Fiscalização de combustíveis: ANP divulga resultados de ações em dez estados (20/12 a 7/1)

De 20/12 a 7/1, a ANP realizou ações de fiscalização no mercado de combustíveis em dez estados do país.

Nas ações, os fiscais verificaram se as normas da Agência – como o atendimento aos padrões de qualidade dos combustíveis, o fornecimento do volume correto pelas bombas, apresentação de equipamentos e documentação adequados, entre outras – estão sendo cumpridas.

Além da fiscalização de rotina, a Agência também atua em parceria com diversos órgãos públicos. Neste período, por exemplo, houve ações conjuntas com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Guarda Municipal de Florianópolis e a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), entre outros.

Veja abaixo os resultados das principais ações em dez unidades da Federação, nos segmentos de postos de combustíveis, revendas e distribuidoras de GLP (gás de cozinha) e produtores de lubrificantes:  

Sergipe  

Em Sergipe, os fiscais estiveram nos municípios de Propriá, Carmópolis, Areia Branca e Aracaju entre os dias 27/12 e 6/1. As inspeções ocorreram em oito agentes econômicos, entre postos de combustíveis e revendas de GLP. Houve apenas uma autuação na capital, em uma revenda de GLP que estava transportando os botijões de maneira inapropriada, além de não exibir os preços dos produtos em painel visível a todos.

Entre os dias 20 e 23/12, as ações de fiscalização aconteceram nos municípios de Aracaju, Salgado, Lagarto, Estância e Rosário do Catete. Ao todo, dez agentes econômicos foram inspecionados, entre postos de combustíveis e distribuidoras de GLP. Os fiscais não detectaram nenhuma irregularidade.

Bahia  

Após as enchentes que atingiram a região sul do estado, os agentes da ANP realizaram vistoria em 21 postos de combustíveis nas cidades de Itambé, Itapetinga, Itororó, Rio do Meio, Firmino Alves, Santa Cruz da Vitória, Ibicaraí e Itabuna. Seis postos tiveram seus reservatórios contaminados pela água da chuva, e foram orientados a entrar em contato com as distribuidoras e solicitar ajuda no correto direcionamento dos produtos fora das especificações.

Em paralelo às vistorias emergenciais por conta das chuvas, os fiscais também visitaram 26 postos de combustíveis nas cidades de Camaçari, Candeias e Salvador. Em Camaçari, um posto foi autuado por dispor de medida padrão de 20 L (equipamento para aferir o volume de combustível dispensado pela bomba) em desacordo com as normas da ANP. Já em Candeias, outro posto recebeu uma autuação por manter equipamentos medidores em más condições de uso e conservação, apresentar termodensímetro danificado e armazenar combustíveis sem obedecer às normas de segurança previstas.

Na semana do Natal, entre os dias 20 e 23/12, foram fiscalizados sete postos de combustíveis nas cidades de Camaçari, Lauro de Freitas e na capital, Salvador. Não foi verificada nenhuma irregularidade.

Ceará  

Os fiscais da ANP estiveram em 12 agentes econômicos nos municípios de Palmácia, Pacoti, Baturité e Fortaleza entre os dias 27/12 e 6/1. Na capital, um posto de combustíveis foi autuado por utilizar equipamentos medidores em más condições de uso e por não possuir equipamentos para realização de análise dos combustíveis (teste de qualidade que pode ser exigido pelo consumidor). A falta de equipamentos de análise também levou à autuação de um posto de Palmácia.

Em Pacoti, um posto recebeu autuação dos agentes por não exibir os preços praticados, à vista e a prazo, em painel de preços, e por não exibir nas bombas os preços praticados a prazo. Já em Baturité outro posto foi autuado por fornecer menos combustível do que o registrado na bomba abastecedora e por não cumprir medida cautelar de interdição, funcionando antes da autorização da ANP.

Pouco antes, na semana dos dias 20 a 23/12, os fiscais visitaram outros 12 agentes econômicos na capital do estado: cinco revendas de GLP e sete postos de combustíveis. Três revendas de GLP foram autuadas por apresentarem problemas como a falta de segurança das instalações, não exibição de painel de preços, armazenamento irregular de botijões e por utilizar veículos transportes de botijões não condizentes com as especificações da Agência.

Ainda em Fortaleza, um posto de combustíveis foi autuado por não ter instrumentos de análise da qualidade dos combustíveis, tampouco termodensímetro (equipamento acoplado à bomba de etanol hidratado para verificar aspectos de qualidade) em bom estado de funcionamento. Outro posto recebeu uma autuação pelos mesmos motivos, além de ser autuado e interditado por não apresentar equipamentos medidores em bom estado de funcionamento e conservação. Houve também a autuação e interdição parcial de outro posto de combustíveis que estava comercializando etanol hidratado fora das especificações da ANP.

Roraima  

Na última semana do ano, foi encerrada uma operação de combate da atividade ilegal do garimpo na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, que durou três meses. A ANP participou da ação, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria de Operações Integradas (Seopi). O trabalho resultou na inutilização de 22 aeronaves, além da apreensão de outras 89 e fiscalização de 87 pistas de pouso clandestinas. Foram inutilizados 89 mil litros de combustíveis, 10 balsas, 11 veículos, quatro tratores e interditados 22 postos de combustíveis.

Rio Grande do Sul  

Foram fiscalizados nove postos de combustíveis e duas revendas de GLP no estado, localizadas nos municípios de Esteio, Gravataí, Nova Santa Rita, Porto Alegre e Sapucaia do Sul. Em Esteio, um posto foi autuado e teve dois tanques de combustíveis interditados por não estarem ligados a bombas de abastecimento. Já em Sapucaia do Sul, uma revenda de GLP foi autuada e interditada por não possuir autorização outorgada pela ANP. Na mesma cidade, outro posto recebeu uma autuação porque não possuía medida-padrão devidamente aferida pelo Inmetro. Um posto de Porto Alegre também foi autuado pela mesma infração.

No município de Nova Santa Rita, um posto foi autuado e teve um bico de gasolina aditivada interditado por fornecer aos consumidores quantidade de combustível abaixo do indicado na bomba abastecedora. Em Gravataí, ocorreu a autuação de um posto que não possuía instrumentos para a análise dos combustíveis.

Santa Catarina  

A Agência participou, em Florianópolis, de uma força-tarefa em parceria com o Procon Municipal, a Guarda Municipal e o Instituto de Metrologia de Santa Catarina (IMETRO/SC). Foram fiscalizados nove postos de combustíveis entre os dias 4 e 6 de janeiro, todos sem irregularidades constatadas pelos agentes.

Ainda em 2021, na semana de 20 a 23/12, cinco postos de combustíveis e uma revenda de GLP foram inspecionados pelos fiscais nas cidades de Xanxerê, Chapecó e Erval Velho. Também não foram encontradas infrações às regras da Agência.

Paraná  

Entre os dias 27/12 e 6/1, os fiscais percorreram os municípios de Curitiba, Pinhais, Colombo, Teixeira Soares, Fernandes Pinheiro, Palmeira e Irati, inspecionando ao todo 18 estabelecimentos. Houve uma autuação em Colombo, onde um posto de combustíveis mantinha um termodensímetro em imperfeito estado de funcionamentos (ou em desacordo com a legislação).    

São Paulo  

As ações de fiscalização ocorreram em 14 cidades do estado entre os dias 27/12 e 6/1. Foram elas: Osasco, Americana, Araraquara, Campinas, Cosmópolis, Jardinópolis, Jundiaí, Louveira, Paulínia, Piracicaba, Ribeirão Preto, São Paulo, Valinhos e Vinhedo. Os agentes verificaram o funcionamento de 46 estabelecimentos nos segmentos de postos de combustíveis, revendas de GLP, distribuidoras de GLP e produtores de lubrificantes.

Em Americana, um posto foi autuado e teve um bico abastecedor interditado por apresentar aferição irregular. Na cidade de Jundiaí, os fiscais autuaram e interditaram dois bicos abastecedores e um tanque de um posto que estava comercializando gasolina C comum fora das especificações da Agência.

De 20 a 23/12, os fiscais visitaram 20 postos de combustíveis e duas revendas de GLP nos municípios de Embu das Artes, Itapecerica da Serra, Santo André e São Paulo. Não foram detectadas irregularidades.

Minas Gerais  

A ANP fiscalizou 14 agentes regulados no estado, nos segmentos de postos de combustíveis e revendas de GLP, todos localizados no município de Belo Horizonte. A única irregularidade constatada pelos agentes foi em uma revenda de GLP, interditada por não possuir extintores de incêndio.

Rio de Janeiro  

No estado do Rio de Janeiro, a ANP fiscalizou 23 agentes regulados do segmento de revenda de combustíveis. As empresas fiscalizadas estavam situadas nos municípios de Niterói, São Gonçalo e Rio de Janeiro. Ao todo, três revendedores foram autuados, sendo dois por falta de alteração cadastral relativa à exibição de marca comercial de distribuidor e um por comercialização de gasolina C comum como se fosse aditivada.

Em parceria com o Procon-RJ e a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), os fiscais da ANP participaram, nesta sexta-feira (7/1), de uma operação de combate ao comércio ilegal de GLP nas comunidades de Rio das Pedras, Anil e Gardênia Azul, na Zona Oeste do município do Rio de Janeiro.

Foram fiscalizadas três revendas autorizadas e um ponto clandestino. Os agentes identificaram o responsável pela revenda irregular, que foi interditada e autuada. Além disso, os fiscais flagraram uma moto conduzindo botijões do tipo P13, que pertenciam à revenda abastecedora do comércio irregular, o que levou à apreensão de 8 vasilhames.

Consulte os resultados das ações da ANP em todo o Brasil    

As ações de fiscalização da ANP são planejadas a partir de diversos vetores de inteligência, como denúncias de consumidores, dados do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) da Agência, informações de outros órgãos e da área de Inteligência da ANP, entre outros. Dessa forma, as ações são focadas nas regiões e agentes econômicos com indícios de irregularidades.

Para acompanhar todas as ações de fiscalização da ANP, acesse o Painel Dinâmico da Fiscalização do Abastecimento. A base de dados é atualizada mensalmente, com prazo de dois meses entre o mês da fiscalização e o mês da publicação, devido ao atendimento de exigências legais e aspectos operacionais.

Os estabelecimentos autuados pela ANP estão sujeitos a multas que podem variar de R$ 5 mil a R$ 5 milhões. As sanções são aplicadas somente após processo administrativo, durante o qual o agente econômico tem direito à ampla defesa e ao contraditório, conforme definido em lei.

Denúncias sobre irregularidades no mercado de combustíveis podem ser enviadas à ANP por meio do Fale Conosco ou do telefone 0800 970 0267 (ligação gratuita).

RenovaBio: distribuidores de combustíveis cumprem 97% da meta para 2021

A ANP concluiu a apuração do cumprimento das metas individuais compulsórias de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa, estabelecidas para os distribuidores de combustíveis líquidos para 2021, no âmbito do programa RenovaBio. No ano, foram aposentados (retirados de circulação) 24.405.193 créditos de descarbonização (CBIOs) por distribuidores, o que corresponde a 96,8% do total das metas individuais atribuídas a eles pela ANP, e a 98,2% da meta global estabelecida pelo CNPE para 2021.

Dos 142 distribuidores de combustíveis com metas fixadas para 2021, 118 a cumpriram integralmente ou acima de 85%, encaixando-se na norma que permite comprovação dos 15% restantes no ano seguinte. As metas individuais de 2021 foram publicadas no Despacho ANP nº 790/2021, totalizando 25.222.723 de CBIOs.

O cumprimento das metas se dá pela aposentadoria de CBIOs, ou seja, pela sua retirada de circulação em quantidade equivalente à da meta individual da distribuidora. Além dos distribuidores (partes obrigadas), os CBIOs também podem ser adquiridos e aposentados por quaisquer pessoas físicas ou jurídicas (partes não obrigadas).

A metas individuais dos distribuidores foram calculadas pela ANP a partir da meta compulsória anual global, de 24,86 milhões de créditos de descarbonização (CBIOs), estabelecida pela Resolução CNPE nº 8/2020. Desse total, foram descontados os CBIOs retirados definitivamente do mercado por partes não obrigadas em 2020, nos termos do §2º do artigo 5º da Resolução ANP nº 802/2019. Além disso, conforme o §1º do artigo 10 da Resolução ANP nº 802/2019, os distribuidores que não cumpriram a meta individual no ano anterior tiveram a quantidade de CBIOs não cumprida acrescida à meta do ano de 2021.

Veja o detalhamento da situação dos distribuidores: 

– 102 cumpriram integralmente a meta;

– 16 aposentaram CBIOs em quantidade igual ou superior a 85% da meta, após terem cumprido integralmente a meta anterior, enquadrando-se no estabelecido no § 4º do artigo 7º da Lei 13.576/2017: “Até 15% (quinze por cento) da meta individual de um ano poderá ser comprovada pelo distribuidor de combustíveis no ano subsequente, desde que tenha comprovado cumprimento integral da meta no ano anterior”;

– 7 aposentaram CBIOs em quantidade inferior a 85% da meta individual;

– 17 não aposentaram CBIOs.

A tabela completa pode ser consultada na página Comprovação da meta individual de 2021 por distribuidor de combustíveis. A divulgação, pela ANP, do percentual de atendimento à meta individual por cada distribuidor está prevista no art. 10 da Lei nº 13.576/2017 e no art. 8º do Decreto nº 2.888/2019.

Houve ainda a aposentadoria de 1.392 CBIOs por partes não obrigadas, quantidade que será reduzida da meta estabelecida pelo CNPE para o ano de 2022, antes do cálculo das metas definitivas dos distribuidores para este ano.

O descumprimento parcial ou integral da meta anual individual sujeitará o distribuidor de combustíveis à multa prevista no art. 9º da Lei nº 13.576/2017, e no art. 6º do Decreto nº 9.888/2019, sem prejuízo das demais sanções administrativas e pecuniárias previstas na Lei nº 9.847/1999 e de outras de natureza civil e penal cabíveis.

O pagamento da multa não isenta o distribuidor do cumprimento de sua meta anual, devendo a quantidade de CBIOs não cumprida ser acrescida à meta aplicável ao distribuidor no ano seguinte.

Opep+ concorda em elevar produção em 400 mil barris de petróleo por dia em fevereiro

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e um grupo de aliados pela Rússia (Opep+) concordaram em continuar a ampliar a produção em fevereiro, de acordo com fontes a par do assunto. A decisão reflete uma aposta de que o surto global da variante ômicron do coronavíurs não terá o tipo de efeito devastador sobre a demanda por petróleo quanto as ondas anteriores do vírus.

A Opep+ disse que elevarão a sua produção combinada em 400 mil barris por dia a partir de fevereiro, de acordo com as fontes, continuando a reduzir as restrições de produção acordadas durante a pandemia para dar suporte aos preços da commodity.

No ano passado, o grupo concordou em ampliar os limites de produção em incrementos de 400 mil barris até que a produção volte aos seus níveis pré-pandemia, mas tem revisado a decisão mensalmente.

Os preços do petróleo tiveram uma reação praticamente neutra à decisão, que era amplamente esperada.

Pré-Sal Petróleo arrecada R$ 1,22 bilhão para a União em 2021

Valor é recorde na série histórica; Desde 2018, a companhia já destinou R$ 3,9 bilhões aos cofres públicos

A Pré-Sal Petróleo S.A (PPSA), empresa vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), arrecadou R$ 1,22 bilhão para a União em 2021, cerca de 74% a mais em comparação a 2020, quando teve arrecadação total de R$ 704 milhões. Os recursos são referentes à comercialização da parcela de petróleo e gás natural da União nos contratos de partilha de produção. A arrecadação é recorde na série histórica, superando o montante de R$ 1,1 bilhão referente ao ano de 2018.

Em 2021, a PPSA comercializou 3,5 milhões de barris de petróleo da União do Campo Entorno de Sapinhoá e da Área de Desenvolvimento de Mero (Libra). Também foram comercializados 57,6 milhões de metros cúbicos de natural da União dos Campos de Búzios, Entorno de Sapinhoá, Tartaruga Verde Sudoeste e Tupi.

Para Eduardo Gerk, diretor-presidente da companhia, o resultado representa o início de uma curva de crescimento da arrecadação esperada para a União nos próximos anos.

“Os contratos estão entrando em produção e este excelente resultado confirma a tendência de crescimento que vamos presenciar nos próximos anos. No final de 2021 divulgamos o estudo ‘Estimativas de Resultados nos Contratos de Partilha de Produção’, segundo o qual, até 2031, deverão ser produzidos 8,2 bilhões de barris de petróleo em regime de partilha de produção, sendo de 1,5 bilhão de barris a parcela da União. Esperamos arrecadar US$ 116 bilhões com a comercialização destes volumes”, explicou.

Desde 2013, quando foi instituída, a PPSA já arrecadou R$ 3,9 bilhões para a União, sendo R$ 2,6 bilhões com a atividade de comercialização do petróleo e gás e R$ 1,3 bilhão com equalização de gastos e volumes realizada pela companhia em áreas onde a União tem participação nos Acordos de Individualização da Produção (AIPs).

CNPE publica autorização para licitação de 11 blocos em regime de partilha na Oferta Permanente

Foi publicada no Diário Oficial da União, a Resolução nº 26/2021 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que autoriza a licitação de 11 blocos sob o regime de partilha de produção na Oferta Permanente da ANP.

Os novos blocos autorizados a comporem a Oferta Permanente são: Esmeralda, Água Marinha, Ágata, Bumerangue, Cruzeiro do Sul, Norte de Brava, Sudoeste de Sagitário, Itaimbezinho, Turmalina, Jade e Tupinambá.

A resolução também aprova os parâmetros técnicos e econômicos do certame, como bônus de assinatura, percentual mínimo do excedente em óleo para a União e conteúdo local mínimo obrigatório.

Veja a Resolução CNPE nº 26/2021 na íntegra no DOU.

Solução WEG em embarcação para transporte seguro de petróleo

Alternadores instalados geram energia para todo o navio

Com equipamentos para as mais diversas aplicações, a WEG possui soluções integradas para o setor naval. São produtos e serviços de última geração, confiáveis, eficientes, flexíveis e tecnológicos. Além disso, possui alternativas que auxiliam na sustentabilidade do negócio do cliente. E foi com este objetivo que a WEG participou do projeto de um navio petroleiro da Agemar, empresa especializada em operações logísticas de alta complexidade, que desenvolveu uma embarcação com o objetivo de garantir maior segurança no transporte de combustíveis.

A embarcação possui fundo e costado duplo e em caso de vazamento o combustível fica dentro do segundo casco, protegendo o meio ambiente e garantindo um processo de transporte e abastecimento ainda mais seguros. O navio possui ainda instrumentos de navegação modernos e certificações expedidas por entidades internacionais. Com 40 metros de comprimento, tem capacidade para transportar 440 mil litros.

Para este petroleiro a WEG forneceu dois alternadores síncronos da linha GTK, carcaça 280, 90 kVA, responsáveis por gerar energia para toda a embarcação. São equipamentos especiais, com grau de proteção IP56, desenvolvidos para exigências de ambientes agressivos, onde a robustez e a qualidade do produto são fatores determinantes da aplicação. Com carcaça de ferro fundido, garantem a proteção contra intempéries e resistência à corrosão, garantindo maior vida útil aos alternadores.

O impacto do Alumínio na indústria naval, Luiz Henrique Caveagna é Diretor Geral da Termomecanica

A indústria naval está presente no Brasil desde os tempos coloniais. A posição geográfica das terras brasileiras e a qualidade da madeira e de recursos do país, fizeram com que os portugueses, ao chegarem no país, instalassem estaleiros,tanto para reparações de embarcações, como para a construção de novos transportes marítimos. Hoje, mais de 500 anos depois, este segmento tem buscado seu espaço na economia brasileira, sendo uma das grandes portas para geração de empregos no país.

Um levantamento realizado pela IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, apontou que, de 2004 a 2014, o segmento registrou um crescimento de 19,5% ao ano. Este cenário, resultou na construção de 600 mil embarcações e também na criação de 80 mil empregos diretos e 400 mil indiretos, segundo dados da SINAVAL – Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore.

Apesar dos índices positivos nos anos 2000, o segmento enfrentou uma crise, e ainda de acordo com a SINAVAL, de 2014 para cá, os postos de trabalho da área diminuíram mais de 80%, e, hoje temos menos de 15 mil empregos nos estaleiros do país. Neste contexto, o grande desafio para indústria naval tem sido retomar o papel de destaque na economia nacional.

Para isso, outros braços do mercado como a siderurgia e a metalurgia, têm sido fundamentais para o desenvolvimento do setor, a partir da produção de ligas metálicas como o Alumínio, utilizadas como matéria-prima na construção de embarcações.

Principais aplicações do Alumínio na indústria naval

Para o segmento naval, a versatilidade e a variedade das aplicações do Alumínio, faz com que o metal saia na frente em
comparação com os demais concorrentes, como o Aço, por exemplo. O Alumínio pode ser empregado desde a parte estrutural de embarcações de pequeno e médio porte, ou até mesmo, no acabamento interno de qualquer embarcação, com a utilização dos laminados e perfis extrudados de Alumínio, incluindo perfis derivados de tarugos que constituem os mastros de navios e
barcos.

As possibilidades de aplicações do metal são diversas. O Alumínio pode aparecer ainda como artigo decorativo e em estruturas leves de interiores, em perfis de acabamento em barcos e lanchas, e até em detalhes mais mecânicos, como painéis de controles,
instrumentação, compartimentos e sistemas de refrigeração e outras aplicações menores onde se requer resistência à corrosão e boa condução térmica.

Além disso, na estrutura de embarcações náuticas, como o casco, por exemplo, o metal também é utilizado em suas ligas especiais em embarcações de pequeno e médio portes, como lanchas e barcos. Contudo, não é o material mais utilizado com essa finalidade, uma vez que sua utilização é mais onerosa comparado aos materiais concorrentes. Em contrapartida, apresenta grande vantagem de durabilidade.

Quais são os benefícios do Alumínio para a indústria naval?

A leveza é um traço fundamental para o bom funcionamento de um meio de transporte aquático. Nesse quesito, o Alumínio se
sobressai em comparação com os outros materiais. Por tratar-se de um metal extremamente leve, traz ganhos sustentáveis
significativos, ao gerar menor carga de poluentes na atmosfera e promover maior economia de combustível, nada diferente da
forma que vemos o Alumínio em outros setores da economia.

A boa resistência à corrosão – característica intrínseca do Alumínio – e a maior durabilidade também são características que justificam a escolha do metal na indústria naval.

Um exemplo que comprova a superioridade do metal no setor, é a experiência narrada por Amyr Klink, velejador brasileiro
conhecido por suas viagens à Antártida. Klink relata que seu barco (desenvolvido com propriedades do Alumínio), suportava um número de viagens bem maior do que os dos velejadores de outros países, que precisavam trocar suas embarcações com mais frequência.

O fato é que o Alumínio tem dominado diferentes esferas da economia mundial. Não é difícil encontrar este metal nas áreas de construção, refrigeração, automotivo e eletricidade, além de, é claro, espaços com maior tecnologia, como o setor aeronáutico e aeroespacial. Na indústria naval o cenário não seria diferente.

Diante disso, é preciso estimular cada vez mais o investimento do Alumínio no segmento naval, para que assim, esses dois setores possam caminhar juntos para suprir as necessidades mais exigentes do mercado.

Luiz Henrique Caveagna é Diretor Geral da Termomecanica, empresa líder na transformação de cobre e suas ligas.

Shell firma acordos para acesso, transporte e fornecimento de Gás Natural e reforça posição no novo mercado

Acordos firmados pela Shell Energy Brasil fortalecem a participação da Shell no Novo Mercado de Gás, movimento estratégico na jornada de descarbonização da empresa.

A Shell Energy Brasil, negócio de comercialização de energia da Shell, entrou no segmento de gás natural de maneira ativa, celebrando nos últimos dias novos contratos com players de produção, transporte de gás natural e distribuição, além de consumidores livres. Esses acordos fortalecem a participação da Shell no Novo Mercado de Gás, movimento estratégico na jornada de descarbonização da empresa.

Em dezembro, a companhia celebrou acordos para suprimento de gás natural com dois novos clientes. Um deles com a Proquigel Química, para suas plantas de fertilizantes nos Estados da Bahia e de Sergipe, com duração de dois anos; o outro, com a Bahiagás, distribuidora de gás natural do Estado da Bahia, com a entrega de volumes a partir de 2022. Em agosto, a Shell já havia celebrado um acordo para suprimento de gás natural com a Copergás, distribuidora de Pernambuco, para suprimento de volumes em 2022 e 2023.

Na última quinta-feira (23), a empresa também concluiu a assinatura com a Petrobras dos contratos remanescentes que possibilitarão o acesso ao gás processado oriundo de sua parcela de produção do pré-sal. No mesmo dia, a Shell fechou os acordos com a Transportadora Associada de Gás – TAG, permitindo o transporte do gás processado aos seus novos clientes.

Ainda em dezembro, empreendimentos termelétricos em Pecém e Pernambuco, com potência total instalada da ordem de 2 GW, venceram o último leilão de reserva de capacidade, e também serão supridos por gás proveniente da Shell.

“É um momento realmente histórico, estes acordos são importantes marcos no Novo Mercado de Gás. Estamos muito animados com essas parcerias”, comemora Christian Iturri, diretor-presidente da Shell Energy Brasil. “Estes contratos reafirmam a abertura do mercado de gás no Brasil, com um setor mais dinâmico e competitivo, da mesma forma como aconteceu há alguns anos no mercado de energia elétrica no país”, comenta, ressaltando que a Shell considera o gás natural uma fonte essencial na transição energética, em linha com sua estratégia global Powering Progress, de ser zero emissões líquidas até 2050.

Essa é mais uma fase na construção do portfólio da Shell Energy Brasil, ancorado na produção do pré-sal e inaugurado com o investimento no consórcio da termelétrica Marlim Azul (formado por Shell, Pátria e Mitsubishi Power), atualmente em construção em Macaé-RJ.

“A conclusão dos acordos com as distribuidoras de gás natural, as fábricas de fertilizantes, a transportadora de gás natural TAG e a Petrobras, bem como a seleção dos projetos termelétricos vencedores no leilão de capacidade, são marcos da nossa trajetória no desenvolvimento do Novo Mercado de Gás. Estamos entrando de forma definitiva na comercialização de gás natural no país a partir de 1º de janeiro de 2022”, conclui Christian.

TBG realiza rodada de Oferta de Produtos de Curto Prazo para contratações a partir de fevereiro

Entre os dias 10 e 26 de janeiro a TBG realizará a 2ª Rodada para oferta de capacidade de transporte de gás natural dos Produtos de Curto Prazo para 2022. De acordo com o cronograma da transportadora, o certame será realizado em três etapas para disponibilizar contratos de entrada e saída trimestrais, mensais e diários.

Na primeira fase estarão disponíveis os contratos trimestrais, com vigências previstas para o segundo, terceiro e quarto trimestres deste ano. O período entre os dias 10 e 14 de janeiro compreende desde a publicação da capacidade disponível até a assinatura do contrato.
A modalidade mensal de contrato de curto prazo será ofertada entre os dias 17 e 21 de janeiro. A aquisição desse produto compreende o período entre fevereiro e dezembro deste ano.

Os produtos diários, para contratos com período operacional em fevereiro, serão liberados entre os dias 24 e 26 de janeiro.
Caso haja necessidade de contratação imediata de produtos Diários, o Portal de Oferta de Capacidade (POC) permite a solicitação com apenas um dia de antecedência. Essa solicitação e contratação do produto Diário acontecem nas primeiras horas do dia e, uma vez contratada a capacidade, a requisição de transporte, pelo cliente, pode ser feita para o dia seguinte.

Os carregadores interessados poderão solicitar a contratação da capacidade de um ou mais produtos, por ponto de entrada e/ou zona de saída, conforme seus interesses.

Vale lembrar que as contratações de todos os Produtos de Curto Prazo da TBG (trimestral, mensal e diário) devem ser feitas por meio do POC, no endereço eletrônico: www.ofertadecapacidade.com.br que, desde agosto de 2021, tornou-se a primeira Plataforma Multitransportadora do país, que permite a aquisição não só de produtos e serviços da TBG, como também das transportadoras de gás TAG e NTS.

A TBG lembra, também, que está prevista a realização da Chamada Pública para contratação de produtos anuais (CP-03), para um horizonte de cinco anos, ainda nos meses de janeiro e fevereiro. Conforme regulação vigente, os contratos anuais, a serem então firmados, terão prevalência sobre os produtos de curto-prazo, caso haja disputa por capacidade de transporte entre os contratos.

Sobre a TBG – A TBG é a empresa brasileira responsável pelo transporte ininterrupto de gás natural para o principal eixo econômico do Brasil, entregando até 30 milhões de m³/dia do combustível às regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país, que representam mais de 50% do PIB nacional. A TBG abastece termelétricas, refinarias e sete distribuidoras de gás.

Sobre o POC – O Portal de Oferta de Capacidade é o primeiro marketplace multitransportador do Brasil, compartilhado entre a Nova Transportadora do Sudeste – NTS, a Transportadora Associada de Gás – TAG e a Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil – TBG. Por meio de um cadastro único, oferece um modelo de contratação simplificado, desburocratizado e que pode ser realizado a qualquer momento, favorecendo a celeridade das operações e promovendo um cenário mais competitivo para o mercado nacional. Nele, é possível contratar os produtos ofertados no Sistema de Transporte que integra as diversas fontes de suprimento de gás: bacias de produção nacional (onshore e offshore – como o Pré-Sal), Bolívia e terminais de GNL, permitindo a competição e a movimentação por uma rede de gasodutos que integra Estados responsáveis por mais de 90% do PIB industrial brasileiro. Alinhado ao Novo Mercado de Gás, o POC é acessível por meio do site: www.ofertadecapacidade.com.br.

Petrobras aposta em tecnologia para viabilizar mais 20 bilhões de barris em seus ativos operados

A Petrobras ambiciona viabilizar até 20 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) em seus campos operados, até 2030, por meio de seu programa de aumento de fator de recuperação de jazidas, o RES20. O programa foi criado com foco na incorporação de novas reservas e tem como alvo os principais campos de petróleo da companhia. Até hoje, em quase sete décadas da atuação da companhia no setor, foram produzidos 23 bilhões de boe.

“Os ativos de excelente qualidade do pré-sal e a oportunidade de desenvolvimento tecnológico, com a aplicação de sísmica de alta resolução, representam alavancas para atingirmos esse objetivo”, explica o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Fernando Borges. Com o RES20, a companhia avança para modelos de jazida ainda mais bem definidos e detalhados, focados nos planos diretores dos ativos. O uso da inteligência artificial e a aplicação de um profundo conhecimento técnico também auxiliam no desenvolvimento dos melhores modelos de reservatórios para a indústria, calcados em informação de qualidade. “Estamos buscando aumentar o fator de recuperação desses campos, com eficiência de custo, maximizando o valor dos nossos ativos”, conclui Borges.

Tecnologias inovadoras

A inovação é peça chave para atingir os objetivos do RES20. Entre os projetos de transformação digital que suportam o RES20 se destacam o uso de ciência de dados para facilitar a busca de oportunidades de desenvolvimento de projetos, bem como a inteligência artificial utilizada na aceleração de processos. Também é utilizado o processamento em nuvem para aperfeiçoar os modelos digitais de reservatório. Já o uso de realidade aumentada possibilitará uma melhor visualização das malhas de drenagem desses reservatórios.

Adicionalmente, tecnologias inovadoras estão presentes no gerenciamento da produção no pré-sal e pós-sal, nos métodos de bombeamento de óleo com maiores potências e na aplicação dos métodos de recuperação avançada.