ABPIP promove evento sobre Saúde, Meio Ambiente e Segurança na indústria de O&G

Evento online e gratuito reúne representantes de empresas independentes e órgãos reguladores e ambientais

A Associação dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP) vai promover a 1ª edição da SMS Week, uma semana de webinars voltada a assuntos relacionados aos temas de saúde, meio ambiente e segurança (SMS) no setor de petróleo e gás. O evento será realizado de forma virtual, entre os dias 16 e 18 de novembro, a partir das 18h.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link https://lnkd.in/d69RgEP9. A transmissão do evento será ao vivo, pelo canal do Youtube da associação.

Serão três dias de apresentações e debates, com representantes de empresas independentes, órgãos reguladores e ambientais. Segundo o Secretário Executivo da Associação, Anabal Santos Jr., o objetivo do evento é disseminar informações sobre as ações das empresas independentes para construir uma uma indústria cada vez mais segura e sustentável. “A SMS Week vai proporcionar, ainda, o debate com órgãos reguladores e ambientais para compartilhar avanços e entraves com relação aos principais aspectos legais e regulatórios”, explicou.

A abertura será no Dia Nacional da Amazônia Azul, 16 de novembro, 18h. “A data evidencia o reconhecimento dessa área oceânica, que é rica em recursos naturais e representa uma importância inquestionável para o Brasil, inclusive para o setor de petróleo e gás”, disse Santos Jr.

O termo Amazônia Azul denomina o território marítimo brasileiro e foi primeiramente utilizado pelo Almirante-de-Esquadra Reformado Roberto de Guimarães Carvalho, em 2004, no período em que era o Comandante da Marinha. Ele será um dos palestrantes do evento. “Na SMS Week serão apresentados e debatidos assuntos relacionados aos temas de saúde, meio ambiente e defesa. Fui convidado para participar do evento e espero encontrar a todos virtualmente”, convidou.

  PROGRAMAÇÃO

Data: 16/11/2021 – 18h

18:00 – Abertura: Kelly Angelim (ABPIP)

18:05 – Luciana Borges (Presidente da ABPIP)

18:10 – Almirante Guimarães Carvalho (ex-Marinha)

18:20 – Claudio Sternberg e Leandro Monteiro (BW Energy): “Oportunidades e Desafios de SMS no setor offshore”

18:40 – Marcelo Prado e Ana Paula Teixeira (PetroReconcavo): “Operadores independentes e Liderança em SMS”

19:00 – Perguntas e Respostas 19:10 – Considerações finais


Data: 17/11/2021 – 18h

18:00 – Abertura: Kelly Angelim (ABPIP)

18:05 – Anabal Santos Jr. (ABPIP)

18:10 – IBAMA

18:20 – Marcelo Jesus (Eneva): “HSE? Eu tenho a ver com isso!”

18:40 – Fabio Edgar (Imetame): “Fazendo a diferença e contribuindo para um mundo melhor”

19:00 – Perguntas e Respostas 19:10 – Considerações finais

 

Data: 18/11/2021 – 18h

18:00 – Abertura: Kelly Angelim  (ABPIP)

18:05 – Anabal Santos Jr. (ABPIP)

18:10 – Nayara Ferreira (ANP)

18:20 – Élvio Garcia e Dr. Erlon Tostes (Alvopetro): “Gestão Covid Como Prática Socioambiental”

18:40 – Daniel Silveira (Fluxo Soluções): “Desidratando velhos hábitos e fortalecendo a vida como valor”

19:00 – Perguntas e Respostas 19:10 – Considerações finais

 

Canal da ABPIP no Youtube: https://youtube.com/channel/UCywW6uf207iwAogrZbW_CVw

Mais duas empresas habilitadas para a Segunda Rodada da Cessão Onerosa

A ANP publicou os nomes de mais duas empresas habilitadas para a Segunda Rodada de Licitações dos Volumes Excedentes da Cessão Onerosa: Petrobras e Shell Brasil Petróleo SA. Ambas foram aprovadas anteontem (9/11) em reunião da Comissão Especial de Licitação (CEL). São dez empresas aptas para a licitação até o momento, já que Chevron Brasil Óleo e Gás Ltda, Ecopetrol Óleo e Gás do Brasil Ltda, Enauta Energia S.A., Equinor Brasil Energia Ltda, ExxonMobil Exploração Brasil Ltda, Petrogal Brasil S.A., Petronas Petróleo Brasil Ltda. e TotalEnergies EP Brasil Ltda. já haviam sido aprovadas em 3/11.

Prevista para 17/12, a Segunda Rodada da Cessão Onerosa irá ofertar as áreas de Sépia e Atapu, ambas inseridas dentro dos limites do polígono do pré-sal. A Resolução CNPE nº 09/2021 estabeleceu que o Edital da Segunda Rodada de Licitações dos Volumes Excedentes da Cessão Onerosa sob o regime de partilha de produção indicaria a participação obrigatória da Petrobras, como operador, ocorrendo com 30% para ambas as áreas.

Outros pedidos poderão ser analisados nas próximas reuniões da CEL. As empresas inscritas atenderam todos os requisitos previstos no edital e estão aptas a participarem da rodada. A habilitação é obrigatória e individual para cada interessada, mesmo para aquelas que pretendam apresentar oferta mediante consórcio. Cumpridas as exigências estabelecidas no edital, e tendo sido a habilitação julgada e aprovada pela Comissão Especial de Licitação, as empresas poderão apresentar ofertas para as áreas, em conformidade com as regras da rodada.

Petrobras conclui venda da Breitener Energética S.A.

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 27/08/2021, informa que finalizou hoje a venda da totalidade de sua participação acionária de 93,7% na empresa Breitener Energética S.A. (Breitener), localizada no estado do Amazonas, para a Breitener Holding Participações S.A., subsidiária integral da Ceiba Energy LP, investida da Denham Capital, uma empresa de investimento global em infraestrutura, energia e recursos sustentáveis.

Após o cumprimento de todas as condições precedentes, a operação foi concluída com o pagamento de R$ 248 milhões para a Petrobras, já com os ajustes previstos no contrato. Além desse valor, há R$ 53 milhões em pagamentos contingentes, atrelados à remuneração futura da Breitener na venda de energia, totalizando o valor da operação em R$ 301 milhões.

A presente divulgação ao mercado está de acordo com normas internas da Petrobras e com o regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais, previsto no Decreto 9.188/2017.

Essa operação está alinhada à estratégia de gestão de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor e maior retorno à sociedade.

Sobre a Breitener

A Breitener é uma sociedade por ações de capital fechado, que detém, administra e gerencia as sociedades Breitener Tambaqui S.A. e Breitener Jaraqui S.A., especializadas na produção e comercialização de energia elétrica.

A Breitener Tambaqui S.A. e a Breitener Jaraqui S.A. são proprietárias das termelétricas Tambaqui e Jaraqui, localizadas em Manaus-AM, com capacidade instalada de 155,8 MW e 156,7 MW, respectivamente.

Sobre a Ceiba Energy LP

A Ceiba Energy, fundada em 2015, é uma empresa que possui, desenvolve e opera ativos de geração de energia na América Latina. A empresa foca, especialmente, em fornecer geração de energia renovável, de baixo carbono e sustentável.

A equipe de gestão da Ceiba possui um conhecimento profundo dos mercados e ativos de energia da América Latina. A equipe reúne mais de 80 anos de experiência em geração de energia e infraestrutura energética na América Latina e em mercados emergentes.

Petrobras amplia investimentos e lançará editais para projetos voltados à restauração florestal

Participação na iniciativa Floresta Viva, em parceria com o BNDES, foi anunciada durante evento na COP-26

A Petrobras irá ampliar em cerca de R$ 50 milhões os seus investimentos em projetos voltados à restauração florestal de espécies nativas nos biomas brasileiros, que contribuem para o sequestro e fixação de carbono e para evitar emissões de gases de efeito estufa. O investimento, previsto para os próximos cinco anos, faz parte da iniciativa Floresta Viva, lançada pelo BNDES nesta quarta-feira, dia 10, durante o fórum “Fortalecimento da Agenda Florestal”, realizado na COP-26, em Glasgow. O evento contou com a participação da gerente executiva de Responsabilidade Social da Petrobras, Olinta Cardoso.

O Floresta Viva vai operar sob o princípio da junção de recursos do BNDES com recursos de outras empresas. A parceria entre Petrobras e BNDES totalizará um investimento de R$ 100 milhões das duas instituições, em cinco anos, para financiamento de projetos de reflorestamento, por meio de seleção pública e gestão compartilhadas. Para a operacionalização da iniciativa será selecionado um parceiro gestor, mediante chamada pública, que será responsável pelo edital de seleção e acompanhamento dos projetos. O primeiro edital está previsto para ser lançado no primeiro semestre de 2022.

A participação da Petrobras na iniciativa visa à ampliação do investimento socioambiental da companhia em soluções climáticas naturais (NCS – Natural Climate Solutions) com foco em restauração florestal. Os editais irão prever requisitos ambientais e sociais para a seleção dos projetos, que deverão estar alinhados a padrões de certificação internacional para possível certificação de carbono.

“A Petrobras e o BNDES já possuem ampla experiência em editais para apoio a projetos de restauração e conservação de florestas. O Floresta Viva contempla uma cooperação entre diversos agentes que reconhecem a importância da questão climática e que unem esforços pela restauração ecológica de biomas brasileiros. Essa parceria vem reforçar iniciativas em soluções climáticas naturais, potencializando seus resultados e gerando novas oportunidades”, afirma o diretor de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade da Petrobras, Roberto Ardenghy.

Segundo o diretor de Crédito Produtivo e Socioambiental do BNDES, Bruno Aranha, a Floresta Viva ajudará a impulsionar o setor de restauração ecológica e as empresas brasileiras na transição justa para uma economia neutra em carbono. “Com essa iniciativa, nossa expectativa é reflorestar entre 16 mil e 33 mil hectares com espécies nativas e biodiversidade, podendo capturar cerca de 9 milhões de toneladas de CO2 equivalente ao longo da vida dos projetos”, afirma.

Programa Petrobras Socioambiental

A iniciativa irá se somar aos investimentos que a Petrobras já realiza desde 2008 em projetos voluntários na linha de atuação Clima, por meio do Programa Petrobras Socioambiental. Atualmente a Petrobras apoia 17 projetos desenvolvidos na Amazônia, Mata Atlântica e Caatinga, totalizando um investimento de R$ 63 milhões para os próximos três anos. Além disso, irá incorporar mais quatro projetos, resultantes da Seleção Pública 2021, com atuação em manguezais e bacias hidrográficas importantes para as operações da empresa.

Em 2020, a carteira de Clima do Programa Petrobras Socioambiental contou com 15 projetos que, juntos, tiveram como resultado acumulado ao longo do período de realização (em média, 6 anos) a contribuição potencial estimada em fixação de carbono e emissões evitadas de 870 mil toneladas de CO2 equivalente. Isso corresponde à quantidade de carbono fixada por cerca de 6 milhões de árvores da Mata Atlântica até seus 20 anos de idade. Esses projetos também foram responsáveis pelo plantio de mais de 960 mil mudas, contribuindo para a recuperação e/ou conservação de cerca de 95 mil hectares (uma área 600 vezes maior que o Parque do Ibirapuera – SP) e de 220 nascentes, além da gestão fortalecida e manejo sustentável de 35 milhões de hectares de áreas protegidas. Contribuíram ainda para a segurança alimentar e para a geração de renda, pelo suporte às cadeias produtivas locais, além de possibilitar a geração de conhecimento, desenvolvimento de novas tecnologias de recuperação e conservação de florestas e da biodiversidade associada, sensibilização e educação ambiental.

Diretor da Petrobras celebra avanços no combate ao furto em dutos no Brasil

Mastella destaca segurança e eficiência energética do modal dutoviário durante a Rio Pipeline

O diretor de Comercialização e Logística da Petrobras, Claudio Mastella, participou na quarta-feira (10/11) do CEO Talks da Rio Pipeline, onde abordou os desafios para o setor de dutos no país. No evento, ele celebrou os avanços no combate às derivações clandestinas, como são chamados os furtos de óleo e combustíveis em dutos, ressaltando a redução de casos nos últimos meses.

“Em relação às derivações clandestinas, felizmente, temos experimentado mais vitórias do que derrotas. Nos últimos três meses, tivemos cinco casos em agosto, quatro em setembro e dois em outubro. Digo que estamos em um ambiente razoavelmente positivo hoje”, afirmou Mastella. Para comparação, durante todo o ano de 2020, foram registrados 201 furtos ou tentativas de furtos em dutos, o que correspondeu a uma média mensal superior a 16 casos.

Para alcançar esse resultado, o diretor da Petrobras pontuou alguns dos esforços realizados pela companhia, como os investimentos em tecnologia. “Automação, sistemas de controle e monitoramento são fundamentais para garantir que esse tipo de intervenção seja menos frequente. Não podemos relaxar”, explicou Mastella, que defende mudanças na legislação para tipificar o crime do furto em dutos, com o aumento da punição para quem praticar o delito.

Além de seguro e eficiente, desde que não ocorram intervenções criminosas, o transporte por dutos é uma boa alternativa para o gerenciamento das emissões de carbono, de acordo com Mastella. “O modal dutoviário é um transporte com base em energia elétrica, é um modal de baixa emissão. Vejo uma oportunidade para movimentações de hidrogênio, amônia, etanol e biodiesel”, afirmou o diretor.

Questionado sobre investimentos em novos dutos pela Petrobras, Mastella explicou que a cada plataforma que é instalada são implantados centenas de quilômetros de dutos no leito do mar, para transportar petróleo, gás e água. “Esses dutos são bastante sofisticados tecnologicamente em relação aos dutos em terra”, destacou. Em relação ao setor em geral, o diretor entende que é um mercado jovem, que ainda está em desenvolvimento, com a possibilidade de expansão para o interior do país. “A demanda mais expressiva continua mais perto da costa, mas o crescimento da demanda de combustíveis e a oferta de biocombustíveis no Centro-Oeste gera uma oportunidade para outras empresas”, projetou.

Concertos Petrobras leva apresentações a Santos e Campinas

Projeto é retomado com espetáculo gratuito do trio de músicos León, Schaefer, Ring em novembro

Com o objetivo de ampliar o acesso à música clássica em todas as regiões do Estado de São Paulo, o projeto Concertos Petrobras está de volta com apresentações gratuitas neste mês de novembro. O trio de músicos León, Schaefer e Ring se apresenta no dia 15, às 18h, no Teatro Guarany, em Santos e, no dia 16, às 20h, no Teatro Castro Mendes, em Campinas. No repertório, peças de Mozart e Schubert.

Em Santos, o Concertos Petrobras Tribuna acontece no Teatro Guarany, o primeiro edifício construído no município para fins teatrais, inaugurado em 1882 e reconstruído em 2008, após um incêndio. Já em Campinas, o Concertos Petrobras EPTV será realizado no Teatro Municipal José de Castro Mendes, importante equipamento cultural da cidade. Nas duas apresentações, os ingressos serão distribuídos duas horas antes do início do espetáculo.

Espetáculos com trio de músicos e solista convidado

Apoiando a ampliação de todas as formas de cultura, a Petrobras apresenta, em Santos e Campinas, o trio que comemora 20 anos de atividades formado pelo violinista Pablo de León, o violista Horacio Schaefer e o violoncelista Roberto Ring. Ao longo de duas décadas, o trio ultrapassou a marca de 800 concertos realizados no Brasil, além de Argentina e Chile. O grupo contará ainda com a participação do violinista Abner Landim (spalla da Filarmônica de Goiás) como solista convidado.

O programa inicia com o Réquiem em Ré Menor, KV. 626, de Mozart, em versão para quarteto de cordas. Uma das obras-primas da música clássica, o Réquiem (missa para os mortos) foi a última composição escrita por Mozart, antes de sua morte. Em seguida, o grupo toca o Quarteto nº 14 – A Morte e a Donzela de Schubert, uma das principais peças do repertório para quarteto de cordas.

Serviço

CONCERTOS PETROBRAS TRIBUNA
Segunda-feira, 15 de novembro, 18h

Teatro Guarany
Endereço: Praça dos Andradas, s/nº – Centro Histórico – Santos
Tel: (13) 3219-3828
Retirada de ingressos gratuitos duas horas antes do início do concerto

CONCERTOS PETROBRAS EPTV
Terça-feira, 16 de novembro, 20h

Teatro municipal José de Castro Mendes
Endereço: Rua Conselheiro Gomide, 62 – Vila Industrial – Campinas
Tel: (19) 3272.9359
Retirada de ingressos gratuitos duas horas antes do início do concerto

Royalties: ANP faz audiência pública sobre acordo relativo à produção de petróleo e gás pela SIX

A ANP realizou audiência pública para obter, de agentes econômicos e outros interessados, contribuições sobre minuta de acordo para encerramento da controvérsia envolvendo o recolhimento de royalties referentes à produção de petróleo e gás proveniente de xisto na Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), da Petrobras, localizada em São Mateus do Sul, no Paraná.

A audiência pública sobre o acordo foi realizada no município de São Mateus do Sul, com possibilidade de participação de forma virtual, e também transmitida pelo canal da ANP no YouTube. Durante a abertura, o diretor da ANP Dirceu Amorelli disse que, “além de dar transparência ao acordo firmado com a Petrobrás, após mais de 20 anos de discussões, a audiência pública que estamos realizando tem como objetivo escutar a comunidade local”.

O xisto é uma rocha, com conteúdo de matéria orgânica na forma de querogênio, que somente por aquecimento (pirólise) pode ser convertido em óleo e gás. A Petrobras, única empresa a utilizar o xisto para fins energéticos no Brasil, concentra suas operações na jazida localizada em São Mateus do Sul, processada na SIX, que está em atividade desde 1972.

Este ano, após inúmeras discussões técnicas com a ANP, a Petrobras confirmou o interesse em encerrar consensualmente as pendências relacionadas ao recolhimento de royalties e ao regime regulatório referentes às atividades de lavra de xisto por meio do pagamento parcelado de R$ 559 milhões (a ser atualizado até a assinatura do acordo) e da celebração de um contrato de concessão, com alíquota de royalties de 5%.

O encerramento das controvérsias envolvendo o recolhimento de royalties sobre a produção de petróleo e gás proveniente de xisto e a assinatura do contrato de concessão terão grande impacto socioeconômico regional, tanto em relação à distribuição dos valores de royalties aos beneficiários, como na continuidade das atividades produtivas.

A partir da consulta e da audiência públicas, com a participação da sociedade, a ANP dá transparência a esse importante acordo. O valor a ser pago corresponde às seguintes parcelas: a) royalties na alíquota de 10% sobre a produção do período de dezembro de 2002 a novembro de 2012; b) royalties na alíquota adicional de 5% sobre a produção do período de dezembro de 2012 até a data de celebração do acordo e c) encargos legais de inscrição em Dívida Ativa.

Histórico da controvérsia

A Lei nº 9.478/1997 (Lei do Petróleo) não menciona a atividade de lavra de xisto betuminoso e a produção de petróleo e gás proveniente de xisto. Com isso, havia dúvida se as regras para cálculo e pagamento de royalties em função da produção de petróleo e gás previstas na lei valeriam também para os produtos provenientes da lavra e beneficiamento do xisto betuminoso.

Em 2012, após ampla discussão na administração pública, chegou-se ao entendimento conclusivo de que também caberia o recolhimento de royalties sobre a produção de petróleo e gás proveniente de xisto. Em 2013 e 2014, a ANP cobrou da Petrobras o pagamento de royalties, incidentes sobre a produção de óleo e gás oriundos da lavra de xisto desde dezembro de 2002.

Por não concordar com a decisão da ANP, a Petrobras ingressou com demandas judiciais, com a finalidade de anular ou reformar essas cobranças de royalties. Em 2018, o poder judiciário suspendeu os processos judiciais, para possibilitar entendimentos na esfera administrativa, visando à solução consensual da disputa.

Veja aqui as contribuições recebidas durante o período da consulta pública.

ANP inicia Consulta e Audiência Públicas sobre especificações e controle de qualidade do biodiesel

A Diretoria Colegiada da ANP aprovou a análise de impacto regulatório (AIR) e a realização de consulta e audiência públicas relativo à minuta de resolução que estabelece as novas especificações nacionais de biodiesel e as medidas de controle de qualidade. O biodiesel é importante biocombustível utilizado no país e foi introduzido de maneira compulsória na matriz de combustíveis brasileira em 2008. Desde então, seu teor no óleo diesel rodoviário, comercializado em território nacional, cresceu gradualmente de 2% (B2) até 13% (B13), devendo chegar a 15% (B15) em 2023, conforme estabelecido pela Resolução CNPE n° 16, de 2018.

Os documentos relativos à consulta pública, que começa hoje e tem duração de 45 dias, estão disponíveis na página Consulta e Audiência Públicas nº 23/2021.

Cumprindo sua missão estratégica de aperfeiçoar a qualidade dos produtos e em face do teor crescente de biodiesel no óleo diesel que influencia na qualidade do produto final, a ANP realizou   estudos técnicos para aprimorar as especificações técnicas do biodiesel e óleo diesel, que culminaram com a proposição de novas regras de especificação e controle de qualidade que visam melhorar a satisfação do consumidor com o produto.

Dentre as principais mudanças propostas para as especificações e controle de qualidade do biodiesel podem ser destacadas:  1) A redução no teor de monoglicerídeos, sódio, potássio, cálcio, magnésio e fósforo, contaminantes importantes do biodiesel. 2) A inserção de novo parâmetro relativo a contaminantes orgânicos: teste de filtração por imersão a frio 3) A reavaliação das tabelas de temperaturas para Ponto de Entupimento de Filtro a Frio (PEFF) resultando em linhas gerais, no aumento das exigências, quanto ao comportamento a frio do biodiesel 4) Ampliação da estabilidade oxidativa do produto de 12h para 13h na produção e a adoção de novo ensaio: teor de ésteres de ácido linolênico, a fim de controlar ainda mais a estabilidade do produto 5) Exigência de controle e execução de boas práticas de manuseio, transporte e armazenamento, por parte dos agentes econômicos, com exigências de drenagem, filtração de produto e limpeza de tanques.

A AIR envolveu a utilização de ferramentas de matriz GUT, análise SWOT e análise de riscos dos eixos analisados relativos à qualidade do produto. Além disso, foram avaliadas as experiências internacionais e diversos estudos técnico-científicos. A Agência espera que as propostas quando aprovadas resultem em produto com qualidade superior.

Petrobras informa sobre desinvestimento de Albacora e Albacora Leste

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 07/10/2021, sobre o projeto de desinvestimento dos campos de Albacora e Albacora Leste, na Bacia de Campos, informa que sua Diretoria Executiva concluiu a análise das propostas recebidas e aprovou o início da fase de negociação com os consórcios liderados pela Petro Rio S.A. (PetroRio) para os dois ativos.

A companhia esclarece que, a depender dos termos dos contratos negociados, poderá haver uma rodada final de ofertas. A celebração da transação dependerá do resultado das negociações, bem como das aprovações corporativas necessárias.

A Petrobras reforça o seu compromisso com a ampla transparência de seus projetos de desinvestimento e de gestão de seu portfólio e informa que as etapas subsequentes do projeto serão divulgadas de acordo com a Sistemática de Desinvestimentos da companhia.

Presidente da Petrobras participa de evento sobre retomada econômica dos municípios do Leste Fluminense

Perspectivas para entorno do Polo GasLub, em Itaboraí, foram apresentadas

O presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, participou ontem, segunda-feira (8/11) do “Encontro para o Desenvolvimento Econômico Regional do Rio de Janeiro”, promovido em Itaboraí pelo Governo do Estado para debater soluções de fomento e retomada das atividades econômicas em municípios do Leste Fluminense. Também participaram do encontro o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Vinicius Farah, e autoridades representando os municípios de Itaboraí, São Gonçalo, Maricá, Tanguá, Rio Bonito e Cachoeiras de Macacu. Representantes da Firjan, Sebrae, Fecomércio RJ, lideranças empresariais e instituições locais que compõem a cadeia produtiva da região estiveram presentes.

Durante o evento, Silva e Luna destacou a recente assinatura de um protocolo de intenções, com o Governo do Estado, para o desenvolvimento industrial do entorno do Polo GasLub, que permitirá fomentar as condições necessárias à instalação de outras empresas na região. O objetivo é que essas empresas possam aproveitar a infraestrutura e insumos disponíveis, resultando em incremento econômico local.
“Iniciativas de desenvolvimento como esta, voltadas para a união entre indústria e Estado, elevam nossa confiança em que, mesmo em cenários tão desafiadores, seguimos altamente comprometidos em continuar contribuindo para um presente e um futuro de crescimento, oportunidades, emprego e renda para o nosso estado do Rio de Janeiro e para o País.”, ressaltou Silva e Luna.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, destacou a relevância dos investimentos. “O gás que a Petrobras vai trazer do pré sal  para Itaboraí vai viabilizar muitos destes empreendimentos — apoiando a reindustrialização do estado do Rio de Janeiro e a vinda de novos parceiros. O gás natural é um importante produto para a transição energética pela qual o mundo está passando. São menos emissões com mais geração, desenvolvimento de novas tecnologias como a captura de carbono. O estado do Rio de Janeiro tem um papel importante no que chamamos de transição energética. Hoje é um dia feliz para o Estado do Rio de Janeiro e o Brasil”, afirmou.

A expectativa é que, com as operações do Polo GasLub iniciadas, o que está previsto para 2022, a presença da Petrobras na economia do Rio de Janeiro se torne ainda mais forte. Somente nos últimos cinco anos a companhia teve uma contribuição de R$ 70 bilhões em arrecadação de royalties e ICMS para o estado.

Em 2020, mesmo durante o período de pandemia, foram R$ 26 bilhões em contratos com mais de 2.600 empresas fluminenses. Além disso, 70% dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) da Petrobras estão alocados em projetos executados no Rio de Janeiro. Foram investidos pela empresa, ainda, R$ 42 milhões em projetos socioambientais no estado.

O Projeto Integrado Rota 3 disponibilizará mais uma rota de escoamento para o gás natural do pré-sal. Este projeto contempla a construção de uma Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) no Polo GasLub em Itaboraí, com capacidade de processar até 21 milhões de m³ por dia; e a construção de um gasoduto de 355 km de extensão interligando as unidades de produção do pré-sal até a UPGN, sendo 307 km de trecho marítimo (já construídos) e 48 km de trecho terrestre. Atualmente a Petrobras já dispõe das Rotas 1 e 2 (respectivamente, Caraguatatuba – SP, e Cabiúnas – Macaé – RJ) para escoar o gás produzido nos campos offshore.

Além do Polo GasLub, a Petrobras tem outras importantes ativos no Rio de Janeiro: desde os campos de petróleo nas Bacias de Santos e Campos, passando pela Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), o Terminal de Regaseificação da Baía de Guanabara (GNL), e as usinas termelétricas Termorio, Termomacaé, Baixada Fluminense e Seropédica além dos terminais operados pela subsidiária Transpetro (Campos Elíseos, Aquaviário Angra, Ilha D’Água, Triunfo e Imbetiba).