Petrobras investirá R$10 milhões em projetos que valorizam a cultura brasileira

Chamada pública do Programa Petrobras Cultural divulga 15 iniciativas contempladas

Samba carioca e capixaba, línguas indígenas, música afro-brasileira maranhense, Movimento Armorial de Ariano Suassuna… A diversidade de projetos selecionados na chamada pública Petrobras Cultural – Múltiplas Expressões, cujo resultado foi divulgado nessa terça-feira (21/06) reflete o mosaico cultural brasileiro.

Voltada para projetos desenvolvidos em museus e instituições culturais, a chamada selecionou iniciativas em 10 Estados brasileiros, com atividades como festivais e exposições que valorizam as diversas expressões da cultura nacional, incluindo arte, cultura popular, folclore, regionalidades e temas históricos. Os projetos ocorrerão em 15 espaços culturais do país e receberão investimentos de R$10 milhões, juntando-se aos 54 patrocínios vigentes do Programa Petrobras Cultural.

“Acreditamos que incentivar projetos que valorizam a riqueza cultural do Brasil é uma importante participação da companhia na sociedade. O resultado é uma contribuição contínua não só para viabilizar os projetos e o acesso do público: estimulamos toda a cadeia produtiva do setor, que envolve eventos, comércio, empregos e turismo, gerando impacto positivo na economia”, afirma a gerente executiva de comunicação  da Petrobras, Fernanda Bianchini.

Todas as iniciativas participantes da chamada Petrobras Cultural – Múltiplas Expressões contam com apoio de leis de incentivo à cultura e passaram por um processo rigoroso de avaliação, em que foram analisados mais de 400 projetos, com a participação de especialistas do setor cultural e da Secretaria de Comunicação do Governo Federal, observando os critérios do edital. Integraram a comissão de avaliação que selecionou os projetos da chamada, a artista plástica Elaine Pinheiro, especialista em produção de exposições em instituições culturais; o pesquisador e historiador de Artes Francisco Dacol, atual diretor-curador do Museu de Arte do Rio Grande do Sul; Joana Corrêa, doutora em Antropologia, especialista em gestão cultural e a historiadora Tânia Rodrigues, Gerente do Núcleo Enciclopédia, do Itaú Cultural.

Os projetos vencedores incluem atividades educativas e ações de acessibilidade, transmitindo informação e conhecimento com incremento da experiência do público nos espaços culturais. A seleção por meio de chamada pública reforça a transparência da Petrobras nos seus processos de escolha de patrocínios, focada em segmentos específicos da cultura.

Projetos selecionados:

São Paulo

Ronoel Simões: a singularidade no violão brasileiro (São Paulo/SP): Atividades no Centro Cultural São Paulo para divulgação da Coleção Ronoel Simões, um dos maiores acervos de partituras e gravações de violão dedilhado do Brasil.

Exposição de Línguas Brasileiras ( São Paulo/SP): Exposição temporária no Museu da Língua Portuguesa com foco em línguas indígenas.

Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras (São Paulo/SP): Evento que inclui exposições, apresentações e oficinas de artesanato e arte popular de todo o Brasil, com exposição de mais de 40 mil peças artesanais, no Pavilhão da Bienal de São Paulo.

Rio de Janeiro

Casa da Cultura de Paraty – Exposição (Paraty/RJ): Exposição presencial e virtual sobre a história da cultura de Paraty, com atividades educativas para escolas.

Rolé Carioca visita Museu Histórico Nacional (Rio de Janeiro/RJ): Programa educativo e atividades em comemoração aos 100 anos do Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro, com visitas mediadas para escolas, professores e público. Integra o circuito de atividades do Bicentenário da República.

“Aos Heróis da Liberdade” (Rio de Janeiro/RJ): exposição temática com experiências imersivas no Museu do Samba, no Rio, com a história da população negra contada através de sambas.

Paisagens fluminenses: imagens e formas (Rio de Janeiro/RJ): Exposições artísticas e atividades educativas na Casa França Brasil, sobre movimentos e artistas de impacto na região.

Amazonas / Rio de Janeiro

Vozes da Natureza (Manaus/AM, Rio de Janeiro/RJ): Série de concertos em diferentes formações, com temática da relação entre música e a natureza brasileira, no Teatro Amazonas e no Jardim Botânico do Rio, juntando música, tecnologia e sons da natureza.

Espírito Santo

Samba que Eu Quero Ver – Mostra Cultural de Bamba de Vitória (Vitória/ES): Mostra cultural sobre a história do samba capixaba no Palácio Cultural Sônia Cabral.

Minas Gerais

Instituto Inhotim – Exposição Abdias do Nascimento – Atos III e IV (Brumadinho/MG): Exposição no Instituto Inhotim sobre a obra do artista Abdias do Nascimento, em parceria com o Museu da Arte Negra.

Cora do Rio Vermelho visita Minas Gerais (Belo Horizonte/MG, Juiz de Fora/MG, Uberlândia/MG, Tiradentes/MG): Espetáculo com apresentações, debates e oficinas sobre a obra da poeta e contista goiana Cora Coralina, com produção de documentário sobre histórias da vida na zona rural. No SESC Palladium em BH, Teatro Paschoal Carlos Magno (Juiz de Fora), Centro Cultural Yves Alves (Tiradentes) e no Teatro Municipal de Uberlândia.

Rio Grande do Sul

Plano Plurianual de Atividades Culturais 2021-2022 Fundação Iberê (Porto Alegre/RS): Programação de atividades artísticas e socioeducativas na Fundação Iberê Camargo, integrando as comemorações dos 250 anos da cidade.

Maranhão

I Festival Ayó de Música Negra do Maranhão (São Luís/MA): Shows com cantores e mestres da música afro-brasileira no Museu Casa do Maranhão, valorizando a cultura popular.

Tocantins

Pixinguinha e Os Oito Batutas: Uma viagem pelo mundo do Choro (Palmas/TO): Apresentações didáticas do grupo musical Reminiscências focadas na música brasileira, no Museu Histórico do Tocantins (Palacinho) e Museu Memorial Coluna Prestes.

Pernambuco / Paraíba

Movimento Armorial 50 anos (Recife/PE e Campina Grande/PB): Circulação da exposição de grande porte sobre o Movimento Armorial em Recife e Campina Grande, cidades onde viveu Ariano Suassuna, fundador desse movimento que valoriza a cultura nordestina na literatura, música, teatro e artes plásticas.

Dow promove webinar para desmitificar segredos de lubrificante industrial de alta performance para compressores e redutores

Evento gratuito terá ainda o lançamento do portal ‘Lubes in Motion’, com conteúdos sobre lubrificação industrial.

A lubrificação de peças e componentes da linha de produção é essencial para evitar a perda precoce de máquinas e equipamentos, prevenir eventuais acidentes de trabalho, além de representar mais economia e eficiência na operação industrial.

Com o objetivo de debater sobre esse mercado e as aplicações que estão sendo criadas a fim de acelerar o desenvolvimento técnico sustentável do setor de lubrificação industrial, a Dow realizará webinar no dia 28 de junho, das 9h às 10h, com inscrição gratuita. Na oportunidade, será lançado o ‘Lubes in Motion’ (lubesinmotion.com.br), um portal de conteúdos que irá trazer notícias e novidades sobre lubrificação de máquinas.

Entre os principais temas em debate no webinar estão:

· As 7 dimensões para a boa lubrificação industrial
· Transferência de calor: um importante parâmetro
· Qual a melhor tecnologia para compressores e engrenagens?

Participantes:

Alexandre Lembi – Gerente Comercial de Lubrificantes da Dow para o Brasil

Eduardo Lima – Especialista Técnico em Lubrificantes da Dow para a América Latina

Juan Pablo Watty – Gerente de Lubrificantes da Dow para a América Latina

Celso Oliveira – Diretor Comercial de Lubrificantes da Pochteca Coremal

Serviço:

Data: 28 de junho de 2022
Horário: das 9h às 10h
Link para inscrição gratuita: https://www.dow.com/pt-br/webinar-registration.html?webinarId=627c0158db378a758def4af1&li_fat_id=6a3281c2-4981-4f2b-a148-eac733ce7218

Sobre a Dow

A Dow (NYSE: DOW) combina alcance global; escala e integração de ativos; inovação focada e expertise em ciência dos materiais; liderança em frentes de negócio; e em ESG (meio ambiente, social e governança) para alcançar crescimento lucrativo e possibilitar um futuro mais sustentável. Sua ambição é se tornar a empresa de ciência dos materiais mais inovadora, centrada no cliente, inclusiva e sustentável do mundo. O portfólio diferenciado de plásticos, intermediários industriais, revestimentos e silicones da Dow oferece uma grande variedade de produtos e soluções de base científica a clientes em segmentos de mercado de alto crescimento, como embalagens, infraestrutura, mobilidade e aplicações para o consumidor. A Dow opera 104 unidades fabris em 31 países e emprega cerca de 35.700 pessoas. Em 2021, gerou aproximadamente US$ 55 bilhões em vendas. Referências à Dow ou à Companhia significam a Dow Inc. e suas subsidiárias. Para obter mais informações, acesse www.dow.com ou siga @DowNewsroom no Twitter.

DOF Subsea e Petrobras continuam trabalhando juntas

A DOF Subsea garantiu a extensão de quatro contratos PIDF com a Petrobras.

As extensões demandarão uma frota de pelo menos três navios operando por 18 meses em continuidade direta ao cronograma original, realizando inspeção de dutos flexíveis, risers e equipamentos submarinos na Bacia de Campos, Bacia de Santos, Campo de Marlin e Bacia do Espírito Santos.

As inspeções serão avaliadas e processadas pela equipe de Engenharia Submarina da DOF no Brasil, responsável por entregar relatórios técnicos sobre as condições das instalações submarinas no Brasil.

De acordo com a empresa, as extensões adicionam mais de US$ 100 milhões no backlog.

“Estou muito satisfeito por esses prêmios garantirem a utilização de nosso pessoal e nossos ativos e adicionarem um importante histórico ao Grupo. Isso fortalece ainda mais nossa posição de liderança no Brasil dentro da IMR e confirma nosso longo relacionamento com a Petrobras”, disse Mons S Aase , CEO da DOF Subsea.

A Petrobras já havia usado os serviços da DOF Subsea muitas vezes. Mais recentemente, a empresa brasileira concedeu contratos de afretamento e serviços de longo prazo para as empresas de propriedade da DOF Norskan Offshore e DOF Subsea Serviços Brasil.

Os navios de reboque e abastecimento de âncoras (AHTS) Skandi Angra, Skandi Paraty, Skandi Urca e Skandi Fluminense, operando para a Petrobras e equipados com veículos operados remotamente (ROVs) de classe de trabalho da DOF Subsea, foram contratados por três anos firmes mais dois anos de opções.

No final de maio, as duas empresas DOF ​​conquistaram novos contratos de serviço com a gigante brasileira de petróleo e gás para o navio AHTS Skandi Iguazu, incluindo um ROV.

ANP realiza consulta e audiência públicas sobre biometano

A ANP realiza, até 27/6, consulta pública referente à minuta de alteração de aspectos da Resolução ANP nº 685, de 29 de junho de 2017, que estabelece a especificação do biometano de aterros sanitários e estações de tratamento de esgoto. Também será realizada audiência pública sobre o tema, no dia 8/7.

A minuta de resolução tem como objetivo principal contribuir para o atendimento, pelos produtores de biometano, à Resolução ANP nº 685/2017, no que se refere à metodologia de análise de halogenados e siloxanos, que são compostos prejudiciais à saúde e/ou que podem danificar os equipamentos de produção de energia, motores de veículos, entre outros , que precisam ser removidos no processo de produção do biometano.

Além disso, a minuta propõe a exclusão de prazo para a contratação de laboratórios acreditados no Inmetro para realização de tais análises, conforme estabelecido atualmente no § 2º do artigo 5º da mencionada Resolução. A revisão proposta também atenderá ao disposto no Decreto nº 10.139/2019, que trata da padronização de dispositivos e estruturas de atos regulatórios.

Estima-se que as alterações previstas na minuta não irão gerar custos regulatórios, pois, além de incluir mais um método de análise dos contaminantes, a norma ABNT NBR 16562 – já implementada pelos laboratórios hoje capacitados a analisar biometano –, flexibilizará o atendimento ao dispositivo que exige dos laboratórios acreditação na norma ABNT NBR ISO/IEC 17025, para análise desses contaminantes.

A consulta e a audiência públicas buscam, além de dar publicidade, transparência e legitimidade às ações regulatórias da ANP, obter contribuições sobre tema de interesse geral de agentes econômicos, consumidores e usuários de bens e serviços da indústria do petróleo, gás natural e biocombustíveis.

A minuta colocada em consulta e audiência públicas não faz parte da Agenda Regulatória da ANP, em que se encontra processo de revisão mais amplo e completo das resoluções que tratam do biometano. O objetivo é unificar a Resolução ANP nº 8, de 30 de janeiro de 2015, que estabelece a especificação aplicada ao biometano oriundo de produtos e resíduos orgânicos agrossilvopastoris e comerciais destinados ao uso veicular (GNV) e às instalações residências e comerciais, e a Resolução ANP nº 685, de 29 de junho de 2017, que estabelece a especificação do biometano de aterros sanitários e estações de tratamento de esgoto e as obrigações quanto ao controle da qualidade a serem atendidas pelos diversos agentes econômicos que comercializam o produto em território nacional.

Seminário da ANP divulgará dados sobre exploração de petróleo e gás natural

A ANP realiza hoje (22/6), às 14h30, o 2º Seminário Instrumentos de Divulgação de Informações sobre Exploração de Petróleo e Gás Natural. O evento será online, com transmissão pelo canal da ANP no YouTube.

No seminário, serão apresentados dados sobre exploração de petróleo e gás no país, disponíveis no Painel Dinâmico da Fase de Exploração e no Relatório Anual de Exploração 2021.

Veja abaixo a programação:

14h30: Abertura

Fernando Moura – Diretor da ANP

14h40: Divulgação de Informações de Exploração de Petróleo e Gás Natural

Marina Abelha – Superintendente de Exploração da ANP

14h50: Relatório Anual de Exploração 2021

Lydia Hughenin Queiroz – Superintendência de Exploração da ANP

Rosana de Rezende Andrade – Superintendência de Exploração da ANP

15h20 Painel Dinâmico da Fase de Exploração

Lydia Hughenin Queiroz – Superintendência de Exploração da ANP

15h40: Perguntas e respostas

16h: Encerramento

ABPIP protocola no CADE manifestação contra venda da Gaspetro à Compass

A Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP) protocolou na última segunda-feira (20), junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), um manifesto em apoio aos princípios do Novo Mercado de Gás e apresentando razões pelas quais não deveria ser admitida a compra da participação da Petrobras na Gaspetro pela Compass (Grupo Cosan), dado que trará prejuízo à concorrência no elo da cadeia de comercialização de gás natural.

A Associação junta-se a diversas outras entidades que entendem que o ingresso de novos produtores no mercado de comercialização de gás será prejudicado, uma vez que a Compass, ao adquirir a Gaspetro, passaria a controlar 70% da demanda de produção de gás no país. “Isso não condiz com os objetivos intrínsecos à concorrência e a participação renderá à um agente privado condições para condutas anticompetitivas contra os ofertantes que estão investindo e se preparando para ingressar no mercado”, explicou Anabal Santos Jr., Secretário Executivo da ABPIP.

Para a Associação, o efeito será prejudicial aos produtores independentes e seus investimentos para ingresso no mercado de comercialização de gás. “A ABPIP se preocupa com a possibilidade da conduta denominada como ‘self-dealing’, ou seja, o direcionamento da demanda das distribuidoras de gás para sua vertente de comercialização, fechando importante parcela desse mercado aos produtores. Em médio prazo, essa situação tende a gerar redução da oferta de gás e do incentivo para investimentos em novos blocos de exploração e produção”, disse Santos Jr. “Essa concentração tende a também reduzir a parcela do mercado de comercialização representada pelos consumidores livres, pois com a redução da oferta e diversidade de ofertantes, os consumidores potencialmente livres tendem a ficar receosos com a migração considerando os riscos de um mercado não concorrencial”, continuou o Secretário Executivo.

Segundo Santos Jr., as preocupações da ABPIP também são compartilhadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) e pelo Comitê de Monitoramento da Abertura do Mercado de Gás Natural (CMGN). “Os produtores independentes desempenham papel importante para concretizar as diretrizes no Novo Mercado de Gás, estabelecidas pelas autoridades, pois um de seus objetivos é atrair novos ofertantes de modo a estimular concorrência. Na prática, isso ocorre com a entrada dos novos produtores no mercado de comercialização de gás, que concorrem na oferta de gás junto às distribuidoras locais, consumidores livres, termelétricas, entre outros usuários do insumo”, explicou.

Esclarecimento sobre reserva para distribuição de lucros

Em relação ao vídeo veiculado no programa Atualidades da TV Pampa, no dia 16 de junho, a Petrobras esclarece que não é verdadeira a informação de que existe uma reserva de R$ 200 bilhões para distribuição de lucros pela companhia. O valor de R$ 208,6 bilhões citado no Formulário de Informações Trimestrais (ITR) do primeiro trimestre de 2022 como “Reserva de Lucros”  inclui diversos itens como, por exemplo, a Reserva Legal (R$ 25,5 bilhões) e a Reserva de Incentivos Fiscais (R$ 3,6 bi), utilizadas para compensar prejuízos fiscais ou aumento do capital social, se houver necessidade; a Reserva Estatutária (R$ 8,6 bilhões), destinada ao custeio de programas de pesquisa e desenvolvimento tecnológico; e a Reserva de Retenção de Lucros (R$ 89 bilhões), voltada prioritariamente à aplicação de investimentos previstos no orçamento de capital da Petrobras. Esta última, conforme previsão legal, também pode ser utilizada para absorção de prejuízo, aumento de capital ou distribuição de dividendos.

Adicionalmente, no grupo de “Reserva de Lucros” constam os dividendos adicionais propostos do exercício de 2021 (R$ 37,3 bi), que foram aprovados pela Assembleia Geral Ordinária (AGO) de acionistas da Petrobras e pagos em 16/05/2022; e os lucros acumulados no primeiro trimestre de 2022 (R$ 44,6 bi), cuja destinação será aprovada pela AGO de 2023 da Petrobras. Importante reforçar que a Reserva de Lucros foi constituída ao longo dos anos em conformidade com a Lei das Sociedades por Ação e Estatuto Social da companhia e não configura obrigação de desembolso.

A Petrobras ressalta que suas demonstrações financeiras, arquivadas na CVM, são preparadas de acordo com os International Financial Reporting Standards (IFRS) emitidos pelo International Accounting Standards Board (IASB) e também em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) que foram aprovadas pela CVM. Adicionalmente, essas demonstrações são objeto de revisão por parte de auditores independentes.

ANP recebe 24 propostas de TAC de conteúdo local, totalizando R$ 1,90 bi em compromissos

A ANP recebeu 24 propostas de celebração de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) de conteúdo local, nos termos da Resolução ANP nº 848/2021, até o último dia 15 de junho (prazo para recebimento de propostas referentes a autos de infração emitidos pela ANP até 17 de dezembro de 2021).
Os compromissos de conteúdo local são os assumidos pelas empresas, nos contratos de exploração e produção (E&P) de petróleo e gás, de contratação de um percentual mínimo de bens e serviços nacionais.
A Resolução ANP nº 848/2021 regulamenta a celebração de TAC relativo a processos sancionadores por descumprimento de compromissos de conteúdo local em contratos que não puderam ser aditados pela Resolução ANP nº 726/2018. Nesses casos, as empresas poderão requerer a substituição do pagamento das multas por novos compromissos de investimentos em bens e serviços nacionais, de forma a estimular a indústria brasileira.
As propostas recebidas totalizam um valor de R$ 1.889.499.425,97, que será investido em bens e serviços da indústria nacional. Esse valor de investimentos supera os valores das multas que seriam aplicadas. Elas são oriundas de 41 autos de infração relacionados com 52 contratos de E&P, contemplando 24 empresas, em consórcio ou individualmente.
São esperados ainda novos requerimentos de TAC relacionados a autos de infração que venham a ser emitidos após 17 de dezembro de 2021 e que se enquadrem no escopo da resolução.
A celebração do TAC é facultativa e configura o reconhecimento do descumprimento da obrigação de conteúdo local prevista no processo sancionador. De acordo com a resolução, o TAC substitui o processo administrativo sancionador, com o seu respectivo arquivamento após a celebração do termo. 
 
Os compromissos de aquisição de bens e serviços das propostas de TAC são compatíveis com o art. 17 da Resolução ANP nº 848/2021 e se concentram nas atividades de exploração e desenvolvimento da produção em áreas da Rodada Zero, cujo contratos não estabelecem percentuais mínimos de conteúdo local a serem alcançados, e em operações de exploração e desenvolvimento da produção no exterior, ou seja, com a exportação de bens e serviços nacionais.
Seguindo o rito estabelecido na Resolução ANP nº 848/2021, as propostas recebidas serão analisadas pela ANP no que tange à exequibilidade e razoabilidade dos prazos e, após manifestação da Procuradoria Federal junto à ANP, serão objeto de deliberação da Diretoria Colegiada.

A ANP dará publicidade e transparência à celebração, ao acompanhamento e à fiscalização dos TACs relacionados à Resolução ANP nº 848/2021. 

RenovaBio: ANP aprova consulta e audiência públicas sobre redução das metas

A Diretoria da ANP aprovou a realização de consulta e audiência públicas sobre alteração na Resolução ANP nº 791/2019. O objetivo é incluir dispositivos que tratarão da sistemática de redução das metas individuais dos distribuidores, em hipótese autorizada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) através do art 2º da Resolução CNPE nº 08/2020, relativa à aquisição de biocombustíveis por meio de contratos de fornecimento de longo prazo.

O CNPE autorizou, através dessa norma, a redução das metas individuais dos distribuidores de combustíveis mediante a aquisição de biocombustíveis por meio de contratos de fornecimento de longo prazo, acrescentando que essa redução deveria ocorrer na forma do regulamento da ANP.

Assim, a minuta de resolução que entrará em consulta pública tem por objetivo atender à determinação do CNPE e é resultado de intensos estudos e discussões com os agentes do mercado sobre o tema. A proposta prevê, em suma, condições e sistemática de redução das metas anuais individuais atribuídas aos distribuidores de combustíveis, pela aquisição de biocombustíveis através de contratos de fornecimento celebrados entre tais agentes econômicos e produtores de biocombustíveis detentores do Certificado da Produção Eficiente de Biocombustíveis.

Entre os principais pontos da nova resolução, encontram-se:

– Fixação de prazos mínimos contratuais para fins de aplicação da redução, estabelecidos de forma diferenciada para cada biocombustível, considerando suas peculiaridades e nível de maturidade dos mercados;

– Escala de redução para diferentes prazos contratuais, privilegiando com maiores descontos aqueles com maior duração: poderão ser abatidos das metas dos distribuidores 50% dos CBIOs gerados a partir de volumes de biocombustível contratados e retirados em contratos com prazo mínimo; 75% dos CBIOs gerados a partir de volumes de biocombustível contratados e retirados em contratos com prazo de um ano superior ao mínimo; e 100% dos CBIOs gerados a partir de volumes de biocombustível contratados e retirados em contratos com prazo de dois anos superior ao mínimo;

– Incidência dos percentuais de redução sobre a quantidade de CBIOS equivalente ao volume contratado e retirado pelo distribuidor, que deve ser calculado utilizando-se o fator de emissão de CBIO (tCO2eq/L) do Certificado da Produção Eficiente de Biocombustíveis de cada unidade produtora contratada no momento da geração de lastro para emissão de CBIOs, por nota fiscal submetida pela unidade produtora contratada na Plataforma CBIO;

– Limitação da redução da meta individual do distribuidor a 20%, em respeito ao disposto no art. 7º do Decreto nº 9888/2019, independentemente do quantitativo de contratos e volume;

– Apuração anual do cumprimento do contrato para fins de abatimento da meta, de acordo com a data das notas fiscais eletrônicas enviadas através da Plataforma CBIO no período de contrato, de modo que os distribuidores poderão usufruir do abatimento das metas anualmente, ainda que o contrato tenha duração de vários anos.

A realização de consulta e audiência públicas tem como principal objetivo obter dos agentes econômicos envolvidos/afetados, consumidores ou usuários de bens e serviços da indústria do petróleo, gás natural e biocombustíveis contribuições e sugestões de aprimoramento da minuta de resolução.

Axis lança câmera com fabricação própria protegida contra explosões

O modelo PTZ, AXIS XPQ1785, chega ao mercado com analíticos para a detecção precoce de incêndios em grandes áreas

A câmera AXIS XPQ1785 é a primeira protegida contra explosões da Axis Communications fabricada internamente pela empresa sueca líder mundial em vídeo em rede. O modelo PTZ é projetado para monitorar grandes áreas e conta com certificação para o uso em zonas perigosas, como fábricas, plataformas de petróleo, indústria, e áreas com risco iminente de incêndios, como reservas florestais, em todo o mundo. O equipamento chega ao mercado com uma solução analítica de detecção de fumaça e incêndio pré-instalada, que fornece um nível adicional de segurança para a identificação precoce de incêndios, uma vantagem real em aplicações relacionadas à saúde, segurança e meio ambiente.

“Estou certo que muitas pessoas já sabiam que a Axis tinha câmeras protegidas contra explosão em seu portfólio de produtos há anos, mas uma câmera self-made deste tipo oferece inúmeras vantagens. Agora podemos otimizar o design de todos os aspectos do equipamento, desde o sistema ARTPEC no chip até a caixa à prova de explosão. Além disso, os clientes têm a tranquilidade de poder acessar todos os recursos avançados das câmeras Axis e, ao mesmo tempo, desfrutar de proteção máxima contra em situações críticas”, explica o gerente global de produtos e responsável pelas câmeras protegidas contra explosão da Axis Communications, Jesper Olavi.

A câmera fabricada em aço inoxidável (316L) possui certificações internacionais Classe I/II/III, Divisão 1 e Zona 1/21 para o uso em zonas perigosas – atendendo aos requisitos NEC, CEC, ATEX, IECEx e outros. Equipada com a solução analítica de detecção de fumaça, é possível identificar sinais de fumaça ou fogo em ambientes potencialmente inflamáveis, ajudando a proteger as pessoas e minimizar os riscos.

“O controle do design da caixa é essencial, pois permite adaptar a estrutura às características da câmera, em vez de ter que fazer o contrário. Assim, a caixa à prova de explosão nunca limitará as possibilidades de uma câmera Axis, em aspectos como campo de visão, faixa de temperatura de trabalho ou opções de conectividade. Além disso, as certificações internacionais e os números de peça exclusivos se traduzem em maior simplicidade, reduzindo os prazos de entrega, melhorando a disponibilidade em todo o mundo e oferecendo aos clientes grande flexibilidade de implantação” complementa Olavi.

Principais recursos da AXIS XPQ1785:

  • Certificações internacionais para áreas classificadas
  • Analíticos de detecção de fumaça
  • Zipstream e Lightfinder
  • HDTV 1080p e zoom óptico de 32x
  • Suporta temperaturas de -40°C a 60°C

Ultraresistente, o modelo ainda facilita o monitoramento remoto dos processos de produção, reduzindo ao mínimo as visitas profissionais a ambientes restritos e com risco de explosão. Além disso, pode usar energia CA de 110-230V, portanto, nenhuma fonte de alimentação externa é necessária. E as portas RJ45 e SFP garantem uma instalação fácil em diferentes cenários. “Com a fabricação interna das câmeras protegidas contra explosão, podemos garantir desempenho e qualidade em todos os níveis, além de integrar a cibersegurança em todas as etapas da cadeia de suprimentos. Temos total controle de todo o processo e, assim, podemos aproveitar ao máximo nossos 40 anos de experiência na área de produção”, finaliza o gerente global de produtos .