Petrobras e Equinor avaliam viabilidade ambiental de projeto conjunto de energia eólica offshore

Empresas estudam instalação de parque eólico offshore na Bacia de Campos, em linha com a estratégia da Petrobras de reduzir suas emissões operacionais e desenvolver oportunidades em negócios de menor intensidade de carbono

A Petrobras e a Equinor estão avaliando, em conjunto, a viabilidade ambiental do projeto de desenvolvimento de um parque eólico offshore em Aracatu, na Bacia de Campos, a cerca de 20 km da costa. O objetivo é a geração de energia elétrica a partir dos ventos em alto-mar. A avaliação conjunta é fruto de uma parceria firmada entre as duas empresas, em 2018.

Alinhado ao Plano Estratégico da Petrobras (2022-2026), o estudo conta com o suporte do programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) do Centro de Pesquisas e Inovação da companhia (Cenpes), com foco em reduzir riscos e acelerar ganhos de maturidade tecnológica. “O potencial brasileiro para geração de energia eólica offshore traz oportunidades promissoras de diversificação da matriz energética do país“, disse o Diretor de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade da Petrobras, Rafael Chaves.

Assim como a geração eólica onshore, a tecnologia associada à geração eólica offshore usa a força dos ventos para a produção de energia renovável, mas opera com equipamentos de grandes dimensões e entrega grandes volumes de energia. O projeto em avaliação consiste em parque eólico offshore totalizando aproximadamente 4 GW.

A ficha de caracterização ambiental do Projeto Aracatu, necessária no processo de licenciamento ambiental foi protocolada em agosto de 2020.

Grupo DOF fecha acordos de AHTS e ROV com a Petrobras

A Petrobras concedeu novos contratos de afretamento e serviços de longo prazo para empresas pertencentes ao grupo norueguês DOF, Norskan Offshore e DOF Subsea Serviços Brasil.

Os contratos foram concedidos para quatro embarcações de rebocadores e suprimentos de manuseio de âncoras (AHTS) e veículos operados remotamente (ROVs).

As embarcações, Skandi Angra, Skandi Paraty, Skandi Urca e Skandi Fluminense, atualmente operando para a Petrobras e equipadas com ROVs classe de trabalho da DOF Subsea, foram contratadas por três anos firmes mais dois anos de opções com a Petrobras.

De acordo com a DOF Subsea, o valor bruto dos contratos, programados para começar no quarto trimestre de 2022, é de aproximadamente US$ 260 milhões.

Comentando sobre os prêmios, Mons S. Aase , CEO da DOF Subsea, disse: “ Estou muito satisfeito por esses prêmios garantirem a utilização de nosso pessoal e nossos ativos e adicionarem uma importante carteira de pedidos ao grupo. Isso fortalece ainda mais nossa posição de liderança no Brasil e confirma nosso longo relacionamento com a Petrobras. 

Petrobras bate recordes de processamento de petróleo do pré-sal em suas refinarias

Óleos têm grande rendimento de derivados de alto valor agregado e possuem baixo teor de enxofre, o que contribui para que a Petrobras seja mais competitiva em redução de emissões

A Petrobras bateu recordes de processamento de petróleo do pré-sal em suas refinarias. No 1º trimestre de 2022,  em média, 65% da carga de petróleo processada nas refinarias da companhia teve origem no pré-sal brasileiro, recorde trimestral. Em fevereiro de 2022, foi atingido o recorde mensal de volume processado do pré-sal, com 66%. Em 2016, por exemplo, somente 27% da carga processada nas refinarias da companhia tinha origem no pré-sal.

– A capacidade de processamento de óleos do pré-sal vem se expandindo por meio investimentos no parque de refino. Esses investimentos trazem maior flexibilidade operacional e logística para a Petrobras e possibilitam a companhia dar melhor aproveitamento a esses petróleos, inclusive no mercado nacional – destacou a gerente executiva de Refino da Petrobras, Elza Kallas.

Os petróleos do pré-sal possuem baixo teor de enxofre, o que favorece a produção de derivados com maior qualidade, como o Diesel S-10 e o Bunker, e contribui para que a Petrobras seja mais competitiva em redução de emissões. Esses petróleos também apresentam um alto rendimento de derivados médios, ou seja, a partir de um mesmo volume de petróleo do pré-sal, quando comparado a um petróleo do pós-sal, é possível produzir mais QAv (Querosene de Aviação) e Diesel, combustíveis de maior valor agregado.

O aumento da parcela destes petróleos entre os processados nas refinarias da Petrobras decorre do crescimento da produção do pré-sal da e a valorização dos derivados produzidos a partir dele. A decisão entre refinar mais petróleo ou exportar, e qual petróleo utilizar nas unidades da companhia, considera diversas variáveis, como disponibilidade dos ativos, as características de cada óleo, seu preço e o preço dos derivados no mercado nacional e internacional. A escolha é feita buscando conjugar o melhor resultado econômico com o atendimento aos clientes da Petrobras.

Petróleo do pré-sal está entre os mais descarbonizados do mundo

Presidente José Mauro Coelho destaca que Brasil é potência em energia de baixo carbono em abertura do congresso “Mercado Global de Carbono”, no Rio de Janeiro

O Brasil é uma potência em energia de baixo carbono e o petróleo do pré-sal está entre os mais descarbonizados do mundo, sendo produzido com 40% menos emissões por barril do que a média mundial.  É o que afirmou o presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, na abertura do Congresso “Mercado Global de Carbono, Descarbonização e Investimentos Verdes”, que reúne as principais lideranças empresariais e ambientais do mundo, de 18 a 20/05, no Museu do Meio Ambiente, no Jardim Botânico, Rio de Janeiro.

Em matéria de avanços em baixo carbono, Coelho destacou que o Brasil está em grande vantagem em relação a outros países, com destaque para participação de 48% de renováveis na matriz energética nacional: “O Brasil está, neste momento, em posição que o mundo almeja alcançar em duas ou três décadas”. Além disso, frisou que a emissão operacional total da Petrobras já reduziu em 21% desde 2015, colecionando avanços importantes nessa trajetória. “Caminhamos firmes rumo ao nosso compromisso de redução de 25% até 2030. Essa projeção está ancorada em um grande ganho de eficiência, a partir de um conjunto de tecnologias pioneiras em descarbonização”.

Maior programa mundial de captura e armazenamento de carbono

Entre essas tecnologias, o presidente destacou o Programa de Captura, Uso e Armazenamento de gás carbônico conduzido pela Petrobras, que foi reconhecido como o maior do mundo em operação e em volume de CO2  reinjetado. “E nas refinarias, prevemos chegar a 30% de redução de intensidade de carbono até 2030, com a implantação de dezenas de projetos de modernização, no âmbito do Programa de Refino de Classe Mundial, o Reftop”, destacou ele.

A Petrobras também caminha em direção à produção de biocombustíveis avançados, cuja forma comercial já está prevista no Plano Estratégico da companhia. “Será uma nova geração de combustíveis, mais modernos, sustentáveis e de alta qualidade, como o diesel com conteúdo renovável e o Bioquerosene de Aviação, aproveitando a capacidade de conversão e integração de nossas refinarias”, complementou.

Em matéria de investimentos futuros, Coelho ressaltou que o Plano Estratégico da Petrobras (2022-2026) prevê destinar US$ 2,8 bilhões em recursos para descarbonização. O plano integra ainda o Programa Carbono Neutro voltado para a aceleração de soluções tecnológicas em redução de emissões.

Estatal vai incentivar fornecedores a mapear e reduzir emissões de carbono

Por meio de parceria com o CDP serão engajados 500 fornecedores da companhia

A Petrobras e o CDP, organização internacional referência no mapeamento de emissões, celebraram parceria para incentivar os fornecedores da companhia a medir e reportar suas emissões de gases do efeito estufa (GEE). Desde abril passado, 500 empresas fornecedoras vêm sendo contactadas pelo CDP para responderem o questionário sobre o mapeamento e o monitoramento das suas emissões. A participação é voluntária, mas representa uma oportunidade para análise dos modelos de gestão, governança e indicadores associados à redução de emissões dessas empresas.

A adesão da Petrobras ao programa Supply Chain (Cadeia de Fornecedores) do CDP tem o objetivo de reforçar a atuação da companhia na redução das emissões em sua cadeia de valor. Ela busca mapear as emissões indiretas, ou seja, aquelas resultantes de atividades relacionadas à produção de bens e serviços necessários às atividades e operações (escopo 3).

“Acreditamos que a adesão a este programa do CDP reforça o compromisso da Petrobras com a redução de emissões de carbono, além de produzir um efeito mobilizador na cadeia de valor da companhia junto a centenas de fornecedores da companhia”, afirma a gerente executiva de Suprimentos, Bens e Serviços da Petrobras, Marina Quindere.

Em 2021, a Petrobras anunciou que tem a ambição de atingir neutralidade das suas emissões das operações em prazo compatível ao Acordo de Paris, firmado durante a COP. A empresa também possui seis metas para redução de emissões resultantes diretamente das suas operações (escopos 1 e 2), inclusive a meta de reduzir as suas emissões absolutas em 25% até 2030.

“Na Petrobras temos ações estruturantes através do Programa Carbono Neutro e investimentos previstos, que vão garantir a nossa trajetória de redução de emissões com melhor custo-efetividade”, explica a gerente executiva de Clima da Petrobras, Viviana Coelho.

A ação em parceria com o CDP está alinhada ao Programa Carbono Neutro da Petrobras, que visa acelerar a identificação e o desenvolvimento das soluções para descarbonização da empresa ao menor custo, com atuação nas emissões de toda a cadeia de valor.

“Enxergamos a parceria como uma grande oportunidade para ampliarmos ainda mais o impacto dos compromissos e ações corporativas. E com isso, construir modelos de gestão para que o setor privado consiga estruturar planos assertivos em combate às emergências climáticas em setores críticos”, afirma Rebeca Lima, diretora-executiva do CDP América Latina.

Os 500 fornecedores que serão consultados foram definidos a partir de critérios como representatividade financeira, categorização estratégica ou crítica para os negócios e operações da companhia, volume de emissões que podem gerar e riscos associados ao meio ambiente, entre outros.

As empresas selecionadas fornecem produtos e serviços para todas as áreas da companhia, tanto operacionais quanto corporativas.

Redução de emissões

O atual Plano Estratégico da Petrobras  prevê o investimento de US$ 2,8 bilhões no período entre 2022 e 2026 para redução e mitigação de emissões, incluindo investimentos em eficiência operacional incorporados nos projetos para mitigação das emissões (escopos 1 e 2), bioprodutos (diesel renovável e bioquerosene de aviação) e pesquisa e desenvolvimento.

Sobre o CDP: O CDP é uma organização global sem fins lucrativos que administra o sistema mundial de divulgação ambiental para empresas, cidades, estados e regiões. Fundado em 2000 e trabalhando com mais de 590 investidores com mais de US$ 110 trilhões em ativos, o CDP foi pioneiro no uso de mercados de capitais e compras corporativas para motivar as empresas a divulgar seus impactos ambientais e reduzir as emissões de gases de efeito estufa, gerenciar os recursos hídricos e proteger as florestas. Mais de 14.000 organizações em todo o mundo divulgaram dados por meio do CDP em 2021, incluindo mais de 13.000 empresas que valem mais de 64% da capitalização de mercado global e mais de 1.200 cidades, estados e regiões. O CDP é membro fundador da iniciativa Science Based Targets, We Mean Business Coalition, The Investor Agenda e da iniciativa Net Zero Asset Managers. Visite la-pt.cdp.net ou siga-nos @CDPLatinAmerica para saber mais.

Aquadrill venderá plataforma semissubmersível para a PetroRio

A Aquadrill, anteriormente conhecida como Seadrill Partners, assinou um memorando de acordo com a PetroRio para vender a unidade de perfuração semi-submersível Capricorn por US$ 40 milhões.

Conforme detalhado pela Aquadrill em seu comunicado na terça-feira (10/05), a Arctic Offshore Rig atuou como corretora na venda e compra da sonda. A venda inclui a sonda em sua condição atual juntamente com tudo que lhe pertence a bordo ou em terra.

Espera-se que a sonda seja usada pelo comprador em sua própria área no Brasil, removendo-a assim das licitações de mercado aberto para unidades de perfuração.

Como pagamento parcial do preço de compra, a Aquadrill recebeu uma taxa de exclusividade não reembolsável de US$ 1 milhão. De acordo com os termos do contrato, um depósito de US$ 4 milhões é devido pelo comprador até 22 de junho de 2022. Se este contrato for rescindido antes do pagamento do depósito, apenas a taxa de exclusividade será retida pela Aquadrill. O saldo do preço de compra é devido na entrega e finalização da venda, que deve ocorrer até 5 de agosto de 2022.

Em comunicado à parte na segunda-feira, a PetroRio disse que a sonda híbrida semissubmersível, adequada para perfurar lâminas d’água de 80 a 3.000 metros, será usada principalmente nas campanhas de revitalização dos campos da empresa, embora também possa ser alugada para terceiros. partes no futuro.

Há algumas semanas, a PetroRio obteve a licença de operação para a perfuração de novos poços em seu campo de Frade no Brasil e a empresa mobilizou a sonda semissubmersível Norbe VI da Ocyan para a campanha.

Tanto a Aquadrill quanto a PetroRio confirmaram que o fechamento da transação está sujeito aos procedimentos e condições habituais de fechamento.

A Capricorn é uma plataforma de perfuração semissubmersível em águas ultraprofundas de 6ª geração com histórico operacional no Golfo do México dos EUA. É um projeto do milênio Fried & Goldman ExD entregue em 2011 pelo estaleiro Jurong em Cingapura.

De acordo com o último relatório de status da frota da Aquadrill , a sonda está localizada em Aruba e é gerenciada pela Diamond Offshore. A empreiteira conta agora com quatro navios sonda em sua frota – Capella , Polaris , Auriga e Vela – um semissubmersível – Aquarius – e três unidades de tender-assistida – T-15 , T-16 e Vencedor .

A sonda Aquarius é gerenciada pela Vantage Drilling sob um acordo feito em janeiro de 2022.

Anteriormente, a Aquadrill vendia sua plataforma semi-submersível Sirius , construída em 2008 , bem como sua semi-submersível Leo . A segunda sonda foi vendida por US$ 14 milhões para a BW Energy e será reaproveitada como uma unidade de produção flutuante para o campo de gás Kudu na costa da Namíbia.

 

Participação Especial bate recorde pela quinta vez consecutiva

A arrecadação com a Participação Especial (PE) referente à produção do 1º trimestre de 2022, distribuída na semana passada (11/5), no valor total de R$ R$ 14,9 bilhões, registrou um aumento de 20% em relação ao trimestre anterior. Foi a quinta vez consecutiva que essa participação governamental bateu recorde de arrecadação.

O aumento do valor arrecadado resulta principalmente da elevação do preço de referência do petróleo acompanhando a cotação do petróleo do tipo Brent cotado no mercado internacional.

A PE é uma compensação financeira extraordinária devida pelos concessionários de exploração e produção de petróleo ou gás natural para campos de grande volume de produção. Cabe à ANP fazer o cálculo dos valores a serem recolhidos pelas empresas e repassados pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), para a União, estados e municípios beneficiários desse tipo de participação governamental.

Os valores distribuídos por beneficiário podem ser consultados aqui.

Clique aqui e saiba mais sobre Participação Especial.

Diretoria da ANP aprova resolução sobre definição e enquadramento de campos e acumulações marginais

A Diretoria Colegiada da ANP aprovou resolução sobre a definição e o enquadramento de campos e acumulações de petróleo e gás natural que apresentem economicidade ou produção marginal. O novo regulamento contribuirá para que a Agência avance na discussão de outros temas, presentes na agenda regulatória para o biênio 2022-2023, como incentivos à produção nesses campos.

A resolução trata exclusivamente do enquadramento de campos e acumulações de petróleo e gás natural que apresentem economicidade ou produção marginal, não contemplando aspectos relacionados à implementação de incentivos a esses campos e acumulações. A estimativa é que poderão ser elegíveis como de economicidade ou produção marginal um quantitativo de campos que poderá representar 28% da produção nacional, excetuando a produção no pré-sal.

As novas regras definem campo marginal como aquele cujo contrato seja oriundo de licitação específica de áreas inativas com acumulações marginais ou no qual as atividades de desenvolvimento e produção apresentem economicidade ou produção marginal. Já acumulação marginal é a acumulação de petróleo ou de gás natural, localizada em área de campo que se encontra na fase de produção, que não apresente reservas no Boletim Anual de Recursos e Reservas (BAR), cujo desenvolvimento e operação apresente economicidade marginal, nos termos a serem definidos pela resolução proposta.

A resolução determina critérios para o enquadramento de campos como marginais, considerando os diferentes ambientes de produção de hidrocarbonetos no país. A principal alteração após o período de consulta e audiência públicas é que não é mais utilizado o critério de produção por poço, mas a produção total do campo. Sobre as acumulações marginais, prevê que o enquadramento aconteça tanto na fase de exploração quanto na de produção.
Os principais pontos discutidos ao longo do processo de consulta e audiência públicas foram: os critérios de produção a serem utilizados para o enquadramento, o histórico de produção utilizado para o enquadramento, a inclusão da fase de exploração no enquadramento e a existência de CO2 nas acumulações, sendo que esses dois últimos, que não estavam previstos na versão inicial da minuta, foram incorporados ao texto final da resolução.

O novo regulamento apresenta ainda os critérios para o desenquadramento para os campos e acumulações previamente enquadrados.

Petrobras lança edital de R$ 20 milhões para startups

Demandas são para áreas como robótica, redução de carbono e tecnologias digitais

A Petrobras lançou nesta terça-feira (17/5), o 4º edital do Módulo Startups, do Programa Petrobras Conexões para Inovação. No valor total de R$ 20 milhões, o edital traz 30 desafios distribuídos em sete verticais tecnológicas: robótica, redução de carbono, tecnologias digitais, armazenamento e geração de energia, corrosão, modelagem geológica e tecnologias de inspeção. O investimento nos projetos depende do nível de complexidade dos desafios.  No final da seleção, as empresas vencedoras podem receber valores até R$ 500 mil, para os desafios soft tech, ou até R$ 1,5 milhão para os deep tech.

“A companhia é uma das principais investidoras em inovação aberta do país, com cerca de R$ 36 milhões em investimento ao longo de três anos apenas no Módulo Startups do programa Petrobras Conexões para Inovação. Ele contribui para o desenvolvimento de tecnologias e serviços inovadores, acelerando a incorporação de inovações na empresa. Nas edições anteriores do Módulo Startups, objeto deste edital, selecionamos 37 empresas para desenvolvimento de soluções, acelerando a incorporação de inovações na empresa e, ao mesmo tempo, abrindo portas para as startups em uma indústria cada vez mais intensiva em Inovação”, afirma o diretor de Tecnologia Digital e Inovação da Petrobras, Juliano Dantas.

O Módulo Startups busca soluções inovadoras para os desafios apresentados. As empresas selecionadas contam com o apoio do Sebrae – parceiro da Petrobras nesse módulo do programa – e a expertise do corpo técnico da companhia para atividades como adequação das propostas selecionadas na primeira etapa e preparação para o pitch day (apresentação para banca final de jurados). Os vencedores da etapa final recebem investimento financeiro e mentoria para os projetos e modelo de negócios. Ao final de todo o processo, as empresas contam com a oportunidade de se tornarem fornecedoras da Petrobras, com potencial de escalar na indústria nacional e internacional.

Harpia

A startup CTR3SM, selecionada no edital 2020, é um exemplo: ela conclui, este mês, o projeto Harpia. Trata-se de uma plataforma robótica composta por uma aeronave remotamente pilotada, dotada de sensores e câmeras, e um software, que une Inteligência Artificial e Visão Computacional. A tecnologia é capaz de detectar, com precisão, o tipo, o grau de corrosão e necessidades de reparo de uma superfície. O equipamento, semelhante a um drone, será usada para inspeção de áreas industriais extensas e de difícil acesso. Além da redução de custos e de horas trabalhadas, o recurso evita a exposição de pessoas ao risco. Por conseguir captar imagens inacessíveis aos olhos humanos como as aves de rapina, a plataforma foi batizada de Harpia.

O case da CTR3SM é uma história de superação. André Carvalhais, um dos quatro sócios da startup, viu uma proposta de trabalho naufragar por conta da pandemia. Acabou chamando o então chefe para criar uma empresa e buscava financiamento quando soube do edital da Petrobras:

“A gente tinha uma ideia para inspeção de ativos do setor elétrico e vimos que tinha uma oportunidade ali. Já participamos de outros editais, mas o processo da Petrobras é dos mais transparentes: há um edital público, os critérios são muito bem definidos. A Petrobras tem a maturidade da execução financeira. Você entra sabendo o que vai poder gastar. O nível de exigência é alto, mas você tem todas as condições para execução”, avalia André, que agora pensa nas oportunidades do mercado.

Mentoria de negócios

“O nosso propósito é viabilizar que os pequenos negócios sejam protagonistas na cadeia de Petróleo e Gás, desenvolvendo tecnologia de ponta e inovação. Durante a participação no programa, o Sebrae oferece todo o apoio necessário às startups, desde a orientação para a execução físico-financeira dos projetos, em conformidade aos requisitos exigidos, quanto as ações de suporte para o aumento da competitividade e a elaboração de modelos de negócios”, destaca Bruno Quick, diretor-técnico do Sebrae Nacional.

O Módulo Startups, do programa Petrobras Conexões para Inovação, surgiu do interesse da Petrobras em estreitar o relacionamento com o ecossistema de inovação, especificamente com startups e pequenas empresas de base tecnológica. O investimento visa atender demandas mapeadas internamente na companhia e o desenvolvimento ágil de soluções com possibilidade de implantação na indústria de óleo e gás e os resultados já são visíveis. Por meio do programa, a empresa compartilha de forma sistemática os seus desafios e aporta recursos nas melhores startups, que se interessem em cooperar para resolvê-los. É uma forma de contribuir com a sociedade não só incentivando pesquisa e inovação, mas também gerando demanda.

As inscrições do edital vão até o dia 29 de junho e a divulgação das selecionadas na primeira etapa do processo está prevista para julho.

Conexões

Desde o seu lançamento, o Programa Petrobras Conexões para Inovação está em constante evolução, cresceu, tornou-se um guarda-chuva e já abriga 6 diferentes módulos: Startups, Parcerias Tecnológicas, Transferência de Tecnologias, Aquisição de Soluções, Ignição e Encomendas Tecnológicas. Em breve, irá incorporar duas novas iniciativas. Todos os módulos têm o objetivo de acelerar a inovação conectando todo o ecossistema, desde startups, ICTs, universidades até empresas. A Petrobras tem, atualmente, uma carteira de mais de R$3 Bi contratada, com mais de 150 parceiros tecnológicos, nas diversas modalidades de contratação e acordos de cooperação.

Confira o edital: https://tecnologia.petrobras.com.br/modulo-startups.html#edital2022

Presidente e diretores da Petrobras participam do Congresso “Mercado Global de Carbono, Descarbonização & Investimentos Verdes”

Entre os dias 18 e 20 de maio, a Petrobras e o Banco do Brasil, com o apoio institucional do Banco Central do Brasil e do Ministério do Meio Ambiente (MMA), organizam o Congresso Mercado Global de Carbono – Descarbonização & Investimentos Verdes, reunindo as principais lideranças empresariais e ambientais do mundo. O evento será sediado no Museu do Meio Ambiente, no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro.

Durante os três dias de congresso é esperada a participação mais de 60 líderes de grandes empresas, que apresentarão estratégias corporativas e projetos para impulsionar os negócios verdes, com foco em inovação e sustentabilidade. A Petrobras também apresentará suas inovações tecnológicas que contribuem para a descarbonização do setor de óleo e gás.

Na abertura, destacam-se as presenças do presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho, do presidente do Banco do Brasil, Fausto de Andrade Ribeiro, do ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, do presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos.

Também participarão pela Petrobras os seguintes diretores: Rafael Chaves (Sustentabilidade), Rodrigo Costa Lima (Refino e Gás Natural), Juliano Dantas (Transformação Digital e Inovação), Claudio Mastella (Comercialização e Logística), João Henrique Rittershaussen (Desenvolvimento da Produção).

Programação

As quatro salas temáticas no Museu do Meio Ambiente vão receber seis plenárias e 24 painéis sobre os mais diversos aspectos do mercado de carbono, passando por sustentabilidade e meio ambiente, mercado financeiro, energia, mobilidade urbana, saneamento, seguros, óleo & gás, agronegócio, tecnologia e inovação, com a participação de mais de 100 palestrantes brasileiros e internacionais. O evento também conta com quatro miniauditórios onde serão apresentados cases de sucesso relacionados ao mercado de créditos de carbono.

A programação completa está disponível no site do evento: mercadoglobaldecarbono.com.br.

Haverá transmissão em tempo real para convidados cadastrados e imprensa credenciada.

Agenda dos representantes da Petrobras no Congresso:

Painel: Abertura
Data: 18/05/2022 (quarta-feira)
Horário: 09:00 às 11:00
Presidente José Mauro Ferreira Coelho

Painel: Futuro verde na mobilidade urbana
Data: 18/05/2022 (quarta-feira)
Horário: 16:00 às 17:30
Diretor Claudio Mastella

Painel: Inovações tecnológicas e descarbonização no setor de óleo e gás
Data: 19/05/2022 (quinta-feira)
Horário: 14:00 às 15:30
Diretor João Henrique Rittershaussen
Gerente executiva de Mudança Climática Viviana Coelho (moderadora)

Painel: Perspectivas para a bioenergia no Brasil
Data: 20/05/2022 (sexta-feira)
Horário: 14:00 às 15:30
Diretor Rodrigo Costa Lima

Painel: Crédito de Carbono de Floresta Nativa
Data: 20/05/2022 (sexta-feira)
Horário: 15:30 às 17:00
Diretor Rafael Chaves

Painel: Startups, tecnologia e inovação impulsionando o futuro verde
Data: 20/05/2022 (sexta-feira)
Horário: 15:30 às 17:00
Diretor Juliano Dantas