Estatal alcança recorde histórico na oferta de GNL regaseificado no país

Resultado representa esforços para garantir o suprimento de gás natural neste período de demanda elevada

A Petrobras atingiu, em junho, o recorde histórico na oferta de gás natural liquefeito (GNL) regaseificado no país, com um volume instantâneo de 42 milhões de m³/dia. Esse marco, registrado em 28/6, viabilizou a oferta total de 109,4 milhões de m³/dia de gás natural, um dos maiores volumes dos últimos anos. A oferta total compreende o gás natural produzido no país, a parcela recebida pelos terminais de regaseificação e o volume importado da Bolívia.

O volume de GNL regaseificado é equivalente a todo o volume de produção nacional injetado pela Petrobras na malha integrada atualmente e mais que o dobro do volume de gás importado da Bolívia. O resultado faz parte de um conjunto de iniciativas que a Petrobras vem adotando para aumentar a oferta de gás natural e garantir o suprimento do mercado nacional neste período de demanda elevada, que teve início no quarto trimestre de 2020, com o incremento das operações das termelétricas determinado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Além do esforço para aumentar a disponibilidade de gás natural em um cenário de crise hídrica no país, a Petrobras considera a importância da transição energética e investe no gás natural como solução de baixo carbono.

A empresa está comprometida em contribuir ao máximo para garantir o abastecimento de gás para o país neste momento crítico.

Petrobras revitaliza edifício-sede histórico e integra prédio a corredor turístico carioca

Ícone da arquitetura nacional e da paisagem do Centro do Rio, o edifício-sede da Petrobras (Edise), localizado na Avenida Chile, está passando pela primeira reforma completa de sua história. A Petrobras está investindo na revitalização do prédio, que dará lugar a um ambiente moderno, sustentável e com design inclusivo. A fase de desocupação foi concluída e a desmontagem dos ambientes internos foi iniciada esta semana. No pico das obras, cerca de 1.600 pessoas irão trabalhar na reforma.

A reforma permitirá a integração do prédio ao circuito turístico e cultural da cidade, possibilitando, por exemplo, que os pedestres façam o trajeto do bondinho de Santa Teresa à Catedral Metropolitana passando por dentro da área do edifício, onde haverá espaços de exposições e cafeteria. A ideia é estreitar o relacionamento da Petrobras com os cariocas e turistas que visitam a cidade e contribuir para a revitalização e modernização do Centro do Rio de Janeiro. A Petrobras gera impactos positivos para a sociedade e contribui para o desenvolvimento das comunidades onde atua.

Para os empregados, o projeto inclui a implantação do modelo de smart-office, no qual a ocupação e a gestão dos escritórios é mais eficiente por meio de soluções tecnológicas como agendamento de salas de reunião e estações de trabalho por aplicativo. Nas salas de reunião, serão instaladas paredes escrevíveis e outros recursos que facilitem a aplicação de metodologias ágeis de planejamento. No térreo do edifício serão montadas pequenas arenas que poderão ser utilizadas para atividades diversas pelos colaboradores. Além disso, planeja-se a criação de um espaço de coworking para receber startups, reforçando a parceria dos especialistas da Petrobras com esses importantes atores do ecossistema de inovação. A Petrobras está investindo em projetos inovadores e em novas formas de trabalho para alavancar a colaboração e a experimentação de seu qualificado corpo técnico.

Os novos modelos de instalações promoverão o uso de tecnologia, alinhando o edifício à estratégia da Petrobras de otimização de custos, aumento contínuo da produtividade, e contribuindo para o processo de transformação digital e de cultura organizacional pelos quais a Petrobras vem passando. O novo edifício também contribuirá para a promoção de um ambiente de trabalho diverso, inclusivo e produtivo.

Os jardins internos e externo, projetados pelo paisagista Burle Marx, serão revitalizados, mantendo sua configuração original, tombada pela prefeitura.

A história do prédio

Considerado um marco na arquitetura nacional, o edifício-sede da Petrobras foi construído entre 1969 e 1974. O projeto do edifício foi escolhido por meio de um concurso, em nível nacional, organizado pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil, do qual participaram mais de 200 escritórios de construção civil. Capitaneado pelo arquiteto Roberto Luis Gandolfi, o projeto vencedor se mostrou, ao mesmo tempo, arrojado e inovador: os espaços na fachada criam interação entre as áreas internas e externas, com proteção contra o sol e o calor. O edifício se tornou icônico no Centro do Rio de Janeiro e acabou se consolidando como um símbolo da própria companhia.

Início da temporada das baleias no litoral brasileiro: projetos patrocinados pela Petrobras intensificam pesquisas

Pesquisadores dos projetos Baleia Jubarte e ProFranca atuarão em cruzeiros de observação ao longo da costa

Começa este mês a temporada das baleias no litoral brasileiro e os projetos Baleia Jubarte e ProFranca, patrocinados pelo Programa Petrobras Socioambiental, intensificarão as pesquisas e os cruzeiros de observação, para monitorar e identificar estes animais. As espécies Jubarte e Franca migram para as águas quentes da costa brasileira para reprodução, de julho a novembro. Mas os pesquisadores ressaltam que, este ano, algumas chegaram mais cedo. “Nos últimos anos observamos essa mudança de comportamento, mas 2021 surpreendeu: em abril já avistamos as primeiras baleias jubartes. Isso pode ser reflexo do crescimento da população ou efeito de mudanças climáticas, mas ainda é cedo para saber”, comenta o médico veterinário Milton Marcondes, do Projeto Baleia Jubarte. “Estamos acompanhando a chegada delas e, hoje, já temos a presença de jubartes desde o Rio Grande do Sul até a Bahia; e verificamos um aumento de encalhe para esta época do ano”, diz.

A equipe do Projeto ProFranca também percebeu a alteração e registrou, por exemplo, no final de junho os dois primeiros filhotes de baleia-franca desta temporada, avistados em Imbituba, em Santa Catarina. “A presença de filhotes normalmente é observada só na segunda quinzena de julho. Nossa hipótese é de que essa antecipação pode estar relacionada a maior disponibilidade de alimento no verão, refletindo em boa condição de nutrição das fêmeas para engravidar. Foi isso que ocorreu em 2018 quando tivemos um “boom” de filhotes e um recorde de avistagens”, comenta Karina Groch, diretora do projeto. Ela explica que, por análise de imagens captadas por um drone, foi possível observar o tamanho e o comportamento dos filhotes, que estavam acompanhados de suas mães, com indicativos de poucos dias de vida”, completa.

Além do monitoramento com drone, o Projeto realiza saídas embarcadas para coletar amostras de pele das baleias-franca com o objetivo de obter informações sobre as áreas de alimentação da espécie. A partir de agosto o projeto ProFranca intensificará o monitoramento terrestre em 15 praias no sul de Santa Catarina, desde o Cabo de Santa Marta, em Laguna, até a praia da Pinheira, em Palhoça. A equipe espera receber a visita de baleias-franca que estiveram no Brasil em 2018, uma vez que elas retornam para a área reprodutiva a cada três anos.

O Baleia Jubarte já iniciou o trabalho de pesquisa e, para este ano, instalou um gravador acústico subaquático autônomo que ficará por semanas gravando o som das baleias, assim, será possível registar o canto das baleias ao chegarem em Abrolhos, área com maior concentração de jubartes. Em 2020, o projeto percorreu por lá cerca de 798,8 milhas náuticas durante 23 dias. Neste período, foram registrados 171 grupos. Ao todo, 433 baleias, dos quais 76 eram filhotes.

Além disso, para esta temporada, o Baleia Jubarte conta a parceria com a universidade australiana Griffith University para uma avaliação detalhada da nutrição das baleias – pequenos pedaços da gordura dos animais serão coletados e enviados para análise dos ácidos graxos que compõe a cama de gordura das baleias.  Assim, podendo identificar se estão bem nutridas ou não e usar as baleias jubarte como sentinelas para avaliar o impacto da mudança do clima sobre a Antártica.

Projetos como o Baleia Jubarte e o ProFranca recebem investimentos da Petrobras visando a ampliação de ações para gerar conhecimento, conservação e recuperação da biodiversidade. O respeito ao meio ambiente é um valor para a Petrobras, que por meio de projetos socioambientais busca impactar de forma positiva os biomas protegidos.

Monitoramento de Cetáceos

Um estudo colaborativo entre o Projeto de Monitoramento de Cetáceos da Bacia de Santos (PMC-BS) e outras 23 instituições nacionais e internacionais detectou novos destinos migratórios da baleia jubarte, inclusive a Antártica. O destino migratório conhecido desta espécie era a região das Ilhas Sandwich do Sul e Georgia do Sul, mas, com a utilização de uma plataforma colaborativa de comparação automatizada, utilizando inteligência artificial, de fotografias da nadadeira caudal foi possível observar que vários indivíduos têm frequentado também a Península Antártica, o que era até então desconhecido.

Outras espécies de baleias também estão presentes na região costeira do Brasil. O PMC-BS tem produzido dados inéditos sobre migrações de baleia-azul, baleia-fin, baleia-sei e baleia-minke-antártica, algumas espécies ameaçadas de extinção. Entre 2015 e 2021, o projeto marcou com transmissores satelitais 2 baleias-azuis, 1 baleia-fin e 15 baleias-sei.

O coordenador técnico do PMC-BS, Leonardo Wedekin, explica que os cetáceos têm vida longa, mas taxa de reprodução bem lenta. Então, quanto mais informações tivermos no longo prazo, teremos um retrato mais apurado do ecossistema”, afirma o biólogo.

O PMC-BS, estruturados e executados pela Petrobras para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal, atua de Florianópolis (SC) até Cabo Frio (RJ), cobrindo desde águas costeiras até oceânicas, atingindo uma distância de 350 km da costa e locais com lâmina d’água com mais de 2 mil metros de profundidade. O Projeto reflete o compromisso da companhia com o ecossistema marinho e costeiro nas regiões onde a Petrobras concentra suas atividades.

Os projetos socioambientais da Petrobras têm impacto transformador. A Petrobras é reconhecida por suas ações socioambientais e, com os impactos positivos desses projetos ao longo de décadas vem reforçando sua marca e consolidando sua reputação. Saiba mais em www.baleiajubarte.org.br  e www.baleiafranca.org.br. E acompanhe as pesquisas do PMC-BS em www.comunicabaciadesantos.com.br.

Vídeos:

Baleias Jubarte: vídeo 1 | vídeo 2
Baleias-Franca: vídeo 1 | vídeo 2

Repsol Sinopec Brasil: SQUIDBOT – Inspeção autônoma com segurança, precisão e eficiência

RSB trabalha no desenvolvimento de um novo conceito de robô para inspeção autônoma em tanques de armazenamento de combustíveis em serviço, com possível redução de custos e tempo, ao mesmo tempo que em aumentaria a segurança da operação

Assim como em toda a história da tecnologia, o Squidbot surge na esteira da inovação da corrida espacial. Afinal, quem não se lembra, recentemente, do robô Perseverance aterrissando na superfície de Marte pela primeira vez? Já antes disso uma série de equipamentos autônomos passava a levantar informações rumo a uma nova fronteira planetária. Levantando poeira e seguindo por cima.

Era comum nos anos 1980 e 1990 vermos reportagens de TV sobre protótipos de robôs sendo produzidos em laboratórios de alta tecnologia no Japão, impressionando o resto do mundo. Esses robôs, em diversos formatos, hoje estão sendo utilizados nas mais diversas aplicações: desde aplicações domésticas como um aspirador de pó até desarmamento de bombas ou inspeções em lugares perigosos.

Segurança, precisão e eficiência

Com a palavra, Alexandre Diezel, coordenador do projeto Squidbot. “Tudo começou quando a unidade de negócio da companhia trouxe a problemática da inspeção de um tanque de armazenamento de combustíveis”. Para quem não sabe, um tanque desses costuma ter 30 metros de diâmetro e cerca de 15 metros de altura, o equivalente a um prédio de quatro andares. Corrosões e danos no fundo e nas paredes, comuns nesse tipo de estruturas metálicas, são os principais problemas que podem surgir.

E como é feita essa inspeção?

Alexandre: “Atualmente, é preciso esvaziar todo o tanque e transpor seu conteúdo para outro. Além da logística envolvida, estamos falando de material inflamável”. Tanque vazio, é hora dos operadores realizarem a inspeção in loco. Enquanto isso, a operação daquele tanque fica paralisada.

“E se a gente encontrasse uma maneira de tornar essa inspeção ainda mais segura e sem a necessidade de paralisar a operação do tanque?”, continua Alexandre, compartilhando a motivação da área de Pesquisa e Desenvolvimento.

Aí que entra a pesquisa.

“Automatizar o processo de inspeção de integridade dos ativos é uma tendência na indústria”, explica Marcelo Andreotti, líder da área de instalações e operações de produção no departamento de P&D. “Se pensarmos do ponto de vista da robótica em geral, duas questões estão sempre envolvidas. Aumentar produtividade e confiabilidade, principalmente em trabalhos repetitivos e manuais. Além disso, facilita o trabalho dos operadores, eliminando tarefas em locais confinados e de difícil acesso.”.

O projeto Squidbot resolveu então desenvolver um robô autônomo para realizar a inspeção nos tanques de armazenamento. O Squidbot tem o tamanho aproximado de um ser humano, com 1,70m de altura. Mas o conceito é o mesmo dos demais robôs autônomos.

Alexandre novamente: “O Squidbot já teria um mapa do tanque em sua programação, e a inteligência artificial calcularia a melhor rota de inspeção lá dentro. Mas caso surja algo no percurso que seja diferente do que foi mapeado, ele teria autonomia para corrigir e recalcular rotas. Tudo sem perder de vista o objetivo principal, que é fazer a inspeção precisa, confiável e eficaz”.

Aumentar ainda mais a segurança dos técnicos envolvidos já seria uma grande contribuição do projeto. Mas além disso, uma parada para realizar a inspeção pode durar entre alguns dias até uma semana. Com o robô, seria questão de horas.

Marcelo: “Se considerarmos a inspeção em si mais os custos associados, como serviços de manutenção, uma parada envolve um mínimo de US$ 500 mil para inspecionar um tanque”. Ou seja, reduzir drasticamente o tempo de inspeção é proporcionar uma economia nessa magnitude.

Vanguarda é logo aqui

O projeto começou em 2018, em uma parceria da Repsol Sinopec Brasil com a 13Robotics, uma startup recém adquirida pela Kraken Robotics, um grande player da área de robótica e inspeção autônoma. “O projeto ajudou a alavancar a startup, desenvolvendo mão de obra especializada”, complementa Marcelo. A utilização do conceito do robô autônomo para inspeção é uma novidade para a indústria de óleo e gás.

Atualmente, o Squidbot já tem um protótipo fabricado (veja no vídeo abaixo), e suas funções essenciais foram testadas em um tanque de mergulho no SENAI. Alexandre novamente: “Agora vamos fazer testes de maior escala, em tanques desativados e operacionais. Ou seja, para ambientes mais similares à realidade de inspeção”. Adicionalmente, a equipe está estudando estender a sua aplicação em tanques de FPSOs.

Squidbot em números

O projeto apresenta um novo conceito de robô para inspeção autônoma em tanques de armazenamento em serviço, que poderá reduzir custos e o tempo operacional necessário para as inspeções de rotina.

O projeto é fruto de parceria com a 13Robotics, uma startup recém adquirida pela Kraken Robotics.

Zero pessoas em área de risco
ao realizar a inspeção de tanques de armazenamento de combustíveis

Redução de até 90%
do tempo de inspeção

Até US$ 2 milhões de economia
em inspeção e custos associados

Veja aqui um vídeo-simulação do Squidbot e trechos do seu primeiro teste em ambiente controlado

 

Contratos em regime de partilha produziram 37 mil barris de petróleo por dia em maio

Produção acumulada dos contratos já soma 55,1 milhões de barris de petróleo

A produção média diária total nos três contratos em produção em regime de partilha foi de 37 mil bpd em maio, sendo 21 mil bpd na Área de Desenvolvimento de Mero (contrato de Libra), 10 mil bpd em Entorno de Sapinhoá e 5 mil bpd em Tartaruga Verde Sudoeste. O volume foi 34% inferior ao mês anterior, devido à parada programada de Mero para teste de integridade, iniciada no final de abril e concluída no final de maio, em uma das linhas de 6″. Os números fazem parte do Boletim Mensal de Contratos de Partilha de Produção.

A média diária do total do excedente em óleo da União nos três contratos foi de 10,1 mil bpd, com volume de 3,2 mil bpd na Área de Desenvolvimento de Mero e 6,9 mil bpd no Entorno de Sapinhoá. No geral, houve uma queda de 21% em relação ao mês anterior.

Desde 2017, início da série histórica, a produção acumulada dos três contratos de partilha é de 55,1 milhões de barris de petróleo. A parcela acumulada do excedente em óleo da União soma 9,3 milhões de barris de petróleo.

Gás 

A produção média diária de gás natural foi de 297 mil m³ nos dois contratos com aproveitamento comercial do gás natural, sendo 256 mil m³/dia no CPP do Entorno de Sapinhoá e 41 mil m³/dia no CPP do Tartaruga Verde Sudoeste. Em comparação com o mês anterior, o volume de gás disponível apresentou queda de 1,6%.

A média diária do total do excedente em gás natural foi de 177 mil m³, referente apenas ao contrato do Entorno de Sapinhoá, que apresentou um aumento de 2,7% em relação ao mês anterior. O gás natural produzido em Mero, com alto teor de CO2, está sendo injetado no reservatório para um efetivo aumento da produção de petróleo. Desde 2017, a produção acumulada dos dois contratos soma 244 milhões de m³ de gás natural. O excedente em gás natural acumulado da União é de 75,4 milhões de m³.

Petrobras e Sebrae realizam webinars com startups vencedoras de edital de inovação

Empresas falam sobre sua experiência no processo e especialistas darão dicas sobre inscrição para os candidatos do novo edital

A Petrobras e o Sebrae realizam, a partir desta segunda (19/7), webinars para apresentar o III Edital do Programa Petrobras Conexões para Inovação, Módulo Startups, e alguns dos vencedores dos editais anteriores. Representantes de empresas, como a Pam Membranas, que já estão desenvolvendo os projetos selecionados, contarão a experiência de participar da maior seleção de inovação aberta do setor de óleo gás e energia, voltada para startups e pequenas empresas. Serão dicas valiosas para os interessados no edital em curso, que investirá R$ 22 milhões e tem inscrições abertas até 1 de agosto.

“Criamos um importante ecossistema de inovação capaz de desenvolver soluções para as atividades da Petrobras, apoiando a execução do plano estratégico e com foco na agregação de valor para a companhia. Já fizemos muito nos últimos anos, mas queremos desenvolver ainda mais nosso ecossistema, conferindo mais agilidade para a companhia, segurança às operações e competitividade para os negócios”, destaca o diretor de Transformação Digital e Inovação, Nicolás Simone.

Os webinars serão de 19 a 28 de julho, com a apresentação de cases de startups de sete estados (RJ, SP, MG, ES, SC, PR e RS). Os eventos, online, são abertos a todos os públicos, dos candidatos já inscritos no edital a qualquer pessoa interessada no tema. Haverá representantes da Petrobras e do Sebrae e os participantes poderão enviar perguntas.

Pam Membranas

A Pam Membranas, empresa do Rio de Janeiro, foi uma das selecionadas pelo primeiro edital do programa. A startup, que usa tecnologia de processos de separação com membranas para o tratamento de efluente e purificação de água, desenvolve, para a Petrobras, separadores de água e CO2. A previsão das primeiras entregas é o final deste ano.

“Estamos desenvolvendo permeadores capazes de operar em condições de concentração elevada de CO2 no gás natural, como as encontradas nos campos do pré-sal, com desempenho similar ou superior aos existentes, o que nos permitirá atuar em um mercado com demanda crescente. Além disso, a nacionalização desta tecnologia possibilita um melhor posicionamento para as empresas que atuam no setor de óleo e gás do país”, explica Cristiano Piacsek, sócio fundador da Pam Membranas.

Segundo Cristiano, “a cooperação com a Petrobras e o Sebrae é uma oportunidade para ampliar a atuação da empresa em uma aplicação estratégia para o setor de O&G. “Vemos a participação no programa com entusiasmo pela possibilidade de transformar conhecimento acumulado em produto, associado a um forte interesse de mercado”, avalia.

Módulo Startups

O III Edital do programa traz 32 desafios nas áreas de eficiência energética, tecnologia de segurança, robótica, redução de carbono, modelagem geológica, tecnologia de inspeção e tecnologia digital. As empresas selecionadas receberão investimentos de até R$ 500 mil e de até R$ 1,5 milhão, a depender da categoria do desafio (soft ou deep tech), para desenvolver seus projetos.

Durante e após o processo de seleção, os empreendedores contarão com assessoria da Petrobras e do Sebrae para que os projetos finalizados com sucesso tenham a oportunidade de implantação de um lote piloto ou serviço pioneiro na Petrobras. As startups vencedoras dos editais anteriores já estão desenvolvendo e testando em campo as soluções aprovadas e, como a proposta é de inovação aberta, os projetos podem impactar positivamente toda a cadeia produtiva de petróleo e gás.

Inovação

A companhia atua em parcerias com startups, universidades e centros de pesquisa globais, por meio de seu centro de pesquisa e inovação, o Cenpes, que é o maior da América Latina. Como protagonista em pesquisa e tecnologia no Brasil, a empresa investe em inovação para obter ganhos de eficiência e sustentabilidade dos negócios.

As inscrições nos webinars podem ser feitas no site do edital.

MODEC e TOYO negociam joint venture

A MODEC do Japão e a Toyo Engineering Corporation (TOYO) estão entrando em negociações para estudar uma aliança para embarcações FPSO.

A MODEC disse que as duas empresas chegaram a um acordo para assinar um Memorando de Entendimento (MOU) para entrar em discussões e conduzir o Estudo de Viabilidade (FS) sobre a aliança no negócio de Engenharia, Aquisição, Construção e Instalação (EPCI) para embarcações FPSO.

Sujeita ao resultado da discussão e FS, a aliança de negócios também contempla o estabelecimento de uma empresa de joint venture até o final de 2021.

A MODEC acredita que a demanda potencial por FPSOs deverá permanecer consistente com a demanda global por petróleo e gás e o desenvolvimento de novos projetos também deverá prosseguir de forma constante. Portanto, MODEC e TOYO reconhecem os papéis importantes que desempenham, fornecendo energia estável por meio do negócio FPSO.

Além disso, ambas as empresas reconhecem que os esforços para realizar uma sociedade descarbonizada e MODEC e TOYO aspiram a explorar em um novo negócio, bem como desenvolver novas tecnologias para FPSOs de próxima geração por meio das sinergias das duas empresas.

As principais expectativas em relação à aliança de negócios incluem o aprimoramento dos recursos de engenharia e gerenciamento de projetos e a otimização dos recursos humanos e da estrutura organizacional.

As expectativas também incluem o aproveitamento de capacidades para lidar com vários projetos de grande escala, ofertas mais competitivas em termos de custos para proteger os projetos e aumentar a lucratividade dos negócios de EPCI por meio de iniciativas eficientes de estimativa / redução de custos.

Finalmente, as duas empresas estarão desenvolvendo novas tecnologias aplicáveis ​​aos FPSOs de próxima geração e explorando novas tecnologias e oportunidades de produtos em mercados em crescimento para a realização da sociedade descarbonizada.

A empresa japonesa também ganhou recentemente um contrato para entregar um dos maiores FPSOs já entregues ao Brasil para o projeto Bacalhau da Equinor. A MODEC também fornecerá à Equinor os serviços de operação e manutenção do FPSO durante o primeiro ano de sua primeira produção de petróleo, após o qual a Equinor planeja operar o FPSO até o final do período de licença em 2053.

Em outras notícias da empresa, o presidente e CEO da MODEC , Yuji Kozai , em abril de 2021 renunciou por motivos de saúde. Após a renúncia de Kozai, Takeshi Kanamori foi nomeado o novo Diretor Representante, Presidente e CEO da empresa.

Sapura migra diretórios internos para plataforma SharePoint

A Sapura acaba de migrar todos os seus diretórios internos para o ambiente SharePoint em nuvem. A migração faz parte do processo interno de transformação digital da companhia, substituindo a rede local interna, baseada em grandes servidores físicos on-premise, por uma solução em nuvem.

De acordo com o gerente de Tecnologia da Informação da Sapura, Jorge Kort, são muitos os benefícios desta evolução tecnológica. Este processo permitirá à companhia maior segurança da informação, com documentos administrados e armazenados diretamente na nuvem; maior velocidade para o acesso remoto sem necessidade de Virtual Private Network (VPN) e com enorme aplicabilidade para os serviços da empresa durante a pandemia; além de ferramentas de backup dos arquivos mais tecnológicas e atualizadas.

“A questão da segurança da informação é uma de nossas prioridades. O ambiente em nuvem nos permite um sistema de segurança multicamadas, através da criptografia de dados, níveis de permissão, senhas de utilizador fortes, autenticação de múltiplos fatores (ainda não implementado), backups e redundância, entre outros. Ou seja, os riscos de divulgação de documentos, perda de informação ou indisponibilidade de dados são quase nulos”.

Kort explica ainda que, anteriormente, para ter acesso aos arquivos corporativos, era necessário conectar a VPN através de um software instalado no computador dos usuários. Essa conexão acontecia diretamente a um equipamento na sede da empresa, tendo-o como ponto central de conexão, o que por vezes causava lentidão excessiva na rede.

“Liberando todo este tráfego existente nos servidores on-premise, adicionado ao projeto de redimensionamento da nossa rede, estamos conseguindo melhorar de forma significativa a conectividade de internet dos navios”, concluiu.

Novo PMQC: agentes de GO e DF devem contratar laboratório até 30 de julho

A ANP comunica às  bases de distribuição, transportadores-revendedores-retalhistas (TRRs) e postos revendedores de combustíveis localizados no Estado de Goiás e no Distrito Federal que fica estabelecida a data limite para contratação do Novo Programa de Monitoramento da Qualidade de Combustíveis (PMQC) junto ao laboratório LAMES da UFG (https://lames.quimica.ufg.br/) para o dia 30 de julho de 2021. O LAMES é a instituição credenciada para desenvolver o Novo PMQC nessas unidades da Federação.

Em 2020, foi conduzida licitação para a primeira etapa do Novo PMQC, que teve como vencedora a Universidade Federal de Goiás (UFG). O Termo de Credenciamento com a UFG já foi assinado e está em vigor.

Pelo novo formato do PMQC, as análises das amostras dos combustíveis serão feitas no LAMES, a partir da contratação pelos agentes econômicos do DF e de GO. Mas, para isso, deve ser feito um pré-cadastro, disponível na página: https://forms.gle/J2eF5XBCJYQgJQfK6.

O pré-cadastro é necessário para atualização de dados dos agentes econômicos e para fornecimento das informações sobre quais combustíveis esses agentes comercializam, com o objetivo de elaborar os contratos individuais a serem firmados com o laboratório credenciado.

As tabelas com os valores unitários dos serviços podem ser consultadas na página https://www.gov.br/anp/pt-br/assuntos/qualidade-de-produtos/programas-monitoramento/novo-programa-de-monitoramento-da-qualidade-dos-combustiveis.

O Novo PMQC

O novo modelo do PMQC, quando totalmente implementado, contemplará o monitoramento de 100% dos postos revendedores da região monitorada, assim como de todas as distribuidoras, que também passam a ter os produtos monitorados em suas bases, e os TRRs.

A periodicidade das coletas e amostras de combustíveis para o programa passa a ser a seguinte: para postos revendedores e TRRs, o mínimo será de duas coletas ao ano e, para bases de distribuidoras, 12 coletas ao ano (sendo uma coleta por mês).

O PMQC tem como objetivo oferecer à sociedade panorama da qualidade dos combustíveis (gasolina, etanol hidratado e óleo diesel) no Brasil, com a publicação de boletins mensais que trazem os dados nacionais, por região e por estado. Desde a criação do programa, em 1998, os índices de conformidade desses combustíveis aumentaram consideravelmente, chegando a padrões internacionais. Em 2020, a média de conformidade foi de 98,3% para etanol hidratado combustível, 98,6% para gasolina C e 97,2% para óleo diesel B, o que indica a manutenção da alta qualidade nos combustíveis comercializados no país.

A ANP manterá a supervisão do PMQC, definindo, sem o conhecimento prévio dos agentes econômicos, as datas em que postos revendedores, TRRs e distribuidoras serão monitorados, respeitando-se a frequência mínima de coletas determinada pela Resolução ANP nº 790/2019. A Agência já estabeleceu os requisitos técnicos mínimos para atendimento pelos laboratórios independentes, além da obrigatoriedade de participação anual em programas interlaboratoriais com os vencedores das licitações, e da previsão de serem submetidos, periodicamente, a vistorias/auditorias técnicas em suas instalações.

A proposta do novo PMQC traz ainda, como inovação, a possibilidade de postos revendedores, distribuidores e TRRs utilizarem os resultados do monitoramento a que se submeteram, podendo inclusive, a seu critério, ampliar a frequência das coletas e escopo de ensaios.

DNV verifica novo método de teste de espuma de fogo

A sociedade de classificação DNV emitiu uma declaração de verificação permitindo que a especialista em tecnologia de sobrevivência global Survitec use seu processo de teste de espuma contra incêndio revolucionário a bordo de embarcações marítimas ou estruturas offshore.

O novo método de teste ao vivo de espuma produzida da Survitec usa tecnologia de ultrassom para verificar a eficácia da espuma de combate a incêndio, de acordo com os requisitos obrigatórios estabelecidos em IMO MSC.1 / Circ.1432 9.2.4.

A decisão se aplica a qualquer embarcação ou estrutura offshore que tenha um sistema de espuma de convés, um sistema de espuma de alta expansão (casa de máquinas) ou sistema de espuma Heli-deck.

Os proporcionadores de espuma ou outros dispositivos de mistura precisam ser testados a cada cinco anos para confirmar se a proporção de mistura está entre +30 a -10% da proporção de mistura nominal definida pelo fabricante.

No entanto, embora os medidores de vazão ultrassônicos sejam comumente usados ​​para medir o fluxo de fluido em tubulações, acredita-se que seja a primeira vez que a tecnologia de ultrassom é usada para quantificar a proporção exata de água / espuma. Dois medidores de vazão ultrassônicos são usados ​​para comparar os dois valores.

Jan-Oskar Lid, Gerente Técnico de Vendas da Survitec, disse: “Nós desenvolvemos um método de teste seguro, ambientalmente correto e previsível, eliminando muito do tempo e despesas envolvidos na amostragem e teste de espuma. Proporciona tranquilidade aos operadores e tripulações de navios. ”

Ao contrário das técnicas existentes, o método Survitec significa que os testes podem ser realizados enquanto o navio está atracado ao lado, sem a necessidade de descarregar espuma ao mar ou enviar amostras para laboratórios de teste.

As metodologias de teste atuais precisam operar o sistema de combate a incêndio com espuma por pelo menos dois minutos, portanto, há um grande consumo de concentrado caro, resultando frequentemente na necessidade de substituir todo o volume do tanque. A espuma produzida é descarregada no mar.

O teste ao vivo de espuma produzida pela Survitec não precisa usar o concentrado ou produzir espuma no teste, usando apenas água do mar, que é mais ecológica do que soluções alternativas.

“As amostras também devem ser enviadas a uma estação de serviço para teste e se a amostra falhar, o dosador de espuma deve ser ajustado e o processo repetido, o que torna outras soluções disponíveis mais caras e demoradas, em comparação com o novo teste da Survitec processo ”, disse Lid.

A maioria dos navios comerciais e plataformas terá um sistema fixo que usa espuma para extinguir um incêndio, mas a proporção de concentrado de espuma e água do mar deve ser correta para que a espuma produzida funcione.

A experiência de serviço está demonstrando que o desgaste e o desgaste, além do envelhecimento do equipamento de mistura de espuma, podem ter um efeito negativo na proporção correta de mistura fornecida pelo sistema de espuma.

Sobre o uso da nova técnica de ultrassom, Lid disse: “Tudo que a tripulação precisa fazer é garantir que uma bomba de incêndio esteja funcionando com a capacidade necessária para a duração do teste. O procedimento elimina a necessidade de usar o concentrado de espuma do sistema.

“Como não é usada espuma, não há necessidade de encher ou reabastecer o tanque. E se quaisquer ajustes forem necessários, o dosador de espuma pode ser ajustado durante o teste e não em interlúdios, o que pode afetar o serviço normal. ”

A Survitec já treinou equipes para usar o novo processo em estações de serviço em Cingapura, Fujairah, Barcelona, ​​Rotterdam, Bremerhaven, Aberdeen, Liverpool, Houston, Panamá e Macaé (Brasil), e implantará o sistema em outras localidades nos próximos meses.

O método de teste ao vivo de espuma produzida pela Survitec já foi usado por vários operadores de transporte de gás bem conhecidos.