ANP apresentará potencial das áreas da Oferta Permanente em workshop

A ANP realizará, em 23/8, às 14h30, o Workshop Técnico sobre Potencial Petrolífero dos Blocos Exploratórios na Oferta Permanente. O evento será online, com transmissão pelo canal da ANP no Youtube.

Por ser uma modalidade licitatória contínua, a Oferta Permanente não dispõe dos seminários Técnico e Ambiental/Jurídico-fiscal realizados para as rodadas de licitações tradicionais. Por isso, o evento tem o objetivo de apresentar às empresas interessadas as informações técnicas sobre os blocos exploratórios em oferta, seu potencial petrolífero e aspectos legais da licitação.

A Oferta Permanente consiste na oferta contínua de blocos exploratórios e áreas com acumulações marginais localizados em quaisquer bacias terrestres ou marítimas. A exceção são os blocos localizados no Polígono do Pré-sal, nas áreas estratégicas ou na Plataforma Continental além das 200 milhas náuticas, bem como os autorizados a compor a 17ª e a 18ª Rodadas de Licitações. Dessa forma, as empresas, especialmente as que ainda não atuam no Brasil, têm a oportunidade de estudar essas áreas sem a limitação de tempo que as rodadas tradicionais proporcionam.

Saiba mais sobre a Oferta Permanente

Log-In Logística Intermodal apresenta melhor desempenho operacional em seus negócios no segundo trimestre

De abril a junho, a companhia atingiu lucro líquido de R$ 37,5 milhões e receita de R$ 352,8 milhões. Volumes nos serviços de Feeder e Cabotagem se destacam no período; TVV tem maior movimentação de veículos

A Log-In Logística Intermodal, empresa 100% brasileira, de soluções logísticas integradas, movimentação portuária e navegação de cabotagem e longo curso, divulgou na terça-feira (10/8), os resultados financeiros e operacionais obtidos no segundo trimestre. De abril a junho, o lucro líquido foi de R$ 37,5 milhões contra um prejuízo de R$ 14,8 milhões no mesmo período do ano passado. No consolidado semestral, a empresa alcançou lucro líquido de R$ 16,3 milhões, superando o resultado negativo de R$ 129,4 milhões registrado nos primeiros seis meses de 2020. A alta se deve ao melhor desempenho operacional dos negócios e menor despesa de variação cambial.

A Receita Operacional Líquida (ROL) e o Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) também apresentaram resultados significativos no segundo trimestre. Entre os meses de abril e junho, a Log-In registrou um crescimento de 50,4% na receita, totalizando R$ 352,8 milhões, devido a incremento de volumes, com destaque para o feeder (+38%), a viagem inicial e final da carga de importação e exportação entre os portos escalados pela Log-In. Já na cabotagem, o resultado foi 20% superior ao segundo trimestre de 2020, com maior movimentação de contêineres, carga geral e serviços de armazenamento em nosso terminal portuário de Vila Velha (TVV).

O Ebitda ficou em R$ 93,2 milhões no segundo trimestre, uma alta de 62% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Entre as razões para este incremento estão: aumento de volumes movimentados na Navegação e melhora do cenário econômico em comparação com o início da pandemia. Outros fatores que puxaram esse resultado foram o crescimento nos volumes movimentados de contêineres, carga geral e granel no TVV, e de veículos no TEV, novo terminal de veículos implementado recentemente pela Log-In.

De acordo com o diretor-presidente da Log-In Logística Intermodal, Marcio Arany, os novos recordes nos resultados do TVV e o crescimento de receita e volumes na Navegação Costeira confirmam a resiliência dos negócios da companhia. “Temos aproveitado eficientemente a alta demanda por transporte de cargas feeder e mantido um crescimento de volume superior ao do setor, tanto neste trimestre quanto no semestre”, declarou.

Arany acrescenta ainda outros destaques do período, como a aprovação da 4ª emissão de debêntures no valor de R$ 340 milhões, a docagem de dois navios sendo substituídos pelo Log-In Discovery, novos negócios de soluções logísticas e o início de operação do terminal de veículos – TEV, instalado em área próxima ao TVV.

Navegação Costeira

De abril a junho, o serviço de Navegação Costeira alcançou receita de R$ 277,6 milhões, a maior já registrada desde o início da Companhia. O Ebtida foi de R$ 76,9 milhões, recorde para um segundo trimestre. Outro destaque foi o volume movimentado no feeder, crescimento de 38% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, serviço impulsionado pelo crescimento na importação e pela manutenção do ritmo da exportação.

O melhor ritmo operacional da Navegação é justificado pela retomada das operações das empresas no Brasil, altamente impactadas no início da pandemia com a redução e até suspensão das operações. No período, houve uma melhora no mix de cargas movimentadas com destaque para os segmentos de eletrônicos, alimentos, bebidas, higiene e limpeza.

A receita total da Navegação foi impulsionada também pela maior demanda por veículos no segundo trimestre. Isso se deve à retomada nas importações, visto que no mesmo período no ano passado, algumas montadoras interromperam a produção devido à pandemia e, consequente, redução de demanda. A receita obtida no transporte de veículos entre Brasil e Argentina aumentou 365% versus o segundo trimestre de 2020.

Terminal Portuário de Vila Vela (TVV)

O terminal portuário de Vila Velha é, hoje, um prestador de serviços logísticos e esse novo perfil foi refletido nos resultados do segundo trimestre. Entre os principais destaques estão a captura de novas cargas, o crescimento em volumes movimentados e outros serviços agregados operados atualmente pela diversificação do terminal. O crescimento nas importações, a captação de novos negócios em exportação e granel, além do efeito do câmbio nas receitas fixadas em dólar também contribuíram para a boa performance no trimestre.

Os meses de abril, maio e junho foram de grande movimentação de contêineres no local, totalizando 47.174 TEUs, o maior desde 2015. A receita e o Ebitda do terminal também foram recordes e somaram R$ 66 milhões e R$ 30,4 milhões, respectivamente, beneficiados pela melhora no mix de cargas, maior volume de contêineres e carga geral, especialmente veículos, além de serviços de armazenagem. O início da operação do TEV, destinado à armazenagem e movimentação, também foi responsável pelo aumento no volume de veículos no local.

As exportações pelo TVV tiveram alta demanda no segundo trimestre, principalmente, no setor de rochas ornamentais para construção civil com destino a mercados norte-americanos, e outros produtos como café, pimenta do reino e gengibre. Houve alta também na exportação de produtos siderúrgicos, especialmente tubos, e cargas gerais, como maquinários e equipamentos para indústrias. Já os volumes importados apresentaram recuperação em diversos setores, com destaque para insumos de mineração e equipamentos para indústria siderúrgica e metalmecânica.

Investimentos

Os investimentos realizados pela Log-In Logística Intermodal totalizaram R$ 42,8 milhões no segundo trimestre, recursos alocados, principalmente, nas docagens programadas dos navios Log-In Resiliente e Log-In Endurance. No TVV, o montante de R$ 121 milhões integra o projeto executivo, aprovado pela ANTAQ, utilizado para a aquisição de guindastes (MHC) e empilhadeiras (Reach Stackers). O prazo de execução desse aporte será de 21 meses com término previsto para 10 de março de 2023. De janeiro a junho, foram investidos um total R$ 165,6 milhões, incluindo US$ 20 milhões utilizados na aquisição do navio Log-In Discovery, a partir de recursos próprios levantados no último follow on da companhia.

Sobre a Log-In Logística Intermodal:

A Log-In Logística Intermodal é uma empresa 100% brasileira, que oferece soluções logísticas customizadas, movimentação portuária e navegação de cabotagem integrada a outros modais e serviços, conectando por mar e terra, o Brasil e o Mercosul. Atualmente, a empresa possui uma frota própria de seis navios porta-contêineres, com capacidade total de 15.500 TEUs, que oferecem serviços de navegação com rotas regulares, integrando os principais portos do país à Argentina e ao Paraguai. Recentemente, a companhia anunciou a aquisição do Log-In Discovery adicionando mais uma embarcação à sua frota. A Log-In também administra e opera o Terminal Portuário de Vila Velha, localizado no Porto de Vitória (ES), além de dois terminais intermodais, um em Itajaí (SC) e outro no Guarujá (SP) com operações dedicadas.

ANP faz acordo de cooperação com Confaz e secretarias de fazenda

A ANP celebrou acordo de cooperação técnica com o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e suas unidades federadas (secretarias de fazenda estaduais). O documento, publicado em 13/8 no Diário Oficial da União (DOU), permitirá a troca de dados e informações que facilitarão o trabalho de fiscalização do mercado de combustíveis pela Agência.

O acordo tem como objeto a disponibilização e integração, por parte do Confaz, de dados cadastrais dos contribuintes de Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) das unidades federadas e, por parte da ANP, de informações relativas à permissão, autorização, registros, demais elementos correspondentes ao funcionamento das pessoas jurídicas com atividades econômicas voltadas à importação, produção, comercialização e ao transporte de petróleo, de gás natural e de seus derivados e de biocombustível.

Além da ANP e do Confaz, assinam o acordo Secretarias de Estado da Fazenda, Economia, Finanças, Receita e Tributação das seguintes unidades da Federação: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Veja o acordo na íntegra no DOU

OTC 2021: ANP participa do maior evento do setor de petróleo e gás do mundo

A ANP participa esta semana da Offshore Technology Conference (OTC), realizada de 16 a 19/8 em Houston, nos EUA. A OTC é considerada o maior evento do setor de petróleo e gás natural do mundo.

Ontem (16/8) a ANP inaugurou seu estande no Pavilhão Brasil da feira da OTC, com a presença de três de seus diretores: o Diretor-Geral, Rodolfo Saboia, e os diretores Dirceu Amorelli e Symone Araújo. A feira conta com 23 pavilhões internacionais, com estandes de empresas e instituições governamentais de cada país.

Na inauguração, o Diretor-Geral da ANP, Rodolfo Saboia, falou sobre o desempenho do setor de óleo e gás no ano passado.

“Em 2020, a produção de óleo no Brasil aumentou mais de 5% em relação a 2019. Pela primeira vez, a nossa produção média de petróleo foi maior do que 3 milhões de barris por dia. E, como consequência, as exportações de petróleo cru brasileiro também alcançaram níveis recordes no último ano, com mais de 5 milhões de barris exportados. Em 2020, nós tivemos até mesmo uma rodada, que concedeu 17 blocos exploratórios e um campo marginal com um Programa Exploratório Mínimo Equivalente a 30 milhões de dólares” afirmou.

No Pavilhão Brasil, é esperada a participação de cerca de 30 empresas brasileiras, sendo 23 presencialmente. O espaço é considerado uma importante vitrine para as empresas brasileiras e instituições do setor desenvolverem parcerias internacionais, tanto no que se refere a novos negócios quanto para ampliar os investimentos no Brasil.

Ao longo da semana, diretores da Agência também participarão de painéis e atividades no evento. Amanhã (17/8), o Diretor-Geral será palestrante no painel “Opportunities in Brazil’s Energy Sector and the Role of Innovation and Digitalization in Securing Brazil’s Energy Future”. E, no dia 19/8, o Diretor Raphael Moura participará, de forma virtual, do painel “Best Practices in Dealing with a Pandemic such as COVID-19 in the Offshore Industry”.

Com mais de 50 anos de existência, a OTC tem como objetivo criar um espaço para que profissionais da área possam trocar experiências para o avanço do conhecimento científico e técnico para recursos offshore e questões ambientais. Na última edição em 2019, foram recebidos mais de 59 mil participantes e 2.200 empresas, representando mais de 100 países.

Petrobras investe US$ 2,4 bilhões no 2º trimestre de 2021

Investimentos crescem 22% em 12 meses, com foco no desenvolvimento da produção no pré-sal

A Petrobras ampliou em 22% o volume de investimentos em 12 meses, tendo atingido aproximadamente US$ 2,4 bilhões no 2º trimestre de 2021. A expansão mostra uma recuperação nos investimentos após retração no período em que a economia foi mais fortemente impactada pela pandemia de Covid-19.

O volume investido no 2º trimestre de 2021 também foi bastante superior aos US$ 301 milhões recebidos em função de venda de ativos no mesmo período. Além disso, parte do que foi arrecadado com a venda de ativos de baixa aderência à estratégia da Petrobras foi realocado em ativos que maximizam o retorno sobre o capital empregado. “Isso demonstra que a Petrobras está investindo mais que desinvestindo, realocando melhor seus recursos e construindo um portfólio de projetos e ativos de alta qualidade, rentáveis, resilientes e que geram valor”, destaca o diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores, Rodrigo Araujo.

Mais da metade dos investimentos realizados no 2º trimestre de 2021 foram aplicados em projetos de crescimento (growth). Esse capital empregado visa principalmente aumentar a capacidade de ativos existentes, implantar novos ativos de produção, escoamento e armazenagem, aumentar eficiência ou rentabilidade do ativo e implantar infraestrutura essencial para viabilizar outros projetos de crescimento. Feitos de forma eficiente e competitiva, tais investimentos maximizam o potencial dos ativos e promovem mais retorno para a empresa e, consequentemente, para a sociedade.

Dos US$ 2,4 bilhões despendidos, o montante referente ao segmento de Exploração e Produção totaliza US$ 1,9 bilhão, sendo aproximadamente 60% em crescimento. Esses investimentos concentraram-se no desenvolvimento da produção em águas ultra profundas do polo pré-sal da Bacia de Santos (US$ 900 milhões) e no desenvolvimento de novos projetos em águas profundas. A alocação dos recursos dessa forma reafirma a estratégia da companhia de concentrar-se nas áreas excepcionais do pré-sal, com grandes reservas, baixo risco e custos competitivos, ativos que maximizam o retorno da Petrobras sobre o capital empregado.

Além do FPSO Carioca que inicia a produção no Campo de Sépia em agosto, a Petrobras ainda prevê a entrada em operação de mais 12 FPSOs até 2025. O FPSO do Projeto Integrado do Parque das Baleias, em fase de contratação, e outras 11 novas plataformas que já estão em fase de execução: os FPSOs Guanabara, Sepetiba, Marechal Duque de Caxias e Alexandre de Gusmão, que serão instalados no Campo de Mero, os FPSOs Almirante Barroso, Almirante Tamandaré, P-78 e P-79, que serão alocados no Campo de Búzios, os FPSOs Anita Garibaldi e Anna Nery, projetos da revitalização do Campo de Marlim, e o FPSO P-71, que será alocado no Campo de Itapu. Adicionalmente, mais duas novas plataformas com previsão de entrada em operação a partir de 2026 já estão em fase de contratação, os FPSOs P-80, para o Campo de Búzios, e o P-81, para o projeto de Sergipe Águas Profundas.

Esses expressivos investimentos demostram a consistente trajetória de sustentabilidade financeira e geração de valor da Petrobras. O foco em ativos com altas taxas de retorno e gestão de portfólio torna a companhia cada vez mais forte para melhor investir, suprir um mercado cada vez mais exigente e gerar prosperidade para a sociedade.

Grupo Ultra anuncia a venda da Oxiteno à Indorama Ventures

Grupo deixa o setor de especialidades químicas e reforça sua estratégia de concentração no setor de óleo e gás

A Ultrapar assinou contrato para a venda da Oxiteno à Indorama Ventures por US$ 1.300 milhões. Com esse movimento, o Grupo Ultra conclui a primeira fase do processo de revisão de seu portfólio, com maior alinhamento e sinergia entre seus investimentos na cadeia downstream de óleo e gás, por meio das empresas Ipiranga, Ultragaz e Ultracargo. A próxima fase considerará investimentos adicionais nesta mesma cadeia de valor, incluindo negócios adjacentes como ampm e Abastece Aí, bem como um direcionamento estratégico para oportunidades associadas ao processo de transição de matriz energética.

O desinvestimento da Oxiteno vem somar-se aos processos de venda da rede de varejo farmacêutico Extrafarma e da participação de 50% que a Ultrapar detinha na empresa de pagamentos eletrônicos ConectCar.

 Para Frederico Curado, diretor-presidente do Grupo Ultra, “Essa transação conclui uma etapa importante no processo de reorientação estratégica de nossos investimentos, permitindo que o Grupo se concentre no fortalecimento contínuo de seus negócios principais, com um portfólio mais complementar e sinérgico nos setores em que temos conhecimento e vantagens competitivas. A Oxiteno, criada e desenvolvida pelo Grupo Ultra ao longo de 40 anos, tem posição destacada no Brasil e na América Latina. Este acordo para venda da empresa a um dos líderes globais da indústria química, com sinergias relevantes, nos permitiu alcançar uma transação com geração de valor para a Ultrapar, para a Indorama Ventures e demais stakeholders das empresas.”

Para Aloke Lohia, CEO da Indorama Ventures, “Essa aquisição é natural e adequada. Temos uma trajetória sólida e bem sucedida de integração de 50 aquisições nos últimos 20 anos. Junto com a Oxiteno, estamos criando uma companhia líder global em tensoativos”. 

A orientação estratégica do Grupo Ultra em direção às oportunidades de investimento nas verticais de energia e infraestrutura, com foco crescente na  transição energética e renováveis, passa a contar com maior foco e capital após a conclusão desta racionalização do seu portfólio de negócios.

Fundada no espírito empreendedor que caracteriza o Grupo Ultra, a Oxiteno foi uma das pioneiras da indústria petroquímica no Brasil, com inauguração de sua primeira unidade industrial no início da década de 1970, em Mauá (SP). Iniciou seu processo de internacionalização em 2003 e tornou-se líder nos setores de especialidades químicas e tensoativos nas Américas, com unidades de produção nos Estados Unidos, no México e no Uruguai, além de escritórios comerciais na China, na Bélgica, na Argentina e na Colômbia.

O valor de venda da Oxiteno está sujeito a ajustes, principalmente de variações de capital de giro e da posição da dívida líquida da empresa na data de fechamento da transação, assim como às condições usuais em transações desta natureza, incluindo aprovação pelas autoridades concorrenciais e regulatórias brasileiras. A Oxiteno manterá o curso natural de seus negócios, operando de forma independente, até a data de fechamento da transação.

Sobre o Grupo Ultra
Com mais de 15 mil funcionários, o Grupo Ultra atua nos segmentos de distribuição e varejo especializado, por intermédio da Ipiranga, da Extrafarma e da Ultragaz; tensoativos e especialidades químicas, via Oxiteno; e de armazenagem de granéis líquidos, por meio da Ultracargo. De capital aberto, desde 1999 o Grupo Ultra negocia ações nas bolsas de valores de São Paulo, a B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão – B3 (UGPA3), e de Nova Iorque, a NYSE (UGP). A Holding do Grupo Ultra é responsável pelas atividades de tesouraria, planejamento financeiro, relações com investidores, jurídico, fusões e aquisições, planejamento estratégico, compliance, riscos e auditoria interna. As atividades de controladoria, facilities, tecnologia da informação e recursos humanos estão centralizadas no Centro de Serviços Compartilhados da Companhia, localizado na cidade de Campinas (SP).

Sobre a Oxiteno
A Oxiteno é líder na produção de tensoativos e especialidades químicas nas Américas. A companhia iniciou suas operações em 1973, em São Paulo, e tem como propósito contribuir para o bem-estar das pessoas por meio da química. Investe em pesquisa e desenvolvimento para oferecer soluções inovadoras e alinhadas aos objetivos de negócio de seus clientes. A empresa está presente em oito países das Américas, Europa e Ásia e conta com 11 unidades industriais no Brasil, Estados Unidos, México e Uruguai, além de dois centros globais de P&D, três laboratórios de P&D e oito escritórios comerciais na Argentina, Bélgica, China e Colômbia. No Brasil, possui fábricas nas cidades de Suzano (SP), Tremembé (SP), Triunfo (RS) e no Polo Petroquímico de Mauá (SP) e Polo Industrial de Camaçari (BA).   

Sobre a Indorama Ventures
A Indorama Ventures, empresa pública listada na bolsa da Tailândia (Bloomberg código IVL.TB), é uma das líderes mundiais na produção de petroquímicos, com presença de fabricação global na Europa, África, Américas e Ásia-Pacífico. O portfólio da companhia inclui PET combinado, óxidos e derivados integrados e fibras.  Os produtos da Indorama Ventures servem majoritariamente aos setores de FMCG e automotivo, ou seja, bebidas, higiene, cuidado pessoal, segmentos de segurança e pneus.  A Indorama Ventures tem aproximadamente 24 mil funcionários em todo o mundo e receita consolidada de US$ 10.6 bilhões em 2020. A companhia está listada no Dow Jones Emerging Markets e no World Sustainability Indices (DJSI).

Estatal recebe prêmio internacional por tecnologias para campo de Búzios

Com apenas três anos de operação, Búzios já responde por cerca de 25% da produção total da Petrobras

A Petrobras recebeu na noite do último domingo, 15/8, em Houston (EUA), o Distinguished Achievement Award for Companies, o principal prêmio da indústria mundial de petróleo e gás. Concedido anualmente pela Offshore Technology Conference (OTC), a premiação reconheceu o conjunto de inovações desenvolvidas para viabilizar a produção de Búzios, o maior campo de petróleo em águas profundas do mundo, no pré-sal da Bacia de Santos.

“Essa conquista consagra nossa jornada tecnológica construída ao logo de mais de 60 anos de existência. É uma jornada de superação humana, persistência técnica, inovação e criatividade, sempre sustentada pelas mais rigorosas práticas de segurança operacional. Agradeço a todos que se empenharam ao máximo pelo sucesso do projeto de Búzios e dedico esse prêmio ao corpo técnico de excelência da companhia”, afirmou o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna.

Para tornar o projeto de Búzios realidade, a Petrobras desenvolveu uma série de tecnologias para um cenário que combina condições desafiadoras, como águas ultraprofundas e reservatórios localizados abaixo da camada de sal, a mais de 7 mil metros de profundidade, com elevados níveis de pressão e baixas temperaturas. Para chegar a essa nova fronteira de exploração e produção, a Petrobras desenvolveu soluções pioneiras: desde novas configurações de dutos e equipamentos submarinos até tecnologias para separação e reinjeção de CO2. Por meio dessas tecnologias, Búzios se tornou um projeto de classe mundial, que combina segurança, reservas gigantes de óleo de alta qualidade, baixo custo de extração e redução de emissões.

São ganhos de produtividade sem precedentes na indústria offshore mundial. Em julho deste ano, com apenas três anos de operação, o Campo de Búzios atingiu 715 mil barris de óleo equivalente (boe) por dia, o equivalente a cerca de 25% da produção total da Petrobras. E a expectativa é chegar ao final da década com a produção diária acima de 2 milhões de barris de óleo equivalente por dia, tornando-se o ativo da Petrobras com maior produção.

Histórico de inovações premiadas

A Petrobras recebe esse reconhecimento internacional pela quarta vez, numa trajetória que acompanhou sua evolução tecnológica em águas profundas e ultraprofundas. A primeira vez foi em 1992, pelas inovações desenvolvidas para o campo de Marlim, na Bacia de Campos; a segunda, em 2001, pelas soluções concebidas para Roncador; pela terceira vez, em 2015, pelo conjunto de dez tecnologias especialmente criadas para produção do pré-sal.

Em 2019, a edição brasileira da Conferência (OTC Brasil) também concedeu à Petrobras o Distinguished Achieviement Award, pelo conjunto de inovações implantadas durante o Teste de Longa Duração (TLD) de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos.

Acesse o infográfico “BÚZIOS – A Journey of Innovation” (em inglês).

Acesse o vídeo sobre Búzios exibido na cerimônia de premiação (em inglês).

Regap é exemplo de segurança entre as refinarias do país e do mundo

A Refinaria Gabriel Passos, conhecida como Regap, instalada em Betim, região metropolitana de Belo Horizonte, tem capacidade de processar 166 mil barris de petróleo por dia, que são transformados em diesel, gasolina, GLP (gás de cozinha), querosene de aviação, asfalto e outros produtos que movimentam a sociedade. Para toda essa engrenagem funcionar de forma segura para as pessoas e para o meio ambiente, de tempos em tempos, a refinaria para suas unidades para fazer uma grande revisão de manutenção, sem com isso afetar o abastecimento de derivados a seus clientes. É como a revisão que os motoristas fazem regularmente em seus carros para evitar panes e acidentes.

Prevenção e treinamento intensivo são os fatores decisivos para garantir uma operação segura. Por isso, a Regap realiza grandes paradas realizando a manutenção dos mais diversos equipamentos, como torres, vasos, tubulações, motores, compressores, válvulas, entre outros. Para estas megaoperações acontecerem, a refinaria parou temporariamente várias unidades e empregou cerca de 2.300 trabalhadores no pico das obras, que atuaram seguindo todos os protocolos de segurança e de prevenção à Covid-19. O investimento total em paradas de manutenção da Regap totaliza cerca de R$ 180 milhões em 2021.

Os investimentos em prevenção permitiram que a Regap seja considerada uma referência em segurança. Um dos indicadores mais usado no setor de petróleo para medir a segurança de uma unidade é a taxa de acidentados registráveis por milhão de homem-hora (TAR). A média mundial do setor está em 1,01. Na Petrobras, o limite de alerta para o TAR é abaixo de 0,7 e, na Regap, o índice já é ainda menor: 0,37 até maio de 2021.

Além das atividades de manutenção preventiva, a refinaria está investindo em novas tecnologias para melhorar sua operação em termos ambientais como, por exemplo, as melhorias no tratamento de efluentes e de emissões atmosféricas. Essas emissões são medidas regularmente para garantir que estão dentro dos parâmetros estabelecidos pelos órgãos ambientais. Com o avanço das tecnologias, observa-se que as medições de qualidade do ar na área da refinaria já apresentam valores melhores que na cidade de Belo Horizonte. E vão reduzir ainda mais com a nova Unidade de Remoção de Enxofre prevista para outubro.

A preocupação com o meio ambiente e com a população vizinha à refinaria vai além das normas legais de segurança. O Comitê Comunitário é um canal aberto de comunicação com as comunidades e onde são apresentadas e discutidas questões locais. A refinaria mantém diversos projetos socioambientais que atendem a população local como o Construindo o Futuro e o Semeando Cidadania, Lazer e Cultura, que juntos somam R$ 5,6 milhões em investimentos. O projeto Construindo o Futuro, em parceria com o Instituto Ramacrisna, tem como principais ações o atendimento à primeira infância, realização de cursos profissionalizantes e a promoção de práticas esportivas. Já o nosso patrocínio do projeto Semeando Cidadania, Lazer e Cultura, por meio do Salão do Encontro, promove o desenvolvimento de crianças e adolescentes e a realização de visitas guiadas, eventos e mostras culturais. O projeto Horta Sustentável, em parceria com a Instituição Cooperação para o Desenvolvimento e Morada Humana entrará em atividade nos próximos meses na cidade de Betim e capacitará planos de desenvolvimento socioeconômico de agricultores e terá oficinas quadrimestrais de conscientização ambiental.

Além disso, a refinaria acaba de selecionar 22 estudantes por meio do Programa Petrobras Jovem Aprendiz, que busca promover a inclusão social de jovens por meio de qualificação profissional, contribuindo para a inserção no mercado de trabalho.

A contribuição da refinaria para a economia da região também se dá pela alta arrecadação de tributos. A Regap é responsável por uma movimentação de receita anual que supera R$ 8,6 bilhões em tributos para o estado de Minas Gerais (4% de toda a arrecadação no estado), além de gerar cerca de 1.700 empregos diretos.

Petrobras e Transpetro celebram “Dia do 168” com tendência de queda em furtos nos dutos

No primeiro semestre de 2021, foram registradas 66 ocorrências, número 43% inferior ao do mesmo período do ano passado (116 casos)

Pelo quarto ano consecutivo, a Petrobras e a Transpetro celebraram, em 16 de agosto, o “Dia do 168”, data criada para lembrar o Dia de Segurança na Faixa de Dutos e divulgar o número de telefone 168, canal oficial para contato direto com a população no recebimento de informações sobre ações não autorizadas em dutos. Em 2021, há um fato a mais para comemorar: a expressiva redução de furtos ou tentativas de furtos em dutos operados pela Transpetro no país.

No primeiro semestre de 2021, foram 66 ocorrências, número 43% inferior ao do mesmo período do ano passado, com 116 casos. Os dados indicam uma tendência de queda ano a ano. Após o pico de 261 eventos em 2018, foram contabilizados 203 registros ao longo de 2019. E ao final de 2020, a soma caiu para 201. A colaboração da população e a parceria com órgãos públicos são fundamentais para a obtenção desses resultados.

Visando ao engajamento cada vez maior dos moradores do entorno das faixas de dutos, a Transpetro realizou uma série de ações simultâneas em várias comunidades. A maior delas é o “168 em Cores”, que consiste na pintura de painéis em grafite em 18 muros de 17 comunidades vizinhas aos dutos operados pela Transpetro, 13 delas no estado de São Paulo e 4, no Rio de Janeiro. Tudo feito por artistas das próprias comunidades com base em desenhos alusivos ao tema de segurança em dutos.

Por meio do projeto, a companhia busca utilizar o poder transformador da arte para dialogar, conversar e discutir com os moradores do entorno, levando a conscientização sobre os riscos que as tentativas de furtos em dutos podem trazer.

Com o cenário de distanciamento social imposto pela pandemia, grande parte das atividades de relacionamento do “Dia do 168” ocorrerá por meio digital. Estão previstos envios de mensagens por serviço de recados digitais instantâneos (WhatsApp) para os moradores das comunidades do entorno das faixas; publicação de posts nas mídias sociais da Petrobras (Facebook, Twitter e Instagram) e na página do 168 no Facebook (georreferenciada para as comunidades); e a publicação de um vídeo lúdico do jogo Ludo na faixa de dutos, criado para explicar a importância dos dutos e o que é permitido fazer nas áreas por onde eles passam.

Projeto Comunidade Segura

A comemoração do “Dia do 168” é uma ação que integra um pacote de atividades que vêm rendendo bons frutos. Um dos exemplos é a parceria da Transpetro com a Petrobras, que idealizou, neste ano, o Projeto Comunidade Segura, apoiado pelo Programa Petrobras Socioambiental. Conduzido com a expertise da instituição Luta pela Paz, a iniciativa inovadora pretende beneficiar, até 2023, cerca de 4 mil pessoas em regiões por onde passam os dutos da controladora operados pela Transpetro nas comunidades de Mar Vermelho e Savoyzinho, em São Paulo (SP), e Jardim Centenário e Parque São Miguel, em Guarulhos (SP).

O projeto traz um conjunto de ações educativas com moradores para preservação da integridade dos dutos e a ocupação organizada dessas regiões, incluindo mentoria de empregabilidade para jovens que querem ingressar no mercado de trabalho. A parceria com órgãos públicos também é fator preponderante para a redução no número de ocorrências.

Em novembro de 2020, a Petrobras assinou com a Polícia Civil do Rio de Janeiro um Termo de Cooperação para atuar de forma preventiva na proteção e segurança de suas instalações e dos seus colaboradores, principalmente no que diz respeito ao combate ao furto de combustíveis em dutos. Em dezembro do mesmo ano, a Petrobras e a Transpetro celebraram um convênio com o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) para combater ações criminosas nas áreas de serviços de transporte dutoviário e distribuição de petróleo e derivados.

Todas essas atividades fazem parte do Programa Integrado Petrobras de Proteção de Dutos (Pró-Dutos). Além do relacionamento com as comunidades vizinhas à rede de dutos, o programa prevê diversas outras frentes no combate, redução e mitigação de riscos relacionados aos furtos nos dutos. São ações multidisciplinares em seis áreas: inteligência, legislação, responsabilidade social, comunicação, tecnologia de operação e de contingência – todas elas desenvolvidas em uma atuação colaborativa com as forças públicas de inteligência e segurança dos estados e do Governo Federal.

Uma das medidas apoiadas pela Petrobras e a Transpetro para coibir o crime de furto de óleo e derivados em dutos e que está em pauta no Congresso Nacional é o projeto de lei (PL 8455/2017) que visa ao endurecimento da pena para quem pratica esse delito. As derivações clandestinas constituem um risco real de vazamentos, incêndios ou explosões. Intervenções não autorizadas podem causar impactos à vida das comunidades vizinhas às faixas de dutos, ao meio ambiente por contaminação de solo e rios, aos consumidores e ao processo econômico.

A Petrobras custeia e investe anualmente, por meio da Transpetro, R$ 150 milhões exclusivamente para a segurança de sua malha dutoviária. Tais recursos correspondem a gastos em contingências e reparos, bem como na implantação de novas tecnologias para monitoramento dos dutos, projetos sociais e campanhas de prevenção de furtos e conscientização das comunidades do entorno sobre a necessidade de se denunciar condutas suspeitas.

Além do número 168, o contato com a Transpetro pode ser realizado por WhatsApp, pelo número (21) 999920-168, com mensagens de texto, voz, fotografias ou mesmo vídeos de qualquer movimentação suspeita próxima aos dutos. Quem sentir cheiro forte de combustível ou observar pessoas ou veículos pesados trabalhando próximo aos dutos, em especial fora do horário comercial, deve ligar para o 168. A ligação é gratuita e o anonimato é garantido.

Petrobras contrata Fugro para serviços de IRM

A Petrobras concedeu à Fugro um contrato de três anos para serviços de inspeção, reparo e manutenção submarina (IRM) no Brasil.

O contrato está definido para começar no quarto trimestre de 2021 e será executado a partir da Fugro Aquarius usando dois veículos operados remotamente (ROVs) de classe de trabalho de 3000 metros construídos pela Fugro. 

A concessão segue a conclusão de um contrato anterior de quatro anos para serviços semelhantes a bordo do mesmo navio.

Durante o contrato anterior, Fugro disse que realizou mais de 20.000 horas de operações de ROV bem-sucedidas para a Petrobras, ajudando a desbloquear insights de Geo-data sobre a condição dos ativos existentes e o ambiente circundante para as operações de petróleo e gás.

“A Fugro está muito satisfeita em receber este último prêmio, o que mostra mais uma vez nosso compromisso com o foco no cliente. Nossa comprovada excelência de entrega, junto com a eficiência de combustível do Fugro Aquarius, nos permitiu apresentar uma oferta comercial altamente competitiva atendendo a todos os requisitos técnicos da licitação ”, disse Rogério Carvalho , country manager da Fugro Brasil.

“Esperamos continuar nosso sucesso com a Petrobras neste novo contrato e consolidar nossa posição no mercado brasileiro de ROVs de IRM, que quase dobrou de capacidade no ano passado.”