Estatal avança na restauração socioambiental de áreas localizadas no entorno do Polo GasLub

Ações de recuperação e plantio de vegetação já foram realizadas em mais de 800 hectares

A Petrobras assumiu uma série de compromissos com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) para restabelecer, promover e garantir o equilíbrio socioambiental de áreas no entorno do Polo GasLub, localizado em Itaboraí, Rio de Janeiro.  Nesta semana, a companhia apresentou informações atualizadas sobre o avanço das ações – que já abrangem mais de 800 hectares na região Leste Fluminense. Os dados foram apresentados a representantes do MPRJ, do Instituto Estadual do Ambiente (INEA) e da Secretaria Estadual do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS), que elogiaram a atuação da empresa na região. As informações sobre as ações referem-se ao cumprimento de uma Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado pela Petrobras com o MPRJ.

As informações apresentadas pela Petrobras apontam para o avançado cumprimento das medidas de restauração e conservação previstas no TAC. Até o momento, foram plantados e monitorados 466,1 hectares no interior do GasLub, na margem do Rio Macacu. Também foram realizadas ações para promover a condução da regeneração natural em 104,8 hectares e apoio ao projeto “Responsabilidade Socioambiental Guapiaçu Grande Vida”, com ações de plantio, monitoramento e condução da regeneração em uma área total de 266 hectares.

Com a apresentação dos resultados das ações pela Petrobras, os representantes do MPRJ e do INEA sinalizaram a intenção de realizar uma visita de campo para observar os avanços, considerados significativos.

Petrobras apoia criação e modernização do Banco Nacional de Amostras de Albatrozes e Petréis

Desenvolvida pelo projeto Albatroz, que tem base em Cabo Frio (RJ), ferramenta promove intercâmbio internacional entre cientistas e contribui para a preservação dessas aves ameaçadas de extinção, que ajudam a manter o equilíbrio dos ecossistemas marinhos

São 6.300 amostras de 38 espécies e 19 gêneros de albatrozes e petréis, coletadas em parceria com 11 instituições, contribuindo para quatro projetos de pesquisa, dois deles internacionais. Esses são alguns números que mostram o potencial do Banco Nacional de Amostras de Albatrozes e Petréis (BAAP), único banco de caráter integrado da América Latina. O BAAP tem entre um de seus realizadores o projeto Albatroz, patrocinado pelo programa Petrobras Socioambiental, que tem base em Cabo Frio (RJ).

Por trás desse esforço, há muita história e contribuição para o equilíbrio dos ecossistemas marinhos. Tudo começa com uma pergunta: “Os albatrozes e petréis são indicadores de saúde ambiental?”. Para respondê-la, é necessário definir padrões de saúde dessas aves com exames de sangue ou análise de metabolismo, por exemplo, para que seja possível avaliar e relacionar esses parâmetros às condições do ambiente em que vivem. Uma investigação precisa requer o desenvolvimento de protocolos de coleta de amostras biológicas e diretrizes para reabilitação dessas espécies. Esse é o papel do BAAP.

E por que preservar essas aves é importante? A ausência de uma espécie em uma cadeia ecológica pode aumentar as populações de alguns seres vivos e reduzir (ou extinguir) a presença de outros. Das 22 espécies de albatrozes, 17 estão ameaçadas. Em paralelo a esse equilíbrio populacional, os albatrozes e petréis ajudam também na manutenção do ciclo de nutrientes das áreas onde habitam. Vale ressaltar que essas aves estão presentes em várias regiões do Hemisfério Sul: além do Brasil, áreas próximas à Antártida, Austrália e Nova Zelândia.

Criado em 2018, o BAAP está sob gestão do Cemave/ICMBio em parceria com o projeto Albatroz.  O site (https://baap.org.br) foi recentemente reformulado, incluindo novos filtros de pesquisa, como a possibilidade de identificação do município ou país onde a amostra foi coletada. Essa e outras funcionalidades facilitam a busca dos pesquisadores de outras nacionalidades e uma versão em inglês já está em estudo.

Programa Petrobras Socioambiental

Por meio do Programa Petrobras Socioambiental, a Petrobras apoia soluções socioambientais para os territórios onde atua, em todo o país, por meio de parcerias com organizações da sociedade civil. A linha de atuação Oceano inclui iniciativas voltadas para a conservação de espécies e ecossistemas costeiros e marinhos, contribuindo para o desenvolvimento sustentável dos oceanos, associadas à educação ambiental.

ALTAVE é selecionada para implantar monitoramento inteligente em sonda da Ocyan

Startup usará tecnologia própria de Intelligent Vídeo Analítica para detectar e prevenir incidentes em plataforma de perfuração da empresa

A ALTAVE, startup de monitoramento inteligente para grandes áreas, localizada em São José dos Campos (SP), foi selecionada para implantar solução de segurança no navio-sonda Norbe IX da Ocyan, empresa offshore do setor de Óleo & Gás. Com o objetivo de detectar condições de desvios de segurança ocupacional, o sistema vai gerar alertas para mitigação de riscos através de sistema baseado em visão computacional e inteligência artificial (Intelligent Vídeo Analytics), que interpreta dados de forma automática e em tempo real.

A solução será aplicada para detecção de ausência de EPI (Equipamento de Proteção Individual) e controle de presença em zonas restritas (conhecidas como red zones). Serão seis câmeras conectadas a terminais instalados em locais estratégicos da embarcação, com transmissão ao vivo e alertas através do software ALTAVE HARPIA.

O software, de propriedade da startup, oferece diversas inovações para facilitar a tomada de decisão e prevenir incidentes. Seus principais benefícios incluem alertas automáticos, processamento de dados, streaming ao vivo para computadores e dispositivos móveis, armazenamento de alertas, painel de informações, emissão de relatórios e servidor redundante. Será possível ainda integrar novas câmeras à tecnologia.

O planejamento da solução foi baseado na experiência da ALTAVE em monitoramento inteligente e na necessidade de um sistema eficiente para segurança ocupacional em sondas.

“Estamos honrados de ver que nossas soluções vão contribuir com o aumento da segurança das operações da Norbe IX e, por conseguinte, da Ocyan”, comenta Leonardo Nogueira, cofundador e diretor de Marketing & Vendas da ALTAVE. “A confiança depositada pela Ocyan na capacidade da ALTAVE de entregar uma solução customizada, robusta e dentro de um prazo curto, motivou ainda mais o nosso time”, completa.

“A parceria com a ALTAVE nos mostra como as startups conseguem entregar soluções criativas e de execução simples, atendendo às demandas da Ocyan e de nossos clientes, sempre em busca de ampliação da segurança e do uptime operacional”, ressalta Lucas de Oliveira, coordenador de Tecnologia e CSD da unidade de Perfuração da Ocyan.

A expectativa é que a solução comece a operar em dezembro de 2021 através de um longo contrato de prestação de serviços e licença de software junto à Ocyan.

Sobre a ALTAVE

A ALTAVE é uma empresa brasileira, credenciada como Empresa Estratégica de Defesa (EED), com tecnologia patenteada no Brasil e no exterior. A empresa obteve a marcação CE, indicando a aprovação da qualidade de seu produto para ser comercializado em toda União Europeia.

A ALTAVE oferece soluções eficientes, diferenciadas e de qualidade há mais de 10 anos para os setores de Defesa e Segurança, Energia, Mineração, Portos, Agronegócio e Óleo e Gás.

Solstad Offshore, garantiu contratos de longo prazo com a Equinor

A Solstad Offshore, garantiu contratos de longo prazo para duas de suas embarcações de abastecimento de plataformas (PSVs) com a Equinor.

A Solstad Offshore revelou nesta segunda-feira que a Equinor fechou com os PSVs Sea Brasil e Far Scotsman novos contratos de longo prazo. Ambas as embarcações estão contratadas por dois anos com início previsto para dezembro de 2021 e junho de 2022, respectivamente, ambos em continuidade direta dos atuais contratos.

Ou seja, a Equinor estendeu anteriormente os contratos para essas duas embarcações construídas em 2012 em agosto de 2020. Os contratos para Sea Brasil e Far Scotsman foram prorrogados por um ano até dezembro de 2021 e seis meses até maio de 2022, respectivamente.

Segundo Solstad, os novos contratos também contemplam prorrogações de duas opções anuais para o Sea Brasil e uma opção anual para o Far Scotsman. Ambas as embarcações apoiarão as atividades da Equinor no Brasil.

Petrobras divulga startups selecionadas para edital de inovação de R$ 22 milhões

Empresas vencedoras receberão de R$ 500 mil a R$ 1,5 milhão para tocarem projetos de deep e soft tech

A Petrobras divulgou, as vinte empresas vencedoras do III edital do Programa Petrobras Conexões para Inovação – módulo Startups. Com valor de R$ 22 milhões e voltado para pequenas empresas inovadoras, a seleção é a maior já aberta no setor de petróleo, gás e energia no país. As startups receberão aportes de até R$ 500 mil ou de até R$ 1,5 milhão, a depender da categoria (deep tech ou soft tech), para serem usados em projetos nas verticais de Tecnologias Digitais (12), Robótica (3), Tecnologias de Inspeção (2), Modelagem Geológica (2) e Eficiência Energética (1). A data prevista para assinatura dos contratos e início dos trabalhos é fevereiro de 2022.

Além do suporte financeiro para o desenvolvimento dos projetos de inovação, as empresas selecionadas recebem mentoria técnica com especialistas da Petrobras e mentoria de negócios e apoio à gestão com consultores do Sebrae, parceiro da companhia no edital. Ao final do processo, os projetos finalizados com sucesso têm a possibilidade de atender demandas não só da Petrobras, mas também de se tornarem fornecedoras da cadeia produtiva de petróleo e gás.

“O protagonismo da Petrobras na interação com startups, empresas e institutos de Ciência e Tecnologia torna a companhia um grande motor da inovação, acelerando grandes entregas de valor, além de contribuir para o desenvolvimento do ecossistema de inovação no país”, analisa o diretor de Transformação Digital e Inovação da Petrobras, Nicolás Simone.

Primeiros resultados

Enquanto as empresas vencedoras do edital de 2021 comemoram, startups selecionadas nas edições anteriores do programa finalizam seus projetos e validam suas soluções inovadoras para aplicação em ambiente real de operação. Um exemplo é a Unidroid, empresa paulista que inicia, até janeiro, os testes em campo dos primeiros robôs de combate a incêndio para área classificada (com risco de atmosfera inflamável) do mundo. Eles foram desenvolvidos especialmente para a Petrobras, a partir de um dos desafios do edital 2020 do Programa Conexões. O principal objetivo da solução robótica é preservar a segurança do brigadista. Há dois modelos em desenvolvimento: para áreas offshore e onshore, com capacidade de vazão de 4.500 e 30.000 litros de água por minuto, respectivamente. Os robôs também são capazes de lançar 100 kg de pó químico. O desempenho de ambos é considerado superior ao dos extintores convencionais e a tecnologia pode ser implantada no ano que vem.

ST-Ex, um dos robôs em desenvolvimento pela Unidroid. FOTO DIVULGAÇÃO

Para o diretor de engenharia da Unidroid, José Carlos de Castro, a parceria com a Petrobras foi uma alavanca para o negócio. “A Petrobras dita o rumo da prospecção tecnológica de petróleo no mundo inteiro e a maioria das pessoas não sabe disso. Temos muito orgulho de fazer parte desse processo que nos permitiu desenvolver uma tecnologia inovadora que pode nos levar a ser uma das maiores empresas de robótica do país’, afirma. A CEO da startup, Fernanda Morelli, destaca o suporte recebido do Sebrae e a “mentoria técnica perfeita” dos especialistas da Petrobras. “Nos reuníamos a cada 15 dias para resolver qualquer dificuldade. Isso contribuiu muito para que uma empresa como a nossa, formada por três pessoas, pudesse chegar até aqui”, avalia.

O programa Petrobras Conexões surgiu do interesse da Petrobras de estreitar o relacionamento com o ecossistema de inovação, especialmente com startups e pequenas empresas de base tecnológica. O investimento visa atender demandas mapeadas internamente na companhia e o desenvolvimento ágil de soluções com possibilidade de implantação na indústria de óleo e gás.

Confira as vencedoras

Diálogos Petrobras será online e incorpora temas da agenda ESG

Com objetivo de ampliar o debate sobre a ética, a integridade e a transparência, a Petrobras realiza, entre os dias 6 e 8 de dezembro, o evento Diálogos Petrobras Integridade & ESG. Em sua oitava edição, o encontro incorpora temas da agenda ESG – ambientais e sociais, além da governança. Os debates são abertos ao público externo, gratuitos e totalmente on-line. As inscrições podem ser realizadas pelo site https://dialogospetrobras.com.br/.

Durante três dias, mais de 30 convidados vão debater sobre a integridade como base para o estabelecimento e cumprimento dos compromissos ambientais, sociais e de governança, melhores práticas e a evolução dessa agenda nas organizações. A abertura do evento contará com a participação do presidente do Conselho de Administração da Petrobras, Eduardo Bacelar Leal Ferreira; do presidente da companhia, Joaquim Silva e Luna; e de Salvador Dahan, Diretor de Governança e Conformidade da Petrobras.

Na segunda-feira (6/12), a prefeita de Quissamã, Maria de Fátima Pacheco, e Roberto Ardenghy, Diretor de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade da Petrobras, apresentam os primeiros resultados do pioneiro projeto “Cooperar para Transformar”, realizado em parceria com a companhia. A iniciativa apoia a gestão municipal no aperfeiçoamento de soluções de governança pública, controles internos e integridade, a fim de aprimorar a gestão dos recursos provenientes de royalties e participações especiais. Na terça-feira (7/12), o gerente executivo da Petrobras Carlos José Travassos debate aspectos de integridade na gestão da cadeia de fornecedores. Na quarta-feira (8/12), a gerente executiva de Mudança Climática da Petrobras, Viviana Canhão, fala sobre Clima e Desenvolvimento Sustentável com convidados grande influência no mercado. O encerramento fica por conta da Orquestra Petrobras Sinfônica, sob a regência do maestro Felipe Prazeres.

Também participam do encontro Rachel Maia, conselheira administrativa da Vale, Grupo Soma, Banco do Brasil e CVC, que abordará a integridade como base para os compromissos ESG e Andrea Schwarz, primeira pessoa com deficiência a ganhar o reconhecimento LinkedIn Top Voice, que falará sobre inclusão e diversidade no mercado de trabalho. O técnico de vôlei Bernardinho fará palestra sobre liderança, ética e governanças nas organizações; o empreendedor social Geraldo Rufino, tratará do tema economia circular e empreendedorismo; e Christiano Rohlfs Coelho, head de Sustentabilidade Empresarial do Banco Inter, debaterá o papel do mercado financeiro no desenvolvimento dos compromissos sociais e ambientais da sociedade, ente outros.

Serviço

Evento: Diálogos Petrobras Integridade e ESG
Dias: 6, 7 e 8 de dezembro – Horário: das 10h às 17h
Informações e inscrições: www.dialogospetrobras.com.br

PROGRAMAÇÃO

06 de dezembro – Segunda-feira

10h – Abertura do Evento
Boas-Vindas e abertura do evento
Eduardo Bacelar Leal Ferreira – Presidente do Conselho de Administração da Petrobras
Joaquim Silva e Luna – Presidente da Petrobras
Salvador Dahan – Diretor de Governança e Conformidade da Petrobras

10h30 às 11h30
Integridade como base para os compromissos ESG
Palestrante
Rachel Maia, Conselheira Administrativa da Vale, Grupo Soma, Banco do Brasil e CVC
Moderador: Salvador Dahan – Diretor de Governança e Conformidade da Petrobras

11h30 às 12h30
Evolução das políticas públicas de integridade
Debate sobre a evolução das políticas públicas de integridade nas esferas municipal, estadual e federal, e sua influência nas organizações e na sociedade.
Palestrantes
Marcelo Calero – Secretário de Integridade da Prefeitura do Rio
Leonardo Ferraz – Presidente do Conselho Nacional de Controle lnterno – CONACI
Moderadora: Roberta Codignoto – Membro da Comissão de Ética Pública

11h30 às 12h30
Abertura do Mercado de Gás e Compliance Concorrencial
Debate sobre como as organizações devem se preparar para a abertura do mercado de gás à luz das condutas requeridas no compliance concorrencial.
Palestrantes
Ana Paula Guimarães, Chefe de gabinete da Presidência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE)
André Tostes, Advogado da Petrobras
Moderador: Alvaro Ferreira Tupiassu, gerente executivo de Gás e Energia da Petrobras

14h às 14h30
Cooperar para transformar: o novo papel das organizações
Compartilhar as primeiras experiências da parceria entre a Petrobras e o município de Quissamã, com foco em integridade e sustentabilidade.
Palestrantes
Maria de Fátima Pacheco, Prefeita de Quissamã
Moderador: Roberto Ardenghy, Diretor de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade Petrobras

14h30 às 15h30
Fatores Humanos no ambiente Operacional
Demonstrar de que forma os fatores tecnológicos, ambientais e organizacionais influenciam o desempenho do ser humano nas suas atividades, especialmente em ambientes operacionais.
Palestrantes
José Carlos Bruno, Petrobras e Society of Petroleum Engineers
Eder Henriqson, Professor de Gestão, Segurança de Sistemas e Fatores Humanos da PUC RS
Moderador: Josué França, especialista em Fatores Humanos da Petrobras

14h30 às 15h30
Compliance Digital e LGPD na agenda ESG
Debater os desafios do compliance digital e da LGPD como elemento catalisador dos compromissos ESG
Palestrantes
Renato Opice Blum, Chairman da Opice Blum, Bruno e Vainzof Advogados
Arthur Sabbat, Diretor do Conselho-diretor da ANPD
Moderadora: Marcia Tosta, Gerente Executiva de Segurança da Informação da Petrobras

16h às 17h
Empreendedorismo com Impacto Social
Demonstrar como a tecnologia é capaz de potencializar o empreendedorismo, gerando transformação social.
Palestrantes
Diego Barreto, VP de Finanças e Estratégia do iFood
Moderadora: Rafaela Guedes, Gerente Estratégia da Petrobras

07 de dezembro – Terça-feira

10h às 11h
Pessoas diferentes, ideias diferentes
Palestrante
Andrea Schwarz, proprietária da Iigual

11h30 às 12h30
Integridade para Fornecedores
Debater aspectos de integridade na gestão da cadeia de fornecedores.
Palestrantes
Carlos José Travassos, GEx SRGE da Petrobras
Verônica Coelho, Vice-Presidente Sênior e Presidente da Equinor Brasil
Moderadora: Marina Quindere, Gerente Executiva de Suprimentos da Petrobras

11h30 às 12h30
Influência dos aspectos de ESG na tomada de decisão
Debater de que maneira a necessidade de atenção aos aspectos de ESG vem transformando a tomada de decisão das organizações.
Palestrantes
Agnes Costa, Chefe da assessoria especial em assuntos regulatórios do Ministério de Minas e Energia
Sonia Favaretto, conselheira e especialista em sustentabilidade
Moderador: Marcelo Gasparino, Conselheiro de Administração da Petrobras

14h às 15h
Cultura Corporativa, Valores e Liderança
Palestrante
Bernardinho, técnico de vôlei

15h às 16h
Gestão de Riscos na Sustentabilidade
Debater importância da gestão de riscos para sustentabilidade corporativa nos aspectos econômicos, ambientais e sociais
Palestrantes
Giuliano Carrozza, Gerente Executivo de Riscos da Petrobras
Fátima Lima, MAPFRE
David Pereira, DuPont Sustainable Solutions
Claudenir Brito, BNDES

15h às 16h
Integridade nas Parcerias Operacionais
Debater a importância dos aspectos de integridade para sustentabilidade das parcerias operacionais
Palestrantes
Julio Eustáquio Gontijo, Pré-Sal Petróleo (PPSA)
Eduarda Pina, Total
Moderadora: Mariana Cavassin, gerente executiva Libra (Petrobras)

16h às 17h
Adequação da Agenda ESG nas estratégias de negócios
Debater de que forma a agenda ESG conecta-se com as estratégias de negócios e seu avanço entre as organizações
Palestrantes
Anselmo Bonservizzi, Sócio-líder de Risk Advisory na Deloitte
Adiéliton Galvão de Freitas, Gerente de Sustentabilidade da CEMIG
Moderadora: Cynthia Silveira, Membro do CA da Petrobras

08 de dezembro – Quarta-feira

10h às 11h
Economia Circular e Empreendedorismo
Palestrante
Geraldo Rufino, empreendedor

11h30 às 12h30
Compliance para os riscos sociais e ambientais
Debater os desafios para a atuação da área de compliance na carteira dos riscos sociais e ambientais da indústria de óleo e gás
Palestrante
Patrícia Marques, TechnipFMC
Sylvia Figueiredo, Shell
Moderadora: Renata Elias, gerente executiva da área de Conformidade da Petrobras

11h30 às 12h30
Clima e Desenvolvimento Sustentável – Palestra internacional com legenda
Palestrante
Jvan Gaffuri, S&P Global Dow Jones
Gabriel Hasson, Blackrock
Denise Pavarina, Aggrego Consultores Associados
Moderadora: Viviana Canhão, gerente executiva de Mudança Climática na Petrobras

14h às 15h
Ações coletivas e o fomento da Agenda ESG
Debater sobre como as ações coletivas podem alavancar a pauta ESG nas grandes organizações e dar suporte à sua implementação pelas pequenas e médias empresas
Palestrante
Carlo Pereira, Diretor da Rede Brasil do Pacto Global
Reynaldo Goto, Diretor BRF
Moderadora: Camila Araújo, Diretora da Eletrobras

14h às 15h
Condutas Anticompetitivas e o impacto no setor de combustíveis
Palestrantes
Bruno Caselli, Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)
Guilherme Theophilo, Instituto Combustível Legal
Alexandre Messa, secretaria de Advocacia da Concorrência e Competitividade do Ministério da Economia
Moderadora: Andrea Damiani, gerente executivo de Desenvolvimento de Negócios de Logística da Petrobras

15h30 às 16h30
Capitalismo Consciente
Debate sobre o papel do mercado financeiro no desenvolvimento dos compromissos sociais e ambientais da sociedade
Palestrante
Fabio Gaspar, Shell
Christiano Rohlfs Coelho, Banco Inter
Moderador: Rodrigo Araujo, Diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores da Petrobras

16h30 – Encerramento
Felipe Prazeres e Orquesta Petrobras Sinfônica

Young Summit Rio Oil & Gas termina após três dias intensos de debate sobre a indústria do futuro

A diversidade de temas marcou o término do Young Summit, cujo formato inovador passa a ser modelo na área de eventos para o IBP 

O Young Summit Rio Oil & Gas encerrou a sua primeira edição nesta quinta-feira (2.12) com debates sobre transformação digital; oportunidades de carreira nas indústrias do amanhã; o futuro da indústria e do clima e saúde mental. Também foram discutidos temas como as empresas podem tornar o ambiente mais acolhedor para a nova geração; e o investimento na transição energética por meio da parceria do setor com startups e o desenvolvimento de inovações.

A interação com convidados especiais na mesa redonda 

Eduardo Chamusca, Diretor Global de Desenvolvimento de Negócios da SBM Offshore, falou sobre profissionais jovens que já ocupam posição de liderança. “A energia e o pensamento novo são alguns dos diferenciais que a juventude tem. Quem faz a mesma coisa durante décadas pode ficar na zona de conforto e sem inovação. Um equilíbrio interessante envolve a troca de experiências entre profissionais mais experientes e os mais jovens, os quais já entram no mercado com vasto conhecimento.”

Já Rudimar Lorenzatto, investidor anjo no Urca Angels e sócio da Logitech, abordou a importância da mentoria para o desenvolvimento de startups. “Depois de muito tempo na Petrobras, percebi que o contato com as ideias que circulam nas startups faz com que você aprenda muito. Ao mesmo tempo, abre oportunidade para compartilhar experiências nesse ambiente inovador. Esse cruzamento geracional é importante para aproveitar o bom que já existe com o bom do novo que está chegando”, afirmou.

Saúde Mental 

A busca por um modelo melhor de trabalho após a pandemia foi um dos temas da sessão “Precisamos Falar sobre Saúde Mental”. Para Flávio Freitas, coordenador médico da Seadrill e consultor médico da TotalEnergies, não houve tempo para planejar o home office no início da pandemia. Agora, diz, há tempo para planejar se o trabalho continuará em home office, se volta a ser presencial ou se será adotado um modelo híbrido.

“Ninguém se preparou para o home office, era uma emergência. Mas, agora há tempo de planejar como vai ser o retorno ao trabalho”, defendeu. Ressaltou também que, se por um lado as pessoas ganharam mais tempo para suas atividades pessoais, por outro, o home office gerou muito estresse por haver limites de horário pouco claros, o que levou a casos de burnout. Para quem gostou do home office, Flávio recomenda que os benefícios sejam considerados pelas empresas. “É importante não deixar esses benefícios desaparecerem de uma hora para outra’’.

Segurança psicológica 

Alguns palestrantes, como Daniele Jesus, psicóloga e psicanalista, líder do programa de trainees na Univeler, abordaram a necessidade de construção de uma “segurança psicológica” dos funcionários das empresas. Isso envolve, por exemplo, poder se manifestar em relação a um projeto. “É preciso construir muita segurança psicológica para que alguém consiga expor o seu ponto de vista ou para que o funcionário vá ao serviço de saúde porque está à beira de um burnout”, explicou.

Marco André Mezzasalma, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria na UFRJ, disse que a cultura de se falar sobre saúde mental começou a entrar na agenda corporativa. “Hoje, muitas empresas têm um profissional que cuida do manejo da saúde mental dos funcionários como um todo”, comentou.

Já Lisandro Gaertner, gerente de Comissões e Gestão do Conhecimento Instituto Brasileiro do Petróleo e Gás (IBP), abordou a questão da culpa no ambiente de trabalho. “O ócio criativo foi retirado de nossas vidas. Há pouco espaço nas agendas e o home office tem colocado uma reunião atrás da outra”, afirmou.

Júlia Braz, psicóloga clínica e pós-graduada em fenomenologia existencial, reforçou a necessidade de equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.

As carreiras da indústria do amanhã 

‘’O profissional do futuro será diverso, em um setor plural e em sintonia com suas soft skills. É esse cenário que nos levará a soluções globais e integradas’’. A declaração é Ana Flavia Gomide, estudante de engenharia de petróleo na Universidade Federal de Sergipe e Embaixadora da Juventude pela ONU. Ana foi uma das palestrantes no pilar ‘As Carreiras da Indústria do Amanhã’.

Para Juliano Mesquita Loureiro, head global de RH da Petrobras, “a indústria de óleo e gás é uma indústria em evolução e em adaptação a tudo o que está acontecendo no mundo”. Carreiras tradicionais, como as da área de geologia, geociência e engenharia, continuarão fortes, mas haverá uma evolução. “Há um cruzamento de atividades, uma mobilidade de profissionais, um intercâmbio entre as carreiras”, afirmou.

Carla Diniz, diretora de Gente e Gestão da NTS e chair do Young Summit Rio Oil & Gas, e Christiano Lins, head de Inovação da Subsea 7, integraram o time de convidados para o último papo da mesa redonda no estúdio.

Christiano, que tem carreiras paralelas, comentou sobre o jovem profissional de formação generalista e que depois se especializa em uma área específica. “O futuro do trabalho tá focado em sermos mais diversos, com olhar mais generalista pra resolver cada vez mais problemas complexos, esse modelo de profissional se alinha a esse objetivo.”

Carla destacou as possibilidades para as mulheres entrarem no setor. “Não tinha banheiro, não tinha uniforme feminino quando eu entrei no mercado. Hoje, podemos dizer que avançamos, mas ainda precisamos fazer mais. Ainda tem gente repetindo hoje que não há mulheres no curso de engenharia para serem contratadas, mas as mulheres estão estudando e se formando. Em alguns cursos, já somos um pouco mais de 50% só de mulheres”, concluiu.

Todas as sessões estão disponíveis gratuitamente no On demand da plataforma exclusiva da Rio Oil & Gas.  As discussões voltadas para o público jovem estarão de volta na Arena Young Summit, que estará na Rio Oil & Gas, diretamente do Pier Mauá, zona portuária no Rio de Janeiro, de 26 a 29 de setembro de 2022.

O evento foi patrocinado por Petrobras, TotalEnergies, NTS, Prumo e TechnipFMC, além de contar com a participação do Governo Federal.

Gás Natural: TAG divulga resultado da solicitação de capacidade em seus dutos de transporte para 2022

A ANP comunica aos agentes do mercado de gás natural que a Transportadora Associada de Gás S/A (TAG) divulgou, ontem (01/12), a lista com os carregadores e as capacidades alocadas aos interessados em acessar a sua rede de transporte para o próximo ano, por meio de contratos na modalidade de serviço extraordinário.

No serviço extraordinário, é feita uma contratação na capacidade disponível em um gasoduto. Os contratos firmados são anuais, no regime de entrada e saída, e têm qualidade de prestação similar ao serviço firme (com garantia de movimentação até o volume contratado) durante seu período de vigência, com início em 01 de janeiro de 2022.

Em outubro, a ANP aprovou as tarifas de transporte extraordinário para 2022, para a Transportadora Associada de Gás S/A (TAG) e para a Nova Transportadora do Sudeste S/A (NTS) permitindo esse tipo de contratação pelas transportadoras. As novas tarifas incorporam o fator locacional, que introduz a distância como um dos elementos para o cálculo tarifário.

Os resultados estão disponíveis no sítio eletrônico da Transportadora.

Fiscalização de combustíveis: ANP divulga resultados de ações em 13 unidades da Federação (22/11 a 02/12)

Entre os dias 22/11 e 02/12, a ANP realizou ações de fiscalização no mercado de combustíveis em 13 unidades da Federação.

Nas ações, os fiscais verificaram se as normas da Agência – como o atendimento aos padrões de qualidade dos combustíveis, o fornecimento do volume correto pelas bombas, apresentação de equipamentos e documentação adequados, entre outras – estão sendo cumpridas.

Além da fiscalização de rotina, a Agência também atua em parceria com diversos órgãos públicos. Neste período, por exemplo, houve parcerias com órgãos como o Procon, IPEM-RJ, Inmetro e a Polícia Civil, no Rio de Janeiro e em Guarulhos.

Veja abaixo os resultados das principais ações nos segmentos de postos de combustíveis, revendas de GLP (gás de cozinha), distribuidoras de combustíveis, GLP e solventes, transportador-revendedor-retalhista (TRR), terminais de combustíveis e revendedores de combustíveis de aviação.

Rio Grande do Sul 

Ao todo, 18 agentes econômicos foram fiscalizados no estado, de postos de combustíveis a revendas de GLP. Os fiscais estiveram nos municípios de Cachoeirinha, Capitão, Canoas, Colinas, Encantado, Imigrante, Lajeado, Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires. Houve uma autuação em um posto de Cachoeirinha, que não possuía os equipamentos necessários para realização da análise dos combustíveis (teste de qualidade que pode ser exigido pelo consumidor).

Em Canoas, os fiscais da ANP participaram de uma força-tarefa com o Inmetro e o Procon Municipal, no dia 29 de novembro, e de uma ação conjunta com a Polícia Civil-RS em 2 de dezembro, percorrendo quatro agentes econômicos. Um posto revendedor de combustíveis do município foi autuado e teve seu tanque de armazenamento de etanol interditado por utilizá-lo sem ligação com bico abastecedor ou filtro. Ainda em Canoas, um posto revendedor de GLP também foi autuado e interditado por operar sem autorização outorgada pela Agência.

Santa Catarina  

Os fiscais da ANP estiveram em 11 agentes econômicos no estado, incluindo uma força-tarefa com a Polícia Civil-SC e o Procon Estadual nos municípios de Laguna, Pescaria Brava, Imbituba e Paulo Lopes. Também houve fiscalizações nas cidades de Araranguá e Sombrio, mas não foram constatadas irregularidades.

Paraná 

No Paraná, os fiscais visitaram nove postos de combustíveis nas cidades de Campo Largo, Colombo, Pinhais e Curitiba, onde houve parceria com a Polícia Civil e o Procon. Não foram encontradas irregularidades.

Distrito Federal 

No Distrito Federal, os fiscais estiveram em 13 postos de combustíveis, no Cruzeiro, Samambaia, Santa Maria e Sudoeste. Um posto de Santa Maria foi autuado por não possuir os equipamentos obrigatórios para realização dos testes de qualidade nos combustíveis, e outro posto, em Samambaia, foi autuado por não manter planta simplificada na instalação e também por não apresentar os registros de análise de qualidade.

Goiás 

Em Goiânia os fiscais acompanharam as aberturas de amostras contraprovas realizadas no laboratório da Universidade Federal de Goiás. Elas são referentes a várias amostras de óleo diesel B S500 coletadas em ação de fiscalização realizada em duas distribuidoras de combustíveis localizadas em Senador Canedo.

O procedimento foi requerido na defesa das distribuidoras e faz parte das garantias constitucionais ao contraditório e à ampla defesa, sendo as análises custeadas pelos autuados e os laudos disponibilizados a eles para eventual utilização em defesa no processo administrativo sancionador.

No município de São Luís de Montes Belos, os fiscais estiveram em 12 postos de combustíveis e duas revendas de GLP entre os dias 29 de novembro e 2 de dezembro. Em um deles, quatro bicos e um tanque de etanol hidratado foram interditados porque o combustível não estava dentro das especificações da Agência no que se refere ao teor alcoólico e à massa específica. O posto também foi autuado por não possuir os equipamentos utilizados na análise de qualidade dos combustíveis quando solicitado pelo consumidor. Outro posto de combustíveis foi autuado por não possuir os equipamentos utilizados na análise de qualidade dos combustíveis, que pode ser solicitada pelo consumidor, e também por aferição irregular de um bico de gasolina comum, problema que foi sanado durante a ação. Houve autuações em outros dois postos de combustíveis, por razões como dificultar o trabalho da fiscalização, armazenagem irregular de combustíveis e ausência da medida padrão de 20 litros utilizada na aferição dos bicos abastecedores quando solicitado pelo consumidor. Nestes postos, um bico de etanol hidratado e um bico de gasolina comum foram interditados.

Na mesma cidade, uma revenda de GLP foi interditada e notificada por estar com todos os extintores com recarga vencida.

Rio de Janeiro 

Os fiscais realizaram ações conjuntas com instituições como o Procon-Maricá, Procon-Rio das Ostras, Procon RJ, IPEM-RJ, Inmetro e Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.

Em Itaboraí, não houve ocorrências nos quatro postos fiscalizados. Na ação conjunta com o Procon-Maricá, os fiscais estiveram em quatro postos, e um deles teve dois bicos interditados por comercializar GNV com pressão acima do permitido. No município de Rio das Ostras, os fiscais atuaram em nove postos com o Procon local, e um deles foi autuado e interditado por comercializar gasolina comum fora das especificações da Agência.

Em operação conjunta com o Procon-RJ, IPEM e Inmetro na Zona Norte do Rio de Janeiro, os fiscais estiveram em cinco postos: um teve dois bicos interditados por comercializar GNV com pressão acima do permitido, e outro estabelecimento teve quatro bicos interditados por vender o produto com diferença no volume acima do percentual permitido (2%). Em São Gonçalo, operação em parceria com a Polícia Civil do Estado do Rio não encontrou irregularidades nos três postos fiscalizados.

Entre 29/11 e 02/12, foram realizadas fiscalizações nos municípios de Campos dos Goytacazes, Santo Antônio de Pádua e Valença. No primeiro, agentes da ANP fiscalizaram quatro postos revendedores: um deles foi autuado e interditado por comercializar combustíveis sem autorização da Agência e outro por comercializar GNV com pressão acima do permitido.

Em Santo Antônio de Pádua, foram coletadas amostras dos combustíveis de dois postos. O material será encaminhado para análise em laboratório credenciado da ANP. Na cidade de Valença, os fiscais da ANP foram averiguar denúncias relativas a pontos de comércio ilegal de GLP, comumente chamados de “boqueiros”. Não foi encontrada nenhuma irregularidade.

Minas Gerais 

Em Minas Gerais, a ANP fiscalizou 119 agentes econômicos, entre postos de combustíveis, revendas de GLP, distribuidoras de combustíveis e produtores de etanol. Os fiscais estiveram nas cidades de Belo Horizonte, Contagem, Betim, Esmeraldas, Borda da Mata, Careaçu, Inconfidentes, Itapecerica da Serra, Ouro Fino, Pouso Alegre, Durandé, Manhuaçu, Santana do Manhuaçu, Florestal, São José da Varginha, Sete Lagoas, Bom Despacho, Lagoa da Prata, Caratinga, Inhapim, Ipatinga, Santana do Paraíso e Timóteo.

Em Esmeraldas foi lavrado um auto de infração por flagrante de abastecimento em recipiente sem o selo do Inmetro. No segmento de GLP, um estabelecimento foi interditado, no mesmo município, por falta de segurança nas instalações.

Na capital do estado, duas revendas de GLP foram interditadas por falta de segurança. Também houve duas autuações em postos de Belo Horizonte, uma por armazenamento de combustível fora do tanque subterrâneo e outra por abastecimento em recipiente sem o selo do Inmetro. Um posto de combustíveis de Contagem foi autuado por irregularidades no painel de preços, enquanto em Borda da Mata os fiscais autuaram outro posto por mal funcionamento do termodensímetro (equipamento acoplado à bomba de etanol hidratado para verificar aspectos de qualidade).

Em Ouro Fino, foram feitas três autuações: uma por aferição irregular da bomba medidora (fornecer menos combustível do que o registrado), outra por ausência dos instrumentos de análise e a última por abastecimento em recipiente sem o selo do Inmetro. No município de Manhuaçu houve autuação e interdição por aferição irregular da bomba medidora, e outras duas autuações por ausência de instrumentos de análise e irregularidades no painel de preços. Em Santana do Manhuaçu foi lavrado um auto de infração por alterações cadastrais não comunicadas à ANP, além de uma autuação e interdição por aferição irregular na bomba medidora.

Em Caratinga foram duas autuações por flagrante de abastecimento em recipiente sem o selo do Inmetro. Já em Ipatinga, no segmento de GLP, houve uma interdição e apreensão de botijões em revenda não autorizada pela Agência. Um posto de combustíveis foi autuado, no mesmo município, por não possuir instrumentos necessários para realização da análise dos combustíveis (teste de qualidade que pode ser exigido pelo consumidor).

Em Sete Lagoas, foi lavrado um auto de infração e auto de interdição em um bico de GNV, que realizava os abastecimentos em pressão superior à máxima permitida.

Os fiscais ainda analisaram o cumprimento de notificações por parte dos agentes regulados.

Piauí 

Os fiscais estiveram em 18 agentes econômicos no Piauí, todos localizados na capital do Estado. Entre eles, uma distribuidora de combustíveis foi autuada por não fornecer amostra-testemunha representativa do produto comercializado, enquanto um posto de combustíveis recebeu três autuações: por apresentar termodensímetro com defeito, por não manter equipamentos medidores em perfeito estado de funcionamento e outra em razão das más condições de uso e conservação da bomba medidora, que foi interditada. A equipe também constatou irregularidades em duas revendas de GLP, que foram autuadas por estarem com o cadastro desatualizado na Agência.

Uma distribuidora de GLP foi autuada por manter três veículos transportadores carregados com recipientes transportáveis de GLP cheios, parcialmente utilizados e/ou vazios, no interior de imóvel com o cavalo mecânico desengatado da carreta ou semirreboque. Um transportador-revendedor-retalhista, por sua vez, foi autuado por não atualizar seu cadastro junto à ANP e por construir instalação sem autorização e fora das normas da Agência.

Bahia 

A ANP fiscalizou 56 agentes econômicos no estado neste período, incluindo parcerias com o Ministério Público, a Polícia Civil e o Instituto Baiano de Metrologia e Qualidade (Ibametro). Em Salvador, os fiscais autuaram um posto que possuía tanque de armazenamento sem ligação com a bomba medidora ou ao equipamento filtrante, além de não estar cadastrado na ANP. Outro posto da capital foi autuado por estar com a planta simplificada desatualizada/incorreta.

Além da capital, as equipes também estiveram nos municípios de Feira de Santana, Santo Estevão, Ipirá, Camaçari, Lauro de Freitas, Mata de São João, São Sebastião do Passe e Anguera, e conferiram o funcionamento de 11 postos de combustíveis e uma revenda de GLP. Apenas em Feira de Santana foram constatadas irregularidades: um posto de combustíveis foi autuado e interditado por disponibilizar GNV com pressão superior à permitida, e outro autuado por não manter o termodensímetro em bom estado de conservação.

Maranhão  

No Maranhão, foram fiscalizados seis agentes econômicos nos municípios de São Luís e Paço do Lumiar. Um posto revendedor de combustível de aviação foi autuado, em Paço do Lumiar, por não apresentar ficha de informação de segurança dos produtos químicos (FISPQ), não ter instrumentos de análise, não apresentar o mapa de movimentação de combustíveis de aviação, possuir extintor despressurizado e possuir medida-padrão de 20 litros com vazamento no visor, sem selo e lacre de aferição do Inmetro, além de uma bomba medidora descalibrada.

Pernambuco  

Foram 27 agentes econômicos fiscalizados no estado, entre postos de combustíveis e revendas de GLP, nos municípios de Jaboatão dos Guararapes e Recife, incluindo parcerias com o Ministério Público, Corpo de Bombeiros Militar e Polícia Militar.

Em Recife, um posto foi autuado e teve a bomba medidora interditada por estar com aferição irregular. O posto também recebeu autuação por manter o termodensímetro fora do perfeito estado de funcionamento. Outro posto da capital pernambucana também foi autuado por não manter o termodensímetro em bom estado de conservação. Houve ainda uma autuação, em outro posto, por ausência de instrumentos necessários para a análise dos combustíveis.

Paraíba 

No total, 15 agentes econômicos foram fiscalizados no estado, nos municípios de João Pessoa, Cabedelo e Conde. Os fiscais estiveram em postos, distribuidoras e terminais de combustíveis, distribuidoras de GLP e de solvente, encontrando irregularidades apenas em um posto de combustíveis na capital, que foi autuado por não identificar, na bomba abastecedora, o combustível comercializado.

São Paulo 

Ao todo, 138 agentes econômicos foram fiscalizados no estado, incluindo uma parceria com a Polícia Civil em Guarulhos, onde não foram encontradas irregularidades. Os fiscais percorreram os municípios de Aguaí, Barueri, Cajuru, Cotia, Cravinhos, Piracicaba, Santa Cruz da Esperança, Santa Rosa de Viterbo, São João da Boa Vista, Serra Azul, Serrana, Vargem Grande do Sul, Bebedouro, Campinas, Catanduva, Charqueada, Diadema, Dois Córregos, Embu das Artes, Guarulhos, Itapecerica da Serra, Jundiaí, Monte Azul Paulista, Santa Bárbara do Oeste, Santa Maria da Serra, Santo André, Torrinha, Viradouro e São Paulo.

Em Catanduva, um posto foi autuado por romper lacres de uma interdição anterior e dar destinação indevida a combustíveis.

Em Diadema, duas revendas de GLP foram autuadas por não comunicarem a desativação do ponto de revenda.

No município de Itapecerica da Serra, um posto de combustíveis foi autuado e teve seis bicos abastecedores interditados por comercializar etanol com teor alcóolico abaixo do especificado, além de não possuir equipamentos para realização de testes de qualidade nos combustíveis, quando assim exigido pelos consumidores.

Em Jundiaí, um posto foi autuado por não atualizar seus dados cadastrais. Já em Santa Bárbara do Oeste, houve outro posto autuado por não funcionar no horário mínimo obrigatório.

Na capital, cinco postos de combustíveis foram autuados e quatro deles parcialmente interditados. O primeiro deles, que teve 16 bicos abastecedores e dois tanques de gasolina comum e aditivada interditados, estava comercializando gasolina com teor de etanol acima do permitido, além de estar com os dados cadastrais desatualizados. Um outro posto visitado pelos fiscais foi autuado e interditado por fornecer menos combustível do que o registrado na bomba. Ainda houve mais um posto de combustíveis autuado e interditado parcialmente por fornecer menos combustível do que o registrado e por não possuir equipamentos para realização de testes de qualidade. Um posto de combustíveis foi autuado por não dispor de equipamentos para realização de testes de qualidade nos combustíveis quando solicitado pelo consumidor, enquanto outro posto também foi autuado e teve três bicos de gasolina comum interditados por fornecer combustível em quantidade inferior à indicada na bomba medidora.

Em Cotia, duas revendas de GLP foram autuadas por não terem uma balança para pesagem dos botijões, o que pode ser solicitado pelos consumidores. Já em Piracicaba um posto de combustíveis foi autuado e teve dois bicos de gasolina comum interditados por fornecer combustível em quantidade inferior à indicada na bomba medidora. Na cidade de São João da Boa Vista, dois postos de combustíveis foram autuados por não funcionarem no horário mínimo obrigatório.

Consulte os resultados das ações da ANP em todo o Brasil    

As ações de fiscalização da ANP são planejadas a partir de diversos vetores de inteligência, como denúncias de consumidores, dados do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) da Agência, informações de outros órgãos e da área de Inteligência da ANP, entre outros. Dessa forma, as ações são focadas nas regiões e agentes econômicos com indícios de irregularidades.

Para acompanhar todas as ações de fiscalização da ANP, acesse o Painel Dinâmico da Fiscalização do Abastecimento. A base de dados é atualizada mensalmente, com prazo de dois meses entre o mês da fiscalização e o mês da publicação, devido ao atendimento de exigências legais e aspectos operacionais.

Os estabelecimentos autuados pela ANP estão sujeitos a multas que podem variar de R$ 5 mil a R$ 5 milhões. As sanções são aplicadas somente após processo administrativo, durante o qual o agente econômico tem direito à ampla defesa e ao contraditório, conforme definido em lei.

Denúncias sobre irregularidades no mercado de combustíveis podem ser enviadas à ANP por meio do Fale Conosco ou do telefone 0800 970 0267 (ligação gratuita).

ANP divulga dados consolidados da produção nacional de petróleo e gás em outubro

A produção nacional de petróleo e gás natural em outubro totalizou 3,606 MMboe/d (milhões de barris de óleo equivalente por dia), sendo 2,777 MMbbl/d (milhões de barris diários) de petróleo e 132 MMm3/d (milhões de metros cúbicos) de gás natural. Houve redução de 7,4% na produção de petróleo em comparação com o mês anterior e de 3,3% em comparação com outubro de 2020. Já no gás natural houve redução de 1,3% em comparação com o mês anterior e aumento de 1,3% em comparação com outubro de 2020.

Os principais motivos para a queda na produção no mês foram paradas programadas para manutenção em Unidades Estacionárias de Produção (UEPs), em especial, das plataformas P-76 e P-75, no campo de Búzios, e da FPSO Cidade de Mangaratiba, no campo de Tupi.

As informações consolidadas sobre a produção nacional no mês estão disponíveis no Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural do mês de outubro de 2021, publicado no site da ANP. Também estão disponíveis, de forma interativa, nos Painéis Dinâmicos de Produção de Petróleo e Gás Natural.

Pré-sal

A produção do Pré-sal no mês de outubro totalizou 2,640 MMboe/d (milhões de barris de óleo equivalente), sendo 2,088 MMbbl/d (milhões de barris por dia) de petróleo e 87,6 MMm³/d (milhões de metros cúbicos diários) de gás natural.

Houve redução de 7,2% em relação ao mês anterior e aumento de 4,1% se comparada ao mesmo mês de 2020. A produção do Pré-sal teve origem em 128 poços e correspondeu a 73,2% do total produzido no Brasil.

Aproveitamento do gás natural

Em outubro, o aproveitamento de gás natural foi de 96,7%. Foram disponibilizados ao mercado 57,1 MMm³/dia. A queima de gás no mês foi de 4,3 MMm³/d, um aumento de 9% se comparada ao mês anterior e de 43,5% se comparada ao mesmo mês em 2020.

Origem da produção

Neste mês de outubro, os campos marítimos produziram 97% do petróleo e 81% do gás natural. Os campos operados pela Petrobras foram responsáveis por 93% do petróleo e do gás natural produzidos no Brasil.

Destaques

Em outubro, o campo de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, registrando 899 Mbbl/d de petróleo e 41,3 MMm3/d de gás natural.

A plataforma Petrobras 77, produzindo no campo de Búzios por meio de cinco poços a ela interligados, foi a instalação com maior produção de petróleo, com 160,652 Mbbl/d.

A instalação FPSO Cidade de Itaguaí, produzindo no campo de Tupi, por meio de 7 poços a ela interligados, foi a instalação com maior produção de gás natural, produzindo 7,197 MMm³/d.

Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores terrestres: 943.

Tupi, na Bacia de Santos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 61.

Campos de acumulações marginais

Esses campos produziram 330,5 boe/d, sendo 114,8 bbl/d de petróleo e 34,3 Mm³/d de gás natural. O campo de Iraí, operado pela Petroborn, foi o maior produtor, com 205,8 boe/d.

Outras informações

No mês de outubro de 2021, 267 áreas concedidas, quatro de cessão onerosa e cinco de partilha, operadas por 36 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Dessas, 60 são marítimas e 216 terrestres, sendo 12 relativas a contratos de áreas contendo acumulações marginais. A produção ocorreu em 6.160 poços, sendo 474 marítimos e 5.686 terrestres.

O grau API médio do petróleo extraído no Brasil foi de 28 sendo 2,4% da produção considerada óleo leve (>=31°API), 92,3% óleo médio (>=22 API e <31 API) e 5,3% óleo pesado (<22 API).

As bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) produziram 90,770 Mboe/d, sendo 70,542 mil bbl/d de petróleo e 3,2 MMm³/d de gás natural. Desse total, 66,9 mil boe/d foram produzidos pela Petrobras e 23,8 mil boe/d foram produzidos por concessões não operadas pela Petrobras, dos quais: 15.779 boe/d no Rio Grande do Norte, 7.867 boe/d na Bahia, 472 boe/d no Espírito Santo, 251 boe/d em Alagoas e 170 boe/d em Sergipe.