Petrobras reduz custos em operações de transferência de óleo por meio de nova ferramenta tecnológica

Desenvolvida internamente, ‘TUG’ permite compartilhamento de informações relevantes para a programação de alívio das plataformas

A Petrobras reduziu em 14,3 milhões de reais os gastos com as operações de transferência de óleo em suas plataformas no primeiro trimestre deste ano, em comparação ao mesmo período de 2020. A economia foi possível com a contribuição da ferramenta TUG (Integração de Informações de Offloading), dentro do processo da Sala de Integração de programação, onde é possível integrar as informações relevantes que compõem a operação para que o alívio (operação que transfere o óleo acumulado na plataforma de produção para o navio aliviador) não ocorra em um tempo acima do planejado. A redução de custos permite agregar valor ao processo e maximizar recursos. Criada e desenvolvida pela Petrobras, a ferramenta TUG é resultado do Programa Startups Internas, que ajuda a viabilizar as inovações tecnológicas pensadas por equipes formadas por empregados de toda a companhia.

A ferramenta TUG fornece uma visão integrada em tempo real e uma programação mais assertiva de toda a operação. Permite ao programador da logística maior agilidade e segurança nas decisões que precisam ser tomadas para o sucesso da operação de alívio. O sistema possibilita visualizar variáveis que podem determinar o momento mais adequado para o alívio do óleo nas plataformas e disponibiliza funcionalidades de previsão meteoceanográficas, algoritmo que calcula a probabilidade de necessidade de uso de rebocador. A TUG também informa quando a plataforma atinge a capacidade máxima de armazenamento de óleo, evitando que a produção, por se aproximar do seu limite de armazenamento, seja restringida, reduzindo assim o risco de perdas. Informações relacionadas à produção, programação dos navios aliviadores e embarcações auxiliares são outras atribuições acessadas por meio do sistema.

Apresentada no Programa Startups Internas, a ferramenta começou a ser utilizada de forma mais consistente a partir de novembro de 2020 e, no início deste ano, passou a ser acionada diariamente na sala de integração de offloading (alívio). Atualmente, é utilizada em praticamente todas as operações realizadas pela Petrobras por meio de navio aliviador. Com a ferramenta TUG, a Petrobras busca obter menor custo e maior eficiência nessas atividades. Dessa forma, é possível agregar valor ao processo e maximizar o uso dos recursos da companhia, promovendo mais retorno para a empresa e para a sociedade, o que cria um ciclo virtuoso de geração de valor.

Programa Startups Internas

O Programa Startups Internas buscar incentivar a cultura de inovação na companhia, acelerando a criação de soluções digitais, ao mesmo tempo em que soluciona desafios complexos do negócio. O programa valoriza iniciativas intraempreendedoras propostas pelo corpo de empregados da Petrobras, trazendo para dentro da companhia o conceito de startup, que fomenta a inovação e as novas formas de trabalho.

Na primeira etapa, o programa, lançado em 2020, já possibilitou a criação de 22 startups internas, que estão atualmente em fase de aceleração. “Esse é mais um exemplo da eficiência do programa de startups internas, construindo um caminho para a geração de novas ideias, por meio de seus próprios colaboradores. Os times das startups internas apresentam soluções criativas e inovadoras para os desafios enfrentados pela companhia, focando sempre na geração de valor. Costumo reforçar que aqui na Petrobras ‘santo de casa faz sim milagres’”, afirma o Diretor de Transformação Digital e Inovação, Nicolás Simone.

Inovação: Rudolph Usinados tem projeto aprovado pela Finep

Sistema vai conectar equipamentos usando inteligência artificial

A Rudolph Usinados, de Timbó (SC), dá mais um passo no caminho da Indústria 4.0. Fabricante de componentes mecânicos, com ênfase para o setor automotivo, a companhia anuncia a aprovação de um projeto de inovação pelo Programa Finep 2030 Empresarial – Mobilidade e Logística, da Financiadora de Estudos e Projetos, empresa pública brasileira de fomento. Voltado ao desenvolvimento de soluções de digitalização e inteligência artificial aplicadas à fábrica, o projeto tem prazo de 19 meses para conclusão e será conduzido por um time multifuncional da Rudolph. No total, representa investimentos de R$ 3,1 milhões, entre aporte da própria empresa e subsídio da Finep.

O princípio da Indústria 4.0 já foi o eixo de um projeto em parceria com a Bosch, nos últimos três anos. “Esse tema convida nossa operação à inovação constante, e estamos dando um grande passo de excelência operacional”, diz o CEO da Rudolph Usinados, Alex Marson. Segundo ele, o projeto irá digitalizar os processos de fabricação – do recebimento da matéria-prima à expedição –, eliminando apontamentos manuais e documentos físicos. A primeira etapa deverá interconectar 120 equipamentos, possibilitando a coleta automatizada das informações de processos, com o objetivo de orientar o planejamento avançado de produção.

Apoiado por algoritmos de Inteligência Artificial, o sistema vai otimizar o balanceamento e a sincronização do processo produtivo, conectando-o às demandas do cliente. ”O resultado é o aprimoramento da gestão de estoques, enquanto asseguramos o pleno atendimento de entregas no ambiente dinâmico das nossas cadeias, agilizando a resposta a eventuais gargalos e desvios”, explica Marson.

O projeto será desenvolvido com parceiros que apoiarão a conexão do chão de fábrica à gestão pelo MES (Manufacturing Execution System), o desenvolvimento do sistema de inteligência artificial e a integração da solução com as plataformas de gestão e planejamento avançado de produção. “A tecnologia emite relatórios em tempo real, otimizando o encadeamento de etapas de produção. São máquinas interconectadas em plataformas de análises avançadas para o processamento dos dados produzidos. Ou seja: a Internet Industrial das Coisas a nosso serviço”, conclui o CEO.

Wilson Sons adere à ranking global de sustentabilidade

Relatório internacional, que reúne mais de nove mil empresas e 800 cidades, publica dados sobre emissão de carbono e políticas climáticas

O Grupo Wilson Sons deu mais um importante passo para o gerenciamento do impacto de suas operações ao meio ambiente com a implementação de medidas que visam a construção de uma companhia mais sustentável. A empresa aderiu ao Carbon Disclosure Project (CDP), programa sem fins lucrativos que auxilia empresas e cidades a divulgarem seu desempenho ambiental com o objetivo de reduzir emissões e atenuar as mudanças climáticas.

Pioneiro no sistema global de divulgação ambiental, o CDP tem como proposta a elaboração e publicação de um questionário coletivo, formulado por investidores institucionais e direcionado às empresas listadas nas principais bolsas de valores do mundo, unificando informações das instituições sobre políticas de impacto ao meio ambiente e gestão eficiente dos riscos relacionados ao carbono.

Com a adesão ao programa, a Wilson Sons fortalece o avanço da agenda climática da companhia. “Nos juntamos às maiores empresas do mundo e reafirmamos nosso processo de transparência. Estamos entre 21% das companhias que alcançaram o nível C no segmento de transporte marítimo, média global das empresas deste setor”, afirma o gerente de Saúde, Meio Ambiente, Segurança e Sustentabilidade da Wilson Sons, João David Santos. 

A iniciativa da empresa reitera os compromissos com a sustentabilidade e políticas socioambientais adotadas ao longo dos últimos anos, como  a adesão ao Pacto Global (ONU) e ao Programa Brasileiro GHG Protocol, projetos que têm como objetivo promover a transformar a atuação da sociedade em relação aos impactos ao meio ambiente e à responsabilidade social corporativa.

Sobre o Grupo Wilson Sons:  

A Wilson Sons é a maior operadora integrada de logística portuária e marítima do mercado brasileiro e oferece soluções da cadeia de suprimento, com mais de 180 anos de experiência. Com presença nacional, a Companhia presta uma gama completa de serviços para as empresas que atuam na indústria de óleo e gás, no comércio internacional e na economia doméstica, conectando as melhores soluções aos resultados esperados pelos seus clientes.

IPO da Raízen visa acelerar crescimento da joint venture de energia renovável da Shell no Brasil

A Shell Brazil Holding B.V. (Shell), subsidiária da Royal Dutch Shell plc, anunciou em (05/08) o início de negociações de ações da Raízen SA (Raízen), joint venture de energia renovável entre a Shell e a Cosan, na bolsa de valores brasileira (B3), após a realização de uma oferta pública inicial (IPO).

“A Shell está comprometida com a Raízen à medida que expandimos nossos negócios de energia renovável e nossa presença no Brasil e na Argentina”, comenta Huibert Vigeveno, diretor de Downstream da Shell. “Este IPO deve ajudar a Raízen a crescer mais rapidamente, fazendo com que a companhia entregue mais energia limpa aos nossos clientes. Acreditamos que a abertura de capital seja a melhor maneira de financiar esta estratégia e fornecer retornos consistentes sobre o investimento tanto para os parceiros da joint venture quanto para novos investidores”.

A Raízen é líder global na produção de biocombustíveis de primeira e segunda geração a partir da cana-de-açúcar. A empresa busca uma estratégia de crescimento ambiciosa, conforme demonstrado pelo recente acordo para adquirir a Biosev e pela integração dos negócios de lubrificantes da Shell no Brasil (ambos sujeitos à conclusão do negócio), além da decisão de investimento para expandir a capacidade de produção de biocombustíveis de segunda geração. O crescimento da Raízen também contribuirá para a meta da Shell de se tornar um negócio de energia com zero emissões líquidas até 2050, em sintonia com a sociedade.

Os pontos de varejo da marca Shell e os negócios de lubrificantes no Brasil e na Argentina continuarão sendo administrados pela Raízen.

Informações adicionais:

  • O IPO contemplou 810.811.000 ações preferenciais colocadas à disposição dos investidores pelo valor unitário de R$ 7,40. O IPO levantou R$ 6,0 bilhões (US$ 1,15 bilhão) para financiar o programa de crescimento da Raízen.
  • Após o IPO, e sujeito à opção de compra a ser exercida e à conclusão da aquisição da Biosev, as participações acionárias da Shell e da Cosan na Raízen serão de cerca de 43,5% cada, embora ambas continuem a deter 50% das ações ordinárias com direito a voto.
  • A Raízen foi criada em 2011 como uma joint venture entre a Shell e a Cosan. É uma empresa integrada de energia e líder na produção de cana-de-açúcar, etanol e bioenergia no Brasil. Possui 26 unidades de produção, 860.000 hectares de terras agrícolas cultivadas, uma rede de mais de 7.300 pontos de venda com a marca Shell, 1.300 lojas de conveniência Shell Select e mais de 4.000 clientes comerciais no Brasil e na Argentina. Em seu último exercício financeiro (2020-21), a Raízen produziu cerca de 2,5 bilhões de litros de etanol (sem contar com a produção de etanol celulósico de segunda geração – veja abaixo).
  • Em fevereiro de 2021, a Raízen anunciou um acordo para adquirir a Biosev, produtora líder de etanol no Brasil (sujeito à conclusão do negócio). Em maio de 2021, foi firmado um acordo para prorrogar o Contrato de Licença de Marca de Varejo entre a Shell e a Raízen – segundo o qual os pontos de varejo operados pela Raízen carregam a marca Shell e vendem combustíveis Shell – por mais 13 anos com possibilidade de prorrogação. Em junho de 2021, foi fechado um acordo para a Raízen adquirir os negócios de lubrificantes da Shell no Brasil (sujeito à conclusão do negócio), e uma decisão de investimento foi tomada para a construção de uma nova planta de biocombustíveis de segunda geração, que deve iniciar a produção em 2023 e responderá por mais 82 milhões de litros de capacidade de produção de etanol celulósico por ano, além dos atuais 38 milhões de litros já produzidos pela Raízen.

Petrobras divulga Relatório Fiscal do 1º Semestre de 2021

A Petrobras recolheu no primeiro semestre de 2021 o total de R$ 76,7 bilhões aos cofres públicos, compreendendo: R$ 32,4 bilhões em tributos próprios de suas operações; R$ 23,3 bilhões em participações governamentais e R$ 21,0 bilhões em tributos retidos de terceiros, uma vez que a companhia possui incumbência legal de recolhimento por toda a cadeia, na figura de substituta tributária.

Para a União foram pagos R$ 14,3 bilhões em Tributos Federais + R$ 23,3 bilhões em participações governamentais, totalizando R$ 37,6 bilhões ao ente Federal. Para os estados foram recolhidos R$ 38,6 bilhões, enquanto para os municípios foram recolhidos os valores de R$ 497,3 milhões no acumulado do primeiro semestre.

Clique aqui para acessar o relatório completo.

Estatal aprova pagamento de remuneração aos acionistas

O Conselho de Administração da Petrobras, em reunião realizada, aprovou o pagamento de duas antecipações da remuneração aos acionistas relativa ao exercício de 2021, no valor total de R$ 31,6 bilhões (cerca de US$ 6 bilhões).

Essa distribuição extraordinária considera as perspectivas de resultado e geração de caixa da Petrobras para o ano de 2021, sendo compatível com a sustentabilidade financeira da companhia, sem comprometer a trajetória de redução de seu endividamento e sua liquidez, em linha com os princípios da Política de Remuneração aos Acionistas.

Os valores serão distribuídos da seguinte forma:

1ª parcela

Valor total: R$ 21 bilhões

Valor bruto por ação ordinária e preferencial: R$ 1,609911 por ação

Data de corte:  para os detentores de ações de emissão da Petrobras negociadas na B3 será no dia 16 de agosto de 2021 e a record date para os detentores de American Depositary Receipts (ADRs) negociadas na New York Stock Exchange – NYSE será o dia 18 de agosto de 2021. As ações da Petrobras serão negociadas ex-direitos na B3 e na NYSE a partir de 17 de agosto de 2021.

Data de pagamento: para os detentores de ações de emissão da Petrobras negociadas na B3 o pagamento será realizado no dia 25 de agosto de 2021. Os detentores de ADRs receberão o pagamento a partir de 01 de setembro de 2021.

Forma de distribuição: Dividendos

2ª parcela

Valor total: R$ 10,6 bilhões

Valor bruto por ação ordinária e preferencial: R$ 0,812622 por ação

Data de corte:  para os detentores de ações de emissão da Petrobras negociadas na B3 será no dia 01 de dezembro de 2021 e a record date para os detentores de ADRs será o dia 03 de dezembro de 2021. As ações da Petrobras serão negociadas ex-direitos na B3 e na NYSE a partir de 02 de dezembro de 2021.

Data de pagamento: para os detentores de ações de emissão da Petrobras negociadas na B3 o pagamento será realizado no dia 15 de dezembro de 2021. Os detentores de ADRs receberão o pagamento a partir de 22 de dezembro de 2021.

Forma de distribuição: A Petrobras irá declarar e comunicar a forma de distribuição (dividendos e/ ou juros sobre o capital próprio – JCP) anteriormente à data de corte.

Os valores antecipados aos acionistas a título de dividendos ou JCP, reajustados pela taxa Selic desde a data do pagamento até o encerramento do exercício, serão descontados dos dividendos mínimos obrigatórios, inclusive para fins de pagamento dos dividendos mínimos prioritários das ações preferenciais.

A Política de Remuneração aos Acionistas da Petrobras pode ser acessada no site da companhia (http://www.petrobras.com.br/ri).

Petrobras apresenta excelentes resultados financeiros no segundo trimestre de 2021

Resultado positivo permitirá antecipar pagamento de dividendos à União e aos acionistas minoritários

A Petrobras atingiu excelentes resultados operacionais e financeiros no segundo trimestre de 2021, com lucro líquido de US$ 8,1 bilhões, impactado positivamente pelo efeito da apreciação do Real sobre a dívida. Entre os destaques, estão a geração de fluxo de caixa operacional e a de fluxo de caixa livre, totalizando US$ 10,8 bilhões e US$ 9,3 bilhões, respectivamente, e o EBITDA ajustado de US$ 11,8 bilhões, 32% acima do trimestre anterior.

Em função desse resultado, o Conselho de Administração da companhia aprovou a antecipação do pagamento de remuneração ao acionista referente ao exercício de 2021 no montante de US$ 6 bilhões, sendo US$ 4 bilhões [R$ 21 bilhões] a serem pagos em 25 de agosto deste ano e US$ 2 bilhões [R$10,6 bilhões] em 15 de dezembro de 2021. Dessa forma, a Petrobras compartilha os ganhos financeiros com a sociedade brasileira. A União, acionista controlador, receberá R$ 11,6 bilhões desse valor e, somadas as parcelas já pagas, o montante chegará ao final de 2021 em R$ 15,4 bilhões.

“É um prazer apresentar os excelentes resultados operacionais e financeiros do segundo trimestre de 2021. Continuamos trabalhando duro, amparados em decisões absolutamente técnicas; evoluindo e tornando-nos mais fortes para melhor investir, suprir um mercado cada vez mais exigente e gerar prosperidade para nossos acionistas e para a sociedade”, afirmou o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna.

A Petrobras segue também comprometida com a redução do endividamento e, neste segundo trimestre, chegou a uma dívida bruta de US$ 63,7 bilhões, 10,3% inferior ao trimestre passado. Esse valor está abaixo da previsão para 2021 (US$ 67 bilhões) e muito próxima do objetivo de atingir US$ 60 bilhões, inicialmente previsto para o fim de 2022. A Dívida Líquida/EBITDA ajustado atingiu 1,49x ao final do segundo trimestre, melhor marca desde o terceiro trimestre de 2011, quando os arrendamentos ainda não faziam parte do endividamento.

“Os resultados alcançados neste trimestre decorrem da nossa resiliência, foco nos melhores ativos e da nossa capacidade de adaptação. Ressalto ainda a forte desalavancagem, as conquistas com o processo de gestão de portfólio e, não menos importante, o substancial pagamento de dividendos como reconhecimento aos nossos acionistas. Trabalharemos para fazer com que esse pagamento percentual aumente ainda mais ao longo dos anos”, afirmou o diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores, Rodrigo Araujo.

Os resultados operacionais também se destacaram pela produção média de 2,8 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), 1,1% acima do primeiro trimestre, sendo que os campos do pré-sal contribuíram com 1,96 milhão de boed, o equivalente a 70% do total. Tais resultados confirmam a estratégia bem-sucedida de gestão de portfólio da companhia, ao reduzir a presença em negócios de baixa aderência a sua carteira de ativos para realocar recursos em projetos e ativos de maior produtividade e que que maximizam o retorno sobre o capital empregado.

Neste ano, até 31 de julho, a entrada de caixa referente à venda de ativos atingiu o valor de US$ 2,8 bilhões. Além da assinatura da venda da Gaspetro, concluímos no período as seguintes operações: a oferta pública da participação remanescente na BR, a venda dos campos de Frade e Dó-Ré-Mi, do Polo Rio Ventura, das Sociedades Eólicas Mangue Seco 1, Mangue Seco 2, Mangue Seco 3 e Mangue Seco 4, da Petrobras Uruguay Distribución (PUDSA), da BSBios e da participação remanescente de 10% na NTS. Estes recursos permitirão aumentar investimentos em projetos promissores como, por exemplo, o desenvolvimento de campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, o maior campo de petróleo em águas profundas do mundo. É um ativo de classe mundial, com reservas substanciais, baixo risco e que permite uma produção de petróleo e gás duplamente resiliente, com baixa intensidade de emissões de carbono e baixos custos.

Clique aqui para acessar o relatório completo.

Braskem registra resultado operacional recorrente de R$ 9,4 bi no 2T21

Resultado cresce pelo quarto trimestre consecutivo; alavancagem cai ao menor patamar histórico e lucro atinge R$ 7,4 bilhões

A Braskem registrou no segundo trimestre deste ano um forte resultado operacional recorrente, com aumento da receita líquida de vendas e do lucro líquido. Em função disso, a companhia seguiu reduzindo a sua dívida bruta e a sua alavancagem corporativa, a qual chegou ao patamar mais baixo de sua história ao final do trimestre.

  • No trimestre, o resultado operacional recorrente foi de R$ 9,4 bilhões, 35% superior ao trimestre anterior e 522% acima do mesmo período do ano passado;
  • A receita líquida de vendas alcançou R$ 26,4 bilhões, crescimento de 16% e de 136% em relação ao primeiro trimestre deste ano e ao segundo trimestre de 2020, respectivamente;
  • O lucro líquido foi de R$ 7,4 bilhões, 198% maior do que no trimestre anterior;
  • A relação em dólares de dívida líquida/resultado operacional recorrente em dólares foi de 1,1 vez no trimestre, inferior 39% quando comparada ao trimestre anterior (1,8 vez). A redução em relação ao mesmo período do ano passado foi de 85%.

“Os resultados da Braskem no trimestre refletem o positivo momento do cenário petroquímico internacional e o nosso compromisso com a higidez financeira, mantendo firme nosso objetivo de voltarmos ao nível de risco de grau de investimento. Estamos trabalhando duro para continuar a contribuir para a retomada econômica e para atender bem nossos clientes e parceiros, sempre tendo como prioridade a segurança e a saúde de nossos integrantes”, disse Roberto Simões, presidente da Braskem.

O resultado operacional recorrente da companhia foi gerado pela melhoria dos spreads internacionais e pelo maior volume de vendas de polipropileno nos EUA e de polietileno no México. No mercado brasileiro, a Braskem registrou uma queda na demanda por resinas no segundo trimestre de 7%, quando comparado ao primeiro trimestre do ano. Tal queda se deu principalmente pela normalização da demanda em alguns segmentos da economia, como construção civil, embalagens, bens de consumo, entre outros. Apesar disso, a demanda permanece em patamares saudáveis. Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, quando a economia desaqueceu por causa da pandemia de Covid-19, houve aumento de 34%.

Para reduzir a dívida bruta, a Braskem concluiu uma série de operações no segundo trimestre, totalizando US$ 643 milhões. Adicionalmente, em julho, a companhia concluiu o resgate total do bônus com vencimento em 2022 no montante de US$ 255 milhões e o pré-pagamento do empréstimo bancário no valor de US$ 100 milhões.

Como reflexo, em maio, a agência de classificação de risco Fitch Ratings alterou a perspectiva do rating da Braskem para positiva, no nível de risco em escala global de BB+ e, em julho, a agência Moody’s alterou a perspectiva do rating da Braskem para estável, no nível de risco em escala global de Ba1.

 ESG

Alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU para 2030, a Braskem assumiu novos compromissos estruturados em sete dimensões: saúde e segurança, resultados econômicos e financeiros, eliminação de resíduos plásticos, combate às mudanças climáticas, ecoeficiência operacional, responsabilidade social e direitos humanos e inovação sustentável.

Um marco importante para tornar públicos os esforços da companhia nesse sentido foi o lançamento do Relatório Integrado 2020, contemplando os padrões de reporte GRI (Global Report Initiative), IIRC (International Integrated Reporting Council) e, pela primeira vez, SASB (Sustainability Accounting Standards Board). Veja mais em: www.braskem.com.br/portal/Principal/arquivos/relatorio-anual/Braskem_RI2020_PT.pdf

Outro marco importante foi a aprovação, em Assembleia Geral Extraordinária realizada em julho, da reforma e consolidação do Estatuto Social da Companhia para transformar o Comitê de Conformidade em Comitê de Conformidade e Auditoria Estatutário (CCAE). A formação do CCAE é uma recomendação do Código Brasileiro de Governança Corporativa, recepcionado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na Instrução CVM no 480/09. O comitê será formado por membros independentes sendo dois externos nomeados a partir de lista selecionada por empresa de headhunter.

Seguindo nas ações de apoio na assistência ao combate à Covid-19 e aos efeitos sociais causados pela pandemia, a Braskem destinou neste ano R$ 15 milhões para projetos que incluíram a distribuição de mais de 55 mil cestas básicas e 25 mil kits de higienização. O programa de voluntariado da Braskem também entrou nesse esforço e, para aumentar ainda mais seu impacto, a companhia multiplicou em cinco vezes as doações de seus integrantes, em formato de cestas básicas.

Alagoas

Desde 2018, a Braskem vem contribuindo com o poder público na compreensão do fenômeno geológico em Maceió e na minimização dos seus efeitos. A companhia assinou acordos com o Ministério Público Federal, o Ministério Público Estadual, a Defensoria Pública da União e a Defensoria Pública do Estado de Alagoas para promover a segurança e a compensação financeira dos moradores dos bairros atingidos pelo fenômeno e para a reparação socioambiental e urbanística da região.

Para dar conta da compensação dos moradores, da reparação socioambiental e urbanística e do fechamento seguro dos poços de sal na região, a Braskem fez o provisionamento de R$ 10,2 bilhões havendo saldo atual de R$ 7,7 bilhões.

A Braskem vem cumprindo o cronograma acertado com as autoridades alagoanas. Dos imóveis localizados no mapa de ações prioritárias da Defesa Civil alagoana, 13.807 já foram desocupados, ou seja, quase 96% do total.

O Programa de Compensação Financeira e Apoio à Realocação (PCF) chegou em julho a 8.298 propostas apresentadas aos moradores, comerciantes e empresários da área de desocupação, com um índice de aceitação de 99,7%. Até agora, o Programa pagou mais de R$ 1,3 bilhão entre indenizações e auxílios financeiros.

Dassault Systèmes reforça compromisso com a sustentabilidade: empresa aprova metas com base científica e cronograma para zerar emissões

Dassault Systèmes anuncia que a iniciativa Science Based Targets (SBTi – Objetivos baseados na Ciência) aprovou suas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa, já em linha com os protocolos defendidos pelo Acordo de Paris e as orientações de melhores práticas do SBTi. A empresa também se compromete a zerar a emissão de gases em toda sua operação até 2040, em medidas para ajudar a impulsionar a sustentabilidade em escala global e em alta velocidade por meio da utilização de Soluções de Gêmeo Digital (Virtual Twin Experiences).

As metas aprovadas cobrem as emissões das próprias operações da Dassault Systèmes – escopos 1 e 2 -, que focam nas reduções necessárias para limitar o aquecimento em no máximo 1,5 graus Celsius, a meta mais ambiciosa do Acordo de Paris. As metas de emissões de viagens de negócios e deslocamento de funcionários e de sua cadeia de valor – escopo 3 – estão alinhadas às orientações das melhores práticas do SBTi.

Para compensar as emissões restantes e cumprir seus compromissos de sustentabilidade até 2040, a Dassault Systèmes fará parcerias com empresas industriais no desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras em sua plataforma 3DEXPERIENCE, que removem permanentemente o dióxido de carbono da atmosfera.

A plataforma 3DEXPERIENCE está no centro das Soluções de experiência de Gêmeo Digital (Virtual Twin Experiences) e é um divisor de águas para as melhores práticas de Gerenciamento de Ciclo de Vida de Produto, com oportunidades que estão impulsionando a transformação industrial nos segmentos de manufatura, saúde, construção e outros setores econômicos. Ela fornece às empresas uma abordagem totalmente nova para imaginar, desenvolver e entregar inovações sustentáveis ​​a seus clientes. Eles podem simular cenários integrando dados do mundo real para testar e aprimorar ideias inovadoras sem riscos, bem como otimizar o processo de criação de valor para reduzir emissões e resíduos.

“A Dassault Systèmes é uma empresa baseada na ciência e nosso objetivo é ‘Harmonizar produto, natureza e vida’. Por meio da a plataforma 3DEXPERIENCE e Soluções de Gêmeo Digital (Virtual Twin Experiences) nossos clientes estão atualizando sua pegada ambiental e de fatura ecológica para reinventar uma economia mais sustentável, e estamos implementando nossa própria estratégia de roteiro prático para atingir nossas metas de emissões aprovadas e nosso compromisso de zero emissões líquidas”, diz Bernard Charlès, Vice-Presidente e CEO da Dassault Systèmes. “Ao fornecer as soluções segmentadas e as melhores práticas que apóiam os negócios em sua transição em direção à sustentabilidade, podemos harmonizar ainda mais  produto, natureza e vida, e fazer uma contribuição significativa para cumprir as metas do Acordo de Paris na próxima década”.

A Dassault Systèmes tem se esforçado continuamente para ajudar a cumprir as metas do Acordo de Paris e apoiar a resposta global à ameaça das mudanças climáticas. Além de incorporar a sustentabilidade em suas próprias atividades e fornecer a seus clientes a tecnologia necessária para inovar de forma sustentável, a Dassault Systèmes está trabalhando com uma variedade de públicos de interesse para mitigar coletivamente os impactos de resíduos, consumo e processos industriais no meio ambiente. Mais recentemente, a Dassault Systèmes, tornou-se membro fundador da European Green Digital Coalition (Coalização Digital Verde Europeia) e da iniciativa Digital with Purpose da GeSI (Digital com propósito). Ela também foi classificada no Corporate Knights 2021 Clean200 (Cavaleiros Corporativos 2021 – Os 200 mais limpos) e recebeu uma classificação ESG (Environment, Social, Governance Regulations) de AA da MSCI.

“Parabenizamos a Dassault Systèmes por esses compromissos ambiciosos, pois eles aceleram a ação climática em suas próprias operações, seus fornecedores e clientes”, diz Jonathan Sykes, Presidente Executivo da Carbon Intelligence, cuja equipe apoiou a estratégia. Os detalhes completos sobre os objetivos da Dassault Systèmes podem ser encontrados no site da empresa.

Estudos sobre bacias da Margem Equatorial são apresentados em seminário da ANP

A ANP realizou o seminário “Plays exploratórios em águas profundas das bacias da Margem Equatorial Brasileira”. O evento, que ocorreu de forma virtual, teve como objetivo apresentar os resultados alcançados nos estudos sobre as Bacias da Foz do Amazonas, Pará-Maranhão/Barreirinhas e Potiguar, realizados pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) a partir dos dados da Agência.

Na abertura do evento, o Diretor da ANP Raphael Moura falou sobre a importância da Margem Equatorial Brasileira, por seu alto potencial para descobertas de petróleo leve, que tem elevado valor comercial, além de uma localização geopolítica estratégica, próximo aos maiores mercados consumidores no mundo.

“Importante ressaltar que o nosso lado da Margem Equatorial se localiza no mesmo contexto geológico da Guiana e do Suriname e, dentro desse processo, em função das descobertas na Margem Equatorial no lado desses países, temos grande interesse e urgência em conhecer o potencial do nosso lado. A ANP acredita no potencial da Margem Equatorial Brasileira como catalisador do desenvolvimento regional, em especial do Norte e do Nordeste brasileiros. Quem sabe não conseguiremos reproduzir o sucesso dos nossos vizinhos Guiana e Suriname? Para atingir esse objetivo, precisamos de um esforço conjunto e de colaboração da indústria, da academia, do regulador e de políticas de governo. São necessários investimentos em pesquisa e desenvolvimento e nossas universidades têm um papel central nesses esforços para que possamos converter o potencial da atividade em prosperidade para a sociedade brasileira”, afirmou Raphael Moura.

Os estudos apresentados hoje são resultado de uma parceria da ANP com universidades brasileiras e estrangeiras, que possuem acesso gratuito aos dados públicos (sem restrições de confidencialidade) do setor armazenados no Banco de Dados de Exploração e Produção (BDEP) da Agência. Em contrapartida, as instituições compartilham os trabalhos acadêmicos realizados com base nas informações acessadas.

Com o seminário, a ANP pretendeu conferir transparência aos seus processos, mostrando os benefícios da universalização dos dados petrolíferos, além de incentivar outras universidades a desenvolverem trabalhos e apresentarem os resultados obtidos a partir dos dados públicos do BDEP. Dados de 2019 a 2021 demonstram que o acesso dessas instituições de ensino e pesquisa corresponde a 26% do total de acessos anuais aos dados públicos.

A ANP, através do BDEP, tem a missão de disseminar conhecimento e fomentar pesquisas acerca das bacias sedimentares brasileiras, em especial sobre as que possuem potencial petrolífero. O acesso aos dados públicos pelas universidades e instituições de pesquisa é regulamentado pela Resolução ANP n° 757/2018 – especificamente no Capítulo VI, Seção II “Do Acesso para Universidades e Instituições de Pesquisa”.