‘Diálogos Petrobras Integridade & ESG’ tem sucesso de público

Com cerca de 10 mil participantes ao longo de três dias, a oitava edição do evento “Diálogos Petrobras Integridade & ESG” incorporou temas da agenda ESG – ambientais e sociais, além da governança -, ampliando o debate sobre a ética, a integridade e a transparência.

Durante a programação, mais de 30 convidados falaram sobre a integridade como base para o estabelecimento e cumprimento dos compromissos ambientais, sociais e de governança, melhores práticas e a evolução dessa agenda nas organizações.

Um dos projetos apresentados, no primeiro dia de evento, foi a iniciativa da Petrobras em prol da governança de localidades beneficiadas com royalties e participações especiais, o programa “Cooperar para Transformar”, que, em pouco mais de três meses, trouxe mudanças à gestão de Quissamã, na região Norte Fluminense. Também ocorreram debates sobre a abertura do mercado de gás, a diversidade no processo decisório das empresas, os desafios do compliance digital e da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

No painel integridade da cadeia de fornecimento, realizado no dia 7, Carlos José Travassos, gerente executivo de Sistemas de Superfície, Refino, Gás e Energia da Petrobras, reafirmou que integridade é inegociável e prioritário para a companhia. “O incentivo a busca de integridade da cadeia de fornecimento se transformou em valor para a Petrobras, algo fora do processo competitivo, não tem negociação”, afirmou.  Ainda foram realizados debates sobre gestão de riscos na sustentabilidade, adequação da agenda ESG nas estratégias de negócios, entre outros.

O último painel desta quarta-feira contou com a participação de Fabio Gaspar, da Shell, e Christiano Rohlfs Coelho, do Banco Inter, que apresentaram boas práticas e estratégias de desenvolvimento da sustentabilidade de suas empresas. Moderador do encontro, Rodrigo Araujo, Diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores da Petrobras, afirmou que a Shell inspirou a companhia a realizar o Relatório Fiscal, em 2019, explicando como era a tributação da indústria de óleo e gás. “Dar transparência ao que se paga, em termos de tributos, é fundamental.” O executivo ainda destacou a parceria, de quase seis anos, com o Banco Inter, que oferece acesso a crédito para a cadeia de suprimentos da Petrobras.  Também estiveram na pauta do dia temas como compliance para os riscos sociais e ambientais, clima e desenvolvimento sustentável, ações coletivas e o fomento da Agenda ESG.

O “Diálogos Petrobras Integridade & ESG” contou, ainda, com palestras de Rachel Maia, conselheira administrativa da Vale, Grupo Soma, Banco do Brasil e CVC; Andrea Schwarz, primeira pessoa portadora de deficiência a ganhar o reconhecimento LinkedIn Top Voice; o técnico de vôlei Bernardinho e o empreendedor social Geraldo Rufino. E o encerramento ficou por conta da Orquestra Petrobras Sinfônica, sob a regência do maestro Felipe Prazeres.

Brasil é prioridade na carteira global da norueguesa Equinor

Em processo de reposicionamento estratégico, de olho na transição energética, a Equinor decidiu reduzir pela metade o número de países onde atua no setor de óleo e gás. No Brasil, pelo contrário, a ideia é continuar a crescer. Depois de anunciar, este ano, investimentos de US$ 8 bilhões – em conjunto com a ExxonMobil e Petrogal – para começar a produção no campo de Bacalhau, no pré-sal da Bacia de Santos, a petroleira norueguesa trabalha no desenvolvimento de novos projetos até 2030, e mira com atenção o leilão dos volumes excedentes da cessão onerosa das áreas de Sépia e Atapu, marcado para 17 de dezembro.

A Equinor é uma das onze companhias habilitadas para a rodada, que vai demandar desembolsos de R$ 11,1 bilhões em bônus de assinatura. Em visita ao Brasil, na semana passada, o vice-presidente executivo da área internacional de exploração e produção da Equinor, Al Cook, disse ao Valor que vê Sépia e Atapu como “ótimos campos”, do tipo “que qualquer companhia de óleo e gás do mundo olha”. A decisão de participar da licitação, no entanto, dependerá dos cálculos de retorno.

“Basearemos nossa decisão em como podemos gerar valor”, afirmou o executivo, em entrevista exclusiva ao Valor.

Os excedentes são os volumes descobertos de óleo que ultrapassam os 5 bilhões de barris que a Petrobras tem direito de produzir no pré-sal, como parte do contrato da cessão onerosa assinado em 2010.

Em 2019, o governo ofertou, sem sucesso, os excedentes dos campos de Sépia e Atapu. Na ocasião, as petroleiras viram muitos riscos associados à licitação – o principal deles a necessidade de negociar com a Petrobras, depois do leilão, o valor da compensação financeira pelos investimentos feitos nos ativos.

Com o insucesso, o governo reviu algumas regras. A principal novidade é que, depois de negociações entre a Petrobras e a Pré-Sal Petróleo SA (PPSA), o valor da compensação a ser paga à petroleira brasileira foi calculado previamente. Além disso, os bônus foram reduzidos em 70%, em relação aos termos da licitação de 2019.

Al Cook comenta que, desde então, a indústria passou por uma profunda transformação, depois da eclosão da pandemia. Ele cita que os compromissos das petroleiras com as reduções das emissões se acentuaram. “Mas o que permanece o mesmo é a qualidade dos ativos do Brasil”, afirmou.

A licitação de Sépia e Atapu ocorre em momento em que o Senado debate sobre a taxação das exportações de petróleo, para financiar a criação de um fundo de estabilização dos preços dos combustíveis. A Equinor não comenta o assunto. Em nota, o Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) adverte, no entanto, que, se aprovada no Congresso, a proposta impacta negativamente em projetos em andamento e futuros e reduz a atratividade dos novos leilões.

Al Cook reforçou que o mérito do leilão de Sépia e Atapu é que os ativos se encontram em fase de produção. “Para nós, a combinação entre ativos em produção e desenvolvimento é o que faz o Brasil tão atrativo”, disse.

Desde 2017, a Equinor cortou pela metade o número de países onde atua em exploração e produção de óleo e gás, para 15. A empresa está de saída da Austrália, México, Irlanda e Nicarágua. Já o Brasil está entre os três principais destinos dos investimentos da empresa. “Nos países onde ficarmos, vamos realmente investir, para fazer diferença”, disse.

A norueguesa busca projetos com taxas de retorno acima de 20%, num cenário de óleo a US$ 60, e campos com intensidade de carbono abaixo de 8 quilos de CO2 por barril. A empresa aposta em ativos com retorno rápido e que tenham breakeven (preço de equilíbrio) abaixo de US$ 35 o barril.

Bacalhau é uma das principais frentes da carteira de projetos da empresa. A primeira plataforma do campo, de 220 mil barris/dia, deve começar a produzir em 2024. A segunda unidade de produção está prevista para entrar em operação até o fim da década, mas o avanço do projeto ainda depende da campanha de perfuração no norte da área. A perfuração da região, segundo ele, ajudará a ampliar o conhecimento sobre os reservatórios e “dirá o que pode ser feito” na concepção do projeto”.

Para 2022, a Equinor espera iniciar, no primeiro semestre, a fase 2 de Peregrino, operado pela empresa no pós-sal da Bacia de Campos. O projeto, que atrasou devido à pandemia, consiste na instalação de uma terceira plataforma fixa que permitirá atingir reservatórios antes inacessíveis. A ideia é aumentar a vida produtiva do campo e adicionar até 300 milhões de barris em reservas recuperáveis.

Hoje, a companhia possui dois ativos operacionais. Além de operar Peregrino, a Equinor é sócia da Petrobras, com 25%, em Roncador – campo maduro no qual a norueguesa mantém conversas com a brasileira para avançar num projeto de revitalização. Segundo Al Cook, as empresas conseguiram reduzir em 50% os custos dos poços do projeto. “Isso nos dá confiança para os próximos passos”, disse.

Outro ativo importante dentro da carteira da empresa é a descoberta de gás natural de Pão de Açúcar, na Bacia de Campos. O grande desafio é a monetização do gás. A decisão final de investimento deve ser tomada em 2023.

A Equinor produz 33 mil barris/dia de petróleo no Brasil. A multinacional chegou a anunciar planos de produzir entre 300 mil e 500 mil barris /dia no país até 2030. Al Cook, contudo, adota um discurso mais cauteloso. “Não perseguimos volumes de produção, mas metas de [geração de] valor.”

Do lado da exploração, ele diz que as últimas perfurações feitas pela empresa, no país, não tiveram o sucesso esperado. A companhia está focada, agora, em processar o conhecimento adquirido nas perfurações, antes de avançar em novas campanhas.

Combinados de forma colaborativa: a jornada de Abrado e ROMAR

Com a redução de emissões um ponto focal para a indústria de petróleo e gás em todo o mundo e o setor de plug and abandone uma área chave para o desenvolvimento, a ROMAR International uniu forças com a Abrado Wellbore Services (RA) para oferecer serviços avançados de moagem e manuseio SWARF.

A abordagem integrada de ROMAR e Abrado e seu conhecimento operacional de primeira classe fornecem tecnologias inovadoras por meio de moagem integrada e serviços de manuseio SWARF para fornecer barreiras de poço permanentes, verificáveis ​​e livres de emissões e soluções P&A de isolamento zonal alternativas altamente previsíveis. O que significa a oferta coletiva ROMAR e Abrado na prática? Ouvimos do Presidente Executivo e Parceiro Operacional da EV Private Equity, Martyn Fear, saber mais sobre por que a oferta ROMAR e Abrado é um acréscimo importante para o mercado de P&A.

Como se deu a fusão entre ROMAR e Abrado?
ROMAR International e Abrado são empresas do portfólio da EV Private Equity e fundidas no final de 2020. Ambas as empresas são fornecedoras especializadas nos setores de tomada de poço e abandono; A ROMAR oferece manuseio de aparas e serviços de recuperação magnética associados, enquanto a Abrado oferece um serviço exclusivo de fresagem de seção de coluna dupla. Trabalhando lado a lado, ROMAR e Abrado criam um provedor de serviços de P&A liderado por tecnologia com potencial de amplo crescimento global. A oferta combinada de ROMAR e Abrado pode ser encapsulada em quatro temas estratégicos:

Excelência em Operações

Excelência operacional é um foco crítico em toda a indústria e é uma abordagem que a Abrado vem desenvolvendo, uma vez que a eficiência do desempenho é um pilar de sua operação. Combinar a experiência e os serviços da ROMAR com as conquistas recentes da Abrado em desempenho de execução otimizado e sem falhas significa que o envelope de desempenho do fresamento pode ser melhorado e, por sua vez, os operadores podem colher os benefícios.

Alcance global

A pegada coletiva dos dois negócios dá acesso a muito mais regiões, permitindo que ROMAR e Abrado alcancem um maior grau de cobertura. A combinação de pegada, relacionamento e reputação oferece uma oportunidade para uma genuína presença internacional que agrega valor à ROMAR, Abrado e seus clientes.

Sustentabilidade e Futuro

Combinar a estabilidade do ROMAR com o potencial de crescimento da Abrado cria um negócio mais sustentável, especialmente relevante em tempos de alta volatilidade.

Desenvolvimento de Tecnologia

Combinar os pontos fortes de ROMAR e Abrado fornece uma plataforma muito mais robusta para o desenvolvimento contínuo de tecnologia, que é vital no setor de fechamento e abandono de poço. Isso cria uma oportunidade para evitar e reduzir as emissões, ao mesmo tempo que reforça a melhoria do desempenho.

Qual é o principal benefício da oferta combinada de ROMAR e Abrado?As capacidades combinadas de ROMAR e Abrado oferecem a oportunidade de expandir e aprimorar o desempenho com eficiência na vanguarda de todas as operações. Juntos, eles oferecem uma presença internacional enquanto aumentam a disponibilidade de serviços e tecnologias.

Além do mais, ROMAR e Abrado formaram equipes de alto calibre, agora combinadas. A alta qualidade da prestação de serviços de ambas as organizações é fortemente impulsionada e influenciada por seus funcionários experientes e profissionais. Reunir pessoal com ideias semelhantes é uma receita para o sucesso sustentado.

Por que a tecnologia combinada de ROMAR e Abrado é uma adição interessante ao mercado de P&A?

O mercado de obstrução e abandono concentra-se em obter resultados de alta qualidade, ao mesmo tempo em que economiza tempo e custos. A oferta da ROMAR e da Abrado faz exatamente isso e representa um passo no caminho para um provedor de serviços de P&A que oferece desempenho perfeito enquanto economiza recursos no que tradicionalmente é um processo demorado.

O que vem por aí para ROMAR e Abrado?

Olhando para o futuro, ROMAR e Abrado se dedicam a contribuir ainda mais para o apetite crescente das sociedades por redução e prevenção de emissões. Combinando tecnologia inovadora com anos de experiência coletiva na indústria, as empresas combinadas oferecem um serviço vital e confiável que visa entregar um resultado de zero emissões. É difícil acreditar que daremos as boas-vindas à marca de um ano da fusão em novembro, mas estou ansioso para apoiar ROMAR e Abrado para crescer e florescer nos próximos anos.

NavSupply lança primeiro aplicativo do mundo para fornecer suprimentos a navios

App de empresa brasileira elimina burocracia no setor de ship chandler e agiliza processos de clientes, entregando de alimentos a ferramentas para embarcações

O segmento de ship chandler é o responsável pelo abastecimento das tripulações em alto mar, e a busca pela inovação na área é o que motivou a criação da NavSupply, a primeira empresa do mundo a lançar um aplicativo para que clientes façam pedidos de produtos essenciais e de segunda necessidade. As mercadorias disponíveis vão desde alimentos até ferramentas para reparo das embarcações e equipamentos de EPI para trabalhadores. O app já está disponível nas plataformas Android e IOS.

Fundada em 2015, a NavSupply é capitaneada por Eduardo Bediaga, CEO que possui mais de uma década de experiência no setor marítimo. Atualmente, a empresa se faz presente em 18 pontos de entrega no Brasil em 15 estados e espera fechar o ano de 2021 com um faturamento de R$ 18 milhões. A expectativa para o ano que vem é dobrar esse valor.

“Em um segmento extremamente concorrido, a NavSupply se destaca na inovação ao desenvolver um aplicativo próprio para atender clientes nacionais e internacionais, que vão desde navios de carga até plataformas de petróleo. Somente nos últimos dois anos, tivemos um crescimento de 1.420%, com ticket médio de R$ 150 mil”, afirma Bediaga.

A entrega dos suprimentos ocorre antes de as embarcações seguirem viagem, durante o período em que ainda estão nos portos brasileiros. Enquanto outras empresas do setor ainda mantém o e-mail como o canal principal para receber pedidos, a NavSupply amplia as possibilidades do usuário por meio do app, com profissionais disponíveis 24 horas para o atendimento das demandas.

Navegação no aplicativo

 Quando instalado o app, a empresa cliente deve se cadastrar e preencher a localização de onde o pedido será entregue. Em seguida, precisa incluir no carrinho os produtos que deseja e a quantidade e, por fim, realizar o pagamento. O prazo de entrega varia de acordo com o tamanho do pedido e o local de destino dos suprimentos.

Para oferecer uma experiência ainda mais satisfatória aos seus clientes, a NavSupply investe na melhor jornada de entrega, com uma equipe de profissionais bilíngues para auxiliar em ocasiões que envolvam tripulantes estrangeiros. A qualidade dos serviços da NavSupply também é comprovada com as certificações ISO 9001, recebida pela empresa pelos processos mapeados, equipe treinada, sistema de gestão integrada e sistema CRM e ISO 45001.

 Sobre a NavSupply

Fundada em 2015, a NavSupply atua no mercado de ship chandler abastecendo navios com alimentos, suprimentos, materiais de limpeza, equipamentos de segurança, entre outros. A empresa é pioneira ao oferecer aos seus clientes um app próprio para pedidos, 24 horas por dia. Com sede em Vitória (ES) e filial em Niterói (RJ), a NavSupply atende a todos os portos do Espírito Santo e do Rio de Janeiro e a outros 13 Estados brasileiros. Para mais informações, acesse https://navsupply.com.br/pt-br.

Petrobras debate práticas empresariais sobre integridade e governança e a criação de fundo de rendas petrolíferas

Iniciativa da Petrobras em prol da governança de localidades beneficiadas com royalties e participações especiais, o programa “Cooperar para Transformar” já trouxe, em pouco mais de três meses, mudanças à gestão de Quissamã, na região Norte Fluminense. Primeiro a ser atendido pelo programa, o município, confrontante com campos de petróleo no litoral do estado, criou um fundo para gerir as receitas extras e tomou providências para coibir corrupção e irregularidades na administração dos recursos. O caso foi apresentado na segunda-feira, 6/12, na 8ª edição do evento Diálogos Petrobras Integridade & ESG.

Mediador do encontro, o Diretor de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade Petrobras, Roberto Ardenghy, destacou que o “Cooperar para Transformar” reforça o compromisso da companhia com a agenda de sustentabilidade, social e de governança. “A iniciativa leva para localidades em que a Petrobras está presente a nossa experiência com as melhores práticas e lições aprendidas nos campos da governança, da integridade e de controles internos. Sabemos que o uso consciente das chamadas rendas petrolíferas, royalties e participações especiais representa uma grande responsabilidade para a administração pública, inclusive municipal”, disse. Ardenghy ainda informou que a Petrobras já recolheu aos cofres da União mais de R$ 1 trilhão em participações governamentais e royalties desde 2015. Esses recursos são transferidos pela União a estados e municípios.

A prefeita de Quissamã, Fátima Pacheco, ressaltou que o projeto atende a uma necessidade do município do Norte Fluminense, entregando, de forma gratuita, melhores políticas públicas à população. “Hoje 70% do orçamento é oriundo de recursos de royalties. Esses recursos transformaram a realidade da nossa região, que era dependente do setor sucroalcooleiro. Se há 15 anos tivéssemos implementado o fundo soberano, não teríamos passado pela crise de 2016, quando o barril de petróleo foi US$20”, lembrou. Como resultado da parceria com a Petrobras, o município também aderiu ao Programa Nacional de Prevenção à Corrupção e está ampliando a rede de Ouvidoria, entre outros instrumentos.

Padrões éticos e de governança
Na abertura do evento, o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, afirmou que o tema ESG já é uma agenda essencial às organizações. Silva e Luna destacou que o compromisso com integridade e governança é um marco na trajetória de transformação recente da Petrobras.

“Alcançamos expressivos resultados de negócio que nos permitiram antecipar, em mais de um ano, o cumprimento da nossa meta de redução de dívida bruta. Temos a estimativa de, em 2021, gerar mais de 220 bilhões de reais entre tributos e impostos recolhidos e dividendos pagos à União e aos demais entes federativos. São frutos da decisão da companhia de continuar seguindo os mais altos padrões éticos e de governança. Só uma empresa saudável alcança resultados tão significativos”, declarou.

Anfitrião do evento, o Diretor de Governança e Conformidade da Petrobras, Salvador Dahan, afirmou que a companhia tem um sistema de integridade consolidado e testado de diversas formas no dia a dia das atividades. “Não é só de compromissos que vivemos. Trabalhamos todos os dias com o principal propósito de transformá-los em ação e materializá-los em iniciativas cuidadosamente definidas para tratar os riscos e as necessidades urgentes e emergentes da nossa organização e do meio no qual estamos inseridos. Esse evento é um dos muitos exemplos práticos disso”, citou.

No primeiro dia do evento, também ocorreram debates sobre a abertura do mercado de gás, a diversidade no processo decisório das empresas, os desafios do compliance digital e da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O Diálogos Petrobras Integridade & ESG está em sua oitava edição e seguiu com programação até ontem, (8/12). O evento foi gratuito e totalmente on-line, as inscrições podiam ser realizadas pelo site https://dialogospetrobras.com.br/.

Conteúdo local: ANP debate ampliação de prazo para TAC em audiência pública

A ANP realizou audiência pública para debater a proposta de alteração pontual na Resolução ANP nº 848/2021, que dispõe sobre a celebração de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) relativo ao descumprimento da cláusula de conteúdo local de contratos de exploração e produção de petróleo extintos ou com fases encerradas. A Resolução CNPE nº 13/2021, publicada em 28/9, ampliou as atividades que podem ser compromissadas e definiu percentuais mínimos a serem superados para fins de cumprimento de TACs.

A alteração consiste em ampliar o prazo para a apresentação de requerimento para celebração de proposta de TAC para os processos sancionadores em curso na data de publicação da Resolução ANP nº 848/2021, considerando a publicação da Resolução nº 13/2021 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O novo prazo seria de 180 dias a contar da publicação na nova resolução da ANP, cuja minuta foi objeto da audiência de ontem.

“A Resolução CNPE 13/2021 foi um importante passo para a ampliação do escopo das atividades possíveis de serem executadas no âmbito do TAC”, afirmou o superintendente de Conteúdo Local da ANP, Luiz Bispo, na abertura da audiência. “A minuta de resolução que está hoje em audiência busca prorrogar o prazo para apresentação de propostas justamente para que esse aumento de escopo possa vir a ser considerado na formulação de propostas pelos interessados em firmar TACs com a ANP relacionados ao conteúdo local”.

Os compromissos de conteúdo local são os assumidos pelas empresas, nos contratos de exploração e produção de petróleo e gás natural, de contratação de um percentual mínimo de bens e serviços nacionais. A Resolução ANP nº 848/2021, publicada em 15/7, prevê a possibilidade de celebração de TACs pelas empresas, em substituição ao pagamento de multas por descumprimento de compromissos de conteúdo local, em determinados casos, pela realização de novos investimentos em bens e serviços nacionais, de forma a estimular a indústria brasileira.

Para que seja celebrado um TAC, é preciso que exista um processo sancionador, e que esse processo esteja relacionado com contratos que não puderam ser aditados pela Resolução ANP n° 726/2018, cobrando uma multa por descumprimento desses compromissos. A ideia é exatamente substituir a multa por novos compromissos de investimentos na indústria local.

A celebração do TAC é facultativa às operadoras. De acordo com a Resolução ANP nº 848/2021, o termo poderá substituir o processo sancionador, ou seja, esse processo será arquivado quando o termo for celebrado. E, em caso de descumprimento, o operador pagará multa relativa ao não cumprimento do TAC.

A minuta com a proposta de alteração passou também por consulta pública. As sugestões recebidas na consulta e na audiência serão avaliadas pela área técnica, para alteração ou não da minuta original. O texto consolidado passará por análise jurídica da Procuradoria Federal junto à ANP e por aprovação da diretoria colegiada da Agência, antes de sua publicação.

Oferta Permanente: aprovada a inscrição de mais uma empresa, totalizando 69

A Comissão Especial de Licitação (CEL) aprovou a inscrição de mais uma empresa para a Oferta Permanente: Ecopetrol Óleo e Gás do Brasil Ltda. A inscrição foi aprovada em reunião da CEL, em 7/12 e publicada em (8/12) no Diário Oficial da União.

Com a Ecopetrol, já são 69 as empresas inscritas na Oferta Permanente (veja a relação completa).

A Oferta Permanente é uma modalidade de concessão de blocos e de áreas com acumulações marginais para exploração ou reabilitação e produção de petróleo e gás natural. Nessa modalidade, há a oferta contínua de blocos exploratórios e áreas com acumulações marginais localizados em quaisquer bacias terrestres ou marítimas. A exceção são os blocos localizados no Polígono do Pré-sal, nas áreas estratégicas ou na Plataforma Continental além das 200 milhas náuticas, bem como os autorizados a compor a 17ª e a 18ª Rodadas de Licitações.

Uma vez tendo sua inscrição aprovada no processo, a empresa pode declarar interesse em um ou mais dos blocos e áreas ofertados no Edital. Após aprovação pela CEL uma ou mais declarações de interesse, tem início um ciclo da Oferta Permanente, com a divulgação de seu cronograma pela Comissão. Os ciclos correspondem à realização das sessões públicas de apresentação de ofertas para um ou mais setores que tiveram declaração de interesse. No dia da sessão pública, as empresas inscritas podem fazer ofertas para blocos e áreas com acumulações marginais nos setores em licitação naquele ciclo.

TMC entregará sistema de compressor para FPSO da Petrobras

A TMC Compressors, fornecedora norueguesa de sistemas de ar comprimido para uso marítimo e offshore, foi contratada para fornecer um grande sistema de ar comprimido marinho para a embarcação Mero 3 flutuante, de produção, armazenamento e offloading (FPSO) da Petrobras.

A TMC Compressors informou que o sistema de ar comprimido marinho do  FPSO Mero 3 ( Marechal Duque de Caxias ) – destinado à  bacia de Santos  – consistirá em compressores de ar de serviço e instrumental de grande capacidade com secadores de ar e filtros associados. O valor do contrato não foi divulgado.

A empresa irá fabricar o sistema de ar comprimido marítimo na Europa e entregá-lo ao estaleiro de fabricação escolhido. Este FPSO será implantado no bloco de Libra, na bacia do pré-sal de Santos, localizado a 180 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, na costa do Brasil. A produção de petróleo neste bloco foi iniciada em novembro de 2017 com o FPSO Pioneiro de Libra de 50 mil barris por dia.

Hans Petter Tanum , diretor de vendas e desenvolvimento de negócios da TMC, comentou: “Como este é um grande FPSO que opera longe da costa, ele precisa de um sistema de ar comprimido marinho altamente confiável e de alta capacidade a bordo. Também o estamos projetando para que a tripulação do navio possa manter o sistema por conta própria, reduzindo assim a necessidade de viagens offshore. ”

Para lembrar, a Petrobras assinou carta de intenções com a Malaysia International Shipping Corporation Berhad (MISC Berhad) para afretamento e fornecimento de um FPSO a ser instalado no empreendimento Mero 3 em agosto do ano passado.

No mês passado, a PJ Valves ganhou dois contratos de válvulsa e um deles é para o FPSO  Mero 3.

A empresa entregará uma série de válvulas de fechamento, esfera, globo e retenção fornecidas em aço inoxidável de carbono, super duplex e material de bronze de alumínio níquel para o Mero 3 FPSO.

Este FPSO será a terceira unidade a ser instalada no campo de Mero e deverá ter uma capacidade de processamento de 180.000 b / d de óleo e 12 MMcm / d de gás.

Mero é um projeto de responsabilidade do Consórcio Libra, no qual a Petrobras é a operadora com 40 por cento com os sócios Shell Brasil com 20 por cento, TotalEnergies com 20 por cento, CNODC e CNOOC Limited com 10 por cento cada, juntamente com a Pré-sal Petróleo SA (PPSA) como gestora deste contrato.

O início da produção do primeiro sistema definitivo Mero (Mero 1) está previsto para 2022, por meio do FPSO Guanabara, seguido do Mero 2 (FPSO Sepetiba), em 2023, e do Mero 3 (FPSO Marechal Duque de Caxias), em 2024.

Vale lembrar que a TMC Compressors foi contratada em setembro deste ano para fornecer o sistema de ar comprimido marinho para outro flutuador e, nos termos desse negócio, a empresa equipará o FPSO Sangomar da Woodside com esse sistema.

Petrobras conclui paradas de manutenção em refinarias e mantém alto nível de produção de combustíveis

A Petrobras investiu cerca de R$ 2 bilhões, ao longo de 2021, em manutenção preventiva no seu parque de refino. Ao todo, foram inspecionados mais de 4 mil equipamentos em todas as refinarias da companhia.  O objetivo principal do investimento é garantir a segurança e a continuidade operacional, assim como adequar as capacidades de produção das unidades e promover melhorias nas instalações.

As paradas se concentraram no segundo trimestre de 2021 com algumas ações ainda no terceiro trimestre. Após a conclusão das campanhas de manutenção, a Petrobras retomou o alto nível de produção de combustíveis. Nos meses de outubro e novembro,  a média de produção mensal de gasolina nas refinarias da Petrobras subiu 17% em relação ao segundo trimestre e a produção de diesel cresceu 8% no mesmo período.

Em novembro, o fator de utilização das refinarias fechou em 87% da capacidade, 12 pontos percentuais acima do segundo trimestre. A Petrobras sempre busca a utilização mais eficiente de seus ativos e o nível de processamento pode flutuar, de acordo com a disponibilidade dos equipamentos, a economicidade das operações e o atendimento aos clientes.

Por isso, o nível de processamento das refinarias é planejado com base nas disponibilidades e tipos de petróleo, na capacidade das refinarias e dos ativos logísticos, assim como nas previsões de demanda. A partir de critérios técnicos, o sistema aponta a solução com melhor resultado econômico para todo o parque.

Investimentos futuros

A Petrobras anunciou, em seu Plano Estratégico 2022-2026, que investirá US$ 6,1 bilhões no refino nos próximos cinco anos. Serão implantados projetos para posicionar a companhia entre as melhores refinadoras do mundo, em termos de eficiência e desempenho operacional, com produtos de maior valor agregado e menor emissão de carbono.

Um dos compromissos, por exemplo, é ampliar a capacidade de produção, especialmente de derivados de alta qualidade, como o diesel S-10. O Plano Estratégico inclui três grandes projetos de expansão: a conclusão da segunda unidade (trem) da Refinaria Abreu e Lima – Rnest, que vai  elevar a  capacidade de produção de diesel S-10 em 95 mil barris por dia; a integração entre a Refinaria Duque de Caxias (Reduc) e o GasLub Itaboraí, com capacidade adicional de 93 mil barris por dia de diesel S-10 e querosene de aviação (QAV) e 12 mil barris por dia de lubrificantes de maior qualidade; uma nova unidade na Replan, além de adaptações na Reduc e na Revap, com  capacidade adicional de 132 mil barris por dia de diesel S-10 nas três refinarias.

Petrobras conquista prêmio Empresa Pró-Ética 2020-2021

Pela primeira vez, a Petrobras recebeu o troféu de empresa Pró-Ética, reconhecimento concedido pela Controladoria-Geral da União (CGU). A lista das empresas aprovadas na edição 2020-2021 do Programa Empresa Pró-Ética foi anunciada nesta terça-feira  (7/12), em Brasília, com a participação do ministro da CGU, Wagner Rosário; do secretário-executivo da Controladoria, José Marcelo Castro de Carvalho; do secretário de Transparência e Prevenção da Corrupção, Roberto Viegas, e do presidente da Apex-Brasil, Augusto Pestana.

Das 327 empresas que solicitaram acesso ao Programa, 236 finalizaram o questionário de avaliação, 195 foram admitidas e 67 vencedoras. As empresas foram reconhecidas como comprometidas com a adoção voluntária de medidas de integridade voltadas para a prevenção, a detecção e a remediação de atos de fraude e corrupção.

Os critérios utilizados para conceder o selo avaliam rigorosamente os programas de integridade das empresas, mostrando que a Petrobras está seguindo as melhores práticas do mercado.

“Esse reconhecimento demonstra o compromisso da Petrobras com o combate à corrupção e a promoção da cultura ética em nossa sociedade. A premiação   consolida uma série de iniciativas do Sistema de Integridade da companhia, que inclui ações de controle e medidas anticorrupção que vão além das exigidas pela legislação”, afirmou o Diretor de Governança e Conformidade da Petrobras, Salvador Dahan.

Criado em 2010 pela CGU, em parceria com o Instituto Ethos, o Pró-Ética busca fomentar a adoção voluntária de medidas de integridade por empresas brasileiras de diversos portes e ramos de atuação, reconhecendo aquelas comprometidas com a prevenção, detecção e remediação de atos de corrupção e fraude. O objetivo é conscientizá-las sobre seu relevante papel no enfrentamento da corrupção, reconhecendo-as publicamente com o selo Empresa Pró-Ética. Dessa forma, a iniciativa contribui com um ambiente corporativo brasileiro mais íntegro, ético e transparente, sobretudo nas relações que envolvam a Administração Pública.