Anglo American e Porto do Açu anunciam um dos maiores projetos de reaproveitamento de água do país

Reúso de água industrial do maior mineroduto do mundo servirá às empresas instaladas e a projetos de renováveis no empreendimento portuário

Na semana do Dia Mundial do Meio Ambiente, a Anglo American e o Porto do Açu anunciam, na Casa Firjan, uma parceria para estudar, em unidades industriais, o reúso da água que é utilizada na operação do maior mineroduto do mundo, que, com 529 km de extensão, transporta minério de ferro de Conceição do Mato Dentro (MG) ao empreendimento portuário, em São João da Barra, no norte fluminense. Potencialmente, esse deve ser um dos maiores projetos de reaproveitamento de água do Brasil, com um volume que pode chegar a 0,3 m³/s de água reutilizada.

“O projeto representa a capacidade da indústria do nosso estado em ser inovadora nas suas soluções e em conciliar questões que são estratégicas para o desenvolvimento sustentável, apresentando uma iniciativa que representa um verdadeiro marco nos esforços de economia circular como elemento de planejamento para fontes alternativas de abastecimento”, analisou Luiz Césio Caetano, presidente em exercício da Firjan, durante a solenidade de assinatura do documento de parceria entre as empresas.

O minério sai da planta da Anglo American e atravessa 29 municípios até o Porto do Açu, onde passa por um processo de filtragem, com a separação da água e do minério. Depois é armazenado para exportação. Atualmente, o efluente gerado pelo sistema de filtragem da água é tratado e majoritariamente descartado ao mar, seguindo estritamente todos os padrões legais.

A parceria vai estudar o tratamento e a utilização de parte desse efluente nas plantas industriais do complexo (atuais e futuras), para que, gradativamente, o efluente deixe de ser descartado no mar e passe a ser reutilizado.

“Esta é mais uma parceria que vai ao encontro do nosso propósito de reimaginar a mineração para melhorar a vida das pessoas. Ela está alinhada com as metas e os objetivos do nosso Plano de Mineração Sustentável. A ideia é elevar o reúso ao máximo possível em nossas operações”, explica Tiago Alves, gerente de meio ambiente da Anglo American. “A empresa continua trabalhando para incentivar e construir um ambiente cada vez mais sustentável, que traga soluções em prol da sustentabilidade e da sociedade em geral. Temos metas consistentes em nosso Plano de Mineração Sustentável e trabalhamos de maneira sólida para atingi-las”, afirma Wilfred Buijn, CEO da Anglo American.

Em operação desde 2014, o Porto do Açu possui o terceiro maior terminal de movimentação de minério de ferro do Brasil, ergue o maior parque de geração de energia a partir de gás natural da América Latina, com um terminal de GNL e uma termoelétrica de 1,3 GW já em operação, e uma segunda termoelétrica de 1,7 GW em início de construção. Abriga também a maior base de apoio logístico offshore e duas das maiores fábricas de dutos flexíveis para escoamento de petróleo e gás do mundo. Com foco em crescimento sustentável, prevê a industrialização com projetos de energia renováveis e baixo carbono, tais como energia solar, hidrogênio verde e eólica offshore.

“As empresas instaladas no Porto do Açu necessitam de água para diferentes atividades e representam relevante demanda para água de reuso. A iniciativa estimula as práticas de economia circular da água, em linha com as estratégias de sustentabilidade do Grupo Prumo. O efluente também poderá ser reutilizado por empresas que implantarão novos projetos industriais e renováveis no porto, como usinas termelétricas, planta de fertilizantes, produção de pellets, petroquímicas, hidrogênio verde e aço verde”, afirma José Firmo, CEO do Porto do Açu.

Mais sustentabilidade

No âmbito do seu Plano de Mineração Sustentável, a Anglo American busca uma gestão energética inovadora no Brasil, e, nesse sentido, tornou-se autoprodutora de energia renovável, em parceria com a Casa dos Ventos. De dezembro de 2019 até julho de 2020, fechou a aquisição de 235 MW médios de energia elétrica renovável (eólica e solar). Hoje, a matriz de energia elétrica da companhia no Brasil é 100% renovável. A parceria é responsável por uma redução de 30% nas emissões de carbono relacionadas ao consumo de energia elétrica pela companhia no país.

A Anglo American também atua na recuperação e conservação de nascentes, conta com mais de 22 mil hectares em áreas protegidas e investe no desenvolvimento regional sustentável das comunidades anfitriãs de seus empreendimentos com o objetivo de contribuir para a biodiversidade local. Em parceria com o Instituto Espinhaço, está investindo R$ 2 milhões em um projeto que vai recuperar 23 nascentes degradadas das bacias do rio Santo Antônio, que nasce no município de Conceição do Mato Dentro, em Minas Gerais, além de cerca de 8 mil metros lineares de áreas de preservação permanente da região.

Além disso, está direcionando R$ 7 milhões ao programa Juntos pelo Araguaia, lançado pelo Governo Federal em parceria com os governos do Mato Grosso e Goiás. Trata-se da maior iniciativa de revitalização de bacias hidrográficas do Brasil. O objetivo é promover ações de recomposição de áreas florestais, preservação de nascentes e conservação do solo e da água na Bacia do Rio Araguaia, além de implantar ações de saneamento em cidades da região.

A companhia possui dois negócios no país: produção de minério de ferro, em Minas Gerais, e níquel, em Goiás. O Minas-Rio conta com logística integrada. A mina e o beneficiamento estão instalados em Conceição do Mato Dentro, em Minas Gerais, e se ligam ao Porto de Açu, no Rio de Janeiro. A expectativa de produção este ano é de 22 a 24 milhões de toneladas de minério de ferro.

A empresa produz um minério premium, com alto teor de ferro (cerca de 67%) e baixo índice de contaminantes, muito demandado pelas siderúrgicas asiáticas por diminuir o nível de poluentes da produção de aço.

Petrobras sobre ofício do Ministério das Minas e Energia

A Petrobras informa que recebeu ofício do Ministério das Minas e Energia na última quinta-feira (9/6), às 20h04, em referência à Assembleia Geral Extraordinária da Petrobras, indicando dez candidatos do acionista controlador para as oito vagas a serem preenchidas para o Conselho de Administração (CA) da Petrobras, caso seja aprovada a destituição do Sr. José Mauro Ferreira Coelho.

O acionista controlador indicou os seguintes candidatos:

Currículos:

Gileno Gurjão Barreto
Caio Mario Paes de Andrade
Edison Antonio Costa Britto Garcia

Iêda Aparecida de Moura Cagni
Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro
José João Abdalla Filho
Marcelo Gasparino da Silva
Márcio Andrade Weber
Ricardo Soriano de AlencarRuy Flaks Schneider

O ofício indica ainda o Sr. Caio Mario Paes de Andrade para o cargo de Presidente da Petrobras, o que deverá ser deliberado posteriormente pelo Conselho de Administração da companhia.

As indicações serão submetidas ao processo de governança interna, observada a Política de Indicação de Membros da Alta Administração, para a análise dos requisitos legais e de gestão e integridade e posterior manifestação do Comitê de Pessoas, nos termos do artigo 21, §4º, do Decreto 8.945/2016, alterado pelo Decreto 11.048/2022.

A companhia esclarece ainda que todas as suas Assembleias Gerais estão sujeitas ao prazo mínimo de 30 dias entre a convocação e a realização, em razão de ser emissora de ações que servem de lastro para American Depositary Receipts (ADRs), conforme divulgado no item 12.2 do seu Formulário de Referência.

Fatos julgados relevantes serão oportunamente comunicados ao mercado.

Edição de Junho/2022 no ar!

Prezado (a) leitor (a),

A edição de Junho/2022 da Revista digital Oil & Gas Brasil, já está disponível.

Clique aqui e acesse a edição completa. Lembrando que não precisa de login/senha, acesso rápido e sem burocracia. (Compartilhem).

  • MATÉRIA DE CAPA: Revitalização de Campos Maduros – Reservatório de Oportunidades por Julia Vaz;
  • ENTREVISTA EXCLUSIVA: Leonardo Jacobina diretor da Lapsol – Maioridade com espírito empreendedor por Julia Vaz;
  • MATÉRIA ESPECIAL: OTC 2022 – O Reencontro da indústria offshore por Julia Vaz;
  • Petrobras cria oportunidade para desenvolvedores de tecnologia;
  • Yinson nomeia seu primeiro FPSO com destino ao Brasil;
  • Floatel garantiu uma extensão de contrato com a Equinor;
  • PECOM amplia atividades no Brasil e se associa à ABPIP;
  • FPSO da Enauta terá notação de classe ABS;
  • Wilson Sons finaliza operação multitarefas, com ações simultâneas em cinco embarcações em seu Estaleiro, no Guarujá;
  • Trident Energy completa sua primeira campanha no Brasil;
  • BW Offshore e Saipem miram contrato Gato do Mato da Shell;
  • Yinson contrata empresa para trabalho de atualização do FPSO que operará para a Enauta;
  • Subsea 7 ganha grande contrato EPCI com a Petrobras;
  • Ocyan conquista novo contrato de Manutenção e Serviços Offshore e se fortalece no mercado brasileiro deste segmento;
  • Petrobras esclarece sobre contrato de compra de gás natural;
  • Saipem foi contratada pela Shell e pela Petrobras para a utilização de seu drone submarino FlatFish;
  • Enauta obtém aprovação de novo plano de desenvolvimento do campo de Atlanta e da prorrogação contratual por mais 11 anos;
  • Shell Brasil e Porto do Açu anunciam projeto inédito em Hidrogênio Verde;
  • Total de campos com fase produção prorrogada chega a 56;
  • Equinor celebra 20 anos de atuação no Brasil;
  • Projeto de Educação Ambiental PEA FOCO, da Equinor, celebra dez anos de atuação;
  • Prosafe mira mercado brasileiro para emprego futuro de duas novas construções;
  • Petrobras e Equinor avaliam viabilidade ambiental de projeto conjunto de energia eólica offshore;
  • Petrobras bate recordes de processamento de petróleo do pré-sal em suas refinarias;
  • Aquadrill venderá plataforma semissubmersível para a PetroRio;
  • Prosafe se revela vencedora de mais uma licitação da Petrobras;
  • Grupo DOF fecha acordos de AHTS e ROV com a Petrobras;
  • Petrobras investirá mais de US$ 500 milhões na Replan até 2025;
  • Petrobras assina contrato de nova unidade de hidrotratamento de diesel da Replan;
  • Estatal conclui venda de campos terrestres na Bahia;
  • Unidade de tratamento de gás da Petrobras recebe investimento de US$ 78 milhões;
  • Subsidiária da Scana ganha contrato de atracação para FPSO;
  • Karoon aumenta a carteira de pedidos da plataforma Maersk no Brasil;
  • Kongsberg assina contrato com a Yinson;

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Capa

Oxiteno premia fornecedores com melhores práticas sustentáveis

No mês do Meio Ambiente, companhia realizou a 1ª edição do Prêmio Reconhecimento de Fornecedores e consagrou parceiros que tiveram alta performance e atingiram importantes metas de sustentabilidade

A Oxiteno, líder na produção de tensoativos e especialidades químicas nas Américas, realizou na quarta-feira, 8 de junho, a 1ª edição do seu Prêmio Reconhecimento de Fornecedores. A premiação é fruto do Programa de Relacionamento com Fornecedores, criado em 2021 para promover a sustentabilidade em toda a cadeia de suprimentos, compartilhar a busca pela inovação e criar relacionamentos comerciais estáveis e de longo prazo com seus parceiros. A companhia premiou empresas que obtiveram os melhores resultados na Avaliação de Performance do Fornecedor (APF) nos quesitos qualidade, segurança, nível de serviço, avaliação reputacional e sustentabilidade aplicada ao longo da sua cadeia produtiva. Foram seis categorias contempladas: Matéria Prima, Embalagens, Marítimo, Rodoviário, Prestador de Serviço e Inovação. A ação acontece no mês do Meio Ambiente, que tem como objetivo chamar a atenção da população para a importância da preservação dos recursos naturais do planeta Terra.

O evento online foi apresentado pela liderança do time de procurement da Oxiteno e o troféu Inovação foi entregue por Rafael Bica, Head of Global Procurement, que reforçou a importância de uma parceria de sucesso e explicou como a sustentabilidade faz parte dos processos da companhia. “Por meio desses reconhecimentos, buscamos fortalecer, ainda mais, a parceria que temos com fornecedores que fazem parte da nossa cadeia, que procuram as melhores práticas e que estão alinhados com nossos valores de sustentabilidade. Esta é a primeira edição da premiação e seguiremos estabelecendo diretrizes que visam a redução dos impactos ambientais, propiciando ao mercado soluções que combinam alta performance e qualidade, com benefícios em sustentabilidade”, afirma.

O Programa de Relacionamento com Fornecedores tem por objetivo alavancar e melhorar a performance dos fornecedores por meio da gestão e monitoramento do seu desempenho, e definir ações para melhoria dos seus processos. Além de uma avaliação pela EcoVadis, plataforma reconhecida mundialmente por avaliar a performance de sustentabilidade empresarial.

Confira quem foram os ganhadores:

  • Categoria: Matéria Prima
    Fornecedor: Rhodia Brasil – empresa de materiais avançados e especialidades químicas, comprometida com os principais desafios da sociedade
  • Categoria: Embalagens
    Fornecedor: Greif – líder global em produtos e serviços de embalagens industriais
  • Categoria: Marítimo
    Fornecedor: DHL – líder global em logística
  • Categoria: Rodoviário
    Fornecedor: Herculano – empresa nacionalmente conhecida no segmento de transporte de produtos químicos, petroquímicos, carboquímicos, siderúrgicos e graneis
  • Categoria: Prestador de Serviço
    Fornecedor: SGS Brasil – líder mundial em inspeção, verificação, testes e certificação
  • Categoria: Inovação
    Fornecedor: Thor – empresa especializada em biocidas, conservantes com forte apelo sustentável verde.

Sustentabilidade como pilar da estratégia de negócio

A sustentabilidade é elemento central da estratégia da Oxiteno. O Programa de Relacionamento com Fornecedores está alinhado ao pilar “Cadeia de Fornecimento” do Plano Estratégico de Sustentabilidade 2030 da Oxiteno e que busca promover a sustentabilidade na cadeia de suprimentos.

Pelo segundo ano consecutivo, a companhia conquistou, em 2022, a mais alta categoria no ranking da EcoVadis – plataforma reconhecida mundialmente por avaliar a performance de sustentabilidade empresarial, mantendo-se na categoria Platinum, a mais alta do ranking e ocupada por apenas 1% das empresas avaliadas. Desde a sua primeira avaliação em 2012, a empresa avançou 30 pontos.

 Sobre a Oxiteno

A Oxiteno é líder na produção de tensoativos e especialidades químicas nas Américas. A companhia iniciou suas operações em 1973, em São Paulo, e tem como propósito contribuir para o bem-estar das pessoas por meio da química. Investe em pesquisa e desenvolvimento para oferecer soluções inovadoras e alinhadas aos objetivos de negócio de seus clientes. A empresa está presente em oito países das Américas, Europa e Ásia e conta com 11 unidades industriais no Brasil, Estados Unidos, México e Uruguai, além de dois centros globais de P&D, três laboratórios de P&D e oito escritórios comerciais na Argentina, Bélgica, China e Colômbia. No Brasil, possui fábricas nas cidades de Suzano (SP), Tremembé (SP), Triunfo (RS) e no Polo Petroquímico de Mauá (SP) e Polo Industrial de Camaçari (BA).  Desde abril de 2022, faz parte da Indorama Ventures.

ANP realiza workshop sobre arrecadação, cálculo e distribuição de royalties

A ANP realizou em Brasília, o Workshop Royalties do Petróleo e do Gás Natural, com o objetivo de apresentar a sistemática de arrecadação e os critérios de distribuição de royalties e dar publicidade, transparência e legitimidade às ações da ANP. Assistiram ao evento, de forma presencial, ou pelo canal da ANP no YouTube, prefeitos, técnicos ligados ao tema, parlamentares, entre outros interessados no assunto.

Na abertura do evento, o Diretor-Geral, Rodolfo Saboia, destacou o montante arrecadado nos últimos 10 anos: “As Participações Governamentais somaram R$ 537 bilhões pagos aos cofres públicos, incluindo participação especial, royalties, bônus de assinatura e o pagamento pela ocupação ou retenção de área”. Observou ainda que os valores de royalties são muito expressivos, correspondendo a quase R$ 38 bilhões no ano passado, dos quais mais de R$ 10 bilhões foram distribuídos aos estados federados e mais de R$ 13 bilhões aos municípios. “Neste ano de 2022, considerando apenas os meses de janeiro a maio, o montante distribuído já ultrapassa R$ 23 bilhões, o que significa um acréscimo de quase 80% em relação aos quase R$ 13 bilhões distribuídos no mesmo período do ano passado”, completou.

Também durante a abertura, o Diretor Cláudio Jorge de Souza comentou que, atualmente, os royalties são arrecadados sobre a produção de cerca de 300 campos produtores localizados em terra e na plataforma continental, operados por 45 empresas sob os regimes de concessão, partilha e cessão onerosa. Destacou ainda que o valor recolhido é distribuído a 11 estados e mais de 900 municípios beneficiários, além da União, e salientou o papel da ANP: “Nesse processo, compete à ANP apurar e fiscalizar a arrecadação de royalties, assim como calcular os valores a serem distribuídos aos entes federados beneficiários. A ANP preza pelos princípios da transparência, publicidade e impessoalidade, seguindo estritamente o disposto na legislação para repartição do valor a ser distribuído”.

Os royalties são uma compensação financeira devida à União, aos estados, e aos municípios beneficiários, pelas empresas que produzem petróleo e gás natural no território brasileiro: uma remuneração à sociedade pela exploração desses recursos não renováveis.

A ANP calcula os valores a serem distribuídos aos beneficiários, de acordo com o estabelecido pelas Leis nº 9.478/1997 e nº 7.990/1989, regulamentadas, respectivamente, pelos Decretos nº 2.705/1998 e nº 1/1991.

Esclarecimento da Petrobras sobre a prática de preços de mercado e a garantia do abastecimento nacional

A Petrobras reitera o seu compromisso com a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado global, necessária para a garantia do abastecimento doméstico.

Assim como qualquer outra commodity comercializada em economia aberta, a precificação de combustíveis no Brasil é determinada pelo balanço de oferta e demanda global, uma vez que produtos desta natureza possuem características físicas homogêneas e são produzidos, transportados e comercializados em larga escala por todo o mundo, tendo múltiplos ofertantes e demandantes.

De acordo com a Lei nº 9.478/1997, alterada pela Lei nº 9.990/2000, desde 1º de janeiro de 2002, vigora no Brasil o regime de liberdade de preços em todos os segmentos do mercado de combustíveis e derivados de petróleo: produção, distribuição e revenda. Assim, cabe a cada agente econômico estabelecer suas margens de comercialização e seus preços de venda, em um cenário de livre concorrência. A Petrobras não atua no segmento de distribuição e revenda, sendo responsável apenas pela produção de combustíveis.

Preços alinhados ao valor de mercado estimulam a produção e a concorrência no presente, assim como fomentam os investimentos que contribuirão para a expansão do volume produzido, para o alcance da qualidade exigida para os produtos, e para incremento da capacidade logística, com benefícios diretos ao consumidor. Por outro lado, preços abaixo do mercado inviabilizam economicamente as importações necessárias para complemento da oferta nacional. Exemplos recentes de desalinhamento aos preços de mercado já se traduzem em problemas de abastecimento em países vizinhos ao Brasil.

A Petrobras adota uma dinâmica que propicia um equilíbrio com o mercado, mas evitando o repasse imediato da volatilidade das cotações internacionais e da taxa de câmbio ocasionadas por questões conjunturais para os preços domésticos.

A Petrobras não é a única supridora de combustíveis no Brasil. Não há monopólio. Sem a prática de preços de mercado, não há estímulo para o atendimento ao mercado brasileiro pelos diversos agentes do setor.

Dessa forma, a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado é condição necessária para que o país continue sendo suprido sem riscos de desabastecimento pelos diversos agentes.

Neste ponto, é importante ressaltar que o mercado global de energia está atualmente em situação desafiadora. Com a aceleração da recuperação econômica mundial a partir do segundo semestre de 2021 e, notadamente, com o início do conflito no Leste Europeu em fevereiro de 2022, tem-se observado aumento dos preços e maior volatilidade nas cotações internacionais de commodities energéticas, em especial, do óleo diesel.

Essa conjuntura reflete, principalmente, a menor oferta global de diesel frente à demanda presente, assim como as incertezas relacionadas ao futuro balanço desse mercado. Como consequência, os estoques de diesel nos principais mercados internacionais exibiram declínio acentuado nos últimos meses.

Existe a possibilidade de o mercado global de óleo diesel ficar mais pressionado nos próximos meses, em função de: (i) aumento sazonal da demanda mundial no segundo semestre; (ii) menor disponibilidade de exportações russas pelo prolongamento e agravamento de sanções econômicas ao país; e (iii) eventuais indisponibilidades de refinarias nos Estados Unidos e Caribe com a temporada de furacões de junho a novembro. Portanto, não há fundamentos que indiquem a melhora do balanço global e o recuo estrutural das cotações internacionais de referência para o óleo diesel.

Em um cenário de escassez global, o abastecimento nacional requer uma atenção especial. Como o país é estruturalmente deficitário em óleo diesel, tendo importado quase 30% da demanda total em 2021, poderá haver maior impacto nos preços e no suprimento. Esse quadro se acentua dado que o consumo nacional de diesel é historicamente mais alto no segundo semestre devido às sazonalidades das atividades agrícola e industrial. Ressalta-se, também, que o mercado interno registrou recorde de consumo de óleo diesel no ano passado e essa marca deverá ser superada em 2022.

Diante desse quadro, é fundamental que a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado global seja referência para o mercado brasileiro de combustíveis, visando à segurança energética nacional.

Petrobras realiza distribuição de vales-gás e alimentação para 3 mil famílias em vulnerabilidade de Cubatão

A ação faz parte da iniciativa social da Petrobras com foco no acesso ao gás de cozinha, que abrange todas as regiões do país

A Petrobras deu continuidade à distribuição de vale-gás e alimentação para famílias em situação de vulnerabilidade de Cubatão. A ação foi realizada na Associação Beneficente dos Catadores de Material Reciclável da Baixada Santista (ABC MARBAS) e contou com a presença do gerente geral da RPBC – Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão, Wagner Felicio. No município serão beneficiadas três mil famílias, contando também com a parceria do Instituto Socioambiental e Cultural da Vila dos Pescadores (ISAC VP).

A ação faz parte da iniciativa social da Petrobras com foco no acesso ao gás de cozinha, que abrange todas as regiões do país e prevê a distribuição de botijões ou auxílios para compra de gás de cozinha por famílias socialmente vulneráveis, associado, quando possível, à entrega de itens de alimentação. Para esta etapa, a Petrobras fechou parceria com 56 instituições sem fins lucrativos, que atuam na execução de projetos socioambientais e de condicionantes ambientais da companhia, para realizar a doação para as famílias selecionadas.

Serão beneficiados direta e indiretamente mais de 400 mil pessoas em situação de vulnerabilidade social, vivendo em comunidades próximas às unidades operacionais da empresa ou que participam dos projetos apoiados pela companhia, em dezesseis estados do país. As famílias são identificadas com o apoio das instituições parceiras, que são responsáveis por operacionalizar as doações. Somente no estado de São Paulo, mais de 15 mil famílias serão atendidas, com o apoio de 11 instituições.

Petroleira realiza convênio em Três Lagoas (MS) para desenvolvimento de Centro de Referência Esportiva e Educacional

Projeto que visa promover a melhoria da qualidade da educação de crianças e adolescentes está com inscrições abertas

A Petrobras e o CINTERCOOP (Centro Internacional de Cooperação para o Desenvolvimento) firmaram convênio em Três Lagoas (MS) para a realização do projeto Centro de Referência Esportiva e Educacional (CRE/TL). O objetivo é que crianças, adolescentes e jovens tenham novas oportunidades de conhecimento e aprendizado, com inclusão, inovação e desenvolvimento socioambiental desde a primeira infância. O projeto está alinhado ao Programa Petrobras Socioambiental “Educação” ao atuar em defesa da garantia de direitos de crianças de 0 a 6 anos.

O CRE/TL tem como objetivo oferecer oportunidades de aprendizado significativo no segmento do esporte educacional e ainda no âmbito de atividades de edutretenimento, educomunicação e educação ambiental, reduzindo diferenças e ampliando capacidade de aprendizagem das comunidades e crianças e adolescentes das comunidades mais vulneráveis.

Serão atendidos 800 crianças e adolescentes durante 24 meses de atividades em um processo metodológico estruturado de educação pelos direitos humanos, ofertando quatro grandes circuitos pedagógicos, cada um com 32 diferentes atividades, totalizando 128 diferentes práticas em esportes educacionais, jogos, brincadeiras, edutretenimento, educomunicação e educação ambiental. Todas as atividades serão gratuitas e utilizarão metodologia inovadora e participativa com vistas ao protagonismo e aos princípios de participação.

As inscrições para participar das atividades podem ser realizadas pelo site do projeto (https://cretreslagoas.org/) e também presencialmente no próprio Centro de Referência na quadra da lagoa.

Yinson nomeia seu primeiro FPSO com destino ao Brasil

A Yinson e seu parceiro de projeto Sumitomo nomearam oficialmente seu mais novo ativo, FPSO Anna Nery, durante uma cerimônia de nomeação realizada simultaneamente em Jiangsu, China e Kuala Lumpur, Malásia.

Cartas de Intenções para o projeto FPSO Anna Nery foram concedidas a Yinson pela Petrobras em outubro de 2019, seguidas pela assinatura de contratos firmes em março de 2020 . Em abril de 2020, a Sumitomo participou do projeto com 25% de participação.

O FPSO Anna Nery está atualmente em obras finais de conversão e vai zarpar para o Brasil no 3T, onde será implantado no campo de Marlim, localizado na parte leste da Bacia de Campos, a cerca de 150 km da costa do Rio de Janeiro. O ativo ficará parado por alguns dias em Cingapura e Maurício para troca de tripulação e novos suprimentos, informou a Yinson.

O valor agregado estimado do projeto FPSO Anna Nery é de US$ 5,4 bilhões , com prazo de contrato de 25 anos a partir da data de aceitação final.

A cerimônia de nomeação foi agraciada por Mdm Bah Kim Lian , Senhora Patrocinadora do FPSO. Também estiveram presentes em Kuala Lumpur o Presidente Executivo do Grupo Yinson, Lim Han Weng , o Gerente Geral do Departamento de Energia da Sumitomo, Wataru Sato, e o Gerente Geral da Petrobras, Marcio Mattoso de Pádua , fazendo um discurso gravado, ao lado dos membros do Conselho e do Comitê de Administração da Yinson e outros representantes da Sumitomo, Petrobras e principais parceiros bancários.

O evento de Jiangsu, realizado no cais do estaleiro Cosco Qidong, contou com a presença do FPSO Anna Nery Gerente de Projeto Scott Bendiksen , Presidente e Presidente da Cosco Shipping Heavy Industry Liang Yanfeng e Diretor Administrativo da Cosco Shipping, Li Rong , bem como o Equipe e equipe do projeto Yinson e Cosco.

De acordo com Yinson, o progresso da construção do projeto FPSO Anna Nery permaneceu relativamente inalterado pelos vários desafios trazidos pela pandemia e restrições rigorosas de movimento na China.

Comentando na ocasião, o diretor executivo de produção da Yinson, Flemming Grønnegaard , disse: “Este marco fornece confiança de que a Yinson tem a capacidade de continuar fornecendo soluções responsáveis ​​para atender às crescentes demandas de energia do mundo, mesmo em circunstâncias desafiadoras. O FPSO Anna Nery é nosso primeiro ativo no Brasil e o primeiro dos três projetos de produção offshore com destino ao Brasil que Yinson está realizando atualmente. Estamos honrados com a confiança que a Petrobras depositou em nós para entregar este importante projeto de infraestrutura de energia e esperamos alcançar a entrega final.”

O gerente de projeto, Scott Bendiksen , declarou: “Com a fase de construção em Cosco quase concluída e os trabalhos de comissionamento em andamento, nos esforçaremos para alcançar o primeiro óleo conforme o cronograma original do contrato”.

O Gerente Geral de Projetos de FPSO da Petrobras, Marcio Mattoso, comentou: “A Petrobras destaca que o FPSO Anna Nery impulsionará a produção do campo de Marlim, que é o primeiro Projeto de Revitalização da Petrobras, e a unidade está prevista para entrar em operação no primeiro trimestre de 2023. ”

No início deste ano, Petrobras e Yinson assinaram contratos para o fornecimento de outro FPSO, que operará no campo de Jubarte offshore no Brasil.

Petrobras cria oportunidade para desenvolvedores de tecnologia

Empresa ingressou na maior plataforma mundial de desenvolvimento de código aberto

A Petrobras acaba de lançar um novo módulo do Programa Petrobras Conexões para Inovação e ingressar no GitHub, a maior plataforma mundial de desenvolvimento de código aberto, com 36 milhões de usuários. A modalidade, também conhecida como open source, é baseada no compartilhamento dos códigos-fonte de softwares para interessados em usá-los e desenvolvê-los de forma colaborativa. Com a iniciativa, batizada de Open Lab, a empresa espera obter, por meio da co-criação, mais agilidade e qualidade no desenvolvimento de soluções digitais, além da geração de novos conhecimentos e redução de custos.

“O modelo de código aberto é uma das principais tendências no desenvolvimento de tecnologias digitais. Traz a possibilidade de interação dos nossos especialistas com um número irrestrito de colaboradores, em escala global, discutindo e aperfeiçoando, simultaneamente, uma ideia, a partir de diferentes expertises. Também dá oportunidade a pessoas talentosas de contribuírem com os desafios globais da indústria de óleo e gás, se inserindo de forma competitiva no setor”, afirma o diretor de Transformação Digital e Inovação da Petrobras, Juliano Dantas.

O Módulo Open Lab busca soluções para os desafios de negócio da empresa, por meio da colaboração e da inovação aberta. Além de compartilhar conhecimento, os desenvolvedores têm a oportunidade de aprender com profissionais de todo o mundo, ter acesso a informações que podem resultar no desenvolvimento de soluções de alto impacto e expor suas habilidades. A plataforma funciona como uma oficina e, ao mesmo tempo, uma vitrine para estudantes, programadores, engenheiros, cientistas de dados e demais profissionais da área de tecnologia, além de startups e instituições de ciência e tecnologia de todo o mundo.

O desenvolvimento conjunto de projetos gera valor para o ecossistema de inovação. Para se ter uma ideia, o navegador Firefox, o sistema operacional Linux e o Android, que têm milhões de usuários, são exemplos de produtos desenvolvidos na modalidade open source.

O primeiro projeto lançado pela Petrobras no GitHub, está relacionado ao uso de Aprendizado de Máquina para detectar, de forma antecipada, eventos indesejáveis na operação de poços de petróleo, conferindo mais eficiência operacional e reduzindo emissões de CO2 por barril produzido nas operações da companhia.

A participação de desenvolvedores e empresas no Open Lab será por meio dos repositórios hospedados na conta institucional da Petrobras no GitHub. Cada repositório estará associado a um projeto com os objetivos e desafios a serem superados, a licença aberta, o guia de conduta e as diretrizes de colaboração, bem como os respectivos códigos-fonte e dados necessários para o desenvolvimento da solução digital.

Programa Petrobras Conexões para Inovação

Desde o seu lançamento, o Programa Petrobras Conexões para Inovação está em constante evolução e já abriga 7 diferentes módulos: Startups, Parcerias Tecnológicas, Transferência de Tecnologias, Aquisição de Soluções, Ignição, Encomendas Tecnológicas e o Open Lab. Todos têm o objetivo de estabelecer modelos de conexão entre a Petrobras e os diversos atores do ecossistema, desde startups, ICTs, universidades e empresas, que acelerem os resultados de cada contexto de inovação. A Petrobras tem, atualmente, uma carteira de mais de R$3 Bi contratada, com mais de 150 parceiros tecnológicos, nas diversas modalidades de contratação e acordos de cooperação.