Projeto de Monitoramento de Praias da Petrobras inicia reintegração ao ambiente natural de dois peixes-boi resgatados

O Projeto de Monitoramento de Praias do Litoral dos estados do Rio Grande no Norte e Ceará (PMP-BP), estruturado pela Petrobras, realizou, na madrugada de (30/04), em parceria com o Projeto Cetáceos da Costa branca da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (PCCB-UERN) e a Fundação para o Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio Grande do Norte – FUNCITERN, uma operação para a translocação de dois peixes-boi para a praia de Diogo Lopes, em Macau (RN), onde está localizado o Recinto de Aclimatação.

O transporte dos animais foi realizado em caminhão e contou com apoio das Polícias Militar e Ambiental do estado, da Guarda Municipal de Areia Branca e do Corpo de Bombeiros. A viagem com um trajeto de aproximadamente 120 km é cuidadosa e o caminhão precisou manter baixa velocidade para garantir a estabilidade e o conforto dos animais e por isso foi realizada de madrugada. Os preparativos começaram no dia 29 e a chegada em Diogo Lopes aconteceu na madrugada do dia 30, por volta de 5:30h. Os animais foram estabilizados e transferidos para o recinto. Toda a ação foi realizada por equipe especializada e acompanhada presencialmente por técnicos do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O biólogo Flávio Lima, professor da UERN e coordenador geral do PCCB-UERN, responsável pela ação, explica que o local tem capacidade para até quatro animais simultaneamente, com área total de 690 m², incluindo estrutura de acesso, área de manejo e cercado dos animais, todos em madeira tratada e legalmente licenciada. A estrutura foi construída em um canal localizado na

Comunidade de Diogo Lopes, mediante autorizações, licenças e anuências de todos os órgãos públicos competentes, incluindo o Conselho Gestor da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Estadual Ponta do Tubarão (RDSEPT). O IDEMA (Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente) tem propiciado espaço para alojamento e reuniões da equipe no Ecoposto, sede da RDSEPT. A Prefeitura Municipal de Macau também ofereceu todo o apoio necessário à implantação do recinto.

Carinhosamente chamados pelos veterinários de Zé e Gabriel, os animais medem aproximadamente 2,55 metros e pesam 310Kg e 342 Kg, respectivamente. Zé (com 4 anos e 3 meses) e Gabriel (com 4 anos e 8 meses), foram encontrados encalhados e resgatados quando ainda eram neonatos e estavam em recuperação no Centro e Reabilitação da Fauna Marinha do PCCB-UERN, em Areia Branca (CRF-AB), sob a supervisão de uma equipe multidisciplinar. Agora, passam a habitar o Recinto de Aclimatação até completarem o processo de reabilitação e posterior soltura em vida livre.

O veterinário Augusto Bôaviagem, responsável pelos cuidados dos peixes-boi, explica que é comum os animais encalharem nos primeiros dias de vida, sendo necessário cuidados e tratamento especializado. “Durante a reabilitação, os animais passam por periódicas avaliações de saúde e de comportamento. E após o período de desmame (20 a 24 meses) ou alcançando as condições clínicas e físicas necessárias, os animais estão aptos para serem translocados para o recinto de aclimatação”.

Durante aproximadamente seis meses eles permanecerão neste espaço, projetado para que possam se adaptar ao ambiente natural, antes do retorno definitivo para natureza. Estes são os primeiros peixes-boi transportados para o local de aclimatação, construído no início deste ano. “Esta é uma etapa importante pois, antes de serem soltos, os animais necessitam se adaptar aos movimentos e oscilações das marés, correntes marinhas e temperatura das águas, por exemplo”, diz o biólogo Daniel Solon, gerente técnico operacional do PCCB-UERN.

Atualmente, 28 peixes-boi estão em reabilitação nas bases do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia Potiguar. Desde 2009 as equipes estão trabalhando na conscientização da população local para a preservação dos peixes-boi, uma das espécies de mamíferos aquáticos com maior risco de extinção no Brasil, sendo a região da Costa Branca no Rio Grande do Norte um dos principais locais de encalhes de filhotes.

“Após a reabilitação e readaptação, esses animais serão soltos para o seu ambiente natural e, antes da soltura, recebem um número de identificação e um equipamento que permite localizá-los. Este rastreador muitas vezes chama a atenção da população e dos pescadores que, em alguns momentos, podem tentar retirá-lo do animal. Por isso, a importância do trabalho educativo com as comunidades locais, para explicar a funcionalidade e importância deste rastreador, já que serve para acompanharmos a adaptação, saúde e desenvolvimento do animal”, confirma Andressa Costa, profissional Petrobras que acompanha o PMP-BP.

Com o novo centro de aclimatação para peixe-boi marinho do Estado do Rio Grande do Norte, a Petrobras cumpre às exigências dos órgãos ambientais, além de entregar um equipamento de excelência para a preservação das espécies marinhas. Este é o terceiro recinto de aclimatação construído com o apoio financeiro da Petrobras, estando os outros dois localizados na Praia de Picos, em Icapuí (CE), e na Barra do Rio Mamanguape, em Rio Tinto (PB).

A Petrobras, por meio de empresas e instituições contratadas, vem atuando no resgate de neonatos de peixes-boi desde 2010. Atualmente, 28 peixes-boi estão em reabilitação nas bases do PMP-RNCE.

Estruturado e executado pela Petrobras para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo IBAMA, o PMP é o maior programa de monitoramento de praias do mundo. Atualmente, a Petrobras mantém quatro PMPs, que juntos, atuam em 10 estados litorâneos, acompanhando mais de três mil quilômetros de praias em regiões onde a companhia atua, trabalhando em parceria com diversas organizações científicas e comunidades locais. No Rio Grande do Norte, o trabalho é realizado em conjunto com o Projeto Cetáceos da Costa Branca da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – PCCB-UERN por meio da Fundação para o Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio Grande do Norte – FUNCITERN, instituições contratadas pela Petrobras.

O monitoramento é fiscalizado pelo IBAMA e compreende o registro, resgate, necropsia, reabilitação e soltura de mamíferos, tartarugas e aves marinhas, contribuindo para a gestão de políticas públicas para a conservação da biodiversidade marinha.

A sociedade também pode participar, acionando imediatamente as equipes ao avistar um animal marinho vivo ou morto, pelos telefones:

PMP-RNCE (RN) – (84) 98843 4621 e 99943 0058

PMP-RNCE (CE) – (85) 99800 0109 e 99188 2137

Petrobras inicia operação de primeira plataforma definitiva no campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos

A Petrobras iniciou, em 30/4, a produção de petróleo e gás natural por meio do FPSO Guanabara, primeiro sistema de produção definitivo instalado no campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos. A plataforma, do tipo FPSO (unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo e gás), tem capacidade de processar até 180 mil barris de óleo e 12 milhões de m3 de gás, o que representa 6% da produção operada pela Petrobras, contribuindo para o crescimento previsto da produção da companhia. Mero é o terceiro maior campo de petróleo do pré-sal (atrás apenas de Búzios e Tupi).

A plataforma chegou ao campo de Mero no fim de janeiro de 2022. Neste período, foi conectada a poços e equipamentos submarinos, e passou pelos testes finais antes de dar início à produção. Na primeira onda serão interligados 6 poços produtores e 7 injetores ao FPSO. A previsão é que a plataforma atinja o pico de produção até o final de 2022.

“O FPSO Guanabara é a unidade de produção de petróleo mais complexa a operar no Brasil. A implementação de um projeto com essa tecnologia é resultado de mais de uma década de aprendizado no pré-sal e da atuação integrada entre a Petrobras, parceiros e fornecedores. O projeto foi concebido visando aliar capacidade produtiva, eficiência e redução de emissões de gases de efeito estufa”, destaca João Henrique Rittershaussen, diretor de Desenvolvimento da Produção da Petrobras.

O peso da plataforma é de 102.443 toneladas (equivalente a 258 Boeings 747); altura de 172 metros, equivalente a 4,6 estátuas do Cristo Redentor e comprimento de 332 metros, ou três campos de futebol. Além disso, tem capacidade de geração de energia de 100 megawatts, suficiente para abastecer uma cidade de 330 mil habitantes.

Construída e operada pela Modec, a unidade está localizada a mais de 150 km da costa do estado do Rio de Janeiro em profundidade d´água que chega a 1.930 metros. Ao todo, mais três plataformas definitivas estão programadas para entrar em operação no campo de Mero no horizonte do Plano Estratégico 2022-2026 da Petrobras.

O FPSO Guanabara conta com sistemas de reinjeção do gás, onde a produção de gás com teor de 45% de dióxido de carbono (CO2), após consumo próprio no FPSO, será toda reinjetada na jazida visando a manutenção de pressão e a melhora na recuperação de petróleo, além de reduzir o lançamento de CO2 na atmosfera. A reinjeção de gás será feita de forma alternada com a injeção de água (Water Alternating Gas – WAG).

Adicionalmente, o campo de Mero está desenvolvendo uma tecnologia inédita de separação ainda no leito marinho, do gás rico em CO2 do petróleo, para sua reinjeção a partir do leito marinho, reduzindo a quantidade de gás que chega ao FPSO, aumentando assim a disponibilidade do FPSO ao óleo e a eficiência do projeto.

O projeto de Mero 1 é parte de um dos mais robustos programas de Captura, Uso e Armazenamento geológico de CO2 do mundo – chamado CCUS. Essas iniciativas estão alinhadas ao compromisso da Petrobras de redução de 32% na intensidade de carbono na área de Exploração e Produção até 2025.

O campo unitizado de Mero é operado pela Petrobras (38,6%), em parceria com a Shell Brasil (19,3%), TotalEnergies (19,3%), CNPC (9,65%), CNOOC Petroleum Brasil Ltda (9,65%) e Pré-Sal Petróleo S.A -PPSA (3,5%), como representante da União na área não contratada.

Petrobras apoia Centro Tecnológico do Exército no desenvolvimento de tecnologia inédita de fibra de carbono

Ministério da Ciência e Tecnologia investirá R$30 milhões na ampliação do projeto

A Petrobras e o Centro Tecnológico do Exército (CTEx) vêm desenvolvendo uma tecnologia inédita de fibra de carbono, à base de piche de petróleo, que pode ser usada na fabricação de equipamentos para as indústrias automobilística, aeroespacial, de óleo e gás, militar, entre outras. Com investimentos de R$ 30 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), órgão vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, o Exército Brasileiro prevê ampliar a escala de produção desse material, mais leve e resistente que o aço.

Para a Petrobras, o projeto é uma oportunidade de transformar o piche, produto residual do processo de refino de petróleo, em materiais de alto valor agregado. “Além de matéria-prima para geração de combustíveis, o petróleo é um insumo fundamental para o desenvolvimento de produtos avançados para a sociedade, como a fibra de carbono. Nossa parceria com o CTEx busca gerar demanda mais nobre para um produto de nossas refinarias, uma vez que a comprovação de escalabilidade eficiente pode levar à criação de um parque industrial nacional focado na produção de fibra de carbono, competindo com produtos atualmente importados”, afirmou o Diretor de Inovação e Tecnologia da Petrobras, Juliano Dantas.

Material versátil, mais leve e resistente que o aço

Por ser mais leve e resistente que o aço, com uma densidade próxima à do plástico, a fibra de carbono pode ser usada na fabricação de equipamentos em que o peso e resistência são determinantes – com aplicação na indústria aeroespacial, automobilística, de defesa, além da engenharia estrutural.

“A tecnologia desenvolvida pela parceria Petrobras e CTEx para obtenção de fibra de carbono a partir do óleo decantado (piche) é uma alternativa às tecnologias de produção à base de outras matérias-primas, como o alcatrão de carvão, por exemplo, que pode apresentar restrições ambientais”, afirmou o gerente geral do Centro de Pesquisas e Inovação da Petrobras (Cenpes), Antônio Vicente Castro.

Desde seu início, em 2003, a parceria da Petrobras com o Centro Tecnológico do Exército gerou o depósito de três patentes, no Brasil e no exterior, ligadas ao processo de desenvolvimento tecnológico do material. Além disso, a companhia investiu em capacitação de pessoal e na instalação de infraestrutura de ponta no CTEx.

A Petrobras mobilizou ainda, ao longo desse tempo, pesquisadores de seu Centro de Pesquisas e Inovação (Cenpes) dedicados a colaborar com o Exército para o desenvolvimento da fibra de carbono. Com o financiamento adquirido pelo Exército, a Petrobras seguirá investindo e acompanhando o desenvolvimento do projeto, além de colaborar com o amadurecimento desta tecnologia.

Atualização em preços de gás natural

Conforme os contratos acordados pela Petrobras com as distribuidoras, os preços de venda de gás natural – transportado e distribuído por dutos – terão ajuste médio de 19% em R$/m³, com relação ao trimestre fevereiro-março-abril. Tais contratos preveem revisões trimestrais e vinculam a variação do preço do gás às oscilações do petróleo tipo Brent e taxas de câmbio no período.

A Petrobras ressalta que o preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo preço de venda da companhia, mas também pelas margens das distribuidoras (e, no caso do GNV, dos postos de revenda) e pelos tributos federais e estaduais. Em média, para clientes residenciais, a parcela Petrobras no preço ao consumidor corresponde a cerca de 28% da tarifa final, de acordo com informações do Boletim Mensal de Acompanhamento da Indústria do Gás, publicado pelo MME. Além disso, as tarifas ao consumidor são aprovadas pelas agências reguladoras estaduais, conforme legislação e regulação específicas. Importante informar que o ajuste anunciado para 1/5/22 não se refere ao preço do GLP (gás de cozinha), envasado em botijões ou vendido a granel.

Os preços atualizados seguirão vigentes até 31/7/2022, conforme estabelecido nos contratos firmados. A atualização trimestral do preço do gás natural e anual para o transporte do produto permite atenuar volatilidades momentâneas e aliviar, no preço final, o impacto de oscilações bruscas e pontuais no mercado externo, assegurando, desta forma, previsibilidade e transparência aos clientes. Os contratos são públicos e divulgados no site da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

O mercado de gás natural brasileiro atualmente é aberto a outras empresas que queiram ofertar esse produto no País. Nos últimos anos, a Petrobras apoiou ativamente esse processo, por entender que, com mais oferta, o mercado se fortalece, refletindo em ganhos para o consumidor.

É importante esclarecer também que o indexador Brent utilizado nos contratos para a atualização dos preços foi uma opção amplamente adotada pelo mercado, como pode ser observado nos contratos firmados com os demais supridores que estão atuando no mercado brasileiro desde janeiro deste ano.

A atualização dos preços do gás natural da Petrobras seguiu os parâmetros de reajustes utilizados pelas demais empresas que atuam nesse segmento, com perfil semelhante ao da Petrobras, que variaram de 18% a 28% nos contratos vinculados ao petróleo Brent.

Devido aos contratos estabelecidos com seus clientes, a faixa do preço do gás natural (sem o transporte) da Petrobras ficará entre US$12,30 e US$17,70/MMBtu, ao passo que o preço no mercado global (mais especificamente, do Gás Natural Liquefeito (GNL) para entrega no Brasil) encontra-se em cerca de US$30,00/MMBtu (sem considerar o transporte e custos de regaseificação).

Assista ao vídeo para mais esclarecimentos sobre o mercado de gás.

Estatal destaca avanços em redução de emissões nos campos do pré-sal na OTC 2022

Campos de Tupi e Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, estão entre que produzem com menos emissões de CO2 no mundo

Os campos do pré-sal estão entre os que produzem com menos emissões de CO2 no mundo. A emissão média de CO2 equivalente por barril produzido na indústria mundial é 70% maior do que a emissão no pré-sal – 17kg de CO2 por barril produzido no mundo contra 10 kg por boe no pré-sal (campos de Tupi e Búzios). Esse resultado é reflexo dos avanços da Petrobras no programa de captura, uso e armazenamento geológico de gás carbônico – o Carbon Capture, Utilization and Storage (CCUS) – o maior da indústria em águas profundas. Esses são alguns dos destaques que a companhia apresentará na Offshore Technology Conference (OTC) 2022, principal evento mundial de petróleo e gás offshore, que acontece de 2 a 5/05, em Houston (EUA).

Pela primeira vez, um profissional brasileiro receberá o prêmio “OTC Emerging Leaders”, que será entregue ao engenheiro da Petrobras Gabriel Serrão Seabra. A premiação reconhece a capacidade de liderança de empregados do segmento de exploração e produção offshore, com até 10 anos de carreira. Com 32 anos de idade, Serrão atua no programa estratégico da Petrobras CÉOS que busca a excelência no desenvolvimento de modelos de reservatórios de petróleo. Com impulso da inteligência artificial e realidade aumentada, o programa é voltado para ampliar a incorporação de reservas, bem como reduzir riscos e custos.

No dia 3/05, às 9h (hora local), o gerente executivo de Estratégia da Petrobras, Eduardo Bordieri, fará a apresentação “The Campos Basin case: unlocking value from mature offshore Brazilian assets”, com foco sobre os investimentos programados pela Petrobras para a Bacia de Campos, reconhecida internacionalmente com dois prêmios OTC pelas tecnologias desenvolvidas para os campos de Marlim (1992) e Roncador (2001). Mesmo com mais de 40 anos de história e produção acumulada de mais de 14 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), essa bacia se renova com a perspectiva de entrada de três novas plataformas e a interligação de mais de 100 novos poços nos próximos cinco anos. A projeção da companhia é acrescentar chegar a  900 mil boe na produção da área até 2026.

Transição Energética em foco

Ainda no dia 3/05, às 14h (hora local), Rafael Chaves irá participar do painel “Accelerating the Energy Transition: Highlighting Developments in Brazil and Argentina”. Sua fala destacará a relevância do petróleo e gás de baixo carbono para a redução de emissões, no contexto brasileiro de alta presença de renováveis na matriz energética do país. Também divulgará a extensa contribuição da Petrobras para conservação e restauração de florestas.

Também no dia 3/05, às 14h (hora local), os desafios para reduzir emissões operacionais de CO2 serão o tema do painel “Shifting to a low carbon offshore industry”, com participação do Diretor de Desenvolvimento da Produção da Petrobras, João Henrique Rittershaussen, além de executivos BP, Equinor, Schlumberger e IHSMarkit. Com moderação da gerente executiva de Mudança Climática da companhia, Viviana Coelho, a palestra destacará os resultados já alcançados pela Petrobras em descarbonização e as soluções tecnológicas que a companhia  vem implementando com o objetivo de intensificar ainda mais esse processo.

Em 4/05, às 9h (hora local), Bordieri participará da Bratecc Offshore Breakfast 2021, evento paralelo à OTC, com a palestra “Petrobras Perspectives on O&G Double Resilience”. Ele destacará a estratégia da empresa de focar em ativos localizados em águas profundas e ultraprofundas com dupla resiliência: tanto ambiental quanto econômica. Mostrará ainda a evolução da companhia na produção em águas profundas como reflexo de seu avanço tecnológico, além das expectativas e desafios para os próximos cinco anos.

A programação completa da Offshore Technology Conference (OTC) 2022 está disponível no site do evento: https://2022.otcnet.org/why-attend/schedule-of-events. O credenciamento de imprensa é realizado pela organização da conferência em https://2022.otcnet.org/press.

O Desafio da Diversidade – Ações para alavancar diversidade de gênero na indústria de O&G no Brasil, Eduarda Maria Zanetti – engenheira de petróleo e mestranda nessa área na COPPE-UFRJ. Engenheira de Integridade e Gerente de projetos na Wood

Há diversos estudos e pesquisas que demonstram o impacto positivo da Diversidade e Inclusão (D&I) na inovação e no desenvolvimento da indústria de Energia. Mais ainda: na criação de valor quando se tem um time diverso, em que há diferentes experiências, perspectivas e ideias para contribuir no ambiente de trabalho. Essas mesmas pesquisas apontam a
sub-representatividade das mulheres e os obstáculos que elas enfrentam na maioria das indústrias.

D&I é um assunto que é divulgado e debatido de forma intensiva nas plataformas virtuais – a informação está disponível nas redes para quem quiser. A ideia desse artigo é mostrar como podemos aumentar o engajamento em D&I e deixar uma reflexão: o que cada um de nós está fazendo para mudar esse cenário de não equidade de gênero na indústria? Entendemos o porquê desses números tão baixos? Como podemos ajudar no processo de mudança?

WIN Energy

Dando meus primeiros passos na indústria de petróleo e gás, tanto na graduação quanto mercado de trabalho, observei que, como jovem profissional mulher, estava em minoria em uma indústria ainda majoritariamente masculina. E que residindo em Santa Catarina, a localidade não me favorecia para ingressar no mercado de trabalho na área. Apesar dos obstáculos, estimulada pelo desafio e a oportunidade de fazer a diferença, queria participar da consolidação de uma indústria de energia que contribuísse para o desenvolvimento do país. Mas, para isso se tornar realidade, sabia que não só precisaria ser ‘competente ao cubo’ e provar isso a cada segundo, sem maiores reconhecimentos e oportunidades, como também teria que usar minhas habilidades e energia para promover a mudança que eu gostaria de ver na indústria que escolhi para seguir carreira.

Mudar as percepções e cultura da sociedade e da indústria não é uma tarefa fácil e rápida. As mulheres já trabalham para a
equidade de gênero há décadas – vide o direito de voto feminino concedido no Brasil em 1932, por exemplo -, mas ajudar nesse processo é um bom começo.

Então, em 2018, eu e um grupo de mulheres nos unimos e cofundamos uma força-tarefa especial denominada Women in
Energy (WIN) Brazil para promover a Diversidade, Equidade e Inclusão na sociedade e indústria de Energia através da SPE Seção Brazil.

O WIN Brazil tem como principais objetivos promover a liderança feminina e o aprimoramento técnico profissional, trazer mais representatividade do gênero para a indústria e visibilidade às mulheres que contribuem para a ciência, estimular e disseminar o conhecimento para as meninas e mulheres em todo o ciclo da vida profissional, da escola à empresa, para que sigam seus estudos e carreiras em STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Matemática). Através do WIN Brazil venho contribuindo da melhor forma possível para avançar na equidade de gênero na indústria de O&G.

Como eu falo para todos que me conhecem: não poderia ser mais feliz e orgulhosa de um projeto que ajudei a criar e
desenvolver e que dá suporte a tantas pessoas. Tenho enorme satisfação em liderar o WIN Brazil porque acredito na missão

e valores que eu e meu time fomentamos nessa iniciativa e no impacto positivo na sociedade que cada um de nós pode proporcionar. O trabalho que faço em D&I é em prol da educação e equidade de gênero, utilizando a informação e o conhecimento como ferramentas; proatividade, coragem, compaixão e sororidade como guias.

Crise gera oportunidades

Mal havíamos iniciado nossas atividades quando a pandemia de Covid-19 se espalhou, impactando o mundo inteiro. O time WIN Brazil ‘colocou a mente e o coração no turbo’ para garantir que nossa força de trabalho voluntário amenizasse o caos e as dificuldades, convertendo tudo em momentos de aprendizado, contribuindo para que meninas e mulheres continuassem tendo acesso ao conhecimento e à indústria de forma gratuita e de qualidade.

Utilizamos o ambiente virtual para expandir o nosso alcance. Foi o boom do WIN Brazil: ativamos o modo “super” e com isso alcançamos mais de 15 mil pessoas em mais de 100 eventos. Ultrapassamos fronteiras, trabalhando em conjunto ou estando presentes virtualmente em mais de 80 instituições diferentes no Brasil e ao redor do mundo!

Durante esse período, conforme íamos crescendo, também observamos o surgimento de Comitês dentro das empresas, programas de recrutamento voltados às minorias e uma maior preocupação e participação da indústria com a questão da D&I. Desenvolvemos muitas parcerias com empresas do setor em nossos projetos e essa relação com a indústria se mostrou importantíssima para formar aliados para a promoção da diversidade de gênero dentro das companhias. As dificuldades e obstáculos durante os quase quatro anos à frente do WIN Brazil foram tão grandes quanto as conquistas do meu time e a satisfação de ver o esse trabalho social mudando a indústria Ainda existem muitas barreiras de gênero e estereótipos a serem quebrados para que a indústria avance e alcance todo o seu potencial, incluindo mais esforços para introduzir oportunidades no setor para estudantes e encorajar mulheres jovens a entrar no campo. Para que tenhamos mais mulheres para assumir a
liderança técnica ou de gestão, elas precisam primeiro ser estimuladas e terem acesso aos cursos STEM, por exemplo, e
durante o percurso conseguir manter seus estudos na graduação e após a universidade ter oportunidades profissionais relevantes e na área para se desenvolver e assumir funções cada vez mais altas nas empresas.

Por isso é tão importante empenhar esforços em D&I nos diversos momentos da vida das meninas e mulheres. Através do WIN
Brazil eu me comprometi nesses anos com o avanço da Diversidade, Equidade E Inclusão em diversas etapas do ciclo de vida das meninas e mulheres – desde o ensino fundamental, médio, graduação, pós-graduação, profissional júnior até a
senioridade e liderança.

WIN Brazil em ação

No ensino fundamental e médio

O Energy4me é uma iniciativa que conecta profissionais da indústria com alunos de ensino médio e fundamental com o objetivo de mostrar as carreiras nas áreas STEM, por meio de palestras. De 2020 para cá foram realizados mais de onze eventos em diferentes escolas e cidades do país, de Norte a Sul, atingindo um público total de mais de 600 pessoas, entre estudantes e professores. A representatividade das Mulheres na liderança e nas áreas STEM é um dos pilares do WIN Brasil e um passo muito importante no D&I. Oferecemos a oportunidade de os alunos conversarem com esses profissionais de alta qualificação, que tem a chance de compartilhar suas experiências, servindo de modelo para esses alunos.

Parafraseando o que disse uma Secretária Regional de Educação que participou do Energy4me realizado na Escola EJSA de Brejinho (PE), “estamos aqui para superar as dificuldades das adversidades, mostrando o quão competentes podemos ser. Nossa inspiração é ver as nossas meninas aprendendo e crescendo.”

Na universidade

Para propagar as ações WIN Brazil dentro da comunidade acadêmica nos diversos Estados brasileiros e atuar mais próxima às meninas na graduação, desenvolvi junto com Horrara Diógenes, Carla Corina, Juliana Sacramento e Ingrid Fonseca os núcleos WIN Brasil.

Eles são braços do WIN Brasil nas universidades brasileiras, com o objetivo de criar e fortalecer as conexões com a indústria e a universidade; democratizar o acesso às atividades desenvolvidas, impactando um maior número de meninas e mulheres de forma a integrá-las aos diferentes cursos; desenvolver atividades que estimulem e deem visibilidade às alunas das áreas STEM.

Temos mais de 10 núcleos ativos que trabalham com essas metas e que além de gerarem frutos positivos para a comunidade acadêmica, também oportunizam para o time do Nucleo WIN Brasil o desenvolvimento de habilidades importantes para a
carreira, como a liderança de projetos e equipes, comunicação, gestão de tempo e de tarefas ainda durante a graduação.

O Programa de Palestras “Ambassador Lecture Program” (ALP) também atingiu seu auge: é uma iniciativa que conecta
profissionais da indústria com a universidade, compartilhando conhecimento técnico e de soft skills através de palestras e
minicursos. Por meio do WIN Brasil foram organizadas mais de 45 apresentações desde meados de 2020, que alcançaram mais de 4.000 pessoas diretamente. Participei de mais de 20 ALPs como palestrante ou colaboradora e essa vivência próxima à
academia, compartilhando conhecimento e experiências práticas com as universitárias, têm um valor inestimável, tanto para quem ouve quanto para quem apresenta.

É uma oportunidade ímpar de estimular os jovens talentos e engajar com as atividades da universidade.

Na vida profissional

Para ajudar as jovens profissionais a desenvolverem as habilidades necessárias para crescer em sua função atual e se preparar para a próxima etapa de sua carreira, desenvolvi em parceria com Rafaela Rezende o Programa de Mentoria WIN Brazil. O objetivo é conectar jovens profissionais a líderes seniores do setor de Energia para promover intercâmbio de experiências, compartilhamento de conhecimento e orientação de carreira para as jovens mulheres.

O programa, com duração de sete meses, tem tema principal “Mulheres como protagonistas de sua própria carreira”. Em 2022 está acontecendo a terceira edição: até o momento o programa já contemplou mais de 50 profissionais e fez parte da mudança na vida de mais de 25 jovens mulheres.

Além disso, para fomentar o contínuo desenvolvimento técnico, promovemos capacitação técnica através de cursos com experts da indústria, trazendo temas relevantes, práticos e inéditos. É uma iniciativa de apoio ao desenvolvimento de carreira de meninas e mulheres com foco no compartilhamento de conhecimento técnico por meio de sessões de treinamento com profissionais experientes na indústria de O&G. Em três treinamentos, mais de 80 pessoas foram beneficiadas com esse conteúdo exclusivo, elaborado especialmente para essa capacitação promovida pelo WIN Brasil, e 10 diferentes profissionais foram protagonistas, compartilhando as suas experiências e conhecimentos.

Amplificando vozes para a mudança

Com esse lema, criei junto com a Isabelly dos Santos, Jhordana Vencato e Jennifer Martins projetos como as mesas redondas e debates técnicos, “Solta voz!”, “Empresas em foco”, “Elas inspiram”, dentre outros. Utilizamos as plataformas digitais do WIN Brazil, LinkedIn e Instagram para trazer profissionais diversos da indústria para compartilhar suas experiências técnicas, contribuições para a ciência e dicas especiais de carreira. Esses quadros têm como objetivo também o protagonismo e representatividade feminina, fornecendo o espaço WIN Brazil para que as profissionais possam ecoar suas vozes e conhecimento para mais pessoas.

Esse voluntariado em D&I é um trabalho extenuante, parte da tripla jornada da vida dos voluntários, poucas vezes reconhecida pela indústria e as empresas, mas é realizado com muita garra, dedicação e carinho por todos do WIN Brazil. Não seria possível inserir nesse breve artigo todas as conquistas e avanços, e nem todos os nomes que ajudaram a construir o legado do WIN Brazil, mas reitero profundamente o meu agradecimento, reconhecimento e admiração pelo trabalho de cada um nessa jornada. Iremos fazer parte de uma sociedade em que todos são valorizados e incluídos em todos os aspectos da sua experiência se diversidade e inclusão efetivamente se tornarem parte de nossa cultura. E a jornada é longa, cada um de nós tem muitos vieses (in)conscientes para desconstruir e muito a aprender, mas é preciso dar o primeiro passo. Como diria Raul Seixas, “prefiro ser uma metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”.

Acredito na educação e na conscientização como grandes agentes da mudança e fortes aliados para o avanço da diversidade de gênero na nossa indústria. Isso começa tanto no topo, com as lideranças sendo instrumento para que essa cultura permeie por toda a organização e sociedade, como também em todos os níveis e em cada local.

Embora as lideranças e indivíduos com poder de decisão tenham uma responsabilidade direta de fomentar essa transformação,
todos compartilhamos dessa responsabilidade e temos a oportunidade de causar impacto.

E você, já tomou uma posição pela mudança?

Nota: Caso você, leitor, tenha interesse em ajudar em alguma das iniciativas mencionadas nesse artigo, fique à vontade para se
juntar a nós em nossas redes sociais (e-mail, LinkedIn ou Instagram) e entrar em contato.

 

 

 

 

 

 

 

Eduarda Maria Zanetti é engenheira de petróleo e mestranda nessa área na COPPE-UFRJ. Engenheira de Integridade e Gerente de projetos na Wood, tem experiência na área de integridade de dutos, equipamentos submarinos, poço, e embarques Offshore. Ama engenharia e pessoas: trabalha na área técnica, mas há alguns anos se dedica também à liderança e gerenciamento de pessoas.

Petrobras teve robô interativo que simulou operações em águas profundas na Rio2C

Companhia apresentou experiências imersivas e palestras sobre inovação e transição energética no evento

A Petrobras patrocinou a Rio 2C, maior evento de criatividade e inovação da América Latina, que ocorreu na última semana, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro.  Esta foi a primeira edição presencial após a pandemia, com uma programação mais ampla e dez palcos temáticos, que abordarão temas como tecnologia, ciência, audiovisual, música, games, novas mídias, marcas, sustentabilidade e futuro do trabalho, entre outros. “A Petrobras é a maior produtora de tecnologia do país e usa a inovação como alavanca de negócio. Como somos movidos pelo conhecimento, consideramos a Rio 2C um ambiente propício para a troca de experiências inovadoras, além de vitrine para as tendências tecnológicas mais disruptivas”, disse a gerente executiva de Comunicação e Marcas da Petrobras, Fernanda Bianchini.

A Petrobras apresentou a instalação “Uma Missão em Águas Ultraprofundas”, com operação simulada de um robô offshore – o chamado ROV (Veículo de operação remota, sigla em inglês Remotely Operated Vehicle), no espaço térreo da Rio2C. Quem passou pelo local pode operar o robô numa experiência imersiva em 4D com a tecnologia conhecida como hand tracking (captura do movimento das mãos) e uso de óculos de realidade virtual. Os ROVs são veículos de inspeção utilizados pela Petrobras em atividades de exploração e produção em águas profundas.

Petrobras Sinfônica Experience

Outra atração da companhia será o simulador “Petrobras Sinfônica Experience”, que permitirá uma experiência imersiva na Orquestra Petrobras Sinfônica (OPES). O usuário poderá desvendar o som de cada instrumento e atuar como um verdadeiro maestro. Caixas de som serão posicionadas da mesma forma que os músicos durante uma apresentação, com iluminação com luzes de led – ocupando uma área de 200m2 também localizada no espaço térreo da Rio2C. QR Codes espalhados explicarão o funcionamento da orquestra. Ambas as experiências têm capacidade para receber cadeirantes e poderão ser visitadas durante todos os dias do evento.

A Orquestra Petrobras Sinfônica fez apresentação em comemoração aos 35 anos de patrocínio da Petrobras. O repertório do show incluirá arranjos de músicas de filmes como Homem Aranha, Jurassic Park, Harry Potter, Star Wars, Batman entre outros. O concerto “Música de Cinema”.

Palestras sobre inovação e transição energética

A gerente executiva de Responsabilidade Social da Petrobras, Rafaela Guedes, participou do painel “Petrobras apresenta: Energia Para Transformar – a transição energética”. A palestra no Espaço de Conferência (Palco Biodom), trouxe uma reflexão sobre a transição energética em curso e a importância do óleo e gás na matriz energética brasileira e mundial ao longo das próximas décadas.

“Destacamos que estamos vivenciando uma transição energética que precisa ser justa, congregando acesso à energia a preços competitivos e redução da pegada de carbono. Assim, a Petrobras trabalha para entregar à sociedade um petróleo com baixo custo e baixa emissão de carbono, enquanto amplia sua produção de bioprodutos”, afirmou Rafaela Guedes.

Os gerentes do Centro de Pesquisas e Inovação da Petrobras (Cenpes) Alex Dal Pont e Vinicius Maia falaram, sobre o Programa Petrobras Conexões para Inovação – que tem como objetivo estreitar os laços da empresa com o ecossistema da inovação, abrangendo desde instituições de ciência e tecnologia, universidades, até startups e empresas inovadoras.

Shell assina contrato de partilha para o campo de Atapu

A Shell pagou R$ 5,26 bilhões (aprox. US$ 1,1 bilhão) à Petrobras pela participação adicional no campo e,  com o contrato assinado, passará a receber sua parcela de óleo da produção.

A Shell Brasil Petróleo Ltda. assinou em Brasília o contrato referente à aquisição de 25% do contrato de partilha de produção do campo de Atapu, na Bacia de Santos. A Shell pagou R$ 5,26 bilhões (aprox. US$ 1,1 bilhão) à Petrobras pela participação adicional no campo.  Com o contrato assinado, a Shell passará a receber sua parcela de óleo da produção.

“Essa é mais uma prova do nosso compromisso com o fortalecimento da nossa sólida presença em Águas profundas no Brasil”, disse Zoe Yujnovich, diretora global de Upstream da Shell. “Com um portfólio de liderança neste segmento, nossa participação em Atapu apoia a estratégia da Shell de impulsionar o progresso – entregando os recursos energéticos que o mundo precisa, enquanto investimos na energia do futuro”.

A estratégia da Shell, intitulada “Impulsionando o Progresso”, inclui o aumento progressivo de investimentos em soluções energéticas de baixo carbono ao mesmo tempo em que a companhia segue buscando retornos competitivos e resilientes em Upstream; sustentando o fluxo financeiro necessário para o pagamento de dividendos e os investimentos na transição energética. Nosso negócio de Águas Profundas tem posição relevante dentro da linha global de Upstream, incluindo nossos ativos em produção nos Estados Unidos e Brasil, além de blocos em exploração no México, Suriname, Argentina e África.

Reduc bate recordes mensais de comercialização de parafinas e lubrificantes

A Refinaria Duque de Caxias (Reduc) alcançou, em março, a melhor marca mensal dos últimos 16 anos na venda de parafinas, e dos últimos 13 anos na venda de óleos lubrificantes básicos do grupo I. A Reduc é a única refinaria da Petrobras com capacidade para produzir estes tipos de derivados.

No mês passado, foram comercializadas 3.570 toneladas (t) de parafinas, melhor marca desde 2006. Isso foi possível pelo aumento da disponibilidade operacional das unidades de produção, bem como por uma melhora na logística de transferência, estocagem e expedição do produto. “Este resultado aponta uma recuperação do mercado de parafinas e reflete a confiança dos clientes na qualidade do produto Petrobras. O recorde representa ainda um ganho de eficiência da Reduc na produção de parafinas, um produto de alto valor agregado”, analisa o gerente geral da Reduc, Alexandre Coelho.

Já na venda de lubrificantes, em março foram entregues pela Reduc 54.300 m³ ao mercado, maior volume destes produtos desde julho de 2009. Esse resultado foi alcançado graças à adoção de uma estratégia mais competitiva de comercialização, possibilitando a retomada de fatia do mercado. Com uma logística privilegiada, interligada a diversos terminais e localização próxima a importantes mercados consumidores, a refinaria é responsável por cerca de 80% da produção nacional de lubrificantes.

“Os resultados obtidos pela Reduc no período não são pontuais e colaboram para a consolidação da Petrobras como uma empresa em excelentes condições de competitividade nos mercados de lubrificantes e parafinas no Brasil”, conclui Alexandre Coelho.

Novos investimentos

De acordo com o Plano Estratégico 2022-2026 da Petrobras, está em avaliação a integração dos ativos da Polo GasLub Itaboraí com a Reduc, para produção de óleos lubrificantes mais avançados (do grupo II) e combustíveis com baixo teor de enxofre, com investimento previsto de US$ 1,5 bilhão, o que trará uma capacidade adicional de 12 mil barris por dia de lubrificante e 93 mil barris por dia de diesel S-10 e querosene de aviação.

Projetos patrocinados pela Petrobras atuam na recuperação da caatinga

Iniciativas também contribuem para melhoria de vida das comunidades. Dia da Caatinga foi celebrado no último dia 28  

Para quem é caatingueiro, que vive na caatinga e trabalha pela conservação do bioma, o  28 de abril é dia de celebrar a vegetação verde e a rica biodiversidade, comum na temporada de chuva e bem diferente do imaginário popular que associa a caatinga à seca e a terra rachada. Três iniciativas patrocinadas pela Petrobras atuam na recuperação do bioma exclusivo do semiárido brasileiro, que já perdeu  metade de sua área original. Os projetos Recupera Caatinga, No Clima da Caatinga e Florestando o Semiárido também contribuem para a geração de renda e inclusão social das comunidades.

Realizado em 11 municípios no estado da Paraíba, o projeto Florestando o Semiárido promove conservação e manejo sustentável da biodiversidade, da água e do solo da caatinga. Com isso, mitiga os efeitos das mudanças climáticas e melhora as condições de vida das famílias agricultoras. A iniciativa também apoia a agricultura familiar camponesa, com prioridade para ações com mulheres agricultoras, crianças e adolescentes de escolas da região.

O projeto Recupera Caatinga, por sua vez, atua na recuperação e conservação da vegetação trabalhando em parceria com três comunidades quilombolas nos municípios de Santa Maria da Boa Vista e Cabrobó, no sertão de Pernambuco. Com isso, mitiga a desertificação e os efeitos das mudanças climáticas.  No ano passado, o projeto iniciou plantio na caatinga, com cerca de 5 mil mudas. Neste ano, outras 80 mil deverão ser plantadas até maio para recuperação de áreas degradadas, áreas de reserva legal e de mata ciliar, além da implantação de bosques.

Com atuação na Reserva Natural Serra das Almas e parte dos estados do Ceará e Piauí, o projeto No Clima da Caatinga busca atrelar a conservação à geração de oportunidades para as pessoas do semiárido. A iniciativa se estrutura em sete linhas de ação: conservação, restauração florestal, disseminação de tecnologias sociais, educação ambiental, fomento à pesquisa, incentivo a políticas públicas e comunicação. No começo do ano, o projeto fez plantio de 5 mil mudas de espécies nativas da caatinga. Com patrocínio da Petrobras desde 2011, a iniciativa está em sua quarta fase, cujo foco são ações de mitigação do aquecimento global.

O apoio da Petrobras a projetos que visam à recuperação da caatinga reflete o compromisso da companhia com projetos socioambientais de impacto transformador e de potencial de grande alcance em número de pessoas atendidas e biomas protegidos.