Centro de Treinamento WEG leva a qualificação profissional mais longe

Os cursos EAD ofertados tiveram mais de 8 mil participantes em 2021

Reduzir os custos operacionais na indústria é um grande desafio para todo o negócio, o que exige profissionais prontos para atuarem nessa frente bem como equipamentos cada vez mais eficientes. A WEG, entendendo a importância de capacitar pessoas através da prática de utilização, correto dimensionamento e especificação dos equipamentos como ferramenta à alcançar melhores resultados, disponibiliza ao mercado um Centro de Treinamento para Clientes (CTC), que desde 2000 oferece treinamentos nos mais variados temas como motores elétricos, inversores e automação, tintas, energia solar e mobilidade elétrica.

Com o avanço da pandemia e a alta procura por cursos à distância, o CTC entendeu a necessidade de diversificar o modelo de aprendizagem e torná-lo mais dinâmico e interativo, e assim implantou o ensino síncrono, que somado a modalidade assíncrona, já disponível nos anos anteriores, contribuiu para treinar mais de 8 mil participantes somente em 2021.

Assim, os alunos têm ainda a possibilidade de escolher o formato que melhor se encaixa em seu perfil, sendo que no assíncrono o estudo ocorre de modo independente, onde o aluno define seu horário de estudo, e no síncrono as aulas acontecem em tempo real com o instrutor ensinando e tirando as dúvidas ao vivo.

“O CTC surgiu com o intuito de democratizar e compartilhar o conhecimento sobre diversos equipamentos WEG para atuantes da área elétrica, como clientes e estudantes, seja de escolas técnicas ou universidades, e hoje está disponível para todos os profissionais e interessados, possibilitando agora, com as versões EAD, a qualificação para um maior número de participantes em todo o Brasil”, reforça Daniel Godinho, Diretor de Relações Institucionais e Marketing.

Aos que buscam esses treinamentos, as modalidades EAD contribuem com o desenvolvimento de habilidades como confiança para a melhor escolha de solução às diferentes demandas fabris, percepção à aplicação/otimização de soluções de produção, gestão de tempo de trabalhos e manutenção de equipamentos, além de ampliar as competências profissionais para alcançar os melhores resultados na aplicação prática em seu dia a dia, e além disso, aproveitar ao máximo todas as vantagens de nossos produtos e soluções.

Conhecimento é pilar da transição energética, Farid Shecaira engenheiro de petróleo e Oscar Chamberlain engenheiro químico

É com esse entendimento que dois engenheiros com mais de três décadas de atuação no setor de óleo e gás fundaram a WisEnergy na virada do ano, propondo um modelo de educação apoiado no compartilhamento de conhecimento sobre o setor energético. A consultoria foi criada pelo engenheiro de petróleo Farid Shecaira, que tem uma trajetória de mais de 40 anos na exploração e produção de óleo e gás, e o engenheiro químico Oscar Chamberlain, com mais de 35 anos de atuação em pesquisa e desenvolvimento na área de downstream, energias renováveis e sustentabilidade. Egressos da Petrobras, os dois começaram a construir essa parceria há muitos anos, no Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação Leopoldo Américo Miguez de Mello – CENPES/PETROBRAS, no qual atuaram como pesquisadores e gestores em projetos e programas emblemáticos, Como o de Recuperação Avançada de Petróleo(PRAVAP), o de óleos Pesado (PROPES) e o de Tecnologias de Refino (PROTER) Hoje, eles se propõem a compartilhar esse conhecimento por meio da WisEnergy, que nasceu com uma robusta grade de cursos, a serem ministrados por profissionais reconhecidos nas diversas áreas do setor energético.

Oil & Gas Brasil: O que levou vocês a formarem essa parceria?

Oscar Chamberlain: Vivemos várias fases na vida. Estamos, Farid e eu, numa fase na qual seguimos a nossa intuição,
desenvolvida com a experiência, e focamos nos nossos valores e numa nova missão. Nos encontramos frente a um propósito: o de continuarmos ativos e produtivos. Queremos fazer isso compartilhando o conhecimento que obtivemos ao longo de anos de experiência. Farid me convidou para essa jornada e embarquei. A parceria dos últimos anos no Cenpes, onde construímos uma relação colaborativa e de amizade, foi a base para essa partida.

Farid Shecaira: Vou complementar a resposta do Oscar falando na missão que queremos imprimir à nossa empresa. Estamos focados em promover a educação para a transição energética, que é inexorável, sem esquecer que a indústria do petróleo deverá persistir por um bom tempo, devido às suas vantagens logísticas e de custo. Tentamos reproduzir isto no nosso slogan, que é “Aprendendo sobre energia para hoje e para o futuro”

Oil & Gas Brasil: O que diferencia a WisEnergy de outras empresas de ensino a distância?

Oscar Chamberlain: Atualmente o conhecimento teórico está disponível ao alcance da mão ou do teclado. O que nos diferencia, para além de nosso conhecimento robusto, é a vivência dos nossos professores que compartilhamos com nossos alunos, assim como nossa experiência prática no dia a dia que dificilmente estará registrada em livros ou na internet. Além dessa vivência prática, nossos professores apresentam também profunda experiência didática e excelência acadêmica. Quase todos possuem doutorado e mestrado em universidades de primeira linha.


(Foto: Divulgação)

Oil & Gas Brasil: Os cursos visam uma abordagem mais sistêmica, de forma a posicionar e/ou introduzir os alunos nos temas?

Farid Shecaira: Certamente. Através de casos reais e experiências práticas podemos apresentar para os nossos alunos caminhos para a solução de problemas e os desafios que encontrarão na sua vida profissional. Hoje a comunicação é ampla, através das diferentes mídias sociais. Ao participarem de um dos nossos cursos, nossos alunos terão acesso a uma grande rede, que possibilitará a interação profissional e intercâmbio de experiências.

Oil & Gas Brasil: Como vocês detectaram que havia um gap de conhecimento no mercado?

Farid Shecaira: Na verdade, o que identificamos foi a diversificação de empresas na área de energia, em especial de óleo e gás. Com o desinvestimento da Petrobras e outras estatais, novas empresas estão se consolidando no Brasil. A Petrobras mantém sua universidade corporativa que provê e promove a formação dos quadros da empresa. Gostaríamos de atuar como a entidade de ensino para essas novas empresas e ao mesmo tempo ajudar os novos profissionais a acelerarem sua formação para um ambiente de trabalho mais competitivo.

Este ambiente de um mercado demandante na formação profissional pode ser identificado também nas indústrias de energia eólica, solar, na área de sustentabilidade e em negócios novos para a indústria do petróleo, ligados à sustentabilidade, como o sequestro geológico de carbono (CCUS).

Oil & Gas Brasil: Quais os públicos que vocês pretendem atingir? Os profissionais entrantes no mercando? Ou corporações que estão buscando se diversificar com foco na transição energética, como vem fazendo companhias como a TotalEnergies e Equinor?

Oscar Chamberlain: Nossa persona está representada por dois perfis. Primeiro, os profissionais de engenharia, geologia,
administração e outras carreiras associadas ao campo de energia. São recém-formados que buscam aprimorar seus
conhecimentos para acelerar seu ingresso no mercado de trabalho ou pessoas que estão no meio da sua vida profissional e desejam alcançar uma melhor posição no mercado de trabalho. O segundo perfil é o público corporativo de empresas de energia, em especial óleo e gás.

Oil & Gas Brasil: Como vocês estão captando profissionais no mercado para ministrar esses cursos?

Farid Shecaira: Nossos professores são profissionais com décadas de experiência nas áreas de petróleo, energia e sustentabilidade. Iniciamos a estrutura de cursos com esses especialistas, abrangendo temas como exploração e produção de petróleo, refino, energias renováveis e meio ambiente.

Estamos reforçando ainda mais nossa equipe com novos profissionais, seguindo o mesmo padrão de excelência teórica e a vasta experiência profissional. Deixamos a modéstia de lado para dizer que temos os melhores professores do Brasil.


(Foto: Divulgação)

Oil & Gas Brasil: Dentro de uma indústria energética cada vez mais digital, 4.0, quais são os maiores desafios que vocês veem que demandam mais e mais informação, compartilhamento de conhecimento?

Oscar Chamberlain: Hoje para um profissional se manter atualizado e relevante no mercado ele precisa manter uma constante rotina de aprendizado (longlife learning) e aprender a entregar resultados. A era 4.0 significa nos diferenciarmos das máquinas que podem executar uma rotina. Precisamos aprender, desenvolver e prover soluções usando os algoritmos de inteligência artificial e incorporando nossa experiência. Nessa temática temos o curso “Sistemas Inteligentes para a Otimização da Produção de Petróleo e Gás” proferido pelos especialistas Mário Campos e José Perez, além de outros “no forno”.

Oil & Gas Brasil: Vocês acreditam que poderão atuar em sinergia com algumas organizações, como a SPE (Sociedade do Engenheiros de Petróleo) que já debate uma unificação com outras entidades nos EUA e mudança de nome para Sociedade de Profissionais de Energia?

Farid Shecaira: Sem dúvida! Fui durante 14 anos diretor da SPE e presidente, por dois anos, da Seção Brasil. Neste período trabalhamos em estreita colaboração com o IBP, e com Universidades Brasileiras, como a UFRJ, a Unicamp, a UFF, a PUC, a Estácio, a UFPb, só para citar as mais próximas a nós.

Professores destas entidades, sob a coordenação da SPE, publicaram em 2014 a “Proposta Curricular para os Cursos de Bacharelado em Engenharia de Petróleo”, utilizada ainda hoje por várias universidades brasileiras.

Oscar Chamberlain: Complementando a posição do Farid, sem dúvida a interação com organizações como a SPE, a ABGP, e outras entidades de compartilhamento de experiências e conhecimento são fundamentais cumprir nosso lema de aprender sobre energia hoje e para o futuro.

Porto do Açu e GNA anunciam investimentos de R$ 6 bilhões em infraestrutura e energia

Investimentos públicos e privados incluem a construção da maior usina a gás natural do setor e obras de infraestrutura nos acessos rodoviários e ferroviários

O Porto do Açu e a Gás Natural Açu (GNA) anunciaram no último dia (31/01) a realização de R$ 6 bilhões de investimentos em infraestrutura e energia no Porto do Açu, localizado na região norte do Rio de Janeiro.

Os investimentos incluem obras de ampliação dos acessos rodoviários ao porto, a construção de um ramal ferroviário e o lançamento da pedra fundamental da UTE GNA II, oficializando o início das obras da maior usina a gás natural do Brasil, com 1.673 MW.

As obras para ampliação dos acessos rodoviários ao Porto do Açu integram o Pacto RJ, pacote de investimentos em infraestrutura lançado pelo governo do estado do Rio.

Como parte do acordo de cooperação técnica firmado entre o Porto do Açu e o Departamento Estadual de Estradas e Rodagem (DER/RJ), o CEO do Porto do Açu fez a entrega dos estudos técnicos de engenharia necessários para a licitação das obras, orçadas em R$ 396 milhões. A ampliação dos acessos rodoviários é fundamental face à relevância estratégica das operações do porto para vários setores chaves da economia brasileira, e diante das projeções de crescimento do empreendimento nos próximos anos. A ampliação das vias terá ainda impacto positivo na redução do tráfego em áreas urbanas, na segurança viária e na melhoria do escoamento da produção local.

Outro marco do evento foi a cerimônia de assinatura do contrato de autorização ferroviária entre o Ministério da Infraestrutura e o Porto do Açu, que formalizou a primeira autorização privada para construção de ferrovia do Estado do Rio de Janeiro, e primeiro projeto fluminense incluído no Programa Pro Trilhos, do Ministério da Infraestrutura. Corresponde a investimentos de R$ 610 milhões para construção do trecho de 41 quilômetros de extensão conectando os terminais do Porto Açu ao ramal principal da ferrovia que interligará a região Norte Fluminense à malha ferroviária nacional.

Também durante o evento, a GNA lançou a pedra fundamental da UTE GNA II. Com investimentos de mais de R$ 5 bilhões, a UTE GNA II será a maior usina a gás natural do país. Seus 1.673 MW equivalem a 10% de toda a capacidade da geração a gás disponível hoje no Sistema Interligado Nacional (SIN) e garantem o abastecimento de 8 milhões de residências.

A usina irá operar em ciclo combinado, o que garante menor custo, menor intensidade de emissão e maior eficiência energética, se comparado às usinas termelétricas em operação. Além disso, durante a operação a UTE GNA II utilizará água do mar.

Para viabilizar a implantação da usina, a GNA e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram em 2021 um contrato de financiamento no valor de R$ R$ 3,93 bilhões.

“Celebramos hoje oficialmente o início das obras da UTE GNA II. Um grande passo para a consolidação do nosso parque de geração a gás, o maior da América Latina. Um empreendimento estruturante para o país e que vai gerar milhares de empregos, trazendo ainda mais segurança e resiliência ao setor elétrico. Agradecemos a confiança de nossos colaboradores, acionistas, empresas responsáveis pela construção, financiadores, bem como o apoio dos órgãos reguladores e institucionais, nas esferas federal, estadual e municipal, que entendem a importância da GNA como um vetor de crescimento do mercado de gás e energia para o país”, comentou Bernardo Perseke, CEO da GNA.

O executivo acrescentou que a GNA está investindo no desenvolvimento da infraestrutura para impulsionar o mercado de gás e energia, seguindo o novo marco regulatório. “Acreditamos no potencial do gás natural no contexto de transição energética e queremos ir além, ampliando o acesso ao combustível para indústrias e agentes não conectados à malha de gasodutos. Com a ferrovia estudamos viabilizar gás mais acessível para as indústrias, e levar o GNL recebido pelo terminal da GNA no Porto do Açu para os estados de Minas Gerais e Espírito Santo e, possivelmente, até o Centro Oeste”, completou.

A UTE GNA II integra o maior parque termelétrico a gás natural da América Latina, com 3 GW de capacidade instalada, suficiente para fornecer energia para 14 milhões de residências. A primeira usina, a UTE GNA I, com 1.338 MW, iniciou operação comercial em setembro do ano passado e está gerando energia segura e confiável para o país. A companhia possui, ainda, 3,4 GW de capacidade instalada licenciada, o que permitirá, em um futuro próximo, a expansão do parque termelétrico para chegar a 6,4 GW.

Para abastecer as usinas, está em operação o terminal de GNL da GNA, o primeiro de uso privado do Brasil, onde está atracada a FSRU “BW Magna”, embarcação com capacidade para armazenar e regaseificar até 28 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Esse volume é superior às necessidades de consumo do parque termelétrico, o que possibilita novas oportunidades de negócios a partir do gás natural. Os planos de expansão contemplam, além do escoamento de gás via ferrovia, a construção de gasodutos terrestres, integrando o Porto do Açu a malha de gasodutos e uma unidade de processamento de gás natural, ambos os projetos em fase de licenciamento.

Comitê permanente da PPSA vai estudar redução de emissões e captura de carbono no Pré-Sal

Como parte de seu Planejamento Estratégico para o próximo quinquênio, a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) passa a contar, a partir deste ano, com o Comitê Permanente de Redução de Emissões e Captura de Carbono. Sob a coordenação de Antonio Claudio Corrêa, Assessor de Planejamento Estratégico da PPSA, a iniciativa tem como objetivo identificar e avaliar tecnologias na redução de emissões e captura de carbono, além de fatores e processos de mudanças climáticas para estabelecer subsídios para a implantação de políticas de atuação da empresa, em conjunto com parceiros industriais.

Além de Antonio Claudio Corrêa, também integram o Comitê, o Gerente Executivo de Búzios, Antônio Carlos Capeleiro Pinto, o Coordenador de Engenharia de Poços,Eduardo Ponce da Motta, osCoordenadores de Geociência de Reservatórios,Isabella Rios e Fernando Koga, e o Coordenador de Engenharia de Reservatórios,Márcio Normando.

Em novembro de 2021, o tema foi abordado pela primeira vez em painel específico durante o 4º Fórum Técnico Pré-Sal Petróleo, sob a mediação de Antonio ClaudioCorrêa. Na ocasião, representantes da Equinor, TotalEnergies, Petrobras e ExxonMobil apresentaram suas principais ações para alcançar metas ambiciosas de redução de carbono. Após o sucesso do debate (https://www.youtube.com/ watch?v=S15QrMQUUrI), que já obteve mais de sete mil visualizações no YouTube, a empresa decidiu tratar o tema de forma permanente.

ABS e N-KOM estudam técnicas de inspeção remota em estaleiros

A sociedade de classificação ABS e o construtor naval Nakilat – Keppel Offshore & Marine ( N-KOM ) lançaram um projeto para examinar como as técnicas desenvolvidas de pesquisas remotas em embarcações em serviço, desenvolvidas pela ABS, podem ser aplicadas a pesquisas e inspeções em estaleiros.

As tecnologias de inspeção remota serão aplicadas a seis pesquisas de classe para este teste. Os parceiros testarão como as tecnologias podem ser usadas para verificar a vistoria ou inspeção exigida por inspetores ABS para otimizar a programação e minimizar o tempo de inatividade para o estaleiro, embarcações e a própria certificadora.

Especificamente, o projeto examinará como as técnicas remotas podem ser realizadas na inspeção de folga do leme, inspeção de desgaste do tubo de popa, inspeção de abertura do plugue do leme, teste de válvula de segurança da caldeira, inspeções de montagem antes da soldagem e inspeção visual final da solda de itens não críticos.

Desde o início da pandemia de coronavírus, as sociedades classificadoras, incluindo a ABS, relatam um aumento nas inspeções remotas, apesar de o setor marítimo ser considerado relativamente lento na adoção de novas tecnologias digitais.

FPSO Guanabara chega ao campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos

Plataforma será decisiva para ampliar produção do pré-sal

A Petrobras informa que o navio-plataforma Guanabara chegou ao campo de Mero, localizado no Bloco de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos. A plataforma, do tipo FPSO (unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo), será o primeiro sistema definitivo a operar em Mero, terceiro maior campo do pré-sal (atrás apenas de Búzios e Tupi).

Na locação, a unidade será conectada aos poços, equipamentos submarinos e fará testes finais nos próximos meses, antes de iniciar a produção, prevista para o primeiro semestre deste ano. O FPSO Guanabara foi convertido e integrado no estaleiro DSIC, em Dalian – China. Após a sua saída da China, efetuou uma parada de cerca de 2 meses no estaleiro Drydocks World Dubai (DDWD), em Dubai, onde foram realizadas atividades de comissionamento.

Com capacidade de produzir até 180 mil barris de petróleo por dia (bpd) e processar 12 milhões de m3 de gás, o FPSO Guanabara será o primeiro de uma série de quatro plataformas definitivas programadas para o campo de Mero no horizonte do nosso Plano Estratégico 2022-2026. A unidade será instalada a mais de 150 km da costa, em profundidade d´água que chega a 1.930 metros, equivalente a quatro vezes a altura do Morro do Pão de Açúcar.

A plataforma tem altura de 172 metros, equivalente a 4,6 estátuas do Cristo Redentor e comprimento de 332 metros, ou três campos de futebol. Além disso, tem capacidade de geração de energia de 100 megawatts, suficiente para abastecer uma cidade de 330 mil habitantes.


FOTO MODEC / DIVULGAÇÃO

Impulso a soluções inovadoras

“O desenvolvimento do campo de Mero será decisivo para mantermos o ritmo acelerado da produção do pré-sal. Além disso, reflete nossa estratégia de focar em ativos em águas profundas, que combinam reservas substanciais, elevada produtividade e resiliência mesmo em cenários de baixos preços do petróleo. Mero consagra ainda o trabalho integrado com nossos parceiros e fornecedores, além de impulsionar soluções inovadoras e sustentáveis, que ampliaram os limites tecnológicos da indústria mundial de petróleo”, disse o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Fernando Borges.

Uma dessas soluções inovadoras no desenvolvimento da produção deste campo é uma tecnologia inédita, focada na redução de emissões de gases de efeito estufa e aumento da produtividade e eficiência do projeto: o HISEP®, equipamento que irá remover ainda no leito submarino o excesso de gás rico em CO2 presente em Mero. A tecnologia é patente da Petrobras, com potencial para ampliar a produção e a eficiência do campo, além de reduzir custos e emissões de gases. A previsão é que o HISEP® entre em operação conectado à terceira plataforma definitiva programada para o campo de Mero.

O Consórcio de Libra é operado pela Petrobras (40%), em parceria com a Shell Brasil (20%), TotalEnergies (20%), CNPC (10%) e CNOOC Limited (10%), tendo como gestora a Pré-Sal Petróleo S.A (PPSA).

Petrobras recebeu valores referentes à venda do bloco exploratório BM-S-8

A Petrobras recebeu na última terça-feira (01/02/2022) da Equinor Brasil Energia Ltda. (Equinor) o valor de US$ 475 milhões, equivalente à metade da terceira parcela referente à venda de sua participação no bloco exploratório BM-S-8, onde está localizado o campo de Bacalhau (antiga área de Carcará). O valor remanescente de US$ 475 milhões será pago no dia 10/02/2022.

Esse recebimento estava condicionado à aprovação do Acordo de Individualização da Produção (AIP) dos campos de Bacalhau e Norte de Bacalhau pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), ocorrida em 09/12/2021.

A Petrobras realizou a venda do total de sua participação (equivalente a 66%) no bloco BM-S-08 para a Equinor, pelo valor de US$ 2,5 bilhões. No fechamento da operação, a companhia recebeu US$ 1,25 bilhão e, na assinatura do contrato de partilha do bloco Norte de Bacalhau, recebeu US$ 0,3 bilhão, totalizando US$ 1,55 bilhão.

O resultado da terceira parcela será reconhecido nas demonstrações financeiras do 4º trimestre de 2021.

Novos substitutos assumem diretorias 2, 3 e 4 da ANP

Foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU), as portarias da ANP que convocam os três novos Diretores substitutos para assumirem, a partir de hoje, as diretorias vagas. Luiz Henrique Bispo ocupará a Diretoria 4, na vaga deixada por Felipe Kury, que deixou a Agência em 21/12/2020. Cláudio Jorge Martins de Souza responderá pela Diretoria 2, em aberto desde a saída de Cesário Cecchi, em 11/10/2021, e Marina Abelha Ferreira, a Diretoria 3, na vaga decorrente do encerramento do mandato de Dirceu Cardoso Amorelli Júnior, em 10/11/2021.

O Decreto do Presidente da República com os nomes desses três servidores, que integram a lista de substituição da ANP, foi publicado ontem (31/1), no DOU. Segundo a Lei 9.986/2000, com redação dada pela Lei Geral das Agências (Lei nº 13.848/2019), devem ser selecionados três nomes entre os servidores das agências reguladoras, ocupantes dos cargos de superintendente, gerente-geral ou equivalente hierárquico, para atuarem como substitutos em caso de vacância na diretoria do órgão. Para cada vaga na lista, a Agência deve indicar três nomes, para escolha e designação pelo Presidente da República.

Cada servidor que integra a lista de substituição poderá atuar por até 180 dias ou até a posse do diretor que exercerá mandato fixo, mediante indicação e nomeação pelo Presidente da República, após aprovação pelo Senado Federal.

Consulte aqui o organograma atualizado da ANP.

Consulte as portarias de convocação dos novos Diretores substitutos:

https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-anp-n-98-de-31-de-janeiro-de-2022-377347343

https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-anp-n-99-de-31-de-janeiro-de-2022-377347423

https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-anp-n-100-de-31-de-janeiro-de-2022-377347503

Marca de lubrificantes Mobil™ oferece soluções sustentáveis para o aumento da produtividade na indústria

Baseada nos princípios de produtividade, segurança e respeito ao meio ambiente as ações tornam mais sustentável as operações da indústria

Em todo o mundo, a melhoria da produtividade é uma das principais prioridades para as empresas. A marca MobilTM entende que o sucesso das empresas vai além da produtividade e inclui operações sustentáveis. Uma lubrificação adequada desempenha um papel muito importante para obter uma produtividade confiável.

 Juntamente com a produtividade, as empresas estão focadas na segurança. Além disso, metas de respeito ao meio ambiente para minimizar os efeitos ambientais da operação tornam as empresas mais sustentáveis. Esses são três princípios do aumento da produtividade, que vão de encontro ao propósito e compromisso com a sustentabilidade dos produtos MobilTM, balanceando o crescimento econômico, o desenvolvimento social e a preservação ambiental.

 O aumento da produtividade requer soluções de lubrificação formadas por produtos de alto desempenho, serviços robustos e, principalmente, a experiência para unir todos esses componentes. O primeiro passo para fornecer soluções de lubrificação é dedicar algum tempo para entender suas metas de sustentabilidade em cada um dos pilares de segurança, respeito ao meio ambiente e produtividade. Com os objetivos definidos, os especialistas da Moove – produtora e distribuidora dos produtos Mobil no Brasil – empregam sua experiência em aplicações para avaliar as suas práticas de manutenção e lubrificação. O terceiro passo consiste em identificar soluções. Nessa fase, os profissionais avaliam o programa de lubrificação mediante soluções concebidas e partir da experiência global da marca em cada segmento industrial principal. Depois disso, é apresentado um plano para implementação dessas soluções.

 Todos os três benefícios de segurança, respeito ao meio ambiente e produtividade são interdependentes. Mas uma coisa existe em comum. Todas as três áreas podem ser afetadas por melhorias da lubrificação na confiabilidade, eficiência, manutenção reduzida ou maiores intervalos de serviço dos equipamentos.

 Como aumentar a segurança das operações

A soluções de lubrificação MobilTM podem ajudar a diminuir os potenciais riscos aos colaboradores decorrentes do contato direto com os equipamentos, incluindo:

– Aprimorar a confiabilidade dos equipamentos para reduzir a atividade de manutenção

– Reduzir o manuseio e movimentação de lubrificantes de e para as máquinas

– Melhorar a organização para reduzir quedas e escorregões potenciais

– Proporcionar maiores intervalos de lubrificação para minimizar a exposição ao risco

 Como minimizar o impacto ambiental

O compromisso da marca MobilTM com uma pegada ambiental menor inclui soluções de lubrificação com produtos avançados e serviços inovadores para ajudar as empresas a alcançar suas metas operacionais. Os exemplos incluem:

– Aumentar a vida dos componentes para reduzir o descarte e a geração de resíduos relacionada com a manutenção

– Reduzir a geração de resíduos de óleo mediante lubrificantes com maior vida útil e o monitoramento das suas condições

– Diminuir a demanda de energia e as emissões de gases de efeito estufa com lubrificantes redutores de atrito

– Reduzir o descarte de embalagens e materiais relacionados aos lubrificantes

 Como aumentar a confiabilidade e a eficiência da produção

Aumentar a competitividade é crítico para a operação de uma empresa. O aumento da produtividade pode ajudar a proporcionar essas vantagens mediante soluções de lubrificação, que incluem:

– Equipamentos de proteção para maximizar a produção e reduzir os custos de manutenção

– Reduzir despesas com utilidades mediante lubrificantes que contribuem para a eficiência energética

– Reduzir custos de manutenção com maiores intervalos de serviço

– Reduzir níveis de estoque mediante a consolidação de lubrificantes

 A marca MobilTM trabalha para identificar oportunidades de melhorias em cada uma dessas três áreas e proporciona o benefício principal de aumento da produtividade. Colocando a sustentabilidade em movimento.

 Sobre a marca de lubrificantes Mobil™  

Os lubrificantes Mobil™ estão presentes nos mais diversos segmentos do mercado. Seja levando astronautas para o espaço, movimentando todos os setores industriais, movendo as colheitas de terras agrícolas, fretes terrestres, aéreos e marítimos, movimentando carros, motos e caminhões. Acima de tudo, movimentando pessoas. Por isso, a marca está em constante movimento junto aos seus consumidores, contribuindo com a evolução de suas trajetórias, rumo à novas conquistas. Afinal, se tem movimento, tem Mobil™.  

Petrobras inicia testes operacionais no Gaslub

O Polo GasLub, em Itaboraí, Rio de Janeiro, começa a receber gás natural do pré-sal, etapa importante para entrada em operação da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN), ainda este ano

O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, acompanhados do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro; do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque; e do prefeito de Itaboraí, Marcelo Delaroli, dentre outras autoridades, participaram do início dos testes operacionais do Polo GasLub, em Itaboraí, no estado do Rio de Janeiro.

A unidade começará a receber, ainda este ano, gás natural do pré-sal, etapa importante para a entrada em operação da Unidade de Processamento de Gás natural (UPGN). É um marco simbólico, pois representa a retomada e o saneamento do antigo Comperj, cujas obras e promessas iniciaram-se em 2006 e representaram prejuízo de R$ 28,3 bilhões para a sociedade brasileira.

Na manhã da última segunda-feira (31/1), após as obras terem sido paralisadas em meio às denúncias de corrupção, começam os testes para o início da primeira operação sustentada por investimentos íntegros e responsáveis. Com o início dos testes, o Polo GasLub passou a receber gás natural não processado (gás rico), proveniente do Terminal de Cabiúnas. Quando a UPGN estiver em operação, além do gás do pré-sal da Bacia de Santos, receberá gás também dos demais ativos que utilizam o Sistema Integrado de Escoamento (SIE), via Projeto Integrado Rota 3 (PIR3).

“Mais que um conjunto de instalações e de unidades de processamento, estamos tratando de um projeto multipropósito de grande valor estratégico para o Brasil, que contribuirá para uma maior segurança energética nacional”, afirmou o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna. “O gás natural que chega a Itaboraí nos faz vislumbrar um cenário promissor para a atração de petroquímicas, siderúrgicas, usinas de fertilizantes, fábricas de vidro e cerâmica, entre diversas outras indústrias, que conformarão o ora sonhado Complexo Industrial do GasLub”.

A entrada de gás natural no Polo GasLub ocorre através do gasoduto Guapimirim-Comperj I (Gaserj) e viabiliza o início das operações dos sistemas de utilidades, principalmente da Unidade de Geração e Distribuição de Vapor. Esses sistemas garantirão o fornecimento das instalações e equipamentos necessários para a entrada em operação da UPGN, prevista para 2022. Além das unidades que estão entrando em fase de testes, já estão funcionando a estação de tratamento de água, as subestações responsáveis pela distribuição da energia elétrica para o empreendimento, o Centro Integrado de Controle (CIC), os sistemas de utilidades auxiliares e o ‘flare’ (equipamento que realiza a queima de gases residuais).

A UPGN integra o escopo do Projeto Rota 3, que envolve também o gasoduto (composto por trechos submarino e terrestre) e a infraestrutura para operação e controle e os sistemas de utilidades (vapor, água, ar-comprimido, força e outros). O projeto terá capacidade para escoar e processar 21 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural provenientes do polo pré-sal da Bacia de Santos. Juntos, o Rota 3 e as Rotas 1 (UPGN Caraguatatuba/SP) e 2 (Terminal Cabiúnas/RJ) – as duas últimas já em operação — disponibilizarão capacidade total para escoar 44 milhões de metros cúbicos de gás por dia.

Para o ministro Bento Albuquerque, o Polo GasLub Itaboraí “trará maior a segurança energética para o Brasil, à medida que aumentará a capacidade de escoamento de gás do pré-sal brasileiro, possibilitando futuras reduções da nossa dependência externa de gás natural liquefeito”.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro destacou a importância do GasLub para o estado. “Gerar energia é a nossa vocação natural. O Rio de Janeiro é responsável por 63% da produção de gás natural do país, e a parceria com a Petrobras no GasLub permitirá a implantação de um polo industrial atraente em Itaboraí, incentivando o desenvolvimento de uma cadeia produtiva de materiais e equipamentos do setor. Seguimos trabalhando para consolidar o estado como principal ‘hub’ energético do Brasil e garantir uma economia mais sustentável, com geração de emprego e renda para a população fluminense”.

De acordo com o Plano Estratégico 2022-2026 da Petrobras, está em avaliação a integração dos ativos da Polo GasLub Itaboraí, com a refinaria Duque de Caxias (Reduc), para produção de óleos lubrificantes básicos e combustíveis, com investimento previsto de US$ 1,5 bilhão. Também está em estudos a construção de uma usina termelétrica no Polo GasLub.