Arkema apresenta soluções sustentáveis na programação da Recy-Plastech 2021

A Arkema, grupo francês líder em materiais especiais, estará no Recy-Plastech 2021 – Seminário Internacional de Sustentabilidade e Reciclagem de Plástico.  O evento que promove o conceito de sustentabilidade, economia circular, práticas de ESG e reciclagem na indústria de materiais plásticos, acontece nos dias 3 e 4 de novembro e será transmitido gratuitamente pelo Youtube.

No dia 3 de novembro, Raquel Souza, gerente de novos negócios da Arkema, apresenta o Graphistrength®, um masterbach de nanotubos de carbono feitos de bio-ethanol. A solução é uma alternativa bio renovável ao grafeno e usado na melhora da condutividade elétrica, propriedades mecânicas e dissipação eletroestática de inúmeras aplicações como dispersões líquidas, elastômeros, termoplásticos, termorrígidos, cerâmica e tintas, entre outros.

“Com uma produção em larga escala de mais de 400 toneladas por ano, o Graphistrength® não gera subprodutos, contribuindo para a sustentabilidade. Estão disponíveis mais de 20 versões de masterbatches Graphistrength® de base de polímeros, de elastômeros e em pó para dispersões líquidas desde 2011. A Arkema está engajada em torná-lo uma alternativa mais viável ao mercado de grafeno no Brasil”, afirma Raquel Souza.

Já no dia 4 de novembro, Patrícia Lanzarini, gerente de negócios da Arkema, fala sobre a Elium®, resina acrílica termoplástica líquida, livre de estireno e reciclável para a produção de compósitos à baixas temperatura e pressão. A solução oferece a vantagem de reciclabilidade, mas também de termoformagem e termossoldagem para indústrias de energia eólica, automotivo, construção e esportes.

“Elium® é uma solução única para a fabricação de compósitos, baseada nos mesmos processos de fabricação usados ​​ para produzir peças em resina termofixa. A solução foi vencedora do prêmio internacional Pierre Potier 2020, que reconhece iniciativas do segmento de química para o desenvolvimento sustentável”, conta Patrícia Lanzarini.

Interessados em assistir aos painéis também podem se inscrever no evento e serão direcionados para a página de transmissão da Recy-Plastech 2021 no YouTube, além de receber atualizações sobre a programação.

Sobre a Arkema 

A Arkema oferece um portfólio de tecnologias de qualidade para atender à demanda cada vez maior por materiais inovadores e sustentáveis. O Grupo está estruturado em 3 segmentos dedicados a Materiais Especiais: Soluções adesivas, Materiais Avançados e Soluções de Revestimento. A Arkema oferece soluções tecnológicas para enfrentar os desafios de, entre outras coisas, novas energias, acesso à água, reciclagem, urbanização e mobilidade, além de promover um diálogo aberto com todos os seus stakeholders. O Grupo registrou vendas de € 8 bilhões em 2020 e opera em cerca de 55 países com 20.500 funcionários em todo o mundo. Mais informações em www.arkema.com.br

Independentes pensam ‘grande’ – As emergentes escrevem uma nova página na história da indústria brasileira de óleo e gás, Anabal Santos, secretário executivo da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo (ABPIP)

Ainda que com uma participação ainda pequena na produção total de petróleo e gás natural, que alcançou em outubro a marca de 3.605.834 barris de óleo equivalente por dia (boed), dos quais cerca de 95% de majors, as companhias independentes vêm escrevendo uma nova página na indústria brasileira de óleo e gás. Hoje, 55 concessionárias, entre oil companies e independentes, registram produção regular de óleo e gás, das quais 36 como operadoras. Um cenário bem distinto do existente há 20 anos. Mais ainda: as independentes não somente geram petróleo, como também empregos, tributos e desenvolvimento regional. Tivemos um recolhimento de royalties de cerca de R$ 1,5 bilhão acumulado até setembro de 2021, contribuindo com a receita do estado e municípios…e o pagamento de participação aos proprietários de aproximadamente R$ 145 milhões. O que corrobora a importância da atividade das nossas associadas para a construção de um novo ciclo de desenvolvimento regional com geração de emprego e renda decorrentes destas atividades, pontua Anabal Santos, secretário executivo da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo (ABPIP).

Oil & Gas Brasil: A produção de petróleo dos operadores independentes em campos maduros subiu 300% no Rio Grande do Norte, segundo divulgou o secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia (MME) no VI Fórum Onshore Potiguar (25/11). É o estado que apresentou o maior crescimento das independentes? Por quê?

Anabal Santos: Sim. Nos últimos anos, o Rio Grande do Norte tem sido o berço do renascimento da indústria onshore no Brasil, contribuindo para que a bacia Potiguar mantenha o posto de maior produtora em terra do país. Este renascimento da
indústria está atrelado ao fato de que o estado foi pioneiro com relação às primeiras transações resultantes do programa de desinvestimento da Petrobras e graças a persistência de operadores independentes, como os nossos associados, em aumentar a produção desses ativos. Polos como Riacho da Forquilha e Macau são alguns exemplos claros de melhoria de desempenho por parte dos independentes, alcançando marcas de mais de 70% de incremento na produção. No entanto para que possamos continuar contribuindo com o desenvolvimento do RN, já encaminhamos pleitos para o governo local para adequar os termos da legislação estadual para o mercado do gás, que atualmente encontra-se na Assembleia Legislativa (ALRN) do estado e o procedimento de licenciamento ambiental.


(Foto: Divulgação)

Oil & Gas Brasil: Qual a média nacional de crescimento da produção brasileira das companhias  independentes?

Anabal Santos: De acordo com dados do boletim de produção da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a produção em concessões não operadas pela Petrobras em bacias maduras saltou de 8,1 mil barris de óleo equivalentes ao dia (boe/dia) em setembro de 2019 para 70,3 mil boe/dia em setembro deste ano, o que representa um incremento de 768%. Esses campos maduros são provenientes, majoritariamente, do Plano de Desinvestimento da Petrobras e vêm sendo adquiridos pelas operadoras independentes associadas à ABPIP, que têm contribuído significativamente para esse cenário de aumento de produção e investimentos no setor de petróleo e gás brasileiro.

Oil & Gas Brasil: Qual a média de crescimento da produção das independentes na bacia de Campos?

Anabal Santos: O processo de desinvestimento da Petrobras começou mais tarde na bacia de Campos e, nesse cenário, os
associados que operam nessa bacia tiveram uma evolução de 27 mil boe/dia em setembro/2019 para cerca de 38 mil boe/dia em setembro deste ano.

Oil & Gas Brasil: Quais os principais números que você está trazendo para o evento de hoje, em Macaé?

Anabal Santos: Para este evento, trouxe um breve recorte das iniciativas e ações de nossas associadas que já estão em curso e que demonstra os esforços e investimentos que estão empreendendo para, como sucessores da Petrobras nesses campos maduros e detentores do conhecimento técnico adequado para operar esses ativos, aumentar o volume de produção de petróleo e gás natural e estender a vida útil desses campos. Alguns exemplos são:

• A Perenco assumiu em outubro de 2019 a operação do Polo Pargo em águas rasas da bacia de Campos. A empresa atingiu em outubro/2021 a produção média de cerca de 6.470 boe/dia, o que representa alta de 131% quando assumiu a operação, e prevê investimentos da ordem de quase U$ 400 milhões de dólares;
• A PetroRio é operadora dos campos de Frade, Polvo, Tubarão Martelo e Wahoo, localizados na bacia de Campos. A produção total da companhia teve um aumento de 33% no segundo trimestre de 2021, quando comparado ao mesmo período de 2020, atingindo mais de 30 mil boe/d.;
• A 3R Petroleum recentemente chegou aos grandes projetos de produção offshore, com a aquisição do campo de Papa-Terra, em águas profundas da bacia de Campos;
• A BW Energy adquiriu o campo de maromba em 2019, que está localizado em águas rasas da bacia de Campos. O projeto de desenvolvimento de Maromba terá oito poços e o plano apresentado pela empresa prevê investimentos estimados em US$ 716 milhões, com primeiro óleo previsto para 2024.


(Foto: Divulgação)

Oil & Gas Brasil: A ANP prevê investimento na ordem de U$ 30 bilhões nos próximos anos (2021 a 2025) decorrentes dos efeitos do Programa de Revitalização e Incentivo à Produção de Campos Marítimos (Promar), dos quais cerca de U$ 19 bilhões serão direcionados à bacia de Campos, onde há 24 campos localizados que poderão ser incluídos no Programa de Desinvestimentos da Petrobras, além daqueles que já foram desinvestidos e/ou estão em fase final de desinvestimento, como no caso de Albacora e Albacora Leste. Qual você acredita que será a participação das independentes nesses investimentos projetados pelo Promar nessa bacia?

Anabal Santos: Uma vez que os objetivos do Promar sejam atingidos e na medida que o programa de desinvestimento da Petrobras avance, os produtores independentes serão os operadores que irão realizar boa parte destes investimentos.

Considerando os planos de desenvolvimento (PDs) apresentados no ano passado à ANP, referentes a 14 campos em águas rasas e operados por empresas independentes – BW Energy (campo de Maromba), Perenco (Polo Pargo, com três concessões) entre outros – espera-se uma injeção de R$ 10,6 bilhões de investimentos na bacia de Campos. Vale ressaltar que esse número se refere apenas às atividades consideradas obrigatórias incluídas nos respectivos planos. Se for levar em conta as atividades contingentes, que dependem do desenvolvimento dos projetos, esse valor poderá dobrar.

Além disso, em julho deste ano, a diretoria da ANP aprovou o plano de desenvolvimento conjunto dos campos de Polvo e Tubarão Martelo, na bacia de Campos, operado pela empresa PetroRio. A petroleira deve investir US$ 246,13 milhões nos ativos.  Recém-chegada no ambiente offshore de exploração e produção, a 3R Petroleum adquiriu o campo de Papa-Terra, em águas profundas da bacia de Campos, por US$ 105,6 milhões, e também promete destravar investimentos nessa região.

Como resultado, as operadoras independentes buscarão proporcionar um novo ciclo de desenvolvimento regional com geração de emprego e renda decorrentes dos investimentos provenientes destas atividades de revitalização de campos marítimos na bacia de Campos.

Oil & Gas Brasil: Elas serão cruciais para mais que dobrar o fator de recuperação – dos atuais 16%, para 35%? Maior prova disso são os resultados obtidos pela Perenco (Polo Pargo – alta de 131%), PetroRio (Frade, Polvo, Tubarão Martelo e Wahoo – 33% no segundo trimestre de 2021) entre outras?

Anabal Santos: Sim. O Aumento de fator de recuperação (FR) dos reservatórios pode alcançar marcas históricas e altos índices de produção. Considerando cálculos da ANP, a cada 1% de incremento no FR da bacia de Campos, há o destravamento de quase 1 bilhão de barris adicionais de óleo equivalente. Desse modo, segundo estimativas de especialistas, o FR da bacia de Campos poderá saltar de 16%, índice atual, para o percentual de 35%. O volume de reservas adicionais decorrente deste aumento do FR, seria maior do que todo o óleo que foi produzido na bacia até agora.

Considerando os 12 ativos mais produtivos da bacia de Campos, das 12 maiores frações recuperadas (isto é, a razão da produção acumulada pelo Volume de óleo in place), 7 foram oriundas de campos operados por independentes, conforme divulgado no boletim de produção da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Oil & Gas Brasil: A bacia de Parnaíba (50boed), e a quarta maior produtora, seguida da Potiguar (36.687 boed), quinta, Recôncavo (35.548 boed), a sexta, e daí por diante, Camamu (20.703 boed), Sergipe (7.657 boed) e Alagoas (5.328 boed), temos mais de 155 mil boed no Nordeste, região que é a segunda maior produtora do Brasil (não incluímos Barreirinha e Tucano). Embora seja um quadro histórico no país, há novidades em relação há 15 anos atrás. Quais as que você pontuaria como as mais relevantes, nas quais as independentes tiveram um papel decisivo?

Anabal Santos: Temos muitos bons exemplos pois todos os campos que os empresas independentes que passaram a ser
operadores a sua respectiva aumentou e responde rápido a chegada destas empresas. Em todas essas bacias, temos cases e os nossos associados em geral tem contribuído com esses resultados.

Oil & Gas Brasil: Segundo o secretário de Petróleo e Gás do MME, Rafael Bastos, há 52 pedidos à ANP de redução de royalties para até 5% por empresas de pequeno porte, o que vai implicar em recursos adicionais para aumentar a vida útil pelo fator de recuperação dos campos produtores, manutenção da indústria de bens e serviços e empregos locais. Qual a expectativa da ABPIP em relação a essas solicitações: devem ser atendidas até meados de 2022? Quanto isso pode representar em recursos adicionais para esses investimentos?

Anabal Santos: Torcemos para que sejam analisados e os percentuais sejam revistos o mais breve possível, mas, infelizmente, muito provavelmente a ANP não conseguirá analisar todos no ano de 2022.

A Agência optou em fazer análise caso a caso a partir da solicitação o operador, o que significa que cada um destes processos precisará ser aprovado individualmente pela Diretoria. Infelizmente a ANP não acolheu as contribuições na consulta publica para simplificar esse procedimento. É necessário maior simplificação para que tenhamos maior celeridade nos procedimentos de implementação destas medidas.

Desse modo, o excessivo tempo de conclusão do processo contribui não apenas para aumento do risco das transações, o que sempre afeta valor, como também no mínimo gera um atraso na implementação dos planos de recuperação de produção, com prejuízos gerais, sobretudo para a arrecadação de royalties e impostos decorrentes do investimento e esperado
incremento da produção.

Oil & Gas Brasil: Qual o volume de royalties pagos pela cias independentes até setembro, mostrando quanto elas vêm agregando a economia regional? E o de participação pela produção aos proprietários de terras produtoras, no mesmo
período?

Anabal Santos: Tivemos um recolhimento de royalties de cerca de R$ 1,5 bilhão no mês de setembro de 2021, contribuindo com a receita do estado e municípios. Além disso, foi realizado o pagamento de participação aos proprietários de aproximadamente R$ 145 milhões, considerando o mesmo período, o que corrobora a importância da atividade das nossas associadas para a construção de um novo ciclo de desenvolvimento regional com geração de emprego e renda decorrentes destas atividades.

Oil & Gas Brasil: Licenciamento ambiental ainda é um dos maiores entraves? O que é preciso que seja feito para agilizar novos investimentos e o aumento da produção?

Anabal Santos: Sim. Existe uma necessidade evidente de comprometimento com a harmonização e simplificação das regras de licenciamento ambiental das atividades petrolíferas, garantindo uma maior segurança jurídica na captação de investimentos e, mantendo, obviamente, o cuidado que sempre teve com as questões que envolvem o meio ambiente.

No âmbito do programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (Reate), sob coordenação do Ministério de Minas e Energia (MME), foi desenvolvido um caderno de boas práticas de licenciamento ambiental para campos terrestres que esperamos seja utilizado com um guia pelos órgãos estaduais de meio
ambiente, no licenciamento ambiental dos campos terrestres.

No âmbito do Promar, esperamos que seja da mesma forma sejam acolhidas as contribuições que encaminhamos a coordenação do Programa. Em um cenário de transição energética, os esforços conjuntos na melhoria de condições para aumentar a atratividade das áreas de exploração e produção de petróleo e gás são fundamentais para proporcionar os ganhos oferecidos pelo desenvolvimento desses projetos.

Onesubsea assina contrato com Petrobras para manutenção de serviços submarinos

Escopo inclui monitoramento em tempo real dos sistemas de processamentos no Centro de Excelência de Serviços Submarinos OneSubsea, em Macaé

A OneSubsea assinou contrato com a Petrobras para atender uma gama de serviços submarinos para os campos na costa do Brasil. Isso incluirá inspeção, manutenção, reparos, atualizações e fornecimento de peças, bem como serviços de instalação e comissionamento.

Assinada em outubro, a contratação é de mais de U$ 200 milhões, o equivalente a quase R$ 1,2 bilhão. O acordo inclui um diferencial no mercado ao apoiar o escopo de processamento submarino por meio de recursos de monitoramento em tempo real dos sistemas de processamento operados pela Petrobras.

“Este contrato reforça a parceria de longo prazo entre a OneSubsea e a Petrobras no Brasil. Estamos empenhados em entregar o mais alto nível de desempenho por meio desta execução, apoiando a Petrobras no cumprimento de suas metas em um ambiente seguro e sustentável, maximizando o conteúdo local e utilizando nosso portfólio mais amplo no espaço submarino”, afirma Carlos Tadeu, Diretor Geral da OneSubsea no Brasil.

O contrato será executado a partir do Centro de Excelência de Serviços Submarinos OneSubsea, localizado em Macaé, no Rio de Janeiro. Está prevista a disponibilização de frentes operacionais compostas por ferramentas e serviços de assistência técnica onshore e offshore para instalação, comissionamento e workover (intervenções nos poços) de equipamentos e manutenção de equipamentos submarinos. Engloba, ainda, serviços de Engenharia de Upgrade, Sistemas de Controles Submarinos, Monitoramento (FRIEND). A parceria é válida por três anos, com opção de prorrogação por mais dois anos.

A Petrobras possui um portfólio substancial de campos de petróleo e gás operados no Brasil, incluindo campos de águas profundas e pré-sal. A OneSubsea possui grande experiência em instalação de sistema subsea no Brasil, operando mais de 500 ANMs (árvores de natal) no país nos últimos 20 anos.

Sobre a OneSubsea

OneSubsea é uma empresa da Schlumberger, com sede em Houston, Texas, Estados Unidos. A empresa é fornecedora para o mercado submarino de óleo e gás e opera em mais de 23 países em seis divisões – Soluções Integradas, Sistemas de Produção, Sistemas de Processamento, Sistemas de Controle, Sistemas Giratórios e Marinhos e Serviços Submarinos – que fornecem produtos e serviços para operadoras de petróleo e gás em todo o mundo, incluindo o Sistema de Vigilância e Diagnóstico Remoto FRIEND.

Sobre a Schlumberger

A Schlumberger está no Brasil Há 75 anos e é a maior empresa prestadora de serviços de petróleo do mundo. A companhia emprega aproximadamente 126 mil funcionários de mais de 140 nacionalidades que trabalham em mais de 85 países. Seus escritórios principais estão localizados na cidade de Houston, nos Estados Unidos, em Paris, na França e em Haia, na Holanda.

Ocyan abriu mais de 200 vagas para contratação em imediata

A Ocyan abriu mais de duzentas vagas para contratação imediata e início das atividades em janeiro do ano que vem. Todas as posições para trabalho offshore são para atuação de profissionais a partir das cidades de Macaé, Campos dos Goytacazes e região.

Temos vagas para posições de ajudante, caldeireiros, soldadores, pintores, escaladores, eletricistas, montadores de andaimes, encarregados, supervisores, inspetores, planejadores, técnicos de segurança, dentre outros.

Os interessados podem obter mais informações sobre requisitos e como se candidatar na página Nossa Gente no site da Ocyan www.ocyan-sa.com.

Sobre a Ocyan

A Ocyan é uma empresa com atitude sustentável e conhecimento para prover soluções para a indústria de óleo e gás upstream offshore no Brasil e no exterior. Fazem parte da frota da empresa atualmente cinco unidades de perfuração e duas embarcações FPSO (floating, production, storage and offloading). A Ocyan desenvolve também projetos SURF, fabricação e instalação de equipamentos submarinos, e presta serviços de manutenção offshore.

Recentemente juntamente com outras sete companhias do setor de óleo e gás, além do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás), a Ocyan lançou a campanha “O Mar também é Delas” (https://omartambemedelas.com.br/), que tem o objetivo de promover a equidade de gênero no setor de óleo e gás e naval, estimulando o recrutamento, bem-estar e desenvolvimento de mulheres para vagas offshore.

Chevron apresenta os maiores ganhos desde 2013

A Chevron relatou seus maiores ganhos no terceiro trimestre desde o primeiro trimestre de 2013 devido às melhores condições de mercado, forte desempenho operacional e uma estrutura de custos mais baixa.

A Chevron observou uma melhora significativa em seu desempenho trimestral, já que a empresa divulgou na sexta-feira um lucro de US $ 6,1 bilhões no terceiro trimestre de 2021, em comparação com um prejuízo de US $ 207 milhões no terceiro trimestre de 2020 .

Os ganhos da empresa com a venda de ativos de $ 200 milhões e os custos de liquidação de pensões de $ 81 milhões foram incluídos no trimestre atual, enquanto os efeitos da moeda estrangeira aumentaram os ganhos em $ 305 milhões.

A Chevron listou ganhos ajustados de US $ 5,7 bilhões no terceiro trimestre de 2021 em comparação com ganhos ajustados de US $ 340 milhões no terceiro trimestre do ano passado.

As vendas e outras receitas operacionais no terceiro trimestre de 2021 foram de US $ 43 bilhões, em comparação com US $ 24 bilhões no mesmo período do ano anterior.

Mike Wirth , presidente e CEO da Chevron, comentou: “Os ganhos do terceiro trimestre foram os mais altos desde o primeiro trimestre de 2013, em grande parte devido às melhores condições de mercado, forte desempenho operacional e uma estrutura de custos mais baixa”.

Wirth acrescentou: “Nosso fluxo de caixa livre durante o trimestre foi o melhor já relatado pela empresa. Pagamos dividendos de $ 2,6 bilhões, reduzimos a dívida em $ 5,6 bilhões e recompramos $ 625 milhões em ações durante o trimestre ”.

A Chevron continuou a exercer a disciplina de capital e a gerenciar ativamente seu portfólio para avançar seus objetivos de maior retorno e redução de carbono, enquanto os gastos de capital acumulados no ano caíram 22 por cento em relação ao ano anterior.

A produção mundial líquida de petróleo equivalente da empresa foi de 3,03 milhões de barris por dia no terceiro trimestre de 2021, um aumento de 7 por cento em relação ao ano passado.

As operações de upstream nos EUA faturaram US $ 1,96 bilhão no terceiro trimestre de 2021, em comparação com US $ 116 milhões no ano anterior. A melhora foi principalmente devido a maiores realizações de petróleo bruto e volumes de vendas, enquanto os ganhos nas vendas de ativos durante o trimestre também contribuíram para a melhora entre os períodos.

O preço médio de venda da empresa por barril de petróleo bruto e gás natural líquido foi de US $ 58 no terceiro trimestre de 2021, ante US $ 31 um ano antes. O preço médio de venda do gás natural foi de US $ 3,25 por mil pés cúbicos no terceiro trimestre de 2021, ante US $ 0,89 no terceiro trimestre do ano passado.

A produção líquida equivalente de petróleo da Chevron de 1,13 milhão de barris por dia no terceiro trimestre de 2021 foi de 145.000 barris por dia em relação ao ano anterior. O aumento foi devido a um adicional de 224.000 barris por dia de produção após a aquisição da Noble Energy , parcialmente compensado por uma redução de 69.000 barris por dia relacionada à venda de ativos nos Apalaches.

O fluxo de caixa das operações da empresa nos primeiros nove meses de 2021 foi de $ 19,7 bilhões, em comparação com $ 8,3 bilhões em 2020. Excluindo os efeitos do capital de giro, o fluxo de caixa das operações nos primeiros nove meses de 2021 foi de $ 21,2 bilhões, em comparação com $ 8,4 bilhões em 2020 .

As despesas de capital e exploratórias nos primeiros nove meses de 2021 foram de US $ 8,1 bilhões, em comparação com US $ 10,3 bilhões em 2020, com as despesas de upstream representando 84 por cento do total de toda a empresa em 2021.

Solstad CSV contratado para trabalhar na América do Sul

A Solstad Offshore fechou um contrato para o navio de apoio à construção (CSV) Normand Samson na América do Sul.

A empresa não revelou informações sobre o cliente, mas disse que o navio foi afretado por uma grande prestadora de serviços de petróleo.

De acordo com o contrato, o CSV Normand Samson será utilizado em um projeto de desenvolvimento de campo por um período mínimo de 350 dias, com opções de extensão por mais 150 dias.

De acordo com a empresa de navegação offshore, o contrato terá início no segundo trimestre de 2022.

Em notícia relacionada à empresa, em agosto, a Solstad fechou contrato com a Petrobras para a implantação do CSV Normand Flower  na plataforma continental brasileira.

Ao mesmo tempo, a empresa assinou uma extensão de contrato com a Prysmian Powerlink para seu CSV Normand Pacific por um período de um ano.

Petroleira portuguesa Galp vai investir na venda direta de gás a partir de janeiro

Em meio à alta dos preços do gás natural no Brasil e de carona na nova lei do gás, regulamentada em junho, a petroleira portuguesa Galp anunciou que pretende atuar na venda direta do produto a partir de janeiro. Hoje, a empresa atua na produção e exploração de petróleo e gás.

Segundo o presidente da companhia, Andy Brown, o objetivo é se posicionar como líder na comercialização. Ele veio pela primeira vez ao Brasil depois da sua posse no início do ano, e falou com jornalistas na manhã da última terça-feira.

— Temos nossa própria produção associada de gás. Como já temos uma equipe de comercialização de gás no Brasil, estamos bem posicionados e podemos vender gás para outros. Se a seca permanecer, o Brasil precisará de mais gás do que produz — afirma Brown.

E complementa:

— E a energia renovável não cresce tão rápido quanto a demanda. Então, haverá mais demanda por mais gás. Queremos nos posicionar como líderes na comercialização.

A Galp também tem planos ambiciosos para a energia renovável. Na semana passada, anunciou dois projetos de energia solar no Nordeste. Brown disse que vai investir entre US$ 300 milhões e US$ 400 milhões nesse segmento no país. Além de Bahia e Rio Grande do Norte, a companhia também mira outros estados, inclusive para energia eólica.

Energia renovável
A capacidade de produção nestes dois primeiros estados será de 594 MW juntos, com previsão de início em 2025. A estratégia, porém, é começar pelo Brasil e chegar a quatro gigawatts (GW) em energia limpa na América Latina até 2030.

— Achamos o Brasil atraente para começar. Claro que a demanda é mais concentrada no Rio e São Paulo, mas estamos procurando mais projetos no Nordeste. Estamos buscando diversificar as áreas onde investir — afirmou Brown.

Fonte: O Globo

Petrobras lança seleção de R$ 12,9 milhões baseada no novo Marco Legal das Startups

Valor de investimento por solução é o maior já utilizado pela companhia no Programa Petrobras Conexões para Inovação

A Petrobras lançou, ontem, quinta-feira (28/10), o edital piloto para seleção e contratação de soluções inovadoras de acordo com o novo ambiente regulatório criado pela lei complementar 182/21, do Marco Legal das Startups (MLS). Os selecionados poderão receber até R$ 1,6 milhão por proposta, a depender do desafio, para desenvolvimento e testes das soluções em ambientes produtivos. É o maior valor de investimento já por proposta já utilizado pela companhia, alcançando o limite estabelecido pelo novo marco. O edital prevê 12 desafios nas áreas de óleo e gás, corporativa e de segurança, e as inscrições estarão abertas até 28 de novembro, totalizando até R$ 12,9 milhões em investimento.

Essa é a quinta seleção lançada este ano pelo programa Petrobras Conexões para Inovação, que tem como foco acelerar a implantação de inovações tecnológicas com alto potencial de geração de valor para o setor de óleo, gás e energia. Dessa vez, a busca é por soluções inovadoras de startups e demais empresas, já validadas ou em estágio avançado de desenvolvimento e que permitam serem testadas durante o contrato. Após a homologação do resultado do edital e a determinação de quais soluções melhor atendem seus desafios, a Petrobras poderá celebrar um Contrato Público para Solução Inovadora (CPSI) com as proponentes selecionadas, com vigência de 12 meses, prorrogável por até mais 12 meses.

“O novo marco legal amplia nossos canais de investimento e permite o crescimento do número de startups habilitadas a formar parceria com a Petrobras. Com isso, reconhecemos o empreendedorismo inovador como fonte de desenvolvimento econômico e social. Da nossa parte, temos muito a oferecer a esse segmento por meio dos nossos editais de inovação: recursos significativos, mentoria de um corpo técnico altamente qualificado e infraestrutura de ponta dos laboratórios do maior centro de pesquisas da América Latina, o Cenpes. É um modelo ‘ganha ganha’. As empresas ganham a possibilidade de melhorar seus produtos, estruturar seus negócios e de ingressar no mercado de óleo e gás, do Brasil ou exterior, apresentando em seus portfólios a Petrobras, reconhecida mundialmente pela excelência da sua operação. A Petrobras ganha na aceleração de soluções tecnológicas de alto impacto”, avalia o diretor de Transformação Digital e Inovação da Petrobras, Nicolás Simone.

Para a Petrobras, o novo marco vai contribuir para acelerar a transformação digital em curso na companhia, simplificando o processo para aquisição de produto ou tecnologia. A partir da nova regulação, é possível contratar, com celeridade, soluções inovadoras já validadas ou em desenvolvimento, e até mesmo executar dois ou mais CPSIs simultâneos, testando e avaliando soluções em paralelo. Além disso, o marco permite que, após o contrato de inovação, a solução com melhor desempenho seja contratada por um período de dois anos, prorrogáveis por mais dois anos. Essas duas fases em conjunto agilizarão a implantação das soluções na companhia.

O novo marco legal entrou em vigor em agosto deste ano e suas regras já estão incorporadas ao Regulamento de Licitações e Contratações da Petrobras (RLCP), disponível no Canal Fornecedor. Mais informações sobre o edital podem ser obtidas no portal de tecnologia da Petrobras: https://petrobr.as/editalsolucoes

Este ano, a Petrobras lançou outros quatro editais do Programa Petrobras Conexões para Inovação. A companhia é uma das principais investidoras em inovação aberta do país, com mais de R$ 35 milhões em investimento. Os editais já lançados e em curso permanecem nos formatos originais.

Shell promete reduzir pela metade as emissões do escopo 1 e 2 até 2030

A  Shell estabeleceu uma nova meta para reduzir suas emissões de Escopo 1 e 2 em 50 por cento em comparação com os níveis de 2016 até 2030, independentemente do resultado de seu recurso contra a decisão do Tribunal holandês.

A Shell anunciou uma meta absoluta de redução de emissões de 50 por cento até 2030, em comparação com os níveis de 2016 em uma base líquida na quinta-feira. Essa nova meta cobre todas as emissões dos escopos 1 e 2 sob o controle operacional da empresa.

É outra meta estratégica no caminho da empresa para se tornar um negócio de energia com emissões líquidas zero até 2050. Portanto, este anúncio complementa suas metas de mudança climática existentes.

A Shell declarou que esta meta adicional faz parte de sua estratégia de ‘Powering Progress’ junto com seus objetivos de gerar valor para os acionistas, respeitar a natureza e poder viver e segue o envolvimento contínuo das partes interessadas desde a assembleia geral anual (AGM) da Shell.

Na quarta-feira, 26 de maio de 2021, o Tribunal Distrital de Haia proferiu sua decisão no caso de mudança climática movido contra a Shell em 2019 pela organização ambiental holandesa Milieudefensie, outras ONGs e um grupo de particulares.

A empresa decidiu apelar e acredita que a nova meta é um passo importante para enfrentar o desafio da decisão do Tribunal holandês para suas emissões de escopo 1 e 2, que a Shell espera atingir até 2030. O plano de negócios da empresa para 2022 refletirá essa nova meta . A Shell está empenhada em entregar isso, independentemente de a empresa ganhar ou perder o recurso contra a decisão.

A empresa também está empenhada em antecipar sua meta de eliminar a queima de gás de rotina de seus ativos operados upstream de 2030 a 2025.

A estratégia ‘Powering Progress’ da Shell, anunciada em fevereiro de 2021, fornece as despesas de capital e as perspectivas do perfil de retorno financeiro para cada um de seus negócios e o grupo. A empresa insiste em que nenhuma mudança material seja esperada nesses perfis, já que a estratégia fornece as alavancas necessárias para atingir as metas mais recentes.

Em notícias relacionadas à empresa, a Shell anunciou as nomeações de  Wael Sawan  como Diretor de Soluções Integradas de Gás e Energia Renovável (R&ES) e  Zoë Yujnovich  como Diretora de Upstream no início deste mês. As nomeações entraram em vigor em 25 de outubro de 2021.

ANP participa de eventos internacionais sobre o setor de petróleo e transição energética

O Diretor-Geral da ANP, Rodolfo Saboia, representou a Agência em dois eventos internacionais esta semana, que abordaram aspectos relacionados ao setor de petróleo e gás e à transição energética. Ambos tiveram formato híbrido, com participantes presenciais em seus países de realização (Angola e Japão) e remotos, por videoconferência.

No último dia (28/10), Saboia participou, de forma online, do evento Luanda Oil & Gas and Renewable Energy – Conference & Exhibition, sendo palestrante no painel “Transição energética: desafios para os reguladores de O&G”, ao lado de representantes dos órgãos reguladores do Timor-Leste e de Moçambique.

“A transição energética é sinônimo de desafio para o mundo, mas, em especial, para a indústria de óleo e gás”, afirmou. Segundo ele, a transição para uma economia de baixo carbono é necessária, mas não é um processo simples. “Hoje, ainda dependemos em grande parte dos combustíveis fósseis para geração de energia. Por isso, é preciso que sejam feitos investimentos em energias renováveis que possam substituir as fósseis. Essa ‘passagem de bastão’ tem que ser feita de maneira que não comprometa a segurança energética dos países. Ou seja, a redução das atividades da indústria de óleo e gás tem que estar alinhada ao aumento da oferta de energias renováveis que permitam essa substituição”.

No dia (27/10), o Diretor-Geral foi palestrante, também de forma remota, no seminário “Oportunidades no setor de petróleo e gás no Brasil: o papel do gás na transição energética”, organizado pela Embaixada no Brasil em Tóquio.

Participaram do evento, presencialmente, o embaixador brasileiro, representante do Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão (METI) e executivos da área de petróleo e gás de empresas japonesas, e, no formato online, especialistas do setor e representantes de empresas nipônicas de diversos segmentos.

No seminário, Saboia apresentou às empresas oportunidades de investimentos no Brasil, com uma apresentação que abordou as rodadas de licitações, os diferentes ambientes exploratórios, potencial do gás natural, perspectivas futuras e transição energética. O objetivo foi estreitar laços entre os dois países, considerando que o Japão é um dos principais importadores mundiais de petróleo e gás e já está presente no setor brasileiro, com investimentos em áreas como construção de plataformas, produção de equipamentos para a indústria naval.