DOF Group terá mais dois navios operando no Brasil

A DOF ​​Group ganhou outro conjunto de atribuições de longo prazo no Brasil para um de seus navios de apoio e manuseio de âncoras (AHTS) e um navio de apoio com veículo operado remotamente (ROV) (RSV), com a Petrobras.

O primeiro dos dois novos contratos plurianuais é para o AHTS Skandi Logger, que foi contratado para um período de quatro anos com a Petrobras, seguindo o mesmo processo competitivo de licitação do AHTS que resultou nos contratos para Skandi Iguaçu, Skandi Angra, Skandi Paraty e Skandi Urca.

Com capacidade para 250 toneladas de tração, o navio construído em 2009 deverá iniciar seu novo contrato com a gigante do país sul-americano em fevereiro de 2026. A embarcação será rebatizada com bandeira brasileira.

O segundo contrato, que é produto de outro processo de licitação competitivo, é para o navio Skandi Achiever , contratado como RSV para um período de quatro anos com a Petrobras, prevendo a utilização de dois veículos operados remotamente (WROVs) de classe de trabalho e um guindaste submarino.

O novo acordo está previsto para começar em dezembro de 2025, em continuação direta do contrato atual do navio com outro cliente no Brasil.

Os dois últimos contratos da DOF, que somam um valor de mais de US$ 275 milhões, ocorreram depois que a empresa conseguiu mais trabalho para outro AHTS no Canadá.

Sétimo FPSO se prepara para integrar campo da Bacia de Santos da Petrobras

Uma cerimônia de partida foi realizada para marcar a saída de uma unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência (FPSO) do estaleiro da Seatrium em Cingapura para um campo offshore no Brasil operado pela Petrobras.

Com base em uma publicação nas redes sociais da diretora de Operações (CEO) da Petrobras, Magda Chambriard, a unidade partiu para o campo de Búzios em 30 de junho de 2025. Com capacidade de 225.000 barris de óleo por dia (bopd), o FPSO P-78 já estará equipado, o que, segundo a CEO, economiza um mês de pré-operação.

Ao revelar que as diretoras Renata Baruzzi e Sylvia dos Anjos participaram da cerimônia, juntamente com a equipe de engenharia da Petrobras, Chambriard também afirmou que os topsides da unidade foram fabricados no Brasil.

Em fevereiro, a companhia colocou em operação o sexto FPSO em Búzios, chamado Almirante Tamandaré . As unidades restantes em operação no campo são a P-74, P-75, P-76, P-77 e Almirante Barroso.

Quando o P-78 chegar ao campo e se tornar a sétima unidade, outras quatro deverão se juntar a ele, totalizando 11 plataformas sob o conceito de desenvolvimento atual.

Localizado na Bacia de Santos, a cerca de 180 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, o campo de Búzios foi descoberto em 2010 e começou a operar em 2018. A Petrobras é a operadora (participação de 88,98%) em nome do Consórcio Reservatório Compartilhado de Búzios, composto pela CNOOC (7,34%) e CNPC (3,67%), com a Pré-Sal Petróleo SA (PPSA) como gestora.

Búzios é o segundo campo em volume de produção e reservas no Brasil, atrás do campo de Tupi. O campo atingiu o recorde de 800 mil barris de petróleo produzidos diariamente em fevereiro.

No início deste mês, a empresa anunciou o início da construção da plataforma de topo de outro FPSO, o P-84. A unidade de 225.000 boepd será instalada no campo de Atapu.

Ambipar inicia testes com Be8 BeVant® para descarbonizar operações marítimas e logísticas

Combustível 100% nacional é testado em embarcação na base portuária da empresa em São Francisco do Sul (SC) como alternativa limpa ao diesel fóssil.

A Ambipar deu início aos testes operacionais com o novo biocombustível Be8 BeVant® como parte de sua estratégia para acelerar a descarbonização em suas operações no Brasil. O combustível será utilizado inicialmente em uma embarcação na base portuária da empresa em São Francisco do Sul (SC) e, posteriormente, em caminhões e equipamentos pesados de logística ambiental, ampliando o escopo de atuação da solução.

A ação faz parte da parceria firmada com a Be8 nesse ano, visto que ambas as empresas compartilham o objetivo de fomentar tecnologias brasileiras que contribuam para a mitigação das mudanças climáticas. O Be8 BeVant® é um biocombustível bidestilado, de alto conteúdo renovável e com elevada pureza, livre de contaminantes e com baixo teor de enxofre (ULSD), oferecendo excelente desempenho de combustão e sem necessidade de adaptação em motores ciclo diesel, podendo substituir em 100% o diesel fóssil.

“No curto prazo, buscamos reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e de poluentes locais, além de potencialmente contribuir para o reaproveitamento de resíduos como matéria-prima, um exemplo claro de economia circular aplicada à logística ambiental. O Be8 BeVant® tem potencial de reduzir até 99% das emissões do tanque à roda quando comparado ao diesel de origem fóssil. Já no médio e longo prazo, essa parceria está conectada a um propósito maior: contribuir para a transição e segurança energética brasileira, fortalecendo a posição do país como provedor de soluções limpas, eficientes e economicamente viáveis”, explica Rafael Tello, presidente Global de Sustentabilidade e da operação Oriente Médio da Ambipar.

Segundo o executivo, o uso de combustíveis renováveis em operações marítimas é uma medida urgente e estratégica diante do cenário climático global. “Estamos tratando de um setor intensivo em emissões. O que estamos testando agora é o início de uma transformação profunda que tem potencial de ser escalonada para toda a nossa frota e inspirar outros players do mercado. Com essa iniciativa, damos um passo concreto rumo às nossas metas NetZero validadas pela SBTi, mas também mostramos que descarbonizar não é uma ideia distante, mas sim uma ação que começa agora, com inovação nacional e compromisso com o futuro”, reforça Tello.

A escolha de São Francisco do Sul para o início dos testes considera o volume expressivo de emissões geradas pelo setor aquaviário. Em 2023, segundo a ANTAQ, o transporte marítimo e pesqueiro no Brasil emitiu cerca de 2,76 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, com consumo de mais de 309 milhões de litros de diesel marítimo. A Ambipar atua de forma significativa na região, e a operação envolve uma embarcação utilizada em atendimentos portuários, que rodará exclusivamente com Be8 BeVant® durante os 90 dias de testes.

A avaliação será feita com base no consumo de combustível, autonomia (litros/hora) e cálculo de emissões com base na metodologia do GHG Protocol. Além das operações marítimas, a Ambipar iniciará uma frente de testes com 10 caminhões de grande porte e equipamentos como escavadeiras, geradores e minicarregadeiras em operações de gestão ambiental. O objetivo é avaliar a viabilidade técnica, financeira e operacional do biocombustível em diferentes cenários logísticos. A expectativa é de que, superada a fase de testes, o uso possa ser ampliado gradualmente para outras frotas e unidades da companhia.

“Para nós é muito importante essa parceria com a Ambipar porque reforça o potencial de uso flexível do Be8 BeVant® em diferentes modais. Temos convicção de que os biocombustíveis ocuparão papel central na transformação do setor de transportes no Brasil no curto prazo proporcionando descarbonização imediata. Eles não apenas reduzem emissões, mas também impulsionam a agricultura sustentável, geram empregos e promovem a inclusão social nas cadeias produtivas impulsionando a economia verde”, diz Erasmo Carlos Battistella, Presidente da Be8.

A Ambipar segue avançando com seu plano de descarbonização, ancorado em soluções tecnológicas, inovação em sustentabilidade e ações práticas alinhadas às metas ambientais globais.

Sobre a Ambipar
A Ambipar é líder global em soluções ambientais e investe e opera projetos de descarbonização, economia circular, transição energética e regeneração ambiental. Fundada em 1995, a companhia atua em 41 países com um amplo portfólio de serviços ambientais, especialmente para recuperação de resíduos e respostas a emergências ambientais.

Pioneira em diversos produtos e serviços, é referência no mercado em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), com mais de 100 soluções de economia circular, mais de 25 patentes e mais de 50 prêmios de inovação nacionais e internacionais.

Com mais de 23 mil funcionários espalhados pelo mundo e mais de 600 bases operacionais, a empresa possui ações listadas na B3 e na Bolsa de Valores de Nova York. Seu desempenho também é reconhecido pela Standard & Poor’s, que classificou as ações da Ambipar como ações verdes na B3, a bolsa de valores brasileira.

Para mais informações, acesse: Link

Wilson Sons inicia operação com energia 100% renovável na Base Rio de Apoio Offshore, com expectativa de evitar a emissão de 22 toneladas de CO₂ equivalente (tCO₂e) por ano

Com cinco berços de atracação no Caju, companhia assegura o uso de energia renovável por meio de certificados I-REC, beneficiando clientes e reforçando compromisso ambiental.

Reconhecida pela sua ampla experiência de mais de 187 anos, a Wilson Sons passou a operar, no último mês, com energia 100% renovável proveniente, principalmente, da geração eólica e solar, em sua Base Rio de Apoio Offshore, localizada na Baía de Guanabara. A unidade, que presta suporte logístico a empresas do setor de energia offshore atuantes nas Bacias de Campos e Santos, passou a consumir energia elétrica proveniente de fontes renováveis. A expectativa é de que essa transição nos permita reduzir cerca de 22,7 (tCO₂e) ao ano, referentes às emissões indiretas de Escopo 2 associadas ao consumo de eletricidade, tanto para uso próprio quanto para o fornecimento de energia aos clientes atendidos na base.

Como parte do processo, a Base Rio receberá, ao final do ano, os certificados I-REC (International Renewable Energy Certificate), atestando que a eletricidade consumida está vinculada à geração por fontes renováveis. O uso de I-RECs é reconhecido internacionalmente para a contabilização de emissões de Escopo 2 e reforça o compromisso da companhia com a redução das emissões de gases de efeito estufa e os impactos ambientais.

Atualmente, a eletricidade é utilizada, por exemplo, na iluminação de pátios, escritórios, oficinas mecânicas e áreas de armazenamento de cargas. Clientes, cujas embarcações atracam na Base Rio, também são beneficiados, uma vez que a estrutura já opera com energia proveniente de fontes renováveis, como o fornecimento de energia de terra para as embarcações, substituindo o uso de diesel por uma alternativa mais limpa, contribuindo diretamente para a redução das emissões e a descarbonização das operações. Pioneira no segmento de base de apoio offshore, a Wilson Sons possui dois terminais privados na Baía da Guanabara – Rio e Niterói – totalizando oito berços de atracação. A empresa possui também expertise em operações remotas, tendo montado bases temporárias em diversos portos da costa brasileira.

“A conquista da certificação I-REC no Rio é um reflexo claro do nosso compromisso com a sustentabilidade e com o futuro da energia no setor marítimo e portuário. Estamos orgulhosos de dar este passo pioneiro, que não só reduz as emissões da nossa operação, como também gera valor direto para nossos clientes e para o meio ambiente. Seguimos firmes na nossa jornada de descarbonização, com o olhar voltado para soluções inovadoras e responsáveis em toda a nossa cadeia de atuação.”destaca Mariana Jannuzzi, diretora-executiva das Bases de Apoio Offshore da Wilson Sons.

Suporte a campanhas de perfuração
Localizada no bairro do Caju, na zona portuária do Rio de Janeiro, a Base Rio possui cinco berços de atracação, mais de 65 mil metros quadrados e tem localização geográfica estratégica para dar suporte aos campos no polígono do pré-sal. Entre os serviços prestados aos clientes, estão movimentação de cargas, armazenagem de materiais e equipamentos (contando com alta tecnologia para gestão e controle de inventário e fluxo de cargas, por meio de softwares customizados), serviços ambientais, planta de fluidos e granéis para dar suporte às campanhas de perfuração e facilities.

As unidades de apoio offshore da Wilson Sons são os únicos terminais privados, na Baía de Guanabara, com o diferencial de oferecer atracações nas duas bases localizadas, estrategicamente, no Rio e em Niterói. A divisão possui ainda o Parque de Tubos Guaxindiba, localizado a 20 quilômetros da Base Niterói, que faz o armazenamento de tubos de perfuração e outros equipamentos em uma área de 63 mil metros quadrados. Com investimentos em tecnologia e inovação, o parque realiza serviços como inspeção e hidrojateamento de tubos, possuindo todas as licenças necessárias das autoridades brasileiras, e conta com equipes qualificadas.

Petrobras irá doar até 5 mil computadores para escolas públicas municipais e instituições do terceiro setor

A Petrobras irá doar até 5 mil computadores no segundo semestre de 2025 para escolas públicas municipais e instituições do terceiro setor. A companhia lançou chamadas públicas para que essas organizações se candidatem ao recebimento de notebooks, que deverão ser utilizados em atividades pedagógicas e de educação digital, procurando ampliar a inclusão digital.

São duas chamadas públicas distintas: uma voltada para escolas públicas municipais localizadas nos estados do Amapá, Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco e Rio Grande do Sul; outra para instituições do terceiro setor que participam dos comitês comunitários ativos da Petrobras, que são fóruns de diálogo e aproximação entre a empresa e as comunidades da área de abrangência das suas operações.

Para se qualificarem às doações, as escolas devem ser públicas municipais, atender à educação infantil, fundamental, médio ou Educação de Jovens e Adultos (EJA), e estar localizadas em comunidades dentro da área de abrangência das atividades da Petrobras, conforme especificado no edital. Para viabilizar a logística das doações, é necessário que sejam acessíveis por carro ou que ofereçam condições viáveis para o transporte dos equipamentos.

No caso das instituições do terceiro setor, os critérios incluem ser uma entidade sem fins lucrativos, ter participado recentemente de reuniões dos Comitês Comunitários ativos da Petrobras, e ter possibilidade de retirar e transportar os equipamentos doados das instalações da Petrobras até o local onde serão utilizados. Não serão aceitas inscrições de instituições que já tenham patrocínios ativos da empresa.

As inscrições para ambas as chamadas estão abertas até 30 de junho. Os interessados podem acessar os editais e se inscrever por meio do link: https://petrobras.com.br/negocios/doacao-de-bens.

Operação brasileira da Prosafe é confirmada após Petrobras manter resultados da licitação

Com os resultados da licitação reafirmados, a Prosafe, proprietária e operadora de embarcações de acomodação semissubmersíveis listadas na Bolsa de Valores de Oslo, está prevendo a rápida assinatura de um contrato de embarcação plurianual na América do Sul com a Petrobras, gigante estatal brasileira de petróleo e gás.

 

O navio semissubmersível de apoio à segurança e manutenção  Safe Notos, posicionado dinamicamente (DP3), foi selecionado como vencedor  da licitação da Petrobras em maio de 2025. No entanto, o acordo de quatro anos com a gigante brasileira ainda estava sujeito ao processo de aprovação e a uma adjudicação formal.

Como a Petrobras ratificou o resultado do processo de licitação para o fornecimento do semissubmersível Safe Notos para suporte de segurança e manutenção offshore no Brasil, espera-se que o contrato, no valor total de aproximadamente US$ 204 milhões, seja assinado sem demora.

A missão de longo prazo, programada para começar em setembro de 2026, durará até o terceiro trimestre de 2030. O navio Safe Notos, construído em 2016, com capacidade para 500 pessoas, conta com grande capacidade de guindaste, área de convés aberta e passarela telescópica.

O contrato atual da embarcação, que começou no terceiro trimestre de 2022, foi garantido  em maio de 2022. A Prosafe revelou uma receita de US$ 33 milhões no primeiro trimestre de 2025, com quatro embarcações ativas durante o trimestre.

Petrobras, Shell e Exxon estão entre as grandes empresas que garantem novas áreas offshore na mais recente rodada de petróleo e gás do Brasil

Nove empresas ganharam direitos de exploração para vários blocos offshore oferecidos no 5º Ciclo de Ofertas de Concessões Permanentes realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) .

 

Em linha com o anunciado pela ANP em fevereiro , uma sessão pública para apresentação de ofertas como parte da última rodada de licitações do Brasil foi realizada em 17 de junho de 2025. No total, 34 blocos foram leiloados por nove empresas.

Além da bacia terrestre de Parecis, os blocos estão localizados nas bacias marítimas de Foz do Amazonas, Santos e Pelotas . Segundo a ANP, estão previstos investimentos de R$ 1,4 bilhão, ou US$ 0,25 bilhão, para a fase de exploração, a primeira fase dos contratos.

As empresas vencedoras são a gigante estatal brasileira Petrobras e as subsidiárias brasileiras ExxonMobil, Chevron, CNPC, Petrogal, Dillianz, Karoon Energy, Shell e Equinor.

Com um prêmio de mais de 500%, o bônus de assinatura de 989,26 milhões de reais, ou cerca de US$ 180 milhões, é considerado um recorde para todos os ciclos.

A Diretora-Geral interina da ANP, Patricia Baran , destacou o desempenho das bacias da Margem Equatorial entre os resultados. “Tivemos um ágio de quase 3.000% em áreas da Margem Equatorial e concorrência em 7 dos 19 blocos leiloados. Esta foi a primeira vez que áreas nesta região foram ofertadas na modalidade de oferta permanente.”

As empresas ou consórcios vencedores seguirão agora outras etapas definidas no cronograma, como a entrega de documentos e o pagamento do bônus de assinatura, para assinar os contratos. A assinatura está prevista para ocorrer até 28 de novembro de 2025.

Petrobras

A Petrobras adquiriu dez blocos na Bacia da Foz do Amazonas e três blocos na Bacia de Pelotas, abrangendo quase 9.600 quilômetros quadrados.

Os blocos da Foz do Amazonas abrangem FZA-M-1040, FZA-M-1042, FZA-M-188, FZA-M-190, FZA-M-403, FZA-M-477, FZA-M-547, FZA-M-549, FZA-M-619 e FZA-M-621 , em parceria com a ExxonMobil Exploração Brasil. Todos os dez blocos são uma parceria 50:50 com a ExxonMobil, sendo a Petrobras a operadora dos cinco primeiros e a Exxon, dos cinco últimos.

Os blocos PM-1670, PM-1672 e PM-1741, na Bacia de Pelotas, foram adquiridos em parceria com a Petrogal Brasil, subsidiária brasileira da portuguesa Galp . A empresa brasileira atuará como operadora em todos os blocos, com 70% de participação, enquanto a Petrogal deterá os 30% restantes.

A Galp descreve o trio como blocos de exploração em estágio inicial. O bônus de assinatura bruto agregado para os blocos foi de R$ 11.460.000, ou aproximadamente € 1,8 milhão.

A Petrobras informou que o valor do bônus de assinatura a ser pago em outubro de 2025 é de cerca de R$ 139 milhões, ou US$ 25 milhões. Além do bônus de assinatura, outro critério considerado na decisão da outorga foi o programa exploratório mínimo (PEM) a ser aplicado a cada bloco, expresso em unidades de trabalho (UTs), que abrange a atividade a ser realizada durante a atividade exploratória.

“Conseguimos conquistar as áreas que eram nossas prioridades, oferecendo valores de bônus dentro das nossas premissas econômicas. Estamos satisfeitos com os resultados do leilão. Com esses resultados e a continuidade das nossas atividades exploratórias, inclusive na Margem Equatorial e na Bacia de Pelotas, seguimos otimistas quanto às nossas chances de repor as reservas de petróleo e garantir a segurança energética do Brasil”, disse Magda Chambriard , presidente da Petrobras .

A gigante brasileira afirmou que sua participação nesta rodada está em linha com sua estratégia de longo prazo, fortalecendo seu perfil como principal operadora de campos de petróleo localizados em águas ultraprofundas, impulsionando a reposição de reservas para o futuro da empresa.

A Petrobras tem se mantido ocupada com outras atividades domésticas recentemente. A gigante do setor de energia colocou em operação a unidade flutuante de produção, armazenagem e transferência (FPSO) Alexandre de Gusmão, no campo de Mero , mais de dois meses antes do cronograma previsto em seu plano de negócios.

Também está em andamento a construção dos módulos topside de outra unidade FPSO que deverá operar no campo de Atapu , na Bacia de Santos.

Karoon Energy

A australiana Karoon conquistou seis blocos na Bacia de Santos. Dois deles, SM-974 e SM-1038 , estão localizados a aproximadamente 17 quilômetros do campo de Neon e contêm a descoberta de Piracucá . A empresa australiana está em busca de um parceiro antes de tomar uma decisão final de investimento (FID) para Neon.

Julian Fowles , CEO e Diretor Geral da Karoon, afirmou: “Os blocos recém-adquiridos fortalecem ainda mais a presença da Karoon na Bacia de Santos. Dois dos blocos, SM-974 e SM-1038, contêm a descoberta de Piracucá.

“Estudos técnicos iniciais sugerem que a descoberta de Piracucá pode ser uma candidata atraente para conexão com um potencial FPSO Neon, sujeito ao desenvolvimento proposto do Neon obter uma Decisão Final de Investimento, bem como as aprovações regulatórias necessárias.”

Além disso, a Karoon conquistou quatro blocos em águas profundas ( SM-1484, SM-1605, SM-1358 e SM-1603 ), localizados próximos à sua área de exploração em águas profundas na Bacia de Santos. Segundo o CEO da Karoon, a aquisição foi estratégica para consolidar a posição da empresa na área a um baixo custo de entrada.

Esses blocos de águas profundas estão situados a cerca de 80 quilômetros a sudeste do campo de Baúna . O FPSO que opera neste campo, Cidade de Itajaí , foi recentemente adquirido pela empresa australiana.

De acordo com a empresa australiana, a concessão formal dos blocos está prevista para ocorrer no quarto trimestre de 2025, sujeita ao cumprimento de certas condições de qualificação, ao pagamento de um bônus de lance de aproximadamente US$ 14,8 milhões e à prestação de uma garantia financeira de aproximadamente US$ 6,1 milhões, o que equivale a 30% do programa mínimo de trabalho. 

Concha

A subsidiária brasileira da Shell garantiu os direitos de exploração como operadora e detentora de 100% de participação em quatro blocos na Bacia de Santos, localizados a aproximadamente 250 quilômetros da costa: SM-1819, SM-1914, SM-1821 e SM-1912 .

Os novos blocos cobrem uma área de aproximadamente 2.731,26 quilômetros quadrados, e o bônus de assinatura foi de R$ 21.321.000, ou cerca de US$ 3,8 milhões. A empresa planeja iniciar a avaliação dos blocos por meio de análises sísmicas e outros estudos para verificar o potencial de perfuração após a assinatura dos contratos.

“As novas aquisições estão em linha com nossa estratégia de fortalecer ainda mais nosso portfólio de águas profundas no Brasil, que já é competitivo e de alta qualidade”, observou Cristiano Pinto da Costa , CEO da Shell Brasil. “O país continua sendo um mercado estratégico para a Shell, e temos orgulho de continuar contribuindo com nossa expertise técnica e excelência operacional.”

A Shell Brasil fechou recentemente um acordo com a TotalEnergies para trocar participações em dois ativos de petróleo e gás offshore no Brasil: o projeto de águas profundas Gato do Mato, recentemente sancionado, e o campo de petróleo de Lapa .

Equinor

A Equinor, da Noruega, conquistou o bloco SM-1617 com 100% de participação, com um bônus de assinatura total de cerca de R$ 30,5 milhões (aproximadamente US$ 5,5 milhões). O bloco está localizado a 60 quilômetros do bloco SM-1378, já de propriedade da Equinor.

A gigante norueguesa acredita que a vitória demonstra seu compromisso contínuo e ambição de crescimento no Brasil. Agora, ela trabalhará para conduzir as avaliações geológicas e geofísicas necessárias para futuras atividades de exploração.

“Estamos satisfeitos com o nosso sucesso na rodada de licitações de hoje, garantindo uma nova oportunidade de exploração no Brasil – um país essencial em nosso portfólio internacional. A licença está localizada próxima ao bloco SM-1378, que já possuímos, uma área com forte potencial que podemos alavancar para reforçar nossa posição na Bacia de Santos  , observou Verônica Coelho , Vice-Presidente Sênior e Gerente Geral da Equinor no Brasil.

Além disso, um bloco onshore foi conquistado pela Dillianz ( PRC-T-121 ), enquanto nove blocos offshore restantes foram conquistados por uma parceria 50:50 entre as subsidiárias brasileiras da Chevron dos EUA e da CNPC da China ( FZA-M-194, FZA-M-196, FZA-M-265, FZA-M-267, FZA-M-334, FZA-M-336, FZA-M-405, FZA-M-473 e FZA-M-475 ).

Petroleira informa sobre resultado de leilão da ANP

A Petrobras informa que adquiriu dez blocos na Bacia Foz do Amazonas e três blocos na Bacia de Pelotas, no 5º Ciclo de Oferta Permanente de Concessão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Na Bacia Foz do Amazonas, a Petrobras adquiriu os blocos FZA-M-1040, FZA-M-1042, FZA-M-188, FZA-M-190, FZA-M-403, FZA-M-477, FZA-M-547, FZA-M-549, FZA-M-619 e FZA-M-621, em parceria com a ExxonMobil Exploração Brasil. Nos cinco primeiros blocos o consórcio terá a Petrobras como operadora, com participação de 50%, em parceria com a ExxonMobil (50%). Nos outros cinco blocos, a ExxonMobil será operadora e a Petrobras terá participação de 50%.

Na Bacia de Pelotas, a Petrobras adquiriu os blocos P-M-1670, P-M-1672, P-M-1741 em parceria com a Petrogal Brasil S.A. O consórcio terá a Petrobras como operadora em todos os blocos, com participação de 70%, em parceria com a Petrogal Brasil (30%).

O valor do bônus de assinatura a ser pago em outubro de 2025 pela companhia é de cerca de R$ 139 milhões. Além do bônus de assinatura, também foi considerado como critério de julgamento do leilão o Programa Exploratório Mínimo (PEM) a ser aplicado no bloco, expresso em Unidades de Trabalho (UTs) – que abrangem a atividade a ser realizada durante a atividade exploratória.

“Conseguimos arrematar as áreas que eram nossas prioridades, oferecendo valores de bônus dentro das nossas premissas econômicas. Estamos satisfeitos com o resultado do leilão. Com esse resultado e com a continuidade das nossas atividades exploratórias, inclusive na Margem Equatorial e na Bacia de Pelotas, persistimos otimistas em relação às nossas possibilidades de recomposição de reservas de petróleo e em relação à garantia da segurança energética do Brasil”, destaca a presidente da Petrobras Magda Chambriard.

O quadro abaixo resume o resultado da participação da Petrobras no 5º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão da ANP:

*Operador

A participação no 5º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia e fortalece o perfil da Petrobras de principal operadora de campos de petróleo localizados em águas ultra profundas, potencializando a recomposição de reservas para o futuro da companhia.

A Petrobras atuou seletivamente no leilão de forma a assegurar a incorporação de quase 9.600 km2.

Petrobras assina contratos para a retomada da construção do Trem 2 da RNEST

O Trem 2 da Refinaria Abreu e Lima (RNEST) vai dobrar a capacidade de processamento, chegando a 260 mil barris por dia, a partir de 2029

 

Na segunda-feira (16/06), a Petrobras anunciou os primeiros contratos, resultados de licitações, para conclusão da construção do Trem 2 da Refinaria Abreu e Lima (RNEST) em Pernambuco. Com valor aproximado de R$ 4,9 bilhões, os acordos contemplam a implantação da Unidade de Coqueamento Retardado (UCR), da Unidade de Hidrotratamento de Diesel S10 (UHDT-D), e da Unidade de Destilação Atmosférica (UDA), alinhando-se às diretrizes do Plano de Negócios 2025-2029. Os contratos foram assinados com a empresa Consag Engenharia S.A..

Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, “a RNEST é estratégica para o Brasil, hub da Petrobras nas regiões Norte e Nordeste. Os contratos para a retomada das obras do Trem 2 da refinaria revelam o compromisso da empresa com o desenvolvimento do país, representando a expansão da nossa capacidade de refino e viabilizando o aumento da produção de derivados para atender às demandas da sociedade e do mercado”.

A UCR terá potencial para processar até 75 mil barris/dia de carga, enquanto a UHDT-D poderá operar com até 82 mil barris/dia. Já a UDA contará com capacidade de 130 mil barris/dia. Os volumes reforçam a relevância da RNEST na ampliação da produção de derivados de maior valor agregado no parque de refino da Petrobras, promovendo ganhos em produtividade e contribuindo para o fornecimento de combustíveis com baixo teor de enxofre.

Investimentos para dobrar a capacidade de processamento

A RNEST iniciou suas operações em 2014 com o primeiro conjunto de unidades (Trem 1). É a mais moderna refinaria da Petrobras e contribui para atender à demanda nacional por derivados de petróleo. A unidade conta com avançadas tecnologias e tem o maior nível de automação do parque de refino da companhia.

Em março deste ano, foram concluídas as obras de modernização do Trem 1. Antes, em dezembro de 2024, a RNEST iniciou a operação da unidade SNOX, primeira do tipo no refino brasileiro, responsável por reduzir emissões de óxido de enxofre (SOx) e óxido de nitrogênio (NOx) e por produzir ácido sulfúrico, um novo produto comercializado pela refinaria, que, além de rentável, contribuiu com a preservação do meio ambiente.

No total, as obras do Trem 2 da RNEST têm potencial de gerar, aproximadamente, 30 mil empregos diretos e indiretos. A previsão é que as unidades entrem em operação em 2029, permitindo dobrar a capacidade instalada da refinaria, passando dos atuais 130 mil barris/dia para 260 mil barris/dia, tornando-se a segunda maior refinaria da Petrobras em capacidade de processamento de petróleo.

Estatal divulga avanços em iniciativas para a Transição Energética

Relatório de Sustentabilidade apresenta investimentos, iniciativas de descarbonização e inclusão social

 

A Petrobras lançou na segunda-feira, 16/06, o Relatório de Sustentabilidade, trazendo um retrato dos avanços da empresa em sua trajetória na Transição Energética Justa em 2024. O investimento de US$ 16,3 bilhões para projetos de baixo carbono nos próximos 5 anos, a geração de 315 mil empregos no mesmo período e a redução em 40% as emissões absolutas de CO2e desde 2015. Além disso, o Relatório destaca distribuição de R$ 379,4 bilhões em valor para a sociedade no último ano e o investimento de R$ 350 milhões no Programa Autonomia e Renda ao longo de quatro anos, iniciativa que materializa o compromisso com a inclusão social e que iniciou qualificação de mais de mil alunos em sete estados.

Além da gasolina Petrobras Podium Carbono Neutro, para veículos leves, e do Diesel R5, para veículos pesados, ambos lançados em 2023, a Petrobras está investindo na construção de plantas dedicadas de biorefino para a produção de querosene de aviação sustentável (SAF) e de diesel renovável na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão, com capacidade de 15 mil barris por dia (bpd) e no Complexo de Energias Boaventura com capacidade de 19 mil bpd, ambas com previsão de início de operação após 2029. Também está em estudo a implantação de uma planta na Refinaria de Paulínia (REPLAN), com capacidade de 10 mil bpd para produção de SAF via rota Alcohol-to-jet (ATJ), que utiliza o etanol como matéria-prima.

Outro avanço foram os três testes de campo de combustíveis marítimos com menor intensidade de carbono. Nos testes com 24% de biodiesel, foi constatada a redução potencial de emissão de gases de efeito estufa (GEE), variaram entre 17 e 20% em comparação ao bunker 100% mineral. O produto foi certificado pela International Sustentability & Carbon Cerfification, o que credenciou a Petrobras a comercializar o produto certificado VLS B24 em 2025. A empresa também está comercializando gasóleo marítimo com teor máximo de enxofre de 1,0 mil mg/kg (LSMGO – sigla de Low Sulfur Marine GasOil), no porto de Santos. Esse teor é significativamente menor que o limite regulado de 5,0 mil mg/kg.

Além das iniciativas próprias de descarbonização, a Petrobras trabalha em parcerias nacionais e internacionais com outras empresas com ações voltadas para a melhoria da qualidade do ar e dos combustíveis. Uma dessas parcerias é com a Oil and Gas Climate Initiative (OGCI), composta por 12 das principais empresas de energia do mundo: BP, Chevron, CNPC, ENI, Equinor, Exxon Mobil, OXY, REPSOL, Saudi Aramco, Shell e Total, além da Petrobras.  O compromisso da Petrobras com a OGCI é reduzir suas emissões operacionais líquidas a zero nos prazos do Acordo de Paris. Os membros da OGCI já reduziram coletivamente suas emissões de metano em 55% e a intensidade de carbono em 21% desde 2017.

As compensações de emissões (offsets) a partir de créditos de carbono poderão ser utilizadas como ferramenta complementar para a descarbonização. Em 2024, a Petrobras investiu no mercado voluntário de créditos de carbono, adquirindo um novo lote de 270 mil créditos do projeto de REDD+ Envira Amazônia. Os créditos são das safras 2020 e 2021 e certificados segundo o padrão VCS (Verified Carbon Standard) da Verra, a maior certificadora do mercado voluntário de carbono no mundo, com certificação nível ouro para os quesitos de Adaptação às Mudanças Climáticas, Biodiversidade e Comunidade segundo o padrão Climate, Community & Biodiversity (CCB). Os créditos adquiridos nessa iniciativa foram utilizados para a compensação das emissões da nova gasolina Podium Carbono Neutro.

O resultado de descarbonização nas operações da empresa é outro destaque no Relatório de Sustentabilidade. Quando comparado aos dados de 2015, constatou-se a redução de 40% das emissões absolutas de CO2e e em 69% as emissões diretas de metano no upstream, avanço reforçam as ambições da Petrobras de alcançar Net Zero até 2050, Near Zero Methane até 2030 e manter um crescimento líquido neutro até 2030.

Os 25 projetos com foco em Florestas do Programa Petrobras Socioambiental, vigentes em 2024, atuaram na recuperação ou conservação direta de mais de 535 mil hectares de florestas e áreas naturais da Mata Atlântica, Amazônia, Caatinga, Pampa e Cerrado contribuindo para a mitigação das emissões de GEE. O benefício incremental líquido estimado deste trabalho é de cerca de 3 milhões de tCO2 e, e considera a remoção líquida e as emissões evitadas por ações que previnem o desmatamento. Outra frente de investimento voluntário em florestas é a iniciativa Floresta Viva, nos quais foram investidos R$ 49,1 milhões no referido ano.

O desempenho econômico trouxe impactos positivos para a sociedade com a distribuição de R$ 379,4 bilhões por meio de tributos, royalties e participações especiais, remuneração direta e a acionistas e pagamentos a instituições financeiras e fornecedores. Para os próximos anos, as iniciativas previstas no PN 2025-29 devem gerar cerca de 315 mil empregos. A Petrobras estima que em 2024, os investimentos do segmento E&P, que totalizaram de 13,91 bilhões de dólares, sustentaram 145 mil empregos no país por meio das aquisições locais e de seus efeitos na cadeia de suprimento.

Como resultado do investimento em capacitação de mão de obra e inclusão social do Programa Petrobras Autonomia e Renda, o último ano foi marcado pelo início de turmas de qualificação profissional para 1.065 alunos nos sete estados. Cerca de 72% dos estudantes são pessoas pretas e pardas, 60% são mulheres e 4% são pessoas com deficiência. Os alunos formados são orientados a se inscreverem no Sistema Nacional de Emprego (SINE) ou Postos de Atendimento ao Trabalhador (PAT) dos municípios abrangidos pelo programa. Já as empresas que compõem a cadeia de fornecedores da Petrobras são incentivadas a disponibilizarem suas vagas de emprego nesses órgãos com a intenção de ampliar as oportunidades para essa mão de obra local qualificada.