Shell Brasil amplia portfólio no segundo leilão de excedentes da cessão onerosa

Aquisição aumenta portfólio da Shell em Águas Profundas no Brasil

A Shell Brasil Petróleo Ltda. (Shell), subsidiária da Royal Dutch Shell, realizou durante leilão conduzido pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), uma oferta bem-sucedida pela aquisição de 25% do contrato de partilha de produção do campo de Atapu, na área de cessão onerosa. A Shell participou do leilão como integrante de um consórcio com a Petrobras (52,5%, operadora) e a TotalEnergies (22,5%). O bônus de assinatura total da oferta vencedora foi de R$ 4,002 bilhões.

Com essa aquisição, a Shell aumenta a sua posição em Águas Profundas no Brasil, tendo participação em mais de 30 contratos de exploração e produção.

Com uma história de 108 anos de atividade contínua no Brasil, a Shell foi também a primeira companhia internacional de energia a produzir petróleo e gás no país em escala comercial, após a abertura do setor ao final dos anos 90.

Iniciativa “Reconhecimento que faz bem” mobiliza colaboradores da Ocyan contra impactos da pandemia

Programa em parceria com a Reconnect | Happiness At Work engajou 500 colaboradores, ao longo de cinco meses, em prol do bem-estar e saúde mental

A Ocyan, empresa do setor de óleo e gás, alcançou o engajamento de mais de 500 colaboradores em seu programa “Reconhecimento que faz bem”, iniciativa lançada em julho deste ano, que teve como um dos objetivos diminuir os impactos psicológicos negativos da pandemia de Covid-19 sobre seus 2.600 colaboradores. Em cinco meses, a iniciativa realizada em conjunto com a Reconnect | Happiness At Work – especialista em felicidade corporativa – resultou no envio de mais de 1.300 mensagens de reconhecimento entre os integrantes.

O programa foi criado para promover a integração entre as pessoas, através da valorização das cinco qualidades comportamentais – identificadas pela Ocyan como prioritárias neste período. São elas: empatia, entusiasmo, inclusão, criatividade e espírito de equipe. De julho até agora, mais de 830 colaboradores foram reconhecidos pelas qualidades.

“A ideia principal é estimular os integrantes a reconhecerem determinadas qualidades em seus colegas, citando-os e justificando a sua indicação, por meio do preenchimento de um formulário específico, disponibilizado para toda a empresa, mês a mês. Então, as justificativas são encaminhadas para cada integrante ‘reconhecido’ e o remetente tem a possibilidade de se identificar ou não”, explica Nir Lander, vice-presidente de Pessoas & Gestão da Ocyan.

A campanha, inicialmente interna, acabou ocupando também alguns espaços externos da empresa. “Muitos integrantes utilizaram as suas redes sociais, em especial o LinkedIn, para compartilhar as suas mensagens, ‘esticando’ e compartilhando a onda de reconhecimento para as suas conexões externas”, afirma Renata Rivetti, diretora e fundadora da Reconnect. “Acompanhamos todos os posts e pudemos perceber que os depoimentos foram feitos de forma genuína. E foi emocionante conseguir finalizar este projeto com uma palestra sobre a ‘felicidade no trabalho’ no evento de final de ano da Ocyan; dando ainda mais significado para essa ação”, conclui Renata.

A campanha foi dividida em três grandes momentos: divulgação e explicação da qualidade escolhida para aquele mês; abertura do processo de reconhecimentos e, por último, envio dos resultados. Ao final de cada período, também era apresentado um exercício para que todos pudessem desenvolver aquela qualidade.

“A iniciativa foi muito bem-sucedida, uma vez que, em tempos de excesso de reuniões virtuais e pouca interação pessoal, ela teve o objetivo identificar e valorizar posturas e qualidades pessoais que promovem a empatia e bem-estar, aumentando as conexões entre os colaboradores de forma genuína, além de gerar um bem-estar tanto para a pessoa reconhecida quanto para a pessoa que reconhece, daí o nome ‘Reconhecimento que Faz Bem’, finaliza Lander.

Sobre a Ocyan

A Ocyan é uma empresa com atitude sustentável e conhecimento para prover soluções para a indústria de óleo e gás upstream offshore no Brasil e no exterior. Seus principais valores são a segurança dos integrantes e da operação, a parceria de confiança com os clientes, e o compromisso com a ética e a transparência. A companhia encoraja também a diversidade e inclusão dentro e fora da empresa. Fazem parte da frota da empresa atualmente cinco unidades de perfuração e duas embarcações FPSO (floating, production, storage and offloading). A Ocyan desenvolve também projetos SURF, fabricação e instalação de equipamentos submarinos, e presta serviços de manutenção offshore. Mais informações: www.ocyan-sa.com

 Sobre a Reconnect | Happiness at Work

Nascida em 2017, a Reconnect é uma empresa brasileira especialista em Felicidade Corporativa e em Liderança Positiva. Com programas e serviços que podem auxiliar corporações e pessoas físicas, seu principal objetivo é criar ambientes de trabalho mais felizes, além de culturas mais saudáveis e com mais significado.

Em 2020, firmou parceria exclusiva com a “Happiness Business School” – uma das líderes do tema “Happiness at Work” na Europa, com atuação em países como Portugal, Suíça e Austrália – e, desde então, já formou mais de 140 Chief Happiness Officer’s (CHO), ou Chefe da Felicidade.

No início de 2021, a Reconnect também firmou parceria com a Potentialife, passando a representar, no mercado brasileiro, o programa de liderança positiva criado em 2011, por Tal Ben Shahar e Angus Ridgway, e já presente em mais de 40 países.

Mais informações no site: https://www.reconnecthappinessatwork.com/

Rockwell Automation reforça pioneirismo e apresenta inovações para a indústria durante a Automation Fair

Novidades incluem linha de contatores e a experiência de comissionamento virtual

A Rockwell Automation, maior empresa do mundo dedicada à automação industrial e transformação digital, apresentou, durante a Automation Fair, as principais novidades relacionadas à tecnologia e inovação na indústria. A 30ª edição da feira, aconteceu de maneira virtual e presencial, no George R. Brown Convention Center, e ainda está disponível sob demanda.

O estande de inovação trouxe os mais novos produtos, soluções e serviços em automação industrial e transformação digital. As tecnologias foram expostas por meio de demonstrações e atividades. Além disso, o evento contou com a expertise de especialistas disponíveis para debater as principais soluções disponíveis para aprimorar as operações e atender às exigências do ambiente de fabricação nos próximos anos.

Uma das inovações apresentadas na feira, foi a linha de contatores, utilizada normalmente para controlar cargas em um circuito de potência a partir de um circuito de comando. Ideal para aplicações industriais, essa linha realiza partida direta em motores trifásicos. Para ilustrar, foi exposto no evento, um grande display para demonstrar perfeitamente a aplicação desta tecnologia.

De acordo com o Gerente Comercial de Projeto da Rockwell Automation, Colton Gerling, o objetivo da tecnologia é manter o tempo de atividade alto, e o tempo de inatividade não planejado baixo. “Nossa linha de contatores cód. cat. 100-C oferece economia de espaço e design de alto desempenho em contatores de 9 a 97 A. Desta forma, os contatores de baixo consumo de energia são projetados para controlar motores e outras cargas”, explica.

Outra atração de destaque abordada durante a feira, foi a realidade virtual. A Rockwell Automation trouxe à tona a experiência de comissionamento virtual. Segundo Gerling, o comissionamento virtual permite realizar simulações realistas adiantando várias atividades de comissionamento antes mesmo da implantação física do sistema.

O comissionamento virtual permite acelerar a implantação de projetos de automação, por meio da validação dos sistemas com base em modelos 3D. “Podemos realmente nos colocar dentro da experiência dentro da falsa linha de manufatura virtualizada. Desta forma, é possível obter uma visão da fábrica, das máquinas funcionando, como se estivessem no plano real”, finaliza o executivo.

No total, a Automation Fair contou com 10 fóruns industriais, com painéis de discussão de líderes especialistas do setor, incluindo automotivo e de pneus; química; descarbonização e energias emergentes; alimentos e bebidas; ciências biológicas; metais, mineração e cimento; OEM; petróleo e gás; potência e energia, além de águas residuais.

Sobre a Rockwell Automation

Rockwell Automation, Inc. é líder global em automação industrial e transformação digital. Conectamos a imaginação das pessoas com o potencial da tecnologia para expandir o que é humanamente possível, tornando o mundo mais produtivo e sustentável. Com sede em Milwaukee, Wisconsin, a Rockwell Automation emprega cerca de 24 mil solucionadores de problemas dedicados a clientes em mais de 100 países. Para saber mais sobre como estamos dando vida à Connected Enterprise no setor industrial, acesse o site oficial da Rockwell Automation.

Automation Fair e PartnerNetwork são marcas comerciais da Rockwell Automation, Inc.

RenovaBio: comunicado sobre prazo para cumprimento das metas de 2021 e sanções por descumprimentos em 2020

A ANP informa que o prazo final para cumprimento das metas individuais de 2021 pelas distribuidoras, no âmbito do RenovaBio, se encerra em 31/12.  Até 17/12, 69 das 143 distribuidoras com metas para este ano haviam comprovado o cumprimento.  A comprovação se dá pela aposentadoria de Créditos de Descarbonização (CBIOs), ou seja, pela sua retirada de circulação em quantidade equivalente à da meta individual da distribuidora.

O acompanhamento do percentual de cumprimento das metas pode ser feito pela Plataforma CBIO. Para obter as orientações sobre o acesso à Plataforma CBIO, as distribuidoras devem entrar em contato com o SERPRO, através do e-mail wellington.menezes@serpro.gov.br.

As distribuidoras que não cumprirem as metas individuais estão sujeitas a multas. A ANP concluiu, em 1ª instância, o julgamento dos processos administrativos sancionadores instaurados contra as 35 distribuidoras de combustíveis que não cumpriram suas metas individuais de aquisição de CBIOs do período 2019-2020, nos termos previstos no RenovaBio.

Foram aplicadas 35 multas que variaram entre R$ 100 mil, valor mínimo estabelecido na Lei nº 13.576/2017, e R$ 9,48 milhões. As multas foram calculadas em estrita observância aos critérios estabelecidos no artigo 6º do Decreto nº 9.888, de 2019.  Em atendimento ao artigo 10 da Lei nº 13.576, de 2017, a ANP divulga aqui as sanções.

Petrobras adquire direitos de exploração e produção de volumes excedentes da cessão onerosa nos campos de Atapu e de Sépia

Segunda Rodada de Licitações do Excedente da Cessão Onerosa no Regime de Partilha de Produção foi realizada.

A Petrobras adquiriu os direitos de exploração e produção dos volumes excedentes aos da cessão onerosa nos campos marítimos de Atapu e de Sépia na 2ª Rodada de Licitações do Excedente da Cessão Onerosa no Regime de Partilha de Produção, realizada hoje, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A Petrobras exerceu o direito de preferência na aquisição dos volumes excedentes do campo de Sépia, aderindo à proposta do consórcio vencedor. O consórcio terá a Petrobras como operadora, com participação de 30%, em parceria com a TotalEnergies EP (28%), Petronas (21%), e QP Brasil (21%).

A Petrobras adquiriu os direitos aos volumes excedentes do campo de Atapu em parceria com a Shell Brasil e Total Energies EP. O consórcio terá a Petrobras como operadora, com participação de 52,50%, em parceria com a Shell Brasil (25%) e TotalEnergies (22,50%).

Com os resultados do leilão, a Petrobras assegura a manutenção da operação nesses campos, localizados em águas ultraprofundas da Bacia de Santos, para os quais já havia manifestado o interesse no direito de preferência, conforme comunicado divulgado ao mercado em 28/04/2021, e confirma sua posição de liderança no pré-sal brasileiro, de forma consistente com a sua estratégia de concentrar-se na exploração e produção de ativos em águas profundas e ultraprofundas.

Atapu e Sépia são ativos de produtividade comprovadamente elevada, óleo de boas características e significativo potencial de incorporação de reservas. Apresentam baixo custo de extração e são resilientes a um cenário de baixos preços, o que reflete a atuação eficiente e competitiva da Petrobras em ativos de águas profundas e ultraprofundas.

O campo de Atapu iniciou sua produção em junho de 2020 por meio do FPSO P-70, e atingiu em julho de 2021 sua capacidade de produção de 150 mil barris de óleo por dia. Possui capacidade para tratar até 6 milhões de m³/d de gás.

O campo de Sépia iniciou sua produção em agosto de 2021 por meio do FPSO Carioca, maior plataforma em operação no Brasil em termos de complexidade.

A oferta do percentual do excedente em óleo a ser disponibilizado para a União foi o único critério adotado pela ANP para definir a proposta vencedora, já constando previamente no edital o valor fixo do bônus de assinatura.

O valor total do bônus de assinatura a ser pago pela Petrobras é de R$ 4,2 bilhões. O quadro abaixo resume o resultado da participação da Petrobras na 2ª Rodada de Licitações dos Volumes Excedentes da Cessão Onerosa:

Para Atapu e Sépia, o valor da compensação antes do gross up é respectivamente de US$ 3.253.580.741,00 e US$ 3.200.388.219,00 e será pago pelas empresas parceiras à Petrobras na proporção de sua participação nos consórcios. Para Atapu, a Petrobras receberá a compensação até 15 de abril de 2022. Já a data da compensação de Sépia será definida após negociação com consórcio.

A participação no 2º leilão dos volumes excedentes ao Contrato de Cessão Onerosa está alinhada à estratégia de longo prazo da Companhia e fortalece o perfil da Petrobras de principal operadora de campos de petróleo localizados em águas ultra profundas.

Enauta firma acordo com Yinson

A Enauta assinou uma Carta de Intenções (LoI) com a Yinson para o fornecimento, operação e manutenção de uma embarcação flutuante, de produção, armazenamento e descarregamento (FPSO), que será usada no campo de Atlanta.

A Enauta informou que o negócio foi assinado com a Yinson Holdings Berhad, por meio de sua subsidiária Yinson Acacia. O custo de aquisição e adaptação do FPSO será de cerca de US $ 500 milhões.

Lim Chern Yuan , CEO do Grupo Yinson, comentou: “Estamos confiantes de que o ótimo relacionamento de trabalho entre a Yinson e a Enauta, que tem sido a base de nossas frutíferas negociações de MoU e LOI, continuará nos ajudando na execução do projeto e suas operações subsequentes. Acreditamos que isso permitirá que ambas as partes alcancem nosso objetivo comum de fazer avançar a indústria de energia do Brasil por meio de soluções tão sustentáveis ​​quanto possível ”.

Compreendendo as atividades iniciais relacionadas à engenharia de detalhamento e compromissos de item de longo prazo do FPSO OSX-2, este negócio considera a adaptação da unidade FPSO pela Yinson por meio de um contrato Turnkey de Engenharia, Aquisição, Construção e Instalação (EPCI) com garantia, operação e manutenção por 24 meses.

Flemming Grønnegaard , CEO da Yinson Offshore Production, disse que tecnologias de redução de emissões foram incluídas no projeto do FPSO e acrescentou: “Acreditamos que o compromisso conjunto de Yinson e Enauta em projetos pioneiros de baixa emissão abrirá o caminho para a indústria de FPSO contribuir para mitigar os problemas mundiais de mudança climática. ”

O novo FPSO, para o qual a Enauta tem opção de compra exclusiva, está previsto para ser utilizado no Sistema Definitivo (DS) do campo de Atlanta. Antes do início da produção do DS, Yinson terá a opção de compra da unidade vinculada ao financiamento.

Caso a opção seja exercida, ela ficará vinculada a contratos de afretamento, operação e manutenção pelo prazo de 15 anos, podendo ser prorrogados por mais cinco anos, totalizando R $ 2 bilhões pelo prazo de 20 anos.

Carlos Mastrangelo , COO da Enauta, explicou: “Em nosso entendimento com a Yinson, temos garantido continuamente a implementação de tecnologias viáveis ​​para minimizar as emissões de carbono. Reafirmamos que a adaptação desta unidade FPSO será um projeto pioneiro em termos de emissões evitadas, otimizando sua eficiência operacional e ambiental. ”

A assinatura deste acordo segue a assinatura de um Memorando de Entendimento (MoU) vinculativo entre Yinson e Enauta em 27 de agosto de 2021 para se envolver em negociações exclusivas para o fornecimento potencial e afretamento do FPSO.

De acordo com a Enauta, o processo de licitação para selecionar os principais fornecedores de equipamentos está progredindo conforme planejado, enquanto o capex relacionado à perfuração de poços e equipamentos submarinos continua estimado em US $ 500-700 milhões.

Localizado na Bacia de Santos, o campo de Atlanta é operado pela Enauta Energia, uma subsidiária integral da Enauta, que também possui 100 por cento de participação neste ativo. O campo está atualmente produzindo por meio de um Sistema de Produção Antecipada (EPS) – composto por três poços conectados ao FPSO Petrojarl I.

Na semana passada, a Enauta informou que foi aprovada a perfuração de um poço adicional no EPS do campo de Atlanta. O novo poço deve iniciar a produção no início de 2023.

É importante notar que o FPSO do campo de Atlanta será a terceira adjudicação do projeto da Yinson no Brasil, com os dois ativos anteriores a caminho de serem concluídos em 2023 e 2024 , respectivamente.

TotalEnergies e Petronas obtêm participações em ativos da Petrobras para expandir a pegada do pré-sal no Brasil

A TotalEnergies e a Petronas aumentaram seu portfólio de ativos e produção no pré-sal da Bacia de Santos, após licitações em campos de petróleo, operados pela Petrobras no Brasil.

A Petronas adquiriu participação no campo Sépia durante a rodada de licitações, enquanto a TotalEnergies conseguiu obter participações não operadas nos campos de Atapu e Sépia.

Datuk Tengku Muhammad Taufik , Presidente da Petronas e CEO do Grupo, comentou: “A Petronas está extremamente animada com o resultado da rodada de licitações que marca nossa entrada na Bacia de Santos. Isso sinaliza nosso compromisso em fortalecer nossos empreendimentos no Brasil, que oferece as bacias mais prolíficas do mundo. Estabelecer nossa presença nas Américas está alinhado com nossa estratégia de crescimento global. ”

A empresa agora tem uma participação não operada de 21 por cento no campo Sépia.

“Mesmo trabalhando em estreita colaboração com nossos parceiros, em conjunto com o apoio do Governo Anfitrião, a Petronas continuará focada na busca pela criação de valor enquanto continua nossos esforços de descarbonização a fim de desenvolver e monetizar de forma sustentável o campo de Sépia,” explicou Taufik.

A TotalEnergies informou que a empresa e seus co-empreendedores tiveram sucesso na conquista dos Contratos de Partilha de Produção (PSC) dos campos de petróleo do pré-sal de Atapu e Sépia, oferecidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em a Rodada de Licitações do Excedente da Transferência de Direitos (TdR).

Patrick Pouyanné , Presidente e CEO da TotalEnergies, comentou: “Com as licitações bem-sucedidas em Atapu e Sépia, a TotalEnergies expande ainda mais sua presença e produção no pré-sal da Bacia de Santos, uma área de crescimento chave para a empresa. Estas são oportunidades únicas para acessar as gigantescas reservas de petróleo de baixo custo e baixas emissões, em linha com a nova estratégia da TotalEnergies. ”

Com base na declaração da TotalEnergies, a produção de ambos os campos contribuirá para aumentar a produção da empresa no Brasil a partir da data de vigência do PSC planejada até o final de abril de 2022, com 30.000 boe / d em 2022 crescendo para 50.000 boe / d a partir de 2023.

“O aumento de nossa presença no Brasil nos permitirá acelerar a reestruturação de nosso portfólio de petróleo em direção a recursos de hidrocarbonetos de baixo custo e baixas emissões que contribuirão para transformar a TotalEnergies em uma empresa multenergética sustentável”, acrescentou Pouyanné.

A empresa agora detém 22,5 por cento de participação não operada no campo de Atapu e 28 por cento no campo de Sépia.

“Esses ativos se beneficiam de produtividades de poço líderes mundiais para manter os custos bem abaixo de 20 $ / boe. Eles também alavancam inovações tecnológicas para limitar as emissões de gases de efeito estufa bem abaixo de 20 kg / boe ”, concluiu Pouyanné.

Para lembrar, a Petrobras, como operadora dos campos,  acertou as regras para a venda dos campos de Sépia e Atapu  em abril de 2021 e aprovou acordo com o governo sobre indenizações que devem ser pagas à empresa em caso de leilão de reservas .

Mais tarde naquele mês, a Petrobras anunciou sua intenção de exercer seus direitos de preferência e licitar por esses campos de petróleo em águas profundas, acrescentando que pretendia ter uma participação de 30 por cento em cada campo.

A Petrobras informou que a empresa exerceu o direito de preferência na aquisição dos volumes excedentes dos campos de Sépia e Atapu, aderindo à proposta do consórcio vencedor.

Para Atapu e Sépia, o valor da indenização é superior a US $ 3,2 bilhões, respectivamente, e será pago pelas empresas parceiras à Petrobras na proporção de sua participação nos consórcios. Para Atapu, a Petrobras receberá indenização até 15 de abril de 2022. A data de indenização para Sepia será definida após negociação com o consórcio.

Localizada em lâmina d’água de cerca de 2.000 metros, Atapu é um campo de petróleo do pré-sal da Bacia de Santos. A produção, iniciada em 2020 , atingiu um patamar de 160 mil barris por dia com um primeiro Flutuante, Produção, Armazenamento e Descarregamento (FPSO) P-70 , construído pela CNOOC.

Além disso, um segundo FPSO está planejado para ser sancionado, o que aumentaria a produção total de petróleo do campo para cerca de 350.000 b / d.

Após a rodada de licitações bem-sucedida, os parceiros no Contrato de Partilha de Produção da Atapu são TotalEnergies (22,5 por cento), Petrobras (operadora, 52,5 por cento) e Shell (25 por cento).

Sépia também está localizada na Bacia de Santos, em lâmina d’água de cerca de 2.000 metros e a produção, iniciada em 2021, tem como meta um patamar de 180.000 barris por dia com o primeiro FPSO. Um segundo está planejado para ser sancionado para aumentar a produção geral de petróleo do campo para cerca de 350.000 b / d.

Após o último leilão, TotalEnergies (28 por cento), Petrobras (operadora, 30 por cento), QatarEnergy (21 por cento) e Petronas (por meio de sua subsidiária – Petronas Petroleo Brasil – 21 por cento) são parceiras no Contrato de Partilha de Produção de Sépia.

É importante notar que esta não é a primeira vez que o governo brasileiro tenta leiloar reservas nos blocos offshore de petróleo Atapu e Sepia. A primeira tentativa de venda foi feita  no início de novembro de 2019 .

Na época, as petroleiras estavam disputando a propriedade dos campos de Búzios, Sépia, Atapu e Itapu. No entanto, o que foi descrito como uma ‘ mega rodada de licitações ‘  terminou em desastre, já que apenas a Petrobras e duas empresas chinesas enviaram suas propostas, enquanto os campos de petróleo Atapu e Sepia não receberam propostas.

Argeo marca entrada no setor de petróleo e gás no Brasil com acordo com AUV

A Argeo assinou um acordo com um cliente não divulgado para fornecer serviços de veículos submarinos autônomos (AUV) no Brasil.

O projeto está previsto para começar no início do primeiro trimestre de 2022 e inclui a possibilidade de ser prorrogado.

Segundo Argeo, o acordo representa um potencial início de uma campanha mais ampla no mercado brasileiro de águas profundas.

A empresa norueguesa não revelou quaisquer outras informações sobre o âmbito do trabalho ou o cliente.

“Temos o prazer de anunciar este projeto, pois é um acordo inovador que abre um novo mercado geográfico em linha com nossas estratégias de crescimento. Com os atuais mercados fortes de gás e petróleo, a demanda por AUVs no mercado de águas profundas no Brasil é igualmente forte ”, disse o CEO da Argeo, Trond Crantz.

“Este é apenas o começo do estabelecimento da Argeo na região e estamos em discussões sobre possíveis projetos subsequentes, estendendo a entrega de projetos para vários clientes no início do segundo trimestre.”

Para lembrar, a empresa norueguesa revelou no início de novembro que tinha sido selecionada para o trabalho de AUV por um cliente misterioso, mas que o negócio aguarda confirmação final.

A Argeo também encomendou recentemente  um robô cobra autônomo da Eelume como parte de sua estratégia para transformar a indústria de inspeção do espaço oceânico por meio de robótica, sensores e tecnologia de análise de dados, reduzindo a pegada de carbono operacional e tornando as inspeções mais eficientes e econômicas.

Doris Engenharia muda sua marca para DBR Energie

A empresa manterá a tecnologia adquirida em seus projetos e se posicionará no mercado brasileiro prevendo um crescimento de 10% em seu volume de negócios no próximo ano

Há 15 anos no Brasil, com sede no Rio de Janeiro, uma das principais empresas do segmento de óleo e gás, a Doris Engenharia Ltda. (DEL), se consolida no mercado brasileiro após ver um crescimento de 300% nos últimos dois anos, reposicionando sua marca e oficialmente renomeando-se DBR Energies.

Após a realização de um processo de gestão, a empresa é desde 2020 de propriedade integral dos acionistas brasileiros. A DBR Energies está operando exclusivamente com nacionalidade brasileira, enquanto ainda adota a tecnologia adquirida em seus projetos. A formação acionária inclui grupos brasileiros e detentores de títulos.

Especializada e altamente qualificada no mercado devido à sua experiência na concepção de soluções inovadoras, a DBR Energies continuará oferecendo serviços de engenharia que vão desde estudos conceituais até executivos, com competência em todos os tipos de plantas offshore, suportes estruturais e instalações submarinas.

Com a pandemia Covid-19, a empresa rapidamente se estruturou para atuar remotamente e gerou receita de R$ 24 milhões em 2020, com previsão financeira de R$ 80 milhões em 2021. Isso foi possível graças à equipe de técnicos especializados dentro da empresa, que têm experiência com tais projetos em inúmeras plataformas e na área submarina.

A DBR planeja investir na fidelização e expansão de sua base de clientes. “O reposicionamento da nossa marca faz parte do plano de investimento para atender à constante evolução do setor de petróleo e gás, e da expansão para o mercado de energia renovável, com tecnologias que minimizem o impacto ambiental”, afirma Abraham Zagury, CEO da DBR Energies.

Segundo Zagury, para continuar como uma das líderes do segmento, o foco e estratégia da empresa é manter uma mão de obra especializada, incentivar todos os profissionais, preservar talentos e se preparar para o aumento da demanda que já está ocorrendo nesta década.

No mercado brasileiro de petróleo e gás, apenas empresas estruturadas, capazes e experientes têm acesso aos grandes projetos planejados para os próximos anos.

“Para garantir uma participação relevante em nosso mercado nos próximos anos, investiremos em inovações tecnológicas e projetaremos um crescimento de 10% nas vendas anuais”, declara Zagury. Entre os objetivos da empresa está a formação da mão de obra local para enfrentar a alta demanda, a velocidade de resposta para atender às exigências do mercado de energia renovável, tudo isso reduzindo as emissões de carbono.

Sobre a DBR Energies

A DBR Energies, líder no mercado de engenharia offshore, emprega mais de 250 funcionários especializados em seu escritório no Rio de Janeiro e cresceu significativamente desde que o Brasil se tornou um marco indiscutível na indústria de petróleo e gás.

Para mais informações, acesse o site: www.dbrenergies.com.br ou no LinkedIn

 

ANP participa da Mesa REATE Sergipe

A ANP participou da Mesa REATE Sergipe, evento que deu sequência à agenda do Programa de Revitalização das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (REATE).

O REATE tem o objetivo de buscar avanços na implementação de uma política nacional que fortaleça a atividade de exploração e produção de petróleo e gás natural em áreas terrestres, de modo a estimular o desenvolvimento de uma indústria forte e competitiva, com produção crescente e pluralidade de operadores e fornecedores de bens e serviços.

No evento, a Diretora da ANP Symone Araújo destacou as mudanças recentes no cenário de produção em áreas terrestres no Brasil: “Percebemos que, de 2019 a 2021, passamos por um momento significativo de retomada da produção em áreas terrestres. Vínhamos observando um declínio, que agora parou, e o que se observa em 2021 é uma produção média de gás natural onshore 5% superior à média realizada em 2020. E se olharmos para cinco anos à frente, a previsão de aumento é de 36%”.

Observou ainda que vivemos um momento desafiador no mercado de gás natural: “O mercado brasileiro reflete os grandes desafios que estamos enfrentando nesta retomada, após uma recuperação que se dá com o avanço da vacinação no Brasil e no mundo, em que há claramente uma escassez de energia no mundo, uma escassez de gás no mundo, e isso não é diferente no Brasil. O que traz desafios adicionais à abertura de gás natural no Brasil, e transforma o início de 2022 num momento crítico para a implementação do novo mercado de gás”.

A Mesa REATE Sergipe discutiu, em painéis temáticos, assuntos relacionados ao desenvolvimento de campos terrestres na região de Sergipe, como regulação, licenciamento ambiental, logística e mercado de gás natural, entre outros.

Essa foi a sexta edição, e última de 2021, da Mesa REATE, que já teve debates sobre os estados do Rio Grande do Norte, Bahia, Espírito Santo, Alagoas e Amazonas.