RenovaBio: ANP publica atualização das metas individuais das distribuidoras para 2021

A ANP publicou em 21/7 as metas individuais compulsórias atualizadas das distribuidoras de combustíveis para 2021 no âmbito do RenovaBio. As metas determinam as reduções de emissões de gases causadores do efeito estufa no presente ano por cada distribuidora que comercializou combustíveis fósseis no ano de 2020.

A atualização se deu devido à regulamentação, pela Agência, da redução de metas com base na aposentadoria de CBIOs por parte não obrigada, disposta na Resolução ANP nº 843/21. Ou seja, a partir da nova norma, houve a redução das metas anuais individuais dos distribuidores de combustíveis (agentes obrigados) em função da retirada de circulação do mercado de Créditos de Descarbonização (CBIOs) por pessoas jurídicas ou físicas (agentes não obrigados). Com esse ajuste das metas individuais vigentes dos distribuidores, a meta compulsória anual, definida pela Resolução CNPE nº 8/2020 para o ano de 2021, de 24.860.000 CBIOs, foi deduzida da quantidade de CBIOs retirados de circulação do mercado em 2020, por parte não obrigada, correspondente a apenas 177 CBIOs, o que conduziu à meta anual de 24.859.823 CBIOs.

A ANP divulga anualmente as metas individuais para os agentes obrigados, até 31 de março do ano de vigência da meta, utilizando os dados de movimentação de combustíveis fósseis e considerando o período de janeiro a dezembro do ano anterior. Em 2021, as metas originais foram divulgadas em 30/3, mas, após a publicação da Resolução ANP nº 843/2021, em 24/5, houve a necessidade da atualização publicada em 21/7. A partir de 2022, as metas definitivas a serem publicadas até 31/3/22 já considerarão a redução em função da aposentadoria de CBIOs por parte não obrigada.

Veja o Despacho nº 790/2021, que traz as metas individuais atualizadas.

Entenda as metas individuais

As metas individuais são calculadas pela ANP, todos os anos, com base nas metas globais publicadas pelo Conselho Nacional de Política Energética na Resolução CNPE nº 8, de 18 de agosto de 2020.

As metas são cumpridas pelas distribuidoras por meio da aposentadoria (retirada de circulação) de créditos de descarbonização (CBIOs) em quantidade correspondente à sua meta.

Os CBIOs são ativos ambientais emitidos por produtores de biocombustíveis em quantidade proporcional à sua produção e ao quanto ela contribuiu, por meio da substituição de combustíveis fósseis, para evitar emissões de gases causadores do efeito estufa. Um CBIO equivale a uma tonelada de emissões evitadas ou a sete árvores, em termos de captura de carbono.

Os CBIOs são comercializados por produtores na Bolsa de Valores brasileira (B3), podendo ser adquiridos pelas distribuidoras, para cumprimento de suas metas individuais, ou mesmo por terceiros não obrigados interessados nessa comercialização.

Uma vez adquirido esses créditos, as distribuidoras de combustíveis podem aposentá-los, ou seja, retirá-los definitivamente do mercado, impedindo qualquer negociação futura. Apenas os CBIOs aposentados contam para o cumprimento das metas individuais anuais.

O RenovaBio

O RenovaBio é a Política Nacional de Biocombustíveis e tem o objetivo de expandir a produção de biocombustíveis no Brasil, baseada na previsibilidade, na sustentabilidade ambiental, econômica e social, e compatível com o crescimento do mercado.

Em 2020, primeiro ano de sua efetiva operacionalização, os resultados retratam o êxito da Política. Foram aprovados pela ANP 213 processos de Certificação da Produção Eficiente de Biocombustíveis. Com o início da operacionalização da Plataforma CBIO, ferramenta disponibilizada pelo SERPRO através de contrato com a ANP, os produtores de biocombustíveis certificados iniciaram a geração de lastros dos CBIOs, permitindo a escrituração e negociação dos créditos na bolsa de valores B3.

Quanto à meta de descarbonização estabelecida para o período 2019-2020 pelo CNPE, equivalente a 14,9 milhões de CBIOs, foram gerados 18,7 milhões, dos quais cerca de 15 milhões foram comercializados na B3 ao preço médio de R$ 43,41.

Equinor lança Bridge, programa de inovação aberta com foco em startups e pequenas e médias empresas

A Equinor, empresa de energia com atuação no setor de óleo e gás e energias renováveis no Brasil, lançou o programa Bridge, primeira iniciativa de inovação aberta da empresa no país.

A ideia é criar conexões com startups, pequenas e médias empresas na busca de soluções para desafios existentes no dia a dia das operações da companhia. As empresas interessadas em propor suas soluções poderão se inscrever até o dia 29 de agosto pelo site www.equinor.com.br/bridge. Ao final do programa, os selecionados poderão se transformar em fornecedores da companhia. O Bridge é uma parceria com a consultoria em inovação corporativa Innoscience.

“O Bridge tem um papel essencial no desenvolvimento do mercado fornecedor brasileiro. Ao oferecer a chance de pequenas empresas e startups fazerem negócios com uma multinacional de energia, como a Equinor, possibilitamos troca de aprendizado e, principalmente, apresentamos esses fornecedores ao mercado.”, comenta Rafael Tristão, Diretor de Contratações e Suprimentos da Equinor Brasil. “Com isso, todos ganham: a Equinor, que poderá contar com fornecedores e parceiros com foco cada vez maior em inovação; as startups e pequenas e médias empresas, que são inseridas no mercado de grandes empresas; e a sociedade brasileira, já que o avanço do mercado local gera empregos, impostos e impulsiona a economia do país”, complementa.

Além de testar soluções que possam ser implementadas em um curto espaço de tempo, gerando resultados rápidos e agregando valor às operações da Equinor no Brasil, o objetivo do Bridge é alavancar a cultura de inovação da empresa em conjunto com o mercado fornecedor local. Os desafios abertos vão desde a gestão de estoque e materiais à inspeção de equipamentos e drones.

“A inovação é essencial para as nossas operações, além de ser um pilar a partir do qual desenvolvemos nossas estratégias globalmente”, afirma Raul Portella, VP de Operações e Tecnologia da Equinor Brasil. “Lançar um programa como o Bridge é, de fato, estabelecer uma ponte entre grandes companhias, como a Equinor, e startups e empresas com muito potencial em apresentar e desenvolver soluções técnicas para nossos negócios”, ressalta Raul.

Como funciona o programa

Após as inscrições, as empresas e startups que tiverem soluções selecionadas na primeira fase deverão fazer uma apresentação de sua solução para as áreas de negócios da Equinor. Em um segundo momento, as startups selecionadas participarão de um período de imersão em cada um dos desafios junto à área responsável e, posteriormente, de uma etapa de trabalho por meio de um piloto mínimo viável em que as soluções serão testadas em um ambiente da empresa. No início de 2022, os resultados serão avaliados e a Equinor divulgará as startups e empresas selecionadas para eventual continuidade de relação com a empresa.

Um dos diferenciais do Bridge é a simplificação do processo de contratação. A inovação também foi incorporada neste processo, na medida em que etapas processuais internas foram simplificadas, tornando os trâmites de contratação mais ágeis e eficientes e reduzindo ainda mais essa barreira no relacionamento entre as startups e grandes empresas.

Conheça os desafios:

– Inspeção de equipamentos EX

– Inspeção por drones em áreas abertas

– Gestão automatizada do estoque de materiais

– Hub para gerenciamento de contratos padronizado

– Detector e medidor portátil de vazamento de vapor

– Gestão digital de transporte terrestre de pessoas

– Sistema para gestão de licenciamentos ambientais

Petrobras informa sobre Plano Petros 3

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 15 de junho de 2021, informa que assinou, junto à Fundação Petrobras e Seguridade Social (Petros), um Termo de Compromisso, referente à sua participação paritária, para pagamento à vista da dívida reconhecida no processo de migração dos Planos PPSP-R e PPSP-NR para o Plano Petros-3 (PP3).

O valor da dívida da Petrobras era de R$ 1,3 bilhão, na data-base de 30/04/2021, que será atualizado atuarialmente até 31/07/2021, de acordo com os critérios contidos nos termos de migração dos planos PPSP-R e PPSP-NR. No período de 01/08/2021 até a data do efetivo pagamento, previsto para 09/09/2021, o montante final será corrigido pelas metas atuariais dos planos de origem (PPSP-R e PPSP-NR).

A previsão do início de operacionalização do PP3 é 1º de agosto de 2021.

Conteúdo local: ANP faz consulta pública sobre estudo relacionado à atividade de certificação

A ANP iniciou consulta pública sobre o relatório preliminar da análise de impacto regulatório (AIR) que tem o objetivo de aperfeiçoar a aplicação da Resolução ANP n° 19/2013, que estabelece os critérios e procedimentos para execução das atividades de certificação de conteúdo local. O relatório e demais documentos relacionados podem ser consultados na página da consulta.

Os compromissos de conteúdo local são os assumidos pelas empresas de exploração e produção de petróleo e gás natural de contratação de um percentual mínimo de bens e serviços nacionais. A atividade de certificação, regulada pela Resolução ANP n° 19/2013, é exercida por instituições acreditadas pela ANP (os organismos de certificação) e consiste em aferir o percentual de conteúdo local em determinado campo produtor ou bloco exploratório e atestá-lo publicamente.

A ANP identificou oportunidades de melhoria no que está previsto na resolução em relação a​os seguintes procedimentos de ​certificação de conteúdo local: conversão de moedas, operações de revenda​ de produtos nacionais e parâmetros de certificação de Sistemas de origem estrangeira – mais especificamente na definição do ​valor total do Sistema e do método a ser utilizado conforme níveis de atividades realizadas em território nacional. Um Sistema, no contexto do conteúdo local, é uma reunião coordenada e lógica de um grupo de equipamentos, máquinas, materiais e serviços associados que, juntos, funcionam como estrutura organizada destinada a realizar funções específicas – por exemplo, uma plataforma ou um navio de apoio completos.

Para o aperfeiçoamento das regras em vigor, a Agência deu início a uma análise de impacto regulatório (AIR), que é um procedimento prévio e formal regulamentado pelo Decreto n° 10.411/2020, que visa à reunião da maior quantidade possível de informações sobre um determinado tema regulado pela Agência, para avaliar os possíveis impactos das alternativas de ação disponíveis para o alcance dos objetivos pretendidos. A AIR tem como finalidade orientar e subsidiar a tomada de decisão e contribuir para tornar a regulação mais efetiva, eficaz e eficiente. Com base nos estudos realizados até o momento, a ANP elaborou um relatório preliminar da AIR, que entra agora em consulta pública. O objetivo é permitir a participação do mercado e da sociedade no levantamento de informações e receber contribuições para o aprofundamento desses estudos.

Após o período de consulta, a ANP analisará as contribuições e elaborará um relatório final de AIR, que será submetido para aprovação e manifestação da Diretoria Colegiada da Agência. Esse relatório final trará a proposta de ação regulatória a ser tomada para se alcançar o objetivo pretendido. Caso a decisão seja pela alteração da Resolução ANP n° 19/2013, essa futura minuta passará então por consulta e audiência públicas.

Petrobras informa sobre indicação de Conselheiros de Administração pela União

A Petrobras informa que recebeu ofício do Ministério de Minas e Energia com as seguintes indicações para a composição da chapa da União para os cargos de Conselheiros de Administração da companhia, cuja eleição ocorrerá na próxima Assembleia Geral Extraordinária:

I – Eduardo Bacellar Leal Ferreira – recondução ao cargo de Conselheiro de Administração e Presidente do Conselho;

II – Joaquim Silva e Luna – recondução ao cargo de Conselheiro de Administração;

III – Ruy Flaks Schneider – recondução ao cargo de Conselheiro de Administração;

IV – Sonia Julia Sulzbeck Villalobos – recondução ao cargo de Conselheiro de Administração, indicada para a vaga destinada ao Ministério da Economia;

V – Márcio Andrade Weber – recondução ao cargo de Conselheiro de Administração;

VI – Murilo Marroquim de Souza – recondução ao cargo de Conselheiro de Administração;

VII – Cynthia Santana Silveira – recondução ao cargo de Conselheira de Administração, selecionada em lista tríplice, elaborada por empresa especializada; e

VIII – Carlos Eduardo Lessa Brandão – indicado ao cargo de Conselheiro de Administração, selecionado em lista tríplice, elaborada por empresa especializada.

O Sr. Eduardo Leal Ferreira é Presidente do Conselho de Administração da Petrobras desde 2019. É Almirante de Esquadra da Reserva e foi Comandante da Marinha do Brasil (2015 – 2019), tendo, portanto, chegado ao topo de sua carreira. Além da Escola Naval, Eduardo Leal Ferreira fez cursos de pós-graduação na Escola de Guerra Naval do Brasil e na Academia de Guerra Naval do Chile. Entre os cargos que exerceu cabe citar o de Capitão dos Portos do Rio de Janeiro (2003-2004) e Diretor de Portos e Costas (2010-2012), quando teve a oportunidade de aprofundar ligações com as atividades offshore ligadas à indústria do petróleo. Foi também Comandante da Escola Naval, da Escola Superior de Guerra (2013-2015) e Comandante-em-Chefe da Esquadra Brasileira (2012-2013). No exterior, serviu no Chile (1992) e foi instrutor da Academia Naval de Annapolis (Escola Naval da Marinha Americana) (1987-1989).

O Sr. Joaquim Silva e Luna é presidente da Petrobras e membro do Conselho de Administração da companhia. Foi Diretor-Geral brasileiro da Itaipu Binacional. É General de Exército da Reserva e foi Ministro da Defesa até janeiro de 2019, tendo chegado ao topo da hierarquia na sua carreira. Fez cursos de pós-graduação em Projetos e Análise de Sistemas na Universidade de Brasília, pós-graduação em Política, Estratégia e Alta Administração do Exército, Mestrado em Operações Militares e Doutorado em Ciências Militares. Entre os cargos que exerceu cabe citar o de Comandante de várias Companhias de Engenharia de Construção na Amazônia, o de instrutor da Escola de Aperfeiçoamento de Oficias e da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, o de Chefe da Seção de Inteligência no Comando de Operações Terrestres e a Seção de Imprensa do Centro de Comunicação Social do Exército, o de Comandante do 6º Batalhão de Engenharia de Construção, o de Comandante da 16º Brigada de Infantaria de Selva, o de Diretor de Patrimônio, o de Chefe do Gabinete do Comandante do Exército, o de Chefe do Estado-Maior do Exército, o de Secretário de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto do Ministério da Defesa, o de Secretário-Geral do Ministério da Defesa, o de Ministro da Defesa e o de Diretor-Geral da Itaipu Binacional. Foi o primeiro militar a ocupar os cargos de Secretário-Geral do Ministério da Defesa e o de Ministro da Defesa. No exterior, foi membro da Missão Militar Brasileira de Instrução e Assessor de Engenharia na República do Paraguai como instrutor nas Escolas de graduação, pós-graduação e doutorado e Adido de Defesa, da Marinha, do Exército e da Aeronáutica no Estado de Israel. Foi Conselheiro da Amazônia Azul Tecnologia de Defesa S.A. (AMAZUL) por três anos.

O Sr. Ruy Flaks Schneider é engenheiro industrial mecânico e de produção formado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ) em 1963 e mestre em engenharia econômica pela Universidade de Stanford em 1965, cursou a Escola Superior de Guerra. Oficial da Reserva da Marinha. Fundou na PUC/RJ o Departamento de Engenharia Industrial, tornando-se seu primeiro Diretor (1966-1968), estabelecendo o primeiro programa de mestrado em Engenharia Industrial no Brasil. Com diversos artigos publicados, atua como palestrante, no Brasil e no exterior. Acumulou vasta experiência, tanto como executivo quanto como membro do Conselho de Administração e Conselho Fiscal de grandes empresas, incluindo Xerox do Brasil SA (1966-1970), Banco Brascan de Investimento SA e Banco de Montreal AS – Montreal Bank (1970-1998), Grupo Multiplan (1988-1991) e INB Indústrias Nucleares do Brasil (2007-2012). Atuou como membro do Conselho Consultivo do Banco Central para o mercado de capitais, participando da assessoria na preparação do programa de conversão de dívida externa. Criou o primeiro fundo de pensão multipatrocinado e introdutor no Brasil dos fundos de Contribuição Definida. É membro do Conselho de Administração da Eletrobras desde 2019 e da Petrobras desde 2020.

A Sra. Sonia Julia Sulzbeck Villalobos é bacharel em administração pública e tem mestrado em administração de empresas com especialização em finanças, ambos na Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP-FGV). Sonia Villalobos tem mais de 30 anos de experiência no mercado acionário brasileiro, sendo a primeira pessoa na América do Sul a receber a credencial CFA em 1994. Sonia Villalobos trabalhou de 1985 a 1987 na Equipe DTVM, e de 1987 a 1989 no Banco Iochpe como analista de investimentos. De 1989 a 1996, no Banco Garantia como Chefe do Departamento de Análise de Investimentos, quando foi votada melhor analista do Brasil pela Revista Institutional Investor em 1992, 1993 e 1994. Trabalhou de 1996 a 2002 na Bassini, Playfair & Associates como responsável por private equity no Brasil, Chile e Argentina. De 2005 a 2011, trabalhou para Larrain Vial como gestora de fundos. De 2012 a 2016, Sonia Villalobos trabalhou como sócia fundadora e gestora dos fundos de ações na América Latina pela Lanin Partners. Desde 2016, é professora do Insper na pós-graduação Lato Sensu nas matérias de gestão de ativos e análise de demonstrações financeiras. Sonia Villalobos é membro do Conselho de Administração da Telefônica do Brasil e da LATAM Airlines Group S.A. Ela também atuou como membro do Conselho de Administração da TAM Linhas Aéreas, Método Engenharia (Brasil), Tricolor Pinturas e Fanaloza/Briggs (Chile), Milkaut e Banco Hipotecario (Argentina). Foi membro do Conselho de Administração da Petrobras de maio de 2018 até julho de 2020, eleita por acionistas detentores de ações preferenciais. Atualmente é membro do Conselho de Administração da Petrobras.

O Sr. Márcio Andrade Weber é engenheiro civil formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1975), com especialização em engenharia de petróleo pela Petrobras. Ingressou na Petrobras em 1976 onde trabalhou por 16 anos, tendo sido um dos pioneiros no desenvolvimento da Bacia de Campos, e ocupou, em seguida, diversos cargos gerenciais e diretivos entre os quais se destacam atividades no exterior, na área internacional da Petrobras, em Trinidad (1980-1981), Libia (1984-1986) e Noruega (1987-1990). Foi membro da Diretoria de Serviços da Petrobras Internacional (Braspetro) (1991-1992) e Diretor da Petroserv S.A. (2007-2020), desenvolvendo a participação da companhia nas atividades de E&P, navegação de apoio e sondas de perfuração para águas profundas. Foi responsável como CEO da empresa BOS navegação (JV entre Petroserv e duas companhias estrangeiras) pela construção em estaleiros nacionais de 4 rebocadores de apoio. Paralelamente, como Diretor da Petroserv participou na construção e operação de 4 plataformas de perfuração para águas profundas, unidades estas que entre seus clientes se encontram a Shell e a ENI (Indonésia). Posteriormente prestou assessoria ao grupo PMI na operação das referidas unidades (2020-2021). Atualmente é membro do Conselho de Administração da Petrobras.

O Sr. Murilo Marroquim de Souza é formado em geologia pela Universidade Federal de Pernambuco, com mestrado em geofísica pela Universidade de Houston, Texas, nos Estados Unidos. Trabalha na indústria de petróleo há 50 anos, tendo exercido atividades em mais de 20 países na América, Europa, África e Ásia. Atuou na Petrobras entre 1971 a 1994, onde ocupou diversas funções gerenciais na área de exploração e produção, tendo sido Diretor da Brasoil UK (1989-1993), em Londres, com atividades de exploração no Mar do Norte e outras Bacias. Foi Gerente Geral da IBM da Unidade de Soluções para Indústria de Petróleo na América Latina (1994-1998). Atuou como consultor, trabalhando para ANP em vários projetos (1998-1999), e na Ipiranga como Assessor para Exploração e Produção (1999-2001). De 2001 a 2011 foi Presidente da Devon Energy do Brasil (Ocean Energy) e desde 2011 é Presidente da Visla Consultoria de Petróleo, empresa de consultoria focada em projetos especiais para indústria de energia. Atualmente é membro do Conselho de Administração da Petrobras.

A Sra. Cynthia Santana Silveira é engenheira eletricista formada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro –UERJ, com mestrados em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro –COPPE/UFRJ e em Engenharia de Gás pela École des Mines de Paris. Sua trajetória profissional foi desenvolvida na indústria de óleo e gás, tendo atuado na operadora francesa Total por 17 anos. Entre 2004 e 2015, foi a Diretora Executiva de Gás e Eletricidade desta companhia. Também atuou como Diretora Executiva eleita no Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis-IBP entre 2011 e 2015 e como Diretora Executiva da BBPP Holding de 2004 a 2015. Desde 2015, exerce a função de consultora independente da EXERGIA Consultoria e Projetos de onde é sócia. Cynthia Silveira possui experiências relevantes como Conselheira de Administração e Membro de Comitês de empresas e instituições do setor de petróleo e gás. Atuou como membro do Conselho de Administração da Transportadora Associada de Gás (TAG), Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia–Brasil (TBG) e Transportadora Sul brasileira de Gás (TSB); membro do Comitê Executivo da International Gas Union (IGU); e Membro da Comissão Coordenadora de Gás Natural do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP). Atualmente é membro do Conselho de Administração da Petrobras.

O Sr. Carlos Eduardo Lessa Brandão é engenheiro civil (UFRJ), Mestre em Planejamento Energético (COPPE/UFRJ) e Doutor em História e Filosofia da Ciência (HCTE/UFRJ), com MBA Executivo em Finanças (IBMEC). É sócio da JFLB Ltda. (desde 2005) atuando em consultoria em governança e sustentabilidade e em educação executiva. O Sr. Brandão tem 18 anos de experiência como executivo em construção pesada, TI, meios de pagamento, telecomunicações, comércio eletrônico e sistemas de informação geográfica. Atuou em desenvolvimento de negócios e M&A, como CFO e diretor executivo de holdings (AG Telecom e Valepontocom) e de empresas do portfólio. Desde 2016 atua como conselheiro independente. Foi conselheiro de administração da Companhia de Distribuição de Gás do Rio de Janeiro (2016-18), Progen S/A (2016-18), Cemig (2017-18) e Multiner S/A (2018-21). É conselheiro consultivo da Santa Ângela Urbanização e Construções Ltda. Com relação aos temas ESG, é conselheiro de administração do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa–IBGC e membro do Standards Advisory Council do B Lab (EUA). Foi membro dos conselhos do Instituto Ethos, do Índice de Sustentabilidade Empresarial–ISE, da B3, do Fundo Ethical e do Conselho de Stakeholders da Global Reporting Initiative (Holanda). É administrador de recursos de terceiros autorizado pela CVM e conselheiro de administração certificado pelo IBGC (CCA+).

Investimentos da Petrobras e chegada de novas empresas dinamizam setor de óleo e gás na Bacia de Campos

Companhia investirá US$13 bilhões na região até 2025, empresas que adquiriram campos planejam aportes para aumento de produção

Entre 2021 e 2025 a Petrobras prevê investir US$ 13 bilhões em negócios na Bacia de Campos, sobretudo para a revitalização de campos de petróleo. Ao mesmo tempo, empresas que adquiriram campos na região que eram operados pela Petrobras têm promovido uma dinamização do setor de óleo e gás e perspectivas de incremento nas economias locais. Pelo menos seis novas empresas passaram a atuar na região, com perspectivas de alavancar a produção. O aumento da produção vai gerar maior retorno para a sociedade por meio de tributos, royalties, participações especiais, empregos e dividendos. Segundo dados da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), quatro das empresas que compraram ativos na região já apresentaram planos de desenvolvimento que somam R$ 13,2 bilhões.

Para investir na revitalização de seus campos na Bacia de Campos a Petrobras tem realocado investimentos por meio da gestão ativa de portfólio, que dentro de seus objetivos é estar em negócios compatíveis com o tamanho da Petrobras. Com isso a empresa tem focado nos ativos com potencial de gerar mais valor no médio e no longo prazo e possibilidade de maior lucratividade. Na região, essa realocação estratégica de investimentos já acumula cerca de US$ 3,7 bilhões obtidos com a venda de ativos como 50% do Campo de Tartaruga Verde e Espadarte, Campo de Frade, Polo Pampo, Polo Enchova e Polo Pargo.

Outro aspecto positivo dessa estratégia é que com novos donos, esses ativos têm recebido investimentos para potencialização da produção e consequente retorno para a sociedade por meio de tributos e participações. Ou seja, maior produção significa maior retorno para a sociedade. No regime de concessão, as participações governamentais são compostas pelos bônus de assinatura, pelos royalties, pela participação especial e pelo pagamento pela ocupação ou retenção de área além dos tributos normais sobre as atividades empresarias como ICMS, ISS, PIS, Cofins, IRPJ, CSSL, entre outros. Em 2020, a Petrobras pagou R$ 32 bilhões em Participações Governamentais, totalizando R$ 244 bilhões nos últimos seis anos.

Três novas plataformas e 100 poços

Líder mundial em exploração e produção em águas profundas e ultraprofundas, a Petrobras produz atualmente na Bacia de Campos 710 mil barris de óleo equivalente (boe) por dia, o que representa 25% da produção de óleo e gás no Brasil. São cerca de 280 poços produtores e 29 plataformas marítimas em operação – que produzem tanto no pós-sal quanto no pré-sal. Faz parte da estratégia da Petrobras continuar produzindo fortemente nesta importante bacia petrolífera, e um grande plano de renovação está em andamento, com investimentos já sendo realizados e previstos para os próximos anos. Foram investidos pela Petrobras na região nos últimos 10 anos US$ 53 bilhões, colocando em operação mais de 270 poços, além de 10 novos sistemas de produção.

Dona de ativos de classe mundial e com elevada geração de valor, a Petrobras vai instalar, na Bacia de Campos, três novas plataformas nos próximos cinco anos. Está programada para 2023 a instalação de duas plataformas no campo de Marlim – com capacidade de produzir, juntas, 150 mil barris de petróleo por dia (bpd) e processar 560 mil barris de líquidos por dia – e uma unidade para 2024 para o complexo integrado do Parque da Baleias, com potencial de produzir sozinha 100 mil bpd de óleo e processar 240 mil barris de líquidos por dia.

No plano para estender a produção de um dos maiores complexos petrolíferos em águas profundas da indústria, as duas plataformas de Marlim permitirão a ampliação da produção das jazidas até 2048 com a continua geração de riquezas e a manutenção de empregos e serviços de apoio na região. As plataformas estarão interligadas a 77 poços (14 novos e 63 que serão remanejados de Unidades de Produção que serão descomissionadas). Os novos sistemas possibilitarão a ampliação da produção atual de Marlim e Voador dos cerca de 45 mil boepd (barris de óleo equivalente por dia), oferecendo uma importante frente de aprendizado e conhecimento para outros projetos de revitalização. Também está prevista a interligação de cerca de 100 novos poços aos sistemas de produção já instalados na Bacia de Campos. Entre 2017 e 2019, a Petrobras adquiriu 14 blocos exploratórios, que ocupam uma área total de 12 mil km² – o que equivale praticamente à extensão de uma nova Bacia de Campos. A maioria dos prospectos promissores está localizada na camada pré-sal dessa bacia.

A expertise na revitalização de campos maduros advém do conhecimento acumulado sobre tais reservatórios na atividade exploratória e de desenvolvimento da produção na Petrobras e do desenvolvimento de tecnologias, conduzidos pelo seu corpo técnico altamente qualificado. À medida que avança, o processo permitirá apreender ainda mais conhecimento e adquirir ganhos de eficiência a serem implementados na revitalização de outras áreas no futuro, pois essa é a dinâmica que move a indústria de óleo e gás intensiva em capital e na geração de benefícios para as sociedades.

Mais do que ampliar a vida útil dos campos, os investimentos em revitalização proporcionarão incontáveis ganhos não só para a Petrobras, mas para toda a sociedade. Além dos evidentes retornos financeiros proporcionados pela maior produção dos campos ao longo do tempo, os robustos investimentos a serem feitos pela Petrobras na revitalização da Bacia de Campos disseminarão e estenderão o impacto – como movimentação da atividade econômica e geração de emprego – que tais atividades geram há décadas em municípios fluminenses e no país.

Prysmian entregará umbilicais submarinos à Petrobras

O Grupo Prysmian fechou contrato para fornecer umbilicais eletro-hidráulicos em águas profundas e serviços offshore e logísticos especializados para a Petrobras.

A empresa italiana de cabeamento vai entregar 350 quilômetros de umbilicais eletro-hidráulicos de alta qualidade em águas profundas usando tubos de aço e tecnologia termoplástica.

Os umbilicais serão projetados, produzidos, testados e entregues no período de 2022 a 2025 pelo Centro de Excelência para tecnologias dinâmicas submarinas da empresa em Vila Velha, Brasil.

O escopo deste contrato de € 92 milhões consiste em atender a demanda tecnológica de atualização de instalação e operação em projetos brownfield e greenfield no Brasil.

“Essa conquista é o resultado bem-sucedido do foco da Prysmian na entrega de soluções umbilicais de ponta para um uso mais seguro e eficiente dos recursos. É também mais um passo à frente no desenvolvimento de tecnologias offshore avançadas e destaca o papel do Grupo como o parceiro perfeito para uma transformação global digital, remota e eletrificada ” , disse Hakan Ozmen , EVP Projects da Prysmian.

“Estamos orgulhosos de comemorar mais um marco com nossa parceria de longo prazo e valor agregado com a Petrobras, marcada pela paixão e dedicação em adaptar as melhores soluções de tecnologia do Grupo Prysmian à demanda operacional específica da Petrobras”.

Recentemente, a Prysmian revelou seu plano de atingir o valor líquido zero para suas operações globais entre 2035 e 2040, bem como para as emissões da cadeia de valor até 2050.

A empresa pretende apoiar o desenvolvimento de novas interligações de energia submarinas e subterrâneas com investimentos previstos de cerca de € 450 milhões até 2022, representando mais de 50% do total dos investimentos.

Shell Brasil busca startups com negócios inovadores para novo programa de empreendedorismo

Até 16 de agosto, Shell StartUp Engine receberá inscrições de candidatos de todo o país

A Shell Brasil está com inscrições abertas para a primeira edição brasileira do programa de empreendedorismo Shell StartUp Engine. O objetivo é selecionar empreendimentos que desenvolvam negócios inovadores e voltados para a promoção de benefício social no futuro. A iniciativa busca startups em estágio inicial a médio, que se encaixem em uma dessas três categorias: circularidade do plástico, acesso a novas energias e cidades inteligentes. Empreendedores de todo o país podem se candidatar até o dia 16 de agosto neste link.

O programa, realizado em parceria com a Startupbootcamp, vai selecionar dez startups para um processo de mentoria e aceleração de três meses. Os escolhidos serão conectados com uma rede global de mentores e com executivos da Shell dedicados a passar adiante suas experiências e conhecimentos. Ao final, os participantes terão a oportunidade de apresentar seus negócios para parceiros inseridos dentro do ecossistema empreendedor.

“Estamos em busca de iniciativas disruptivas, que tragam qualidade de vida para a sociedade e que possam estar junto com a Shell na jornada por um mundo mais verde”, comenta Leíse Duarte, assessora de Investimentos Sociais da companhia. Ela lembra que a Shell é uma das integrantes da iniciativa “Aliance to End Plastic Waste” e que, desde 2017, a companhia integra o grupo que tem como missão apoiar a indústria para o desenvolvimento de soluções que minimizem e controlem o desperdício do plástico.

Atualmente, o Shell StartUp Engine é realizado na França, Inglaterra e Cingapura. A chegada do programa ao Brasil fecha um ciclo de suporte ao empreendedorismo promovido pela empresa no país, que já conta há mais de 20 anos com o Shell Iniciativa Jovem, voltado para jovens empreendedores.

Ocyan potencializa capacidade de suporte remoto com uso de plataforma de inteligência operacional Intelie LIVE®

Projeto da Intelie para a provedora de soluções de óleo e gás também levou à redução de incidentes e aumento da performance operacional

A aplicação sistemática da Inteligência artificial à indústria de óleo e gás vem amadurecendo e se mostrando efetiva para potencializar as decisões humanas através da interação homem e máquina. Em 2018, a Ocyan, empresa do setor de óleo e gás, implementou a plataforma de Inteligência Operacional Intelie LIVE® como parte dos investimentos previstos no programa de transformação digital da empresa. A plataforma foi inteiramente customizada e ganhou o nome de Ocyan SMART. A iniciativa ganhou corpo, contribuiu para reduzir em 69% a taxa de incidentes e tem ampliado seu escopo ao longo do tempo.

“A expectativa inicial incluía o monitoramento integrado das atividades operacionais e equipamentos críticos em tempo real, e em pouco tempo, a utilização foi ampliada com introdução de conceitos de análise inteligente dos dados, aprendizado de máquinas e manutenção baseada em condição, viabilizando um aumento da confiabilidade dos equipamentos e elevação do padrão de segurança, com acesso facilitado e instantâneo, além de mais transparência nas análises dos dados e incidentes”, explica Rodrigo Chamusca, gerente de Tecnologia e Digital da Ocyan, da Diretoria de Inovação e Novos Negócios.

Hoje, com mais de 200 usuários, incluindo as equipes offshore, por meio do uso dos 177 dashboards configurados, 5 sondas de perfuração ativadas e 15 sistemas integrados, a empresa conseguiu reduzir a taxa de incidentes, e otimizou em 4,6% o uptime operacional, entre outros fatores por conta do apoio do SMART. O Intelie LIVE® foi um dos responsáveis pela provedora de soluções upstream offshore trabalhar de forma mais proativa, pois o sistema viabiliza o acesso aos dados remotamente e verifica sintomas de falha em seus equipamentos. Alertas são enviados imediatamente após cada anomalia detectada, o que confere maior agilidade na tomada de decisão e impede que o problema escale.

Com a plataforma, a Ocyan conseguiu acompanhar em tempo real e verificar, sem interromper as operações de caminho crítico, a necessidade de realizar intervenções e ajustes em válvulas durante testes do BOP (Preventor de Erupção Submarina), que é um dos equipamentos mais críticos em uma sonda de perfuração offshore de águas ultraprofundas. A verificação prévia e identificação de falhas são cruciais visto que problemas com o BOP na frota da Ocyan são responsáveis por aproximadamente 40% de todo downtime, tendo em vista a dificuldade de acesso a este equipamento que fica instalado no leito marinho, na cabeça do poço.

Líder no segmento de óleo e gás, a Intelie, startup brasileira que vem revolucionando o mercado de análise de dados promovendo Inteligência Operacional, iniciou o projeto com 15 funcionários dedicados, trabalhando consistentemente na customização e instalação da plataforma. Durante a pandemia, a Intelie facilitou o monitoramento da operação da Ocyan adaptando e personalizando o acesso via celular, fazendo com que os integrantes pudessem acessar as informações relevantes no aplicativo, de maneira simples, didática e eficaz, conferindo mobilidade à equipe e segurança durante o período de trabalho remoto.

Com base nos resultados, a Ocyan planeja expandir a atuação da plataforma para as áreas de produção e manutenção offshore. “Encontrar um parceiro como a Intelie foi fundamental para a jornada de transformação digital da Ocyan. Poder monitorar e acessar nossas operações remotamente durante o período de pandemia, foi certamente um grande diferencial para a empresa”, destaca Chamusca.

Sobre a Intelie

Fundada em 2008 por quatro amigos brasileiros com o objetivo de revolucionar o mercado de análise de dados em tempo real, a Intelie é hoje uma empresa global. A startup desenvolveu o Intelie LIVE®, software de Inteligência Operacional, que une Inteligência Artificial de ponta com inteligência humana para transformar dados em resultados. A Intelie trabalha com empresas líderes de diferentes segmentos, como Oil & Gas, Processamento de Alimentos, Mineração, Logística, Serviços Financeiros, entre outros.

Sobre a Ocyan

A Ocyan é uma empresa com atitude sustentável e conhecimento para prover soluções para a indústria de óleo e gás upstream offshore no Brasil e no exterior. Seus principais valores são a segurança dos integrantes e da operação, a parceria de confiança com os clientes, e o compromisso com a ética e a transparência. A companhia encoraja também a diversidade e inclusão dentro e fora da empresa. Fazem parte da frota da empresa atualmente cinco unidades de perfuração e duas embarcações FPSO (floating, production, storage and offloading), estes dois últimos em parceria com a Altera Infrastructura por meio de uma joint venture – a Altera&Ocyan. A Ocyan desenvolve também projetos SURF, fabricação e instalação de equipamentos submarinos, e presta serviços de manutenção offshore.

Shell Brasil e Gerdau anunciam futura joint Venture de Energia solar em Minas Gerais

Termo de cooperação permitirá autoprodução em parque fotovoltaico no estado

A Shell Brasil e a Gerdau assinaram um termo de cooperação para o desenvolvimento de um parque fotovoltaico no município de Brasilândia de Minas, norte de Minas Gerais. O termo estabelece as premissas para a discussão e constituição de uma joint venture. Com capacidade instalada de 190MWdc, o parque Aquarii fornecerá parte da energia limpa para as unidades de produção de aço da Gerdau e outra para ser comercializada no mercado livre através da comercializadora de energia da Shell, a partir de 2024.

A joint venture, que terá participação igualitária das duas empresas, faz parte da estratégia de transição energética e descarbonização de ambas. Trata-se de um passo voluntário da Shell Brasil na oferta de mais produtos e serviços energéticos renováveis e sustentáveis, em total alinhamento com a busca de uma matriz de energia mais limpa pela Gerdau. Aquarii também venderá energia para consumidores livres, ajudando a aumentar o parque gerador do estado de Minas Gerais e contribuindo para a segurança energética da região com mais energia renovável.

“Este é o primeiro projeto da Shell em energia solar no Brasil, um marco que diversifica ainda mais a atuação da companhia no país e de maneira completamente alinhada ao nosso propósito de oferecer mais energia e de maneira mais limpa. A presença de um parceiro como a Gerdau nesta jornada nos enche de orgulho e é um sinal de confiança neste propósito na Shell e em sua capacidade como desenvolvedora de soluções de energia para seus clientes. Caminharemos juntos rumo à transição energética e numa região estratégica para ambas as companhias,” afirmou o Diretor de Renováveis e Soluções de Energia da Shell Brasil, Guilherme Perdigão.

“A joint venture para o desenvolvimento e operação do parque solar Aquarii é parte de um plano robusto de investimentos em energias renováveis nas Américas. A iniciativa fortalece a visão de longo prazo da companhia e o compromisso com a inclusão de fatores ESG como pilares fundamentais para as decisões estratégicas da empresa”, diz Juliano Prado, vice-presidente da Gerdau e responsável pela Gerdau Next, divisão de novos negócios. “A parceria com a Shell garante expertise e tecnologia de ponta em energia solar, o que resulta em maior eficiência e uma oportunidade de autoprodução de energia renovável, reforçando o nosso comprometimento com um futuro cada vez mais sustentável”, conclui.

Há cerca de três anos, a Shell Brasil iniciou sua estratégia de desenvolver organicamente seu portfólio em geração de energia solar, que na área de energia, se somam aos investimentos na sua comercializadora de energia, Shell Energy Brasil, e na termelétrica Marlim Azul. Hoje, a companhia tem planos de desenvolver parques solares nos estados de Minas Gerais e Paraíba. Ao mesmo tempo, trata-se de mais um passo da Gerdau em direção à autossuficiência energética, aliado ao direcionamento estratégico de entrada no segmento de geração de energia renovável, parte do portfólio de novos negócios realizados através da Gerdau Next. A energia solar é a fonte energética que mais cresce no Brasil, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), com um salto de 70% no último ano, o equivalente a 7,5 GW ou metade da capacidade da hidrelétrica de Itaipu. Atualmente, representa 1,8% da matriz nacional, porcentagem que deve aumentar nos próximos anos. O Brasil tem níveis de irradiação solar entre os maiores do mundo – o território nacional recebe mais de 2.200 horas anuais de insolação, o equivalente a 15 trilhões de MW*, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) – indicando o enorme potencial da energia solar no País.