Estatal informa sobre remuneração aos acionistas

A Petrobras informa que seu Conselho de Administração, em reunião realizada, autorizou o encaminhamento à Assembleia Geral de Acionistas, prevista para 13 de abril de 2022, a proposta de distribuição de dividendos complementares equivalentes a R$ 2,8610762 bruto por ação preferencial e ordinária em circulação. Considerando as antecipações realizadas em agosto e dezembro de 2021, a remuneração aos acionistas total proposta para o exercício social de 2021 é equivalente a R$ 7,773202 por ação ordinária e preferencial.

O dividendo proposto está alinhado à Política de Remuneração aos Acionistas, que prevê que, em caso de endividamento bruto inferior a US$ 65 bilhões, a Petrobras poderá distribuir aos seus acionistas 60% da diferença entre o fluxo de caixa operacional e as aquisições de ativos imobilizados e intangíveis (investimentos). Tendo em vista a redução da dívida para US$ 58,7 bilhões, foi possível aplicar a fórmula de maneira integral já no ano de 2021.

O dividendo proposto é compatível com a sustentabilidade financeira da companhia e está alinhado ao compromisso de geração de valor para os acionistas e para a sociedade.

De acordo com a proposta, os dividendos complementares serão pagos em maio, da seguinte forma:

Valor a ser pago: R$ 2,8610762 bruto por ação preferencial e ordinária em circulação.

Data de corte: dia 13 de abril de 2022 para os detentores de ações de emissão da Petrobras negociadas na B3 e o record date será dia 18 de abril de 2022 para os detentores de ADRs negociadas na New York Stock Exchange (NYSE). As ações da Petrobras serão negociadas ex-direitos na B3 e na NYSE a partir de 14 de abril de 2022.

Data de pagamento: para os detentores de ações de emissão da Petrobras negociadas na B3 o pagamento será realizado no dia 16 de maio de 2022. Os detentores de ADRs receberão o pagamento a partir de 23 de maio de 2022.

Forma de distribuição: A remuneração aos acionistas complementar será distribuída sobre a forma de dividendos.

O valor dos dividendos complementares será atualizado pela variação da taxa Selic de 31 de dezembro de 2021 até a data do pagamento.

A Política de Remuneração aos Acionistas pode ser acessada pela internet no site da companhia (http://www.petrobras.com.br/ri)

Petrobras realiza doação de cestas de alimentos e voucher para compra de gás de cozinha no Espírito Santo

A ação vai alcançar cerca de 1,6 mil famílias que vivem no entorno das Unidades de Tratamento de Gás Cacimbas (UTGC) e Sul Capixaba (UTGSul)

A Petrobras promoveu em fevereiro a primeira doação de botijões de gás de cozinha nos municípios de Anchieta e Linhares, no Espírito Santo. A ação foi promovida em conjunto com a Inspetoria Nossa Senhora da Penha e vai beneficiar diretamente 1.676 famílias que vivem nas comunidades do entorno das duas unidades de tratamento de gás existentes no Espírito Santo (UTGC e UTGSul). A iniciativa teve início em 2021, quando as famílias receberam cestas básicas durante três meses, e tem continuidade no primeiro trimestre de 2022, acrescentando a doação de botijões de gás de cozinha.

O objetivo é atender comunidades vizinhas das unidades de Refino e Gás Natural da Petrobras, conforme dados do Cadastro Único (CadÚnico), sistema do Governo Federal que registra informações sobre famílias brasileiras em situação vulnerabilidade social. O trabalho foi executado em etapas desde o dia 9 de fevereiro, seguindo os protocolos sanitários para prevenção à Covid-19.

“A Petrobras é sensível às necessidades da sociedade e sempre fez parte da nossa história apoiar a população não só com repasse de recursos diretos, mas principalmente por meio do incentivo a iniciativas para geração de renda, buscando dialogar com as comunidades no entorno de nossas unidades. Essa é mais uma ação que demonstra nosso comprometimento com a região”, destaca Bianca Efrom, gerente de Integração Regional de Responsabilidade Social.

Desde o início da pandemia, a Petrobras vem realizando uma série de ações voluntárias de apoio à sociedade. Em 2022, R$ 270 milhões serão destinados ao programa social de acesso a gás de cozinha para famílias em situação de vulnerabilidade. O valor é complementar aos R$ 30 milhões destinados em 2021, totalizando R$ 300 milhões até o fim desse ano.

Enauta assinou um contrato com a Yinson

A Enauta confirmou a aprovação do Full Development System (FDS) para o campo de Atlanta e assinou um contrato firme com a Yinson para o fornecimento, operação e manutenção de um flutuante, produção, armazenamento e offloading (FPSO), que será utilizado para este campo.

A Enauta informou que o FDS do campo de Atlanta foi aprovado. O projeto tem capacidade para produzir 50 mil barris de petróleo e processar 140 mil barris de água por dia. A entrada em operação está prevista para meados de 2024 – inicialmente com seis poços – e como esse campo possui um aquífero ativo que não requer injeção de água ou gás, a Enauta acredita que isso torna o projeto mais sólido.

Décio Oddone , CEO da Enauta, comentou: “A implantação do Full Field Development System de Atlanta aumentará significativamente a produção e a resiliência da empresa. Devido aos pontos aprendidos no Sistema de Produção Antecipada, a FFD conta com tecnologias eficientes que reduzem custos e emissões de gases de efeito estufa. Desenvolvemos um projeto competitivo de transição energética, capaz de proporcionar um retorno atrativo para nossos acionistas.”

A Enauta também confirmou que foram assinados acordos com subsidiárias da Yinson para a conversão de uma unidade de produção existente para o FPSO a ser utilizado para o Full Field Development System de Atlanta, nos mesmos termos especificados na Carta de Intenções (LoI) de dezembro de 2021 .

Atualmente, o campo está produzindo por meio de um Sistema de Produção Antecipada (EPS) – composto por três poços conectados ao FPSO Petrojarl I.

Para lembrar, a Enauta assinou acordos com a Altera  em janeiro de 2022 para estender o afretamento, operação e manutenção deste FPSO por uma duração adicional de até dois anos.

No mesmo mês, a empresa celebrou  contrato de compra do FPSO  OSX-2  para o Sistema Definitivo (DS) do campo de Atlanta e o negócio de compra foi  fechado no início de fevereiro .

A Enauta explicou que o investimento aprovado para o pleno desenvolvimento do campo é de US$ 1,2 bilhão – incluindo os US$ 100 milhões a serem injetados após o início da produção e US$ 500 milhões, referentes à unidade de produção – e lembrou que, caso Yinson exerça a opção de compra da embarcação, um 15 contrato de afretamento de um ano entraria em vigor vinculado ao financiamento para o mesmo período, o que diminuiria o investimento do projeto em US$ 100 milhões.

A Enauta pretende firmar outros acordos necessários para a conclusão do FDS nos próximos dias.

Localizado na Bacia de Santos, o  campo de Atlanta  é operado pela Enauta Energia, subsidiária integral da Enauta, que também detém 100% de participação neste ativo.

Em um comunicado separado na terça-feira, Yinson confirmou o contrato e acrescentou que a engenharia, aquisição, construção e instalação do FPSO devem ser concluídas até o primeiro semestre de 2024.

Flemming Grønnegaard , CEO da Yinson Offshore Production, comentou sobre a adjudicação do contrato: “Tanto a Yinson como a Enauta têm trabalhado em estreita colaboração desde o ano passado e estamos a fazer um progresso sólido. Acreditamos que nossa estreita relação de trabalho com a Enauta nos ajudará a dar um passo em direção ao conceito de FPSO de emissão zero de Yinson do futuro e nosso objetivo de alcançar zero líquido até 2050.”

Vale ressaltar que o FPSO do campo de Atlanta será o terceiro projeto premiado da Yinson no Brasil, com os dois ativos premiados a caminho de conclusão em  2023  e  2024 , respectivamente, elevando a frota total do grupo para nove ativos flutuantes.

Lim Chern Yuan , CEO do Grupo Yinson, comentou: “O Brasil concedeu a maioria dos contratos de FPSO em 2021 e esperamos que continue a ser o mercado dominante de FPSO daqui para frente”.

 

Solstad segue em busca de descarbonização com a Wärtsilä

A Solstad Offshore recorreu à Wärtsilä em uma tentativa de reduzir a pegada de carbono de sua frota e alcançar suas ambições de descarbonização, incluindo total neutralidade de carbono até 2050.

A Wärtsilä informou que a Solstad Offshore havia contratado seus serviços com o objetivo de alcançar uma redução de 50% nas emissões de CO2 até 2030, vendo essa parceria como a chave para encontrar as soluções certas.

Tor Inge Dale , chefe de sustentabilidade da Solstad Offshore, comentou: “A cooperação é essencial se quisermos implementar as soluções necessárias para ter sucesso com a mudança verde que está em andamento. Por esse motivo, nós da Solstad estamos fazendo parcerias com empresas voltadas para o futuro, como a Wärtsilä, que possuem o conhecimento, a experiência e as tecnologias inovadoras necessárias”.

Além disso, o acordo entre as duas empresas visa identificar, avaliar e implementar soluções que aumentem a eficiência de combustível e reduzam significativamente as emissões de gases de efeito estufa (GEE) das embarcações offshore da Solstad. Além disso, cada embarcação será avaliada quanto a soluções apropriadas, possíveis melhorias operacionais e considerações sobre extensão da vida útil.

Cato Esperø , Chefe de Vendas da Wärtsilä Noruega, comentou: “A Solstad tem uma estratégia clara e ambiciosa para se tornar a proprietária e operadora da frota de navios mais ecológica do setor. Estamos felizes e orgulhosos por termos sido selecionados para colaborar neste grande projeto de descarbonização. Como nenhuma solução única será relevante para todos os navios, trabalhando juntos pretendemos encontrar o que funciona melhor e com mais eficiência caso a caso. Vemos isso como um plano para alcançar os melhores resultados possíveis.”

Como a Solstad espera atingir a neutralidade de carbono total até 2050, em seus esforços para reduzir a pegada de carbono de sua frota de 90 navios, a empresa tem trabalhado sistematicamente para reduzir as emissões desde 2009, tanto por meio de medidas operacionais – Solstad Green Operations – quanto por atualizações técnicas. Esses esforços resultaram até agora na redução do consumo médio de combustível por navio em mais de 20%.

Além disso, espera-se que a redução adicional para 50% seja alcançada otimizando a eficiência energética e adaptando as embarcações para operar com combustíveis alternativos , como hidrogênio , amônia e metanol , enquanto os novos projetos de navios devem ser capazes de oferecer baixo ou zero emissões desde o início, de acordo com a declaração de Wärtsilä.

Roy H. Stavland , Gerente Sênior de Vendas da Wärtsilä, explicou: “É muito cedo para determinar quais soluções serão as mais apropriadas para atender às reduções de emissões de GEE previstas pela Solstad. No entanto, é extremamente provável que futuras soluções de propulsão operando com novos combustíveis alternativos, como amônia e/ou metanol, sejam os principais facilitadores, pois esses combustíveis se tornam amplamente disponíveis para abastecimento”.

Inicialmente, a Wärtsilä atuará como consultora e especialista técnica da Solstad, enquanto o acordo também permite que a empresa atue como um possível fornecedor das soluções de descarbonização selecionadas.

A empresa finlandesa acrescentou ainda que criou uma novidade mundial ao operar com sucesso um motor de combustão em uma mistura de combustível com 70% de teor de amônia e atualmente está desenvolvendo capacidades para usar proporções ainda maiores do combustível. Um motor abastecido com uma mistura de 70% de amônia passou nos testes de laboratório da Wärtsilä com sucesso em julho de 2021.

Em outubro de 2021, a empresa assinou um acordo de cooperação com a Eidesvik Offshore para modernizar uma embarcação de abastecimento offshore (OSV) com um motor de combustão movido a amônia, juntamente com o sistema de segurança e fornecimento de combustível necessários.

Na altura, Eidesvik informou que este projeto de conversação era o primeiro do género no mundo, e previa uma meta provisória de conclusão do projeto, afirmando que estava previsto para o final de 2023.

A Wärtsilä está contribuindo para o desenvolvimento da primeira embarcação offshore livre de emissões do mundo operando com uma célula de combustível movida a amônia, pois as duas empresas se associaram para equipar uma embarcação de abastecimento de plataforma, a Viking Energy, com  uma célula de combustível de 2 MW  funcionando com amônia verde em o projeto ShipFC financiado pela UE com a instalação prevista para o final de 2023.

Petrobras aprova venda de campos terrestres no Espírito Santo

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou, a venda da totalidade de sua participação (100%) em um conjunto de quatro concessões de campos de produção terrestres, com instalações integradas, localizadas no estado do Espírito Santo, denominados conjuntamente de Polo Norte Capixaba, para a empresa Seacrest Petróleo SPE Norte Capixaba Ltda., subsidiária integral da Seacrest Exploração e Produção de Petróleo Ltda.. A celebração do contrato de compra e venda e as etapas subsequentes serão divulgadas ao mercado oportunamente.

O valor total da venda é de até US$ 544 milhões, sendo (a) US$ 35,85 milhões pagos na data de celebração do contrato; (b) US$ 442,15 milhões no fechamento da transação e (c) até US$ 66 milhões em pagamentos contingentes previstos em contratos, a depender das cotações futuras do Brent. Os valores não consideram os ajustes devidos até o fechamento da transação, que está sujeito ao cumprimento de certas condições precedentes, tais como a aprovação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O Polo Norte Capixaba compreende quatros campos terrestres: Cancã, Fazenda Alegre, Fazenda São Rafael e Fazenda Santa Luzia. O Terminal Norte Capixaba e todas as instalações de produção contidas no ring fence das quatro concessões também fazem parte do Polo, além da titularidade de alguns terrenos. A produção média do Polo Norte Capixaba em 2021 foi de aproximadamente 6,5 mil barris de óleo por dia (bpd) e 52,2 mil m³/dia de gás natural. A Petrobras é a operadora nesses campos, com 100% de participação.

Essa operação está alinhada à estratégia de gestão de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor e maior retorno à sociedade. A Petrobras segue concentrando cada vez mais os seus recursos em ativos em águas profundas e ultraprofundas, onde tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos, produzindo óleo de melhor qualidade e com menores emissões de gases de efeito estufa.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Sobre a Seacrest Petróleo SPE Norte Capixaba Ltda.

A Seacrest Petróleo SPE Norte Capixaba Ltda. é uma empresa com foco no redesenvolvimento de campos maduros e em produção, controlada pela Seacrest Exploração e Produção de Petróleo Ltda, companhia de capital fechado, que possui, entre seus principais investidores, the Seacrest Group.

Petrobras realiza pré-pagamento parcial à Petros

A Petrobras informa que o seu Conselho de Administração aprovou nessa data a liquidação parcial antecipada do Termo de Compromisso Financeiro Pré-70 (TCF Pré-70) e do Termo de Compromisso Financeiro Diferença de Pensão (TCF Diferença de Pensão), celebrado com a Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros), no valor de R$ 6,882 bilhões, prevista para ocorrer no dia 25 de fevereiro de 2022.

O TCF Pré-70 e o TCF Diferença de Pensão foram assinados em 2008 e compõem o Acordo de Obrigações Recíprocas (AOR), celebrado com a Petros e diversas entidades sindicais em 2006.

Esse pré-pagamento está em linha com os dispositivos pactuados nos referidos instrumentos contratuais, bem como com o processo de gestão de passivos da companhia, que busca reduzir as despesas com juros e o montante de garantias reais, além de contribuir para a melhoria da liquidez dos planos.

Cabe destacar que o TCF Pré-70 e o TCF Diferença de Pensão são compromissos já registrados nas Demonstrações Financeiras da Petrobras, compondo o registro do valor de passivo atuarial, conforme nota explicativa “13 – Benefícios pós-emprego” das Demonstrações Financeiras do exercício findo em 30 de setembro de 2021.

ExxonMobil inicia operações de perfuração no Brasil com o navio-sonda Seadrill

A ExxonMobil, iniciou a perfuração de um poço de exploração no prospecto Cutthroat, localizado na Bacia de Sergipe-Alagoas, no Brasil, usando um dos navios-sonda de águas ultraprofundas de propriedade da Seadrill.

A Enauta, cuja subsidiária Enauta Energia detém 30 por cento de participação em nove blocos na Bacia de Sergipe-Alagoas, informou que a perfuração do primeiro poço exploratório no Bloco SEAL-M-428, 1-EMEB-3-SES – detentor da Perspectiva cruel – já começou.

A empresa explicou que o navio-sonda West Saturn da Seadrill está executando as operações de perfuração em uma lâmina d’água de 3.093 metros. Com base na declaração da empresa, a duração estimada das operações de perfuração do poço é entre dois e quatro meses.

A Enauta também acrescentou que seus custos relacionados ao poço 1-EMEB-3-SES serão parcialmente suportados por seus parceiros ExxonMobil e Murphy Oil, de acordo com os respectivos acordos de farm-out.

A ExxonMobil é a operadora e detém 50% de participação em um consórcio com a Enauta (30%) e a Murphy Oil (20%) na Bacia de Sergipe-Alagoas.

O anúncio ocorre após o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) conceder licença de cinco anos à ExxonMobil na semana passada para uma campanha de perfuração – envolvendo até 11 poços exploratórios nos blocos SEAL-M-351, SEAL-M-428, SEAL- M-430, SEALM-501, SEAL-M-503, SEAL-M-573. Esses blocos cobrem uma área de aproximadamente 4.531 km² e estão localizados em lâmina d’água entre 1.900 e 3.800 metros.

Localizada na margem continental da região nordeste do Brasil – abrangendo parte dos estados de Sergipe, Alagoas e uma pequena porção do estado de Pernambuco – a Bacia de Sergipe-Alagoas tem uma área total de cerca de 44.000 km², sendo aproximadamente 32.000 km² offshore . Até agora, mais de 2,8 bilhões de barris de óleo equivalente foram descobertos nesta bacia.

Em se tratando de desenvolvimentos recentes nessa bacia, vale destacar que a gigante brasileira Petrobras apresentou em janeiro de 2022 uma declaração de comercialidade às autoridades do país para campos localizados na bacia com planos de desenvolvê-los com unidades do tipo FPSO.

As áreas BM-SEAL-4 e BM-SEAL-4A foram adquiridas em 2000, enquanto as áreas BM-SEAL-10 e BM-SEAL-11 foram adquiridas em 2004, e a Petrobras também sugeriu os nomes dos novos campos nas declarações enviado ao regulador.

 

Alta do petróleo turbina arrecadação dos governos e lucros da Petrobras

O governo federal amplia sua arrecadação com a alta da cotação internacional do petróleo, potencializada pelo real desvalorizado frente ao dólar.

Nos últimos três anos, a União acumulou ao menos R$ 123 bilhões com royalties e participações especiais da produção de petróleo no país, bônus de assinatura pelo direito de exploração de áreas do pré-sal e a distribuição dos lucros crescentes da Petrobras, da qual é a sua maior acionista.

Estados e municípios que abrigam atividade petrolífera também ganham alto, mas somente com royalties. Entre 2019 e 2021, governadores tiveram reforço no caixa de R$ 59,5 bilhões e prefeitos, de R$ 37,5 bilhões.

Houve ainda R$ 6,8 bilhões arrecadados por fundos especiais e mais R$ 11,7 bilhões com a divisão do bônus de assinatura do leilão de áreas do pré-sal de 2019.

Lucro recorde
Considerando apenas as participações governamentais na produção de petróleo, a arrecadação nos últimos três anos é cerca de 70% maior que nos três anos anteriores nas três esferas de governo.

E a tendência é que os ganhos sigam aumentando neste ano, com a nova disparada da commodity no mercado internacional em meio às tensões na Ucrânia.

O barril do tipo Brent chegou a ser negociado acima dos US$ 95. Relatórios de bancos e analistas preveem que, em pouco tempo, ultrapassará os US$ 100, no maior patamar desde 2014.

E quanto maior a cotação do petróleo e do dólar, maiores são a arrecadação de royalties — cujas alíquotas variam de 5% a 15% do preço de venda do barril — e os lucros da Petrobras.

Analistas esperam que o balanço de 2021 da estatal contabilize lucro na casa dos R$ 100 bilhões, o melhor resultado da história da empresa. Foram R$ 75 bilhões nos nove primeiros meses do ano.

Com alta produtividade, pré-sal avança
Também ajuda a arrecadação do setor público o aumento da produção de petróleo nos campos em águas ultraprofundas do pré-sal, que têm alta produtividade. Ou seja, o custo de extração por barril é mais baixo que a média do setor, o que amplia a margem de lucro.

A Petrobras bateu recorde de produção no pré-sal em 2021, com média de 1,95 milhões de barris de óleo equivalentes por dia. Esse volume correspondeu a 70% de toda a produção anual da Petrobras, de 2,77 milhões de barris diários.

A Petrobras tem aproveitado a maré para reduzir endividamento e elevar a distribuição dos ganhos entre acionistas, sendo o governo federal o maior beneficiado. Nos últimos três anos, o governo federal recebeu cerca de R$ 30 bilhões somente em dividendos da Petrobras.

Entre 2022 e 2026, a estatal pretende pagar entre US$ 60 bilhões (cerca de R$ 307,2 bilhões) a US$ 70 bilhões (R$ 358,4 bilhões) em dividendos. A União receberá 28,67% (sua fatia no capital da empresa) do total, o que pode chegar a US$ 20 bilhões.

Deve entrar para o caixa do governo, neste início de ano, os bônus pagos pelas petroleiras que arremataram as áreas de Atapu e Sépia, no pré-sal da Bacia de Santos, no leilão realizado em 2019. O cheque é estimado em R$ 3,4 bilhões. Outros R$ 6 bilhões deverão ir para estados e mais R$ 1,7 bilhão para municípios.

Os ganhos extraordinários do setor público — que também arrecada mais com os impostos que incidem sobre os combustíveis — com a alta do petróleo alimentam propostas em discussão no Congresso para usar parte deste dinheiro para amenizar o impacto do repasse dos preços internacionais para os derivados, que turbinam a inflação e pesam no bolso dos motoristas e de quem compra botijão.

Defasagem de 13%
Em janeiro, o preço máximo do litro da gasolina ultrapassou os R$ 8 pela primeira vez na história da pesquisa em postos feita pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Desde janeiro do ano passado, os preços subiram cerca de 50%.

Analistas esperam novos reajustes porque, segundo cálculo da Abicom (que reúne importadores de combustíveis), a defasagem dos preços das refinarias da Petrobras em relação aos do exterior chegou a 13% na semana passada.

O governo federal propôs zerar tributos federais que incidem sobre combustíveis (Cide, PIS e Cofins) com a contrapartida dos estados em relação ao ICMS.

Sem um acordo, o Congresso discute alternativas, que incluem o uso de royalties do petróleo, dividendos da Petrobras e até uma taxação da exportação de petróleo para bancar programas de subsídios ao consumidor, mas a ideia divide opiniões.

Especialistas se dividem sobre subsídio
Cálculos de Adriano Pires, sócio do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), estimam que subsidiar o diesel de empresas de transporte público urbano e caminhoneiros e o gás de famílias de baixa renda pode custar entre R$ 15 bilhões e R$ 20 bilhões por dois anos, menos que a Petrobras pagou em dividendos em três.

— Pensar em um novo uso desses recursos pode prejudicar as contas públicas, mas vai fazer o quê? O petróleo caro significa inflação mais alta. Diversos países da Europa e os EUA estão fazendo ações de redução de imposto e políticas sociais para evitar que o problema prejudique a economia — argumenta. — Estamos com preços momentaneamente altos. É preciso sensibilidade social neste momento.

Magda Chambriard, ex-diretora-geral da ANP, defende um fundo de estabilização só com o incremento de royalties de um ano para o outro.

— Petrobras, governo federal, estados e municípios estão ganhando com o aumento do petróleo, menos a sociedade. Então, que seja usada essa maior arrecadação para momentos como o atual em um fundo. É preciso entender que não haverá recursos suficientes para bancar a escalada dos preços. O que se pode fazer é evitar sobressaltos momentâneos — diz a consultora.

Ela ressalta que o governo federal tem mais condições de abrir mão de receitas do que estados e municípios:

— Os royalties têm diversos destinos e todos são úteis. Mas é preciso, na situação atual, pensar em algo.

Países fracassaram
Edmar Almeida, professor de Instituto de Energia da PUC-Rio, também cita debates sobre preços de combustíveis em outros países. Entre as opções na mesa, ele avalia que o subsídio direto ao consumidor pode ser mais eficaz porque redução de impostos não garante que o impacto chegue ao consumidor.

Para o especialista, usar royalties com essa finalidade seria um erro, já que são recursos pagos a título de compensação que devem ser destinados a investimentos capazes de promover desenvolvimento para o pós-petróleo:

— Noruega, Emirados Árabes e o Texas (EUA) têm fundos de longo prazo. Também temos o fundo social, mas hoje há pouca transparência sobre o uso desses recursos.

Gabriel Leal de Barros, economista-chefe da gestora RPS, diz que a solução ideal é uma reforma tributária ampla, que dê condições para ajustes nos impostos sobre combustíveis em situações como a atual, mas reconhece que a chance de algo assim avançar no Congresso é muito baixa.

Ainda assim, avalia que usar recursos extraordinários do petróleo para subsidiar combustível pode terminar sem o efeito esperado. O impacto fiscal pode estimular uma alta do dólar.

— Países como Chile, Argentina, Venezuela, Irã e México, que adotaram mecanismos como fundos de estabilização, fracassaram. O custo é alto e geralmente não é suficiente para estabilizar os preços, sem falar no fato de subsidiar combustível fóssil em plena transição energética — diz Barros.

Ele continua:

— Se o governo e o Congresso fizerem algo muito exótico, o câmbio pode neutralizar o subsídio. É preciso muito cuidado para não dar com uma mão e tirar com a outra.

Secretário Especial da Receita entrega certificado de Operador Econômico Autorizado à Petrobras

O presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, recebeu, no último dia (21/2), no Edifício Senado, no Centro do Rio de Janeiro, o Secretário Especial da Receita Federal do Brasil, Julio Cesar Vieira Gomes, que fez a entrega do certificado de Operador Econômico Autorizado (OEA) à companhia. Pela primeira vez, a Petrobras é reconhecida como OEA, certificação concedida pela Receita Federal a operadores da cadeia logística internacional que atendem a elevados níveis de segurança, conformidade e confiabilidade estabelecidos pelo órgão.

Com a certificação OEA, as operações de comércio exterior envolvendo produtos, bens e serviços da Petrobras serão simplificadas e otimizadas. O Operador Econômico Autorizado é um parceiro estratégico da Receita Federal que, após ter comprovado o cumprimento dos requisitos e critérios do Programa OEA, é certificado como um operador de baixo risco, confiável e, por conseguinte, goza dos benefícios oferecidos pela Aduana Brasileira, relacionados à maior agilidade e previsibilidade na movimentação de suas cargas nos fluxos do comércio internacional.

“Esse é mais um passo transformador da nossa Petrobras, uma empresa que aperfeiçoa a governança, adotando um modelo que equilibra, cada vez mais, eficiência e controle, gerando valor” disse o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna.

A Petrobras solicitou adesão ao Programa OEA de forma voluntária, após confirmar o cumprimento dos rigorosos requisitos estabelecidos pela Receita Federal. A condição de Operador Econômico Autorizado atesta a transparência e a confiabilidade das operações da companhia.

Projeto patrocinado pela Petrobras colhe resultados na conservação da biodiversidade marinha

O programa Rebimar é responsável pela instalação na costa do Paraná do maior conjunto de recifes artificiais do Brasil

A capacidade adaptativa das espécies costeiras e marinhas é surpreendente e, às vezes, basta um “empurrãozinho” para que a vida volte a ocupar espaços impactados pela ação humana. Com patrocínio da Petrobras, o projeto Rebimar reuniu conhecimentos e pessoas para dar esse estímulo na costa paranaense. A ideia foi implantar recifes artificiais, simulando o habitat natural dos corais, organismos que vivem em associação e se grudam em rochas submersas. As estruturas construídas são feitas, basicamente, de concreto, que passa por um tratamento para adquirir PH parecido com o encontrado nas águas marinhas.

Os recifes artificiais começaram a ir para baixo d’água em 2010, um ano após o início do patrocínio ao projeto realizado pela Associação MarBrasil. Já em fevereiro de 2013, estavam instalados, aproximadamente, 3.500 recifes artificiais ao longo da costa do município de Pontal do Paraná, formando o maior conjunto do Brasil.

Segundo André Cattani, coordenador do Rebimar, a iniciativa demonstrou ser muito importante para o manejo dos ecossistemas costeiro e marinho. “O monitoramento dos recifes rendeu uma maior compreensão do ciclo de vida das espécies que interagem com as estruturas artificiais, a exemplo do mero, que utiliza os recifes como refúgio, alimentação e reprodução”, explica o oceanógrafo.

Outro pilar importante desenvolvido pelo projeto é a educação ambiental. Desde 2017, foram alcançadas, diretamente, 16.724 pessoas (incluindo 970 crianças de até 6 anos), por meio de palestras para dezenas de escolas estaduais e municipais no Paraná e São Paulo. Iniciativas de educação sobre a preservação da biodiversidade marinha também estão previstas para a atual fase do programa que se estende até 2023.

Considerando as ações realizadas em educação ambiental e os efeitos positivos da instalação dos recifes artificiais, estima-se que ao menos 2 mil famílias do litoral do Paraná já foram impactadas. As ações pela conservação dos ambientes costeiros e marinhos, das espécies ameaçadas e de valor comercial, contribuem para o ordenamento da atividade pesqueira (com enfoque na pesca artesanal), evitando a pesca de arrasto de fundo e possibilitando formas mais sustentáveis da atividade. Isso significa que em torno de 250 pescadores dos municípios de Pontal do Paraná, Matinhos e Guaratuba foram diretamente beneficiados. “Protegemos, aproximadamente, 15 mil hectares da pesca predatória industrial em área berçário e de recrutamento de espécies da fauna marinha”, garante Cattani.

A gerente de Projetos Ambientais da Responsabilidade Social da Petrobras, Katia Ferreira, lembra que essa é a quarta edição do Rebimar, patrocinado desde 2010 por meio do Programa Petrobras Socioambiental. “O Rebimar já fez um importante trabalho na região litorânea do Paraná e sul de São Paulo. A partir de 2021, as ações estão sendo ampliadas para o monitoramento dos manguezais, que são ecossistemas de reconhecida importância no ciclo de vida de muitas espécies e no sequestro de carbono”, afirma a gerente.

O objetivo é intensificar a análise ambiental sobre o papel do maior contínuo de Mata Atlântica do planeta, a Grande Reserva Mata Atlântica (GRMA), que compreende o sul de São Paulo até o norte de Santa Catarina, na conservação da biodiversidade marinha e no fornecimento de serviços ecossistêmicos essenciais para os desenvolvimentos local, regional e global.

Durante os próximos dois anos, o projeto irá realizar o censo marítimo em recifes naturais e artificiais para determinar a quantidade de meros e de outras espécies que frequentam esses ecossistemas nos litorais paulista e paranaense. Pesquisadores-mergulhadores do Rebimar vão percorrer paisagens submersas e registrar, em fotos e vídeos, os cardumes de peixes menores e outras espécies da fauna.

Programa Petrobras Socioambiental

Por meio do Programa Petrobras Socioambiental, a Petrobras apoia soluções socioambientais para os territórios onde atua, em todo o país, por meio de parcerias com organizações da sociedade civil.

A linha de atuação Oceano inclui iniciativas voltadas para a conservação de espécies e ecossistemas costeiros e marinhos, contribuindo para o desenvolvimento sustentável dos oceanos, associadas à educação ambiental.