Posicionamento do IBP sobre a venda da Rlam

O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) acredita que o livre mercado e a ampla concorrência são pilares fundamentais para o desenvolvimento do setor de energia no Brasil.

A Resolução nº 9/2019 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) vai ao encontro dessa posição ao estabelecer diretrizes para a promoção da livre concorrência na atividade de refino, tendo no compromisso firmado entre a Petrobras e o CADE – para venda de parte da capacidade de refino nacional – um importante instrumento nesta direção.

Assim, a conclusão do processo de venda da RLAM (agora chamada de Refinaria Mataripe, operada pela Acelen, empresa criada pelo Mubadala Capital) representa um marco importante na jornada rumo a uma maior abertura deste setor.

O consumo nacional por derivados continuará crescente e o país seguirá importador líquido na próxima década, demandando investimentos em produção e expansão de infraestrutura logística para garantia do abastecimento.

A introdução de novos agentes, como a Acelen, aliada a regras claras e estáveis, segurança jurídica e regulatória, reduzirá os riscos que afugentam investimentos tão necessários à elevação da oferta de derivados, da eficiência e, finalmente, mas não menos importante, da qualidade e competitividade dos produtos ofertados ao mercado, fortalecendo a economia e gerando benefícios à sociedade.

Petrobras obtém certificação do Ministério da Economia por qualidade na governança

A Petrobras recebeu pela quinta vez seguida, a certificação no Indicador de Governança da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (IG-Sest), do Ministério da Economia, alcançando classificação no melhor nível do indicador – Nível 1, o que demonstra o grau de excelência da companhia em governança corporativa.

Esse resultado representa o reconhecimento aos avanços obtidos pela companhia nos últimos anos, a partir de uma série de medidas implementadas para reforçar a governança corporativa, afirma a gerente executiva de Governança da Petrobras, Cláudia Zacour. “Esse reconhecimento reforça a busca permanente pelo aprimoramento de nossas práticas e nos posiciona como uma das companhias com os mais altos níveis de excelência em governança”.

O objetivo do IG-Sest é incentivar que as empresas desenvolvam ações além daquelas necessárias ao mero cumprimento de requisitos legais. Neste quinto ciclo do indicador, o IG-Sest incorpora, além de parte dos aspectos já avaliados nos ciclos anteriores, recomendações e diretrizes da OCDE, da Controladoria-Geral da União – CGU e do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa – IBGC, além de elementos contidos também na nova versão do modelo de estatuto divulgado pela Sest.

Para a Petrobras, esta certificação, mais que um reconhecimento, é uma oportunidade de avaliar seus processos em um novo patamar de qualidade e reafirmar o seu compromisso com a contínua melhoria de sua governança corporativa.

Fiscalização: ANP firma acordos de cooperação técnica com Procons estaduais e municipal

A ANP assinou no último mês, três acordos de cooperação técnica, dois com Procons Estaduais – do Rio de Janeiro (Procon-RJ) e do Amapá (Procon-AP) – e um com o Procon Municipal de Itumbiara, em Goiás. O objeto dos acordos é o desenvolvimento de ações de fiscalização no mercado de combustíveis e intercâmbio de informações e experiências.

O extrato do acordo com o Procon de Itumbiara/GO foi publicado ontem (1/12) no Diário Oficial da União; o do Procon-RJ foi publicado em 26/11; e o do Procon-AP, no dia 10/11.

Os acordos, que têm prazo de vigência de 48 meses, têm como objetos: atividades de fiscalização conjuntas, no sentido da educação e orientação dos agentes do setor, bem como da prevenção e repressão de condutas violadoras da legislação; implantação de sistema de intercâmbio de informações para tornar mais eficientes e eficazes a regulação e fiscalização destas empresas; e atividades de georreferenciamento, para atualizar e contextualizar espacialmente o cadastro de agentes econômicos regulados.

Os documentos também preveem a possibilidade de os agentes dos Procons realizarem ações de fiscalização isoladas, em nome da ANP. Para isso, a Agência irá fornecer treinamento e informações para o desenvolvimento da atividade de fiscalização, bem como material para a coleta de amostras de combustíveis e modelo do documento de fiscalização a ser preenchido nas ações. Os processos administrativos serão julgados preservando a competência de cada órgão.

No combate às irregularidades no mercado de combustíveis, a ANP atua de forma individual ou em cooperação com outros órgãos do poder público, por meio de celebração de acordos de cooperação técnica e operacional, ações conjuntas e de forças-tarefa.

A Agência mantém acordos com Procons, Secretarias de Fazenda e o Ministério Público em diversas unidades da federação. A relação de órgãos está disponível no site da ANP: Convênios e acordos de cooperação técnica.

Petrobras conclui venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) para o Mubadala Capital

Operação amplia a competitividade do mercado de combustíveis no Brasil e atende a acordo firmado entre a Petrobras e o CADE

A Petrobras finalizou a venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), localizada em São Francisco do Conde, na Bahia e seus ativos logísticos associados para o Mubadala Capital. Após o cumprimento de todas as condições precedentes, a operação foi concluída com o pagamento de US$ 1,8 bilhão (R$ 10,1 bilhões*) para a Petrobras, valor que reflete o preço de compra de US$ 1,65 bilhão, ajustado preliminarmente em função de correção monetária e das variações no capital de giro, dívida líquida e investimentos até o fechamento da transação. O contrato ainda prevê um ajuste final do preço de aquisição, que se espera seja apurado nos próximos meses. A refinaria é a primeira dentre as oito que estão sendo vendidas pela Petrobras a ter o processo concluído. A Acelen, empresa criada pelo Mubadala Capital para a operação, assumirá a partir de 1º de dezembro a gestão da RLAM, que passa a se chamar Refinaria de Mataripe.

De acordo com o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, a conclusão da venda reflete a importância da gestão de portfólio e fortalece a estratégia da companhia: “Esta operação de venda é um marco importante para a Petrobras e o setor de combustíveis no país. Acreditamos que, com novas empresas atuando no refino, o mercado será mais competitivo e teremos mais investimentos, o que tende a fortalecer a economia e gerar benefícios para a sociedade. É também parte do compromisso firmado pela Petrobras com o CADE para a abertura do mercado de refino. Do ponto de vista da companhia, é um avanço na sua estratégia de realocação de recursos. No segmento de refino, a Petrobras vai se concentrar em cinco refinarias no Sudeste, com planos de investimentos que a posicionará entre as melhores refinadoras do mundo em eficiência e desempenho operacional”, afirmou Silva e Luna.

O presidente do Mubadala Capital no Brasil, Oscar Fahlgren, afirmou: “A nossa prioridade é garantir excelência na produção e operação da refinaria, além de uma transição estruturada, serena e sem ruptura. É criar valor com atenção especial às pessoas e ao meio ambiente. Enfatizamos sempre o compromisso de longo prazo que temos com o país e as regiões onde atuamos. Este é certamente um dos objetivos da Acelen”.

Além da RLAM, outras duas refinarias já tiveram seus contratos de venda assinados: a Refinaria Isaac Sabbá (REMAN), no Amazonas, cuja assinatura ocorreu em 25/8, e a Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná, com contrato assinado em 11/11. Quando também forem concluídos os processos de desinvestimento dessas duas unidades, a Petrobras responderá por cerca de 50% do abastecimento do mercado de combustíveis no país. Além da Petrobras e dos novos operadores dessas refinarias, o mercado também é suprido por importadores e produtores de biocombustíveis.

Dentro da estratégia de reposicionamento do refino, a Petrobras reforça seu compromisso de vender as refinarias REGAP, LUBNOR, REPAR, REFAP e RNEST e está investindo em tecnologias para tornar as refinarias que continuarão na empresa duplamente resilientes, tanto do ponto de vista ambiental quanto econômico. A empresa seguirá como a maior refinadora do país, com foco nas refinarias de SP e RJ mais próximas à produção de petróleo e aos maiores centros consumidores, com 50% da capacidade de refino do país. A projeção é dobrar, em 5 anos, a oferta de diesel S-10 nessas refinarias, produto com menores níveis de emissão, e a custos cada vez mais competitivos.

O processo de venda da RLAM foi lançado em junho de 2019 e em fevereiro de 2021 foi recebida a proposta vinculante. Todo o processo seguiu rigorosamente a Sistemática de Desinvestimentos. A venda da RLAM está em consonância com a Resolução nº 9/2019 do Conselho Nacional de Política Energética, que estabeleceu diretrizes para a promoção da livre concorrência na atividade de refino no país, e integra o compromisso firmado pela Petrobras com o CADE para a abertura do setor de refino no Brasil.

Próximos passos

Com a conclusão da venda, inicia-se uma fase de transição em que as equipes da Petrobras apoiarão a Acelen nas operações da Refinaria de Mataripe. Isso acontecerá sob um acordo de prestação de serviços, evitando qualquer interrupção operacional. A Petrobras e o Mubadala Capital reafirmam o compromisso estrito com a segurança operacional na refinaria em todas as fases da operação.

Como já informado nas fases anteriores do processo de venda, nenhum empregado da Petrobras será demitido por conta da transferência do controle da RLAM para o novo dono. Os empregados da Petrobras poderão optar por transferência para outras áreas da empresa ou aderir ao Programa de Desligamento Voluntário, com pacote de benefícios.

Sobre a RLAM

A RLAM, situada no estado da Bahia, tem um perfil de produção de 48% de diesel e gasolina, 40% de óleo combustível e bunker, além de produtos especiais, como parafina e propeno. Seus ativos incluem quatro terminais de armazenamento e um conjunto de oleodutos que interligam a refinaria e os terminais, totalizando 669 km de extensão.

Sobre o Mubadala Capital

O Mubadala Capital é a subsidiária de gestão de ativos da Mubadala Investment Company, um investidor soberano global com sede em Abu Dhabi. Além de gerir seu próprio portfólio de investimentos, o Mubadala Capital administra US$9 bilhões de capital de terceiros em nome de investidores institucionais em todos os seus negócios, incluindo dois fundos no Brasil focados em special situations, três fundos de private equity, dois fundos de venture capital com foco em companhias em early stage, e um fundo com investimentos em ativos líquidos.

*Valor estimado considerando a taxa de câmbio de hoje

Em vídeo, o diretor de Refino e Gás Natural da Petrobras, Rodrigo Costa, fala sobre a conclusão da venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) para o Mubadala Capital. Confira aqui

Zurich Airport Brasil lança o Offshore Services, pacote com soluções completas e customizadas para as operações no Aeroporto de Macaé

O Aeroporto de Macaé, operado pela Zurich Airport Brasil, consolida-se como polo offshore do Brasil por possuir uma infraestrutura diferenciada e adequada para as operadoras que atuam no atendimento do setor de óleo, gás e energia. Buscando aprimorar cada vez mais seus serviços e sua competitividade, a concessionária lançou na tarde de terça-feira (30), o Offshore Services, com um novo conceito de serviços diferenciados para o mercado, que oferece uma solução eficaz e completa para todas as empresas do ramo.

Na busca por revolucionar a aviação offshore, a Zurich Airport Brasil passa a oferecer um atendimento completo e sob medida para os operadores, viabilizando a otimização dos custos operacionais, e contribuindo ainda mais para o desenvolvimento econômico da cidade e região.  O evento de lançamento contou com a presença do CEO da concessionária.

“Somos desenvolvedores de negócios. Construímos soluções para os nossos parceiros em toda a cadeia de valor. Então, contem com a expertise em eficiência e qualidade da Zurich Airport e tenham certeza de que nós não mediremos esforços para ser o aeroporto número 1 da Bacia de Campos”, disse o CEO Ricardo Gesse, durante sua apresentação.

Entre as novidades do pacote Offshore Services, está a oferta de serviço de handling, que fornece às empresas uma carteira única para atendimento de suas aeronaves em solo. Dentre os serviços disponíveis nesta modalidade, estão:

Transporte de Passageiros (interno e externo);
Transporte interno de pessoal de serviço;
Reboque de aeronaves;
Desinfecção de aeronaves;
Limpeza interna e externa de aeronaves;
Fornecimento de GPU;
Transporte e manuseio de bagagens;
Realização de check-in.

“Vamos operar o aeroporto de Macaé pelos próximos 28 anos. Estamos aqui para construir relações de longo prazo, numa cidade com a melhor infraestrutura, com uma sociedade civil organizada e competente, que trabalha pelo fortalecimento do negócio. E a Zurich Airport Brasil chega para integrar este ecossistema”, afirmou Gesse.

O Offshore Services dispõe ainda de outras facilidades para a operação, sempre reforçando os altos níveis de padrões de qualidade e segurança, como canal único de inspeção para passageiros offshore , salas equipadas para realização de briefing e lounges customizados com máquinas de café expresso, aperitivos, ar-condicionado, TV smart e mobiliário confortável.

Petrobras está de olho em hidrogênio, nuclear, eólica e solar como opções de energias para o futuro

A Petrobras avalia os segmentos de hidrogênio e geração de energia nuclear, eólica e solar como possíveis investimentos para o futuro, segundo o gerente-executivo de estratégia da estatal, Rafael Chaves Santos.

As alternativas estão relacionadas ao posicionamento da companhia em meio à transição para uma economia de baixo carbono. “Nesse momento, estamos estudando quais podem ser as melhores alternativas”, afirmou.

Santos foi indicado para a vaga de diretor de relacionamento institucional e sustentabilidade, no lugar de Roberto Ardenghy, que deixará a diretoria da estatal.

O presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, disse a investidores estrangeiros que a companhia tem o desafio de mostrar à sociedade que tem responsabilidade social, mas que não controla preços de combustíveis. “Todos os cidadãos brasileiros são acionistas da Petrobras, seja porque recebem dividendos diretamente ou recebem indiretamente os benefícios da companhia”, afirmou, em apresentação a investidores estrangeiros em Nova York.

Segundo ele, a companhia vai seguir refletindo nos preços de combustíveis praticados no mercado interno mudanças conjunturais nos preços internacionais. “Aos poucos, seguimos com a missão de transmitir à sociedade que uma companhia que é responsável por 4% do PIB do Brasil precisa ser gerida com cuidado”, complementou.

Refinarias

A Petrobras deve relançar em 2022 os processos de venda da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), segundo o diretor de refino e gás natural, Rodrigo Costa Lima e Silva. Mas não deve conseguir avançar para a fase final antes das eleições presidenciais de 2022.

O diretor financeiro, Rodrigo Araujo, complementou, ao afirmar que as ofertas vinculantes devem ser recebidas pela estatal “mais perto do fim do ciclo eleitoral”.

Lima e Silva diz que ainda não há um novo cronograma fechado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para o desinvestimento nos ativos, que não tiveram o primeiro processo de venda bem sucedido.

Por outro lado, o diretor explicou que o relançamento do processo de venda da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) no próximo ano pode ser um pouco mais complicado, devido à necessidade de combinar com a venda com o cronograma de construção da unidade.

A Petrobras anunciou que investirá US$ 1 bilhão para concluir as obras da refinaria pernambucana, mas que a empresa mantém a intenção de se desfazer do ativo.

Em relação às refinarias que já tiveram os processos assinados, Araujo disse que a empresa “está perto” de concluir a venda da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia. Reportagem do Globo diz que a venda foi concluída.

De acordo com os diretores, a companhia pretende concluir ao menos mais uma venda de refinaria em 2022, o que pode ocorrer com os processos da Refinaria Isaac Sabbá (Reman) ou da Unidade de Industrialização do Xisto (SIX).

Importação de GNL

A Petrobras deve manter a atuação na importação de gás natural liquefeito (GNL) no Brasil até o fim da década, de acordo com Lima e Silva.

A companhia incluiu parte de seus terminais de regaseificação em seu processo de desinvestimentos nos últimos anos. Em 2021, no entanto, a estatal precisou ampliar a importação de GNL para auxiliar no suprimento de usinas termelétricas, que foram acionadas em meio à crise hídrica que afetou as hidrelétricas.

Campo Tupi

A produção no campo de Tupi (antigo campo de Lula), no pré-sal da Bacia de Santos, pode ter um declínio de 5% a 10% ao ano sem iniciativas de gerenciamento de reservatório, de acordo com o diretor de exploração e produção da Petrobras, Fernando Borges.

Ele explicou que a companhia pode implementar uma série de projetos para desacelerar o declínio natural da produção, como uma nova fase de perfuração de poços e aumentar a injeção de gás.
“Temos espaço para diversas iniciativas de gerenciamento de reservatório para segurar a queda na produção”, disse o executivo.
Ao todo, a Petrobras pretende investir US$ 4,7 bilhões no campo de Tupi entre 2022 e 2026. O campo de Tupi é um dos maiores produtores do país, com uma extração média atual de cerca de 1,2 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/dia), por meio de nove plataformas.

Plataformas

A Petrobras vai definir a cada projeto de produção se vai contratar uma plataforma própria ou se vai afretar unidades, segundo o diretor de exploração e produção da companhia, Borges.

O executivo lembrou que a companhia tem uma curva de aprendizado na contratação de plataformas próprias. Ao todo, a Petrobras pretende colocar em operação 15 novas plataformas de produção (FPSOs) entre 2022 e 2026, da quais três ainda estão em processo de contratação.

Caixa ‘ótimo’

A Petrobras considera que o caixa “ótimo” da companhia deve se manter entre US$ 5 bilhões e US$ 6 bilhões, segundo o diretor financeiro e de relacionamento com investidores, Rodrigo Araujo.

Segundo Araujo, o valor está em linha com os projetos de produção que a companhia pretende colocar em operação nos próximos anos.

Conservação marinha: exposição apresenta projetos patrocinados pela Petrobras

Abertura será nesta sexta-feira, dia 3 de dezembro, no AquaRio, com exibição de fotos do Albatroz, Baleia Jubarte, Coral Vivo, Golfinho Rotador e Meros do Brasil, que formam a Rede Biomar

Cinco projetos de conservação marinha patrocinados pelo Programa Petrobras Socioambiental irão participar da exposição fotográfica “Biomar: um legado para a humanidade”, a partir da sexta-feira, dia 3 de dezembro, no AquaRio. Os visitantes do maior aquário da América Latina terão a oportunidade de conhecer o trabalho do Albatroz, Baleia Jubarte, Coral Vivo, Golfinho Rotador e Meros do Brasil, que formam a Rede Biomar – iniciativa conjunta com mais de 10 anos de atividades ao longo do litoral de 13 estados brasileiros: Pará, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A exposição fica disponível no espaço até o dia 2 de fevereiro de 2022.

A Petrobras é uma das principais incentivadoras de projetos para a conservação marinha no país. A exposição tem como objetivo apresentar a atuação dos projetos que são referências nacionais e internacionais no trabalho de pesquisa e conservação de espécies. As imagens vão produzir uma reflexão no público sobre o legado que queremos deixar para as futuras gerações. O Rio de Janeiro foi escolhido para receber o evento por conta da sua diversidade sociocultural e potencial de reverberar a importância do tema junto à opinião pública. A expectativa é que a atividade percorra outras cidades do país em 2022, para inspirar novos protetores e protetoras da natureza.

Imagens apresentam experiência dos projetos

Serão 10 quadros com duas imagens de cada projeto que trazem o olhar aguçado de pesquisadores que no dia-a-dia têm contato com essas espécies marinhas. Junto às imagens serão incluídos QR Codes contendo audiodescrição, legendas e vídeos dos fotógrafos contando sobre a história da imagem, com interpretação em Libras.  Na entrada do circuito, nos estandes do Meros e do Projeto Baleia Jubarte, os visitantes terão acesso a informações e curiosidades sobre as pesquisas e, durante o percurso do AquaRio, poderão vivenciar experiências sensoriais até o fim do trajeto onde a exposição estará em exibição.

Sempre às sextas e sábados, uma equipe de Educação Ambiental do projeto Meros do Brasil irá oferecer uma visita guiada no circuito do AquaRio e realizar uma oficina inédita de identificação de peixes na qual os participantes, crianças ou adultos, poderão reconhecer as características dos peixes recifais e das espécies mais comumente encontradas na Baía de Guanabara. Haverá ainda uma Oficina de Origami direcionada para iniciantes com pouca ou nenhuma prática na arte de dobrar papéis, além de oficinas de desenho, pintura e criação para as crianças.

Atividades importantes para a conservação marinha

Com patrocínio da Petrobras, a Rede Biomar realiza ações conjuntas que  já envolveram mais de 9 milhões de pessoas em atividades de sensibilização e educação ambiental; produziram mais de 720 publicações técnicas e científicas; apoiaram a elaboração e execução de seis Planos de Ação Nacionais; participaram de mais de 2.230 fóruns nacionais e internacionais.

Serviço

Exposição fotográfica “Biomar: um legado para a humanidade”
Aquario
Praça Muhammad Ali – Via Binário do Porto, s/n – Gamboa, Rio de Janeiro
Informações – www.aquariomarinhodorio.com.br

Interior de São Paulo terá restauração florestal e recuperação de corredores ecológicos por projeto patrocinado pela Petrobras

A cobertura florestal de uma área de 45 hectares no interior de São Paulo começou a ser restaurada no último sábado, dia 27 de novembro, pelo projeto “Corredor Caipira – Conectando Paisagens e Pessoas”, que conta com o patrocínio do Programa Petrobras Socioambiental na linha de atuação “Clima”. O primeiro plantio de mudas de árvores nativas foi realizado na cidade de Piracicaba, no distrito de Tupi.

O plantio foi executado em formato de mutirão, para o qual foram convidados alunos e professores da Escola Estadual Pedro de Mello, lideranças locais e estudantes da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP). A participação das pessoas no mutirão foi uma oportunidade para promover a educação ambiental e estimular o plantio de árvores. Com o apoio da Petrobras, o projeto irá implantar florestas e agroflorestas na área de 45 hectares que abrange diretamente, além de Piracicaba, os municípios de São Pedro, Águas de São Pedro, Santa Maria da Serra e Anhembi.

Com a restauração florestal, as áreas de vegetação nativa fragmentadas pela ação humana serão reconectadas. A recuperação dessas áreas é fundamental para a conservação da biodiversidade, pois possibilita o deslocamento da fauna, auxilia na dispersão de sementes e potencializa o aumento da cobertura florestal, além de contribuir para a conservação de recursos hídricos e do solo.

Esse primeiro mutirão do Corredor Caipira contou com a participação de cerca de 20 pessoas e agora a equipe do projeto passa a monitorar o crescimento das árvores. “Escolhemos o mês de novembro para começar o plantio por ser o início da época de chuvas, o que garante que as mudas se desenvolvam melhor”, explica o coordenador do projeto, Henrique Campos.

Para garantir boa diversidade à restauração, foram utilizadas cerca de 50 espécies de árvores nativas, incluindo algumas de especial relevância econômica e ecológica para a região, como a juçara, espécie de palmeira ameaçada de extinção, e o jacaratiá, árvore da família dos mamoeiros cujo fruto tem grande valor local, sendo utilizado para receitas, como compotas.

O projeto é executado pelo Núcleo de Apoio à Cultura e Extensão Universitária em Educação e Conservação Ambiental (Nace-Pteca) da Esalq/USP e pela Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq).

Programa Petrobras Socioambiental

O Corredor Caipira é um dos 15 projetos da linha de atuação “Clima” apoiados pelo Programa Petrobras Socioambiental. Esses projetos desenvolvem ações para conservação de florestas, recuperação de ecossistemas degradados, educação ambiental e promoção de desenvolvimento sustentável, em linha com o esforço mundial de fomentar medidas de combate à crise climática, alimentar, hídrica e aos impactos negativos à biodiversidade.

As iniciativas também promovem a capacitação de comunidades e a geração de renda pelo suporte às cadeias produtivas locais, a segurança alimentar, o desenvolvimento de inventários florestais e a constituição de base de dados.

Petrobras assina contrato para fornecimento do FPSO de Mero 4

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 02/08/2021, informa que assinou hoje contratos com a empresa SBM Offshore para afretamento e prestação de serviços do FPSO Alexandre de Gusmão, quarto sistema definitivo a ser instalado no campo de Mero, localizado no pré-sal da Bacia de Santos. Os contratos seguem os mesmos parâmetros da carta de intenção assinada em agosto deste ano. A previsão é que unidade comece a produzir em 2025.

O FPSO, cuja sigla em inglês significa unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de óleo, será instalado a aproximadamente 160 quilômetros de Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, e terá capacidade de processamento de 180 mil barris de óleo e 12 milhões de m³ de gás por dia. Os contratos terão duração de 22 anos e 6 meses, contados a partir da aceitação final da unidade.

O projeto prevê a interligação de 15 poços ao FPSO, sendo 8 produtores de óleo, 6 injetores de água e gás, 1 poço conversível de produtor para injetor de gás, através de uma infraestrutura submarina composta por dutos rígidos de produção e injeção e dutos flexíveis de serviços. Até o momento, o projeto já teve 4 poços perfurados e 2 completados.

Os contratos reforçam a atuação da Petrobras em parceria na área de E&P com foco em águas profundas e ultra-profundas. A companhia segue atuando de forma eficiente e competitiva, maximizando o potencial dos ativos e promovendo mais retorno para a empresa e para a sociedade.

Sobre o Campo de Mero

O campo de Mero é o terceiro maior do pré-sal e está localizado na área de Libra, operada pela Petrobras (40%) em parceria com a Shell Brasil Petróleo Ltda. (20%), TotalEnergies EP Brasil Ltda. (20%), CNODC Brasil Petróleo e Gás Ltda. (10%), CNOOC Petroleum Brasil Ltda. (10%) e Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), que exerce papel de gestora desse contrato.

A previsão é que a produção do primeiro sistema definitivo de Mero (Mero 1) seja iniciada no ano de 2022, através do FPSO Guanabara, seguido por Mero 2 (FPSO Sepetiba), em 2023, e Mero 3 (FPSO Marechal Duque de Caxias), em 2024.

CNPE mantém percentual de 10% de biodiesel no diesel em 2022

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu pela manutenção do teor de 10% de biodiesel no diesel para todo o ano de 2022. Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), a medida tem como objetivo preservar os interesses da sociedade, conciliando medidas para a contenção do preço do diesel com a manutenção da Política Nacional de Biocombustíveis, conferindo previsibilidade, transparência, segurança jurídica e regulatória ao setor.