ANP propõe revisão de normas sobre acesso, aquisição e processamento de dados técnicos

A Diretoria da ANP aprovou a realização de consulta e audiência públicas sobre a revisão da Resolução ANP nº 757/2018, que regula as atividades de aquisição e processamento de dados, elaboração de estudos e acesso aos dados técnicos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural, nas bacias sedimentares brasileiras.

A revisão busca simplificar as normas e incorporar algumas demandas do setor, de forma a adequar a Resolução às novas tecnologias e aos novos editais de rodadas de licitações, garantir a manutenção do acervo de dados técnicos e promover maior difusão dos dados das bacias sedimentares brasileiras. Prevê ainda a realização de ações de fiscalização e a adequação dos prazos de sigilo.

Entre os principais pontos a serem alterados, estão:

– Inclusão da definição de dados reprocessados;

– Liberação do compartilhamento de dados públicos pelas pessoas físicas e jurídicas que venham a acessá-los;

– Ampliação dos prazos de sigilo dos dados não exclusivos, de dez para 15 anos, e dos dados exclusivos, de cinco para dez anos;

– Aplicação de prazo de sigilo diferenciado, de 30 anos, para dados não exclusivos adquiridos em áreas de interesse da União;

– Estabelecimento do Plano de Anual de Atividade (PAA), a ser enviado à ANP pelas empresas de aquisição de dados (EADs) autorizadas a realizarem as atividades de aquisição, processamento, reprocessamento e estudo de dados técnicos.

A proposta de revisão foi apresentada após a realização de diversas reuniões e de workshop da ANP com representantes da indústria, operadoras e universidades, além de um estudo de Análise de Impacto Regulatório (AIR).

Aprovadas consulta e audiência públicas sobre registro de estoque e movimentação de combustíveis em postos

A Diretoria Colegiada da ANP aprovou no dia (13/1) a realização de consulta e audiência públicas sobre minuta de resolução que atualiza a Portaria nº 26/1992 do extinto Departamento Nacional de Combustíveis (DNC), que instituiu o livro de movimentação de combustíveis (LMC) para registro diário, pelos postos revendedores, dos estoques e movimentação de compra e venda de produtos.

A revisão tem por objetivo atualizar a norma às práticas mais modernas utilizadas pelo mercado e às novas tecnologias. Assim, traz a possibilidade de o LMC ser gerado de forma eletrônica e impresso apenas em caso de necessidade, reduzindo custos para os agentes econômicos. Não há previsão de alteração no conteúdo do formulário, que deverá permanecer o mesmo do determinado pela Portaria DNC nº 26/1992, nem de criação de novas obrigações aos agentes regulados.

O DNC tinha o papel de orientar e fiscalizar as atividades relativas ao monopólio da União nas atividades ligadas ao petróleo, gás e outros hidrocarbonetos fluidos durante a década de 1990. Foi extinto com a flexibilização da execução do monopólio da União e a criação da ANP, em 1998, que assumiu suas atribuições.

Errata: Estaleiro Jurong Aracruz não é a unidade da SembCorp mencionada em arbitragem

Em relação à notícia intitulada “Estaleiro brasileiro da Sembcorp Marine enfrenta arbitragem sobre alegações de violação e pedidos de pagamento”, publicada em 28/12/2021, pela Revista digital Oil & Gas Brasil, esclarecemos:

A Jurong Shipyard Pte Ltd (“JSPL”) foi confundida na notícia com o “Estaleiro Jurong”. A JSPL é uma pessoa jurídica pertencente ao grupo SembCorp Marine e opera em Cingapura. Já o Estaleiro Jurong Aracruz Ltda (“EJA”) está sediado no município de Aracruz/ES. A empresa localizada no Brasil não está envolvida na arbitragem.

As informações foram obtidas de fonte confiável no exterior, a partir de comunicado da SembCorp. Mas estava errada na origem e a Revista digital Oil & Gas Brasil errou em publicá-la, mencionando o Estaleiro Jurong.

A Sembcorp Marine Ltd. é empresa listada na bolsa de valores de Cingapura e que atua no ramo de engenharia naval desde 1963. No site da companhia, a Jurong Shipyard Pte Ltd (JSPL) está listada como uma de suas empresas, assim como o Jurong Aracruz (EJA).

Edição de Janeiro/2022 no ar! – Revista digital Oil & Gas Brasil

Prezado (a) leitor (a),

A edição de Janeiro/2022 da Revista digital Oil & Gas Brasil, já está disponível.

Clique aqui e acesse a edição completa. Lembrando que não precisa de login/senha, acesso rápido e sem burocracia. (Compartilhem).

  • MATÉRIA DE CAPA: Retrospectiva 2021 – Mais um ano de aprendizado e de resiliência por Julia Vaz;
  • ENTREVISTA EXCLUSIVA: Conhecimento é pilar da Transição Energética com Farid Shecaira e Oscar Chamberlain da wisEnergy;
  • Artigo I: Digital Twins no processo de transformação digital das empresas de petróleo e gás;
  • Artigo II: Repetro-Sped e Repetro-Industrialização regulamentados no Estado de São Paulo por Gustavo Valente da Becomex;
  • Petrobras aposta em tecnologia para viabilizar mais 20 bilhões de barris em seus ativos operados;
  • Shell firma acordos para acesso, transporte e fornecimento de Gás Natural e reforça posição no novo mercado;
  • Repsol Sinopec Brasil inicia comercialização de gás de Sapinhoá Norte;
  • Sistema desenvolvido pela Petrobras aumenta rentabilidade e segurança na operação de poços;
  • Petrobras apresenta declaração de comercialidade na Bacia de Sergipe-Alagoas;
  • Estatal apresenta plano de desenvolvimento revisado para campos de Tupi e Iracema;
  • Produtores nacionais de gás natural já podem contratar o serviço de processamento das UPGNs;
  • Programa de CCUS da Petrobras no pré-sal é o maior do mundo em volume de gás carbônico (CO2) reinjetado;
  • Solstad consegue novo acordo com a Petrobras para operações offshore no Brasil;
  • Programa Mais Valor alcança R$ 9 bilhões em operações realizadas;
  • Aprendizes da Petrobras são premiados no Inova Senai em Pernambuco;
  • Petrobras arremata Capacidade de Transporte Extraordinária de Gás Natural ofertada pela TBG para 2022;
  • Enauta firma acordo com Yinson;
  • Doris Engenharia muda sua marca para DBR Energie;
  • TotalEnergies e Petronas obtêm participações em ativos da Petrobras para expandir a pegada do pré-sal no Brasil;
  • Argeo marca entrada no setor de petróleo e gás no Brasil com acordo com AUV;
  • SBM Offshore anuncia empréstimo de US$ 620 milhões para FPSO;
  • Petrobras adquire direitos de exploração e produção de volumes excedentes da cessão onerosa nos campos de Atapu e de Sépia;
  • Petrobras estende afretamento de Siem Helix 2 com taxa reduzida;
  • Estatal informa sobre Acordo de Individualização da Produção de Mero;
  • Petrobras perfura com sucesso poço mais profundo da história do Brasil;
  • Produção de petróleo em regime de Partilha foi de 356 mil bpd em outubro, divulga PPSA;
  • Petrobras reserva terceiro navio de perfuração Seadrill;
  • TechnipFMC assinou três acordos com a Petrobras, com valor entre US$ 500 milhões e US$ $ 1 bilhão;

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Capa

boa leitura!

Ocyan contrata Radix para acelerar jornada de transformação digital

Integração é elemento-chave da transformação digital da empresa

A Ocyan, empresa do setor de óleo e gás, reconhecida como uma das empresas mais inovadoras do país, contratou a Radix para acelerar ainda mais o seu processo de transformação digital. Em conjunto com as áreas de Tecnologia e Digital, de Gestão da Inovação e de Novos Negócios da Ocyan, a Radix, multinacional de tecnologia e engenharia, participou do desenvolvimento do plano de jornada digital da empresa, que norteará as ações na área nos próximos seis anos. O objetivo é contribuir com a transformação da Ocyan frente aos desafios globais da transição energética.

Para desenvolver o projeto, a Radix fez um mapeamento completo do nível de maturidade digital dos processos da empresa, comparando-os com outras experiências do mercado e propondo melhorias. O objetivo é definir e implementar ações que vão gerar ganhos de eficiência e identificar potenciais novos negócios. O desenvolvimento do plano incluiu três frentes principais que vão desde as discussões e definição das prioridades e governança das iniciativas de inovação digital até a construção de um roteiro com iniciativas digitais que moldarão a Ocyan do amanhã. Para isso, será feita uma avaliação para compreender o estágio atual de maturidade digital da empresa e como ela é vista pelo mercado.

“A Radix tem sido fundamental para a nossa jornada de transformação digital a longo prazo. Todas essas ações partem de iniciativas já existentes e oportunidades identificadas junto às equipes operacionais, além de atividades desenvolvidas por outras empresas do setor. Ao mapearmos nossa atual maturidade digital, conseguimos construir o futuro e identificar e priorizar as oportunidades que de fato nos guiarão para um novo patamar de transformação. Nossa meta é que esse processo seja mais uniforme e abranja todas as áreas da companhia”, reforça Rodrigo Chamusca Machado, Gerente de Tecnologia e Digital, da diretoria de Inovação e Novos Negócios na Ocyan.

Além da adoção de tecnologias avançadas, uso de Big Data, metodologias ágeis e processos digitalizados em todas as etapas de operação, a Radix considera que é preciso que a Ocyan esteja inserida em um ambiente inovador, contando com a integração de parceiros especialistas e com líderes capazes de conduzir uma mudança cultural. Só assim será possível entregar projetos personalizados e de alto impacto, que pavimentem a jornada digital da companhia. “Acima da tecnologia, sempre estarão as pessoas. Daí a importância de se ter um ambiente e uma liderança que fomentem a mudança e a inovação”, avalia Carlos Henrique Loyola, gerente do programa na Radix.

Os objetivos estratégicos do plano vão direcionar iniciativas para os quatro pilares da transformação digital. São eles o portfólio digital com a definição, planejamento e priorização das tecnologias aplicadas; a gestão de inovação, que busca iniciativas de inovação e novos parceiros; a fábrica digital para a execução dos projetos; e a gestão de mudanças, com formação de um time que conduzirá a jornada digital.

“Nossa parceria vai muito além da identificação de tecnologias-alvo e iniciativas digitais para ganhos de performance. Com a Radix, buscamos um suporte técnico e tecnológico para permitir a construção do futuro das operações da Ocyan, sem nunca deixar de olhar para as pessoas, para a segurança delas e para o meio-ambiente. Soluções digitais só são soluções se resolvem problemas reais”, conclui Chamusca.

Petrobras atinge recorde de importação de GNL em 2021

GNL representa cerca de 30% do total da oferta de gás da companhia

A Petrobras atingiu em 2021 o recorde histórico de importação de gás natural liquefeito (GNL), com a compra de cerca de 23 milhões de metros cúbicos por dia do insumo. O recorde diário ocorreu em 1/10/21, com a importação de mais de 40 milhões de metros cúbicos. O GNL representou, no mesmo ano, cerca de 30% do total do portfólio de oferta de gás natural da Petrobras, sendo fundamental para suprir as demandas contratadas pelos seus clientes.

A marca representa um volume cerca de 200% superior ao montante adquirido em 2020, de 7,5 milhões m³/dia. Anteriormente, o ano com maior volume de importação de GNL havia sido 2014, com 20 milhões de m³/dia. O recorde de 2021 é resultado das iniciativas adotadas pela companhia para ampliar a oferta de gás natural ao mercado, como, por exemplo, o aumento de capacidade do terminal de regaseificação do Rio de Janeiro.

A Petrobras importa o GNL de países como Estados Unidos, Trinidad & Tobago e Catar, por meio de navios especiais, que transportam o gás na forma líquida. O insumo volta ao estado gasoso nos terminais de regaseificação e, em seguida, é enviado aos clientes que possuem contratos de comercialização de gás natural celebrados com a Petrobras. A importação de GNL para atendimento às demandas do mercado nacional de gás também pode ser realizada por outros fornecedores.

Governo do Rio de Janeiro veta Taxa de Fiscalização da Exploração e Produção de Petróleo e Gás

Foi publicado no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro, o veto integral ao PL 5.190/21, que propunha a instituição da Taxa de Fiscalização da Exploração e Produção de Petróleo e Gás (TFPG) no âmbito do estado.

A decisão foi comemorada pela Associação Brasileira de Produtores Independentes de Petróleo e Gás Natural (ABPIP), que atuou junto à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais do Governo do Estado do Rio de Janeiro, de forma a apresentar argumentos que comprovavam a inconstitucionalidade da cobrança, que seria fixada em 16.460.00 UFIR anuais. O valor corresponderia a aproximadamente R$ 61 milhões devido por “pessoa jurídica, que esteja, a qualquer título, autorizada a realizar pesquisa, lavra, exploração, e produção de recursos de petróleo e gás no Estado do Rio de Janeiro”, sem qualquer diferenciação entre as empresas, inobservado a capacidade contributiva e a justiça cumulativa.

Segundo Anabal Santos Jr., Secretário Executivo da ABPIP, atualmente 25 concessionárias atuam na Bacia de Campos. A cobrança da taxa proposta pelo PL corresponderia a R$ 1.525.000.000,00, o que revela desvio de finalidade do projeto, já que a cobrança tem como justificativa a contrapartida pela fiscalização ambiental em virtude de potencial lesivo que a atividade representa para o meio ambiente. A repartição da sua arrecadação proposta seria destinada em 26% para o Instituto Estadual do Ambiente (INEA), 73% para a Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ), e 0,1% para a Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE).

“O critério de taxação adotado pelo PL afetaria de forma desigual e perversamente as empresas de menor porte, variando em mais de 30 vezes o custo por concessão. Além da desproporcionalidade entre o valor a ser arrecadado com a taxa e o custo da atividade fiscalizatória do Estado, a cobrança inviabilizaria a atuação de diversas empresas produtoras no Rio de Janeiro”, explicou Santos Jr. “Cabe ressaltar que mesmo empresas com ativo fora de produção (sem atividade) estariam sujeitas à taxa. Algumas delas estão fazendo esforços para colocar em produção campos, que apesar terem sua comercialidade declarada há cerca de 10 anos, nunca produziram nenhum óleo, e são, portanto, campos de economicidade marginal e que tem dificuldades de se viabilizarem”, disse o executivo.

O PL 5.190/2021 foi a terceira tentativa de criação da TFPG no estado do Rio de Janeiro, desta vez por inciativa da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Para Santos Jr., a aprovação do PL aumentaria a insegurança na atividade que já enfrenta obstáculos a longo prazo por conta da transição energética. “Obrigar concessionárias de E&P, independente dos seus diversos perfis, a pagar milhões por taxas desproporcionais de cunho subjetivo é, na prática, uma forma de afugentar investimentos. Os resultados que as empresas independentes, nossas associadas, apresentam nos campos que passaram a operar no estado, são refletidos no aumento de investimento, aumento da produção, aumento da vida útil destes campos e por consequência aumento na geração de emprego e renda”, concluiu Santos Jr.

O Secretário Executivo conta, ainda, que o Governo do Rio de Janeiro convidou a ABPIP para participar do grupo de trabalho sobre a temática “Petróleo, Gás e Energia” no âmbito da Comissão Estadual de Desenvolvimento da Economia do Mar (CEDEMAR), instituída por meio do Decreto 47.813/2021 pelo Governador do Estado. “A ABPIP pretende ampliar a contribuição aos projetos do Estado do Rio de Janeiro e atuar para divulgar o papel e os resultados que as empresas independentes já têm alcançado nas regiões onde tem feitos investimentos e também na defesa dos interesses dos produtores independentes”, disse.

A Comissão irá coordenar a elaboração de planos de trabalho setoriais para os assuntos relacionados à “Economia do Mar”, bem como acompanhar sua implementação, monitorar os resultados e se manter como Fórum permanente de debates acerca do tema.

Ocyan encerra três desafios da terceira edição do Ocyan Waves

Em tempos de pandemia, telemedicina foi uma das soluções propostas pelas startups

A Ocyan, empresa do setor de óleo e gás, concluiu mais uma fase da edição de 2021 do seu o programa de inovação Ocyan Waves. Três startups foram selecionadas para seguir com as soluções depois de participarem do Pitch Final, realizado em dezembro, em que os projetos pilotos foram apresentados. As startups escolhidas nesta etapa passam a ser fornecedoras da companhia ou até parceiras de desenvolvimento de soluções conjuntas a serem oferecidas ao mercado por meio da Diretoria de Inovação e Novos Negócios da empresa.

O Ocyan Waves 2021 foi a terceira edição do Programa de inovação aberta, que apresentou nove desafios propostos pelas áreas internas da companhia. O objetivo era encontrar soluções, com o apoio dos empreendedores, dos quais seis deles tiveram chamada aberta para inscrição de startups; dois foram executados por startups que participaram de edições anteriores; e um foi pilotado por uma startup da Noruega, convidada para o projeto.

A Ocyan ouviu as apresentações finais da Goepik (PR), BR Hommed (SP), Confirm 8 (SP) e ConditionAll (Noruega). Já as startups LZ Energia (PR), Pix Force (RJ) e Vidya (PR) fizeram as atualizações de status de seus pilotos, que seguem em teste no primeiro trimestre deste ano.

“Conduzir nove desafios em cronogramas não sincronizados foi um passo importante e desafiador nesta edição do Programa. Desafiamos nosso nível de maturidade em inovação e com o relacionamento com startups, com times muito mais preparados e engajados com o tema, além de levar o programa para um novo patamar com os desafios de codesenvolvimento”, afirma Patrícia Grabowsky, gerente de Inovação da Ocyan.

Os desafios aprovados

A BR Hommed apresentou sua solução para realizar telemedicina no acompanhamento de atestados e consultas clínicas e motivadas. O objetivo é eliminar a necessidade de deslocamento dos colaboradores até Macaé (RJ), aumentando a agilidade do processo e reduzindo custos logísticos e demais riscos de segurança atrelados. Foram realizados 119 atendimentos durante o piloto, totalizando 1.111 minutos de videoconsulta. Na pesquisa de satisfação, 100% dos integrantes ouvidos, disseram que desejam ser atendidos dessa forma novamente.

O projeto final da Confirm 8 atende ao desafio de “Levantamento de campo eficiente”, que busca uma solução para agrupar os levantamentos de forma sistematizada, com padrões de relatório preestabelecidos que possam ser acessados por todo o time em tempo real. Durante o piloto, a quantidade de relatórios realizados por dia aumentou de 0,8 para 1,43 e com a utilização do sistema a necessidade de revisão dos documentos foi eliminada.

A ConditionAll respondeu ao desafio “Monitoramento de válvulas”, com uma proposta de solução para otimizar o tempo da equipe de bordo, trazer maior assertividade no monitoramento de válvulas e possibilitar manutenções mais inteligentes. O nível de assertividade do equipamento para detecção de vazamentos foi de 100%, atendendo todos os requisitos de segurança da operação e a solução apresenta uma melhoria de 90% em comparação com o método atual.

Outros projetos piloto em andamento

A edição de 2021 do Ocyan Waves possibilitou que a equipe de inovação, junto com as áreas demandantes dos desafios trabalhassem com projetos com cronogramas diferentes, dependendo do nível de complexidade da busca de startups e de soluções.

A LZ Energia buscou fazer frente ao desafio de “Redução do consumo de diesel e emissão de gases dos motogeradores”. A startup tem uma solução para reduzir o consumo de diesel e a emissão de gases do efeito estufa nas operações de uma plataforma de perfuração offshore e fornecer dados para otimizar a operação, reduzindo custos e, principalmente, o impacto ao meio ambiente.

A Pix Force respondeu ao desafio “Inspeção inteligente de drops”. A ideia é atacar o problema provocado pelo fato de as inspeções serem realizadas pelo olho humano, com risco de objetos caírem das partes elevadas das sondas. O projeto piloto será apresentado ainda em janeiro.

O desafio “Inspeção de sistemas com isolamento térmico” foi enfrentado pela Vidya, com uma solução que permita inspecionar 100% das áreas dos ativos com isolamento térmico, sem a necessidade de remoção deste ou a realização de trabalho de espaço confinado nos casos de inspeção de vasos.

Oportunidade

O programa Ocyan Waves atrai startups de diversos estados brasileiros, com expertise em diferentes segmentos e não apenas no setor de óleo e gás. As startups Delfos e Vidya, por exemplo, que apresentaram seus resultados em agosto do último ano, foram contratadas como fornecedoras e possuem outros contratos vigentes, resultado de soluções apresentadas em edições anteriores do Ocyan Waves.

“O sucesso das edições realizadas até agora e a maturidade alcançada pela Ocyan com o projeto de inovação já levou a empresa a iniciar o planejamento para uma quarta edição do Ocyan Waves”, comemora Patrícia Grabowsky.

VLI investe na capacitação de pilotos de drones para monitoramento portuário

Com o objetivo de garantir mais segurança, reduzir o tempo da operação portuária e aumentar a produtividade, por intermédio da Escola de Pilotos, a VLI – companhia de soluções logísticas que opera terminais, ferrovias e portos – vem investindo na capacitação de pilotos de drones, pequenas aeronaves pilotadas por controles remoto que passaram a operar no Terminal Portuário de São Luís (TPSL). A ideia nasceu em 2019, foi implantada no ano seguinte e mostra bons resultados desde então, otimizando o carregamento dos navios na capital maranhense. Os drones atuam no monitoramento da operação, por meio de rota previamente programada pelos operadores, como equipamentos auxiliares para ações preventivas e na leitura de calado.

A Escola de Pilotos da VLI faz parte do projeto de Arqueação Digital, no qual foram treinados e capacitados os funcionários Tércio Máximo e Davi Martins. Após a habilitação, ministrada por instrutores da Escola e Treinamento de Drones (ITARC), instituição privada de tecnologia de sistema aéreos remotamente pilotados, a dupla foi habilitada a repassar os conhecimentos, atuando como instrutores de Piloto de Drones para capacitar demais funcionários da companhia. “Fomos treinados para pilotar os drones e dar seguimento à escola de pilotos da VLI, que busca habilitar outras equipes de diversas localidades, além da equipe do próprio Terminal Portuário de São Luís. Ressaltamos a eficiência do uso dos drones no monitoramento de toda a extensão das instalações de portos e ferrovias”, explicou Tércio.

A oficina de pilotagem tem dois momentos de aprendizados. O primeiro teórico, em que são abordados a legislação vigente para a utilização de drones, além do registro como piloto junto aos órgãos competentes, o controle destes equipamentos e a familiarização com o sistema e comandos da aeronaves. Já o segundo momento é de prática, quando são utilizados os dois modelos de drones para monitoramento.

Inova VLI

A busca por inovação é uma constante na empresa por meio do Inova VLI, programa criado há três anos e que atua em três frentes: detectar tendências tecnológicas, inovação aberta e foco na colaboração com startups, universidades, grandes empresas, entre outros agentes. O uso de drones no TPSL é uma das iniciativas desse programa. A ideia, segundo Tércio, era apresentar algum projeto inovador na área que apresentasse como resultado ganho de tempo, produtividade e segurança. Daí surgiu a ideia de passar a usar os equipamentos para leitura de calados.

Sobre a VLI

A VLI tem o compromisso de apoiar a transformação da logística no país, por meio da integração de serviços em portos, ferrovias e terminais. A empresa engloba as ferrovias Norte Sul (FNS) e Centro-Atlântica (FCA), além de terminais intermodais, que unem o carregamento e o descarregamento de produtos ao transporte ferroviário, e terminais portuários situados em eixos estratégicos da costa brasileira, tais como em Santos (SP), São Luís (MA) e Vitória (ES). Eleita em 2020 e 2021 a empresa mais inovadora do país na categoria “Logística e Transportes” pelo Prêmio Valor Inovação, a VLI transporta as riquezas do Brasil por rotas que passam pelas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.

Produção de petróleo e gás natural atingiu, em novembro, patamar mais alto da série histórica em regime de partilha de produção

Em comparação com mês anterior, crescimento da produção foi de 26% em óleo e 200% em gás natural

A produção de óleo e gás natural em regime de partilha de produção atingiu, em novembro de 2021, o patamar mais alto da série histórica, desde 2017:  média diária de 447 mil barris de petróleo e de 1.309 mil metros cúbicos de gás natural. As informações são do Boletim Mensal de Partilha de Produção, divulgado na terça-feira (11), pela Pré-Sal Petróleo (PPSA), que desde setembro registra substancial aumento nos volumes produzidos em função do início da produção dos volumes excedentes da Cessão Onerosa de Búzios em regime de partilha. Em novembro, o crescimento de 26% em óleo e 200% em gás, em relação ao mês anterior, está ligado especificamente a mais uma atividade de Búzios: a retomada da operação da plataforma P-76, que passou por manutenção programada em outubro.

Em novembro, estavam em produção três contratos. Do total de 447 mil bpd, 435 mil bpd vieram de Búzios, seguidos de 7 mil bpd do Entorno de Sapinhoá e de 5 mil bpd de Tartaruga Verde Sudoeste. A Área de Desenvolvimento de Mero (Libra) não teve produção naquele mês devido ao encerramento do primeiro Sistema de Produção Antecipada 1 (SPA-1) e mudança de locação do FPSO Pioneiro de Libra para início do SPA-2.

A média diária do total do excedente em óleo da União em novembro foi de 10,4 mil bpd, sendo 6,1 mil bpd do Campo de Búzios e 4,3 mil bpd do Entorno de Sapinhoá. Em Tartaruga Verde Sudoeste, o excedente em óleo da União foi destinado à quitação do Acerto de Contas com o operador, pela redeterminação de participações realizada no Acordo de Individualização da Produção (AIP).

Da produção diária de gás natural para comercialização do período, do total de 1.309 mil m³/dia, 1.115 mil m³/dia foram do Campo de Búzios, 158 mil m³/dia do Entorno de Sapinhoá e 36 mil m³/dia de Tartaruga Verde Sudoeste. A média diária do total do excedente em gás natural foi de 120 mil m³/dia (16 mil m³/dia de Búzios e 104 mil m³/dia do Entorno de Sapinhoá). Em relação ao mês anterior, a média diária do total do excedente em gás natural da União representou uma redução de 10% devido à parada programada do FPSO Cidade de Ilhabela, em Sapinhoá. Em Tartaruga Verde Sudoeste, o excedente em gás da União também foi destinado à quitação do Acerto de Contas com o operador oriundo da redeterminação do AIP.

Desde 2017, a produção acumulada em regime de partilha de produção é de 95,6 milhões de barris de petróleo e 343 milhões de m³ de gás natural. Do total, 11,2 milhões de barris de petróleo e 98,4 milhões de m³ de gás natural são referentes à parcela da União