Petrobras contrata dois navios de duto da DOF Subsea

A DOF Subsea fechou dois contratos com a Petrobras para seus navios de apoio a dutos (PLSVs) Skandi Vitória e Skandi Niterói .

A Skandi Vitória conquistou um contrato de três anos mais opção por meio da joint venture TechnipFMC. Skandi Niterói obteve o mesmo contrato por meio da subsidiária brasileira da DOF, a Norskan Offshore.

Ambas as embarcações são de construção e bandeira brasileira e de propriedade da DOFCON Navegação, uma joint venture entre a DOF Subsea (50%) e a TechnipFMC (50%).

A empresa não divulgou mais detalhes, mas disse que as operações começarão em fevereiro de 2022, no máximo.

Desde o início do ano, a operadora norueguesa de serviços submarinos e marítimos fechou diversos contratos com a Petrobras.

Em maio, a DOF Subsea ganhou vários contratos para apoiar os levantamentos sísmicos do nó do fundo do oceano (OBN) que a Shearwater GeoServices conduzirá em três campos da Petrobras na costa do Brasil.

Pelo contrato, a empresa prestará serviços de embarcações e veículos operados remotamente (ROV) para as campanhas de levantamento nos campos de Jubarte, Tupi e Iracema.

Há dois meses, a DOF Subsea fechou dois contratos , por meio de sua subsidiária brasileira, para seus navios Anchor Handling Tug Supply (AHTS) com a Petrobras e a Equinor, respectivamente.

O manipulador de âncoras Skandi Paraty conquistou a prorrogação do contrato de um ano com a Petrobras até julho de 2022.

Exploração e produção de óleo e gás demandarão US$ 50 bilhões até 2025, diz ANP

As atividades de exploração e produção de óleo e gás devem demandar investimentos da ordem de US$ 50 bilhões no Brasil entre 2021 e 2025, segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A previsão é que, no período, 17 novos projetos entrem em operação no país, dentre os quais 13 projetos operados pela Petrobras: Sépia (previsto para 2021), Mero 1 e Búzios 5 (2022), Marlim 1, Marlim 2, Itapu e Mero 2 (2023), Búzios 6, Mero 3 e Parque das Baleias (2024) e Búzios 7, Mero 4 e Búzios 8 (2025).

Petrobras inicia operação de plataforma no Campo de Sépia, no pré-sal da Bacia de Santos

FPSO afretado pela Petrobras será a maior unidade do Brasil em complexidade e em volume de produção de petróleo

A Petrobras iniciou, a produção de petróleo e gás natural do FPSO Carioca, primeiro sistema de produção definitivo instalado no campo de Sépia, no pré-sal da Bacia de Santos. Com essa unidade, a Petrobras soma 22 plataformas em produção no pré-sal, que juntas já respondem por 70% da produção total da companhia.

A plataforma, do tipo FPSO (unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo e gás), está localizada a aproximadamente 200 km da costa do estado do Rio de Janeiro, em profundidade de água de 2.200 metros. Com capacidade para processar diariamente até 180 mil barris de óleo e comprimir até 6 milhões de m³ de gás natural, o FPSO Carioca, unidade afretada junto à Modec, contribuirá para o crescimento previsto da produção da Petrobras.

O projeto prevê a interligação de sete poços produtores e quatro poços injetores ao FPSO.  O escoamento da produção de petróleo será feito por navios aliviadores, enquanto a produção de gás será escoada pelas rotas de gasodutos do pré-sal. Alinhado ao compromisso da Petrobras de redução de 32% na intensidade de carbono na área de Exploração e Produção até 2025, com investimento contínuo em pesquisa e desenvolvimento, o projeto também conta com sistema de remoção de CO2 presente no gás produzido e de reinjeção na jazida, reduzindo o lançamento de dióxido de carbono na atmosfera e melhorando a recuperação de óleo.

Esta será a maior plataforma em operação no Brasil em termos de complexidade. Quando atingir o pico de produção, também será a maior unidade em termos de produção de petróleo.

“O FPSO Carioca é um exemplo da nossa estratégia de concentrar investimentos em ativos de exploração e produção de classe mundial, como o pré-sal, que possui áreas com grandes reservas, baixo risco e custos competitivos. Isso promove mais retorno para a empresa e a sociedade, criando um ciclo virtuoso de geração de valor”, afirma o diretor de Desenvolvimento da Produção, João Henrique Rittershaussen.


FOTO BRAM TITAM

O FPSO foi construído parte na China e parte no Brasil e chegou ao Estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis, em fevereiro de 2021 para a realização da verticalização do flare de 135 m – uma atividade especial de construção – bem como a finalização da integração e comissionamento da unidade. Essas atividades geraram em torno de 600 empregos diretos. Nesse estaleiro, durante a fase de construção, foram fabricados dois dos módulos que compõem o FPSO, o que contribuiu para o conteúdo local do projeto e gerou aproximadamente 400 empregos diretos. Confira aqui um vídeo com imagens do FPSO Carioca saindo do Estaleiro Brasfels.

A Petrobras prevê investir US$ 46,5 bilhões na produção de petróleo e gás no Brasil até 2025, atuando em parceria com outras companhias na área de E&P, com foco em águas profundas e ultraprofundas. O FPSO Carioca é a primeira das 13 novas plataformas da companhia previstas para entrar em produção entre 2021 e 2025.

Até 2025, serão mais 12 novos sistemas de produção em águas profundas, que se somam às 60 plataformas já existentes e em operação pela Petrobras. Com esse grau de especialização, a companhia se torna cada vez mais eficientes na operação.

A jazida compartilhada de Sépia é composta pelos campos de Sépia e Sépia Leste, localizados em áreas da Cessão Onerosa e Concessão (BM-S-24), respectivamente, operada pela Petrobras (97,6%), em parceria com a Petrogal Brasil S.A. (2,4%).

Com o início da produção em Sépia, a Petrobras reafirma e consolida o foco de sua estratégia nos reservatórios em águas profundas e ultraprofundas, em projetos que têm como premissa a segurança e o respeito ao meio ambiente, acelerando a geração de valor para a sociedade.

Enauta divulga resultados do 2º trimestre, com lucro líquido de R$ 635,7 milhões – O maior da história da companhia

Empresa se mantém capitalizada, com saldo de caixa de R$ 2 bilhões, em um ambiente favorável para a realização de aquisições

Divulgamos nossos resultados do segundo trimestre de 2021, com destaque para um lucro líquido recorde de R$ 635,7 milhões. O registro do valor justo da participação adicional de 50% no Campo de Atlanta contribuiu com R$ 542,1 milhões, em função da conclusão do processo de cessão. Também permanecemos com uma sólida posição de caixa que alcançou R$ 2 bilhões no final do 2T21.

A produção total de boe no trimestre foi de 1,56 milhão, com produção média diária de 17,2 mil boe. A projeção de produção de óleo no Campo de Atlanta passou de 7 mil para 10 mil barris de óleo por dia em 2021, com margem de variação positiva ou negativa de 10%, com a incorporação dos 50% adicionais de participação e alteração da projeção de produção do Campo de Atlanta para o ano corrente.

Também destacamos a otimização dos custos operacionais em Atlanta, com redução de US$ 3 por barril no segundo trimestre em relação ao primeiro, redução de 26% das emissões CO2e (escopo 3) no trimestre em comparação com o mesmo período no ano passado, aprimoramento da eficiência operacional no Campo de Atlanta e otimização da logística. A intensidade de emissões é de 15,2 kgCO2e/boe para escopo 1 e 2 em 2020, montante 25% menor que a média das empresas da Oil and Gas Climate Initiative (OGCI). Também vale pontuar que não houve, nas operações da Enauta em 2021, acidentes com afastamento.

O final do segundo trimestre de 2021 foi um marco para a Enauta. Assinamos o aditivo ao contrato de concessão do Bloco BS-4, onde está localizado o Campo de Atlanta. Com isso, assumimos a totalidade dos resultados do ativo, ampliando em mais 50% nossa produção de petróleo. Atualmente, contamos com dois poços em Atlanta e o terceiro poço retornará a produção ainda nesse mês de agosto. Ganharemos importante reforço na geração de caixa, beneficiados pela forte demanda pelo óleo com baixo teor de enxofre produzido em Atlanta. Ainda, o processo licitatório da unidade de processamento (FPSO) e demais equipamentos do Sistema Definitivo seguem conforme o planejado, o que permitirá a ampliação da produção com a início do Sistema Definitivo do Campo. Nesse mês, iniciamos a licitação dos itens e serviços necessários para a perfuração do quarto poço que deve ocorrer no segundo semestre de 2022.

Ressaltamos ainda os avanços na agenda estratégica, que inclui os já mencionados ganhos de eficiência e otimização de recursos, acompanhados de conquistas relevantes no âmbito ESG. Em governança, por exemplo, contamos com 40% de liderança feminina em nosso quadro de pessoal, percentual superior à média da indústria. Esses resultados mostram que o nosso atual processo de transformação está firmemente comprometido com avanços nas iniciativas que garantam a sustentabilidade da Companhia.

Clique aqui e confira o relatório de resultados na íntegra.

Fiscalização de combustíveis: ANP divulga resultados de ações em nove estados (16 a 19/8)

De 16 a 19/8, a ANP realizou ações de fiscalização no mercado de combustíveis em diversos estados.

Nas ações, os fiscais verificam se as normas da Agência – como o atendimento aos padrões de qualidade dos combustíveis, o fornecimento do volume correto pelas bombas, apresentação de equipamentos e documentação adequados, entre outras – estão sendo cumpridas.

Veja abaixo os resultados das principais ações em nove unidades da Federação, em postos de combustíveis automotivos e de aviação, revendas de GLP (gás de cozinha), distribuidores, transportadores-revendedores-retalhistas (TRR) e coletores de óleos lubrificantes usados ou contaminados (OLUC):

Tocantins 

A ANP fiscalizou, esta semana, 13 postos de combustíveis automotivos, dois de combustíveis de aviação e seis revendas de GLP nas cidades de Ananás, Araguaína e Dianópolis, no Tocantins.

Em Dianópolis, foram interditados cinco bicos abastecedores em quatro postos de combustíveis automotivos por fornecerem menos combustível do que o registrado na bomba, sendo que um deles também foi autuado por termodensímetro (equipamento acoplado à bomba de etanol hidratado para verificar aspectos de qualidade) com defeito. Uma revenda de GLP também foi interditada por não atender às normas de segurança e outras cinco autuadas por irregularidades de menor gravidade.

Já em Araguaína, dois postos de combustíveis automotivos foram autuados, um por não apresentar o Registro de Análise de Qualidade (RAQ), documento obrigatório, e outro por efetuar entrega em domicílio.

São Paulo

No Estado de São Paulo, foram fiscalizados, ao longo da semana, 26 postos de combustíveis automotivos, dois de aviação, seis revendas de GLP e quatro distribuidoras de combustíveis. Os fiscais da ANP estiveram na capital e nas cidades de Araraquara, Guaíra, Itapecerica da Serra, Paulínia, Ribeirão Preto e Taboão da Serra.

Na capital, a ANP atuou em parceria com a Polícia Civil, por meio do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), em cinco postos de combustíveis automotivos, e com a Polícia Militar em outro posto.

No total, foram autuados cinco postos de combustíveis automotivos, sendo dois desses interditados totalmente e um parcialmente.

Um dos postos interditados totalmente operava estando com a autorização da ANP cancelada. Já no segundo, onde houve parceria da Polícia Militar, foram constatadas três irregularidades: não permitir o livre acesso aos agentes de fiscalização às suas instalações (quando a equipe de fiscalização chegou ao local, os funcionários trancaram com cadeados os bicos de abastecimento e os tanques, e saíram do estabelecimento); não funcionar no horário mínimo; e não atualizar dados cadastrais quanto à exibição de marca comercial de distribuidora. Como houve impedimento do trabalho dos fiscais, os equipamentos do posto ficarão lacrados até que a fiscalização possa ser concluída.

Outro posto teve quatro bicos abastecedores e um tanque de etanol hidratado interditados por comercializar o combustível com teor alcoólico abaixo do permitido.

Foram ainda realizadas autuações em outros dois postos, um por não funcionar no horário mínimo e o outro, no qual houve parceria com a DPPC/Polícia Civil, por ter duas bombas com problemas de medição (forneciam mais combustível do que o registrado) e por informar incorretamente os preços dos combustíveis.

Minas Gerais 

Nesta semana, a ANP realizou fiscalizações no mercado de revendas de GLP em Belo Horizonte. Ao todo foram fiscalizados 31 agentes econômicos.

Foram lavrados quatro autos de infração em duas revendas, uma por armazenamento de GLP acima da capacidade (autuação sem interdição, pois a irregularidade foi sanada durante a ação de fiscalização), e a outra, que foi interditada, por irregularidades no piso e nos extintores de incêndio e por possuir uma residência com acesso passando pela área de armazenamento.

Também foram constatadas irregularidades de menor gravidade, como nos veículos de transporte de GLP, no painel de preços e exibição incorreta da marca da distribuidora vinculada. Nesses casos, por se tratar de microempresas e empresas de pequeno porte, foram aplicadas notificações para que os problemas sejam sanados dentro de um prazo estabelecido, conforme determina a legislação. Caso a ANP encontre novamente as infrações em segunda visita, será aplicado o auto de infração.

Espírito Santo 

Nos dias 18 e 19/8, os fiscais da ANP estiveram no Espírito Santo, em operação conjunta com o Procon Estadual. Em Vitória, foram fiscalizados três postos e uma base de distribuidora de combustíveis. Já em Serra, os fiscais estiveram em três postos, um TRR, duas bases de GLP e uma base de combustíveis. Em ambas as cidades não foram encontradas irregularidades.

Rio de Janeiro  

No Estado do Rio de Janeiro, foram fiscalizados dois postos de combustíveis em São Gonçalo, no dia 16/8. Não foram encontradas irregularidades nos testes em campo, sendo realizadas coletas de amostras dos combustíveis para testes mais aprofundados em laboratório credenciado pela ANP.

Paraná 

A ANP fiscalizou, durante a semana, dez agentes econômicos em Curitiba, Colombo e Fazenda Rio Grande, no Paraná. Na capital e em Colombo, foram fiscalizados seis postos de combustíveis e duas revendas de GLP. Na última cidade, foram autuados dois postos – um por possuir duas bombas abastecedoras com termodensímetros com defeito e o outro por não funcionar no horário mínimo obrigatório – e uma recenda de GLP – por não possuir balança para a pesagem dos recipientes de GLP pelo consumidor.

Já em Fazenda Rio Grande, a ANP atuou em conjunto com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em uma barreira fiscal, na qual foram fiscalizados caminhões-tanque de um posto e uma distribuidora de combustíveis, não sendo encontradas irregularidades.

Rio Grande do Sul 

Ao longo da semana, os fiscais da ANP estiveram em dez postos de combustíveis, uma revenda de GLP, cinco coletores de OLUC e um distribuidor de GLP no Rio Grande do Sul.

Os fiscais estiveram nas cidades de Pelotas, Rio Grande (ambas com ações em conjunto com os Procons Municipais), Novo Hamburgo, Turuçu, Arroio do Padre, Gravataí e Sapucaia do Sul. Nas duas últimas, a Agência atuou em força-tarefa com a Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luís Roessler – Fepam e com a Patrulha Ambiental – Patram, em denúncias de coleta irregular de OLUC.

Em Turuçu, um posto foi autuado e sofreu interdições em um bico abastecedor de óleo diesel S500 comum, por fornecer menos combustível do que o registrado na bomba, e em um tanque e um bico de gasolina aditivada, por comercializar o produto com teor de etanol de 36%, quando o determinado na legislação é 27%. O mesmo posto também foi autuado por não possuir os instrumentos necessários para análise dos combustíveis (teste de qualidade que pode ser exigido pelo consumidor) e por não realizar as análises de combustíveis quando solicitado pelo consumidor.

Outro posto no mesmo município também foi autuado por não possuir os instrumentos para análise e por não realizar o teste de qualidade quando solicitado pelo consumidor.

Em Rio Grande, um posto foi autuado e sofreu interdições por motivos diversos. Um tanque e dois bicos de etanol hidratado comum foram interditados por combustível fora da especificação da ANP, nos quesitos massa específica e teor alcoólico, e houve autuações por adquirir combustíveis de empresa não autorizada pela ANP a exercer atividade de distribuidor e por não possuir os instrumentos necessários para análise dos combustíveis.

Santa Catarina 

Em Santa Catarina, esta semana, foram fiscalizados 12 postos de combustíveis, uma revenda de GLP e um TRR, nas cidades de Araquari, Bombinhas, Camboriú, Itajaí, Guaramirim, Jaraguá do Sul, Joinville, Chapecó e Navegantes. Não foram encontradas irregularidades.

Goiás 

A ANP realizou, durante a semana, fiscalizações em 12 postos de combustíveis, nas cidades de Água Limpa, Buriti Alegre, Corumbaíba e Marzagão, em Goiás. Em Água Limpa, um posto teve o bico abastecedor de gasolina comum interditado por fornecer menos combustível do que o registrado na bomba.

Também foram autuados cinco postos por não possuíram equipamento para realização do teste de quantidade de combustível, que pode ser exigido pelos consumidores, dois deles em Buriti Alegre e os outros três em Corumbaíba.

Além das fiscalizações, a ANP realizou na terça-feira (17/8) palestra para proprietários e gestores de postos de combustíveis de Goiânia sobre as legislações que regem o mercado e os direitos dos consumidores de combustíveis. A palestra foi feita a pedido do Procon Goiânia, órgão conveniado com a Agência, e fez parte do projeto “Procon Goiânia em movimento com o comércio”, que também contou com ação em um posto na qual fiscais da ANP e do Procon esclareceram dúvidas de consumidores sobre seus direitos ao abastecer.

Consulte os resultados das ações da ANP em todo o Brasil 

As ações de fiscalização da ANP são planejadas a partir de diversos vetores de inteligência, como denúncias de consumidores, dados do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) da Agência, informações de outros órgãos e da área de Inteligência da ANP, entre outros. Dessa forma, as ações são focadas nas regiões e agentes econômicos com indícios de irregularidades.

Para acompanhar todas as ações de fiscalização da ANP, acesse o Painel Dinâmico da Fiscalização do Abastecimento. A base de dados é atualizada mensalmente, com prazo de dois meses entre o mês da fiscalização e o mês da publicação, devido ao atendimento de exigências legais e aspectos operacionais.

Os estabelecimentos autuados pela ANP estão sujeitos a multas que podem variar de R$ 5 mil a R$ 5 milhões. As sanções são aplicadas somente após processo administrativo, durante o qual o agente econômico tem direito à ampla defesa e ao contraditório, conforme definido em lei.

Denúncias sobre irregularidades no mercado de combustíveis podem ser enviadas à ANP por meio do Fale Conosco ou do telefone 0800 970 0267 (ligação gratuita).

Exxon vê boa oportunidade no Brasil para produção de petróleo com menor emissão

Exxon Mobil Corp vê seus investimentos no mar do Brasil ajudando a empresa a alcançar seu objetivo de diminuir as emissões de carbono na produção de petróleo e gás, disse o diretor no país, Juan Lessmann, na última quarta-feira, 19/08.

O conselho da Exxon está considerando um compromisso de cortar as emissões de carbono para zero até 2050, em meio à pressão de grandes investidores para tratar de preocupações com as mudanças climáticas.

Anteriormente, a empresa prometeu reduzir a intensidade das suas emissões na produção de petróleo e gás de 15% para 20%, até 2025.

“Esse é o foco agora: redução de emissões”, disse Lessmann em evento organizado pela Câmara de Comércio Brasil-Texas. “O Brasil traz uma grande oportunidade para isso”.

Nos últimos quatro anos, a Exxon emergiu como a segunda maior proprietária de áreas offshore no Brasil, depois da Petrobras.

A maior companhia de petróleo dos Estados Unidos adquiriu mais de 20 blocos e lista o país da América do Sul como uma de suas principais áreas de expansão.

Lessmann disse que o petróleo do pré-sal gera menos emissões por barril produzido devido à maior qualidade e a tecnologia de produção empregada.

Cada barril de petróleo produzido no campo de Búzios, por exemplo, resulta em 9 kg de CO2, menos da metade da média da indústria.

O Brasil está organizando duas rodadas de petróleo este ano, a primeira em outubro sob modelo de concessão.

Em dezembro, o país irá oferecer dois blocos no pré-sal sob regras de partilha, em que os produtores dividem parte da produção com o governo.

Lessmann não comentou sobre a potencial participação da Exxon nas duas rodadas.

Os blocos que serão licitados em dezembro –Sépia e Atapu (no excedente da cessão onerosa)– foram disponibilizados a primeira vez em 2019, em um leilão de petróleo que não conseguiu atrair empresas, incluindo a Exxon.

Autoridades brasileiras, desde então, melhoraram as condições para atrair interessados além da Petrobras.

A produção de petróleo dos volumes excedentes da cessão onerosa, que inclui também Búzios e Itapu (já leiloados), deverá atingir 4 bilhões de barris até 2030, ou o equivalente a 56% do bombeamento da commodity em regime de partilha no Brasil, apontou na quarta-feira a estatal Pré-sal Petróleo (PPSA).

 

Refinarias da Petrobras adotam inteligência artificial no controle de tochas

Smart Tocha reduz a emissão de gases do efeito estufa e melhora a eficiência energética

A transformação digital está cada vez mais presente nos processos industriais da Petrobras, trazendo ganhos em segurança, meio ambiente e eficiência energética. Seis refinarias já implantaram o Smart Tocha. O sistema agrega inteligência artificial e automação para controlar a qualidade da queima de gases nas tochas, reduzir o consumo de vapor e emissões que geram efeito estufa. A tecnologia já está presente nas refinarias Presidente Getúlio Vargas (Repar), Presidente Bernardes (RPBC), Henrique Lage (Revap), Duque de Caxias (Reduc), de Capuava (Recap) e de Paulinia (Replan).

Desenvolvido numa parceria entre o Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação da Petrobras (Cenpes) e a PUC-Rio, com participação integrada das áreas de Refino e TIC, o sistema proporciona economia de vapor, o que resulta em melhor eficiência energética, além de manter a queima de forma segura para o meio ambiente. “Os ganhos trazidos pelo Smart Tocha nas refinarias equivalem ao abastecimento energético de uma cidade com cerca de 20 mil habitantes, buscando melhoria de desempenho e conformidade ambiental nas operações, com segurança, redução de custos e aumento da eficiência, pilares estratégicos da Petrobras”, informa Nicolás Simone, diretor executivo de Transformação Digital e Inovação.

A tocha, ou flare, é um equipamento essencial para o sistema de segurança de uma refinaria e utilizada para evitar descarte de gases inflamáveis ou tóxicos para a atmosfera, realizando a queima segura destes compostos. Para que a combustão seja completa e adequada, é utilizado vapor d’água em vazão proporcional aos tipos de gases que chegam no sistema de tocha. O Smart Tocha aplica técnicas de análise de imagens e aprendizado de máquina com a contínua geração de imagens da queima. Isso permite monitoramento e ajuste da injeção de vapor para a tocha em tempo real de forma automatizada.

RefTOP

O desenvolvimento da Smart Tocha com inteligência artificial faz parte do programa RefTOP – Refino de Classe Mundial, com o objetivo de posicionar a Petrobras entre as melhores companhias refinadoras de petróleo no mundo. Consiste em um conjunto de iniciativas que buscam implementar melhorias para aumentar a eficiência e desempenho operacional das refinarias para que sejam mais competitivas na abertura do mercado de refino de petróleo no país. Os investimentos inicialmente previstos no RefTOP até 2025 são de aproximadamente US$ 300 milhões.

O programa promoverá o uso intensivo de tecnologias digitais, automação e robotização nas refinarias, sendo um dos norteadores da área de Refino e Gás Natural (RGN) da empresa, junto com o Programa Gás + e o BioRefino 2030. De acordo o Plano Estratégico 2021-2025 da Petrobras, esse conjunto de iniciativas irá preparar as atividades de refino e gás natural da companhia para um mercado aberto, competitivo e em transição para uma economia de baixo carbono.

ANP apresentou oportunidades de investimentos no Brasil durante a OTC

A ANP participou, de 16 a 19/8, da Offshore Technology Conference (OTC), realizada em Houston, nos EUA. A OTC é considerada o maior evento do setor de petróleo e gás natural do mundo. Estiveram presentes na OTC o Diretor-Geral da ANP, Rodolfo Saboia, e os Diretores Dirceu Amorelli e Symone Araújo. Também houve participação virtual de diretores e superintendentes.

A Agência contou com um estande no Pavilhão Brasil da feira da OTC, no qual foram apresentadas às empresas as oportunidades de investimentos no país, como as próximas rodadas de licitações. A feira contou com 23 pavilhões internacionais, com estandes de empresas e instituições governamentais de cada país.

No Pavilhão Brasil, estiveram presentes mais de 20 empresas brasileiras. O espaço é considerado uma importante vitrine para as empresas e instituições do setor desenvolverem parcerias internacionais, tanto no que se refere a novos negócios quanto para ampliar os investimentos no Brasil.

Ao longo da semana, diretores da Agência também participaram de painéis e atividades no evento. No dia 17/8, o Diretor-Geral foi palestrante no painel “Opportunities in Brazil’s Energy Sector and the Role of Innovation and Digitalization in Securing Brazil’s Energy Future”.

“No Brasil, há oportunidades para empresas de petróleo de todos os portes e perfis: das supermajors às menores, independentes. Como costumamos dizer, queremos que os ativos certos estejam nas mãos certas. Deste ano até 2025, esperamos que 50 bilhões de dólares sejam investidos em exploração e produção, ajudando a elevar a produção para mais de 5 milhões de barris de petróleo por dia em 2013”, afirmou Saboia em sua palestra.

Ele também fez uma apresentação, em 18/8, em um café da manhã organizado pela Bratecc, sobre as perspectivas do setor de petróleo e gás para a década que está começando. O material está disponível aqui.

Já no dia 19/8, o Diretor Raphael Moura participou, de forma virtual, do painel “Best Practices in Dealing with a Pandemic such as COVID-19 in the Offshore Industry”. Falou sobre as medidas adotadas pela Agência diante da pandemia, que foram essenciais para a redução da exposição dos trabalhadores ao risco e para a continuidade operacional segura. A apresentação pode ser consultada aqui.

“No início da pandemia e diante do cenário de incertezas, desenvolvemos e disponibilizamos um painel dinâmico, com dados em tempo quase real, para apoio às decisões gerenciais, além de termos alterado o arcabouço regulatório com agilidade e flexibilidade. Limitamos obrigações, adaptando a regulação à situação de contingência, e passamos a executar fiscalizações remotas. Apesar do momento difícil, fica o aprendizado de uma indústria resiliente e ainda mais preparada para lidar com os desafios futuros”, afirmou.

Com mais de 50 anos de existência, a OTC tem como objetivo criar um espaço para que profissionais da área possam trocar experiências para o avanço do conhecimento científico e técnico para recursos offshore e questões ambientais.

Petrobras apresenta grau de aderência ao Código Brasileiro de Governança Corporativa acima da média do mercado

Comissão de Valores Mobiliários exige informe anual que é um importante instrumento de transparência para governança corporativa

A Petrobras atingiu 94% de aderência ao Código Brasileiro de Governança Corporativa (CBGC) em 2021. De acordo com a última pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), considerando os dados de 2020, o grau de aderência de empresas do mercado foi em média de 54%.

Desde 2018, ano em que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) passou a exigir das empresas de capital aberto o “Informe sobre o Código Brasileiro de Governança Corporativa – Companhias Abertas”, a Petrobras manteve o grau de aderência acima de 90% e, desde o ano passado, o resultado tem sido de 94%. Esse resultado é reflexo das ações contínuas de aprimoramento da governança e da adoção de boas práticas de gestão e integridade.

O Informe é um importante instrumento de transparência quanto à maturidade do modelo de governança e ao grau de aderência da companhia às práticas recomendadas pelo CBGC. Por meio dele, a companhia indica se observa, ou não, cada uma das práticas em relação aos temas: Acionistas, Conselho de Administração; Diretoria; Órgãos de Fiscalização e Controle; e Ética e Conflito de Interesses.

O Código Brasileiro de Governança Corporativa foi lançado em novembro de 2016 e apresenta “princípios”, “fundamentos” e “práticas recomendadas” para a governança corporativa de companhias abertas. O código foi elaborado pelo Grupo de Trabalho Interagentes, coordenado pelo IBGC e formado por onze entidades relacionadas ao mercado de capitais.

O resultado obtido pela Petrobras comprova o reconhecimento do mercado e dos órgãos de controle com relação ao aprimoramento da sua cultura de integridade e de seus mecanismos de governança. O elevado grau de integridade reforça a reputação da empresa junto a seus públicos de interesse e, consequentemente, a toda a sociedade.

Strohm planeja novo centro de excelência TCP e base de escritórios no Brasil

A Strohm, empresa líder global em tecnologia de tubos compostos, abriu um novo escritório no Rio de Janeiro e está estabelecendo um centro de excelência para a engenharia de sua tecnologia de tubos termoplásticos compostos (TCP) como parte de sua estratégia de crescimento na América do Sul.

A Strohm está ampliando sua presença no Brasil e se preparando para a execução de um importante contrato, que deve ser anunciado em breve. A empresa tem como objetivo contratar mais dez pessoas locais nos próximos doze meses para fortalecer as equipes de engenharia e suporte administrativo para aumentar ainda mais as oportunidades de desenvolvimento de negócios.

Uma vez que a operação seja acelerada nos próximos anos, também há planos para estabelecer uma capacidade de fabricação local de TCP para melhor oferecer suporte aos clientes na região.

A tecnologia TCP da Strohm supera as soluções existentes em termos de durabilidade, resistência à corrosão e custo total instalado. Outras reduções de custo são possíveis capitalizando os efeitos indiretos do uso do TCP.

Renato Bastos, que foi vice-presidente da Strohm no Brasil nos últimos três anos, chefiará o site do Rio de Janeiro. Ele tem mais de 20 anos de experiência na indústria de energia, com uma sólida experiência na instalação de tubos de aço e flexíveis.

Bastos disse: “Com o mercado de águas ultraprofundas do Brasil crescendo e um número crescente de operadores independentes adquirindo campos da Petrobras, vemos oportunidades tanto nas aplicações altamente exigentes do pré-sal quanto nas independentes nos campos maduros.

“Com essa mudança, estamos em uma ótima posição para aproveitar essas oportunidades. Nosso TCP é perfeitamente adequado, pois é não corrosivo e robusto, oferecendo até 60% de redução na pegada de CO2 em comparação com as alternativas de aço. Ele também reduziu os custos de instalação, pois é muito leve.

“Estabelecer um novo escritório no Rio, bem como um novo centro de engenharia da TCP, é um passo importante em direção à nossa visão de longo prazo de projeto e fabricação localmente no Brasil. Também nos permite prosseguir com projetos relevantes de pesquisa e desenvolvimento com as operadoras estabelecidas no país, no âmbito da Agência Nacional do Petróleo do Brasil, bem como demonstra nosso compromisso com nossos clientes e com a economia local. ”

Como líder global em TCP, a Strohm iniciou um programa de qualificação de escadas em 2018 para linhas de fluxo destinadas a serem implantadas em águas profundas no Brasil.

Progredindo em seu roteiro para aplicações dinâmicas em águas ultraprofundas em ambientes hostis, Strohm agora se prepara para o objetivo final – o TCP Riser. O projeto TCP Riser da Strohm oferece as soluções de menor custo total instalado para tais aplicações exigentes, enquanto oferece flexibilidade máxima para as operadoras em termos de configuração submarina e escolha do método de instalação. O TCP Riser desenvolvido pela Strohm otimiza o custo com raio de curvatura e peso mínimos, usando apenas materiais robustos e comprovados em campo

O TCP Riser é instalado em embarcações atualmente disponíveis no mercado e, como não requer nenhum elemento de flutuação durante a instalação, há uma redução significativa de custos e emissões de CO2.

Como parte dos planos de expansão da Strohm no Brasil, a empresa também lançou uma versão em português de seu site: https://strohm.eu/pt