Ocyan conquista novo contrato de Manutenção e Serviços Offshore e se fortalece no mercado brasileiro deste segmento

A Ocyan, empresa brasileira de prestação de serviços na indústria de óleo e gás offshore, assinou novo contrato para a prestação de serviços de construção & montagem e manutenção dos FPSOs replicantes P-66, P-67, P-68, P-69 e P-70, para Petrobras. O prazo contratual é de quatro anos, com possibilidade de prorrogação por mais dois. Este novo projeto vai contribuir para que o negócio de manutenção e serviços offshore da companhia dobre de tamanho e se consolide novamente na posição de liderança deste segmento no mercado brasileiro.

“Alcançamos um patamar de expressão dentro da cadeia de manutenção e serviços offshore. A Ocyan vem evoluindo e os resultados aparecem com os três contratos assinados desde o começo do ano passado. Hoje temos uma representatividade relevante no que tange a market share no Brasil, com cerca de 15 a 20% em relação aos contratos globais de grande porte, principalmente, quando falamos de Bacia de Santos, onde teremos larga atuação”, destaca Vinicius Castilho, diretor responsável pelo negócio de Manutenção e Serviços Offshore da Ocyan.

Entre as principais atividades previstas neste contrato estão os serviços de manutenção e reparo das unidades, incluindo, mas não se limitando ao planejamento e execução de serviços de caldeiraria, soldagem, pintura, elétrica e instrumentação, manutenção de equipamentos, dentre outras.

Os cincos FPSOs replicantes operam nos campos de Tupi, Berbigão e Atapu. As unidades têm capacidade para produzir individualmente 150 mil bpd e comprimir 6 milhões de m³/dia de gás.

“A nossa carteira aumentou de forma significativa e com isso vamos gerar mais oportunidades de trabalho, com cerca de aproximadamente 2000 pessoas até dezembro de 2022.  As novas contratações continuam acontecendo, e estamos muito engajados para cumprir todos os prazos contratuais acordados, sempre com foco na excelência e segurança operacional aliada à nossa expertise”, celebra Castilho.

De acordo com Vinicius, a Ocyan trabalha para performar bem os contratos já existentes, dois deles obtidos no ano passado, e busca diversificação de clientes, com uma agenda comercial que inclui players internacionais e outras empresas nacionais e independentes.

Sobre a Ocyan

A Ocyan é uma empresa com atitude sustentável e conhecimento para prover soluções para a indústria de óleo e gás upstream offshore no Brasil e no exterior. Seus principais valores são a segurança dos integrantes e da operação, a parceria de confiança com os clientes, e o compromisso com a ética e a transparência. A companhia encoraja também a diversidade e inclusão dentro e fora da empresa. Fazem parte da frota da empresa atualmente cinco unidades de perfuração e duas embarcações FPSO (floating, production, storage and offloading). A Ocyan desenvolve também projetos SURF, fabricação e instalação de equipamentos submarinos, e presta serviços de manutenção offshore. Mais informações: www.ocyan-sa.com

ANP publica orientações para a submissão de programas de descomissionamento onshore

Estão disponíveis no site da ANP orientações para as empresas apresentarem programas de descomissionamento para campos produtores onshore (terrestres). O objetivo é alinhar o entendimento entre ANP e empresas contratadas em relação a questões que envolvem a apresentação do Programa de Descomissionamento de Instalações (PDI) de campos terrestres, atendendo à Resolução ANP nº 817/2020.

A medida visa ainda melhorar a qualidade da informação apresentada, atendendo de forma objetiva ao roteiro estabelecido no Anexo IV da RANP nº 817/2020, além de reduzir o tempo de análise dos documentos apresentados e a necessidade de revisões no documento, eliminando retrabalho e otimizando o processo de aprovação.

Também estão disponíveis as principais definições constantes na Resolução em questão, os prazos aplicáveis para os PDIs Terrestres, bem como o Roteiro do Programa de Descomissionamento de Instalações Terrestres que deve ser seguido.

O descomissionamento é o conjunto de atividades associadas à interrupção definitiva da operação das instalações, ao abandono permanente e arrasamento de poços, à remoção de instalações, à destinação adequada de materiais, resíduos e rejeitos, à recuperação ambiental da área e à preservação das condições de segurança de navegação local.

Consulte a apresentação sobre o tema e saiba mais sobre descomissionamento.

Petrobras esclarece sobre contrato de compra de gás natural

A Petrobras esclarece notícias veiculadas na mídia sobre o contrato de compra de gás natural celebrado entre a Petrobras e a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB).

Em 1996, a Petrobras celebrou com a YPFB contrato de compra e venda de gás natural de longo prazo, com volume contratado de 30 MM m³/dia.

Em 2019, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) estabeleceu diretrizes e aperfeiçoamentos de políticas energéticas voltadas à promoção da livre concorrência no mercado de gás natural, por meio da Resolução CNPE nº 16, de 24/06/2019, a qual foi substituída recentemente pela Resolução CNPE nº 3, de 07/04/2022. A resolução recomenda a criação de condições para facilitar a participação de empresas privadas na oferta de gás natural importado, em especial o gás boliviano.

Em consonância com essas diretrizes, a Petrobras celebrou Termo de Compromisso de Cessação de Prática (TCC) com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em julho de 2019, com anuência da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), prevendo um conjunto de compromissos visando à abertura do mercado de gás natural.

Conforme divulgado ao mercado em 06/03/2020, em aderência com o seu compromisso de contribuir com o processo de abertura do mercado brasileiro de gás, estimulando sua concorrência ao incentivar a entrada de novos agentes, a Petrobras celebrou aditivo com a YPFB reduzindo os volumes contratados de 30 MM m³/dia para 20 MM m³/dia.

Em 2021 e no 1º trimestre de 2022, a Petrobras recebeu em média os 20 MM m³/dia de gás natural, objeto do contrato com a YPFB.

Em 10/04/2022, a YPFB divulgou compromisso de venda de volumes adicionais de gás natural para a Argentina durante o inverno, de cerca de 4 MM m³/dia, a um preço mais elevado. Ainda em abril de 2022, a YPFB informou para a Petrobras que a partir de maio reduziria unilateralmente em 4 MM m³/dia as entregas de gás natural no âmbito do contrato assinado.

Após tomar conhecimento da redução informada pela YPFB, a Petrobras deu ciência às instâncias governamentais cabíveis, bem como informou as medidas adotadas para assegurar o fornecimento aos seus clientes.

Desde 01/05/2022, a Petrobras recebeu, em média, cerca de 14 MM m³/dia da YPFB. O contrato prevê consequências ao fornecedor em caso de falha de fornecimento, as quais serão aplicadas pela Petrobras à YPFB. A companhia está tomando as providências cabíveis visando ao cumprimento do contrato.

Ressaltamos que os contratos de venda de gás natural celebrados pela Petrobras com os seus clientes possuem preço previamente estabelecido, cuja atualização é baseada em fórmulas paramétricas atreladas a indicadores de mercado e acordadas entre as partes, as quais não são afetadas por situações pontuais de falhas com fornecedores.

A Petrobras reafirma o seu compromisso com os seus clientes e com o cumprimento das condições estabelecidas contratualmente, assim como o seu comprometimento com o desenvolvimento de um mercado de gás aberto, competitivo e sustentável no país.

Saipem foi contratada pela Shell e pela Petrobras para a utilização de seu drone submarino FlatFish

A Saipem foi contratada pela Shell e pela Petrobras para a utilização de seu drone submarino FlatFish em dois projetos-piloto envolvendo as campanhas de inspeção de dois campos de águas ultraprofundas offshore no Brasil, operados pelas duas empresas de energia.

Os dois projetos com Shell e Petrobras são pilotos no âmbito do programa de pesquisa e desenvolvimento da ANP, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

Os pilotos visam qualificar o drone para realizar inspeções não tripuladas e sem embarcações para apoiar as campanhas de monitoramento e manutenção das infraestruturas submarinas.

Conforme explicado, a Saipem implementou o drone FlatFish durante a fase de industrialização com o objetivo final de desbloquear operações em águas profundas, mais de 2.000 metros de profundidade para este contrato específico, aprimorando seus recursos baseados em inteligência artificial, bem como seus recursos de navegação e monitoramento.

De acordo com o contrato, as atividades serão conduzidas pela Sonsub , centro de excelência da Saipem para tecnologias subaquáticas e robótica, em um prazo de aproximadamente 12 meses.

A primeira fase incluirá testes intermediários em águas rasas a serem executados na base da Saipem em Trieste, Itália, com o apoio do departamento de engenharia da Sonsub no Brasil.

Na segunda fase, o drone será implantado em águas brasileiras no terceiro trimestre de 2022.

Este contrato confirma o impulso da Saipem para o desenvolvimento tecnológico em robótica submarina e automação avançada e é visto como um importante pilar de sua busca por soluções de baixo carbono, competitivas e econômicas.

Drone submarino FlatFish

O FlatFish é um drone subaquático autônomo residente no fundo do mar, controlado remotamente, capaz de realizar tarefas complexas de inspeção de uma ampla gama de ativos subaquáticos.

Desde 2018, a Shell confiou à Saipem a licença para desenvolver a tecnologia FlatFish.

A tecnologia foi desenvolvida anteriormente pelo SENAI CIMATEC, instituto de pesquisa brasileiro, em parceria com o DFKI, Centro Alemão de Pesquisa em Inteligência Artificial, e financiado pelo programa de P&D da ANP e da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII).

O FlatFish é um dos três produtos do Programa Hydrone da Saipem que visa mudar o paradigma das inspeções e intervenções submarinas através de uma frota de drones e infraestruturas auxiliares de última geração que utilizam as mais recentes tecnologias disponíveis no mercado.

Os outros dois produtos do programa são o Hydrone-R e o Hydrone-W, que deveriam completar sua fase de testes em 2021.

Em outubro de 2021, a Saipem também celebrou um acordo de cooperação com a WSense, uma start-up italiana, para o desenvolvimento de redes de comunicação complexas para drones submarinos.

Petrobras informa sobre ofício do Ministério das Minas e Energia

A Petrobras informa que recebeu ofício do Ministério das Minas e Energia, solicitando providências a fim de convocar Assembleia Geral Extraordinária, com o objetivo de promover a destituição e eleição de membro do Conselho de Administração, e indicando Caio Mario Paes de Andrade, em substituição a José Mauro Ferreira Coelho.

O ofício solicita, ainda, que Caio Mario Paes de Andrade seja, posteriormente, avaliado pelo Conselho de Administração da Petrobras para o cargo de Presidente.

Tendo em vista que o Sr. José Mauro Ferreira Coelho foi eleito pelo sistema do voto múltiplo na Assembleia Geral Ordinária realizada em 13/04/2022, caso aprovada pela assembleia geral, sua destituição implicará na destituição dos demais membros do Conselho eleitos pelo mesmo processo, devendo a companhia realizar nova eleição para esses cargos, nos termos do artigo 141, § 3º, da Lei 6.404/76.

A Petrobras informa que novos fatos relevantes serão oportunamente divulgados ao mercado.

Abaixo, o currículo do candidato indicado:

Caio Mario Paes de Andrade. O Sr. Caio Mario Paes de Andrade é atualmente Secretário Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia. Empreendedor em tecnologia de informação, mercado imobiliário e agronegócio, Caio Mario Paes de Andrade tem formação em Comunicação Social pela Universidade Paulista, pós-graduação em Administração e Gestão pela Harvard University e Mestre em Administração de Empresas pela Duke University. No ano 2000 fundou a WebForce Ventures, responsável pelo desenvolvimento de mais de 30 startups. É fundador e conselheiro do Instituto Fazer Acontecer. Em 2019 passou da iniciativa privada para a área pública. Foi Presidente do SERPRO até agosto de 2020, quando passou a fazer parte do Ministério da Economia.

ABPIP Inova de maio debate geração de energia com gás

Webinar gratuito terá a participação de Rafael Amarante, da Fluxo Soluções Integradas

O ABPIP Inova deste mês vai colocar em debate um tema bastante atual, “Microturbinas para Geração de Energia em aplicações Onshore de Petróleo e Gás”. O webinar gratuito é uma iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP) e será realizado no dia 26 (quinta-feira), às 17h, com a participação do Rafael Amarante, Gerente de Produto na FLUXO Soluções Integradas. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas no link https://lnkd.in/ebDzsrtY.

O executivo vai explicar como funciona a geração de energia com gás que a companhia produz, em suas operações. O intuito é ajudar empresas do setor de óleo e gás a encontrarem alternativas ou para fazerem frente aos custos de energia em locais já servidos pela rede.

A série ABPIP Inova teve início no ano passado, com o objetivo de desenvolver ações conjuntas de integração academia-indústria para disseminação de conhecimento nas áreas de inovação e tecnologia. Os seminários virtuais são realizados mensalmente, via canal do Youtube da Associação.

Serviço: ABPIP Inova – Microturbinas para Geração de Energia em aplicações Onshore de Petróleo e Gás

Data: 26 de maio de 2022 (quinta-feira)

Hora: Às 17h

Inscrições e acesso gratuito pelo link: https://lnkd.in/ebDzsrtY

Yinson contrata empresa para trabalho de atualização do FPSO que operará para a Enauta

A Drydocks World Dubai, parte da DP World, assinou um acordo com o operador de FPSO da Malásia, Yinson, para atualizar um navio flutuante, de produção, armazenamento e descarregamento (FPSO), que operará para a Enauta no Brasil.

A Drydocks World revelou na terça-feira que assinou um contrato com a Yinson para atualizar , reformar e converter um navio FPSO, que será entregue à Enauta após a conclusão deste projeto de 18 meses.

O capitão Rado Antolovic , PhD, CEO da Drydocks World, comentou: “Nossa experiência em reforma, conversão e atualização de navios FPSO nos permite apoiar a Yinson Production em seu compromisso de melhorar o acesso global a fontes de energia estáveis. Temos o prazer de entrar em uma nova parceria com a Yinson e preparar o caminho para um relacionamento comercial de longo prazo.”

O acordo com Yinson abrange serviços de conversão e extensão de vida, bem como reforma do FPSO Atlanta em Drydocks World-Dubai, enquanto o FPSO atualizado deve ser entregue no terceiro trimestre de 2023 para a Enauta no campo de Atlanta, no Brasil.

Localizado na  Bacia de Santos , o  campo de Atlanta  é operado pela Enauta Energia, subsidiária integral da empresa, que também detém 100% de participação neste ativo. O campo produz desde 2018 por meio de um Sistema de Produção Antecipada (EPS) – composto por três poços conectados ao FPSO  Petrojarl I.

No entanto, a Enauta celebrou um  contrato de compra do FPSO  OSX-2  para o Sistema Definitivo (DS) do campo de Atlanta em janeiro de 2022, sendo esse acordo de compra  fechado em fevereiro . O player brasileiro de petróleo e gás também assinou um contrato firme com a Yinson da Malásia para a conversão de uma unidade de produção existente para o FPSO a ser usado para o Full Development System (FDS) de Atlanta – aprovado em fevereiro de 2022 – nos mesmos termos especificados no  Carta de Intenções (LoI) de dezembro de 2021.

A atualização mais recente sobre os desenvolvimentos relacionados a este projeto FPSO indica que ele deverá estar totalmente operacional até 2024 e apoiar a meta de Yinson de produzir até 50.000 barris de petróleo por dia do campo. De acordo com a Drydocks World, os navios FPSO são vitais para as operações de petróleo offshore, recebendo petróleo bruto e outros líquidos de reservatórios submarinos e separando-os em gás natural e petróleo com instalações de processamento a bordo.

David Hamilton , Gerente de Projetos da Yinson Production, comentou: “O processo de licitação competitivo para este projeto foi rigoroso. A seleção do Drydocks World destaca a importância de encontrar um parceiro com capacidade para atualizar e aprimorar navios FPSO. Estamos ansiosos para entregar o FPSO de Atlanta à Enauta em 2023 e reafirmar nosso compromisso de tornar a energia estável e acessível em todo o mundo.”

Além disso, o escopo técnico de trabalho para este projeto no estaleiro Drydocks World-Dubai inclui engenharia de produção, aquisição de material a granel, construção e suporte para comissionamento em terra. Além disso, o escopo de redistribuição deste projeto abrange renovação de aço, reforma de tubulação, revestimento de tanque e reforma de equipamentos, juntamente com a atualização deste FPSO.

A Drydocks World explicou que este projeto FPSO implicará na extensão da vida útil e instalação de novos equipamentos para utilizar 100% do gás produzido e minimizar as emissões de gases de efeito estufa.

Revap testa robô de combate a incêndio desenvolvido por startup do Programa Petrobras Conexões para Inovação

A Unidroid, empresa de São José dos Campos, criou a solução robótica com o objetivo de preservar a segurança dos brigadistas

Um robô capaz de reduzir a exposição dos brigadistas em cenários de combate a incêndio já é realidade. O protótipo criado pela empresa Unidroid foi testado na Refinaria Henrique Lage, em São José dos Campos (Revap). O equipamento passou por testes também na Refinaria de Paulínia (Replan).

Além de ajudar a preservar a segurança dos brigadistas, o robô permite resposta mais rápida e eficiente às emergências. O equipamento possibilita ainda acesso a locais onde não é possível o uso das viaturas de combate tradicionais. Ele também é resistente a altas temperaturas e pode ser controlado a distâncias de até 600 metros, permitindo que os brigadistas atuem afastados da zona de risco.

A Unidroid foi contemplada no edital de 2020 do Programa Petrobras Conexões para Inovação – módulo Startups. A aplicação tecnológica foi desenvolvida especialmente para a Petrobras e é a primeira no mundo adaptada para a indústria de óleo e gás e para área classificada (com risco de atmosfera inflamável).

 

O consultor de Segurança de Processo da Petrobras Laurence Pereira Siqueira explica que a empresa já possuía um robô com boa base de engenharia a partir da qual foi possível aperfeiçoá-lo com uma versão direcionada ao combate a incêndio nas refinarias da companhia. “Fizemos diversas melhorias com a inclusão de acessórios de combate, facilidades de operação, requisitos de segurança, resistência a fogo, aumento na vazão de água e inclusão de monitoramento por câmeras térmicas, câmeras em HD colorida e óculos de realidade aumentada”, detalha Laurence.

Em 2023, a Petrobras já poderá ter os robôs disponíveis para operação nas refinarias. O protótipo está apto a operar também em área offshore, com algumas modificações quanto ao tipo de esteira e materiais em função da salinidade das plataformas. Apesar de ter sido desenvolvido para a Petrobras, o modelo pode ser comercializado para outras indústrias e utilizado até para o combate a incêndios em áreas urbanas e florestais.

Para o diretor de engenharia da Unidroid, José Carlos de Castro, a parceria com a Petrobras foi uma alavanca para a empresa. “A participação no edital foi uma oportunidade fantástica. Construímos um robô único no mundo aprovado para a indústria de óleo e gás e esperamos que muitos negócios surjam a partir de agora”, afirma José Carlos.

Petrobras Conexões para Inovação

O programa nasceu do interesse da Petrobras de estreitar o relacionamento com o ecossistema de inovação, especialmente com startups e pequenas empresas de base tecnológica. O investimento direcionado às empresas contempladas com o programa visa atender demandas mapeadas na companhia e o desenvolvimento ágil de soluções com possibilidade de implantação na indústria de óleo e gás.

LINK PARA VÍDEO DO ROBÔ:
https://www.agenciapetrobras.com.br/upload/videos/android.avi

Karoon e Enauta abandonam negociações de venda relacionadas ao campo brasileiro

A Enauta revelou que seu acordo de exclusividade com a australiana Karoon Energy para a venda de uma participação parcial em um campo localizado no Brasil foi encerrado, portanto, a empresa manterá toda a sua participação neste campo por enquanto.

Em março de 2022, a Enauta confirmou que estava engajada em negociações com a Karoon Energy para a venda potencial de 50% de sua participação no campo de Atlanta , acrescentando que o acordo de exclusividade é válido até 31 de maio de 2022. estratégia, divulgada em abril de 2021, que delineava que o escritório pretendia buscar novos parceiros  para o desenvolvimento deste campo.

Em atualização no domingo, a Enauta informou que a Karoon Energy decidiu não estender as negociações exclusivas e enviou um aviso de rescisão antecipada deste período no sábado, 21 de maio de 2022.

A Enauta informou ainda que, com a execução de todos os principais contratos, houve redução dos riscos de implantação do Full Development System (FDS) no campo de Atlanta, enquanto as atividades de extensão do Early Production System (EPS) até 2024 avançaram.

O player brasileiro disse ainda que entende que esses movimentos – aliados à valorização do preço do petróleo – aumentaram o potencial de criação de valor do projeto, portanto, a venda da participação, nos termos propostos, não geraria valor para os acionistas.

“O FDS apresenta atualmente a melhor oportunidade de crescimento e rentabilidade no portfólio de projetos da Enauta”, afirma a empresa.

Em comunicado separado na segunda-feira, a Karoon Energy confirmou que notificou a Enauta Energia para rescindir o contrato de exclusividade firmado para realizar a devida diligência e negociações relacionadas à aquisição potencial de 50% de participação não operada no campo de petróleo de Atlanta.

Além disso, a Karoon elaborou que também retirou sua oferta condicional, não vinculativa e incompleta em relação à potencial transação, afirmando que não conseguiu concluir a devida diligência necessária e concluir a negociação de termos aceitáveis ​​em relação à potencial transação durante o período de exclusividade acordado.

“Dada a escala material do projeto de Atlanta, realizar e concluir a devida diligência satisfatória e manter os termos e níveis de risco aceitáveis ​​foram considerados vitais”, de acordo com a Karoon, que se comprometeu com uma nova campanha de perfuração dentro de uma descoberta de petróleo existente no exterior do Brasil em abril de 2022 para avaliar a comercialidade de um potencial desenvolvimento de campo Neon.

“A Karoon continuará a avaliar oportunidades de acordo com sua estratégia anunciada de buscar oportunidades de crescimento inorgânico que agreguem valor no curso normal dos negócios” , concluiu a Karoon em seu comunicado.  

Localizado na Bacia de Santos , o campo de Atlanta é operado pela Enauta Energia, subsidiária integral da empresa, que também detém 100% de participação neste ativo. Recentemente foi aprovado um novo plano de desenvolvimento e extensão contratual do contrato de concessão deste campo. Conforme explicado pela Enauta, este plano prevê a entrada do  FDS , que foi aprovado em fevereiro de 2022. O start-up está previsto para meados de 2024, originalmente com  seis poços , chegando a  dez poços em 2029 . 

O campo de Atlanta produz desde 2018 por meio de um Sistema de Produção Antecipada (EPS) – composto por três poços conectados ao FPSO  Petrojarl I . Em janeiro de 2022, a empresa assinou acordos com a Altera  para estender o afretamento, operação e manutenção deste FPSO por uma duração adicional de até dois anos.

Nesse mesmo mês, a Enauta celebrou um  contrato de compra do FPSO  OSX-2  para o Sistema Definitivo (DS) do campo de Atlanta, e esse negócio de compra foi  fechado em fevereiro enquanto um contrato firme com a malaia Yinson era assinado para a conversão de uma unidade de produção existente para o FPSO a ser usado para o Full Field Development System de Atlanta, nos mesmos termos especificados na  Carta de Intenções (LoI) de dezembro de 2021.

Atualmente, o campo de Atlanta não está produzindo em sua capacidade total, pois  a produção foi interrompida em um dos poços no  início deste mês para realizar pequenos reparos na linha de produção.

Vale lembrar também que a Enauta acabou mantendo sua participação em outro campo offshore no Brasil – o campo de gás de Manati – uma vez que as condições para a venda de sua participação para a Gas Bridge anunciadas anteriormente não foram atendidas.

 

Descarbonização é aliada da transição energética

Diretor de Desenvolvimento da Produção da Petrobras, João Henrique Rittershaussen participou de painel no Congresso “Mercado Global de Carbono”

A Petrobras produz petróleo eficiente em carbono, algo de fundamental importância no contexto global de transição energética. Este e outros pontos foram destacados pelo diretor de Desenvolvimento da Produção da Petrobras, João Henrique Rittershaussen, durante sua participação no painel “Inovações tecnológicas e descarbonização no setor de óleo e gás”, apresentado na última semana, no congresso “Mercado Global de Carbono”, que ocorreu no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro.

“Uma produção com baixo custo e baixa emissão no Brasil é aliada nessa trajetória global de descarbonização, de forma a reduzir as emissões no país, de forma eficiente e competitiva”, declarou João Henrique. Nesse sentido, o diretor entende que o mercado de carbono deve se adequar às especificidades do Brasil e não inibir o desenvolvimento da cadeia de produção de petróleo.

João Henrique chamou a atenção para a redução de 48% nas emissões de carbono por parte da Petrobras, entre 2009 e 2021. Ele também destacou a eficiência em carbono do petróleo produzido no pré-sal com 40% menos emissões por barril do que a média mundial.

O diretor apresentou a tecnologia como uma aliada no processo de descarbonização e, nesse contexto, citou como exemplo o programa de captura, uso e armazenamento geológico de CO2 (Carbon Capture, Utilization and Storage – CCUS) desenvolvido pela Petrobras nos campos do pré-sal, que é o maior do mundo em operação, em volume reinjetado anualmente e o pioneiro em águas ultraprofundas. Por meio do CCUS, a Petrobras reinjetou 30 milhões de toneladas de CO2, entre 2008 e 2021, e pretende reinjetar 40 milhões até 2025.

O painel “Inovações tecnológicas e descarbonização no setor de óleo e gás” foi mediado pela gerente executiva de Mudança Climática da Petrobras, Viviana Canhão, e teve a participação de Flávio Rodrigues – VP Shell Brasil, Adriano Bastos – CEO BP Brasil e Daniel Elias – CEO Petrogal Brasil & Country Chair Galp.