Petrobras informa sobre desinvestimento do Polo Marlim

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 14/12/2020, informa que sua Diretoria Executiva aprovou o encerramento do processo competitivo, que estava na fase não-vinculante, para a venda de 50% de sua participação nas concessões de Marlim, Voador, Marlim Leste e Marlim Sul, denominadas em conjunto como Polo Marlim, localizadas predominantemente em águas profundas na Bacia de Campos.

A Petrobras avalia constantemente seu portfólio e, considerando o alinhamento das concessões à estratégia da companhia e a melhora de seus indicadores econômico-financeiros, o Polo Marlim foi mantido integralmente na carteira, tendo já sido incorporada sua produção no horizonte do Plano Estratégico 2022-26.

A Petrobras reforça o seu compromisso com a ampla transparência de seus projetos de desinvestimento e de gestão de seu portfólio e afirma seu foco em ativos em águas profundas e ultraprofundas, onde tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos, com alta produtividade e com menores emissões de gases de efeito estufa.

Petroleira testa envio de querosene de aviação por duto para Brasília

A Petrobras iniciou no final de março a comercialização de Querosene de Aviação (QAV) em Brasília, por meio do oleoduto OSBRA e entrega rodoviária no terminal da Transpetro. O OSBRA transporta derivados de petróleo da Refinaria de Paulínia para o Centro-Oeste.

Esta nova operação traz mais uma alternativa confiável para o suprimento de QAV a Brasília, diminuindo a dependência do modal rodoviário. Até então, as entregas deste combustível à cidade eram feitas somente a partir das refinarias de Betim e Paulínia, de onde as distribuidoras transportam o produto por rodovia até Brasília.

A operação de bombeio de QAV pelo OSBRA está em fase de testes e tem apresentado resultados positivos tanto quanto à qualidade do produto como quanto às condições de operação.

Após a conclusão da fase de testes, prevista para encerrar até o terceiro trimestre deste ano, a Petrobras iniciará a comercialização de forma regular do Querosene de Aviação para o aeroporto de Brasília, o que reforça o compromisso da Petrobras no atendimento aos seus clientes.

Inovações tecnológicas aliadas ao gerenciamento de integridade de risers, Hélio Alves Senior Engineer e Lucas Santos Mechanical Engineer na 4Subsea

As empresas operadoras na indústria de óleo e gás reconhecem cada vez mais a necessidade de uma avaliação e gerenciamento sistemático da integridade de risers flexíveis e rígidos. Isso se deve aos seguintes fatores:

• Grande economia financeira obtida devido ao gerenciamento dos fatores que podem causar falhas estruturais nos ativos (quase sempre com elevados valores envolvidos);
• Redução do risco operacional dos risers e aumento da confiabilidade do sistema;
• Redução do risco de danos ambientais, que comprometem a imagem da empresa ante investidores e opinião pública;
• Maior disponibilidade operacional das estruturas, resultante da forma estruturada como são planejadas as atividades de intervenção nas mesmas.

As atividades de gerenciamento da integridade de risers constituem-se como uma importante ferramenta para redução de custos de CAPEX e OPEX para os operadores. A retroalimentação do projeto de risers com informações obtidas durante a vida útil das estruturas, é uma forma de minimizar riscos operacionais futuros.

Além disso, o fato de acompanhar a degradação da estrutura durante a sua utilização, permite reduzir paradas indesejáveis na operação do ativo, bem como programar, de forma eficiente, possíveis necessidades de intervenção nos componentes do mesmo.

A 4subsea possui longa experiência no gerenciamento de integridade de risers e na extensão de vida destas estruturas, incluindo análise de risco, desenvolvimento de planos de gerenciamento de integridade, execução de avaliações anuais de integridade, monitoramento de movimentos/pressão/temperatura e realização de testes automatizados no anular de risers flexíveis.

Exigências regulatórias

O marco normativo de segurança da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para exploração e produção de petróleo compreende
diversas resoluções, que estabelecem requisitos para as áreas específicas do setor de óleo e gás. A Resolução ANP nº 41/2015
institui o Sistema de Segurança Operacional de Sistemas Submarinos e aprova o Regulamento Técnico do Sistema de Gestão da Segurança Operacional de Sistemas Submarinos (SGSS).

O SGSS especifica os requisitos essenciais e os padrões mínimos de segurança operacional e preservação do meio ambiente a serem atendidos pelos agentes autorizados ou concessionárias responsáveis pela movimentação de petróleo, gás natural e seus derivados por dutos submarinos.

De acordo com o Artigo 23 do SGSS, o operador do sistema submarino é responsável por assegurar a integridade mecânica do sistema. Para tal, deve estabelecer, implementar e documentar um Programa de Gerenciamento da Integridade (PGI) cíclico, integrado e contínuo durante todo o ciclo de vida do sistema submarino.

As estratégias típicas para o desenvolvimento de um PGI são um tema presente em diferentes manuais da indústria.

Boas práticas da indústria

O gerenciamento da integridade em risers flexíveis e rígidos é um tema abordado por diferentes manuais de boas práticas da
indústria. Entre os quais o API 17B (Recommended Practice for Flexible Pipe), a DNV-RP-206 (Riser Integrity Management) e a DNV-RP-F116 (Integrity Management of Submarine Pipeline
Systems).

O primeiro passo para o desenvolvimento de um programa de gerenciamento da integridade de risers flexíveis e rígidos consiste na disponibilização da documentação existente do ativo, desde o seu projeto até o presente, como, por exemplo, os seguintes documentos:

• Relatórios e documentos da fase de projeto;
• Relatórios e pareceres de inspeção;
• Dados de monitoração (pressão, temperatura, aproamento etc.);
• Dados ambientais medidos (onda, correnteza, vento);
• Relatórios de testes de anular;
• Relatórios de intervenções realizadas nos ativos;
• Registros de anomalias.

A análise dessa documentação permite estabelecer o “status” de integridade do ativo. Se na avaliação da documentação, algo relevante ou fora do que foi considerado como limites aceitáveis na fase de projeto for detectado, uma reavaliação da vida útil dever ser realizada para determinar as condições para a operação do ativo.

Realizada uma primeira avaliação da documentação existente do ativo, desenvolve-se o diagrama de processo para o gerenciamento da integridade de risers proposto abaixo. Ao longo do tempo, a execução do plano de gerenciamento de integridade por meio de diferentes atividades – inspeção, monitoramento, teste, análise, manutenção e reparo – resulta em um grande volume de dados e documentos a serem analisados. Nesse momento, a utilização de tecnologias pode e deve ser utilizada a favor do processo, visando ao aumento de eficiência na tomada de decisões.

Digitalização

A transformação digital já é realidade na indústria de óleo e gás e se mostra como forte aliada no gerenciamento de
integridade de ativos. O avanço da computação em nuvem e a resultante diminuição de custos de armazenamento e processamento de dados são os principais impulsionadores desse processo.

Atualmente é possível acompanhar o status de integridade de um ativo offshore por meio de seu gêmeo digital (digital twin). A maior visibilidade dos dados do ativo auxilia o processo de tomada de decisão e permite maior agilidade na identificação e tratamento de anomalias. Os principais benefícios desse processo são a redução de custos e redução de risco operacional.

A 4subsea possui uma plataforma que reside na nuvem da Microsoft Azzure chamada 4insight™. A arquitetura da plataforma digital 4insight™ é capaz de receber e computar grandes quantidades de dados, permitindo que, através destes dados, sejam geradas informações, através de um time com elevado expertise de engenharia, que garantam o melhor suporte à tomada de decisão possível por parte dos operadores.

Um princípio fundamental por trás do serviço 4insight™ são suas APIs abertas e acessibilidade aberta. Os operadores são livres para se conectar a qualquer fluxo de dados brutos ou processados por meio de APIs abertas. O operador também é livre para dar acesso à solução e seus dados a qualquer organização terceirizada de sua escolha.

Dentro do escopo de gerenciamento de integridade, algumas das possíveis funcionalidades da plataforma 4insight™ são a integração com sistemas de gerenciamento de informações para visualização de dados operacionais, o armazenamento de documentação histórica do projeto, o recebimento e tratamento de dados de sensores e a visualização de modelos preditivos baseados em técnicas de machine learning e inteligência artificial.

A disponibilização em uma única plataforma de dados originais e também informações resultantes de aplicação de modelos e
avaliações de engenharia permite otimizar o acompanhamento da vida em serviço do ativo, fornecendo ao operador insights para tomadas de decisões eficientes. As informações também são úteis na fase de extensão da vida útil do ativo, permitindo uma operação segura do mesmo após o tempo de vida útil estabelecido em projeto, gerando ganho operacional (e financeiro) para o operador.

Extensão de vida

Um caso de sucesso recente desenvolvido pela 4subsea em parceria com um operador brasileiro, resultou em uma extensão da vida útil dos risers flexíveis em operação no campo. O projeto consistiu na análise de dados operacionais históricos, na
realização de campanhas de monitoramento de movimento dos risers e da plataforma flutuante, no monitoramento do espaço
anular e no desenvolvimento de uma ferramenta digital para cálculo de fadiga acumulada, baseada em dados históricos e
dados monitorados.

O projeto consistiu na avaliação de toda documentação disponível do projeto das estruturas, relatórios de inspeção, dados operacionais e relatórios dos testes de anulares gerados ao longo da vida de cada estrutura. Dadas as características dos ativos analisados, foi realizada campanha de monitoramento dos movimentos da plataforma flutuante e também de alguns risers. Além disso, foram obtidos dados medidos via satélite de ondas e correnteza superficial.

De posse das informações acima, foram realizadas avaliações de degradação para as diversas em camadas dos risers flexíveis (tanto metálicas como poliméricas), e assim a vida remanescente da estrutura foi obtida, considerando-se também os efeitos dinâmicos obtidos através dos sensores de movimento instalados e das informações meteoceanográficas obtidas.

A combinação de um elevado expertise em gerenciamento da integridade de risers, associado com tecnologias de monitoramento e de digitalização que estão no estado-da-arte da indústria offshore, permitiram a extensão da operação dos ativos, trazendo ganhos financeiros consideráveis para o operador.

Todas as tecnologias de monitoramento de movimento das estruturas e do comportamento do anular dos risers utilizadas no projeto são proprietárias da 4Subsea. A figura ao lado, ilustra o esquema de monitoramento e a transferência de dados para a “nuvem”, até a apresentação de dados de entrada e resultados na forma de dashboards na plataforma digital 4insight™ da 4Subsea.

Em resumo, a atividade de gerenciamento de integridade de ativos pode ser significativamente vantajosa para as empresas de óleo e gás, se forem aplicadas de maneira inteligente e eficiente. Os ganhos com a possibilidade de tomadas de decisão otimizadas, reduções de riscos e aumento de disponibilidade dos ativos superam em muito os custos envolvidos.

A utilização de inovações tecnológicas tem permitido a empresas como a 4Subsea a prover serviços de alta confiabilidade com acesso facilitado e baseado em conhecimento especializado. O desenvolvimento interno associado das ferramentas tecnológicas, dos modelos de degradação e de instrumentação dedicada tem se mostrado uma vantagem competitiva para empresas de ponta no aspecto de tecnologia de gerenciamento de integridade.

Helio Alves, engenheiro M.Sc. com mais de 35 anos de experiência na área de óleo e gás com foco em integridade de ativos, seleção de materiais, engenharia de corrosão e inspeção de equipamentos.

Lucas Santos, engenheiro mecânico. Atua na área de garantia da integridade de ativos.

Petrobras informa sobre nova descoberta de petróleo no pré-sal

A Petrobras descobriu nova acumulação de petróleo no pré-sal da porção sul da Bacia de Campos, em poço pioneiro no bloco Alto de Cabo Frio Central. O poço 1-BRSA-1383A-RJS (Alto de Cabo Frio Central Noroeste) está localizado a 230 km da cidade do Rio de Janeiro-RJ, em profundidade d’água de 1.833 metros.

O intervalo portador de petróleo foi constatado por meio de perfis elétricos e amostras de óleo, que serão posteriormente caracterizados por meio de análises de laboratório. O consórcio dará continuidade às operações de perfuração do poço até a profundidade final, originalmente prevista, visando avaliar as dimensões da nova acumulação, além de caracterizar a qualidade dos fluidos e dos reservatórios constatados.

O resultado é fruto de uma estratégia bem-sucedida do consórcio baseada na máxima utilização dos dados, e na aplicação de novas soluções tecnológicas em Big Data e Inteligência Artificial, potencializadas pelo uso de supercomputadores e recursos de HPC (High Performance Computing), possibilitando o processamento dos dados adquiridos em tempo real e permitindo tomadas de decisão de forma ágil e segura.

O bloco Alto de Cabo Frio Central foi adquirido em outubro de 2017, na 3ª rodada de licitação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), sob o regime de Partilha de Produção, tendo a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) como gestora.

A Petrobras é a operadora do bloco e detém 50% de participação, em parceria com a empresa BP Energy do Brasil Ltda. (50%).

Petrobras encerra o mês de março com nível de utilização das refinarias em 91%

Companhia está produzindo o máximo possível dentro de condições seguras, sustentáveis e econômicas

A Petrobras alcançou 91% de fator de utilização total (FUT) do parque de refino na última semana de março de 2022. A média do fator de utilização considerando todo o mês foi de 89%. Em 2021, o nível médio de utilização das refinarias da Petrobras foi de 83%, maior índice dos últimos 5 anos. O fator de utilização total do refino considera o volume de carga de petróleo efetivamente processado e a carga de referência das refinarias, ou seja, a capacidade máxima de operar, respeitando os limites de projeto dos equipamentos, os requisitos de segurança,  de meio ambiente e de qualidade dos derivados produzidos, além da racionalidade econômica das decisões de produção, com foco em geração de valor.

“A definição do nível de utilização é uma decisão técnica e econômica, que leva em conta a demanda dos clientes da Petrobras, as alternativas globais de suprimento e preços de petróleo e derivados, diferentes configurações e limites de operação e a necessidade de paradas de manutenção das unidades de refino, entre outros fatores.  A Petrobras está produzindo o máximo possível dentro de condições seguras, sustentáveis e econômicas”, destaca Rodrigo Costa, diretor de Refino e Gás Natural da Petrobras.

Para cada barril de petróleo processado na refinaria, necessariamente, diversos derivados são gerados e posteriormente distribuídos. Por exemplo, ao fazer gasolina, também se produz, necessariamente, óleo combustível, que precisa ser escoado e entregue para clientes finais.  Por isso, o cálculo do melhor nível de processamento sempre respeita, além dos critérios econômicos e de segurança, as limitações técnicas de capacidade de distribuição dos produtos, volumes possíveis de serem estocados, comportamento da demanda, custos e preços. Essa dinâmica se aplica não só às refinarias da Petrobras, mas a toda indústria de refino mundial.

A Petrobras conta com modelos matemáticos de alta complexidade, que conseguem processar milhares de variáveis ao mesmo tempo e, desta forma, indicar a melhor forma de atender os clientes da companhia levando em conta os  diferentes tipos de petróleo disponíveis, as características das refinarias e dos ativos logísticos da Petrobras.

Nos últimos anos, a companhia realizou investimentos em seu parque para aumentar a capacidade de processar economicamente o petróleo bruto brasileiro mais pesado, melhorar a qualidade dos derivados para atender a normas regulamentares mais rígidas, modernizar as refinarias e reduzir o impacto ambiental de suas operações de refino. A Petrobras ainda irá realizar investimentos de US$ 6,1 bilhões em Refino nos próximos cinco anos, com objetivo de expansão de capacidade de refino, geração de produtos de maior qualidade e para posicionar suas refinarias entre as melhores do mundo em eficiência e desempenho operacional.

Repsol Sinopec Brasil divulga Plano de Sustentabilidade 2021

Tecnologia pioneira para captura de CO2, avanço nas operações de gás natural e promoção da diversidade estão entre os destaques

A Repsol Sinopec Brasil (RSB) divulgou seu Plano de Sustentabilidade 2021. Entre os principais marcos, estão o desenvolvimento de soluções inovadoras, como o projeto de captura de CO2 para produção de hidrocarbonetos sustentáveis, e o avanço na produção e comercialização de gás natural no Brasil, que tem se consolidado como país estratégico para o grupo Repsol a nível mundial.

“As recentes conquistas reforçam nosso patamar de excelência em gestão sustentável, com objetivo de avançar na descarbonização nas atividades de E&P, impulsionando nossos negócios no Brasil, especialmente no mercado de gás natural”, destaca o CEO Mariano Ferrari.

Desde 2014, a empresa desenvolve planos anuais de sustentabilidade, com base nas diretrizes de sustentabilidade do Grupo Repsol, na Agenda Global 2030 da ONU e no Acordo de Paris. A governança e a gestão ambiental e social são eixos norteadores neste processo, o que reforça ainda mais a incorporação dos princípios ESG em sua política de atuação. Em breve, a empresa divulgará Plano de Sustentabilidade 2022, com as novas metas a serem alcançadas a curto, médio e longo prazo.

Destaque em igualdade de gênero

A igualdade de gênero é um dos pilares da política ESG da companhia, tida como um diferencial para aumentar sua competitividade e inovação. Neste sentido, a RSB adota o processo de seleção às cegas, estabelecendo a paridade de gênero nos processos de contratação. Como resultado, a empresa se destaca com números acima da média do setor, com 44% de mulheres entre seus colaboradores, sendo 34% em posições de liderança e 54% na liderança executiva.

Em outra recente conquista, a RSB, que está inserida no Programa Empresa Cidadã, ampliou por iniciativa própria a licença-paternidade, de 20 dias para quatro meses, além de já ter estendido a licença-maternidade para seis meses.

Inovação para um futuro de baixas emissões

A Repsol Sinopec Brasil investe em ações voltadas a uma economia de baixo carbono e à redução de emissões, em compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e os objetivos globais do Grupo Repsol, que foi o primeiro do setor no mundo a adotar a meta ambiciosa de zerar suas emissões líquidas até 2050.

Nesta linha, ao longo dos últimos cinco anos, a empresa investiu mais de R$ 185 milhões em projetos de P&D, em parceria com universidades e startups, para a construção de modelos energéticos mais sustentáveis e competitivos, avançando no caminho da transição energética.

Um grande exemplo é o projeto CO2CHEM. Considerado pioneiro no país, ele atua no desenvolvimento de tecnologias inovadoras de captura de CO2 para produção de hidrocarbonetos sustentáveis, obtidos através de processos industriais que não emitem gases de efeito estufa. Estes hidrocarbonetos podem se tornar combustíveis ou até parafinas especiais, que servem para a fabricação de vários produtos utilizados no dia a dia.

Marco para a indústria de gás natural

A empresa também se destaca pela participação ativa no processo de abertura do mercado de gás natural, como um meio essencial para embasar a transição energética.

Além da descoberta de Pão de Açúcar, no bloco BM-C-33, uma das fontes com maior potencial de fornecimento de gás do país, a RSB firmou, em dezembro de 2021, contratos de venda de gás do campo de Sapinhoá Norte com a Petrogal, que começou a ser comercializado em 1º de janeiro deste ano. A medida representa um marco para o setor, ao permitir uma oferta mais diversificada dos produtores de gás do pré-sal, possibilitando à sociedade uma fonte de energia confiável e de baixa emissão de carbono.

Acesse aqui o Plano de Sustentabilidade 2021 da Repsol Sinopec Brasil.

Projeto patrocinado pela Petrobras lança jogo ambiental para educação ecológica de crianças

Objetivo é sensibilizar crianças de todo o Brasil para importância da conservação dos manguezais

Patrocinado pela Petrobras, o projeto Mangues da Amazônia lança jogo ambiental para celular, destinado à educação ecológica de crianças. O objetivo é sensibilizar este público para a importância da conservação dos manguezais, possibilitando o contato com a fauna, a flora e a ecologia desse ecossistema de forma lúdica e interativa. O lançamento foi na Escola Municipal Emiliano Picanço, no município de Augusto Corrêa, localizado no estado do Pará, no dia 05/03. Desde então o jogo está disponível para download gratuito na Google PlayStore no link https://bit.ly/3ikyWKy .

Destinado a crianças entre 7 a 12 anos de todo o Brasil, o jogo Protetores do Mangue conta a história de Greta, uma garça que ajuda na limpeza do Mercado do Ver-o-Peso, famoso cartão postal da cidade de Belém do Pará. Um dia, ela é surpreendida por uma invasão de bichos do Manguezal. Eles pedem ajuda para salvar sua casa do lixo, que aos poucos toma o lugar. Por meio de perguntas de múltipla escolha sobre o ecossistema ameaçado, a cada resposta correta o jogador ajuda Greta a limpar o ambiente, em três fases. Ao final, recebe um certificado de “Protetor (a) do mangue”.

Por meio da conscientização, o jogo busca minimizar a ameaça aos manguezais decorrente do lixo doméstico despejado no mangue e regiões costeiras. A ideia é de que as crianças atuem como multiplicadoras. “Os filhos educam os pais”, diz o coordenador do projeto Mangues da Amazônia, John Gomes. “O jogo auxilia o ensino e a aprendizagem de forma lúdica, didática e intuitiva”. Embora trate do mangue, as questões levantadas podem ser aplicadas a outros ecossistemas e biomas do Brasil. Outro diferencial do Jogo ambiental do projeto Mangues da Amazônia é que a cada fase vencida, o jogador poderá ter uma experiência imersiva nas florestas de mangue através de vídeos em 360°.

Característico das regiões tropicais e subtropicais, o manguezal é um ecossistema costeiro de transição entre terra e mar. Ele é berçário para 90% da vida marinha. Outra função ecológica dele é o sequestro de carbono (até sete vezes maior que na floresta de terra firme.) Os mangues também têm papel econômico, sendo local de atividades sustentáveis de extração de madeira, pesca de peixes e captura de caranguejos. Na Amazônia, os estados do Maranhão, Pará e Amapá possuem 50% da cobertura florestal de manguezais do país.

O projeto Mangues da Amazônia tem por finalidade a recuperação e conservação de manguezais, com ênfase em áreas degradadas. A Petrobras patrocina outras iniciativas que atuam em mangues — seja na preservação do próprio ecossistema, como o projeto Uça, seja na proteção da fauna que o habita, como o Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar) e os projetos Viva o Peixe-Boi e Meros do Brasil.

O patrocínio da Petrobras a essas iniciativas reflete o compromisso da companhia com ações de impacto transformador e que ampliem o conhecimento, a conservação e recuperação da biodiversidade.

Serviço

Vídeo game Protetores do Mangue

Link do jogo: https://bit.ly/3ikyWKy

ROKIndustry: Rockwell Automation promove evento gratuito para abordar as principais tendências e desafios das diferentes indústrias do Brasil

Segunda edição acontece no dia 19 de abril, das 13h às 15h, 100% virtual e contará com a presença de importantes keynotes como o Diretor da Rockwell Automation, Leandro Kruger, a Presidente da Microsoft no Brasil, Tania Cosentino e o Channel Area Manager na PTC, Marcio Vaz

A partir do cenário de que o desempenho do segmento industrial tornou-se crucial para os desdobramentos econômicos, bem como a geração de empregos no Brasil, a Rockwell Automation, promove, pela segunda vez, o ROKIndustry, evento gratuito que tem como objetivo discutir as principais tendências e desafios das diferentes indústrias presentes no mercado brasileiro.

Este ano, a edição acontecerá no dia 19 de abril, das 13h às 15h, 100% virtual e contará com a presença de keynotes importantes como o Diretor da Rockwell Automation, Leandro Kruger e o Channel Area Manager na PTC, Marcio Vaz, apresentando a sessão sobre “Tecnologias digitais para apoiar as tendências industriais”. Além disso, a Presidente da Microsoft no Brasil, Tania Cosentino, também marcará presença em um painel especial sobre “As tendências tecnológicas que suportam o crescimento da indústria na atualidade”.

Ao todo, o evento contará com seis fóruns industriais, ao vivo, onde os inscritos poderão interagir com os especialistas ativamente. Os fóruns serão dedicados, especialmente, às indústrias Química, Ciências da vida, Mineração, Metais e Cimento, Petróleo e Gás, Automotiva e Pneus, Alimentos, Bebidas, Bens de Consumo e Agronegócios.

O Diretor da Rockwell Automation, Leandro Kruger, define o evento como uma jornada de imersão na indústria e suas tecnologias, onde serão debatidos os principais conceitos, tendências, cenários e cases de sucesso. “O ROKIndustry reunirá os principais tomadores de decisão da indústria para compartilhar experiências e projeções para o mercado em 2022. Além disso, o evento será fundamental para reforçar o posicionamento da Rockwell Automation como especialista do setor por meio da excelência operacional e transformação digital”, explica.

Além de toda a experiência e networking que o evento proporcionará, Kruger ressalta que o evento focará ainda em apresentar na prática como as soluções da Rockwell Automation focadas em segurança, capacitação da força de trabalho e sustentabilidade, podem apoiar as empresas a maximizar a produtividade e minimizar os custos. “Atualmente, o principal desafio enfrentado pelas diferentes indústrias é a aceleração da produtividade, uma vez que empresas mais produtivas entregam inteligência e informações aos operadores, gerentes e executivos. Por isso, entendemos que uma fabricação inteligente é a peça-chave para começar este processo e as soluções da Rockwell podem contribuir no atendimento à essas demandas”, explica.

De acordo com Kruger o evento será destinado, especialmente a usuários finais, integradores de sistemas, fabricantes de máquinas e à área de engenharia das indústrias.

Caso não seja possível acompanhar ao vivo, todas as apresentações estarão disponíveis em formato on demand por três meses. Inscreva-se clicando aqui e acompanhe toda a grade do evento.

Sobre a Rockwell Automation

Rockwell Automation, Inc. (NYSE: ROK) é líder global em automação industrial e transformação digital. Conectamos a imaginação das pessoas com o potencial da tecnologia para expandir o que é humanamente possível, tornando o mundo mais produtivo e sustentável. Com sede em Milwaukee, Wisconsin, a Rockwell Automation emprega cerca de 24 mil solucionadores de problemas dedicados a clientes em mais de 100 países. Para saber mais sobre como estamos dando vida à Connected Enterprise no setor industrial, acesse o link.

FPSO da MODEC inicia produção no Golfo do México

Capaz de produzir até 90 mil de petróleo por dia, o FPSO MIAMTE MV34 é o primeiro projeto da empresa para a operadora italiana Eni Mexico, subsidiária da empresa integrada de energia Eni

O FPSO MIAMTE MV34, construído e operado pela MODEC, iniciou em fevereiro a produção no campo de Miztón, no Golfo do México. A embarcação, com capacidade para produzir até 90 mil barris de petróleo e mais de 2 milhões de metros cúbicos de gás por dia, está afretada à Eni México, que detém integralmente os direitos do campo. A unidade opera a 10 quilômetros da costa em lâmina d’água de 32 metros. A plataforma marca o retorno da MODEC ao offshore mexicano após nove anos.

A embarcação chegou ao México em janeiro e desde então vinha realizando atividades de comissionamento em Ciudad del Carmen, no estado de Campeche. O contrato operacional tem prazo de 15 anos, com possibilidade de prorrogação por até mais cinco.

Para fazer frente às condições climáticas locais, a SOFEC, empresa do Grupo MODEC, desenvolveu um sistema de amarração único no mercado de óleo e gás capaz de desconectar temporariamente a embarcação. O Sistema de Ancoragem de Torre Desconectável foi feito especificamente para este projeto, protegendo as tripulações a bordo e a instalação contra mudanças climáticas extremas, como furacões e tempestades, mantendo-as em segurança.

“Estamos muito felizes em começar a operar nosso primeiro FPSO no México. A MODEC traz consigo uma longa história de operações bem-sucedidas em diferentes regiões do mundo – como Brasil, África e Ásia – e transferirá esse conhecimento para operar em águas mexicanas”, afirma o Country Manager da MODEC no México, André Cordeiro. “A experiência que adquirimos trabalhando no offshore brasileiro será fundamental para nossas operações no Golfo do México.”

O FPSO MIAMTE MV34 é a segunda unidade do Grupo MODEC a entrar em operação nos últimos meses. Em agosto do ano passado, a empresa iniciou a operação do FPSO Carioca MV30, em Campo de Sépia, no pré-sal da Bacia de Santos. Além disso, a empresa está em fase final de comissionamento do FPSO Guanabara MV31 e tem mais três unidades em construção para o Brasil – FPSOs Almirante Barroso, Anita Garibaldi e Bacalhau – e uma para o Senegal – o FPSO Leopold Sedar Senghor.

Reservas provadas de petróleo no Brasil crescem 11% em 2021

Índice de reposição no ano foi de 227%

Em 2021, houve aumento de 11% nas reservas provadas de petróleo (1P), segundo o Boletim Anual de Recursos e Reservas (BAR) divulgado em (31/3) pela ANP. Também houve aumento de 14,3% no volume relativo ao somatório de reservas provadas e prováveis (2P) e de19,8% no somatório das provadas, prováveis e possíveis (3P), em comparação com os dados de 2020.

Foram declarados pelas empresas contratadas para exploração e produção no Brasil, 13,24 bilhões de barris de petróleo de reservas provadas (1P), 19,95 bilhões de barris de reservas provadas + prováveis (2P) e 24,24 bilhões de barris de reservas provadas + prováveis + possíveis (3P).  No Pré-sal, houve aumento de 15,7% nas reservas provadas em relação a 2020, totalizando 9,621 bilhões de barris.

No caso do gás natural, foram declarados 378,65 bilhões de metros cúbicos de reservas provadas (1P), 491,92 bilhões de m³ de reservas provadas + prováveis (2P) e 560,40 bilhões de m³ de reservas provadas + prováveis + possíveis (3P), que correspondem a aumentos de 11,7%, 20,3% e 24,0%, respectivamente, em relação a 2020.

Em geral, as mudanças ocorridas no volume das reservas de petróleo e gás natural brasileiras são devidas à produção realizada durante o ano, às reservas adicionais oriundas de novos projetos de desenvolvimento, declarações de comercialidade e revisão das reservas dos campos por diferentes fatores técnicos e econômicos. Neste ano, o destaque foi a inclusão dos volumes referentes ao Excedente da Cessão Onerosa dos Campos de Búzios e Itapu.

Reposição das reservas

O índice de reposição de reservas provadas de petróleo (IRR 2021/2020) foi de 227%, representando cerca de 2,337 bilhões de barris em novas reservas.  O índice de reposição de reservas indica a relação entre o volume apropriado e o volume produzido no período considerado, ou seja, para cada barril de petróleo produzido foram apropriados outros 2,27 barris.

O que são reservas provadas, prováveis e possíveis 

As reservas provadas correspondem à quantidade de petróleo ou gás natural que a análise de dados de geociências e engenharia indica com razoável certeza como recuperáveis comercialmente, na data de referência do Boletim Anual de Recursos e Reservas. Quando são usados métodos probabilísticos, a probabilidade de que a quantidade recuperada seja igual ou maior que a estimativa deverá ser de pelo menos 90%.

Nas prováveisa probabilidade de que a quantidade recuperada seja igual ou maior que a soma das estimativas das reservas provada e provável deverá ser de pelo menos 50%. No caso das reservas possíveis, a probabilidade de que a quantidade recuperada seja maior ou igual à soma das estimativas das reservas provada, provável e possível deverá ser de pelo menos 10%. (Fonte: Resolução ANP nº 47, de 3/9/2014).

O que é o BAR 

O Boletim Anual de Recursos e Reservas (BAR) traz informações consolidadas sobre as reservas brasileiras de petróleo e gás natural declaradas em 2021. A publicação apresenta dados de reservas por unidade da federação, a proporção das reservas provadas, possíveis e prováveis por bacia, a produção acumulada por bacia e estado e a fração recuperada (produção total acumulada dividida pelo volume de recursos in place, ou seja, o volume total de petróleo nos reservatórios) por bacia.

Desde o ano passado, também é possível consultar essas informações no Painel Dinâmico de Recursos e Reservas de Hidrocarbonetos, que traz ainda um mapa interativo com a localização das reservas e o rateio de reservas provadas entre campos maduros e não maduros. É possível também discriminar a produção acumulada por localização geológica e regime contratual e consultar a variação anual.

As empresas operadoras dos campos produtores devem informar anualmente à ANP, até o dia 31 de janeiro, os volumes de reservas de petróleo e de gás natural relativos ao ano anterior. As informações contidas no Boletim Anual de Recursos e Reservas devem estar de acordo com o Plano de Desenvolvimento e com os demais planos e programas submetidos à ANP. A Resolução ANP nº 47/2014 estabelece as diretrizes para a elaboração do BAR, através do Regulamento Técnico de Estimativa de Recursos e Reservas de Petróleo e Gás Natural (RTR).