Enauta atinge 18 milhões de barris produzidos no Campo de Atlanta

Marca é equivalente a menos de 2% do total de barris de óleo existentes em Atlanta

A Enauta informa que o Campo de Atlanta alcançou a expressiva marca de 18 milhões de barris (bbl) produzidos. Localizado no Bloco BS-4, o Campo de Atlanta iniciou sua produção em maio de 2018.

Com uma lâmina d’água de 1.550 metros de profundidade (águas ultraprofundas), a conjugação de diferentes tecnologias em um arranjo inovador foi exigida para possibilitar a elevação do óleo pesado, com baixo teor de enxofre, até o FPSO. Esse óleo atende às recomendações da IMO 2020 – regulamentação internacional que determina a redução de emissões de dióxido de enxofre – e possui excelente aceitação no mercado internacional. Devido a essas vantagens, a produção do Campo de Atlanta tem sido comercializada nas refinarias com prêmio em relação à cotação do Brent.

Após três anos de produção, a Enauta trabalha para estabilizar a produção do Sistema de Produção Antecipada (SPA), que conta com três poços produtores. Hoje, o Campo de Atlanta produz através de dois poços. Em agosto, está prevista a retomada da produção do terceiro poço do SPA.

Em março deste ano, o processo de licitação do FPSO para o Sistema Definitivo foi iniciado, considerando um FPSO com capacidade para processar 50 mil bbl por dia, ao qual estarão conectados de seis a oito poços produtores, três deles já em operação no Sistema de Produção Antecipada. A estimativa é de que a conclusão do processo se dê em um prazo de dez a 12 meses a partir desta data, no primeiro trimestre de 2022.

A Enauta, como uma empresa independente de petróleo e gás compromissada com a agenda ESG, reduziu, entre 2018 e 2020, em 28% as emissões de CO2/barril produzido no Campo de Atlanta – abaixo da média do setor em toda a América do Sul.

Petrobras prorroga prazo de inscrições de editais de inovação

Os módulos Startups e Teste de Soluções tiveram os prazos ampliados

A Petrobras prorrogou para 15 de agosto, o prazo de inscrições do 3º edital do Programa Petrobras Conexões para Inovação – Módulo Startups – em parceria com o Sebrae. Com valor total de R$ 22 milhões, este é o maior edital de inovação já aberto no setor de óleo gás e energia voltado para startups e pequenas empresas. As selecionadas terão oportunidade de desenvolver soluções e modelos de negócios já acessando uma fatia relevante do mercado: a demanda da Petrobras, com potencial de escalar na indústria nacional e internacional. Para isso, a companhia investirá em projetos de até R$ 500 mil e de até R$ 1,5 milhão, a depender da categoria do desafio (soft ou deep tech).

O Módulo Startups faz parte do objetivo da Petrobras de estimular a geração de inovações com alto potencial de impacto e ganhos de eficiência em áreas de interesse do setor. “Criamos um importante ecossistema de inovação capaz de desenvolver soluções às atividades da Petrobras, apoiando a execução do plano estratégico e com foco na agregação de valor para a companhia. Já fizemos muito nos últimos anos, mas queremos desenvolver ainda mais nosso ecossistema, conferindo mais agilidade para a companhia, segurança às operações e competitividade para os negócios”, destaca o diretor de Transformação Digital e Inovação, Nicolás Simone.

“Por meio desta parceria, o Sebrae viabiliza que pequenos negócios se insiram de forma efetiva no processo de inovação aberta da Petrobras, desenvolvendo tecnologia e inovação que irão impactar positivamente a cadeia produtiva de Petróleo e Gás. Durante a execução dos projetos de P,D&I, o Sebrae caminha junto com as startups, promovendo ações de suporte em gestão e melhoria da competitividade dessas empresas selecionadas nos editais”, explica o diretor técnico do Sebrae, Bruno Quick.

Durante e após o processo de seleção, os empreendedores contarão com assessoria da Petrobras e do Sebrae para que os projetos finalizados com sucesso tenham a oportunidade de implantação do cabeça de série ou serviço pioneiro na Petrobras.

O Módulo Teste de Soluções, também teve seu prazo limite de inscrições estendido, para 27/7. O edital visa à seleção de tecnologias em validação ou validadas no mercado para serem testadas em ambiente representativo. Já o novo ciclo do Módulo Ignição, em parceria com a PUC-Rio, tem o objetivo de formar times de universitários para a criação de protótipos funcionais.

A Petrobras também tem em andamento, o Painel de Desafios, onde a companhia divulga periodicamente demandas tecnológicas para mapear o mercado. Essas iniciativas aproximam a Petrobras do ecossistema de inovação aberta e impulsionam nosso relacionamento com startups, big techs e outros players.

Saiba mais sobre os editais:

STARTUPS

Este ano há desafios nas áreas de eficiência energética, tecnologia de segurança, robótica, redução de carbono, modelagem geológica, tecnologia de inspeção e tecnologia digital. As startups vencedoras recebem suporte financeiro para o desenvolvimento dos projetos de inovação, têm interação com o corpo técnico da Petrobras, capacitação empresarial para posicionamento de mercado e estruturação de planos de negócios, além da participação em Demo Days (Sebrae) com as tecnologias desenvolvidas.

O projeto poderá ser selecionado para uma etapa de implantação e teste do lote piloto na Petrobras ou em qualquer outra empresa.

As inscrições, abertas em 16/06, agora vão até o dia 15 de agosto. Veja o edital: https://tecnologia.petrobras.com.br/modulo-startups.html

TESTE DE SOLUÇÕES

A seleção é voltada para startups e outras empresas inovadoras que possuam soluções tecnológicas e desejem testá-las rapidamente. Há oportunidades nas áreas de saúde e segurança, transformação digital e recursos humanos. Os projetos devem estar em estágio de validação ou já validados pelo mercado. Os selecionados receberão até R$ 60 mil por desafio para execução dos testes.

O processo envolve execução de testes em ambiente representativo de aplicação, para avaliação do desempenho das soluções e geração de valor ao negócio, além do atendimento a requisitos técnicos e de segurança da companhia.

O novo prazo de inscrições vai até o dia 27/07. Veja o edital:
https://tecnologia.petrobras.com.br/modulo-teste-solucoes.html

IGNIÇÃO

A seleção, em parceria com a PUC-Rio, tem como objetivo selecionar 24 estudantes universitários para bolsas de pesquisa em projetos inovadores. O objetivo é incentivar a cocriação e buscar soluções para a transformação digital no setor de óleo e gás. Os selecionados serão desafiados a utilizar tecnologias emergentes (Blockchain, Inteligência Artificial, Internet das Coisas etc.), usufruindo do know-how da universidade e do conhecimento de mercado da Petrobras.

Podem se candidatar universitários de quaisquer faculdades e áreas de formação, com 18 anos ou mais. A duração do programa é de um ano e a maior parte das atividades ocorrerá na PUC-Rio. O programa utiliza uma metodologia exclusiva, que se baseia na multidisciplinaridade e promove o desenvolvimento de comportamentos do profissional do século XXI.

As inscrições não sofreram alteração no cronograma e vão até o dia 30/7. Veja o edital:
https://tecnologia.petrobras.com.br/modulo-ignicao.html

PAINEL DE DESAFIOS

Os desafios são divulgados periodicamente. Nesta rodada, há desafios abertos nas áreas de Logística, Auditoria e Suprimentos. Os interessados poderão inscrever suas ideias em formulários disponibilizados no Portal Conexões.

Clique em https://tecnologia.petrobras.com.br/painel-desafios.html e saiba mais.

Confira abaixo vídeos sobre o Programa Petrobras Conexões para Inovação:

Vídeo 1 | Vídeo 2

BR Distribuidora: pandemia reforça importância da saúde, meio ambiente e da segurança no trabalho

Em 10 anos, BR reduziu índice de acidentes no trânsito em 71% e de 97% em vazamentos

Neste dia 27 de julho, Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho, é preciso celebrar os programas de prevenção de todas as áreas

Um acidente em ambiente de trabalho não é uma mera fatalidade. Para cada ocorrência, uma série de fatos se sucedeu para culminar no imprevisto em questão. A BR vem construindo ao longo dos últimos 10 anos um robusto programa de segurança nos transportes, o Motorista DEZtaque, que tem alcançado bons frutos, entre eles, a queda de mais de 71% no índice de acidentes no trânsito e de 97% em vazamentos.

Por conta da pandemia, a área de segurança e saúde no trabalho precisou passar por grandes mudanças. Cuidando não apenas de quem trabalha com transporte, eles precisaram garantir a saúde dos que estavam em home office e também daqueles que trabalhavam presencialmente, já que o setor de distribuição de combustíveis foi considerado essencial e manteve suas operações durante a emergência sanitária. Adaptações foram realizadas considerando os riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e, propriamente, de acidentes.

Em todos estes casos, a BR atua na prevenção do que poderia causar acidentes, valendo-se de dados obtidos com a análise de eventos anteriores. É o caso do Motorista DEZtaque, um programa em constante evolução, mas que já induziu uma transformação na cultura da atividade. Ao longo do tempo, a companhia atacou inclusive causas comportamentais, incluindo capacitação, avaliação e acompanhamento psicológico de motoristas para garantir maior eficiência e segurança em suas operações.

Ao todo, cerca de seis mil caminhões, de 170 transportadoras, rodam nas estradas brasileiras a serviço da BR Distribuidora. Somadas as viagens realizadas em um único dia, seria possível cobrir uma distância equivalente a 23 voltas ao mundo. Em sua missão de abastecer os postos de sua rede e demais clientes em todas as regiões do país, a BR Distribuidora realiza, por meio da frota de transportadoras contratada, 2.000 embarques rodoviários/dia, com uma movimentação média de 65 mil m³/dia.

Esses números dão a dimensão da importância de se manter um programa de incentivo à segurança no transporte e mostra o compromisso da BR Distribuidora com o mais alto grau de segurança em todas as operações.

Além de um projeto voltado aos motoristas, esse ano também foi lançado o Programa Valorização Transportador, no qual a empresa irá reconhecer as melhores transportadoras que prestam serviço à BR nos cumprimentos dos quesitos contratuais, boas práticas em SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde) e bom uso das tecnologias embarcadas.

De olho na saúde dos colaboradores

Desde março do ano passado, a BR colocou à disposição de todos os colaboradores (próprios e terceiros) serviços de ‘telemedicina’ e ‘atendimento psicossocial’. De lá pra cá, ocorreram 368 teleatendimentos por meio da telemedicina. No apoio psicossocial, 230 colaboradores foram atendidos, sendo que 127 estão em acompanhamento psicológico e social pela equipe de saúde da empresa. Junto a esse canal, a BR disponibilizou suporte à saúde emocional por meio de atendimento psicológico online, com 146 colaboradores já atendidos.

Além dessas iniciativas, recentemente foi lançado o programa “Estar Bem”, que reúne três pilares: movimento (saúde física), equilíbrio (saúde mental) e social focado em relacionamento, cultura, voluntariado, lazer e entretenimento.

Neste dia 27 de julho, Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho, e em meio à pandemia, esse tema ganha ainda mais força. A crise sanitária reforçou a necessidade de se pensar em prevenção em todos os momentos da realidade laboral, de forma a prevenir não só incidentes mas também as chances de qualquer contato com o coronavírus.

Sobre a BR Distribuidora – Líder no mercado brasileiro de distribuição de combustíveis e de lubrificantes, a BR Distribuidora possui uma estrutura logística que garante sua presença em todas as regiões do país. A empresa conta com um portfólio de mais de 18 mil grandes clientes corporativos, em segmentos como aviação, transporte, produtos químicos, supply house. Com a marca BR Aviation, a companhia abastece aeronaves em mais de 90 aeroportos brasileiros.

No mercado automotivo, a BR é licenciada da marca Petrobras, formando uma rede com 8,3 mil postos de combustíveis, em todo o País. As franquias da BR para o segmento são as lojas de conveniência BR Mania e os centros de lubrificação automotiva Lubrax+. Mais informações em: www.br.com.br

Portos com eólicas offshore são modelos preferidos para hidrogênio verde no Brasil

Os investimentos anunciados para construção de usinas produtoras de hidrogênio verde (H2V) no Brasil já somam mais de US$ 22 bilhões, todos concentrados em portos — Pecém, no Ceará, Suape, em Pernambuco, e Açu, Rio de Janeiro.

Esses portos combinam uma série de fatores estratégicos para o desenvolvimento da nova cadeia do H2V, como logística para exportação, proximidade de polos industriais e de fontes de energia renovável — utilizada na eletrólise para sintetização do H2V.

Com destaque para os novos parques eólicos offshore que, assim como no caso do hidrogênio verde, estão em fase embrionária no país e aguardam definições regulatórias.

“O Pecém possui localização super estratégica, além de uma ZPE com incentivos tributários diferenciados. E o estado do Ceará um enorme potencial de geração de energias renováveis”, explica Duna Uribe, diretora executiva do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP).

Considerado um dos combustíveis do futuro, o H2V é apontado como uma das soluções para descarbonização da economia mundial, substituindo até mesmo combustíveis fósseis em automóveis e em setores difíceis de descarbonizar, como transportes pesados.

Seu uso como insumo é uma demanda de indústrias de cimento, siderurgia e mineração, e até mesmo como matéria-prima de fertilizantes para o agronegócio.

O Hydrogen Council calcula que, em 2050, o mercado de hidrogênio verde deverá ser de US$ 2,5 trilhões, sendo responsável por cerca de 20% de toda a demanda de energia no mundo.

Hub de Hidrogênio no Pecém

Duna Uribe, do CIPP
Saindo na frente, o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), no Ceará, já fechou quatro dos sete memorandos de entendimento assinados no país para implantação de unidades produtoras de H2V na sua Zona de Processamento de Exportação (ZPE).

Além dos projetos solares e de eólicas onshore já em operação no estado, há 5.000 MW em parques eólicos offshore sendo licenciados no Ibama, quase o dobro da capacidade em operação (2.394 MW) e outorgada (238 MW) em terra.

São projetos da Neoenergia (Jangada), BI Energia (Camocim e Caucaia) e Eólicas do Brasil (Asa Branca).

Para Duna Uribe, isso revela o potencial natural para a implementação de um hub de hidrogênio verde no Pecém, a princípio com uma capacidade anual de eletrólise de 5 gigawatts e 900 mil toneladas de H2V.

O volume inicial é tímido se comparado às ambições de uma das empresas que já começou estudos para operar no local.

Com investimento de US$ 6 bilhões, a Fortescue Future Industries (FFI), subsidiária da mineradora australiana Fortescue Metals, espera iniciar as operações no porto cearense em 2025 e produzir 15 milhões de toneladas de H2V até 2030.

Além dela, a Qair Brasil também oficializou suas intenções de instalar um planta para produção de H2V e um parque eólico offshore no estado, com investimento total de US$ 6,95 bilhões.

A White Martins e a australiana Enegix também já possuem memorandos de entendimento para investimentos no Hub de Hidrogênio do Pecém.

O governo do Ceará vem se antecipando ao lançamento do Programa Nacional do Hidrogênio, cujas diretrizes estão em fase de definição pelo governo federal, e fechando parcerias para o desenvolvimento de uma cadeia de valor para o hidrogênio verde.

Conexão com Roterdã
Além da grande disponibilidade de energia renovável barata, o Pecém conta com outro trunfo, que é a sua conexão com o Porto de Roterdã, na Holanda – o maior porto marítimo da Europa –, que detém 30% de partição acionária no CIPP. Os outros 70% são do governo do Ceará.

“O porto de Roterdã avaliou vinte portos no mundo com potencial de produção de hidrogênio verde, e o Pecém foi um dos escolhidos, e o único no Brasil”, conta a diretora do CIPP à epbr.

Segundo Duna, a ideia é que haja um corredor logístico entre o Pecém e Roterdã, onde o primeiro seja a porta de saída para o H2V produzido no Brasil e o segundo a porta de entrada na Europa.

A expectativa de especialistas é que 20 milhões de toneladas de hidrogênio verde entrem no noroeste da Europa via Porto de Roterdã até 2050.

“Eles estão na vanguarda da transição energética, e como um grande polo da indústria de combustíveis, precisam de adotar medidas de descarbonização o quanto antes. Para o porto de Roterdã, o hidrogênio verde é uma questão de sobrevivência”, destaca.

O hidrogênio produzido no Brasil será transportado em navios na forma de amônia verde para depois ser reconvertido em H2V no continente europeu.

Para isso, o porto holandês já conta com projetos de implementação de eletrolisadores para produção de hidrogênio verde pelas petroleiras Shell e bp.

França e Alemanha serão, incialmente, os principais mercados consumidores do hidrogênio verde brasileiro.

Dobradinha com hidrogênio azul

José Firmo, do Açu
No Rio de Janeiro, o Porto do Açu pretende utilizar sua expertise e infraestrutura na indústria de óleo e gás para se tornar um grande player na produção de hidrogênio azul e verde.

Produzido a partir de uma fonte fóssil, em geral o gás natural, o hidrogênio azul tem o carbono que é emitido no processo capturado e armazenado (CCS) para neutralizar as emissões.

E na transição para o verde, deve ocupar um papel estratégico.

“Encontramos a solução de trabalhar em paralelo o hidrogênio verde junto com o hidrogênio azul. Não sabemos qual vai ganhar. Tem empresas apostando firmemente no azul, outras no verde. Poucas estão apostando nos dois”, diz José Firmo, CEO do Porto do Açu.

Por enquanto, a mineradora australiana Fortescue foi a única a anunciar publicamente o interesse na instalação de uma usina produtora de amônia verde, 100% para exportação.

Mas segundo Firmo, outras anúncios devem acontecer em breve.

Até 2023, o porto espera receber R$ 16,5 bilhões em investimentos para implantação de termelétricas, gasodutos, oleodutos, parque de tancagem de óleo e UPGN (unidade de processamento de gás natural), entre outros.

Além disso, o Açu está localizado bem próximo a futuros parques eólicos offshore, nos mares do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.

O Rio de Janeiro concentra quatro dos seis maiores projetos offshore em desenvolvimento no país.

O projeto da Ventos do Atlântico — o segundo maior do país — com 371 aerogeradoes e pouco mais de 5 GW de potência. Em seguida vem o parque Aracatu, da Equinor, com 3,8 GW de capacidade e 320 turbinas.

No Espírito Santo, o parque da Votu Winds prevê 1.440 MW de potência, a partir da instalação de 144 torres com potência de 10 MW cada.

“A logística da eólica offshore é mesma do óleo e gás. Como o Açu hoje já representa a maioria da capacidade logística para óleo e gás da região é natural que seja a melhor e mais eficiente opção para logística da implementação dos parques eólicos também”, explica Firmo.

O CEO acredita que outro diferencial do porto está na sua possibilidade de escala, e que esse foi o fator que atraiu a Fortescue.

“Hoje estamos falando na produção de 200 mil toneladas de amônia verde, o que é muito pouco se comparada a 80 milhões de toneladas de petróleo que transportamos. Temos que imaginar um substituto com a mesma escala, e o Açu tem essa capacidade de escalabilidade nos projetos “, afirma.

Entre as ambições do Açu também está a integração do hidrogênio verde para viabilizar a implantação de um hub de aço verde.

“Casa muito bem (o hidrogênio verde) com a indústria de minério de ferro, que chega via minerioduto de Minas Gerais. Temos um projeto de desvio para industrialização do minério e produção de aço de baixo carbono, que nos permite sonhar com o green steel hub”, explica Firmo.

Suape de olho na indústria nacional

Carlos Cavalcanti, do Suape
Também de olho no abastecimento das indústrias nacionais, o Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco, vê o hidrogênio verde e o azul com entusiasmo.

O porto abriga uma das principais refinarias do Brasil, a de Abreu e Lima (RNEST).

“A ideia principal é o hidrogênio verde, mas o mercado sinaliza que irá começar a produzir o hidrogênio azul passando para o verde”, conta Carlos André Cavalcanti, diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade do porto.

Diferente dos outros dois portos, a principal fonte de energia dos projetos no Suape seria a solar. Pernambuco possui em 3GW de capacidade solar em outorga, mas apenas 167 MW em operação.

“O objetivo é conseguir até 2022 ter a primeira célula de hidrogênio verde aqui no Suape”, afirma.

Cavalcanti diz que foi feito um mapeamento das mais de 150 indústrias que atualmente ocupam o complexo portuário, incluindo setores petroquímico, alimentício, cimenteiro e siderurgia.

“Queremos nos posicionar como exportador, tanto na parte da amônia como para hidrogênio verde, e também suprir a demanda interna de empresas já instaladas no porto”.

Dois memorandos foram assinados, um com a Qair, que prevê investimentos de quase US$ 4 bi numa planta de H2V, e outro com a Neonergia, para o desenvolvimento de um projeto piloto.

A área escolhida para construção dos projetos está fora da ZPE.

“Outras empresas nacionais de capital estrangeiro, e um pool de empresas europeias, principalmente pela indicação que nós temos do mercado da Alemanha, França e Estados Unidos, estão em negociação”, conta.

O governo de Pernambuco irá realizar um leilão teste para hidrogênio verde ainda este ano, segundo Cavalcanti. O estado foi o primeiro a realizar leilão de energia solar do Brasil.

“Faremos um leilão experimental. Estamos chamando de plataforma propulsora do hidrogênio verde em Pernambuco. Vamos simular dados com validade real para que a gente possa visualizar como seria essa prospecção das empresas, setores, transporte, indústria e agricultura, e entender as demandas, trazendo o futuro para o presente”.

O diretor destaca a vantagem geográfica do Suape na região Nordeste. O porto, segundo ele, está próximo às principais capitais nordestinas, o que facilitaria o escoamento interno da produção H2V, em especial de amônia verde para o agro.

“Estamos a 300 km de Maceió, João Pessoa, Natal, Aracaju, e cerca de 800 km de Fortaleza, e Salvador (…). A amônia produzida pode ser escoada para o mercado de agricultura de baixo carbono, podendo ser utilizada na região de Petrolina, reconhecida pela produção de frutas, e de soja em Matopiba”.

Matopiba é um anagrama referente ao cinturão agrícola, formado pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, que se destaca principalmente pela produção de de grãos e fibras, especialmente soja, milho e algodão. (Fonte: EP BR)

Comunicado aos agentes regulados: atenção a falsos fiscais e cobranças irregulares

A  ANP orienta os agentes econômicos regulados sobre seus procedimentos de fiscalização. Somente funcionários com identificação oficial estão autorizados a fiscalizar, mediante a apresentação da carteira funcional de fiscalização ao representante do agente regulado.

A Agência informa ainda que não cobra taxas de nenhuma espécie em suas ações de fiscalização.

As multas aplicadas pela ANP também não são cobradas pessoalmente em nenhuma hipótese. Em caso de multa, a ANP envia, pelos Correios, ofício de cobrança com todos os procedimentos a serem adotados para pagamento ou interposição de recurso. Quando o agente multado não é localizado pelos Correios, a comunicação é feita por meio de publicação no Diário Oficial da União (DOU).

Sempre que necessário ou em caso de dúvidas, os agentes econômicos multados podem solicitar dados relativos a processos abertos, pelo e-mail cobranca@anp.gov.br, informando o CNPJ.

Denúncias sobre cobranças irregulares em nome da ANP devem ser encaminhadas por meio do Fale Conosco (ou do telefone 0800 970 0267 (ligação gratuita).

Campos do pré-sal alcançam 70% da produção da Petrobras

Companhia divulga desempenho operacional do segundo trimestre de 2021

A Petrobras divulgou seu relatório de resultados operacionais do segundo trimestre de 2021. Dentre os principais destaques está a produção do pré-sal, que alcançou 1,96 milhão de barris de óleo equivalente (boed), representando 70% da produção total da companhia, um percentual recorde. A produção média de óleo, líquido de gás natural (LGN) e gás natural alcançou 2,8 milhões de boed por dia, 1,1% acima do primeiro trimestre. Os resultados foram obtidos devido à continuidade do ramp-up das plataformas P-68 (campos de Berbigão e Sururu) e P-70 (campo de Atapu), que atingiu a capacidade máxima de produção permitida, de 161 mil bpd, em menos de 13 meses, refletindo o esforço da companhia para agilizar e antecipar a produção dos campos.  Também contribuiu para os resultados a estabilização dos níveis de produção das plataformas que realizaram paradas programadas no primeiro trimestre, em uma atuação eficiente e competitiva, maximizando o potencial dos ativos e promovendo mais retorno para a empresa e para a sociedade, o que cria um ciclo virtuoso de geração de valor.

Outros destaques do relatório:

• Iniciamos em junho a operação integrada das Rotas 1 e 2 de escoamento de gás da Bacia de Santos, permitindo maior flexibilidade devido à melhor distribuição das unidades de produção conectadas ao sistema, potencializando a oferta de gás.

• No mesmo mês, iniciamos o escoamento de gás da P-76 em Búzios, contribuindo para o aproveitamento do potencial do campo e viabilizando uma melhor gestão do reservatório e aumento da geração de valor.

• Em 5 de julho, o FPSO Carioca concluiu seu percurso até a locação definitiva, no Campo de Sépia, com início subsequente das atividades de ancoragem. O primeiro óleo da unidade está previsto para agosto de 2021.

• Em 18 de julho, apesar da pandemia, a P-70 alcançou a produção de 161 mil bpd, capacidade máxima permitida, após ter concluído o ramp-up em menos de 13 meses, marca próxima à nossa média de 11 meses nos últimos 3 anos.

• A comercialização de derivados se elevou no 2T21, atingindo volumes no mercado interno de 1.759 Mbpd, com destaque para o aumento das vendas de diesel e gasolina.

• As vendas de gasolina cresceram ao longo do 2T21 e chegaram a 435 Mbpd em junho de 2021.

• O processamento de petróleo do pré-sal se manteve elevado no 2T21, representando 54,7% da carga processada no 1S21, um aumento de 5,3 pontos percentuais em relação ao ano passado e um novo recorde de 898 Mbpd. Os petróleos do pré-sal apresentam alto rendimento de derivados de maior valor agregado e possuem baixo teor de enxofre, contribuindo para uma atividade de refino mais sustentável e para a produção de derivados com essa característica, como o diesel S-10 e o bunker.

• Aumentamos as exportações de petróleo no 2T21 e ampliamos a base de clientes, incorporando quatro novos refinadores à carteira de Búzios e quatro novos refinadores para Atapu.

• Exploramos a arbitragem que tem favorecido a venda de petróleo nos mercados ocidentais, diversificando o destino das exportações de petróleo, resultando no aumento das vendas de petróleo para Europa, América Latina, Estados Unidos e também para a Índia, com consequente redução das exportações para China.

• Em linha com a valorização global do óleo combustível de baixo teor de enxofre (BTE), a Petrobras iniciou operações de mistura de petróleos com óleo combustível em busca da melhor rentabilidade. No 2T21, foi realizada a primeira carga de petróleo Jubarte comercializada como componente de óleo combustível BTE, superando desafios operacionais e apresentando resultados econômicos positivos.

• Em maio de 2021, superamos novamente recorde de vendas de diesel S-10, com a comercialização de 450 Mbpd, volume 3,0% acima do recorde anterior alcançado em abril de 2021.

• Batemos recorde nas operações de transbordo do terminal de Angra dos Reis no mês de maio, realizando a exportação de 24 cargas de petróleo no mês. Também alcançamos recorde de exportações totais do sistema, realizando 25 cargas em maio.

• Em 28 de junho, atingimos o recorde histórico na oferta de gás natural liquefeito (GNL) regaseificado no país, com uma vazão instantânea de 42 milhões de m³/dia, alcançando, no dia, o volume de 109 milhões de m³/dia na oferta de gás natural total.

Clique aqui para baixar o relatório na íntegra.

Plataforma P-70, na Bacia de Santos, alcança capacidade de projeto com apenas quatro poços

A P-70, localizada no campo de Atapu, na porção leste do pré-sal da Bacia de Santos, atingiu em 12/07 sua capacidade de projeto de 150 mil barris por dia, com a contribuição de apenas quatro poços produtores, em pouco mais de um ano após a entrada em produção. Esse resultado confirma a excelente produtividade dos reservatórios do campo e reflete a atuação eficiente e competitiva da Petrobras para maximizar o potencial dos ativos, promovendo mais retorno para a empresa e para a sociedade através da geração de empregos e pagamento de impostos

A P-70, plataforma própria, é o quinto FPSO (unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo e gás) da série dos replicantes e possui capacidade para tratar até 6 milhões de m³ de gás natural. A unidade opera a cerca de 200 km da costa do estado do Rio de Janeiro, em lâmina d’agua de 2.300 m. Com elevada performance operacional, esta unidade instalada no campo de Atapu segue contribuindo para o crescimento da produção no pré-sal, que se torna cada vez mais relevante para a Petrobras.

A jazida compartilhada de Atapu compreende os campos de Oeste de Atapu, Atapu e uma parcela de área não contratada da União. A Petrobras detém 89,257% dos direitos da jazida em parceria com Shell Brasil Petróleo Ltda (4,258%), TotalEnergies EP Brasil Ltda (3,832%), Petrogal Brasil S.A (1,703%) e PPSA, representando a União (0,950%).

Produção do 2T da Petrobras no mesmo nível do ano passado, independentemente dos ramp-ups em dois FPSOs

A Petrobras teve uma produção média de 2,754 milhões de barris de óleo equivalente por dia no segundo trimestre, um aumento em relação ao primeiro trimestre, mas uma pequena queda em comparação com o mesmo trimestre de 2020.

A Petrobras disse em um relatório na quinta-feira que a produção média de petróleo, LGN e gás natural no segundo trimestre de 2021 foi de 2.796 kboed. Este foi um aumento de 1,1 por cento em relação ao 1T21 e uma diminuição de 0,1 por cento em relação ao 2T20.

Isso ocorreu devido à continuidade do ramp-up das plataformas P-68 nos campos de Berbigão e Sururu e da P-70 no campo de Atapu.

No 2T21, a produção de petróleo e LGN nos campos do pré-sal foi 3,4 por cento maior do que no trimestre anterior, devido ao ramp-up das plataformas P-68 e P-70, e à estabilização dos níveis de produção nas plataformas que realizou paradas programadas no 1T21, principalmente no FPSO Cidade de Paraty e na P-66 do campo de Tupi.

A Petrobras acrescentou que também registrou melhor desempenho nas plataformas P-74 e P-76 do campo de Búzios. Esses efeitos foram parcialmente compensados ​​pelas paradas programadas da P-58 da operação do campo de Jubarte.

A produção de óleo e LGN da companhia no pós-sal no 2T21 foi 2,9% menor que no trimestre anterior, devido às maiores perdas com paradas para manutenção na Bacia de Campos e desinvestimento do campo de Frade.

Entre as paradas, a Petrobras teve maior impacto com as plataformas FPSO Campos dos Goytacazes no campo Tartaruga Verde, P-40 no campo Marlim Sul, P-25 e P-31 no campo Albacora, P-48 e P- 50 no campo Albacora Leste.

Já na produção terrestre e em águas rasas, no 2T21, a Petrobras produziu 99 kbpd, 10 kbpd abaixo do trimestre anterior, principalmente devido às intervenções em poços, manutenção de equipamentos, parada para manutenção da P-31, além da queda natural da produção.

A produção no exterior no 2T21 foi de 43 kboed dos campos da Bolívia, Argentina e Estados Unidos. A queda em relação ao 1T21 deve-se principalmente à queda natural dos campos da Bolívia – San Antônio, San Alberto e Itaú.

Parceria VLI e COPI viabiliza criação de novo corredor logístico para o fluxo de fertilizantes no Arco Norte

A VLI, companhia de soluções logísticas que opera terminais, ferrovias e portos, e a Companhia Operadora Portuária do Itaqui (COPI), formalizaram uma parceria com o objetivo de desenvolver uma nova estrutura logística para atender à crescente demanda do setor produtivo agricultor por insumos fertilizantes no Norte do país. No acordo estão previstos a criação de um novo ramal ferroviário, conectado à malha do Corredor Centro-Norte e interligado ao Terminal da COPI no Porto de Itaqui (MA) por meio do qual os insumos serão carregados e transportados por quase 1 mil quilômetros até um novo terminal intermodal que será construído em Palmeirante, no Tocantins. As obras terão início no mês de agosto e o investimento para a viabilização do projeto será de aproximadamente R$ 200 milhões. A capacidade inicial de movimentação proporcionada por esta nova estrutura será de 1,5 milhão de toneladas ao ano.

Com o início das operações, previsto para o segundo semestre de 2022, a nova estrutura permitirá a movimentação do fertilizante importado pelo Terminal Portuário COPI no Porto do Itaqui pelo modal ferroviário, conectando o porto – via Estrada de Ferro Carajás e Ferrovia Norte-Sul – até o novo terminal que será construído e operado pela COPI em Palmeirante, e que contará com linha ferroviária para até 80 vagões e moega para descarga de dois vagões. Nele, os fertilizantes serão descarregados e transportados em esteiras mecanizadas para um novo armazém com capacidade estática de 60 mil toneladas. A partir do terminal, o produto poderá ser expedido a granel ou em big bags em caminhões, com custos competitivos, utilizando-se do frete de retorno dos veículos que levam grãos ao terminal da VLI no mesmo local. Os insumos atenderão aos produtores situados numa área que abrange os estados do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Bahia e Piauí, além de Tocantins, Maranhão e do Distrito Federal.

Além do desenvolvimento da infraestrutura e do aperfeiçoamento do sistema logístico na região, o projeto tem potencial para gerar aumento na arrecadação, fomentar o setor de serviços local, ao mesmo tempo em que favorece o ingresso de novas indústrias misturadoras de fertilizantes no Arco Norte. Durante as obras estão previstos também a geração de até 450 empregos, além de 250 postos de trabalho, diretos e indiretos, no terminal.

A parceria estratégica com a COPI reforça o compromisso da empresa em atender às crescentes demandas do agronegócio no Corredor Centro-Norte. “A VLI atua como parceira para o desenvolvimento do país e segue no processo de transformação da logística nacional, facilitando a conexão da cadeia de suprimentos”, afirma Alexandre Biller, gerente de Desenvolvimento de Negócios da VLI. Ainda segundo Biller, o projeto em questão é a semente para o desenvolvimento de um polo industrial voltado para a mistura de fertilizantes no Tocantins.

A COPI investiu nos dois últimos anos cerca de R$ 110 milhões na construção de um dos mais modernos e eficientes terminais portuários de fertilizantes da América Latina no Porto do Itaqui, que entrou em operação comercial no início de 2021. Agora, em parceria com a VLI, investirá algo próximo a R$ 200 milhões na ligação deste terminal à malha ferroviária e na construção do terminal de transbordo em Palmeirante, o que deve consolidar a região como um polo distribuidor do insumo para atender o agronegócio do centro-norte do país, com a instalação de novas indústrias para mistura de fertilizantes neste corredor, aproveitando o contrafluxo logístico e a capacidade de transporte deste novo corredor.

O sistema que será instalado no Arco Norte garantirá ao agronegócio uma logística eficiente e com capacidade regular de transporte ferroviário, com custos competitivos em relação ao transporte rodoviário. De acordo com o Diretor Presidente da COPI, Guilherme Eloy “o novo corredor logístico criado será um catalisador do crescimento da demanda de fertilizantes da região centro-norte do país nos próximos anos, considerando seus diferenciais competitivos de localização geográfica privilegiada, conexão ferroviária e produtividade”.

Sobre a VLI

A VLI tem o compromisso de apoiar a transformação da logística no país, por meio da integração de serviços em portos, ferrovias e terminais. A empresa engloba as ferrovias Norte Sul (FNS) e Centro-Atlântica (FCA), além de terminais intermodais, que unem o carregamento e o descarregamento de produtos ao transporte ferroviário, e terminais portuários situados em eixos estratégicos da costa brasileira, tais como em Santos (SP), São Luís (MA) e Vitória (ES). Escolhida como uma das 150 melhores empresas para trabalhar pela revista Você S/A, a VLI transporta as riquezas do Brasil por rotas que passam pelas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.

Sobre a COPI

A COPI é um operador logístico sediado em São Luis/MA, vocacionado para operação de descarga de produtos a granel, principalmente fertilizantes, infraestrutura de armazenagem, movimentação e expedição de carga a granel.

Nos últimos anos a empresa vem passando por um forte ciclo de investimentos e, em março de 2021, após investidos mais de R$ 110 milhões, entregou um dos mais modernos terminais para descarga de fertilizantes da América Latina, localizada na área arrendada pela empresa no Porto do Itaqui, conectada ao berço 101 do porto.

Este terminal recém-inaugurado possui capacidade de recebimento de até 1.250 t/hora, possibilitando pranchas de descarga superiores a 20 mil t/dia com consequente redução do tempo de permanência dos navios no porto. O terminal, que possui um armazém com capacidade estática de 70.000 toneladas e movimentação anual de até 3,5 milhões de toneladas, possibilita hoje, a expedição de produtos em caminhões com capacidade de 700 t/hora e futuramente em vagões com capacidade de 1.000 t/hora, utilizando em sua operação os mais modernos equipamentos disponíveis no país.

Essa nova operação trouxe ganhos sensíveis aos usuários da COPI no Porto do Itaqui nestes primeiros meses de operação e tem sido um forte vetor de crescimento de market share da Companhia.

AVEVA e Schneider Electric: Empresas de mineração aceleram o foco em sustentabilidade

A AVEVA, líder global em software industrial que está impulsionando a transformação digital e a sustentabilidade, e a Schneider Electric, líder na transformação digital de gestão e automação de energia, anunciaram que suas ofertas de tecnologia combinadas estão apoiando as iniciativas de sustentabilidade das empresas do setor de mineração em quatro pilares principais: eficiência energética, melhoria da produtividade, adoção de tecnologias de baixa emissão de gases de efeito estufa, e o desenvolvimento de novos processos verdes.

A descarbonização global depende fortemente da produção sustentável de minerais e de commodities. Um setor de mineração e metais próspero e saudável é crucial para a economia global e para apoiar o desenvolvimento de novas tecnologias e dos materiais necessários para a redução dos impactos na mudança climática, proteção do meio ambiente e promoção de uma economia circular.

A AVEVA e a Schneider Electric estão fornecendo as ferramentas exigidas pelas organizações para empoderar os tomadores de decisão ao longo das cadeias de valor de mineração, minerais e metalurgia para que possam ser ainda mais estratégicos em suas escolhas, fundamentadas em princípios de sustentabilidade. Desse modo, as organizações estarão bem posicionadas para enfrentar alguns dos desafios associados à adoção de práticas sustentáveis e potencializar a redução de custos operacionais, ao mesmo tempo em que atendem aos apelos de todos os stakeholders.

De acordo com o relatório “Transitioning to Sustainable Mining, Minerals and Metals”, elaborado pela IDC Technology Spotlight, com o patrocínio da AVEVA e da Schneider Electric, as três principais forças de mercado que estão impulsionando as agendas de sustentabilidade das organizações de mineração, minerais e metalurgia são:

  • Necessidade de melhorar o valor da marca
  • Redução de riscos relacionados a eventos adversos
  • Assegurar conformidade com as regulamentações atuais e futuras

“A tecnologia tem um papel crítico a desempenhar no apoio às empresas de mineração”, afirma Ben Kirkwood, gerente sênior de pesquisa da IDC Energy Insights. Segundo ele, os esforços para atingir as metas de sustentabilidade e obter visibilidade e controle maiores sobre as operações permitirão uma visão e ações corporativas relacionadas ao consumo energético, ao uso da água e ao gerenciamento do ambiente operacional. “A análise global da IDC, do crescimento da receita e da lucratividade das empresas industriais, mostra que aqueles com uma estratégia baseada em sustentabilidade comprometida e contínua, combinada a uma agenda de transformação digital de longo prazo, superam consideravelmente seus concorrentes”.

Digitalização é a base da sustentabilidade no setor

O relatório da IDC Technology Spotlight também reforça o fato de que, à medida que a indústria continua a sofrer os efeitos de sua posição de estagnação percebida em relação à sustentabilidade, as plataformas com análises adicionadas estão levando a melhorias da eficiência operacional, ao mesmo tempo em que aumentam a visibilidade das mudanças que estão sendo realizadas.

“As operações integradas digitalmente podem abordar as principais áreas da agenda de sustentabilidade de uma organização, ao combinar eficiência energética a processos e controles inteligentes”, afirma David Willick, vice-presidente do Segmento de Mineração, Minerais e Metais da Schneider Electric para a América do Norte. A digitalização, acrescenta, é uma evolução crítica para a indústria de recursos minerais, e a Schneider Electric e a AVEVA são as únicas empresas qualificadas para ajudar. “Somos especialistas em reunir o poder dos sistemas conectados e da percepção humana para levar o desempenho operacional ao mais alto nível. Juntos, conquistamos a confiança das empresas líderes mundiais com milhares de implementações, tanto local quanto na nuvem. Hoje, nossos clientes conjuntos podem se beneficiar de nossa cultura compartilhada de inovação centrada no cliente, recursos incomparáveis de P&D e ampla experiência específica no setor”.

Para Martin Provencher, diretor do Setor de Mineração, Metais e Materiais da AVEVA, embora os benefícios da transformação digital sejam claros, a indústria de mineração tem sido limitada por uma infraestrutura legada, inadequações de dados e programas de otimização isolados. “Ataques cibernéticos cada vez mais virulentos e uma demanda crescente por minerais descarbonizados enfatizam, ainda mais, a importância de se ter alta disponibilidade de dados e adotar uma abordagem segura em nuvem para visualizar e contextualizar os processos corporativos em operações globais”, afirma Provencher. Segundo ele, a combinação das soluções de gerenciamento de energia, sistemas e serviços de automação da Schneider Electric, e as soluções de Transformação Digital de Mineração da AVEVA está permitindo aos clientes transformem operações de mineração convencionais em empreendimentos inteligentes, resilientes e sustentáveis.

A Corporate Knights recentemente nomeou a Schneider Electric a empresa mais sustentável do mundo. E, de acordo com a IDC Technology Spotlight, a plataforma EcoStruxure, da Schneider Electric, combinada às soluções de Digital Mining and Metals Transformation da AVEVA podem fornecer a visão operacional e organizacional necessária para alcançar operações sustentáveis e decisões aprimoradas por meio da coleta e da análise de dados. As empresas parceiras visam descarbonizar as cadeias de valor de mineração, minerais e metais por meio do fornecimento de uma plataforma industrial de IoT com elementos de tecnologia e software de suporte à capacidade de gerenciamento e automação de energia.