Novos negócios no offshore, Papa-Terra, eólicas, hidrogênio, GNL

Entrevista com os diretores da 3R Petroleum, na cobertura da Offshore Technology Conference (OTC) 2022

O diretores da 3R Petroleum, Hugo Repsold (Corporativo e de Gás e Energia) e Maurício Diniz (Operações Offshore) falam sobre a preparação da companhia para a operação dos campos marítimos, entre eles os planos para elevar a produção de Papa-Terra.

Comentam também a visão para possíveis novos negócios offshore: eólicas e hidrogênio no Nordeste, aproveitamento de infraestrutura para regaseificação de GNL em pequena escala e oferta de novas alternativas de suprimento de gás natural.

O primeiro a ativo a receber investimentos para revitalização será o campo de Peroá, de gás natural no Espírito Santo.

“Está tudo pronto, contrato prontos, falta a licença ambiental. Até o final de maio, início de junho, a gente espera estar chegando essa licença final, para gente começar a ter operação offshore própria da 3R”, explica Diniz.

“Em um campo de gás, a estratégia é um pouco diferente. A gente vai produzir o Peroá e tem que estar muito bem casado com a comercialização porque, primeiro, a gente precisa ter uma resposta de curto prazo de comercialização, para faturar esse gás, e ter tempo de entrar no campo e fazer todos os estudos que a gente precisa fazer [para revitalização]”, diz Repsold.

Por ser um campo de gás natural não-associado à produção de óleo, Hugo Repsold explica que Peroa, um dos ativos comprados pela 3R Petroleum, poderá ser parte de novas estratégias de comercialização, como a oferta de suprimento com flexibilidade para atendimento a usinas termoelétricas — o que representa um potencial prêmio sobre o valor do gás.

“Não só ele [Peroa], mas as oportunidades no entorno são todas de gás não-associado. É um gás praticamente seco. A gente enxerga que o gás não associado no Brasil tem um valor muito grande, muito maior que o gás associado, porque ele proporciona uma flexibilidade muito importante para o setor elétrico”, explica Hugo Repsold.

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Novos negócios
Na entrevista à agência epbr, durante a OTC 2022, os executivos o interesse de desenvolver parcerias com outros operadores nas áreas de operação offshore para reduzir custos com a contratação de serviços, por exemplo.

“O mais simples que a gente vê hoje são compartilhar helicópteros, a ida para a plataforma. Não tem muito mistério. Cargas, PSV para levar carga para a plataforma (…) é um segundo ponto. Mais para frente, eu acho que a gente consegue compartilhar até sonda, barcos de RSV etc.”, cita Maurício Diniz. “É um interesse geral”.

Eólicas offshore e GNL
Com ativos em rasas, profundas e em terra em bacias do Nordeste, além de ativos industriais, comprados em diferentes momentos nos programas de desinvestimento da Petrobras, a 3R Petroleum acredita que, futuramente, será possível desenvolver novas soluções como a geração de energia eólica no offshore e ofertar gás natural a partir de pequenas unidades de regaseificação, o GNL de pequena escala.

“Ubarana, eu olho para aquelas unidades e penso ‘o que dá para fazer aqui?’ A gente obviamente está pensando em maximizar todos os benefícios que aquele ativo traz. Fazer eólica offshore faz sentido tanto para a geração de energia, como para a produção de energia como para produção de hidrogênio”, explica Hugo Repsold.

Ubarana fica localizado em águas rasas da Bacia do Rio Grande do Norte.

“Nós também consideramos a possibilidade de converter algumas unidades dessas em GNL de pequena escala e aumentar a oferta de gás no Nordeste, que [hoje] tem as sua restrições, que está limitado ao GNL vindo de Pecém, e trazer mais alternativas e mais flexibilidade”, explica Repsold.

Após 60 dias a Petrobras reajustará seus preços de diesel

Estão mantidos os preços de gasolina e GLP

Após 60 dias, a Petrobras fará ajuste nos seus preços de venda de diesel para as distribuidoras.

A partir de amanhã, 10/05, o preço médio de venda de diesel da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 4,51 para R$ 4,91 por litro.

Considerando a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 4,06, em média, para R$ 4,42 a cada litro vendido na bomba. Uma variação de R$ 0,36 por litro.

Com esse movimento, a Petrobras segue outros fornecedores de combustíveis no Brasil que já promoveram ajustes nos seus preços de venda acompanhando os preços de mercado.

O último ajuste de preços aplicado pela Petrobras aconteceu em 11/03 e, naquele momento, refletia apenas parte da elevação observada nos preços de mercado. Esta decisão observou tanto o desalinhamento nos preços quanto a elevada volatilidade no mercado.

Desde aquela data, a Petrobras manteve os seus preços de diesel e gasolina inalterados e reduziu os preços de GLP, observando a dinâmica de mercado de cada produto.

Necessidade de reajuste no diesel

Nesse momento, no entanto, o balanço global de diesel está impactado por uma redução da oferta frente à demanda. Os estoques globais estão reduzidos e abaixo das mínimas sazonais dos últimos cinco anos nas principais regiões supridoras.

Esse desequilíbrio resultou na elevação dos preços de diesel no mundo inteiro, com a valorização deste combustível muito acima da valorização do petróleo. A diferença entre o preço do diesel e o preço do petróleo nunca esteve tão alta.

Abastecimento

Importante reforçar que nossas refinarias já estão operando próximo do seu nível máximo (fator de utilização de 93% no início de maio), considerando as condições adequadas de segurança e de rentabilidade, e que o refino nacional não tem capacidade para atender toda a demanda do país. Dessa forma, cerca de 30% do consumo brasileiro de diesel é atendido por outros refinadores ou importadores.

Isso significa que o equilíbrio de preços com o mercado é condição necessária para o adequado suprimento de toda a demanda, de forma natural, por muitos fornecedores que asseguram o abastecimento adequado.

Preço Petrobras é apenas uma parcela do preço final

Importante reforçar que os preços praticados pela Petrobras, tendo como referência os preços de mercado, são apenas uma parcela dos preços que chegam ao consumidor final.

Para formação do preço na bomba ainda são adicionadas parcelas da mistura obrigatória de biodiesel, custos e margens de distribuição e revenda, e tributos que, no caso do diesel, atualmente limitam-se ao ICMS, imposto estadual, uma vez que os tributos federais PIS e COFINS tiveram suas alíquotas zeradas a partir de 11/03 até 31/12/2022.

Dessa forma, a Petrobras reitera seu compromisso com a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado, acompanhando as variações para cima e para baixo, ao mesmo tempo em que evita o repasse imediato para os preços internos da volatilidade, ou seja, evita o repasse das variações temporárias que podem ser revertidas no curto prazo. Como exemplo, podemos citar variações circunstanciais do preço do petróleo e da taxa de câmbio.

Essa prática está em conformidade com os parâmetros legais e o ambiente de livre competição que vigora no Brasil há mais de vinte anos, de acordo com a Lei 9478/97 (Lei do Petróleo).

De forma a contribuir para a transparência de preços e melhor compreensão da sociedade, a Petrobras publica em seu site informações referentes à formação e composição dos preços de combustíveis ao consumidor.

Convidamos a visitar:
https://petrobras.com.br/pt/nossas-atividades/precos-de-venda-de-combustiveis/

Visite também https://informa.petrobras.com.br/

Resultado trimestral da Petrobras reflete eficiência operacional

Bom desempenho decorre do aumento da produção de petróleo e gás natural e trajetória de maior eficiência na alocação de recursos: investimentos responsáveis e menor endividamento

A Petrobras apresentou resultados positivos no primeiro trimestre de 2022 graças à sua estratégia de maior eficiência, redução de custos e foco em negócios mais rentáveis, como a produção de petróleo e gás natural no pré-sal. Cerca de 80% dos ganhos do período foram provenientes das atividades de Exploração e Produção (E&P) e 20% decorrem de ganhos provenientes dos demais segmentos, como refino.

A geração de caixa operacional no primeiro trimestre de 2022 medida pelo EBITDA ajustado recorrente foi de R$ 78,2 bilhões e o fluxo de caixa livre foi de R$ 40,5 bilhões. Estes indicadores estão em linha com a média do resultado dos pares da indústria de petróleo e gás natural.

O lucro líquido recorrente no trimestre foi de R$ 43,3 bilhões, refletindo principalmente a melhor eficiência operacional, maior produção e exportação de petróleo, menores custos com importação de Gás Natural Liquefeito (GNL), ganhos cambiais devido à valorização do Real frente ao Dólar e os preços do petróleo no período.

“Este resultado financeiro deve-se ao fato de termos agora uma Petrobras saneada, que reduziu os encargos com pagamento de dívida, investe com responsabilidade e opera com eficiência. Por isso, é possível gerar esse retorno importante para o acionista, em especial a sociedade brasileira, representada pela União. Tudo isso gera desenvolvimento econômico em toda a cadeia produtiva, gerando emprego, renda e arrecadação de tributos para o país. Neste trimestre, pagamos para União, estados e municípios em tributos uma vez e meia o valor do nosso lucro líquido. A Petrobras está distribuindo os frutos de sua geração de valor para a população brasileira”, destaca o presidente da Petrobras, José Mauro Coelho.

Mesmo patamar de Brent com performance superior

A média do preço do barril de petróleo (Brent) no trimestre foi de US$ 101, patamar que não ocorria desde o primeiro trimestre de 2014, quando a média do preço do barril de petróleo foi de US$ 108. Apesar do mesmo nível de preço, o desempenho da Petrobras é bastante superior neste trimestre em comparação ao período anterior de preço equivalente de Brent.

Atualmente, a Petrobras convive com um nível saudável de endividamento bruto, que atingiu US$ 58,6 bilhões neste primeiro trimestre de 2022, valor 74%* menor que a dívida no mesmo período de 2014. Além disso, os juros pagos de financiamentos caíram 65% neste período.

Neste mesmo intervalo de tempo, a produção de petróleo e gás natural cresceu 10%, fortemente alavancada pelos investimentos responsáveis e focados nos campos do pré-sal, que hoje respondem por mais de 70% da produção da empresa.

Comparada ao trimestre passado, a produção média de petróleo e gás natural cresceu 3,4%, atingindo a marca de 2,8 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) no primeiro trimestre de 2022.

Destaca-se também que a produção cresceu ao mesmo tempo em que houve uma expressiva redução de despesas gerais e administrativas, com queda de mais de 60% desde o início de 2014 (valores atualizados pela inflação). Neste período, houve ainda queda de mais da metade dos custos de extração de petróleo e de quase 30% nos custos de refino.

Esses avanços resultam da gestão profissional dos últimos anos que perseguiu eficiência e performance operacional de excelência.

A Petrobras destaca que não controla, mas apenas busca seguir os preços de mercado de petróleo e derivados, que se elevaram recentemente no mundo todo, sendo sensível aos efeitos dessa volatilidade. Entretanto, não pode praticar preços artificialmente baixos e desalinhados ao mercado, em cumprimento à legislação vigente. Essa prática permite que o mercado brasileiro seja adequadamente abastecido por dezenas de fornecedores de combustíveis.

Retorno para a sociedade

No primeiro trimestre de 2022, foram recolhidos quase R$ 70 bilhões em impostos, royalties e participações governamentais para União, estados e municípios. São recursos que podem ser revertidos em políticas públicas como educação, saúde, saneamento entre outros. A arrecadação deste trimestre representa crescimento de 30% em relação ao primeiro trimestre de 2014 (valores atualizados pela inflação).

A criação valor para a sociedade é ainda maior considerando o potencial de geração de empregos a partir dos investimentos da Petrobras. Para ser ter uma ideia, cada R$ 1 bilhão investido em negócios de Exploração e Produção gera cerca de 10 mil empregos.

As perspectivas são de continuidade de resultados sustentáveis: “Nosso objetivo é produzir resultados cada vez melhores e para isso seguiremos executando as estratégias definidas em nosso plano estratégico. Com nosso portfólio, resiliente a baixos preços de petróleo, as perspectivas de crescimento de produção e a continuidade da gestão de ativos, estamos convictos de que entregaremos cada vez mais resultados para a sociedade, seja sob a ótica de dividendos e tributos para os cofres públicos, seja sob a ótica de geração de empregos e renda via nossos investimentos. Uma Petrobras sólida e rentável beneficia a todos”, reforça José Mauro Coelho.

* Percentual comparativo apenas da dívida financeira entre os períodos, sem considerar os afretamentos.

Conheça o Plano de Sustentabilidade 2022 da Repsol Sinopec Brasil

Nossos planos anuais de sustentabilidade são elaborados com base nas diretrizes de sustentabilidade do Grupo Repsol, na Agenda Global 2030 da ONU e no Acordo de Paris, e a cada ano, atualiamos nossas metas de curto, médio e longo prazo.

A cada ano, contribuímos para o cumprimento das metas locais e globais da companhia através dos nossos planos de sustentabilidade sempre pautados em valores como ética e respeito às pessoas e ao meio ambiente, tornando o nosso negócio cada vez mais sustentável.

Agora, chegamos em uma nova etapa com o lançamento do Plano de Sustentabilidade 2022, que reúne 19 ações que fortalecem a nossa cultura segurança e promovem avanços na nossa estratégia de gestão de emissões, e impulsionam novas frentes de pesquisa em tecnologia, entre outros objetivos.

Nossos planos são elaborados com base nas seis diretrizes de sustentabilidade do Grupo Repsol, com ações que suportam os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Como resultado dos nossos esforços até aqui, já implementamos mais de 150 ações voltadas a uma gestão sustentável integrada e consistente com o processo de transformação da companhia a nível global.

Confira o nosso Plano de Sustentabilidade 2022:

Veja também o Plano de Sustentabilidade Global da Repsol para 2022:

Sociedade brasileira é a principal beneficiária dos resultados da Petrobras

O bom desempenho operacional e a manutenção do endividamento em nível saudável permitiram a aprovação do pagamento de dividendos proposto à União e aos seus mais de 700 mil acionistas brasileiros.

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou, nesta quinta-feira (5/5), o pagamento de remuneração aos acionistas de cerca de R$ 3,72 por ação ordinária e preferencial em circulação. Os valores serão pagos em parcelas iguais nos meses de junho e julho.

O pagamento de dividendos é obrigatório em caso de lucro para qualquer empresa de capital aberto, conforme prevê a lei 6.404/76, das Sociedades Anônimas. Trata-se de um recurso que pertence aos acionistas e, no caso da Petrobras, a maior parte sempre retorna à sociedade brasileira, incluindo os mais de 700 mil acionistas brasileiros.

A política de remuneração aos acionistas da Petrobras busca o alinhamento com a prática dos pares da indústria de petróleo e gás natural.

Além dos dividendos, os resultados alcançados pela Petrobras também retornam à sociedade por meio do pagamento de tributos. No primeiro trimestre de 2022, foram pagos quase R$ 70 bilhões em impostos, royalties e participações governamentais.

“Por anos, a Petrobras deixou de pagar dividendos para União e qualquer acionista e praticou investimentos que não geraram resultados, o que levou ao alto endividamento da companhia, chegando a ser o maior entre as empresas no mundo. Agora vivemos uma nova realidade, com foco em eficiência. Os recursos gerados pela Petrobras são revertidos em investimentos realizados com responsabilidade e que geram maior desenvolvimento econômico e geração de empregos e renda para os brasileiros”, destaca o presidente da Petrobras, José Mauro Coelho.

Engenheiros da Petrobras recebem reconhecimento internacional por contribuições à indústria offshore

OTC, maior congresso do setor, destaca atuação de Gabriel Serrão e Ana Margarida Oliveira no segmento de águas profundas

Os engenheiros da Petrobras Gabriel Serrão e Ana Margarida de Oliveira receberam reconhecimento por sua atuação no setor de petróleo e gás marítimo – concedido pela Offshore Technology Conference 2022 (OTC), maior congresso da indústria mundial offshore, em Houston (EUA), que se encerra na quinta-feira (5/05). Em comum, ambos vêm se dedicando a trabalhos pioneiros no segmento de exploração e produção em águas profundas, com foco em aumento de eficiência e inovação.

Serrão, que atua como engenheiro de reservatórios, obteve o prêmio “OTC Emerging Leaders” – concedido pela primeira vez a um brasileiro – por sua capacidade de liderar e propor soluções inovadoras para a área de upstream da Petrobras.  A intenção da OTC é reconhecer jovens profissionais, com até 10 anos de experiência, que tenham se destacado em superar desafios mais urgentes do setor. Com 32 anos de idade e 10 anos de carreira na companhia, Serrão trabalha atualmente no programa estratégico CÉOS, com foco na construção dos melhores modelos de reservatórios da indústria.

Por meio de tecnologias disruptivas como inteligência artificial, realidade aumentada e outras, o CÉOS contribui para o atingimento dos objetivos do RES20, programa estratégico por meio do qual a Petrobras ambiciona incorporar 20 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) aos campos em que é operadora, até 2030. Nesse sentido, a companhia já colhe os primeiros frutos: em 2021, adicionou o maior volume de reservas provadas em um único ano, em toda sua história.

Destaque em inovação submarina

Ana Margarida de Oliveira teve seu artigo “Challenges And Opportunities For Subsea Electrical Power Systems For High Power Subsea Processing And Boosting Applications: Hisep™ Study Case’” – em parceria com cinco coautores, todos profissionais da Petrobras – reconhecido entre os dez melhores trabalhos sobre engenharia mecânica apresentados na OTC neste ano. Selecionado pela American Society of Mechanical Engineers (ASME) – uma das entidades que promove a OTC -, o paper obteve a segunda colocação na categoria “Arthur Lubinski Best Paper Award”, cujo objetivo é reconhecer e encorajar a publicação na OTC de artigos de engenharia mecânica com alto padrão de qualidade.

Com 17 anos de experiência na Petrobras, Ana Margarida é engenheira eletricista, com mestrado e doutorado em Eletromagnetismo na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) – com parte do doutorado realizada na Universidade de Liege, na Bélgica. Seu artigo aborda uma visão inovadora de sistema submarino para águas ultraprofundas, avaliando riscos e apontando mitigações necessárias. “Pela abordagem pioneira, acreditamos que o trabalho vai contribuir como um guia para a comunidade técnica a ser utilizado em projetos de sistemas de processamento e bombeamento submarinos”, disse Ana. Os coautores envolvidos no projeto são André Athayde Gonçalves; William Albuquerque da Silva; Lilson Terra Costa e Fabio Menezes Passarelli.

Histórico de reconhecimento à Petrobras

Há três décadas, a OTC reconhece o pioneirismo tecnológico da Petrobras. O principal prêmio da entidade – o Distinguished Achievement Award for Companies – já foi entregue quatro vezes à companhia, alavancando a empresa à posição de liderança em tecnologia para exploração e produção em águas profundas e ultraprofundas.

O primeiro prêmio foi obtido em 1992, pelas inovações desenvolvidas para o campo de Marlim, na Bacia de Campos e o segundo, em 2001, pelas soluções empregadas em Roncador, na mesma bacia. Em 2015, a Petrobras foi reconhecida pelo conjunto de dez tecnologias especialmente criadas para desenvolver Tupi, no pré-sal – e, em 2021, pelas inovações adotadas no campo de Búzios, maior ativo em águas profundas da indústria mundial.

Em 2019, a edição brasileira da Conferência (OTC Brasil) também concedeu à Petrobras o Distinguished Achieviement Award, pelo pioneirismo tecnológico do Teste de Longa Duração (TLD) de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos.

Prêmios individuais

Além desse histórico de premiações, outros dois profissionais da Petrobras receberam reconhecimentos individuais por suas contribuições à indústria mundial. Em 2019, o engenheiro Carlos Mastrangelo recebeu o Distinguiched Achievement Award for Individuals da OTC – principal categoria de premiação individual da entidade – pelo trabalho de regulamentação e disseminação do uso de plataformas do tipo FPSO (unidades flutuantes de produção, armazenamento e descarga). Em 2007, foi a vez de o engenheiro Marcos Assayag ser reconhecido por importantes contribuições no desenvolvimento de novas tecnologias para desenvolvimento da produção em águas profundas.

FPSO Carioca, no pré-sal da Bacia de Santos, se aproxima de sua capacidade total de produção

Plataforma alcança produção de 175 mil barris de petróleo por dia (bpd)

A Petrobras informa que entrou em operação o quarto poço produtor interligado ao FPSO Carioca, no campo de Sépia, no pré-sal da Bacia de Santos. A abertura do último poço produtor acrescentou 41 mil barris de petróleo por dia (bpd) à unidade – que já produzia 134 mil bpd. Com isso, tornou-se a plataforma de maior produção da Petrobras, no momento, com 175 mil bpd.

O FPSO Carioca, unidade afretada junto à Modec, entrou em operação em agosto de 2021 e possui capacidade para processar diariamente até 180 mil bpd e comprimir até 6 milhões de m³/dia de gás natural.

Na mesma data da abertura do último poço produtor do FPSO Carioca, a Petrobras e os novos parceiros da jazida compartilhada de Sépia assinaram os contratos de Partilha de Produção, juntamente com a Pré-Sal Petróleo SA (PPSA), gestora do contrato, bem como o Acordo de Coparticipação. A jazida compartilhada é composta pelos campos de Sépia (regida pelos contratos de Cessão Onerosa e Partilha da Produção) e Sépia Leste – regida pelo contrato de Concessão (BM-S-24). Assim, a Petrobras, operadora, passou a deter 55,3% de participação na jazida; a TotalEnergies EP, 16,91%; a Petronas, 12,69%; a QP Brasil, 12,69%; e a Petrogal Brasil S.A., 2,41%.

Estatal informa sobre a Iniciativa do WAG Full Field do Campo de Tupi

A Petrobras cancelou o processo do Consórcio AIP de Tupi (Acordo de Individualização de Produção) para contratação de serviços de Engenharia, Aquisição, Construção e Instalação (EPCI) de dutos rígidos submarinos (SURF) da Iniciativa do WAG Full Field do Campo de Tupi devido a empresa McDermott, vencedora do processo competitivo, ter recusado celebrar o contrato após terceira convocação da Petrobras.

A Petrobras está avaliando internamente os impactos financeiros do cancelamento da contratação assim como o início de processo administrativo para eventuais sanções e indenizações cabíveis.

A Petrobras informa, ainda, que a Iniciativa do WAG Full Field do Campo de Tupi permanece na carteira de portfólio de oportunidades e projetos de investimentos vigentes e estuda nova estratégia de contratação para retorno ao mercado.

Iniciativa do WAG Full Field do Campo de Tupi

A Iniciativa do WAG Full Field do Campo de Tupi tem por objetivo o aumento do fator de recuperação de óleo do campo através da injeção alternada de água e gás e consiste na conversão de 15 poços injetores de água (IA) em poços injetores de água e gás (IWAG) por meio de aquisição e instalação de dutos de injeção de gás (IG), conectados em 5 UEPs (Unidades Estacionárias de Produção) do campo de Tupi.

O Consórcio AIP de Tupi é formado pela Petrobras, como Líder e Operadora, com participação de 67,216%, e os demais parceiros: Shell (23,024%), Petrogal (9,209%) e União (0,551%), representada pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA).”

Petrobras investirá US$ 5,5 bilhões em atividades exploratórias nos próximos cinco anos

Executivo da Petrobras destacou novas descobertas de petróleo e gás durante encontro da Bratecc, evento paralelo à Offshore Technology Conference (OTC), em Houston (EUA)

As recentes descobertas de petróleo no pré-sal, nas áreas de Alto de Cabo Frio Central e Aram, abrem um horizonte de novas oportunidades exploratórias para o Brasil. As descobertas são fruto da intensificação do esforço exploratório da Petrobras, que programou investir US$ 5,5 bilhões nesse segmento nos próximos cinco anos. A afirmação é do gerente executivo de Estratégia da Petrobras, Eduardo Bordieri, que apresentou o painel “Petrobras perspectives on O&G double resilience” durante o Annual Breakfast Offshore da Brazil-Texas Chamber of Commerce (Bratecc), em 4/05, evento paralelo à Offshore Technology Conference (OTC), em Houston (EUA).

Do total de investimentos programados pelo Plano Estratégico da Petrobras em novas fronteiras exploratórias, as Bacias de Sudeste (incluindo os prospectos do pré-sal) receberão 58% dos recursos; a Margem Equatorial, 38%, e as demais áreas, 2%. “Todos os investimentos da Petrobras buscam a dupla resiliência: tanto econômica (considerando projetos viáveis do ponto de vista financeiro com o preço do Brent a US$ 35 no longo prazo) quanto ambiental (projetos com baixa emissão de carbono)”, sintetizou Bordieri.

Redução do tempo de construção de poços

Outro destaque da palestra foi a redução expressiva no tempo construção de poços no pré-sal, com a manutenção de segurança operacional. Entre 2018 e 2021, a companhia reduziu esse prazo de 100 dias para menos de 70 dias, em média. A projeção da Petrobras é intensificar esses esforços e alcançar, até 2024, redução de 14% nesse prazo – com a contribuição de seu programa de eficiência em perfuração e completação, além da utilização de novos modelos de configuração de poços, mais rápidos e otimizados.

“Toda redução de tempo de construção de poços é sinônimo de preservação de segurança operacional, redução de custos associada à geração de valor. Para se ter ideia, a atividade de poços responde por cerca de 30% dos investimentos na área de Exploração e Produção. Por isso, perseguimos os melhores resultados nessa atividade, preservando a segurança e otimizando a configuração de poços, da forma mais rápida e eficiente possível, sempre de acordo com as melhores práticas de segurança da indústria”, afirmou Bordieri.

Visão de futuro

A Petrobras colocará em produção 15 navios-plataforma, do tipo FPSO (sistema flutuante de produção, armazenagem e transferência de petróleo, na sigla em inglês), nos próximos cinco anos. Desse total, dez serão instalados no pré-sal e cinco no pós-sal. Segundo Bordieri, a companhia já colocou em operação um total de 32 FPSOs ao longo de sua história mais recente, um recorde na indústria do petróleo. “Hoje a Petrobras é líder na operação de FPSOs no mundo e é a empresa que instalará o maior número de plataformas desse tipo nos próximos cinco anos, gerando valor para os nossos públicos de interesse ”, concluiu ele.

Wilson Sons divulga primeiro Relatório de Sustentabilidade, com destaques de ações ligadas a práticas de ESG em 2021

Divulgação acontece seis meses após a chegada da empresa ao Novo Mercado da B3. Entre as iniciativas está a redução de emissões de CO2 com a construção de novos rebocadores

A Wilson Sons, maior operador integrado de logística portuária e marítima do Brasil, divulgou seu primeiro relatório integralmente dedicado às ações de sustentabilidade da companhia, que tem mais de 180 anos de atuação no mercado. A divulgação acontece seis meses após as ações da Wilson Sons começarem a ser negociadas no Novo Mercado da B3 (PORT3), o que demonstra o compromisso da companhia em garantir transparência às suas atividades ligadas a práticas sociais, ambientais e de governança.

“A divulgação deste relatório voltado especificamente para o tema de Sustentabilidade demonstra o amadurecimento da Wilson Sons em relação à agenda ESG, que ganha cada dia mais relevância no cenário mundial. Esta é uma evolução da nossa jornada, que certamente terá novos passos ao longo deste ano, gerando ainda mais valor para nossos investidores e demais stakeholders”, afirma Fernando Salek, CEO da Wilson Sons.

Transporte marítimo: menos intensivo em carbono

O Relatório de Sustentabilidade apresenta ações desenvolvidas ao longo de 2021 e números que demonstram a resiliência da companhia, em um ano bastante impactado pela pandemia. Em relação a 2020, a receita líquida cresceu aproximadamente 18% em reais, com demanda sólida pelos serviços da empresa essenciais para a economia do país. Responsável por 90% do fluxo de comércio global, o transporte marítimo é menos intensivo na emissão de dióxido de carbono (CO2), quando comparado aos modais rodoviário e ferroviário, além de se destacar pela alta capacidade e custos variáveis mais baixos, permitindo conexões, alta eficiência energética e economia de escala.

Políticas e práticas ambientais

A Wilson Sons relacionou quatro temas ambientais como mais relevantes para a companhia: Emissões e Mudanças Climáticas; Energia; Recursos Hídricos e Resíduos Sólidos; e Impacto nos Ecossistemas Marinhos. Como forma de reduzir o impacto de suas atividades no meio ambiente, a companhia vem identificando oportunidades de descarbonização de sua matriz energética.

Desde 2014, a companhia publica voluntariamente seu Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE). Em 2021, a Wilson Sons foi certificada no selo ouro do GHG Protocol, programa brasileiro que tem o objetivo de estimular e apoiar corporações na elaboração e publicação de inventários de emissões de gases do efeito estufa (GEE).

Na busca por fomentar a economia de baixo carbono, a Wilson Sons deu início a uma série de medidas e adotou tecnologias para reduzir o consumo de combustível e as emissões de sua frota de rebocadores, principais responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa na companhia. Entre estas ações, estão as atividades da única Central de Operações de Rebocadores (COR) do Brasil, o desenvolvimento de algoritmos de otimização de despacho, os programas de incentivo para tripulações que superem as metas de eficiência operacional, e a construção de seis novos rebocadores com novo design do casco, que permite maior eficiência operacional com menor consumo de combustível.

Os novos rebocadores trarão pela primeira vez ao Brasil um conceito inovador para o casco das embarcações, que permite uma redução estimada de até 14% nas emissões de gases de efeito estufa, na comparação com a tecnologia anterior, em função da maior eficiência hidrodinâmica. Já a COR, desde a sua criação há mais de uma década, sempre contribuiu para o controle e eficiência da movimentação dos 80 rebocadores da frota. Os deslocamentos são realizados somente quando necessário, com o equipamento ideal, e em velocidade ótima, maximizando eficiência energética e consequente controle de emissões. Com o desenvolvimento de um módulo usando tecnologia de Inteligência Artificial, a COR contribuirá ainda mais para uma operação com um menor consumo de combustível.

Em outra demonstração de comprometimento com a redução de emissões, a companhia também passou a incluir em sua matriz de riscos a identificação e gestão de ameaças e oportunidades relacionadas às mudanças climáticas. A Wilson Sons iniciou a avaliação dos riscos e das oportunidades ligadas à economia de baixo carbono, avaliando cenários, práticas atuais e projeções futuras para os negócios da companhia, seguindo a metodologia TCFD (Task Force on Climate-Related Financial Disclosures).

Em colaboração com fornecedores, startups, instituições de conhecimento e demais parceiros, a Wilson Sons busca desenvolver experiências e tecnologias que contribuam para reduções significativas da emissão de carbono. Além disso, a companhia planeja e estabelece diferentes estratégias de aquisição e consumo de energia, buscando identificar, promover e replicar projetos que permitam ganhos de eficiência operacional a partir do uso de energia economizada. Um exemplo recente é o estabelecimento de uma parceria com a SINAI Technologies para desenvolver uma curva de custo marginal de abatimento  de carbono.

A gestão de resíduos sólidos também tem sua importância na Wilson Sons, promovendo a reciclagem e reutilização para mitigar a poluição. Foram implementadas iniciativas de conscientização de colaboradores, como por exemplo a reciclagem de uniformes, transformados em cobertores para moradores de rua e animais de estimação. Em 2021, o projeto produziu 510 cobertores reciclados.

A gestão de recursos hídricos é outra importante frente de atuação da Wilson Sons. A companhia desenvolve iniciativas de reúso e captação de água da chuva. Em 2021, foram reaproveitados mais de quatro mil metros cúbicos de água nos terminais de contêineres, bases de apoio offshore e centro logístico.

No Tecon Salvador, desde 2015 um programa reutiliza toda a água residual de lavagem de equipamentos. Em 2021, a unidade reaproveitou mais de 2.000 metros cúbicos de água. Além disso, para gerenciar a água com eficiência, o terminal conta com um sistema de monitoramento remoto que permite controlar o volume de consumo e possíveis vazamentos.

Já no Tecon Rio Grande, a companhia coleta e trata a água gerada pelo do uso de equipamentos de ar-condicionado, além de contar com sistemas de captação de águas pluviais. O terminal também possui ainda um sistema que retira e trata o óleo da água gerada na lavagem de equipamentos para futura reutilização.

Responsabilidade socioambiental

No último ano, a companhia apoiou mais de uma dezena de projetos de responsabilidade socioambiental, representando um investimento de quase R$ 4 milhões, considerando patrocínios via leis de incentivos e verba direta.Ao todo, foram beneficiadas mais de 250 mil pessoas, em diferentes regiões do Brasil. Além disso, desempenhou importante papel na geração de emprego e renda, em um ano especialmente sensível para o mercado de trabalho. A companhia, que desenvolve uma série de práticas de incentivo à educação continuada entre outras ações voltadas para seus colaboradores, também conquistou a certificação Great Place to Work, como uma das melhores empresas para se trabalhar.

Premiação em Segurança e Saúde Ocupacional

Os temas relacionados à Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SMS) são gerenciados estrategicamente pela empresa, pois são vistos como elementos-chave para o desenvolvimento sustentável do negócio. Como consequência da importância desse tema em sua estratégia, a Wilson Sons foi premiada nas últimas cinco edições do Prêmio DuPont de Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional no Brasil. Com forte atuação na prevenção de acidentes de trabalho, a companhia registrou queda de 87% no índice de lesões com afastamento entre 2011 e 2021, atestando a evolução da cultura de segurança entre os colaboradores. A Wilson Sons monitora continuamente esse desempenho para aprimorar ainda mais seus processos e prevenir futuros acidentes.

Mecanismos de compliance fortalecidos

A ética é fundamental em todo relacionamento estabelecido pela Wilson Sons com seus diversos stakeholders. Como signatária do Pacto Global das Nações Unidas, que menciona no 10º princípio que as empresas devem combater a corrupção em todas as suas formas, a Wilson Sons está empenhada em fortalecer seus mecanismos de compliance e investir em iniciativas que promovam a conscientização do público interno sobre a importância do combate à corrupção. Como parte desses mecanismos, a companhia mantém um canal de ética independente, no qual todos os públicos de interesse podem informar sobre situações e condutas antiéticas. O relatório deste ano destaca os registros feitos no canal no período, bem como o resultado das avaliações e as eventuais tratativas adotadas.

A inovação como diferencial

A Wilson Sons vem se preparando para a transformação que será vivenciada pelo setor portuário marítimo nos próximos anos, aliando os avanços tecnológicos em portos e embarcações à crescente demanda do setor para tornar-se mais sustentável. De acordo com as projeções para o setor, as receitas das shiptechs (empresas de tecnologia marítima) devem triplicar nos próximos dez anos, aumentando também a participação das startups nesse mercado.

Empresa que conta com a inovação em seu DNA, a Wilson Sons foi incluída no último ano no Ranking 100 Open Startups 2021, que destaca o trabalho de colaboração em inovação entre corporações e startups. A companhia ficou em segundo lugar na categoria Transporte e Logística.

“As iniciativas e conquistas da Wilson Sons, ao lado da nossa cultura de inovação, nos preparam para o crescimento contínuo. Diante dos desafios que se impõem aos negócios e à sociedade, continuaremos a executar a nossa estratégia, rumo a um futuro cada vez mais sustentável”, concluiu Fernando Salek, CEO da Wilson Sons.

Sobre a Wilson Sons 

A Wilson Sons é o maior operador integrado de logística portuária e marítima do mercado brasileiro, com mais de 180 anos de experiência. A companhia tem abrangência nacional e oferece soluções completas para mais de 2 mil clientes, incluindo armadores, importadores e exportadores, indústria de óleo e gás, projetos de energia renovável, setor do agronegócio, além de outros participantes em diversos segmentos da economia. Saiba mais em: https://www.wilsonsons.com.br/pt-br / https://www.wilsonsons.com.br/en/

Confira o Relatório de Sustentabilidade da Wilson Sons em: https://ri.wilsonsons.com.br/publicacoes/relatorios-anuais/