Petrobras produz primeiro lote de ARLA 32 na Ansa, em Araucária (PR)

Fabricação do produto, que está em fase de especificação em laboratório, marca o primeiro passo na retomada da produção da Araucária Nitrogenados S.A.

 

A Petrobras concluiu  os primeiros testes de produção de ARLA 32 (Agente Redutor Líquido Automotivo), na Araucária Nitrogenados S.A. – Ansa, subsidiária integral da companhia, em Araucária (PR). A fabricação do produto, que está em fase de especificação em laboratório, marca o primeiro passo na retomada da produção da fábrica de fertilizantes, que estava hibernada desde 2020 e teve o retorno das suas atividades operacionais aprovado em junho de 2024.

O ARLA 32 está sendo produzido por meio da industrialização de ureia fornecida pela Yara e será feito sob encomenda, conforme acordo assinado pelas duas companhias e comunicado ao mercado em novembro de 2024. Além de ser o primeiro passo do retorno da operação da Ansa, o acordo também marca a retomada da produção nacional do produto pela Petrobras. O processo de industrialização está sendo realizado em paralelo às atividades de retomada integral da operação da fábrica de Araucária.

O Agente Redutor Líquido Automotivo – ARLA 32 – é uma solução aquosa de ureia utilizada em veículos a diesel para reduzir as emissões de óxido de nitrogênio (NOx), um dos poluentes mais prejudiciais ao meio ambiente. O produto atua no sistema de escape, transformando os NOx em nitrogênio e vapor de água, que são inofensivos. A Ansa irá receber ureia com baixo teor de biureto e, utilizando sua tecnologia, será feita a mistura com água desmineralizada, resultando em uma solução de alta pureza, com concentração de 32,5%.

O presidente da Araucária Nitrogenados, Demétrio Sheeny Coutinho, ressalta a importância deste marco, com o primeiro produto gerado na fábrica após o período de hibernação. “Esta etapa vai além de um simples marco operacional. É a prova concreta de que a retomada integral da Ansa está muito próxima. Cada gota de ARLA 32 que sair daqui levará consigo o esforço coletivo de todos que acreditaram que este dia chegaria”, reflete.

“O setor de fertilizantes tem importância estratégica para a Petrobras. Estamos retomando os investimentos nesse segmento, a partir de estudos de viabilidade técnica e econômica, com o objetivo de ampliar nosso mercado de gás e contribuir para a redução da dependência da importação de fertilizantes no Brasil. Além disso, com a produção de ARLA 32, mais do que diversificar nosso portfólio, estamos contribuindo com um produto essencial para redução de emissões veiculares e preservação ambiental”, afirma o diretor de Processos Industriais da Petrobras, William França.

Sobre a retomada da Ansa

A Petrobras prevê investir R$ 6 bilhões no segmento de fertilizantes no quinquênio, incluindo projetos em estudo. Desse total, R$ 870 milhões são voltados para a retomada das atividades da fábrica de fertilizantes Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa), no Paraná. A estimativa é que a fábrica inicie sua operação plena no início do segundo semestre de 2025. Atualmente, a planta está em processo final de manutenção dos equipamentos para o início das atividades e já iniciou a produção do ARLA 32. Situada ao lado da Refinaria Getúlio Vargas – Repar, a Ansa tem capacidade de produção de 720 mil toneladas/ano de ureia, o que corresponde a 8% do mercado; 475 mil toneladas/ano de amônia; além de 450 mil m³/ano do Agente Redutor Líquido Automotivo (ARLA 32).

Petrobras e ICMBio direcionam R$ 15 milhões para melhorar acessibilidade do Alto Corcovado, no Parque Nacional da Tijuca

Termo de compromisso foi assinado na segunda-feira (9/6) e está relacionado à compensação ambiental pela instalação da P-56, plataforma localizada na Bacia de Campos

 

A Petrobras e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) assinaram, na segunda-feira (9/6), um Termo de Compromisso de Compensação Ambiental (TCCA) cujos recursos serão direcionados para melhorias na acessibilidade ao monumento do Cristo Redentor, localizado no Alto Corcovado, dentro do Parque Nacional da Tijuca. O acordo, com valor corrigido de R$ 14.988 milhões, é resultado de uma compensação ambiental definida pelo Ibama, relacionada à instalação da plataforma P-56, na Bacia de Campos.

A compensação vai permitir a aquisição de bens e serviços para melhorar as condições de acesso para Pessoas com Deficiência (PcD) e dar mais comodidade e segurança para os visitantes do ponto turístico mais visitado do Brasil. O plano de trabalho para a execução da compensação foi elaborado em conjunto entre as duas instituições. A parceria tem foco na substituição completa das quatro escadas rolantes existentes que dão acesso ao monumento do Cristo Redentor. O novo sistema incluirá escadas modernas e um plano inclinado paralelo automático.

“Trabalhamos para melhorar a qualidade e a segurança da visitação no Alto Corcovado, ampliando a acessibilidade e a proteção para todos que frequentam essa área pública. Esta área dentro do Parque Nacional da Tijuca constitui uma valiosa contribuição para a conservação da natureza da Mata Atlântica. Aprimorar a infraestrutura para a visitação, como estamos fazendo, fortalece o espaço publico, que pertence à população da cidade do Rio de Janeiro, do Estado e do Brasil, desde sua criação ainda no período do Império.”, afirmou o presidente do ICMBio, Mauro Pires.

A compra das novas escadas rolantes e a contratação da empresa que realizará a obra e a troca dos equipamentos fica a cargo da Petrobras. Já o ICMBio fica responsável por orientar e supervisionar essas ações, além do controle e da fiscalização sobre a execução do projeto. Cabe ressaltar que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) já avaliou e deu autorização para a realização dessas modificações no Alto Corcovado, que é área tombada.

“Esse projeto representa mais do que uma obrigação legal de compensação ambiental. É um reflexo do compromisso com a diversidade, equidade e inclusão, que é prioritário na Petrobras. Está totalmente em linha com a nossa política de direitos humanos e valores corporativos, especialmente no que tange ao cuidado com as pessoas e à sustentabilidade”, destaca o gerente executivo de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da Petrobras, Flaubert Matos Machado.

Sobre a compensação ambiental

A compensação ambiental é regida pela Lei 9.985/2000 e representa uma obrigação legal exigida pelo órgão licenciador aos empreendedores que desenvolvem projetos de impacto ambiental, como plataformas de produção de petróleo, gasodutos e poços. O mecanismo funciona como uma contrapartida do empreendedor, que deve apoiar unidades de conservação para contrabalançar os impactos ambientais ocorridos ou previstos durante o processo de licenciamento ambiental.

Revitalização do Corcovado ocorre desde 2024 e conta com mais R$ 75 milhões

Para além do anúncio de hoje com a Petrobras, o processo de revitalização do Alto Corcovado, com melhoria da acessibilidade e segurança desta região, foi anunciado em dezembro de 2024. Na ocasião, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o ICMBio divulgaram um plano de melhorias no valor de R$ 75 milhões para o Corcovado e outras áreas do Parque Nacional da Tijuca.

A execução da revitalização será realizada por fases. A primeira delas está em andamento e vai aplicar R$ 22,2 milhões – que é parte do total de R$ 75 milhões divulgados em dezembro. Será necessária uma pausa nas obras durante o verão, entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, que é o período de maior movimentação no ponto turístico. Deste modo, espera-se que a parte superior do Alto Corcovado esteja pronta para verão de 2026/2027.

Petrobras e Sebrae firmam parceria para fortalecer cadeia de fornecedores locais

Acordo busca promover a competitividade e sustentabilidade de micro e pequenas empresas

 

Petrobras e Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) celebraram na segunda-feira, 09/06, em Brasília (DF), um protocolo de intenções para o desenvolvimento de pautas estratégicas no âmbito das cadeias de suprimentos regionais. Com foco em micro e pequenos empreendedores, a parceria busca engajar os fornecedores locais ao processo de contratação da Petrobras e está alinhada aos direcionadores estabelecidos em seu plano de negócio vigente.

“Temos buscado fortalecer a cadeia de fornecedores em nosso país, incluindo também os pequenos empreendedores e o mercado local. Esta parceria com o Sebrae busca promover a competitividade e sustentabilidade de micro e pequenas empresas e startups para que possam se inserir na cadeia de fornecedores das diferentes unidades de negócios da companhia. A participação dessas empresas é fundamental para a execução do Plano de Negócio 2025-2029 da Petrobras”, afirmou o diretor de Finanças e Relacionamento com Investidores, Fernando Melgarejo.

Com o presente protocolo de intenções, Petrobras e Sebrae unem esforços para a implementação de programas relacionados aos temas de qualificação e cadastramento de fornecedores, tecnologia & inovação, apoio a serviços financeiros, diretrizes ASG (Ambiental, Social e Governança) e ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), além da geração de negócios.

“Esta parceria vai permitir abrir novas oportunidades e incluir os pequenos negócios na cadeia de Petróleo e Gás. Isso representa geração de empregos e renda. O Sebrae atuará na difusão de oportunidades, atração, preparação e melhoria de performance dos empreendedores e empreendedoras de pequenos negócios em todo país para impulsionar a regionalização de contratações e compras da Petrobras. Com isso, teremos a inserção de mais de 500 novos pequenos negócios”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima.

Desde 2023, as duas instituições vêm desenvolvendo iniciativas conjuntas de relacionamento e engajamento com micro e pequenos empreendedores, por meio de Roadshow “Encontro com Fornecedores – Construindo Negócios com a Petrobras”. Já foram realizadas 11 edições, em dez cidades de diferentes regiões do país (Manaus, Recife, Aracaju, Natal, Salvador, Vitória, Paulínia, São José dos Campos, Curitiba e São Paulo).

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  • MATÉRIA DE CAPA: Brasil – Epicentro Global de FPSOs / FPSO Expor 2025 – FPSOs ‘ancoram’ nas águas da tecnologia por Julia Vaz e Fabiano Reis
  • ARTIGO I: Reforma Tributária e a indústria de óleo e gás: eficiência fiscal só virá com tecnologia  por  Guilherme Carrullo, CEO da MXM Sistemas
  • ARTIGO II: Mercado de carbono: após a sanção, sua regulamentação efetiva apenas começou e precisará ser aprimorada por Isabela Morbach
  • Petrobras dobra capacidade de processamento na UPGN do Complexo de Energias Boaventura
  • Subsea7 anuncia novo contrato ‘super-major’ offshore com a Petrobras
  • Petrobras e Portobello firmam parceria inédita para fornecimento de gás natural
  • PRIO registra maior volume de vendas em 10 anos e avança em perfuração de Wahoo no 1T25
  • BRAVA Energia registra produção de 82 mil barris por dia em abril
  • Seagems leva expertise do setor de óleo e gás a novas demandas da indústria energética nacional
  • SLB destina cerca de 2 milhões de toneladas de resíduos para reaproveitamento energético
  • OceanPact estreia no Índice de Sustentabilidade Empresarial – ISE da B3
  • BRAVA Energia registra EBITDA de R$ 1,1 bilhão no primeiro trimestre de 2025
  • Petrobras, IBP, Sinaval e ApexBrasil fomentam novos negócios para indústria naval em Houston
  • Petrobras retoma perfuração de poços na Bahia
  • Porto do Açu e IKM assinam acordo para serviços de suporte a descomissionamento de unidades offshore
  • Firjan SENAI e Sebrae/RJ promoveu edição especial do Rede de Oportunidades óleo, gás e naval para fornecedores na FPSOs Expor
  • Petrobras informa sobre acordo com a Proquigel
  • Cinco embarcações da Seagems já operam sob novo contrato com a Petrobras
  • Ibama aprova plano da Petrobras para proteção de fauna em águas profundas do Amapá
  • Petrobras informa sobre nova descoberta de petróleo na Bacia de Santos
  • PetroReconcavo registra lucro 107% maior que 1T24, gera R$ 207 milhões em caixa livre e anuncia R$ 0,90 por ação em dividendos
  • Petrobras reforça jornada para proteger e promover direitos humanos em suas operações
  • Quatro novos contratos da DOF com a Petrobras valem cerca de US$ 480 milhões
  • Petrobras atinge lucro líquido de R$ 35 bilhões no primeiro trimestre de 2025
  • FPSO Marechal Duque de Caxias alcança topo de produção no pré-sal
  • Petrobras assina contrato de R$ 8,4 bilhões para interligação submarina do Projeto Búzios 11
  • Novo proprietário assume FPSO brasileiro
  • Conselho de Administração da Petrobras aprova pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio
  • Petrobras investe R$ 557 milhões na parada programada de manutenção da Refap, em Canoas – RS
  • Prosafe sai vitoriosa na licitação de navios da Petrobras por US$ 204 milhões
  • Petrobras enriquece reservas offshore brasileiras com descoberta de petróleo de ‘alta qualidade’
  • Petrobras e Suzano formalizam contrato para fornecimento de gás natural no mercado livre em SP
  • Empresa brasileira desiste de planos de vender ativos de águas rasas da Bacia de Camamu 

    Clique aqui e veja também, nossas edições anteriores.

Dupla brasileira fecha acordo de US$ 65 milhões para compartilhamento de ativos de processamento de gás

A Petrorecôncavo, empresa brasileira de petróleo e gás, assinou um contrato de compra e venda (PSA) com a 3R Potiguar, subsidiária da compatriota Brava Energia, para a aquisição de uma participação em ativos de midstream de gás natural localizados no estado do Rio Grande do Norte, no Brasil.

Pelo acordo anunciado em dezembro de 2024, a PetroReconcavo terá 50% de participação na infraestrutura que inclui duas unidades de processamento de gás natural, cada uma com capacidade de processamento de 1,5 milhão de metros cúbicos (m³) por dia. Uma está em operação (UPNG III) e a outra hibernada (UPNG II).

Além disso, o acordo abrange esferas de gás liquefeito de petróleo (GLP) situadas dentro do Ativo Industrial de Guamaré (IAG), bem como o gasoduto que conecta os campos produtores de Brava ao IAG.

Esses ativos fazem parte do cluster Potiguar – 22 concessões de campos terrestres e de águas rasas, antecessor da Brava Energia, a 3R, adquirida da Petrobras em 2022 .

Um total de US$ 65 milhões para a transação será pago em parcelas: 10% na data de assinatura do acordo (5 de junho de 2025), 25% em até 10 dias úteis a partir da aprovação da transação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e 50% no fechamento, sujeito ao cumprimento de determinadas condições precedentes.

Por fim, os 15% restantes serão pagos em parcelas, assim que forem concluídas determinadas etapas relacionadas ao processo de transferência do imóvel. A Petroreconcavo informou que está analisando a possibilidade de contratar um novo financiamento para cobrir até 100% do valor da transação.

O acordo prevê a criação de um comitê de operações com membros de ambas as empresas, com a Brava atuando como operadora do consórcio. O órgão será responsável por estabelecer princípios orçamentários, de custo e de eficiência para a operação dos ativos.

O processo será regulado por um acordo de operação conjunta (JOA), que entrará em vigor no fechamento da transação. Além disso, as utilidades e serviços do Ativo Industrial de Guamaré, que dão suporte à operação das UPGNs, serão compartilhados.

Além disso, o acordo prevê a execução de um compromisso de compra de gás de longo prazo, segundo o qual a Brava comprará gás natural da PetroReconcavo. Isso implica a compra de 75.000 metros cúbicos (m³) por dia a partir de 1º de julho de 2025, depois 150.000 m³ por dia de 2026 a 2030 e, finalmente, o retorno aos 75.000 m³ iniciais por dia no primeiro semestre de 2031.

O acordo ocorre após um acordo de parceria vinculativo que estabelece as condições para a aquisição, assinado pela dupla brasileira em dezembro de 2024.

O acordo também se baseia no memorando de entendimento (MoU) assinado pela PetroReconcavo com a 3R Petroleum Óleo e Gás, que posteriormente se fundiu com a Enauta para formar a Brava Energia. O acordo envolveu negociações relacionadas ao compartilhamento da infraestrutura de gás natural na Bacia Potiguar.

Petrobras firma parceria para avaliar transformação de resíduos de pesca em biocombustíveis na região da Amazônia Legal

Projeto, assinado com FGV Energia, Universidade Federal do Amazonas e Instituto Senai, buscará soluções inovadoras em produtos sustentáveis

 

A Petrobras firmou uma parceria para estudar a transformação de resíduos pesqueiros da região da Amazônia Legal em energia. O Termo de Cooperação foi assinado pela presidente Magda Chambriard na quinta-feira (5), na sede da Petrobras, no Centro do Rio, com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), a Fundação Getúlio Vargas, por meio da FGV Energia, e o Instituto SENAI de Inovação (ISI Biomassa).

O projeto tem como objetivo propor soluções para a redução de problemas críticos como a poluição hídrica e a emissão de gases de efeito estufa causados pelo descarte inadequado de resíduos da pesca. A iniciativa prevê múltiplas frentes de atuação, incluindo a extração de óleos para produção de biodiesel, biodigestão anaeróbia para geração de biogás e biometano, além do aproveitamento de subprodutos para biofertilizantes e ração animal.

A iniciativa inclui ainda a elaboração de um Atlas detalhado sobre o potencial de produção de biogás, biometano e biodiesel em toda a Amazônia e no Brasil, além de estudos de viabilidade técnica e econômica. O projeto também prevê a possibilidade de obtenção de patentes para os processos desenvolvidos e a criação de novos modelos de negócios, incluindo oportunidades com certificados verdes.

 

​​​​Um dos principais resultados será o esboço do arranjo tecnológico de uma planta piloto modular com potencial instalação no campus da UFAM, servindo como modelo replicável para outras regiões. A estrutura poderá promover a economia circular ao integrar diferentes processos de aproveitamento dos resíduos. Os impactos positivos poderão se estender além da questão ambiental, incluindo aumento da competitividade da indústria local e fortalecimento das comunidades ribeirinhas. Há um foco especial na inclusão social, principalmente das mulheres, que representam parte significativa da força de trabalho no setor pesqueiro da região.

“Entendemos que o esforço em prol de um Brasil mais rico, mais desenvolvido tecnologicamente e mais limpo é o nosso legado para as gerações futuras. Temos sido, ao longo das últimas sete décadas, e queremos continuar sendo, parte atuante das soluções necessárias à construção do nosso país”, disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, na cerimônia de assinatura da parceria.

Parceria estratégica

Também nesta quinta-feira (5), a Petrobras assinou, em nome do Centro de Pesquisa da Petrobras (CENPES), um Protocolo de Intenções com a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), visando estabelecer uma parceria estratégica na avaliação de oportunidades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) em áreas estratégicas como energias renováveis, tecnologias digitais, sustentabilidade e eficiência energética.

A celebração desse novo instrumento justifica-se pela convergência estratégica de ambas as instituições no fomento à inovação tecnológica no Brasil. O Cenpes, como um dos maiores centros de pesquisa de energia do mundo e o maior da América Latina, e a Embrapii, organização dedicada a fomentar a inovação e competitividade na indústria brasileira, compartilham objetivos complementares que podem gerar sinergias significativas.

​​​​Como piloto dessa iniciativa, foi selecionado o tema Economia Circular, que visa integrar parceiros como universidades, instituições de pesquisa e empresas para acelerar o desenvolvimento de tecnologias e inovações para desafios relacionados a valorização de resíduos industriais e descomissionamento sustentável.

O acordo prevê uma governança para a avaliação conjunta e priorização de projetos de PD&I nas diversas áreas estratégicas. Com essa parceria, Petrobras e Embrapii, buscam contribuir para o enfrentamento das questões globais em sustentabilidade, com foco em otimização do uso de recursos naturais, descarbonização e transição energética justa.

Criada em 2013, a Embrapii fomenta a inovação por meio de parcerias entre empresas e instituições de pesquisa públicas e privadas.

Petrobras apresenta declaração de interesse em blocos exploratórios na Costa do Marfim

A Petrobras informa que apresentou declaração de interesse em blocos exploratórios, localizados em áreas offshore da Costa do Marfim, país da costa oeste da África.

O governo da Costa do Marfim, por meio de seu Conselho de Ministros, aprovou a declaração de interesse da Petrobras em nove blocos. Esta é a primeira etapa no processo de aquisição de áreas exploratórias na Costa do Marfim, sendo seguida pela etapa de negociação dos contratos dos blocos exploratórios. A declaração tem como propósito garantir exclusividade na negociação dos contratos.

“A localização geográfica da Costa do Marfim, na porção atlântica africana, é de grande interesse para a Petrobras. Temos muita experiência nessa região, do lado de cá do Atlântico, onde estão as bacias de Campos e de Santos, e acredito que podemos alcançar importantes resultados também do outro lado do oceano. Estamos focados na reposição das reservas de petróleo e na recomposição de nosso portfolio exploratório e vemos a Costa do Marfim como uma região de grande potencial”, disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

A Petrobras destaca que a decisão de enviar a declaração de interesse ao governo da Costa do Marfim observou todos os trâmites internos de governança da companhia, em linha com sua estratégia de longo prazo, que visa à recomposição das reservas de óleo e gás por meio de exploração de novas fronteiras, tanto no Brasil quanto no exterior. A avaliação de novas áreas tem como objetivo diversificar o portfólio exploratório da companhia com geração de valor.

Petrobras, BNDES e Finep lançam edital para FIP em transição energética e descarbonização

    Fundo de Investimentos e Participações pode alcançar R$ 500 milhões; objetivo é investir em startups e MPMEs com soluções inovadoras em energias renováveis e de baixo carbono

 

A Petrobras, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) lançam, na quarta-feira (04/06), edital de chamada pública para a seleção de gestor e estruturação de Fundo de Investimento em Participações (FIP), na modalidade Corporate Venture Capital (CVC). O fundo será dedicado aos negócios de transição energética e de descarbonização e tem como objetivo investir em participações minoritárias em startups e micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) de base tecnológica que possuam soluções inovadoras nas áreas de energias renováveis e de baixo carbono no Brasil.

Dentre as áreas-alvo dos investimentos estão a Geração de Energia Renovável, Armazenamento de Energia e Eletromobilidade, Combustíveis Sustentáveis, Captura de Carbono Utilização e Estocagem (CCUS) e Descarbonização de Operações. O investimento se dará no Brasil. As startups alvo devem possuir ao menos soluções validadas e início de receitas recorrentes (de Seed a Series B).

A Petrobras prevê investir até R$ 250 milhões, limitado a 49% do fundo, o BNDES até R$ 125 milhões, limitado a 25% do fundo, e a Finep, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), R$ 60 milhões. Além dos cotistas-âncora, o fundo tem potencial para receber aportes de outros investidores, podendo alcançar investimento total de até R$ 500 milhões. O gestor do fundo selecionado por meio do edital terá independência para as decisões de investimentos, além de autoridade para agir em nome do fundo.  A expectativa é que o processo de seleção seja concluído em outubro e as operações sejam iniciadas no primeiro semestre de 2026. O prazo total do FIP será de até 12 anos.

Corporate Venture Capital (CVC) é um modelo de investimento em que empresas, geralmente de grande porte, aportam recursos em soluções emergentes, com potencial de crescimento e que atuem em atividades estratégicas.

A criação deste fundo está alinhada às estratégias dos cotistas-âncora. A iniciativa é uma das ações do Acordo de Cooperação Técnica, assinado em junho de 2023, para formação da Comissão Mista BNDES-Petrobras, voltada para as áreas de óleo e gás, com focos em pesquisa científica, transição energética e descarbonização e desenvolvimento produtivo e governança.

“Acreditamos que por meio do programa de CVC será possível fomentar ideias e modelos de negócios inovadores, aproximando ainda mais a Petrobras do ecossistema de inovação e reforçando nossa liderança na transição energética justa. Ter parceiros experientes nesta construção, como BNDES e Finep, traz mais solidez para esta ação”, afirma a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

“Esse novo Fundo é convergente com a estratégia de atuação do Sistema BNDES e com a missão da Nova Indústria Brasil, que busca impulsionar a bioeconomia, a descarbonização e transição e segurança energéticas para garantir os recursos para as futuras gerações. Investir na transição climática, por meio de inovação, é investir no futuro. É a chave para impulsionar uma economia sustentável e resiliente diante dos desafios globais”, explica o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

“Via Nova Indústria Brasil, damos mais um salto na integração à política de aumento do protagonismo da indústria na composição do PIB nacional. Estamos seguros de que é o melhor caminho, o setor produtivo está carente de fundos desse tipo e a parceria de fomento vem solucionar uma demanda do mercado”, diz o diretor financeiro da Finep, Marcio Stefanni.

Petrobras Innovation Ventures

O FIP anunciado dia 04/06  fará parte do Petrobras Innovation Ventures, um novo módulo do Conexões para Inovação, programa gerido pelo Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes). O Conexões para Inovação promove uma série de iniciativas para intensificar a integração com o ecossistema de inovação, em especial instituições de ciências e tecnologia, universidades, startups, empresas de diferentes setores e pesquisadores empreendedores. O Petrobras Innovation Ventures tem como objetivo investir, por meio de fundos, em participações minoritárias em startups e micro, pequenas e médias empresas de base tecnológica que possuam soluções inovadoras em áreas estratégicas para a Petrobras, no Brasil e no exterior.

O novo módulo vai incorporar todas as atividades da Petrobras em CVC, o que inclui os investimentos no Catalyst Fund I, gerido pela Climate Investment (CI), braço de venture capital da Oil and Gas Climate Initiative (OGCI). Este fundo já investiu em mais de 40 empresas com atuação global voltadas à descarbonização, trazendo soluções inovadoras que podem ser aplicadas ao setor de óleo e gás.

Atuação da BNDESPAR em Fundos de Investimento

O Sistema BNDES foi um dos pioneiros no apoio a programas de estruturação de fundos de capital de risco e sua participação nessa indústria remonta ao surgimento dos primeiros fundos de participação no Brasil, em meados da década de 1990. Desde 1995, por intermédio da BNDESPAR, o Sistema BNDES vem contribuindo para o fortalecimento do setor de forma sistemática e investindo em companhias de diversos setores e estágios de desenvolvimento por meio de uma carteira diversificada.

A BNDESPAR possui capital comprometido de, aproximadamente, R$ 5 bilhões em 40 fundos de investimento em participação que, juntos aos demais investidores, perfazem um capital comprometido total de quase R$ 28 bilhões. Os investimentos em FIPs também proporcionam um expressivo grau de capilaridade à carteira da BNDESPAR, que possui mais de 220 empresas investidas por meio de FIPs.

Finep e fundos de investimento

A Finep tem longa trajetória em Fundos de Investimentos, tendo contribuído para sua consolidação no Brasil. Atualmente conta com 22 Fundos ativos.

Sua participação neste FIP é parte de sua retomada no uso deste instrumento como forma de apoiar a inovação de empresas brasileiras, alinhadas ao Plano Nova Industria Brasil e às diretrizes do Governo Federal.

Clique aqui para ter acesso ao edital para a seleção de gestor e estruturação do FIP

Moody’s altera perspectiva de nota de crédito global da Petrobras

A agência de classificação de risco Moody’s alterou a perspectiva de nota de crédito global da Petrobras de positiva para estável. Segundo a agência, a decisão segue a alteração da perspectiva do rating soberano do Brasil, ocorrida no dia 30/05/2025.

A Moody’s manteve a nota de crédito da Petrobras em “Ba1”, refletindo as sólidas métricas de crédito da empresa e o histórico positivo de melhoria operacional e financeira da companhia.

Petrobras e Suzano formalizam contrato para fornecimento de gás natural no mercado livre em SP

Parceria marca o início da atuação da Petrobras no mercado livre em São Paulo e a migração para este ambiente das cinco fábricas da Suzano no estado.

 

A Petrobras e a Suzano formalizaram contrato de fornecimento de gás natural para todas as unidades da companhia no estado de São Paulo, com a migração das cinco fábricas paulistas para o ambiente livre de comercialização. A parceria com a Suzano, uma das dez maiores consumidoras de gás natural do Brasil e uma das principais clientes desse segmento, marca o início da atuação da Petrobras no mercado livre no estado.

O movimento faz parte de um processo de migração para o mercado livre, iniciado em 2024 pela Suzano, a partir das unidades localizadas no Espírito Santo e Maranhão. O acordo reforça a estratégia da companhia de buscar permanentemente uma maior eficiência energética e torna as unidades Jacareí, Limeira, Mogi das Cruzes, Suzano e Rio Verde ainda mais competitivas.

“A migração para o mercado livre no estado de São Paulo é um passo estratégico para fortalecer nossa competitividade e eficiência energética, e reforça nosso compromisso em fomentar um mercado de gás natural mais flexível, dinâmico e competitivo no Brasil”, afirma a gerente executiva de Suprimentos da Suzano, Viviane Lichtenstein.

Para a Petrobras, a concretização dessa parceria representa a confirmação da competitividade dos produtos Petrobras no gás natural e a criação de oportunidades para o fornecimento de soluções energéticas de baixo carbono para empresas do parque industrial do Brasil, importante agenda no planejamento estratégico da companhia.

“O mercado industrial consumidor de gás natural em São Paulo é o maior do país e, assim, concentra grandes oportunidades em termos de colocação do gás natural da Petrobras, como a possibilidade de captura de sinergias entre Petrobras e clientes, melhores condições e flexibilidades para o atendimento das demandas dessas indústrias e, por fim, maior competitividade para o setor”, analisa o diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Maurício Tolmasquim.

Somente para garantia de oferta do insumo, a Petrobras prevê US$ 7 bilhões em projetos para ampliar as infraestruturas e capacidade de oferta de gás nacional que contribuirão para reduzir a dependência das importações de gás natural. A empresa também tem oferecido contratos mais flexíveis, com diferentes modalidades de prazo e indexadores, permitindo que os clientes optem pelo portfólio mais adequado às suas necessidades.