Campos que passaram por desinvestimento têm previsão de 122% de aumento na produção até 2025

Dados da ANP mostram que está havendo retomada na produção de petróleo em 124 campos produtores cedidos pela Petrobras a outras empresas, a partir de 2019, como parte do processo de desinvestimentos realizado pela empresa. No período entre 2012 e 2020, antes dos desinvestimentos, a produção desses campos caiu aproximadamente 60%, chegando a 57,7 mil barris de petróleo por dia (bbl/d). Para esses mesmos campos, a previsão de crescimento até 2025 é de 122%, alcançando 125,6 mil bbl/d.

Os campos em questão estão localizados tanto em ambiente terrestre quando marítimo. Os polos terrestres de Alagoas (AL), Cricaré (ES), Lagoa Parda (ES), Macau (RN), Miranga (BA), Ponta do Mel e Redonda (RN), Remanso (BA), Riacho da Forquilha (RN), Rio Ventura (BA) e Tucano Sul (BA) possuem como novas concessionárias empresas de grupos econômicos brasileiros como 3R, Imetame, Origem, PetroRecôncavo, Potiguar, Recôncavo E&P, Seacrest Cricaré e SPE Miranga. Os campos dos polos marítimos de Baúna (Bacia de Santos), Maromba, Pampo-Enchova e Pargo (Bacia de Campos), agora são operados por empresas dos grupos Karoon, BW Offshore, Perenco e Trident Energy.

A base das informações é o Programa Anual de Produção (PAP), documento apresentado pelas empresas titulares de contratos de exploração e produção à ANP, no qual discriminam as previsões de produção, injeção, movimentação e queima de petróleo, gás natural, água e outros fluidos, referentes ao processo de produção de cada campo ou área de desenvolvimento.

Adicionalmente, esta previsão de retomada da produção poderá ser acrescida, considerando que a perspectiva é que os novos concessionários submetam novas revisões dos Planos e Programas, objetivando a extensão de vida útil dos campos e a prorrogação dos contratos de concessão da rodada zero.

Diretoria Colegiada da ANP: quatro indicados passam por sabatina no Senado

Quatro indicados para integrar a Diretoria Colegiada da ANP foram aprovados em sabatina realizada no último diahoje (6/4) na Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado Federal. Para que as indicações sejam confirmadas, elas também precisam ser aprovadas no plenário do Senado. Foram sabatinados Fernando Moura, Claudio Jorge de Souza, Daniel Maia e Symone Araújo, indicada à recondução.

Symone Araújo ocupou o cargo de diretora da Agência até 27/3/2022, data do término de seu mandato de dois anos, que, de acordo com a Lei das Agências (Lei 13.848/2019), permite recondução. O art. 50 da Lei 13.848/2019 determina uma regra de não coincidência de mandatos dos diretores das agências reguladoras. Como teve três mandatos de diretores encerrando em 2020, a ANP se encaixa no caso do inciso III: “encerramento de 3 (três) mandatos em um mesmo ano: os prazos dos mandatos subsequentes, contados do primeiro mandato que se encerra, serão, respectivamente, de 2 (dois), 3 (três) e 4 (quatro) anos, permitida uma única recondução do membro com mandato de 2 (dois) anos para exercer mandato de 5 (cinco) anos”.

Já Cláudio Jorge de Souza é servidor da Agência, ocupando o cargo de Superintendente de Dados Técnicos desde 17/07/2017, e, atualmente, atua como Diretor Substituto, nos termos do Art. 10 da Lei 9.986/2000, que trata do exercício de cargos vagos na diretoria do órgão.

Veja os currículos dos indicados no site do Senado:
(Observação: Os currículos estão nos arquivos “Avulso inicial da matéria” em cada um dos links).

– Cláudio Jorge de Souza

– Daniel Maia

– Fernando Moura

– Symone Araujo

Audiência pública da ANP debate aprimoramentos em regras para medição da produção de petróleo e gás

A ANP realizou audiência pública para debater a revisão do Regulamento Técnico de Medição de Petróleo e Gás Natural (RTM).

O RTM, elaborado pela ANP em conjunto com o Inmetro (anexo à Resolução Conjunta ANP/Inmetro nº 1, de 2013), traz requisitos aplicáveis aos sistemas de medição de instalações de produção e transporte de petróleo e gás natural. Esses sistemas de medição têm impacto direto na arrecadação de participações governamentais (como royalties), na gestão de reservatórios, no controle operacional de equipamentos e nos contratos de transporte de gás natural.

“As boas práticas de medição detalhadas nos requisitos desse regulamento permitem resultados mais apurados para as próprias empresas, evitando prejuízos sob os aspectos de segurança das operações e contábeis. E, para a União, os melhores resultados de medição permitem a gestão desse ativo que são as reservas de petróleo e gás natural”, afirmou o Diretor da ANP Cláudio Jorge de Souza, na abertura da audiência.

Ainda segundo o Diretor, “em 2021, aproximadamente R$ 47 bilhões foram pagos em participações governamentais. Portanto, uma diferença mínima de 1% no volume de produção registrada, por exemplo, afetaria R$ 470 milhões do pagamento dessas participações em um ano”.

O objetivo da revisão é aprimorar o equilíbrio do custo regulatório, imposto às empresas pelos requisitos de medição, reduzindo ou eliminando determinações, sem que isso gere um risco metrológico.

Nesse sentido, a principal alteração proposta é a criação de categorias de vazão de acordo com as características de produção do campo e com a realidade na qual as empresas estão inseridas. Assim, sistemas de medição de baixa vazão (como campos marginais) passarão a contar com requisitos mais flexíveis, reduzindo os custos regulatórios de campos de baixa produção e aumentando a atratividade de investimentos neste setor. Já sistemas de medição de alta vazão (como campos do pré-sal) passarão a contar com requisitos adicionais, garantindo uma maior qualidade de medição sobre os grandes volumes e diminuindo a ocorrência de falhas ou indisponibilidade destes sistemas.

A nova proposta foi construída a partir de uma análise de impacto regulatório, que identificou que o Regulamento Técnico de Medição, vigente atualmente, não faz significativa diferenciação entre as exigências requeridas às empresas reguladas, independentemente das características de produção ou da realidade na qual estão inseridas.

A minuta de resolução traz também outras propostas de aprimoramentos, frutos da experiência de autorização e fiscalização dos mais de três mil pontos de medição existentes no país. Algumas dessas modificações são oriundas de pleitos consolidados das empresas envolvidas e outras são motivadas pela intensa evolução tecnológica e metrológica que acompanha o setor.

A minuta passou por consulta pública de 60 dias, durante a qual foram recebidas mais de 700 contribuições. As sugestões recebidas na consulta e na audiência serão avaliadas pela área técnica, para alteração ou não da minuta original. O texto consolidado passará por análise jurídica da Procuradoria Federal junto à ANP e por aprovação da diretoria colegiada da Agência, antes de sua publicação.

Petrobras informa sobre ofício do Ministério das Minas e Energia

A Petrobras informa, em continuidade ao comunicado divulgado em 04/04/2022, que recebeu ofício do Ministério das Minas e Energia na data de hoje, às 19h 18 min, em referência à Assembleia Geral Ordinária da Petrobras, que será realizada no dia 13 de abril de 2022, com duas substituições nas indicações para a eleição ao Conselho de Administração da companhia.

O acionista controlador está indicando os seguintes candidatos:

Nome do Candidato Cargo a Concorrer
Márcio Andrade Weber Presidente do CA
José Mauro Ferreira Coelho Membro do CA
Carlos Eduardo Lessa Brandão Membro do CA
Eduardo Karrer Membro do CA
Luiz Henrique Caroli Membro do CA
Murilo Marroquim de Souza Membro do CA
Ruy Flaks Schneider Membro do CA
Sonia Julia Sulzbeck Villalobos Membro do CA

O ofício indica ainda o Sr. José Mauro Ferreira Coelho para o cargo de Presidente da Petrobras, o que deverá ser deliberado posteriormente pelo Conselho de Administração da companhia.

Abaixo, os currículos dos Srs. Marcio Andrade Weber, José Mauro Ferreira Coelho e Murilo Marroquim de Souza.

Márcio Andrade Weber. O Sr. Márcio Andrade Weber é engenheiro civil formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1975), com especialização em engenharia de petróleo pela Petrobras. Ingressou na Petrobras em 1976 onde trabalhou por 16 anos, tendo sido um dos pioneiros no desenvolvimento da Bacia de Campos, e ocupou, em seguida, diversos cargos gerenciais e diretivos entre os quais se destacam atividades no exterior, na área internacional da Petrobras, em Trinidad (1980-1981), Líbia (1984-1986) e Noruega (1987-1990). Foi membro da Diretoria de Serviços da Petrobras Internacional (Braspetro) (1991-1992) e Diretor da Petroserv S.A. (2007-2020), desenvolvendo a participação da companhia nas atividades de E&P, navegação de apoio e sondas de perfuração para águas profundas. Foi responsável como CEO da empresa BOS navegação (JV entre Petroserv e duas companhias estrangeiras) pela construção em estaleiros nacionais de 4 rebocadores de apoio. Paralelamente, como Diretor da Petroserv participou na construção e operação de 4 plataformas de perfuração para águas profundas, unidades estas que entre seus clientes se encontram a Shell e a ENI (Indonésia). Posteriormente prestou assessoria ao grupo PMI na operação das referidas unidades (2020-2021).

José Mauro Ferreira Coelho. O Sr. José Mauro Ferreira Coelho é formado em Química Industrial pelas Faculdades Reunidas Professor Nuno Lisboa, possui especialização em Ciências dos Materiais pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT), mestrado em Engenharia dos Materiais pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) e doutorado em Planejamento Energético pelo Programa de Planejamento Energético da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Após exercer a posição de Oficial de Artilharia do Exército brasileiro entre 1983 e 1991, ingressou no Instituto Nacional de Tecnologia (INT) onde permaneceu até 1992. Entre 1993 e 1995, atuou como pesquisador da área de Engenharia de Materiais no Instituto Militar de Engenharia (IME). Entre 1995 e 1996, participou do Programa Ibero Americano De Ciencia Y Tecnologia Para El Desarrolo (CYTED). Depois, atuou até 2007 como professor de cursos de graduação e pós-graduação em diversas universidades públicas e privadas em disciplinas relacionadas ao setor de petróleo e gás natural, entre outras. Em 2007, ingressou na Empresa de Pesquisa Energética (EPE), onde permaneceu até 2020, tendo assumido as posições de Analista de Pesquisa Energética, Coordenador do Setor de Refino de Petróleo da Superintendência de Derivados de Petróleo e Biocombustíveis, Assessor de Diretoria da Diretoria de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis, Superintendente Adjunto de Gás Natural e Biocombustíveis, Superintendente Adjunto de Petróleo e, finalmente, Diretor de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis. Entre 2020 e 2021 atuou como Secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis no Ministério de Minas e Energia (MME). Desde 2020 atua como Presidente do Conselho de Administração da Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A (PPSA).

Murilo Marroquim de Souza. Sr. Murilo Marroquim de Souza é formado em geologia pela Universidade Federal de Pernambuco, com mestrado em geofísica pela Universidade de Houston, Texas, nos Estados Unidos. Trabalha na indústria de petróleo há 50 anos, tendo exercido atividades em mais de 20 países na América, Europa, África e Ásia. Atuou na Petrobras entre 1971 e 1994, onde ocupou diversas funções gerenciais na área de Exploração & Produção, tendo sido Diretor da Brasoil UK (1989-1993), em Londres, com atividades de exploração no Mar do Norte e outras Bacias. Foi Gerente Geral da IBM da Unidade de Soluções para Indústria de Petróleo na América Latina (1994- 1998). Atuou como consultor, trabalhando para ANP em vários projetos (1998-1999), e na Ipiranga como Assessor para Exploração e Produção (1999-2001). De 2001 a 2011 foi Presidente da Devon Energy do Brasil (Ocean Energy) e desde 2011 é Presidente da Visla Consultoria de Petróleo, empresa de consultoria focada em projetos especiais para indústria de energia.

Os currículos dos demais indicados foram divulgados no comunicado do dia 05/03/2022.

Grupo CBO fechou novos acordos para três navios de abastecimento de plataforma (PSVs) com a Equinor

O Grupo CBO fechou novos acordos para três navios de abastecimento de plataforma (PSVs) com a subsidiária brasileira da gigante estatal norueguesa Equinor.

A CBO, informou que assinou contratos com a Equinor para três PSVs 4500 com duração de três anos, mais duas opções adicionais de um ano para extensão adicional. Os novos negócios foram assinados por meio de uma das subsidiárias da empresa e o início das operações está previsto para o primeiro semestre de 2022. As três embarcações apoiarão os projetos da Equinor no Brasil.

Além disso, o operador da embarcação revelou que, além do recém-adquirido PSV CBO Wiser , outros dois navios – REM Mistral e Siddis Sailor – também foram selecionados para um afretamento a casco nu para cumprir os novos contratos. No entanto, o PSV Siddis Sailor está sendo usado apenas temporariamente, até que a embarcação final esteja disponível. Segundo a CBO, essas embarcações poderão receber o Registro Especial Brasileiro (REB), dada a disponibilidade de tonelagem, conforme previsto na legislação brasileira.

A frota da CBO passará a contar com 44 embarcações: 22 PSVs, 14 AHTS, 5 RSVs e 3 OSRVs. Enquanto a aquisição do PSV CBO Wiser foi concluída em fevereiro de 2022, a operadora brasileira de embarcações assumiu cinco embarcações AHTS após fechar a aquisição do compatriota Finarge Apoio Marítimo em setembro de 2021. Nos últimos dois anos, a CBO também comprou outras três embarcações : PSV CBO Supporter (2019), AHTS CBO Endeavor (2020) e PSV CBO Energy (em 2021).

Além disso, a empresa de navegação brasileira pretende compensar as emissões de GEE geradas pela queima de combustíveis fósseis nessas embarcações, seguindo o cronograma da Agenda de Compensação de Gases de Efeito Estufa (GEE), divulgada em agosto de 2021 . O objetivo da empresa é compensar as emissões – escopos 1 e 3 – de todas as embarcações até 2025.

Em consonância com isso, as emissões de GEE geradas pela queima de combustível das embarcações serão compensadas anualmente por meio da compra de créditos de carbono, pelo tempo de duração do serviço prestado conforme especificado no contrato firmado.

Além disso, o player brasileiro também busca um sistema de propulsão híbrido, que permite que o motor da embarcação alterne entre energia diesel e elétrica a partir de baterias. Em novembro de 2020, o CBO Flamengo seria o primeiro navio da América Latina a ser equipado com uma bateria para propulsão híbrida.

A SCHOTTEL adquire a participação majoritária na elkon: Especialização em propulsão marítima combinada com integração de sistemas elétricos

A especialista alemã em propulsão SCHOTTEL e a especialista turca em integração de sistemas elétricos marítimos elkon operarão, no futuro, como parceiras no mercado marítimo. O contrato para a compra da participação majoritária na elkon pela holding SCHOTTEL Industries GmbH foi assinado em Istambul e anunciado na feira Nor-Shipping em Oslo, Noruega.

“A SCHOTTEL passa a ser um fornecedor de sistemas completo”

Com a aquisição, a SCHOTTEL pretende se fortalecer ainda mais do ponto de vista estratégico: “Com a elkon como renomado e altamente bem-sucedido fornecedor de engenharia de sistemas de energia elétrica, projeto e integração para embarcações, seremos capazes de alcançar nosso objetivo”, explica Stefan Kaul, Gerente Geral da SCHOTTEL GmbH. “Expandiremos nosso portfólio de maneira a incluir tudo o que diz respeito à geração, distribuição, armazenamento e gerenciamento de energia elétrica a bordo de embarcações. A SCHOTTEL passa a ser um fornecedor completo de sistemas de propulsão elétrica e ecológica.”

O escopo geral é oferecido de forma complementar

No escopo geral de ambas as empresas, os conceitos de propulsão energeticamente eficientes, hibridização e eletrificação são agora oferecidos de forma complementar. Existe uma sobreposição particular no campo da hibridização de propulsão, no negócio de novas construções e conversões. Os clientes podem continuar a se beneficiar dos habituais serviços eficientes, profissionais e independentes das duas empresas. A vantagem para eles está na expansão de ambos os portfólios e na possível implementação de soluções completas para sistemas de propulsão e integração de sistemas. Em ambos os lados, permanece disponível a opção de integrar os respectivos parceiros de mercado.

“Maior desenvolvimento, em particular na direção da Propulsão Ecológica”

Ertuğ Yaşar, Diretor Geral da elkon: “Em várias ocasiões do passado, a SCHOTTEL e a elkon já foram individualmente contratadas para projetos. Esses projetos envolviam praticamente todos os tipos de embarcações possíveis, desde rebocadores e balsas, até embarcações offshore. Assim, ambas as empresas desempenham um papel importante no processo de tomada de decisão dos clientes. A longo prazo, as empresas se beneficiarão uma da outra, potencializando ainda mais seus desenvolvimentos, em particular na direção da Propulsão Ecológica.”

Internacionalização mais sólida

A elkon dará um importante passo rumo à internacionalização: além do atual foco regional na Europa, em alguns países do mar Cáspio e do Oriente Médio, bem como na América do Norte, os clientes do integrador de sistemas, sediado em Tuzla (Istambul), se beneficiarão do alcance global da rede SCHOTTEL. A empresa dispõe de mais de 170 engenheiros de serviço, bem como de pontos de serviço em todos os importantes centros marítimos do mundo.

“Parceria em condições de igualdade”

A elkon e a SCHOTTEL como duas empresas em condições de igualdade: “Ambas as empresas estão entre os líderes de competência em suas respectivas áreas de influência — posições que conquistaram graças a décadas de prestação de um serviço confiável e fortemente focado nos interesses dos clientes”, afirma Andreas Block, Gerente Geral da SCHOTTEL Industries GmbH. “Nesse momento, o foco é combinar as competências a longo prazo e permitir que se desenvolvam em um ambiente financeiramente estável, a fim de satisfazer as necessidades futuras de forma sublime.”

A SCHOTTEL assumirá a participação majoritária na elkon a partir da associação de investimento familiar Vera Capital; a participação minoritária permanecerá com os engenheiros seniores e a gerência da elkon. A elkon passará a ser uma subsidiária legalmente independente da SCHOTTEL Industries GmbH, uma holding que, além da SCHOTTEL GmbH, já inclui empresas dos setores da automação e tecnologia de caixas redutoras.

A previsão é de que a aquisição entre em vigor nos próximos meses, após a revisão das autoridades legais.

Sobre a elkon

Fundada em 1980, a Elkon Elektrik Sanayi ve Ticaret A.Ş. (elkon) tem sido uma autoridade renomada no desenvolvimento, projeto, montagem, engenharia e integração de sistemas na área de tecnologia de propulsão elétrica, sistemas elétricos e automação para a indústria marítima há mais de 40 anos. A gama de aplicações exigentes é ampla. Com sua sede em Tuzla (Istambul) e em seu segundo centro de P&D em Teknopark, a elkon é líder no mercado local. Com a subsidiária Elkon Norge AS, a empresa também está localmente disponível para clientes da Noruega e de toda a Escandinávia, onde oferece serviços de vendas, garantia, pós-venda e ou outros serviços.

Sobre a SCHOTTEL

O grupo SCHOTTEL, com sede em Spay/Rhine, é um dos principais fabricantes mundiais de sistemas de propulsão dirigíveis para navios e aplicações offshore. Fundada em 1921, a empresa vem desenvolvendo e fabricando sistemas de propulsão azimutal e sistemas de propulsão completos com potências de até 30 megawatts, para embarcações de todas as dimensões e tipos, há mais de 70 anos. Cerca de 100 pontos de vendas e de serviços em todo o mundo asseguram uma relação de proximidade com os clientes.

Estatal informa sobre recebimento pela venda da NTS

A Petrobras, em continuidade aos comunicados divulgados em 23/09/2016 e 04/04/2017, informa que recebeu hoje da Nova Infraestrutura Gasodutos Participações S.A. (NISA), empresa detida pelo Nova Infraestrutura Fundo de Investimentos em Participações Multiestratégia (FIP), fundo de investimentos gerido pela Brookfield Brasil Asset Management Investimentos Ltda (Brookfield), e pela Itaúsa S.A. (Itaúsa), o valor de US$ 1 bilhão. Esse valor corresponde à última parcela da venda de 90% das ações da Petrobras na Nova Transportadora do Sudeste (NTS) para o FIP e a Itaúsa. Esta última parcela, de US$ 850 milhões atualizados, já possuía previsão para pagamento em 5 anos após o fechamento da operação, que ocorreu em 04/04/2017.

Petrobras sobre oferta de recompra de títulos globais

A Petrobras anuncia o início de oferta de recompra de títulos globais, por meio da sua subsidiária integral Petrobras Global Finance B.V. (PGF).

A oferta de recompra é para a totalidade dos títulos globais em circulação descritos nas tabelas abaixo, os quais estão segregados em dois grupos, independentes entre si, e está limitada ao montante a ser dispendido pela PGF de US$ 1 bilhão por grupo, totalizando US$ 2 bilhões. Adicionalmente, os detentores de títulos que entregarem seus títulos também receberão juros capitalizados, até a data de liquidação, conforme abaixo definido.

Os valores a serem pagos aos investidores que entregarem seus títulos, em cada uma das séries consideradas, serão os preços equivalentes à taxa de retorno ao investidor (yield), definida às 11:00h da cidade de Nova York de 11 de abril de 2022, formada pelo respectivo acréscimo (spread) definido abaixo somado à taxa do tesouro norte-americano para os títulos denominados em dólares americanos, à taxa do tesouro britânico para os títulos denominados em libras esterlinas e à taxa de referência de swap (mid-market swap rate)  para os títulos denominados em euro.

Oferta de recompra de títulos globais

Grupo 1

 

Nível de

prioridade

Título CUSIP/ISIN Valor principal devido (1) Spread sobre as taxas de tesouro ou Mid-Market Swap Rates (conforme o caso) oferecido (2) Pagamento Total hipotético (3)
1 6,250% Global Notes com vencimento em março 2024 71647NAM1 / US71647NAM11 US$ 678.649.000,00 0,70% US$ 1.057,51
2 4,750% Global Notes com vencimento em janeiro 2025  – /

XS0982711714

€ 446.148.000,00 1,15% € 1.075,62
3 5,299% Global Notes com vencimento em janeiro 2025 71647NAV1, N6945AAJ6, 71647NAT6 / US71647NAV10, USN6945AAJ62, US71647NAT63 US$ 809.711.000,00 0,71% US$ 1.051,82

 

 

 

3 5,299% Global Notes com vencimento em janeiro 2025 71647NAV1, N6945AAJ6, 71647NAT6 / US71647NAV10, USN6945AAJ62, US71647NAT63 US$ 809.711.000,00 0,71% US$ 1.051,82
4 8,750% Global Notes com vencimento em maio 2026 71647NAQ2 / US71647NAQ25 US$ 548.009.000,00 1,39% US$ 1.180,32
5 6,250% Global Notes com vencimento em dezembro 2026 – /

XS0718502007

£ 582.539.000,00 3,52% £ 1.051,47
6 7,375% Global Notes com vencimento em janeiro 2027 71647NAS8 / US71647NAS80 US$ 1.224.805.000,00 1,95% US$ 1.121,36
7 5,999% Global Notes com vencimento em janeiro 2028 71647NAY5, N6945AAK3, 71647NAW9 / US71647NAY58, USN6945AAK36, US71647NAW92 US$ 1.510.525.000,00 2,32% US$ 1.055,73
8 5,750% Global Notes com vencimento em fevereiro 2029 71647NAZ2 / US71647NAZ24 US$ 694.659.000,00 2,52% US$ 1.046,50
9 5,375% Global Notes com vencimento em outubro 2029 – /

XS0835891838

£ 356.598.000,00 4,27% £ 978,37
10 5,093% Global Notes com vencimento em janeiro 2030 71647NBE8, N6945AAL1, 71647NBF5 / US71647NBE85, USN6945AAL19, US71647NBF50 US$ 1.553.169.000,00 2,61% US$ 1.004,24

 

 

Grupo 2

 

Nível de

prioridade

Título CUSIP/ISIN Valor principal devido (1) Spread sobre as taxas de tesouro ou Mid-Market Swap Rates (conforme o caso) oferecido (2) Pagamento Total hipotético (3)
1 5,500% Global Notes com vencimento em junho 2051 71647NBJ7 / US71647NBJ72 US$ 1.234.620.000,00 3,95% US$ 876,23
2 5,625% Global Notes com vencimento em maio 2043 71647NAA7 / US71647NAA72 US$ 409.167.000,00 3,45% US$ 943,64
3 6,750% Global Notes com vencimento em junho 2050 71647NBG3 / US71647NBG34 US$ 692.398.000,00 4,35% US$ 987,97
4 6,900% Global Notes com vencimento em março 2049 71647NBD0 / US71647NBD03 US$ 1.070.033.000,00 4,31% US$ 1.011,47
5 5,600% Global Notes com vencimento em janeiro 2031 71647NBH1 / US71647NBH17 US$ 1.767.676.000,00 2,93% US$ 1.017,16
6 6,625% Global Notes Com vencimento em janeiro 2034 – /

XS0982711474

£ 441.746.000,00 4,70% £ 1.019,88
7 6,750% Global Notes com vencimento em janeiro 2041 71645WAS0 / US71645WAS08 US$ 849.827.000,00 3,79% US$ 1.033,04
8 6,875% Global Notes com vencimento em janeiro 2040 71645WAQ4 / US71645WAQ42 US$ 815.464.000,00 3,78% US$ 1.046,27
9 7,250% Global Notes com vencimento em março 2044 71647NAK5 / US71647NAK54 US$ 1.055.039.000,00 4,08% US$ 1.058,73

(1) Inclui títulos detidos pela Petrobras ou suas afiliadas.
(2) Spread sobre os títulos do tesouro americano, títulos do tesouro britânico ou os Mid-Market Swap Rates para os títulos denominados, respectivamente, em dólares americanos, libra esterlina e euro, conforme documentação da oferta.
(3) Valores por US$ 1.000, £ 1.000 e €1.000, conforme o caso, considerando os respectivos spreads oferecidos, somados às yields das notas do tesouro americano, do tesouro britânico e dos Mid-Market Swap Rates, calculados às 11:00h da cidade de Nova York em 04 de abril de 2022. O Pagamento Total final será calculado às 11h da cidade de Nova York em 11 de abril de 2022.

Caso o montante ofertado pelos investidores na oferta de recompra de um determinado título faça com que o limite de US$ 2 bilhões seja excedido, a oferta será cancelada para aquele título e aceita para o(s) título(s) seguintes, seguindo a ordem de prioridade, até que o limite de US$ 2 bilhões seja alcançado, de forma que nenhum título poderá ser aceito parcialmente.

A oferta de recompra expirará às 17:00h, horário de Nova York, em 11 de abril de 2022 (Data de Expiração). Detentores de títulos que forem validamente entregues, não retirados e aceitos para recompra, até a data de expiração, serão elegíveis a receber o pagamento, conforme termos e condições descritos na tabela acima, o que deve ocorrer no terceiro dia útil após a Data de Expiração (Data de Liquidação).

A oferta será conduzida por BNP Paribas Securities Corp, Citigroup Global Markets Inc., HSBC Securities (USA) Inc., Mizuho Securities USA LLC, Morgan Stanley & Co. LLC. e Scotia Capital (USA). Solicitações de cópias do documento com os termos e condições da oferta (Offer to Purchase) bem como outros documentos relacionados à oferta de recompra poderão ser feitas diretamente ao Global Bondholder Services Corporation, através dos telefones +1 (866) 470-3800 (toll-free) ou +1 (212) 430-3774. Os documentos das ofertas de recompra também poderão ser obtidos através do link https://www.gbsc-usa.com/Petrobras/.

Karoon está de olho na campanha de perfuração no Brasil

Em uma tentativa de buscar um maior crescimento, a Karoon Energy decidiu se comprometer com uma nova campanha de perfuração dentro de uma descoberta de petróleo existente no Brasil para avaliar a comercialidade de um potencial desenvolvimento do campo Neon.

A Karoon Energy anunciou que se comprometeu a perfurar um poço de controle e, sujeito aos resultados desse poço, um segundo poço de controle na descoberta de petróleo Neon , offshore do Brasil.

O Dr. Julian Fowles , CEO e Diretor Administrativo da Karoon Energy, comentou: “A decisão de hoje de prosseguir com a perfuração de até dois poços de controle Neon é mais um passo empolgante para a empresa à medida que continuamos a progredir em nossas oportunidades de crescimento e reflete a trabalho árduo e dedicação de nossas equipes na Austrália e no Brasil.”

De acordo com o jogador australiano, esta decisão é baseada em extensos estudos de pré-desenvolvimento que determinaram que o potencial desenvolvimento da descoberta de Neon apresenta uma opção de investimento atraente.

Em 2015, a descoberta de óleo leve Neon foi encontrada no poço Echidna-1 na licença BM-S-10371. Localizada a 50-60 km a nordeste do campo de produção de Baúna da Karoon, esta descoberta está situada em uma lâmina d’água de aproximadamente 300 metros, com óleo leve (39o API) testado em uma instalação restrita e com vazão estabilizada de 4.650 bbls/dia.

“A perfuração em Neon nos ajudará a avaliar ainda mais a comercialidade de um potencial desenvolvimento de campo Neon com foco na busca de maximizar as recuperações de petróleo da maneira mais econômica e de valor agregado. Se as incertezas do subsolo puderem ser suficientemente reduzidas, o Neon oferece à Karoon o potencial para um desenvolvimento autônomo ou uma ligação com nossas operações existentes em Baúna”, acrescentou o Dr. Fowles.

Além disso, a estratégia de perfuração foi projetada com o objetivo específico de reduzir a incerteza do subsolo a um grau suficiente para permitir o progresso em direção a uma potencial Decisão Final de Investimento (FID). A Karoon revelou que o novo poço ou poços – internamente denominados Echidna-2 e Echidna-3 – estão atualmente planejados para serem perfurados na conclusão da campanha de desenvolvimento de Patola . A perfuração desses poços está condicionada ao recebimento das licenças ambientais exigidas.

“Um potencial desenvolvimento da Neon, como todas as outras opções de crescimento orgânico e inorgânico para a Karoon, será avaliado por meio de um processo técnico e comercial rigoroso e disciplinado, visando maximizar o valor para nossos acionistas e buscar nosso futuro neutro em carbono”, concluiu Fowles.

No que diz respeito às atividades mais recentes da Karoon no Brasil, vale ressaltar que a empresa está em negociações com a brasileira Enauta para adquirir uma participação no campo de Atlanta localizado no offshore do Brasil. Se o negócio for bem sucedido, este não será o primeiro ativo da empresa na  Bacia de Santos, pois já possui vários outros em seu portfólio.

Estatal informa sobre ofícios do Ministério das Minas e Energia

A Petrobras informa que recebeu na data de hoje dois ofícios do Ministério das Minas e Energia, com a confirmação das desistências do Sr. Luiz Rodolfo Landim à eleição ao Conselho de Administração (CA) da companhia e à presidência do CA, e do Sr. Adriano José Pires Rodrigues à eleição ao CA e à indicação para a presidência da Petrobras.

A companhia esclarece que, até o momento, não recebeu informações do Ministério das Minas e Energia acerca das substituições dos indicados.