Wilson Sons lidera setor de apoio portuário para projetos de geração de energia eólica

Com o aumento da participação da geração eólica na matriz elétrica brasileira, as operações voltadas para projetos desse segmento seguem em destaque na Wilson Sons. A companhia é líder no apoio portuário a navios que transportam cargas de projeto, realizando cerca de 300 manobras por ano, no qual estão inseridas as operações com embarcações que transportam equipamentos para os parques de geração de energia eólica no Brasil.

A complexidade do transporte das turbinas e hélices é mais intensa nos trechos terrestres, mas também está presente na logística marítima. Neste caso, o transporte desses equipamento é feito por meio de navios específicos para a movimentação de grandes maquinários (carga de projeto), denominados “General Cargo Ship”, que demandam rebocadores eficientes e potentes para garantir a segurança da operação, por conta das dimensões físicas e do alto valor dos equipamentos.

De acordo com dados da ABEEólica (Associação Brasileira de Energia Eólica) referentes a março deste ano, 80% dos parques brasileiros estão localizados no Nordeste, região que tem um dos melhores ventos do mundo para produção eólica. O ranking de estados com maior número de aerogeradores no país é liderado pelo Rio Grande do Norte (2.722), seguido por Bahia (2.456) e Ceará (1.121). Acompanhando esta demanda, os portos com maior atuação da Wilson Sons no segmento estão localizados na região Nordeste, com destaque para Pecém (CE), Fortaleza (CE) e Salvador (BA), terminais relevantes para o transporte dessas cargas.

Atualmente, a produção eólica é responsável por 11,8% da matriz elétrica brasileira, atrás apenas da geração hidrelétrica, que representa 56,4%. O Brasil, que em 2012 ocupava o 15º lugar no ranking mundial de capacidade instalada de energia eólica, já avançou para a 7ª colocação, em 2020.

Com a perspectiva da instalação de parques offshore, o crescimento deve ser ainda maior no futuro. Para atender a este mercado, a Wilson Sons espera aplicar a grande expertise que possui no apoio ao setor de Óleo e Gás (O&G) offshore para se manter líder no segmento de eólicas.

“Entendemos que os projetos de eólica offshore terão uma logística parecida com o atendimento ao setor de Óleo e Gás offshore. A Wilson Sons já tem grande experiência no apoio ao setor de O&G, como o suporte às FPSOs (sigla em inglês para Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência) e às sondas de operação para os projetos offshore atuais. Acreditamos que essas experiências, aliadas à qualidade e à segurança dos nossos serviços, são fatores primordiais para que, no futuro, também possamos apoiar projetos de eólica offshore”, explica Elísio Dourado, diretor comercial da divisão de Rebocadores da Wilson Sons.

Para Elísio, alguns diferenciais da companhia serão determinantes para isso, como a expertise dos seus colaboradores, sua moderna estrutura e seus altos investimentos em segurança, já que se tratam de operações complexas.

Hoje, quando há uma operação de O&G, a equipe operacional participa das reuniões com os clientes desde o início para garantir o melhor planejamento da manobra e todas as operações contam com a coordenação e rastreamento da Central de Operações de Rebocadores (COR) da Wilson Sons que, por meio de sua rede própria de antenas AIS, monitora em tempo real as embarcações, mantendo constante contato com todos os comandantes que atuam nos rebocadores da nossa frota e com os demais envolvidos nas operações – clientes, autoridades portuárias e marítimas, praticagem – quando necessário.

Além disso, a segurança é considerada um dos pilares fundamentais do Grupo Wilson Sons e, não à toa, a unidade de negócios de Rebocadores da Wilson Sons possui o status de classe mundial em segurança, com base em padrões definidos pela Du Pont, consultoria referência no setor.

Para atender a esses projetos, a Companhia vem se preparando. Hoje, possui a frota mais potente da costa brasileira – mais de 90% dos rebocadores possuem propulsão azimutal (ASD) e cinco são escort tugs – qualidade necessária para a movimentação de grandes estruturas. Recentemente, entrou em operação o novo rebocador da Companhia, WS Centaurus, com mais de 91 toneladas de tração estática (bollard pull), se tornando o rebocador mais potente a operar no Brasil.

Com projeto Damen RSD 2513, o WS Centaurus conta com novo design de casco que permite uma redução estimada de até 14% nas emissões de gases de efeito estufa, em função de uma hidrodinâmica mais eficiente. A embarcação é a primeira da série de seis escort tugs que estão sendo construídos no estaleiro da Wilson Sons, no Guarujá (SP), e que estarão adequados ao padrão IMO TIER III, que  promove a redução das emissões de óxidos de nitrogênio em mais de 75%.

Consultoria finaliza avaliação de gestão de ativos do pré-sal para Petrobras

Diagnóstico foi feito para a Unidade de Negócios da Bacia de Santos

A consultoria Grupo I Can acaba de finalizar a avaliação de gestão de ativos da Unidade de Negócios de Exploração e Produção da Bacia de Santos (UN-BS), da Petrobras. Desde 2019, a UN-BS começou a implementar a gestão de ativos na unidade, no pré-sal, para entender o nível de maturidade da organização e, a partir disso, elaborar ações para as discrepâncias identificadas.

“Com esse panorama traçado, era preciso um diagnóstico de avaliação de gestão de ativos capaz de identificar o atual contexto da organização dentro da abordagem da gestão dos ativos para saber se o caminho percorrido pela UN-BS e do ativo P-69 estava alinhado com os requisitos dos modelos normativos NBR ISO 55001 e Landscape”, explica Tereza Soares, CEO do Grupo I Can e uma das avaliadoras do projeto do diagnóstico.

O engenheiro responsável pelo projeto Luís Aguiar explica que a realização deste tipo de avaliação é importante para manter o negócio competitivo e rentável, balanceando, custo, desempenho e risco.

“Os ganhos com as técnicas de gestão de ativos vão além do financeiro, pois fortalece a marca, atua na sustentabilidade, na segurança, nas competências, nos custos e em todas as áreas da organização para obter o maior valor possível para o negócio, a partir da maneira como estes ativos são gerenciados”, ressalta o engenheiro, que possui a certificação CAMA.

De acordo com ele, os resultados da UN-BS e da P-69 apresentados forneceram um alto nível de detalhamento, agindo como um facilitador adicional na elaboração do plano de ação, bem como dos próximos passos a serem dados pela organização.

“Além disso, foram fornecidos insights de manutenção, contendo informações valiosas capazes de promover a revisão na estratégia do planejamento da gestão de ativos não apenas da UN-BS, mas, por abrangência, de toda a Petrobras”, completa Ricardo Blanco, também avaliador do projeto.

Com o foco principalmente nas empresas de energia, nas áreas de petróleo, gás e renováveis, o Grupo I Can também atende toda a cadeia de fornecimentos de empresas de energia, indústria da construção civil, indústria naval e marítima e diversos segmentos de comércio e serviços.

Petrobras lança oportunidades para aquisição de soluções com investimento de R$ 21,2 milhões

As empresas selecionadas podem receber até R$ 1,6 milhão para validar soluções inovadoras

A Petrobras lançou novas oportunidades de contratação de soluções inovadoras, com investimento de até R$ 21,2 milhões, voltada para empresas de tecnologia e startups. Trata-se do início do módulo Aquisição de Soluções, que neste ciclo seleciona inovações nas áreas de robótica, tecnologias de inspeção e tecnologias digitais. As inscrições vão até 31/7 e as empresas podem receber até R$ 1,6 milhão por proposta para desenvolvimento e testes das soluções em ambientes produtivos.

O processo de seleção das empresas inclui uma pré-avaliação por uma banca de especialistas, seguida de uma fase de mentoria técnica para aprimoramento do plano de trabalho, modelo de negócios e preparação para um pitch day onde as empresas apresentam suas propostas para uma banca formada por gestores e especialistas da Petrobras. Na avaliação, são considerados critérios como o modelo de negócios, implantação da solução ao final projeto, consistência e competitividade da proposta, impacto e geração de valor, escalabilidade e abrangência da solução.

A primeira seleção nesse modelo foi lançada, em 2021, pela Petrobras. Entre as empresas selecionadas, sete já foram contratadas, por meio dos CPSIs – Contratos Públicos para Soluções Inovadoras, instrumento que trouxe agilidade aos processos de contratação e teve regras incorporadas ao Regulamento de Licitações e Contratações da Petrobras (RLCP).

Os CPSIs terão vigência de até 12 meses, prorrogável por outros 12, para validação das soluções tecnológicas. Após o contrato de inovação, a solução com melhor desempenho, e que demonstrou agregar valor para o negócio da Petrobras, pode ser contratada por um período de dois anos, prorrogáveis por mais dois anos, para fornecimento em escala. Essas duas fases em conjunto agilizarão a implantação das soluções na companhia e a consolidação dos novos fornecedores no mercado.

Por trazer esta nova dinâmica, o módulo Aquisição de Soluções substitui o anterior, conhecido como Teste de Soluções. Outra novidade é o lançamento de conjuntos menores de desafios, periodicamente, aumentando a frequência de interação com o ecossistema de inovação.

Conexões para Inovação

Desde o seu lançamento, o Programa Petrobras Conexões para Inovação já abriga oito diferentes módulos: Parcerias Tecnológicas, Transferência de Tecnologias, Ignição, Encomendas Tecnológicas, Startups, Aquisição de Soluções, Open Lab e Residentes. Esses dois últimos são inéditos, recém-lançados. Os módulos têm o objetivo de acelerar a inovação conectando a empresa com todo o ecossistema, desde startups, ICTs, universidades até empresas, a partir de demandas mapeadas internamente pelas áreas corporativa e de negócios. A Petrobras tem, atualmente, uma carteira de mais de R$3 bi contratada, com mais de 150 parceiros tecnológicos, nas diversas modalidades de contratação e acordos de cooperação.

Confira para as oportunidades no link: https://tecnologia.petrobras.com.br/modulo-aquisicao-solucoes.html

ANP publica sobreaviso para intensificar o acompanhamento do mercado de óleo diesel A S10

A ANP publicou o Sobreaviso no Abastecimento nº 02/2022/SDL/ANP, com o objetivo de intensificar o monitoramento das importações de óleo diesel A S10. A medida foi aprovada pela Diretoria da Agência ontem (30/6).

A ANP monitora permanentemente o mercado de combustíveis. No momento, o abastecimento está regular em todo o território nacional. O Sobreaviso no Abastecimento visa permitir que o acompanhamento das importações de diesel A S10 seja intensificado, em face da situação geopolítica mundial atual.

Assim, os produtores e distribuidores listados no Sobreaviso (os mesmos que já estavam listados no Comunicado de Sobreaviso nº1/SDL/ANP, de 21 de março de 2022) deverão informar à ANP, por meio de formulário específico, a relação de todas as importações já contratadas de óleo diesel A S10 que ainda não foram nacionalizadas, discriminando: porto de origem, data efetiva de embarque, volume em metros cúbicos (m³), porto de destino no Brasil, data prevista de chegada e terminal (ou base) de armazenamento (sejam operações realizadas diretamente com o mercado externo ou por intermédio de terceiro).

Devem também ser informadas, pelos mesmos agentes, caso ocorram, dificuldades de contratação de importação e/ou de navio para importação de óleo diesel A S10 para o Brasil. Neste caso, será necessário descrever detalhadamente as circunstâncias de restrição de importação, localidade e se a referida restrição é total ou parcial, assim como informações adicionais pertinentes.

O envio de novas informações sobre as importações de óleo diesel A S10 não exclui as obrigações já postas aos agentes relacionados no Comunicado de Sobreaviso nº1/SDL/ANP, de 21 de março de 2022. Assim, todos os distribuidores e produtores relacionados no primeiro comunicado precisarão continuar enviando todos os dados já rotineiramente submetidos.

Os Sobreavisos no Abastecimento nº 01 e nº 02, bem como o formulário para envio das informações à ANP podem ser consultados na página Sobreaviso no Abastecimento de Combustíveis.

Petrobras assina acordo com a ANP

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 22/10/2021, informa que assinou no último dia (1/7) acordo com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) relacionado à cobrança de royalties sobre a operação da Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), localizada em São Mateus do Sul, estado do Paraná, bem como o contrato de concessão para disciplinar a pesquisa e lavra de xisto na SIX.

O acordo está sujeito a homologação judicial e, uma vez homologado, encerrará todos os processos judiciais e administrativos relacionados à cobrança de royalties e multas administrativas decorrentes da lavra de xisto betuminoso exercida na SIX.

O acordo envolve o pagamento de R$ 601 milhões (valor com base em junho/22) pela companhia, já provisionados nas demonstrações financeiras da Petrobras.

A decisão de adesão ao acordo está em linha com a política de gestão de riscos associadas à gestão de contingências e com a estratégia de geração de valor através da negociação de valores em litígio.

ANP publica sobreaviso para intensificar o acompanhamento do mercado de óleo diesel A S10

A ANP publicou o Sobreaviso no Abastecimento nº 02/2022/SDL/ANP, com o objetivo de intensificar o monitoramento das importações de óleo diesel A S10. A medida foi aprovada pela Diretoria da Agência no último dia (30/6).

A ANP monitora permanentemente o mercado de combustíveis. No momento, o abastecimento está regular em todo o território nacional. O Sobreaviso no Abastecimento visa permitir que o acompanhamento das importações de diesel A S10 seja intensificado, em face da situação geopolítica mundial atual.

Assim, os produtores e distribuidores listados no Sobreaviso (os mesmos que já estavam listados no Comunicado de Sobreaviso nº1/SDL/ANP, de 21 de março de 2022) deverão informar à ANP, por meio de formulário específico, a relação de todas as importações já contratadas de óleo diesel A S10 que ainda não foram nacionalizadas, discriminando: porto de origem, data efetiva de embarque, volume em metros cúbicos (m³), porto de destino no Brasil, data prevista de chegada e terminal (ou base) de armazenamento (sejam operações realizadas diretamente com o mercado externo ou por intermédio de terceiro).

Devem também ser informadas, pelos mesmos agentes, caso ocorram, dificuldades de contratação de importação e/ou de navio para importação de óleo diesel A S10 para o Brasil. Neste caso, será necessário descrever detalhadamente as circunstâncias de restrição de importação, localidade e se a referida restrição é total ou parcial, assim como informações adicionais pertinentes.

O envio de novas informações sobre as importações de óleo diesel A S10 não exclui as obrigações já postas aos agentes relacionados no Comunicado de Sobreaviso nº1/SDL/ANP, de 21 de março de 2022. Assim, todos os distribuidores e produtores relacionados no primeiro comunicado precisarão continuar enviando todos os dados já rotineiramente submetidos.

Os Sobreavisos no Abastecimento nº 01 e nº 02, bem como o formulário para envio das informações à ANP podem ser consultados na página Sobreaviso no Abastecimento de Combustíveis.

Shell e Jardim Botânico do Rio celebram parceria inédita pata impulsionar o programa Ecomuseu

Em sua primeira fase, o acordo inclui a reforma e a transformação do Museu do Meio Ambiente do JBRJ

Com investimento inicial de R$ 10 milhões em um acordo de três anos, a Shell Brasil agora é Patrocinadora Master do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), referência mundial para pesquisa em botânica e conservação da biodiversidade, além de patrimônio cultural e histórico do país. Em sua primeira fase, a parceria inclui a reforma e a transformação do Museu do Meio Ambiente do JBRJ em porta de entrada e receptivo do Programa Ecomuseu. Esse conceito traz para o Jardim Botânico a perspectiva de um museu de território, com conexão de todo seu acervo bicentenário, oferecendo aos visitantes uma visão integrada do vasto patrimônio histórico e natural ali presente. O acordo, que prevê outras benfeitorias e ações gratuitas para o público ainda em 2022, foi firmado no último dia04 (28/06).

Obras e reformulação do espaço para cariocas e turistas – o casarão do século XIX, que hoje abriga o Museu do Meio Ambiente, passará por uma grande transformação e sua reinauguração está prevista para o segundo semestre de 2023. A reabertura contará com uma exposição permanente de longa duração e marcará uma nova fase do Programa Ecomuseu, transformando a história bicentenária do JBRJ em um grande museu a céu aberto. Um ecomuseu é um museu territorial e o seu acervo é tudo que está dentro daquele local. Atualmente, o Jardim Botânico do Rio reúne mais de 22.700 plantas nas coleções vivas e cerca de 3.400 espécies cultivas em seu arboreto, com área de visitação pública de 54 hectares, além de possuir um centro de pesquisas com a mais completa biblioteca de botânica do país, com aproximadamente 110 mil volumes, e o maior herbário da América do Sul, abrigando mais de 850 mil amostras de plantas catalogadas.

“Devolver para o Rio o Museu do Meio Ambiente e ajudar a transformar todo o acervo bicentenário do JBRJ em um grande ecomuseu é motivo de verdadeiro orgulho para a Shell. Valorizar uma instituição tão importante como o Jardim Botânico é acreditar no desenvolvimento sustentável e no respeito à natureza, um dos pilares centrais da nossa estratégia global”, celebra André Araujo, presidente da Shell Brasil. Para ele, a parceria é mais uma clara demonstração da companhia na busca constante pela descarbonização e transição energética, reforçando um compromisso de mais de 100 anos com o Brasil.

Este é o primeiro grande acordo celebrado no âmbito do Marco de Parcerias, lançado pelo Jardim Botânico do Rio no ano passado. Através desta portaria, parceiros que valorizam a conservação da biodiversidade e a disseminação do conhecimento científico podem fazer parte da construção da história do Jardim. O Programa de Parcerias não prevê transferência de recursos financeiros para o JBRJ. Os projetos serão executados diretamente pelo patrocinador ou indiretamente, por meio de operadores, sob a supervisão do Jardim Botânico.

“É com grande alegria e expectativa que celebramos esta parceria de tanto potencial, que impulsionará uma iniciativa inédita para o Jardim Botânico do Rio através da valorização de seu rico acervo científico, histórico e cultural, além de potencializar a disseminação do conhecimento aqui abrigado e produzido”, destaca a presidente do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Ana Lúcia Santoro.

Para execução e gestão do Museu do Meio Ambiente, a Shell selecionou o Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG). “Temos em mãos uma oportunidade de avançar ainda mais no debate da conservação da biodiversidade, mostrando para o público como a produção científica e o trabalho cotidiano do Jardim Botânico são fundamentais para ações do poder público com foco em conservação ambiental”, conta Ricardo Piquet, diretor-presidente do IDG. “A nova fase do Ecomuseu Jardim Botânico do Rio de Janeiro não só nos aproxima desse que é um dos maiores centros de pesquisa do mundo quando se fala em botânica e conservação da biodiversidade, como também fortalece os laços que nós já temos com a Shell, nossa parceira de longa data”, conclui.

A Digitalização na Gestão de Vidas, Alvaro Antunes, CEO da Intcom Solutions

Sem alarde, mas com muita criatividade,foco na necessidade das empresas no que diz respeito à gestão de pessoas, a brasileira Intcom Solutions consolidou uma trajetória de sucesso em pouco mais de dez anos de atividades, nos quais estabeleceu parcerias com corporações globais como a alemã SAP. Com uma posição de destaque no segmento de tecnologia da informação, como desenvolvedora de softwares de gestão de pessoas, tendo o BlueOpex como carro-chefe, a Intcom tornou-se uma parceira estratégica de indústrias de maior complexidade operacional, que mobiliza um grande número de pessoas, como os setores de óleo e gás, offshore e marítimo. Nessa entrevista exclusiva, Alvaro Antunes, fundador e CEO da Intcom, recém-chegado de dois grandes eventos internacionais – OTC 2022, nos estados Unidos, e International SAP Conference for Energy 2022, na Holanda, conta como a empresa vem acelerando a transformação digital na gestão de pessoas, riscos e operações.

Oil & Gas Brasil: O que move a Intcom, que em pouco mais de dez anos se internacionalizou e conquistou parceiras globais?

Alvaro Antunes: A preocupação do time Intcom sempre foi a de criar soluções tecnológicas que tragam benefícios reais não somente às pessoas que precisam dela, que vivem diariamente aquela realidade, mas principalmente para aquelas que podem ser impactadas positivamente pelo ‘problema’ que a tecnologia resolve. Estamos falando de funcionários, de vidas. Gerenciar
vidas já é um desafio. Na indústria de petróleo esse desafio é ainda maior pela sua complexidade. Estamos falando de dezenas de plataformas/unidades de produção marítimas, centenas de embarcações de apoio de diversas categorias e bases e escritórios espalhados no Brasil e no mundo. Soma-se a isso uma série de requisitos de segurança, compliance das operadoras, que vão desde um visto de trabalho a conhecimentos específicos sobre determinadas atividades, histórico do funcionário, HSE (Health, Safety and Environment), conteúdo local, e ainda exigências da Marinha, dos órgãos de classe dos profissionais do setor, dentre outros.

Oil & Gas Brasil: O que demanda soluções flexíveis, passíveis de serem integradas a outras…

Alvaro Antunes: Criamos soluções independentes, porém complementares, que vão ao encontro de cada desafio. Um
exemplo é uma solução de conformidade e pagamento de verbas e gratificações de funções offshore, considerando diferentes
regras de sindicatos ou acordos coletivos. Essa solução permite à empresa visualizar antecipadamente todas as situações em que ocorrerão pagamentos de verbas extrafolha, o motivo delas e quais opções podem ser adotadas para evitar ou otimizar os custos. Com nossa solução, é possível atuar de forma preditiva, antecipando riscos, custos desnecessários e oferecendo às empresas uma visualização, no longo prazo, de suas operações de planejamento de equipes e logística offshore.

Oil & Gas Brasil: A Intcom está acelerando a transformação digital na gestão de pessoas no mundo offshore. O que muda com as soluções digitais como o Blue Opex e ferramentas que possibilitam inclusive a ‘rastreabilidade’ do colaborador da empresa?

Alvaro Antunes: A Intcom tem buscado levar uma melhor experiência para os colaboradores dos nossos clientes. Como falei, estamos preocupados em impactar estas vidas. Como resultado desta visão, temos o BlueDirect, que é uma ferramenta específica para o colaborador (o chamado end user), que é a pessoa que vai executar o trabalho. Esta ferramenta permite, por exemplo, que ele possa ver, com antecedência, o planejamento de seu trabalho, com informações atualizadas, além de conferir seus documentos, certificados, responder pesquisas de avaliação, consultar seus recebimentos, Ou seja, trata-se de um canal de comunicação entre empresa x colaborador e uma ferramenta de trabalho que otimiza e traz maior transparência aos processos.


(Foto: Divulgação)

Oil & Gas Brasil: Vocês já têm dois escritórios no exterior: nos Estados Unidos e em Portugal. A parceria com a SAP, iniciada em 2019, acelerou a internacionalização?

Alvaro Antunes: Nosso processo de internacionalização se deu alguns anos atrás, ao participar de grandes feiras e eventos
internacionais, como a OTC em Houston, constatamos que a capital mundial do Petróleo é Houston no Texas e a maioria das empresas do setor possuem escritórios lá. As decisões de adoções de tecnologia passam por Houston. A parceria com a SAP reforçou ainda mais esta ideia, uma vez que ela também possui um office dedicado ao setor de Energia em Houston, cidade na qual decidimos abrir nossa filial em 2019. Eu diria que a nossa postura de seguir investindo, criando novas tecnologias, mesmo durante crises, como a do petróleo e a gerada pela pandemia de Covid-19, nos permitiu avançar e conquistar novos mercados.

A parceria com a SAP veio para fomentar e acelerar nosso crescimento, uma vez que ela oferece uma oportunidade ímpar de escalabilidade de nossas soluções a nível mundial.

Oil & Gas Brasil: Na Europa, vocês abriram escritório em Portugal. Por que Portugal? Qual a importância dessa presença: o que já resultou em ermos de negócios ou parcerias?

Alvaro Antunes: Portugal possui um acordo de comercio muito positivo com o Brasil, principalmente para empresas de tecnologia, além da facilidade da língua. O escritório em Lisboa nos oferece uma base para suportar as operações na Europa, Ásia e África. Desde a abertura dessa filial, conseguimos avançar com parcerias estratégicas importantes como clusters de inovação e programas de aceleração.

Oil & Gas Brasil: Vocês pretendem abrir novos escritórios no exterior, seja na Europa ou em outros continentes, como Asia? Afinal, se o mundo é cada vez mais digital qual a importância de ter ainda presença física em alguns locais?

Alvaro Antunes: Nosso negócio é digital, mas com suporte local onde atuamos. Sabemos da importância de estar próximo aos clientes, ao mesmo tempo em que temos a flexibilidade de trabalhar de onde estivermos. A Intcom possui uma parceria com uma famosa rede de escritórios compartilhados mundial, o que nos permite dispor de toda a estrutura física no mundo inteiro, praticamente, quando necessário.

Oil & Gas Brasil: Vamos falar um pouco dos números da Intcom, que mostram a importância da gestão digital de pessoas. Quantas vidas as soluções Intcom gerenciam e quais as expectativas de aumentar esse número?

Alvaro Antunes: Atualmente já são mais de 15 mil vidas gerenciadas por nossas soluções. Elas abrangem, entre outros clientes, 40% da frota de apoio marítimo do Brasil, a maior parte atendendo ao setor de óleo e gás. A expectativa é de dobrar este número até o início de 2023.


(Fotot: Divulgação)

Oil & Gas Brasil: O atendimento ao setor offshore, seja em barcos de apoio seja em plataformas de produção, é altamente complexo, pois não se trata apenas de gerenciar pessoas, como toda a logística. O que representa essa gestão digital em termos de segurança operacional, de redução de riscos, custos?

Alvaro Antunes: Tendo como exemplo uma situação de dia a dia de um departamento de logística de uma empresa offshore, na qua uma área precisa planejar, comprar e garantir a logística de viagens de diferentes colaboradores, outra tem de verificar se todos os documentos destes colaboradores estão prontos, uma terceira verifica o compliance dos treinamentos e certificados e outra verifica os custos e pagamentos. Percebe-se a complexidade e quantos custos e riscos estão envolvidos? Uma ferramenta como o BlueOpex, nosso carro chefe, permite não somente integrar todos estes processos, mas também atuar de forma preditiva e gerencial, mitigando eventuais falhas humanas e preocupada na otimização dos custos. Traz um impacto tão positivo que, em alguns casos, chega a 30% de redução dos custos atuais.

Oil & Gas Brasil: Que ações preditivas a gestão digital de pessoas possibilita ao cliente?

Alvaro Antunes: Estas tecnologias, como as mencionadas no BlueOpex, permitem aos gestores identificarem antecipadamente situações de risco, quebra do compliance, não atendimento ao conteúdo local, pagamentos duplicados ou desnecessários, riscos de downtime (paragem) das embarcações, multas das operadoras, dentre outros.

(Foto: Divulgação)

Oil & Gas Brasil: Quais as projeções para os próximos anos?

Alvaro Antunes: Seguimos firmes na digitalização e busca por inovações em People Management e People Logistics ou HR TECH. Já estamos atuando em novos mercados, como a agroindústria, a mineração e a siderurgia, e pretendemos ampliar ainda mais nossa atuação em nível global com a parceria SAP.

Eventos são canais de internacionalização

Estar presente em eventos internacionais nos setores em que atua é parte da estratégia da Intcom Solutions, que participa de missões, conferências e congressos no exterior, entre os quais:

ADIPEC 2021 – Selecionada como case de inovação pela APEX-Brasil, a Intcom esteve na Abu Dhabi International Petroleum
Exhibition and Conference (ADIPEC), na qual expôs seus produtos e serviços, com soluções direcionadas à gestão de embarcados (BlueOpex), gestão de processos de Joint Ventures (BlueJV) e gestão de iniciativas de ESG (BlueCarbon).

OTC 2022 – A Intcom participou mais uma vez do maior evento tecnológico offshore, divulgando a nova parceria com a gigante SAP e apresentando o BlueOpex, uma solução integrada diretamente ao SAP Industry Cloud® Solutions para Oil & Gas
e Energia, focada em planejamento de recursos, otimização de produtividade, funcionários terceirizados e medição de contratos.

SAP Conference for Energy 2022 – Em evento mundial de energia realizado em Amsterdã o ‘International SAP Conference for Energy’, evento promovido pela SAP e T|A|C Events, o BlueOpex, uma solução SAP Industry Cloud, é anunciado pela SAP como a solução de Gestão e Planejamento de Equipes para operações complexas do setor de Oil, Gas & Energy.

HYPERFAIR 2022 – Primeiro evento no formato Metaverso realizado pela SAP no Brasil. A Intcom foi única empresa de staff management dentro do Industry Cloud SAP na América Latina a ter um estande virtual, no qual promoveu o BlueOpex. Uma solução Industry Cloud capaz de elaborar o planejamento rápido e eficiente de suas equipes, eliminando os riscos de compliance, atrasos e problemas durante as operações.

Segurança operacional offshore – Um desafio Permanente (Por Flavia Vaz)

O acidente ocorrido em 20 de abril de 2010 com plataforma de perfuração Deepwater Horizon, da BP, no Golfo do México, nos Estados Unidos, que matou 11 pessoas e vazou cerca 4,9 milhões de barris milhões de barris de petróleo, reabriu o debate
– desta vez mais acirrado – quanto aos requisitos e regulações relacionadas à segurança operacional offshore.

Além da perda de vidas, foi enorme o impacto socioeconômico e ambiental desse acidente que espalhou petróleo pela costa do Texas, Louisiana, Mississipi, Alabama e o Norte da Flórida, devastando a vida marinha e costeira, bem como as
economias desses estados nos quais as principais atividades são a pesca e o turismo.

Apesar de todos os avanços tecnológicos implementados nas atividades-chaves da indústria de óleo e gás – a exploração e produção –, falhas técnicas e humanas podem gerar ocorrências sem precedentes, como a desse acidente, cujos custos totais chegaram a ordem de grandeza de cerca de US$ 100 bilhões à BP até os dias atuais. A discussão sobre segurança operacional ganhou outro contorno no Brasil, que extrai 97,4% do petróleo e 86,7% do gás natural de reservas no subsolo marítimo a partir de plataformas offshore. Afinal, o país se posiciona como o detentor da maior frota do mundo de FPSOs (floating, production, storage and offloading), as unidades flutuantes de produção, armazenamento e escoamento, que estão, na sua maioria, operando nas principais bacias marítimas produtoras, como a de Santos, Campos e Espírito Santo.

Marco Regulatório

A liderança tecnológica brasileira da Petrobras nas atividades de e exploração e produção offshore está embasada em um corpo
técnico qualificado, tanto na área operacional como no Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes) e nas 15 diretrizes de sua Política de Segurança, Meio Ambiente e Saúde. Ela também segue todos os requisitos, normas e preceitos do marco regulatório que vem sendo construído pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nos últimos 25 anos.

Seu ponto de partida é a Resolução ANP n° 43/2007, que instituiu o regime de segurança operacional e o regulamento técnico do Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional (SGSO), aplicável às instalações marítimas de perfuração e produção de petróleo e gás natural. Ela estabelece os critérios de segurança para condução das atividades de E&P, provendo elementos que permitem à ANP exercer a fiscalização no sentido de educação e orientação dos agentes econômicos, bem como da prevenção e repressão das condutas violadoras.

O marco regulatório do Brasil é considerado um dos mais avançados do mundo, juntamente com a regulamentação da
Noruega, outra líder em tecnologia offshore, sendo a ANP integrante do International Regulators’ Forum (IRF). Criado em 1993, o Fórum Internacional das Agências Reguladoras de Petróleo é integrado por instituições de onze países – Austrália (NOPSEMA), Brasil (ANP), Canadá (CNSOPB e C-NLOPB), Dinamarca (WEA), Irlanda (CRU), Mexico (ASEA), Holanda (SSM), Nova Zelândia (WorkSafe), Noruega (PSA), Reino Unidos (HSE e OPRED, essa criada para regular o descomissionamento) e os Estados Unidos (BSEE).

Em 25 anos de atividades, a agência reguladora elaborou resoluções e outras regulamentações para ampliar e promover o aprimoramento contínuo desse marco regulatório (1). Ou seja, as ferramentas que possibilitam a ela realizar a fiscalização de
segurança operacional das atividades de E&P no Brasil.

“Essa fiscalização possui foco preventivo e é executada por meio de auditorias, que verificam a conformidade aos respectivos regulamentos técnicos afetos às instalações e ambientes nos quais se inserem”, pontua a ANP em seu Relatório Anual de Segurança Operacional das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural 2021 2, elaborado pela Superintendência de Segurança Operacional e Meio Ambiente (SSM).

Esse aprimoramento inclui novas regulações que se fazem necessárias frente ao cenário do setor, como, por exemplo, a atividade emergente de descomissionamento (que gerou a Resolução ANP n° 817/2020).

A pandemia de Covid-19 também demandou medidas emergenciais da ANP, que editou a Resolução ANP nº 816/2020, alterando temporariamente o arcabouço regulatório, estabelecendo procedimentos a serem adotados pelos agentes regulados durante o estado de emergência. Ela foi substituída pela Resolução ANP n° 820/2020, que teve vigência até 31/03/2021, e essa, pela Resolução ANP nº 836/2020, a qual estabeleceu novos procedimentos para os operadores de E&P.

De acordo com o Relatório Anual 2021, a SSM segue em frente no trabalho de revisão do arcabouço regulatório, com vistas à elaboração de “um único instrumento normativo, dos diversos regulamentos técnicos da estrutura regulatória
referente à segurança operacional do setor de E&P, como preconiza o Decreto nº 10.139/2019)”.

Esse trabalho já resultou, em 2021, na substituição da Resolução ANP nº 37/2015, pela Resolução ANP nº 851, de 20 de setembro de 2021, o qual regulamenta o procedimento de fiscalização de segurança operacional das atividades de E&P e estabelece os casos de concessão de prazo para as Operadoras de Contrato se adequarem aos regulamentos técnicos de gerenciamento de segurança operacional da Agência.

A nova resolução é fruto não apenas de estudos, como também dos resultados das ações de fiscalização realizadas no período de 2015 2019 (anteriores à pandemia da Covid-19). Sua minuta passou por consulta e audiência públicas (3), a última
realizada em 16 de junho de 2021, com grande participação dos agentes regulados, entidades de classe e membros da sociedade civil.

O Relatório Anual da SSM pontua que “a Resolução ANP nº 851/2021 incluiu definições dos conceitos de ação corretiva e ação preventiva, bem como de não conformidades leves, moderadas e graves, e estabeleceu a aplicabilidade do procedimento descrito na Resolução às não conformidades identificadas em investigação de incidentes, conferindo maior clareza e transparência ao processo de fiscalização. A norma destaca a responsabilidade do novo Operador perante a ANP por promover o saneamento das não conformidades previamente identificadas, caso ainda não tenham sido corrigidas, restaurando a condição de segurança da unidade, e ratifica a responsabilidade solidária entre cedente e cessionária nos casos de cessão de
direitos”.


(Foto: Divulgação)

O Debate Continua

O debate em torno do marco regulatório referente à da Segurança Operacional e Meio Ambiente, vem sendo ampliado por meio de eventos realizados pela ANP em conjunto com o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis), Marinha do Brasil (DPC), operadoras, entidades ambientais, órgãos setoriais como IBP (Instituto
Brasileiro de Petróleo e Gás), ABESPetro (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo), ABPIP (Associação
Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás), e entidades técnicas como IADC (International Association of
Drilling Contractors), Abrisco (Associação Brasileira de Análise de Risco, Segurança de Processos e Confiabilidade), a SPE
(Society of Petroleum Engineers).

Os eventos técnicos realizados ou previstos para este ano, a maior parte presencial, refletem isso. Somente a SPE International, organização internacional com mais de 120 mil associados em 134 países, tem vários eventos nos quais a segurança operacional é tema central ou transversal. Foi o caso dos dois SPE Workshop realizados em junho, no Rio de Janeiro em um período de dez dias: Digital Transformation (21-22) e Water Integrity and Management, Holistic Understanding, Injection, wProduction and Disposal (28-30).

Em dois outros eventos que vão acontecer nesse segundo semestre, o debate vai fundo no tema. O primeiro, promovido pela SPE Seção Macaé, é o Workshop de Segurança Operacional de Poços (30 – 31), que será realizado na cidade do Norte fluminense (https://wsop.spemacae.org).

A programação do evento mostra a amplitude dessa questão e a necessidade de “atuar com foco no comportamento humano,
segurança de processo e tecnologias para superar os desafios e alcançar padrões de excelência, além fomentar soluções tecnológicas para contribuir com o aumento do nível de segurança operacional”.

No dia 29 acontecem três sessões, cada uma com um tema central: Fatores Humanos, Riscos e barreiras de segurança, Regulador e operadoras somando esforços para melhores resultados. Haverá ainda duas rodadas de debates com palestrantes da ANP e de Operadoras. No dia 30, as duas sessões programadas trazem como temas Engenharia de confiabilidade e gestão de ativos e Inovação: Soluções Tecnológicas em Segurança Está previsto para novembro um segundo evento, mais amplo, o II Seminário de Segurança Operacional Offshore, organizado pela SPE Seção Brasil e a SPE Seção Macaé (http://www.spebrasil.org/pt/evento/seminario-seguranca-operacional-offshore-desempenho-dos-sistemas-riscos-e-novas-tecnologias). Estão previstas a participação de entidades e dos principais especialistas na área de Segurança da cadeia produtiva de óleo e gás, órgãos reguladores, sociedades classificadoras, profissionais, consultores e docentes.

“O objetivo é suscitar um amplo debate, a troca de informações e propor soluções técnicas que levem a criação de um ambiente mais confiável e seguro ao Homem, ao Meio Ambiente e aos Ativos Empresariais, bem como gerar uma maior integração entre a comunidade envolvida com a segurança operacional em águas brasileiras”, pontuam os organizadores.

Em setembro acontecem mais três eventos presenciais no Rio de Janeiro, nos quais o assunto é mandatório: o SPE Workshop: Integrated Intelligent Well (21-23, https://www.spe.org/events/en/2022/workshop/20ari3/integrated-intelligent-well-completions), a Rio Oil & Gas 2022 (https://www.riooilgas.com.br), promovido pelo IBP ( 26 a 29) e o Brazil FPSO Symposium (http://spebrazilfpsosymposium.com.br), organizado pelas seções Brasil e Macaé da SPE (29-30).

E em novembro, o tema também permeará a discussão em outros dois eventos: Brazil Subsea Symposium (https://subsea-symposium.spebrasil.org), promovido pela SPE Seções Brasil e Macaé (29 – 30) e o SPE Brazil: Flow Assurance Technology Congress 2022 (https://spebrazilfatc.com.br), primeiro evento internacional sobe flow Assurance, termo cunhado pela Petrobras na década de 1990 (15 a 18). Ou seja, segurança operacional offshore está sempre na pauta prioritária da indústria de óleo e gás.

(Foto: Divulgação)

Referências e Fontes:

1. Marco regulatório de segurança operacional consolidado entre 2007 e 2017

Resolução ANP n° 43/2007, que institui o regime de segurança operacional e o regulamento técnico do Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional (SGSO), aplicável às instalações marítimas de perfuração e produção de petróleo e gás natural;

Resolução ANP n° 02/2010, que amplia a aplicação do SGSO em atividades terrestres para empresas que possuem atividades
marítimas e estabelece o regulamento técnico do Sistema de Gerenciamento da Integridade (SGI) estrutural das instalações
terrestres de produção de petróleo e gás natural;

Resolução ANP n° 06/2011, que estabelece o Regulamento Técnico de Dutos Terrestres (RTDT) para a movimentação de petróleo, derivados e gás natural;

Resolução ANP n° 41/2015, que estabelece o regulamento técnico do sistema de gerenciamento da segurança operacional de sistemas submarinos (SGSS); e Resolução ANP n° 46/2016, que estabelece o regulamento técnico do sistema de gerenciamento da segurança operacional da integridade de poços (SGIP).

Disponível em: https://www.gov.br/anp/pt-br/servicos/legislacao-da-anp

2. Relatório Anual de Segurança Operacional das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural 2021.
Disponível em https://www.gov.br/anp/pt-br/assuntos/exploracao-e-producao-de-oleo-e-gas/seguranca-operacional-e-meio-ambiente/arq/raso/v0_2021_relatorio-anual-de-seguranca-operacional.pdf

3. Informações e documentos sobre o processo de consulta
pública da minuta da atual Resolução ANP nº 851 disponíveis em: https://www.gov.br/anp/pt-br/assuntos/consultas-e-audiencias-publicas/consulta-audiencia-publica/consulta-e-audiencia-publicas-no-4-2021

Petrobras estende contrato com a CGG

A  Petrobras concedeu à CGG uma extensão de contrato de quatro anos para seu centro de serviços de reservatórios.

Sob o contrato, a CGG continuará fornecendo seus fluxos de trabalho de caracterização de reservatórios, como geoestatística, 4D e inversão azimutal, além de trazer novas tecnologias para o Brasil para aprimorar ainda mais a compreensão do reservatório.

Isso inclui sua inversão petrofísica baseada em conjuntos EBPetro e EBMatch e correspondência de histórico, fluxos de trabalho de física de rochas com aprendizado de máquina, inversão PP-PS e inversão azimutal conjunta de amplitudes e velocidades.

A equipe interna de especialistas em caracterização de reservatórios da CGG trabalhou com a Petrobras nos últimos 15 anos, apoiando suas equipes de ativos na otimização do valor de seus dados sísmicos e na resolução de desafios geofísicos presentes nos campos do pré-sal e pós-sal do Brasil.

Peter Whiting , EVP, Geoscience, CGG, disse: “ Ao longo de nossa parceria de longa data com a Petrobras, nosso centro de serviços de reservatórios dedicado estabeleceu uma forte reputação de excelência técnica. Esperamos continuar a fornecer o mais alto padrão de serviço e demonstrar a elevação que nossas mais recentes capacidades proprietárias de caracterização de reservatórios podem trazer para o entendimento de reservatórios no Brasil .”

As duas empresas também assinaram recentemente um acordo de licenciamento expandido de cinco anos para o software de imagem sísmica Geovation da CGG.

A gigante brasileira de petróleo e gás usa a plataforma de imagens sísmicas há mais de uma década e o novo acordo deve dar a seus geocientistas acesso a inovações, incluindo inversão de forma de onda completa (FWI), e aprimorar seus recursos de imagem.

No início deste ano, a CGG ganhou um  contrato de imagem sísmica de nó fundo oceânico (OBN) em duas partes  para o Reservatório Compartilhado Sapinhoa ​​na Bacia de Santos, no Brasil. A Petrobras é a operadora da concessão onde está localizado o campo de Sapinhoa ​​com 45% de participação.