Parceria entre SENAI e WEG possibilita a doação de 100 computadores

Os equipamentos farão parte do projeto Inclusão Digital da FIESC

A parceria entre SENAI e WEG, mais uma vez, resultou na entrega de computadores para o projeto de Inclusão Digital da FIESC. Na última segunda-feira (14), foram disponibilizados 100 equipamentos ao Centro Logístico SESI em São José, onde receberão os periféricos necessários para serem doados ao público vulnerável e entidades carentes de toda Santa Catarina.

Os equipamentos, em sua maioria doados pela WEG, tiveram a limpeza, manutenção, formatação e instalação do sistema realizados pelas equipes de Aprendizagem em Manutenção de Computadores do SENAI Jaraguá do Sul (SC), sob a orientação do professor Roberto Baumgartel e supervisão do professor Marcos André Marasco Lima.

Sobre o programa:

O programa iniciou em 2008, em parceria com a WEG, com o propósito de recuperar computadores para doação posterior à pessoas e entidades carentes.

Desde então, tivemos 1.474 computadores, notebooks e equipamentos de TI que passaram por manutenção no projeto e foram complementados com os periféricos necessários. Foram 1.374 kits completos com desktop, monitor, mouse, teclado e cabos, entregues para diversas instituições.

Até hoje, aproximadamente 4 toneladas de resíduos de lixo eletrônico do projeto foram reciclados em empresas parceiras que fazem a destinação adequada.

Estes 1374 computadores finalizados beneficiaram 88 escolas públicas (municipais e estaduais), os Bombeiros Voluntários, Mirim e Aspirantes de Corupá, APAE, Presídio de Jaraguá do Sul, Projeto Fome de Amor, Paróquia São Francisco de Assis, Igreja Nossa Senhora Auxiliadora, Tramas em Fibras, Comunidades Terapêuticas como a Novo Amanhã e Comunidade Feminina de Resgate e Dignidade, CRAS, Associação de Servidores Voluntários de Schroeder, Instituto Boi de Mamão, Instituto Integra de Gerontologia, Prefeitura de Schroeder, Laboratórios de Inclusão Digital em Schroeder e Corupá, Centros de Educação Especial, CEJA e Serviços de Acolhimento da Região do Vale do Itapocu, beneficiadas através do programa de Inclusão Digital que integra a área de Responsabilidade Social da FIESC.

Além da comunidade, 49 alunos do SENAI também receberam equipamentos doados/emprestados para aulas, manutenção e melhorias em seus próprios computadores.

Ao todo, tivemos o envolvimento de 260 alunos do Curso de Aprendizagem em Manutenção de Microcomputadores que auxiliaram na manutenção e montagem dos equipamentos, com a orientação de 1 professor e 1 supervisor e o apoio de 1 estagiário.

Além da WEG, grande parceira e doadora da maior parte destes computadores para recuperação, outras empresas seguiram o exemplo e contribuíram para o projeto com doações de equipamentos, entre elas a MARISOL, ADAPCON, MALWEE e INDUMAK, recebendo o selo de “Empresa Amiga”, certificado emitido pela FIESC – Federação das Indústrias de Santa Catarina, Associação dos Magistrados Catarinenses – AMC, Tribunal de Justiça de Santa Catarina – TJSC, Ministério Público de Santa Catarina – MPSC, Ordem dos Advogados do Brasil – OAB-SC, Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina – FECOMÉRCIO, Associação Catarinense de Medicina – ACM e Fundação de Estudo Superiores de Administração e Gerência.

É a sustentabilidade dando as mãos à solidariedade para impactar vidas!

Maior evento de GLP da América Latina reunirá autoridades do setor, no Rio de Janeiro

Rodolfo Saboia, diretor-geral da ANP, e Heloisa Borges, diretora da EPE, já confirmaram participação no encontro, com público estimado em 600 visitantes

O maior evento do setor de GLP da América Latina, o Congresso da Associação Ibero-americana de Gás Liquefeito de Petróleo (AIGLP) acontecerá entre os dias 23 e 25 de março, no hotel Windsor Oceânico, no Rio de Janeiro. Para esta 35ª edição, já confirmaram presença o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Rodolfo Henrique Saboia, e a diretora de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Heloisa Borges. Integram ainda as mesas de debate o presidente da Associação e diretor de Relações Institucionais na Supergasbrás, Ricardo Tonietto, e o presidente do Sindigás, Sergio Bandeira de Mello, entre outros convidados.

O Congresso tem como objetivo debater sobre o setor de GLP na América Latina, apresentar as últimas novidades nas áreas técnico-operacional, regulatória e de mercado, entre outras. Simultaneamente ao evento, acontece uma feira de produtos e serviços. Profissionais de diversas empresas e órgãos governamentais do Brasil e de outros27 países participam do encontro. Entre eles, podemos citar México, Turquia, Peru, Argentina, Itália, EUA, Noruega, Índia, Portugal, China, Tailândia, Espanha, Austrália e Israel. A expectativa é reunir 48 expositores, em sua tradicional feira de negócios, e cerca de 600 visitantes por dia.

De acordo com Tonietto, o Congresso da AIGLP é reconhecido como o evento anual ibero-americano mais importante do setor de GLP. “Um momento ímpar para se conhecer altos executivos do setor, se inteirar de novas tecnologias e fazer bons negócios com empresas líderes da indústria. Os ótimos resultados apresentados ano após ano tornam o evento mais promissor a cada edição, motivando novas empresas expositoras e atraindo maior número de visitantes. É uma grande oportunidade de visibilidade e fortalecimento do mercado”, pontua o presidente da AIGLP.

Nos dias 24 e 25 de março, acontecerá o Energia Excepcional Stage, que consiste em um evento técnico para promover o intercâmbio de inovações tecnológicas na indústria de GLP. Este evento que é realizado dentro da feira de exposições tem como público participante expositores, visitantes da Feira de GLP e gestores técnicos de empresas do setor.

O Congresso principal será dividido em cinco blocos temáticos: Rivalidade x Concentração — Mitos e verdades no setor de GLP; Consumidor final no centro das atenções; O mercado de GLP pós-Covid-19; Programas sociais: capacidade fiscal dos países; e Infraestrutura de Abastecimento Primário — Desafios para os próximos anos.

Para se inscrever e saber mais sobre o 35º Congresso da AIGLP, basta acessar o link.

Raio X do GLP na América Latina

De acordo com o “Panorama do GLP”, referente a 2021, o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), na América Latina, teve um consumo aproximado de 26 milhões de toneladas: 79%, por clientes residenciais e comerciais; 10%, por meio industrial; 9%, por autogás; 1% para uso químico; e 1% em refinarias. Já a produção de GLP foi de aproximadamente 15 milhões de toneladas, sendo 60% provenientes de Unidades de Processamento de Gás Natural (UPGNs) e 40% de refinarias. Os números são próximos aos de 2020, com tendência de crescimento em toda a região, à exceção de México, Cuba, Peru, Trinidad e Tobago, Uruguai e Venezuela, que tiveram leves quedas de produção.

O ano de 2021 para o GLP na América Latina foi marcado pelo aumento dos preços, por conta da alta no valor de duas matérias-primas: o propano e o butano. A América Latina é autossuficiente em butano, mas carece de propano, principalmente para os usos residencial e comercial. Por isso, a região é suscetível aos movimentos do mercado global do hidrocarboneto.

AIGLP

A Associação Ibero-americana de Gás Liquefeito de Petróleo (AIGLP) é uma instituição privada, com 35 anos, criada com o fim de promover as boas práticas do setor nos campos da segurança, prestação de serviço, logística e desenvolvimento técnico-científico do setor de GLP na sua região de atuação. A instituição congrega, hoje, mais de 60 membros, entre envasadores, distribuidores, associações nacionais e provedores de serviços e equipamentos.

Embora seja uma instituição privada que apoia o regime de competição no mercado, a AIGLP trabalha com diversos órgãos reguladores do continente, em particular: ANP/Brasil, Secretaria de Energia/Argentina, OSINERGMIN/Peru, URSEA/Uruguai, CREG/Colômbia, entre outros. Saiba mais aqui.

Serviço:

Evento: 35º Congresso da Associação Ibero-americana de Gás Liquefeito de Petróleo (AIGLP)

Data: 23, 24 e 25 de março

Local: Hotel Windsor Oceânico

Endereço: R. Martinho de Mesquita, 129 − Barra da Tijuca, Rio de Janeiro − RJ, 22620-220

Link do Congresso: clique aqui

Petrobras recolheu o equivalente a R$ 23 milhões por hora em tributos e participações governamentais no Brasil em 2021

Volume pago pela companhia no último ano alcançou o montante de R$ 202,9 bilhões. Em 6 anos, valor supera R$ 1 trilhão

A Petrobras recolheu em 2021 o total de R$ 202,9 bilhões em tributos próprios, retidos e participações governamentais no Brasil. Esse valor representa um aumento de aproximadamente 58% em relação a 2020. Esse expressivo pagamento de tributos e participações governamentais é decorrente da forte geração de caixa em função dos sólidos resultados operacionais e financeiros de 2021. As informações constam no Relatório Fiscal, recentemente divulgado pela Petrobras.

“Os resultados obtidos pela Petrobras refletem a importância de nos mantermos competitivos no setor de óleo e gás. A Petrobras está financeiramente saudável, eficiente na operação e alocação de recursos, que retornam para a sociedade sob a forma de tributos, participações governamentais e dividendos distribuídos”, sintetiza Rodrigo Araujo Alves, diretor executivo Financeiro e de Relacionamento com Investidores (CFO).

A Petrobras é uma das empresas com maior expressividade na economia brasileira, figurando como maior contribuinte em diversos estados e municípios do Brasil. Nos últimos seis anos, a companhia alcançou a impressionante marca de recolhimento de R$ 1 trilhão para os cofres públicos.

Os recolhimentos totais realizados pela Petrobras compreendem participações especiais, que são compensações financeiras, pagas pelas empresas que produzem petróleo e gás natural no território brasileiro à ANP. Também estão incluídos nesse número tributos próprios, oriundos das operações da Petrobras, apurados e recolhidos pela própria companhia, ou devidos por ela, mas retidos por terceiros. Por fim, estão contemplados nesse dado os tributos retidos de terceiros pela Petrobras na condição de substituta tributária. A Petrobras retém tributos nas suas operações comerciais com clientes e fornecedores, conforme definido na legislação. A técnica da substituição tributária é amplamente difundida no Sistema Tributário Nacional e busca promover uma concentração da arrecadação em poucos agentes econômicos, para com isso facilitar o recolhimento e a fiscalização dos tributos.

ANP participa de comitê para monitorar o suprimento de combustíveis e biocombustíveis

A ANP integra o Comitê Executivo com o objetivo de gerenciar questões inerentes ao suprimento nacional de combustíveis e biocombustíveis relacionadas aos mercados interno e externo de petróleo, gás natural e derivados, criado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) ontem (10/03).

Caberá ao comitê, entre outras coisas, recomendar a adoção de medidas para preservar o suprimento nacional de combustíveis e biocombustíveis, observadas as competências institucionais dos órgãos e entidades com membros participantes, bem como acompanhar a sua execução.

Mercado de Óleo e Gás deve se manter aquecido em 2022

Apesar das taxas de desemprego ainda alarmantes no Brasil e um cenário político-econômico incerto, as perspectivas para o mercado de trabalho no setor de Óleo e Gás são otimistas de maneira geral em 2022. De acordo com Alexandre Benedetti, Diretor da consultoria de recrutamento Talenses, isso se deve a alguns fatores, como: o leilão do excedente da cessão onerosa do pré-sal de 2021 que deve gerar investimentos de R$200 bilhões nos próximos anos, sendo que já houve uma retomada nas contratações do segmento de exploração e produção no segundo semestre de 2021.

“Vale lembrar que este é um setor que visa investimentos de longo prazo, no entanto, os reflexos referentes à compra de negócios da Petrobras por empresas privadas, deverá movimentar as contratações no setor e possivelmente até gerar um aumento na remuneração (desconsiderada a inflação). Pode se dizer que temos indícios de um ano de foco em crescimento, mas dentro de parâmetros sustentáveis com as empresas olhando para ESG, sendo 2022 um ano de travessia, para que possamos olhar para os anos futuros com um pouco mais de previsibilidade dentro das estruturas organizacionais”, explica Benedetti.

Analisando as profissões desse segmento, ele ainda aponta as três que estarão mais aquecidas em 2022, em função da operacionalização dos lotes adquiridos pela iniciativa privada. São elas:

  1. Engenheiro HSE – que tem remuneração média de R$ 8 mil.
  2. Engenheiros Mecânicos / Químicos – com remuneração média de R$ 8.500,00
  3. Engenheiro de Petróleo – remuneração média de R$ 15.126,00

Petrobras informa sobre venda da refinaria REMAN

A Petrobras, em continuidade ao comunicado de 25/08/2021, sobre o processo de venda da Refinaria Isaac Sabbá (REMAN) para a Ream Participações S.A., informa que a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) publicou em 08/03/2022 despacho declarando complexo o Ato de Concentração e determinando a realização de algumas diligências.

A declaração de complexidade é ato processual previsto no artigo 56 da Lei nº. 12.529/2011, permitindo ao CADE determinar a realização de instrução complementar, especificando as diligências a serem produzidas, e facultando, ainda, à autoridade concorrencial, requerer, posteriormente, se for o caso, a dilação do prazo em até 90 dias, alterando o prazo limite de análise da operação de 240 para 330 dias.

As diligências determinadas estão relacionadas ao aprofundamento da análise da operação e seus efeitos sobre os mercados a jusante do refino e possíveis impactos concorrenciais. A Petrobras continuará colaborando com o CADE com vistas a obter a aprovação da operação dentro do prazo legal e manterá o mercado informado sobre qualquer decisão relevante.

Além da aprovação pelo CADE, a conclusão da transação ainda está sujeita ao cumprimento de outras condições precedentes usuais.

Oferta Permanente de Concessão: prazo para apresentar garantias adicionais para os setores do 3º Ciclo termina em 14/03

Termina hoje, segunda-feira (14/3) o prazo para as empresas inscritas na Oferta Permanente apresentarem garantias de oferta adicionais para setores de blocos incluídos no 3º Ciclo da licitação , que será realizado no regime de concessão. Os setores que estão incluídos no 3º Ciclo estão localizados nas bacias de Espírito Santo, Pelotas, Potiguar, Recôncavo, Santos, Sergipe-Alagoas e Tucano. A sessão pública para apresentação de ofertas pelas empresas será em 13/4/2022.

As declarações de setores de interesse acompanhadas de garantias adicionais de oferta para o 3º Ciclo deverão ser entregues, até 14/3, no serviço de Protocolo do Escritório Central da ANP, no Rio de Janeiro, aos cuidados da Superintendência de Promoção de Licitações (SPL), ou remetidas por serviço de entrega expressa contratado pela empresa para envio da documentação à ANP.

Conforme estabelecem as regras da Oferta Permanente, os setores definidos para um ciclo são aqueles que receberam declarações de interesse de empresas previamente inscritas, acompanhadas de garantia de oferta e aprovadas pela Comissão Especial de Licitação (CEL) da OP. Todas as 78 empresas inscritas na OP tiveram até 3/2/2022 para apresentar declarações de interesse acompanhadas de garantia de oferta para todos os setores que constam do edital do 3º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão. Os setores que comporão esse ciclo foram divulgados em 16/2/2022, depois da aprovação pela CEL.  Agora, até o dia 14/3, essas empresas podem apresentar novas declarações de interesse, acompanhadas de garantia de oferta, para os setores já definidos para o 3º Ciclo e poderão fazer apresentar ofertas para essas áreas no dia da sessão pública.

O que é a Oferta Permanente 

A Oferta Permanente é um formato de licitação para outorga de contratos de blocos exploratórios e áreas com acumulações marginais para exploração ou reabilitação e produção de petróleo e gás natural. Nesse formato, há a oferta contínua de campos devolvidos ou em processo de devolução, de blocos ofertados em licitações anteriores e não arrematados ou devolvidos à Agência, além de novos blocos exploratórios em bacias terrestres em estudo na ANP.

Há atualmente duas modalidades de Oferta Permanente: a Oferta Permanente de Concessão (OPC), já em seu 3º Ciclo; e a Oferta Permanente de Partilha de Produção (OPP), atualmente em fase de elaboração dos seus instrumentos licitatórios.

Com a modalidade de licitação trazida pelos ciclos de Oferta Permanente, as empresas não precisam esperar uma rodada de licitações “tradicional” para ter oportunidade de arrematar um bloco ou área com acumulação marginal, que passam a estar permanentemente em oferta. Além disso, as companhias contam com o tempo que julgarem necessário para estudar os dados técnicos dessas áreas antes de fazer uma oferta, sem o prazo limitado do edital de uma rodada.

Estatal informa sobre candidatos indicados por acionistas preferencialistas para o Conselho de Administração

A Petrobras, nos termos do Ofício-Circular/Anual-2022-CVM/SEP, informa que recebeu indicação de nome de candidato para o Conselho de Administração (CA), representando os acionistas detentores de ações preferenciais, cuja eleição ocorrerá na Assembleia Geral Ordinária de 13 de abril de 2022.

Fundos de investimento geridos por Navi Capital Administradora e Gestora de Recursos Financeiros Ltda., Távola Capital Gestão de Recursos Ltda, Kapitalo Investimentos LTDA e Kapitalo Ciclo Gestora de Recursos Financeiros LTDA indicaram o seguinte candidato:

Respeitando os termos da Instrução CVM 481/09, o nome do candidato será incluído no Boletim de Voto a Distância.

Abaixo, o currículo do candidato indicado:

Marcelo Mesquita de Siqueira Filho.  O Sr. Marcelo Mesquita é formado em economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), em estudos franceses pela Universidade de Nancy II e em OPM (Owner/President Management) pela Harvard Business School. É sócio-fundador da Leblon Equities (desde 2008) e cogestor de fundos de ações e de investimentos de private equity. Possui aproximadamente 30 anos de experiência no mercado de ações brasileiro, tendo trabalhado no UBS Pactual por 10 anos e no Banco Garantia por 7 anos. No UBS Pactual, foi corresponsável pelas áreas de Mercado de Capitais e de Ações e responsável pela área de Análise de Empresas e Estrategista. No Banco Garantia, foi analista de empresas de commodities e Investment Banker. Desde 2016, é Conselheiro de Administração independente da Petrobras eleito pelos acionistas minoritários.

Após 57 dias a Petrobras fará ajustes nos preços de gasolina e diesel. E, após 152 dias, a Petrobras ajustará preços de GLP

Após 57 dias sem reajustes, a partir de 11/03/2022, a Petrobras fará ajustes nos seus preços de venda de gasolina e diesel para as distribuidoras.

Esse movimento da Petrobras vai no mesmo sentido de outros fornecedores de combustíveis no Brasil que já promoveram ajustes nos seus preços de venda.

Apesar da disparada dos preços do petróleo e seus derivados em todo o mundo, nas últimas semanas, como decorrência da guerra entre Rússia e Ucrânia, a Petrobras decidiu não repassar a volatilidade do mercado de imediato, realizando um monitoramento diário dos preços de petróleo.

Após  serem observados preços em patamares consistentemente elevados, tornou-se necessário que a Petrobras promova ajustes nos seus preços de venda às distribuidoras para que o mercado brasileiro continue sendo suprido, sem riscos de desabastecimento, pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros produtores, além da Petrobras.

Adicionalmente, a redução na oferta global de produto, ocasionada pela restrição de acesso a derivados da Rússia, regularmente exportados para países do ocidente, faz com que seja necessária uma condição de equilíbrio econômico para que os agentes importadores tomem ação imediata, e obtenham sucesso na importação de produtos de forma a complementar o suprimento de combustíveis para o Brasil.

A partir de amanhã, 11/03, o preço médio de venda da gasolina da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro. Considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 2,37, em média, para R$ 2,81 a cada litro vendido na bomba. Uma variação de R$ 0,44 por litro.

Para o diesel, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro. Considerando a mistura obrigatória de 10% de biodiesel e 90% de diesel A para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 3,25, em média, para R$ 4,06 a cada litro vendido na bomba. Uma variação de R$ 0,81 por litro.

Para o GLP, o último ajuste de preços vigorou a partir de 09/10/2021, há 152 dias. A partir de amanhã, 11/03, o preço médio de venda do GLP da Petrobras, para as distribuidoras, passará de R$ 3,86 para R$ 4,48 por kg, equivalente a R$ 58,21 por 13kg, refletindo reajuste médio de R$ 0,62 por kg.

Esses valores refletem parte da elevação dos patamares internacionais de preços de petróleo, impactados pela oferta limitada frente a demanda mundial por energia. Mantemos nosso monitoramento contínuo do mercado nesse momento desafiador e de alta volatilidade.

Dessa forma, a Petrobras reitera seu compromisso com a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado, acompanhando as variações para cima e para baixo, ao mesmo tempo em que evita o repasse imediato para os preços internos, das volatilidades externas e da taxa de câmbio causadas por eventos conjunturais.

De forma a contribuir para a transparência de preços e melhor compreensão da sociedade, a Petrobras publica em seu site informações referentes à formação e composição dos preços de combustíveis ao consumidor. Convidamos a visitar:
https://petrobras.com.br/pt/nossas-atividades/precos-de-venda-de-combustiveis/

Siem Offshore e Helix estendem acordo de navios de intervenção em poços

A empresa de navegação norueguesa Siem Offshore e o provedor de serviços de energia offshore Helix Energy Solutions Group firmaram um acordo para os navios de intervenção em poços Siem Helix 1 e Siem Helix 2.

Com o novo acordo, a carteira total de contratos da Siem Offshore agora é de US$ 440 milhões.

O acordo substituirá os contratos existentes e o novo período firme será de três anos para o Siem Helix 1 e cinco anos para o Siem Helix 2. Também inclui opções subsequentes para ambos os navios.

De acordo com Siem, o início será uma continuação direta dos contratos atuais no primeiro trimestre de 2022.

“A extensão reafirma que a empresa desempenha um papel importante no segmento de intervenção em poços, e estamos muito satisfeitos em ver um cliente importante como a Helix Energy Solutions ampliar nosso relacionamento profissional”, disse o armador.

O Siem Helix 1 e o Siem Helix 2 são descritos como navios avançados de intervenção em poços, projetados especificamente, capazes de concluir uma ampla gama de projetos submarinos, incluindo intervenção em poços, descomissionamento de poços, perfuração de topo, trabalhos de instalação submarina, guindaste offshore e operações de ROV, offshore trabalho de construção e capacidades de resposta a emergências.

Ambas as embarcações têm comprimento de 158 metros, boca de 31 metros e capacidade de acomodação para 150 pessoas.

Em dezembro de 2021, a Helix informou que a Petrobas havia estendido o contrato inicial de quatro anos para o Siem Helix 2 por um ano a uma taxa reduzida refletindo o mercado atual.

Sob o contrato com a Trident Energy, a Helix também fornecerá um dos dois navios de intervenção em poços para os clusters de Pampo e Enchova na Bacia de Campos, Brasil.

O contrato também inclui o 10k Intervention Riser System, gerenciamento de projetos e serviços de engenharia e, em conjunto com seu parceiro da Subsea Services Alliance, Schlumberger, serviços totalmente integrados de plug e abandono de poços.

Quanto à Siem Offshore, a empresa recentemente garantiu uma extensão de contrato para seu navio de fornecimento de rebocadores de manuseio de âncoras (AHTS) Avalon Sea, permitindo que ela continue realizando operações offshore no Canadá.

No final de 2021, a empresa norueguesa também assinou contratos de longo prazo com um cliente não revelado para dois navios de abastecimento de plataforma (PSVs) Siem Pilot e Siem Thiima , que realizarão operações offshore na Austrália.