apresentar suas soluções serão voltados, exclusivamente, para a transformação digital, com o objetivo de encontrar novas formas de extrair o máximo de valor dos recursos de inteligência artificial para os negócios e melhorar os processos de trabalho em colaboração com os clientes da empresa.

Dentro deste objetivo, foram definidos três pilares estratégicos: gerenciamento de dados, monitoramento da produção e garantia de tempo de atividade. A meta é encontrar soluções que apresentem uma mudança notável na produtividade dos negócios e nos desafios compartilhados do setor.

Outro diferencial desta segunda edição está no fato de que os projetos poderão atender a desafios demandados pelos clientes da Schlumberger, que podem participar de todo o processo de desenvolvimento. A empresa estará coordenando todo o projeto por meio do INNOVATION FACTORI, centro de inovação voltado para o desenvolvimento de soluções digitais junto aos clientes da empresa no Brasil.

“Fizemos uma apresentação do INNOVATION FACTORI e do SLB Conecta para os nossos clientes. Na primeira edição do programa, apresentamos desafios próprios da Schlumberger e o resultado foi muito bom. Selecionamos seis projetos que já estão em fase de desenvolvimento. Desta vez, vamos abrir também para os nossos clientes. As empresas poderão se beneficiar das soluções e atuarem junto na execução das propostas que forem escolhidas”, explicou Giovanna Carneiro, líder técnica do INNOVATION FACTORI Rio.

Seleção

O regulamento e cadastro para as inscrições, que devem ser feitas de 19 de julho a 31 de agosto, estão na company page do SLB Conecta no LinkedIn (https://www.linkedin.com/company/slb-conecta/). As startups selecionadas vão participar de um workshop preparatório para o pitch day, no qual serão apresentados, em linguagem simples e acessível, às plataformas Agora e DELFI, utilizados pela Schlumberger em seus projetos digitais. Nos dias 12, 13 e 14 de setembro serão realizados os pitch days, com uma temática por dia, que são: monitoramento da produção, garantia de tempo de atividade e gestão eficiente de dados.

Estão aptas a participar do programa startups que estejam em estágio de tração ou escala, assim como empresas ou instituições que possuam tecnologias estabelecidas no mercado, projetos bem encaminhados ou que estejam desenvolvendo inovações com potencial de solucionar os desafios propostos no programa.

Ao final, os escolhidos poderão ter a oportunidade de contratação e desenvolvimento em conjunto, entre outras possibilidades de investimento.

Além da parceria e chancela da Schlumberger, uma das empresas mais inovadoras do mundo, os grupos participantes terão acesso direto às lideranças e aos especialistas da empresa, a possibilidade de coworking no INNOVATION FACTORI, e de exportar sua solução para fora do Brasil, nos mais de 120 países onde a Schlumberger está presente.

Desafios

Cada um dos três temas definidos nesta segunda edição do SLB Conecta foi desdobrado em desafios específicos. Em monitoramento da produção, a busca é por soluções que possam prever riscos e evitar a paralisação da produção; melhorar e instrumentalizar a medição de produção; e limpar e filtrar dados de alta frequência.

O segundo tema, garantia de tempo de atividade, foi desenhado para receber projetos que possam prever falhas de equipamentos com manutenção preditiva, além de soluções para melhorar a eficiência e a segurança do processo de produção.

Por fim, em gestão de dados eficientes, a empresa espera por soluções que expandam bancos de dados rotulados para treinar modelos de machine learning; simplifiquem a troca de documentos e informações auditadas entre empresa e parceiros; e melhorem a importação estruturada e não estruturada de dados no software Schlumberger.

Mais detalhes sobre os temas e desafios podem ser consultados no regulamento do programa no LinkedIn.

INNOVATION FACTORI Rio

INNOVATION FACTORI é o programa internacional da Schlumberger criado para envolver os clientes em inovação digital e desenvolvimento de tecnologia digital. São seis centros locais em todo o mundo, e o Rio de Janeiro está entre eles. Inaugurado em novembro de 2021, durante a pandemia, teve uma inauguração oficial em julho deste ano.

O programa foi criado para apoiar os clientes da Schlumberger na adoção de transformações tecnológicas e inovações que ajudem a resolver seus desafios de negócios. Com isso, a empresa se aproxima de seus clientes em sua jornada digital, a fim de acelerar as soluções em inteligência artificial e inovação que vão impactar nos negócios.

SOBRE A SCHLUMBERGER

A Schlumberger está no Brasil Há 75 anos e é a maior empresa prestadora de serviços de energia do mundo. A companhia emprega aproximadamente 126 mil funcionários de mais de 140 nacionalidades que trabalham em mais de 85 países. Seus escritórios principais estão localizados na cidade de Houston, nos Estados Unidos, em Paris, na França e em Haia, na Holanda.

Fundos apostam em pequenas produtoras de petróleo no Brasil

Os fundos multimercado e outros investidores que buscam lucrar com a crescente produção de petróleo e gás do Brasil estão se voltando para uma nova geração de produtoras como uma alternativa à Petrobras, estatal que teve quatro presidentes desde o início de 2019.

A Gerval Investimentos, o family office do clã Gerdau Johannpeter, está entre as gestoras que têm participação no capital das chamadas produtoras juniores.

No mês passado, dobrou sua participação na 3R Petroleum Óleo e Gás SA – uma empresa que vale cerca de 1,5% do valor de mercado da Petrobras, para cerca de 12%.

Entre outras casas que apostam no setor estão Atalaya Capital, Vinland Capital, Mar Asset Management e XP Asset Management.

Com os preços do petróleo ainda perto de US$ 100 o barril, depois que a invasão da Ucrânia pela Rússia estimulou sanções e estrangulou a oferta global, empresas como a 3R Petroleum (RRRP3) oferecem uma nova maneira de apostar no aumento da produção do Brasil – um país que deve adicionar mais produção até 2026 do que qualquer outro fora dos EUA e da OPEP.

Desde 2019, quando intensificou seu programa de desinvestimentos, a Petrobras vendeu mais de 100 campos de petróleo e gás para cerca de uma dúzia de empresas juniores, algumas criadas especificamente para comprar esses ativos.

Embora a Petrobras ainda seja de longe a maior produtora do Brasil, seus presidentes foram criticados pelo presidente Jair Bolsonaro, que tenta conter a alta nos preços dos combustíveis.

As recentes mudanças na empresa e a ameaça de mais convulsões em um ano eleitoral levaram alguns investidores de petróleo a procurar alternativas.

Eles veem um enorme potencial de lucro nas produtoras menores, que prometem aumentar exponencialmente a produção de campos há muito negligenciados pela Petrobras.

A agência reguladora do setor de óleo e gás do Brasil, ANP, diz que a produção desses campos nas mãos das independentes aumentará 122% até 2025, após oito anos de declínio.

“As empresas brasileiras de petróleo são boas alternativas de investimento”, disse Marcos Peixoto, gestor da XP Asset Management em São Paulo. “Essas empresas vão aumentar produção de maneira relevante e as ações parecem atraentes mesmo assumindo um cenário de preços mais baixos do petróleo.”

Até 1997, quando terminou seu monopólio oficial, a Petrobras era a única produtora de petróleo e gás no Brasil. Ainda hoje, a Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás tem apenas 19 membros, em comparação com cerca de 9.000 perfuradores independentes nos EUA.

Mas com o dinheiro fluindo de investidores, espera-se que as empresas menores representem 8,8% da produção brasileira até 2024, acima dos 7,2% atuais, segundo a consultoria Wood Mackenzie.

A Petrobras vendeu uma série de campos de petróleo e gás para se concentrar na chamada região offshore do pré-sal, que detém as maiores e mais lucrativas descobertas da empresa. Houve “casos notáveis” de aumento de eficiência de perfuração nos campos adquiridos por produtoras juniores, disse Pedro Medeiros, sócio-fundador da Atalaya Capital.

Os produtores independentes são uma jogada ainda mais convincente em ano eleitoral, dada a rotatividade de presidentes vertiginosa na Petrobras e a pressão política sobre a empresa para subsidiar os preços dos combustíveis. Seu atual presidente-executivo assumiu em junho, depois que Bolsonaro demitiu seu antecessor, que estava no cargo apenas por cerca de dois meses.

Mas as produtoras independentes têm seu risco. A petroleira OGX Petróleo & Gás Participações SA pediu recuperação judicial em 2013 e ajudou a acabar com a fortuna pessoal do seu presidente do conselho e fundador Eike Batista, que já foi o homem mais rico do Brasil.

Mais tarde, ele foi condenado à prisão como parte da extensa investigação de corrupção do país, conhecida como Lava Jato.

Há também a volatilidade do próprio mercado de petróleo. Os preços atingiram um recorde de alta em 14 anos para perto de US$ 140 o barril em março, mas caíram cerca de 30% desde então.

Os projetos de petróleo offshore podem levar anos para serem concluídos, e o mercado pode estar muito mais fraco então, à medida que a transição para energia renovável se acelera.

Outro ponto de pressão para os investidores é o baixo volume de negociação das ações dessas empresas, que pode ampliar as oscilações de preços.

André Laport, sócio da gestora Vinland Capital, que diz que a 3R é “muito atraente a longo prazo”, limita o tamanho do seu investimento na empresa por controle de risco.

Ainda assim, a venda de ativos da Petrobras traz uma série de campos de alta qualidade ao mercado, atiçando o apetite dos investidores nas produtoras independentes.

O apoio do fundo Prisma Capital ajudou a Origem Energia SA a adquirir um campo de petróleo da Petrobras por US$ 300 milhões no início deste ano e se tornar a segunda maior produtora independente de gás do Brasil, segundo a Prisma.

Algumas produtoras independentes, como a PetroReconcavo SA, já têm planos ambiciosos de crescimento. A empresa, fundada por investidores como o banqueiro Daniel Dantas, planeja adquirir produtoras menores, disse seu presidente, Marcelo Magalhães.

“Há um grande potencial de crescimento” para a produção de petróleo das pequenas empresas em campos adquiridos da Petrobras, disse Amanda Bandeira, da equipe de pesquisa em exploração e produção da Wood Mackenzie na América Latina. “A Petrobras não vinha investindo nesses campos, então pequenos investimentos já trazem aumentos de produção consideráveis em curto espaço de tempo.”

Acordo entre BNDES e Sebrae cria fundo para pequenos negócios

Expectativa é que os financiamentos alavanquem inicialmente cerca de R$ 4,5 bilhões, podendo chegar a até R$ 15 bilhões

Crédito vai beneficiar microempreendedores e empresas de pequeno porte

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) firmam nesta terça-feira (12) um acordo de cooperação técnica para a criação de um fundo garantidor voltado exclusivamente para operações de crédito que envolvem microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte.

Espera-se que diversas instituições financeiras atuem como parceiras da iniciativa. A expectativa é que os financiamentos alavanquem inicialmente cerca de R$ 4,5 bilhões, podendo chegar a até R$ 15 bilhões.

Os fundos garantidores são criados para reduzir o risco das operações de crédito das instituições financeiras. Nomeado de BNDES FGI Sebrae, o novo fundo deve estar disponível em todo o país a partir dezembro de 2022. Conforme o acordo, BNDES e Sebrae vão aportar, a princípio, R$ 150 milhões cada um. Esse valor pode ser ampliado para R$ 500 milhões.

Com dívidas, empreendedores estão cautelosos ao buscar crédito
O acordo prevê ainda outros serviços. Microempreendedores individuais e empresários de micro e pequenas empresas poderão receber orientação do Sebrae, por meio do programa Crédito Assistido. A iniciativa envolve acesso a diagnósticos, ferramentas digitais, conteúdos, capacitações e consultorias com o objetivo de reduzir os riscos de inadimplência e ampliar a sustentabilidade financeira dos negócios.

Já o BNDES disponibilizará sua plataforma de gestão para operacionalização do novo fundo. Trata-se de um sistema totalmente digital utilizado por dezenas de instituições financeiras parcerias, pelo qual já foram viabilizados mais de R$ 100 bilhões em operações de crédito.

ANP faz audiência pública sobre mudanças nas especificações do óleo diesel

A ANP concluiu na última sexta-feira (15/7) a Audiência Pública relativa à minuta de resolução que, entre outras providências, estabelece as novas especificações nacionais dos óleos diesel S10 e S500 de uso rodoviário e medidas de controle de qualidade. A audiência teve início no dia 6/7 e, devido ao grande número de expositores, foi continuada em 15/7.

A nova resolução revisará a Resolução ANP nº 50/2013, em consonância com o papel da ANP de promover a melhoria da qualidade regulatória. A minuta está alinhada à Resolução nº 16/2018, do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que, entre outras determinações, dispôs sobre o aprimoramento, pela ANP, das especificações da qualidade do biodiesel e dos óleos diesel A e B.

As principais propostas de alteração constantes da minuta são:

– Alteração de limites de parâmetros das especificações dos diesel S10 e S500, a exemplo da estabilidade à oxidação, do ponto de entupimento à frio, índice de acidez e do teor de água;

 – Inclusão de exigências de procedimentos de boas práticas de manuseio, transporte e armazenamento dos óleos diesel A e B;

 – Introdução do coprocessamento como alternativa de produção de óleo diesel, adicionando à matriz de combustíveis de transporte do país produto que encerra parcela renovável, o que contribuirá para a mitigação das emissões de dióxido de carbono;

– Alteração da definição de óleo diesel A, permitindo que qualquer matéria-prima não renovável seja utilizada na sua produção, desde que o produto final resulte em hidrocarboneto com características similares ao óleo diesel; e

– Descontinuidade do óleo diesel S500 de uso rodoviário e do S1800 de uso não rodoviário, com sua substituição pelo óleo diesel S10, de baixo teor de enxofre. Com esse propósito, a minuta traz dispositivo prevendo que a ANP, após ouvir produtores e importadores, definirá, no prazo de até quatro meses, plano e cronograma para execução da substituição do S500 e S1800 pelo S10.

A descontinuidade do óleo diesel S500 não só inova a matriz de combustíveis de transporte do país,  como aperfeiçoa a qualidade do óleo diesel B trazendo benefícios para a motorização veicular, para o meio ambiente, para a saúde humana e para a proteção de interesses do consumidor.

Para chegar à proposta, as equipes técnicas da ANP utilizaram a Matriz GUT (ferramenta de priorização baseada nos critérios gravidade, urgência e tendência) para os eixos da revisão analisados, relativos à qualidade do produto. A mais disso, foram avaliadas experiências internacionais e diversos estudos técnico-científicos e realizados debates técnicos preliminares com vários agentes econômicos da cadeia de abastecimento.

O tema também passou por consulta pública de 45 dias. As sugestões recebidas nessa etapa de participação social serão avaliadas pela área técnica, para alteração ou não da minuta original. O texto consolidado passará por análise jurídica da Procuradoria Federal junto à ANP e por aprovação da Diretoria Colegiada da Agência, antes de sua publicação.

+ Veja a gravação da audiência:

Parte 1

Parte 2

Petrobras informa sobre venda de ativos de refino e logística

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 27/06/2022, informa que estendeu os prazos para participação nos processos de venda da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco, Refinaria Presidente Getúlio Vargas (REPAR), no Paraná, e Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), no Rio Grande do Sul, bem como os ativos logísticos integrados a essas refinarias.

Os potenciais compradores terão até 29 de julho de 2022 para manifestar interesse em participar dos processos de venda, devendo assinar o Acordo de Confidencialidade e a Declaração de Conformidade até 12 de agosto de 2022.

Os teasers, que contêm as principais informações sobre os ativos e os critérios de elegibilidade para a seleção de potenciais participantes, com as novas datas estão disponíveis no website da Petrobras: http://www.petrobras.com.br/ri.

As principais etapas subsequentes dos processos de venda dessas três refinarias serão informadas oportunamente ao mercado.

Carbonext capta recursos da Shell para proteger, reflorestar e desenvolver bioeconomia na Amazônia

Com o aporte da Shell, companhia usará recursos para proteger e reflorestar Amazônia por meio de projetos de carbono e outras atividades de bioeconomia

Em sua segunda rodada de captação de recursos, a Carbonext, maior desenvolvedora de projetos de geração créditos de carbono REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação) do Brasil, anunciou hoje um novo aporte de R$ 200 milhões em seu capital, através de uma parceria com a Shell Brasil, que passa a ser sócia minoritária da companhia. O recurso será utilizado para investimento em tecnologia embarcada nos projetos de preservação florestal e para o desenvolvimento de novas áreas de negócios, como bioeconomia e reflorestamento na Floresta Amazônica.

Toda a gestão da Carbonext, que já atua no segmento há 12 anos, permanecerá a cargo de seus sócios-fundadores, a engenheira florestal Janaína Dallan, que integra o quarteto brasileiro de especialistas da ONU para Mudanças Climáticas, preside a Aliança Brasil de Soluções Baseadas na Natureza e é a única brasileira a integrar o painel de experts para o Integrity Council for Voluntary Carbon Markets (IC-VCM), e o economista Luciano Corrêa da Fonseca, mestre em Ciências Políticas e ex-diretor do Pátria Investimentos.

A empresa usará os recursos para expandir sua atuação em novos segmentos da bioeconomia e ampliar seu time de especialistas florestais capazes de criar e gerenciar projetos de geração de créditos de carbono, cujo objetivo é trazer valor à floresta em pé – uma alternativa economicamente viável à pecuária e à agricultura. Desde 2021, o compromisso da Carbonext com a preservação da Floresta Amazônica fez com que a empresa aumentasse em 340% a área de vegetação preservada na região mais vulnerável da floresta, o Arco do Desmatamento (um corredor que vai do Acre ao sul do Pará, passando por Amazonas, Rondônia e Mato Grosso). Nos primeiros cinco meses de 2022, os projetos desenvolvidos pela Carbonext geraram aproximadamente R$ 150 milhões em créditos no mercado voluntário de carbono, comercializando créditos com empresas e entidades, como o BNDES, por exemplo.

A parceria com a Shell possibilitará o acesso a inovações e processos a serem disponibilizados pela nova sócia, inclusive nas áreas de biotecnologia e monitoramento. Essas sinergias devem incrementar os mecanismos de proteção dos mais de 2 milhões de hectares de Floresta Amazônica já protegidos por projetos de crédito de carbono desenvolvidos ou em desenvolvimento pela Carbonext e seus parceiros. O acordo estabelece uma série de ações conjuntas nos próximos 100 dias para que a parceria técnica comece a apresentar resultados.

“Nossos projetos, associados à ação de nossos parceiros, geraram em 2022 o maior volume de créditos de carbono florestais do país, com certificação e auditoria de organismos internacionais como a VERRA. Estamos contribuindo para frear o aquecimento global, a partir da preservação das florestas, e também para as discussões essenciais sobre a transição para a economia de baixo carbono, como o desenvolvimento da bioeconomia. Com a nova parceria, a empresa passará a atuar com o que há de mais moderno para o desenvolvimento e suporte à gestão das áreas florestais onde atuam, possibilitando atuação em escala inédita.” afirmam os co-CEOs da empresa Janaína e Luciano

Para a Shell – que buscou a Carbonext como parte de seu trabalho para alavancar sua estratégia de transição energética e descarbonização – a parceria demonstra a relevância do Brasil na jornada da companhia rumo ao objetivo de zerar suas emissões líquidas até 2050. O acordo com a Carbonext marca a entrada da Shell no negócio de Soluções Baseadas na Natureza no país.

“O Brasil, por sua localidade e biodiversidade, é fundamental para nossa estratégia Powering Progress, especialmente quando falamos em respeitar a natureza e impulsionar vidas, além de atingir emissões líquidas zero e gerar valor aos acionistas. Não é de hoje que a Shell defende a criação e regulação do mercado de carbono. Associar nossa companhia à Carbonext é um passo importante para nossa meta de compensar 120 milhões de toneladas de CO₂ ao ano até 2030 com soluções baseadas na natureza para o Escopo 3, que são emissões difíceis de se abater, em linha com a hierarquia de mitigação,” afirmou o presidente da Shell Brasil, André Araujo.

SOBRE A CARBONEXT

Até 2021, a Carbonext gerenciava a parte técnica de três projetos de crédito de carbono em áreas florestais nativas, sob risco de desmatamento, nos estados do Acre e do Amazonas. Neste ano, outros projetos foram viabilizados, totalizando os cerca de 2 milhões de hectares de vegetação protegidos pelos projetos da empresa e seus parceiros. Cada projeto é constituído por uma ou mais terras particulares que, após a atuação da Carbonext, passam a ter uma alternativa financeiramente muito atrativa e que vem revertendo o desmatamento de áreas para usos como a pecuária ou agricultura.

Os créditos de carbono gerados pela Carbonext e seus parceiros são de alta qualidade e integridade. Eles são negociados no mercado voluntário de carbono e certificados pela VERRA, órgão internacional especializado neste tipo de serviço. Cerca de 70% do valor arrecadado com a venda de créditos de carbono ficam na floresta, com os proprietários da área protegida e com as comunidades assistidas pelas ações socioeconômicas para promoção do desenvolvimento sustentável conduzidas pela empresa. A companhia apoia a descarbonização de empresas, entidades e pessoas físicas, por meio de sua plataforma digital, e recentemente passou a comercializar créditos inclusive para o BNDES, o que vai permitir a preservação de 20,5 mil hectares de floresta na região de Bujari, no Acre. Também são seus clientes TIM, C6 Bank, Uber e Raízen, Unidas, isaCteep, Banco Fibra, Liberty Seguros, Buser, entre outras companhias.

SOBRE A SHELL

Com 109 anos no país, a Shell é uma empresa de energia integrada com participação em Upstream, no Novo Mercado de Gás Natural, Trading, Pesquisa & Desenvolvimento e no Desenvolvimento de Energias Renováveis, com um negócio de comercialização no mercado livre e produtos ambientais, a Shell Energy Brasil. Aqui, a distribuição de combustíveis é gerenciada pela joint-venture Raízen, que recentemente adquiriu também o negócio de lubrificantes da Shell Brasil.

A companhia trabalha para atender à crescente demanda por energia de forma econômica, ambiental e socialmente responsável, avaliando tendências e cenários para responder ao desafio do futuro da energia.

Petrobras inicia a montagem do supercomputador Pégaso

A máquina supera em capacidade o Dragão e Atlas, os dois maiores supercomputadores da América Latina

A Petrobras iniciou a montagem de um novo supercomputador, o Pégaso, que supera em capacidade o Dragão e Atlas, os dois maiores supercomputadores da América Latina, que também pertencem à empresa. O Pégaso tem capacidade de processamento equivalente à soma de seis milhões de telefones celulares ou de 150 mil laptops modernos. O investimento em computação de alto desempenho, HPC, na sigla em inglês, permite a aplicação de técnicas no processamento de dados geofísicos e geológicos que reduzem riscos geológicos e operacionais, assim como o tempo entre a descoberta de um campo e início da sua produção.

Ampliar a capacidade de processamento de dados permite à Petrobras gerar imagens da subsuperfície cada vez mais nítidas das áreas mapeadas para exploração de petróleo e gás natural, e reduzir o tempo de processamento dessas informações. Isso contribui para otimizar a produção, aumentar o fator de recuperação das reservas atuais e maximizar a eficiência dos projetos exploratórios da companhia.

O investimento em máquinas que acelerem o processamento de dados geofísicos e as simulações de fluxos em reservatórios da companhia é essencial para viabilizar programas estratégicos como o EXP100, que visa alcançar 100% de uso dos dados e conhecimento nos projetos exploratórios, e o PROD1000, que tem por meta reduzir os prazos para início da produção de um campo.

O Pégaso aumentará a capacidade atual de processamento da companhia de 42 para 63 Petaflops. Esse potencial é importante para habilitar as iniciativas de tecnologia digital, em benefício da eficiência das operações, tornando a empresa mais resiliente às mudanças de cenários de negócio.

Quando se trata de HPC os números acompanham a performance. O Pégaso tem capacidade de processamento de 21 Petaflops, quase a soma do Dragão (14 Petaflops) e do Atlas (8,9 Petaflops) juntos. São 678 terabytes de memória RAM e rede de 400 gbps, além de 2016 GPUs – Grafic Process Units, na sigla em inglês.

Para transportar as 30 toneladas de componentes do Pégaso até a sua locação, em Vargem Grande, no Rio de Janeiro, foram necessários 32 caminhões. Quando todas as estruturas (racks) que abrigam os componentes estiverem prontas, formarão uma fila com comprimento total de 35 metros. O processo de montagem poderá durar até três meses e, depois disso, a máquina ainda passará por ajustes finais, com instalação de sistema operacional e softwares, bem como um período em operação assistida. A previsão é de que esteja operando em plena capacidade em dezembro deste ano. O Pégaso foi projetado e será implantado considerando-se também o critério de eficiência energética.

Estatal informa sobre manifestação do Comitê de Elegibilidade

A Petrobras informa que o Comitê de Elegibilidade (CELEG) retomou hoje a reunião, iniciada em 07/07/2022,  para finalizar as análises dos candidatos para o Conselho de Administração indicados pelo acionista controlador: Sr. Gileno Gurjão Barreto (também indicado como Presidente do Conselho de Administração); Sr. Edison Antônio Costa Britto Garcia; Sra. Iêda Aparecida de Moura Cagni; Sr. Jônathas Assunção Salvador Nery de Castro; Sr. Márcio Andrade Weber; Sr. Ricardo Soriano de Alencar; e Sr. Ruy Flaks Schneider e os candidatos indicados pelos acionistas minoritários: Sr. José João Abdalla Filho e Sr. Marcelo Gasparino da Silva, com base nas regras de governança da companhia e legislação aplicável.

A partir da manifestação do CELEG, as indicações serão apreciadas em reunião extraordinária do Conselho de Administração, que também irá deliberar sobre a convocação da Assembleia Geral Extraordinária.

Os detalhes da manifestação do Comitê de Elegibilidade poderão ser encontrados na íntegra da ata da reunião, que ficará disponível para consulta em até 7 (sete) dias úteis no site do Relações com Investidores da Petrobras (www.petrobras.com.br/ri).

Fatos julgados relevantes sobre o tema serão tempestivamente divulgados ao mercado.

Projeto patrocinado pela Petrobras promove competições de robótica

Projeto Robot em Ação usa robótica como instrumento de aprendizagem. Premissa é que computadores e conteúdos digitais são mais atrativos à geração atual do que aulas expositivas

O projeto Robot em Ação, patrocinado pela Petrobras, deu início em 22 de junho a uma temporada de competições de robótica. Em cada disputa, dois robôs tentam se empurrar para fora de uma arena circular (como em uma luta de sumô.) Os torneios ocorrem até o fim de julho, nas cinco escolas municipais de Mossoró (RN) atendidas pelo projeto. As próximas competições serão em 26/07 em Hermógenes e 28/07 em Piquiri e Sussuarana.

Executado pela Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), o projeto Robot em Ação usa a robótica como instrumento de aprendizagem. As competições buscam interação entre estudantes, bolsistas e comunidade, com objetivo de compartilhar conhecimento. Em alguns casos, as disputas também preparam equipes para competições regionais e nacionais — como a Olimpíada Brasileira de Robótica, em outubro.

A premissa da atuação do projeto é que computadores e conteúdos digitais são mais atrativos à atual geração de estudantes do que as clássicas aulas expositivas.  A robótica, em especial, funciona como um poderoso instrumento de aprendizagem, ao mobilizar o interesse das crianças e jovens e integrar conteúdos multidisciplinares.

O projeto Robot em Ação desenvolve ações contínuas com 14 turmas de robótica nas escolas atendidas e pretende, até o final da sua vigência, atender mais de 920 crianças e adolescentes. Além das competições, os alunos também participam de programações esportivas e recitais musicais, discussões teóricas sobre lógica de programação, e montagem física de robôs. Tudo ocorre sob orientação de bolsistas, recrutados dentre estudantes de graduação em Ciência da Computação, Ciência e Tecnologia, e Licenciatura em Computação.

O apoio da Petrobras ao projeto Robot em Ação está alinhado ao compromisso da companhia de fomento a projetos com o conceito STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics). Por meio da inclusão digital, busca-se auxiliar crianças e jovens em seu aprimoramento educacional, de cidadania e, posteriormente, profissional. Saiba mais sobre o projeto Robot em Ação aqui.

ANP realiza audiência pública sobre adoção de medidas preventivas em relação a estoques de diesel A S-10

A ANP realizou audiência pública sobre duas propostas de resolução relacionadas a estoques de combustíveis, em especial óleo diesel A S-10.

Em sua atuação de monitoramento do abastecimento nacional de combustíveis líquidos, e visando atuar de forma preventiva, caso haja uma disrupção nos fluxos logísticos internacionais de importação, a ANP identificou a necessidade de regular a formação de estoques de óleo diesel A S-10, em volumes superiores ao já estabelecido na Resolução ANP nº 45, de 22 de novembro de 2013.

Para sua efetivação, foi identificada a necessidade de elaboração de duas minutas de resoluções:

– A primeira minuta de resolução visa alterar a Resolução ANP nº 53, de 2 de dezembro de 2015, tendo como objetivo regulamentar a manutenção de volumes de estoques de combustíveis líquidos, de GLP e de combustíveis de aviação em níveis superiores ao estabelecido em regulamentação específica da ANP sobre o tema, quando declarada situação de sobreaviso no abastecimento;

– A segunda minuta de resolução tem por objetivo estabelecer os procedimentos para formação de estoques de óleo diesel A S-10, no segundo semestre de 2022, em função da declaração de sobreaviso no abastecimento. Essa proposta de resolução visa mitigar riscos ao abastecimento do mercado brasileiro com diesel A do tipo S-10, no segundo semestre de 2022, em função das incertezas geradas pela situação geopolítica mundial e pela previsão de aumento de demanda nesse período.

No momento, o abastecimento de óleo diesel A S-10 e dos demais derivados ocorre com regularidade no País. O objetivo da Agência é atuar de forma preventiva.

As minutas de resoluções debatidas na audiência estão em linha com as atribuições legais da ANP de garantir o abastecimento nacional de combustíveis. Elas são fruto de estudos realizados pela Agência, de monitoramento do mercado nacional, pelo acompanhamento de fatores como estoques dos agentes, importações, capacidade da infraestrutura de armazenamento de combustíveis, bem como do cenário internacional.

Em 10/3/2022, foi instituído pelo Ministério de Minas e Energia o Comitê Setorial de Monitoramento do Suprimento Nacional de Combustíveis e Biocombustíveis (CMSNC), com os objetivos de gerenciar as questões inerentes ao suprimento nacional de combustíveis e biocombustíveis, relacionados aos mercados interno e externo de petróleo, gás natural e derivados, e de intensificar o monitoramento da conjuntura energética corrente, em face da situação geopolítica mundial, com impacto nos fluxos e nas cotações desses energéticos.

Dentre as diversas frentes de trabalho criadas no CMSNC, coube à ANP a coordenação do monitoramento do abastecimento de combustíveis líquidos, abrangendo a identificação de eventual risco de restrição ou interrupção de suprimento e a proposição de medidas de mitigação. Como forma de monitorar os estoques de derivados de petróleo de forma mais célere, diariamente, a ANP publicou o Comunicado de Sobreaviso no Abastecimento nº 01/2022/SDL/ANP, de 21 de março de 2022, e o Sobreaviso no Abastecimento nº 02/2022/SDL/ANP, em 1 de julho de 2022.

As diretrizes gerais para a atuação da Agência com ênfase na garantia do suprimento e na proteção dos interesses dos consumidores estão inseridas no inciso I, art. 8º, da Lei nº 9.478, de 06/08/1997. Como diretriz específica, a ANP poderá exigir de agentes regulados a manutenção de estoques mínimos, nos termos do inciso I, parágrafo único, art. 8º, da Lei nº 9.478/1997.

As propostas de resolução também passaram por consulta pública. As sugestões recebidas, que se encontram na página da Consulta e Audiência Públicas nº 16/2022, serão avaliadas pela área técnica, para alteração ou não das minutas originais. Os textos consolidados passarão por análise jurídica da Procuradoria Federal junto à ANP e por aprovação da diretoria colegiada da Agência, antes de sua publicação.