OneSubsea escolhe a solução da Vallourec para o projeto Bacalhau

OneSubsea, a divisão de tecnologias submarinas da Schlumberger, contratou a Vallourec para fornecer juntas de riser para o projeto Bacalhau.

O contrato foi concedido em nome da Subsea Integration Alliance, uma aliança global estratégica entre a Subsea 7 e a OneSubsea.

Sob o contrato, a Vallourec fornecerá 3.000 metros de juntas de elevação equipadas com conexão VAM TTR Heavy Wall (HW) NA para lidar com condições de fadiga e ambiente corrosivo do mar.

A OneSubsea selecionou a solução para o sistema de riser de intervenção em águas abertas (OWIRS) após uma fase de projeto abrangente no campo Bacalhau da Equinor.

A fábrica de tubos Vallourec PFP em Aulnoye-Aymeries, norte da França, produzirá tubos moldados cujas extremidades também serão rosqueadas no local, informou a empresa.

“Estamos muito orgulhosos de termos sido selecionados pela OneSubsea e Equinor para o projeto Bacalhau. Ser selecionado para o fornecimento de um exigente sistema de riser de intervenção em águas abertas nos dá a oportunidade de provar que nossos tubos moldados são altamente eficientes e competitivos”, disse Hubert Paris, vice-presidente sênior Europa/África.

Descoberto em 2012 e localizado a 185 quilômetros da costa, o campo de Bacalhau está em lâmina d’água de 2.050 metros na bacia do pré-sal de Santos.

O desenvolvimento consistirá em 19 poços submarinos vinculados a uma das maiores unidades flutuantes de produção, armazenamento e descarga ( FPSO ) do Brasil. O primeiro óleo está previsto para 2024.

Os dutos submarinos (SURF) e sistemas de produção (SPS) para Bacalhau serão fornecidos pela joint venture da OneSubsea com a Subsea 7, enquanto a Siemens Energy fornecerá sensores de pressão e temperatura para o sistema de produção submarino, equipamentos de distribuição elétrica, incluindo cabos voadores, terminações umbilicais, conectores para módulos submarinos e conjuntos de chicotes de várias pernas.

A empresa também fornecerá um inversor de frequência variável (VFD) para a embarcação flutuante, de produção, armazenamento e descarga (FPSO).

 

ANP divulga lista de empresas de pequeno e médio portes em atividade no ano de 2022

A ANP atualizou a relação de empresas de pequeno e médio portes que atuam na exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil disponível em seu site. Houve um aumento no total de empresas com esses perfis, de 25 em 2021 (20 de pequeno porte e cinco de médio porte) para 36 em 2022 (22 de pequeno porte e 14 de médio porte).

Este aumento pode ser atribuído a diferentes frentes de atuação da ANP para estimular esse segmento, como: redução de royalties para pequenas e médias empresas, incentivo ao programa de desinvestimento da Petrobras, prorrogações dos contratos de concessão mediante compromissos de novos investimentos nos campos e redução da alíquota de royalties sobre a produção incremental de cada campo.

Como resultado desse crescimento, espera-se um aumento do potencial de produção terrestre no curto e no médio prazos.

Transição? Devemos mesmo é buscar a diversidade energética…, Antonio Souza, Engenheiro naval formado pela UFRJ e MBA em gestão pelo IBMEC-RJ

O que está por trás da transição energética que tanto se fala hoje? A sua necessidade veio porque a energia fóssil está acabando ou não cumpre o seu objetivo? Lógico que não, o petróleo e o carvão não vão acabar tão cedo, mesmo que esteja ficando cada vez mais difícil de alcançá-los.

A necessidade da transição energética vem do fato de que o nosso planeta está
superaquecendo. Este aquecimento global é atribuído às emissões de gases de efeito estufa pelo homem para a
atmosfera. E grande parte destas emissões globais provém da necessidade de gerar energia (gráfico abaixo). Ou seja,
precisamos passar de uma matriz energética focada nos combustíveis fósseis para uma com baixa ou zero emissões de carbono, baseada em fontes renováveis.

Brasil: Quem gera mais emissões

E as emissões brasileiras? Seguem este padrão acima? Não, longe disso. O gráfico abaixo apresenta o padrão das emissões
brasileiras. Fica claro que as emissões brasileiras devido a geração de energia representaram um pouco mais de 30% do total. A
agropecuária e a forma como o país lida com as suas terras e florestas representam juntas bem mais missões que nossa geração de energia.

A razão? O Brasil possui uma das matrizes energéticas mais renováveis do planeta. Dados da International Energy Association (IEA), ano base 2018, indicam que enquanto na matriz energética mundial somente 14% da geração de energia foi oriunda de fontes renováveis, no Brasil este número foi de 45%. Logo, 45% da nossa geração de energia não produziu emissões de gases de efeito estufa.

Mais ainda: se formos focar somente na geração de eletricidade, enquanto no mundo 25% dessa geração foi feita a partir de fontes renováveis, no Brasil este número sobe para 83%. Portanto, somente 17% da nossa geração de eletricidade produziu
emissões em 2018.

Ou seja, a transição energética, levando-se em consideração a sua razão original, que é focar em uma matriz energética mais renovável, não é de fato um problema do nosso país. Notem que não estou dizendo que não devemos buscar junto com o resto do planeta por uma matriz cada vez mais sustentável e menos dependente do consumo de recursos naturais. Só estou dizendo que estamos avançados neste processo.

Matriz Elétrica

O problema do Brasil, hoje, é outro. Basta aferir a composição da nossa matriz elétrica.

De fato, é uma matriz altamente renovável, mas totalmente concentrada na fonte hídrica. Dependemos demasiadamente das nossas hidrelétricas para gerar eletricidade. E devido a esta dependência, estamos passando dificuldades devido à crise
hídrica que vivemos no Brasil hoje.

Crise que é resultado de vários anos com volumes de chuvas inferiores ao necessário no Sudeste e Centro Oeste do país, onde encontramos a maior parte da nossa capacidade de armazenamento de energia hidrelétrica.

Quase que dependemos da “dança da chuva” para garantir a nossa eletricidade.

O Brasil é um bom exemplo para mostrar que não basta
somente ter matrizes energética e elétrica altamente
renováveis: é preciso ter diversificação das fontes com baixa ou zero emissões de carbono. E novamente, o “país dos
potenciais” tem tudo para ser protagonista.

Potencialidades

O país tem um regime de ventos e incidência solar excelentes. Não é à toa que a energia eólica e a energia solar fotovoltaica avançam a passos largos no país. Sem dúvida são casos de sucesso, com bilhões de reais já investidos e muitos ainda por vir.

De acordo com o Plano Decenal de Expansão de Energia 2030 da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a evolução da oferta existente e já contratada das energias solar e eólicas juntas irá passar de 11% em 2021 para 16% da nossa matriz elétrica em 2030.

Gerar energia a partir do lixo e resíduos orgânicos é uma ideia fascinante, pois geramos um bem valioso a partir de algo que é um grande passivo ambiental: o que fazer com o lixo e dejetos?

O potencial do biogás para geração de eletricidade é enorme. Já é realidade em vários aterros sanitários do Brasil, mas ainda precisamos caminhar bastante quanto aos resíduos orgânicos das nossas produções agrícolas e criação de animais, que é onde está o grande potencial do país. Com o custo da energia elétrica hoje em dia, parece que finalmente o mercado está olhando para o biogás com a atenção que ele merece.

Eólica Offshore é outro grande “potencial” brasileiro. Se o regime de ventos em terra no país já é bom, no oceano é ainda melhor. Decreto recente do governo abrindo o caminho para o mercado e mais de 80 GW em projetos aguardando aprovação do IBAMA, indicam que estamos chegando perto de iniciar no país um grande mercado – que já é maduro em vários lugares do planeta. Eletricidade, investimentos e muitos empregos estão ganhando força.

Energia das ondas, das correntes marítimas é outra alternativa. Um país com o tamanho do litoral que temos devia explorar estas fontes de uma forma relevante. Energia limpa e inesgotável.

Gás Natural, O Energético da Transição

Fóssil sim, mas tenham em mente que é a geração de eletricidade pelas termelétricas que estão nos salvando de um racionamento no país. E ter acesso a energia é tão ou mais importante que a transição para uma geração de energia mais renovável.

Portanto, novas termelétricas a gás natural são bem-vindas sim. E só o fato delas permitirem, em algum momento no futuro, a parada das termelétricas a carvão e outros combustíveis bem mais emissores que o gás natural, já será uma grande contribuição na nossa transição.

E ainda poderíamos falar do hidrogênio azul, do hidrogênio verde, outros grandes “potenciais” brasileiros. A energia do futuro, onde também já estamos vendo bons sinais de desenvolvimento no país.

De acordo com estudos feitos para o Plano Decenal da EPE, já mencionado, a demanda total por eletricidade, considerando o cenário de referência, irá aumentar de 540 TWh em 2020 para 792 TWh em 2031. Um crescimento médio de 3,5% ao ano.

Se as dificuldades já existem hoje, fica claro que devemos trabalhar todas as possibilidades de geração de energia disponíveis para garantir não só o atendimento de toda esta demanda, mas também para dar o devido suporte à intermitência das chuvas, do sol e do vento.

E baseado em tudo que foi mencionado aqui, temos condições sim de diversificar, e muito, a nossa matriz elétrica. Sem dúvida, um problema muito maior para nós brasileiros do que a transição energética em si.

Recentemente a União Europeia apresentou o documento final para incluir projetos de gás natural e energia nuclear na
taxonomia de financiamento sustentável da União Europeia (UE). O que isso quer dizer? Que a UE está incluindo estas fontes em critérios verdes para alcançar suas metas de neutralidade de carbono em 2050.

Apelação da UE? Eu diria que é uma constatação de que não será possível substituir todas a energia fóssil almejada e ainda
atender todo o aumento de demanda por energia. Ou seja, é a UE priorizando garantir aos seus cidadãos o acesso à energia.
E é exatamente o que devemos fazer por aqui. Garantir que os brasileiros tenham acesso a eletricidade que necessitam.

Antonio Souza é executivo com mais de 30 anos de experiência no mercado de O&G. Engenheiro naval formado pela UFRJ e MBA em gestão pelo IBMEC-RJ. Atuando no Brasil e no exterior, já ocupou várias posições técnicas, de gestão de projetos, desenvolvimento de negócios e gestão empresarial, direcionadas ao upstream, midstream e transição energética.

Petrobras divulga resultado e contratação de empresas de tecnologia em edital de R$ 12,9 milhões

Processo, baseado no novo Marco Legal das startups, será concluído entre março e abril

A Petrobras divulgou o resultado final das empresas vencedoras da rota Inception, de maior complexidade tecnológica, do 3º edital de Teste de Soluções, que aplica o novo Marco Legal das Startups, dando início ao processo de contratação das soluções inovadoras para estes desafios.  O edital tem o maior valor por proposta já utilizado pela companhia, alinhado ao limite estabelecido pela lei complementar 182/21, que entrou em vigor no ano passado. As startups poderão receber até R$ 1,6 milhão por proposta, a depender do desafio, para desenvolvimento e testes das soluções em ambientes produtivos.

Além da rota Inception, o edital trouxe também a rota Fast Track, que teve o resultado divulgado em dezembro. O que diferencia as duas vertentes é o grau de complexidade e risco tecnológico das soluções esperadas. As empresas da rota Inception, como previsto no edital, passaram por seis semanas de mentoria técnica para refinamento do plano de trabalho, modelo de negócios e preparação para um pitch day, evento onde as empresas apresentam suas propostas para uma banca formada por gestores e especialistas da Petrobras.  Nessa avaliação são considerados critérios como o modelo de negócios, implantação da solução ao final projeto, consistência e competitividade da proposta, impacto e geração de valor, escalabilidade e abrangência da solução.

“O novo Marco Legal das Startups permite a contratação mais ágil de startups e de outras empresas e, consequentemente, acelera a implantação de tecnologias que atendem a desafios da Petrobras, associando em um só processo de engajamento o desenvolvimento de solução seguido de uma oportunidade de contrato. Esse é um dos módulos do programa Petrobras Conexões para Inovação que simplifica o processo para aquisição de produtos ou serviços com tecnologia associada. A contratação de empresas e startups beneficia não só a Petrobras mas a própria empresa parceira que encontra aqui uma oportunidade de escalar o seu negócio, o que é um incentivo ao empreendedorismo, beneficiando a sociedade”, analisa o diretor de Transformação Digital e Inovação da companhia”, Juliano Dantas.

Foram selecionadas propostas nas áreas de robótica e tecnologias digitais aplicadas a óleo e gás, soluções corporativas, saúde e segurança.  Tecnologias como wearables, inteligência artificial e gamificação integram os projetos apresentados. Das 21 propostas escolhidas na primeira fase do edital para os desafios da rota Inception, nove estão aprovadas para contratação, o máximo previsto pelo edital.

O processo de contratação das startups vencedoras das duas rotas deve ser concluído entre março e abril, meses previstos também para o início dos trabalhos. Elas assinarão um Contrato Público para Solução Inovadora (CPSI). Os CPSIs terão vigência de até 12 meses, prorrogável por outros 12 meses para validação das soluções tecnológicas. Além disso, o marco permite que, após o contrato de inovação, a solução com melhor desempenho, e que demonstrou agregar valor para o negócio da Petrobras, seja contratada por um período de dois anos, prorrogáveis por mais dois anos, para fornecimento em escala. Essas duas fases em conjunto agilizarão a implantação das soluções na companhia e a consolidação dos novos fornecedores no mercado.

Confira as vencedoras:

PETRONAS lança versão econômica de lubrificante para veículos pesados

Com tecnologia StrongTech™, PETRONAS Urania 1000 E prolonga a vida útil do motor e reduz o custo de manutenção

A PETRONAS Lubrificantes Brasil, marca referência em lubrificantes e fluidos para motores no Brasil e no mundo, acaba de lançar mais um produto para o segmento de veículos pesados e comerciais leves movidos a Diesel: o PETRONAS Urania 1000 E.

Criado para ser uma versão mais econômica na linha Urania, o produto entrega padrões de qualidade similares às demais versões, pois possui em sua formulação a exclusiva tecnologia StrongTech™, que garante melhor desempenho dos veículos e aumenta a vida útil do motor.

Através de uma camada de proteção excepcionalmente robusta, o PETRONAS Urania 1000 E protege as peças contra a formação de depósitos, garantindo o correto período de troca, permanecendo forte por mais tempo. O produto estará disponível nos pontos de venda a partir de março.

PETRONAS Urania

PETRONAS Urania é a linha de lubrificantes da PETRONAS desenvolvida especialmente para o segmento de caminhões, carretas e veículos comerciais leves movidos a Diesel e possui a exclusiva tecnologia StrongTech™, desenvolvida para manter a viscosidade e proteger o motor contra desgaste, oxidação e formação de borras, garantindo os corretos intervalos de troca e a durabilidade necessária para enfrentar os desafios impostos pelas condições difíceis de direção, normas ambientais, de emissões de gases.

Sobre a PETRONAS Lubrificantes Brasil

 A PETRONAS Lubrificantes Brasil (PLB) é a divisão de fabricação e comercialização de lubrificantes da PETRONAS Lubricants International, responsável por atender às necessidades dos clientes na América Latina. A PLB tem uma das mais modernas fábricas, localizada em Contagem, Minas Gerais, com capacidade de produção de 220 milhões de litros por ano. Apoiada por uma ampla rede logística e centros de distribuição em Contagem, Curitiba, Recife e São Paulo, a PLB está comprometida em atender as demandas de lubrificantes industriais e automotivos na América Latina.

Sobre a PETRONAS Lubricants International (PLI)

A PETRONAS Lubricants International (PLI) é o braço global de fabricação e comercialização de lubrificantes da PETRONAS, a empresa nacional de petróleo da Malásia. Fundada em 2008, a PETRONAS Lubricants International fabrica uma gama completa de lubrificantes automotivos e industriais e comercializa em mais de 90 mercados globalmente. Com sede em Kuala Lumpur, a PLI tem mais de 30 escritórios de marketing em 27 países, administrados por escritórios regionais situados em Kuala Lumpur, Turim, Belo Horizonte, Chicago e Durban.

Para mais informações, por favor, visite: www.pli-petronas.com

Petrobras realiza doação de cestas básicas e voucher para compra de gás de cozinha no Amazonas

A ação vai alcançar mais de 1,3 mil famílias que vivem no entorno da Refinaria Isaac Sabbá (REMAN)

A Petrobras promove até o dia 22/03 a doação de cestas básicas e voucher para aquisição de gás de cozinha em Manaus, no Amazonas. A ação é promovida em conjunto com o Instituto de Assistência à Criança e ao Adolescente Santo Antônio (IACAS) e a Oficina Escola de Lutheria da Amazônia (OELA) e vai beneficiar diretamente 1.333 famílias de comunidades no entorno da Refinaria Isaac Sabbá (REMAN). A ação começou em 2021, quando as famílias receberam cestas básicas durante três meses, e terá continuidade ao longo de 2022.

O objetivo é atender comunidades vizinhas das unidades de Refino e Gás Natural da Petrobras, conforme dados do sistema do Cadastro Único (CadUnico), que disponibiliza quantitativos de pessoas em situação de vulnerabilidade e risco social. Nesta fase, o voucher para aquisição de gás de cozinha tem valor de até R$ 100,00. A distribuição das cestas básicas e do voucher para compra do gás está sendo executada em etapas pelas instituições IACAS e OELA desde janeiro, seguindo os protocolos sanitários para prevenção à Covid 19.

“Essa ação será realizada em todo o país, com foco sobretudo nas regiões onde temos operações da Petrobras. O país ainda passa por um período pandêmico e a companhia é sensível às necessidades da sociedade. Ficamos muito gratificados em poder ajudar a amenizar um pouco as dificuldades enfrentadas por essas famílias em situação de vulnerabilidade, para que possam ter alimento e gás de cozinha”, destacou a gerente executiva de Responsabilidade Social da Petrobras, Rafaela Guedes.

Desde o início da pandemia, a Petrobras vem realizando uma série de ações voluntárias de apoio à sociedade. Em 2022, R$ 270 milhões serão destinados ao programa social de acesso a gás de cozinha para famílias em situação de vulnerabilidade. O valor é complementar aos R$ 30 milhões destinados em 2021, totalizando R$ 300 milhões até o fim desse ano.

Petrobras inicia operação de primeira plataforma definitiva no campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos

A Petrobras iniciou, em 30/4, a produção de petróleo e gás natural por meio do FPSO Guanabara, primeiro sistema de produção definitivo instalado no campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos. A plataforma, do tipo FPSO (unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo e gás), tem capacidade de processar até 180 mil barris de óleo e 12 milhões de m3 de gás, o que representa 6% da produção operada pela Petrobras, contribuindo para o crescimento previsto da produção da companhia. Mero é o terceiro maior campo de petróleo do pré-sal (atrás apenas de Búzios e Tupi).

A plataforma chegou ao campo de Mero no fim de janeiro de 2022. Neste período, foi conectada a poços e equipamentos submarinos, e passou pelos testes finais antes de dar início à produção. Na primeira onda serão interligados 6 poços produtores e 7 injetores ao FPSO. A previsão é que a plataforma atinja o pico de produção até o final de 2022.

“O FPSO Guanabara é a unidade de produção de petróleo mais complexa a operar no Brasil. A implementação de um projeto com essa tecnologia é resultado de mais de uma década de aprendizado no pré-sal e da atuação integrada entre a Petrobras, parceiros e fornecedores. O projeto foi concebido visando aliar capacidade produtiva, eficiência e redução de emissões de gases de efeito estufa”, destaca João Henrique Rittershaussen, diretor de Desenvolvimento da Produção da Petrobras.

O peso da plataforma é de 102.443 toneladas (equivalente a 258 Boeings 747); altura de 172 metros, equivalente a 4,6 estátuas do Cristo Redentor e comprimento de 332 metros, ou três campos de futebol. Além disso, tem capacidade de geração de energia de 100 megawatts, suficiente para abastecer uma cidade de 330 mil habitantes.

Construída e operada pela Modec, a unidade está localizada a mais de 150 km da costa do estado do Rio de Janeiro em profundidade d´água que chega a 1.930 metros. Ao todo, mais três plataformas definitivas estão programadas para entrar em operação no campo de Mero no horizonte do Plano Estratégico 2022-2026 da Petrobras.

O FPSO Guanabara conta com sistemas de reinjeção do gás, onde a produção de gás com teor de 45% de dióxido de carbono (CO2), após consumo próprio no FPSO, será toda reinjetada na jazida visando a manutenção de pressão e a melhora na recuperação de petróleo, além de reduzir o lançamento de CO2 na atmosfera. A reinjeção de gás será feita de forma alternada com a injeção de água (Water Alternating Gas – WAG).

Adicionalmente, o campo de Mero está desenvolvendo uma tecnologia inédita de separação ainda no leito marinho, do gás rico em CO2 do petróleo, para sua reinjeção a partir do leito marinho, reduzindo a quantidade de gás que chega ao FPSO, aumentando assim a disponibilidade do FPSO ao óleo e a eficiência do projeto.

O projeto de Mero 1 é parte de um dos mais robustos programas de Captura, Uso e Armazenamento geológico de CO2 do mundo – chamado CCUS. Essas iniciativas estão alinhadas ao compromisso da Petrobras de redução de 32% na intensidade de carbono na área de Exploração e Produção até 2025.

O campo unitizado de Mero é operado pela Petrobras (38,6%), em parceria com a Shell Brasil (19,3%), TotalEnergies (19,3%), CNPC (9,65%), CNOOC Petroleum Brasil Ltda (9,65%) e Pré-Sal Petróleo S.A -PPSA (3,5%), como representante da União na área não contratada.

Yinson faz revisão estratégica do negócio FPSO com IPO como uma opção

A Yinson, decidiu revisar seus negócios com a intenção de desbloquear o valor de seu segmento de produção offshore, explorando opções como IPO ou parcerias estratégicas.

A Yinson revelou na terça-feira que, como parte da estratégia de médio a longo prazo do grupo para garantir que esteja preparado e apto para o crescimento futuro, a empresa realizará um exercício de revisão estratégica do segmento de negócios do FPSO para explorar e avaliar opções disponíveis para o grupo.

Conforme explicado por Yinson, a revisão estratégica visa explorar uma ampla gama de opções para desbloquear e maximizar o valor para os acionistas e, ao mesmo tempo, fortalecer o negócio de FPSO. Também posicionaria a Yinson para executar sua estratégia de sustentabilidade de longo prazo para operar em um futuro de baixo carbono e resiliente ao clima.

Essas opções podem incluir uma oferta pública inicial (IPO) ou oportunidades de parceria estratégica para o segmento de negócios FPSO. No entanto, Yinson observou que não há garantia de que a revisão estratégica resultará em qualquer transação ou que qualquer acordo definitivo ou vinculativo seja alcançado.

Yinson disse que fará outros anúncios conforme apropriado.

Quando se trata de seu negócio de FPSO, Yinson assinou dois contratos para o fornecimento de um FPSO e serviços em menos de um mês. No início de fevereiro, Yinson concordou em fornecer um FPSO para a Petrobras do Brasil para o Projeto Integrado Parque das Baleias. O valor agregado estimado dos contratos é de US$ 5,2 bilhões e o FPSO deve entrar em operação no quarto trimestre de 2024.

Semanas depois, Yinson assinou um contrato de FPSO com outra empresa brasileira, a Enauta . Pelo contrato, a Yinson fornecerá à Enauta o FPSO para o Full Development System do campo de Atlanta.

Mocean Energy obtém fundos para construir dispositivo de energia das ondas para o setor de petróleo e gás

A empresa escocesa Mocean Energy garantiu € 875.000 para acelerar o lançamento comercial de sua tecnologia de energia das ondas e impulsionar sua adoção no setor de petróleo e gás offshore.

A Mocean Energy levantou pouco mais de € 875.000 em fundos de capital de financiadores existentes, liderados pelo sindicato de anjos Equity Gap, juntamente com o Old College Capital, o fundo de investimento de risco interno da Universidade de Edimburgo e a Scottish Enterprise.

Os novos fundos permitirão que a empresa avance no projeto de sua máquina de ondas Blue Star de próxima geração e impulsione sua adoção em petróleo e gás submarinos , disse a Mocean Energy.

No ano passado, a empresa testou com sucesso seu protótipo Blue X no mar no Centro Europeu de Energia das Ondas (EMEC) em Orkney, e atualmente está colaborando com parceiros para avançar em um projeto de demonstração, chamado ‘Renewables for Subsea Power’ .

Espera-se que o projeto mostre como a tecnologia da Mocean Energy pode ser acoplada ao armazenamento de energia subaquática para fornecer energia confiável de baixo carbono para equipamentos submarinos e veículos submarinos autônomos . De acordo com a Mocean Energy, os planos estão em vigor para testar o sistema no mar no final de 2022.

Comentando sobre os novos fundos, o diretor administrativo da Mocean Energy, Cameron McNatt , disse: “ O financiamento de capital é um tremendo impulso e nos permitirá acelerar o lançamento de nossos produtos.

“Este ano começaremos a fabricar Blue Star 10 – uma máquina de 10kW baseada no design Blue X que começará as trilhas comerciais em 2023.

“Em paralelo, estamos desenvolvendo nossa próxima geração Blue Star 20, uma máquina de 20kW baseada em uma nova geometria otimizada, que incluirá painéis solares e um novo gerador de acionamento direto, com testes e lançamento previstos para 2024-25. 

“ Ambos os produtos são voltados para oportunidades nos mercados de transição energética de petróleo e gás, defesa, eólica offshore e ciência oceânica, onde podem ser usados ​​para fornecer energia a equipamentos submarinos remotos, robótica e sistemas de monitoramento.”

A Mocean Energy viu um interesse crescente do setor de petróleo e gás e abriu um escritório dedicado em Aberdeen para atender à demanda dos clientes, enquanto a equipe da empresa cresceu para 17.

Os novos fundos seguem um aumento inicial de € 1,03 milhão que foi concluído em 2020, incluindo € 735.000 de financiamento de capital mais € 300.000 de doação da Innovate UK, a agência de inovação do governo do Reino Unido.


Dispositivo de energia de ondas Blue Star da Mocean Energy alimentando ativos submarinos (Cortesia de Mocean Energy)

Kerry Sharp , diretor de investimentos de crescimento da Scottish Enterprise, disse : “Empresas de tecnologia de baixo carbono ousadas e ambiciosas, como a Mocean Energy, são fundamentais para a transição justa da Escócia para uma economia de emissões líquidas zero.

“A Scottish Enterprise está satisfeita que nosso apoio contínuo à equipe da Mocean esteja ajudando-os a expandir e explorar suas aspirações internacionais, e esperamos que este investimento mais recente faça com que a Mocean se aproxime cada vez mais de comercializar totalmente sua inovadora tecnologia de energia das ondas.”

Para lembrar, no ano passado, um consórcio formado por Mocean Energy, Verlume, Harbour Energy e Baker Hughes com financiamento do Net Zero Technology Center – anteriormente conhecido como OGTC – investiu € 1,9 milhão em um programa para desenvolver um sistema de energia das ondas e armazenamento de energia para submarinos. operações .

Caminhos do Gás Natural: SCGÁS completa 28 anos de fundação

Companhia foca no avanço do programa de investimentos para alcançar novos municípios nos próximos cinco anos

Percorrendo Santa Catarina com redes de gás natural ou pelo modal GNC (Gás Natural Comprimido), a SCGÁS completou 28 anos de fundação no último dia 25 de fevereiro. Focando no desenvolvimento do estado e expansão da rede, a Companhia atende 69 cidades catarinenses e mais de 18 mil clientes diretos, entre indústrias, unidades residenciais, estabelecimentos comerciais e postos, além dos quase 113 mil veículos movidos a GNV emplacados no Estado.

O propósito da empresa é promover o desenvolvimento socioeconômico catarinense por meio do gás natural, que leva competitividade para o setor industrial e comercial e economia para os motoristas de aplicativos, taxistas e usuários, que têm os veículos automotivos como fonte de trabalho e renda. Além disso, nos espaços urbanos, ao atender bairros e empreendimentos, leva comodidade e segurança ao distribuir uma energia em rede, mais sustentável, contribuindo com a melhoria da mobilidade e qualidade do ar das cidades.

Vivemos um momento de fortalecimento interno, adequação da estrutura e processos para dar conta de um plano de investimentos robusto. Com unidade, organização e propósito, podemos enfrentar os desafios referentes ao novo mercado de gás e à transformação do nosso setor. Creio que Santa Catarina continuará sendo referência para o país no gás natural”, comemora o diretor presidente da SCGÁS, Willian Anderson Lehmkuhl.

A distribuidora foi fundada em 1994 e iniciou o fornecimento de gás ao mercado em abril de 2000, fornecendo o insumo à indústria, Döhler, de Joinville, do ramo têxtil. Atualmente, abastece as principais marcas catarinenses e tem 1.352 quilômetros de rede implantada. Considerando os municípios atendidos, Santa Catarina tem o segundo melhor índice nacional, com 23% das cidades abastecidas com o insumo.

Desenvolvimento regional

Para levar o insumo a novas regiões catarinenses, a distribuidora pretende chegar a 90 municípios com acesso ao gás natural até 2026. O atendimento será ampliado no mercado de varejo, especialmente em locais verticalizados de grande concentração residencial e em regiões industrializadas que possuem clientes de baixo consumo, ao tempo que os setores termointensivos já estão abastecidos.

Nos próximos cinco anos, a Companhia investirá R$ 665 milhões em obras e projetos para implantar novas redes e atender novos clientes. Trata-se do maior plano de negócios da história da empresa, que também abastecerá 140 novas indústrias. Até 2026, a rede vai crescer cerca de 50% e o número de clientes diretos atendidos avançará mais de 130%.

Com isso, serão 480 indústrias abastecidas, ampliando o percentual do PIB desse setor abastecido que hoje já atinge 50%. Diversos ramos industriais, dentro da diversidade das pequenas propriedades produtivas, fruto da formação socioeconômica catarinense, contam com o gás natural. Entre os principais estão o segmento cerâmico, metal-mecânico, têxtil e de vidros e cristais.

O futuro reserva novos desafios para a distribuidora. Além de atender aos extremos geográficos catarinenses e acelerar o processo de interiorização, a Companhia objetiva ver o processo de aproveitamento de energias renováveis avançarem no país, articulando as ações com o modelo de abastecimento com gás natural.

O processo de modernização também inclui a operação de novos modais de abastecimento, como acontece com a rede local em Lages e com os projetos de rede isolada que beneficiarão Canoinhas e Três Barras, no Planalto Norte, Imbituba, no Sul catarinense e, futuramente, estuda-se, atender São Lourenço do Oeste da mesma forma.

A SCGÁS também se organiza para lidar, num futuro próximo, com um mercado de gás natural mais aberto e com forte participação de agentes internacionais. Além disso, busca soluções para aproveitamento do GNL (Gás Natural Liquefeito) que terá porta de entrada por meio do Terminal Gás Sul (TGS), na Baía da Babitonga.

Por isso, vem constantemente adequando sua estrutura administrativa e revisando seus processos internos, que permitem que a distribuidora opere com custo abaixo da média do setor e promova o investimento em implantação de infraestrutura com o menor custo por quilômetro no país.