Estatal entregará mais duas microusinas de oxigênio para atendimentos de pacientes de Covid-19

Ao longo do primeiro semestre de 2021 a companhia já entregou outras duas microusinas, além de doar 900 cilindros de oxigênio e cerca de 60 mil cestas básicas

A Petrobras entrega nos próximos dias duas microusinas de oxigênio a hospitais públicos que atendem pacientes de Covid-19 nos estados do Paraná e Rio Grande do Norte. Somadas a outras duas entregues no Rio Grande do Sul e no Ceará, a companhia chegará à marca de quatro microusinas doadas neste primeiro semestre de 2021.

As microusinas fazem parte de uma série de ações voluntárias da Petrobras em apoio à sociedade brasileira no enfrentamento da pandemia da Covid-19. A companhia destinará, ao longo deste ano, cerca de R$ 76 milhões em recursos no combate ao coronavírus. Parte do valor aprovado para a realização destas ações é procedente de recursos recuperados pela Petrobras em acordo de leniência.

“A Petrobras tem o compromisso de contribuir para a sociedade, particularmente nesse momento de adversidade provocado pela pandemia”, afirma o presidente da Petrobras, Joaquim Silva Luna.

Ao todo a Petrobras doará 12 microusinas de oxigênio. As duas primeiras, entregues no Ceará e no Rio Grande do Sul, devem começar a funcionar nas próximas semanas. Com capacidade de produzir 25m³ por hora, é possível atender 100 leitos, sendo 21 de UTI, o que pode representar até 80% do consumo de um hospital, dependendo do tamanho da unidade. A definição dos hospitais cabe às secretarias estaduais de Saúde, enquanto os estados que estão recebendo as microusinas pela Petrobras foram definidos seguindo critérios de possuírem unidades de operações da Petrobras (E&P e RGN) e criticidade das taxas de ocupação de leitos e mortalidade pela Covid-19.

Ainda no esforço para ampliar a oferta de oxigênio na rede pública de saúde, a Petrobras já doou 900 cilindros de oxigênio entre janeiro e junho de 2021. Até o momento, os estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Sergipe receberam cada um deles 100 cilindros de oxigênio para beneficiar as secretarias estaduais de saúde. O total de cilindros doados pela Petrobras nos próximos meses atingirá a marca de 2.500 unidades.

Em outra frente, a Petrobras está investindo R$ 22,7 milhões na distribuição de cestas básicas e cartões para aquisição de alimento a famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade social, agravadas pela pandemia. No mês de maio a companhia iniciou a doação de 180 mil cestas básicas que beneficiarão, ao todo, 60 mil famílias, em dez estados do país, através de doação por três meses. Para definir as famílias contempladas foi realizado um mapeamento prévio em comunidades vizinhas de unidades de operações de refino e gás natural da companhia e dados de inscritos no Cadastro Único que identifica e caracteriza as famílias de baixa renda, permitindo que o governo conheça melhor a realidade socioeconômica dessa população.

Essa medida visa contribuir com a alimentação básica para que essas famílias consigam passar pelo período de crise mais aguda. A ação está sendo executada por instituições parceiras da Petrobras e sem fins lucrativos, que receberão recursos da companhia para fazer a aquisição e entrega dos mantimentos ou cartões alimentação às famílias, seguindo todos os protocolos de prevenção à Covid-19.

Mais iniciativas

Ainda no início de 2021, a Petrobras integrou a iniciativa “Juntos pelo Amazonas”, em conjunto com outras empresas, para a doação de uma usina de oxigênio em Manaus. A companhia também fez parte de ação em conjunto com outras empresas para a doação de 3,7 milhões de medicamentos para intubação de pacientes.

A Petrobras também criou uma frente científica com o objetivo de pesquisar soluções de enfrentamento à pandemia. Dentre as soluções desenvolvidas, destacam-se protótipos de ventiladores pulmonares de baixo custo para pacientes com Covid-19, além de uma força-tarefa para manutenção e reparo destes equipamentos.

A Petrobras tem compromisso com a sociedade e seus projetos e ações socioambientais tem como objetivo gerar impactos positivos e contribuir para o desenvolvimento das comunidades onde a empresa atua. As ações socioambientais da Petrobras visam gerar impacto transformador para as pessoas por elas atendidas.

Enauta assina contratos de concessão de 4 blocos da Bacia do Paraná com baixo compromisso financeiro

A Enauta informa que foram assinados os contratos de concessão dos blocos arrematados no 2º Ciclo da Oferta Permanente da ANP, realizado em 4 de dezembro de 2020. A Companhia adquiriu 30% de participação em quatro blocos terrestres PAR-T-86, PAR-T-99, PAR-T-196 e PAR-T-215, na Bacia do Paraná, em parceria com a Eneva.

A aquisição destes quatro blocos marca a entrada da Enauta na Bacia do Paraná, considerada área de fronteira pela baixa quantidade de atividades exploratórias já realizadas na região, permitindo que Companhia esteja bem posicionada para captar novas possibilidades de negócios. A Enauta aproveitou essa oportunidade para diversificar sua base de ativos.

Estão previstos investimento da ordem de R$ 15 milhões em atividades exploratórias para a Companhia. Os blocos estão localizados nos estados do Mato Grosso do Sul e Goiás, com aproximadamente 11.544 km2 de extensão, área superior à de toda a tradicional Bacia do Recôncavo na Bahia. Em caso de descoberta, a proximidade com o mercado consumidor de gás facilitaria o escoamento da produção. O consórcio poderia ainda replicar o modelo de sucesso de reservoir-to-wire (R2W), com a geração de energia elétrica a partir do gás natural.

O valor do bônus de assinatura para estes blocos foi de R$ 2,1 milhões e a Enauta desembolsará R$ 633 mil nos próximos dias. O Programa Exploratório Mínimo (PEM) ofertado para 100% dos blocos foi equivalente a 1.000 km de sísmica 2D, a ser executado em até 6 anos.

Petrobras informa sobre venda de participação na Deten Química S.A.

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 02/06/2021, relacionado à venda de sua participação acionária de 27,88% na Deten Química S.A. (Deten), informa que postergou para 08/07/2021 a data limite para executar o Confidentiality Agreement e o Compliance Certificate e conceder acesso ao Memorando de Informações Confidenciais aos potenciais compradores.

O teaser ajustado está disponível no site da Petrobras:
https://www.investidorpetrobras.com.br/pt/resultados-e-comunicados/teasers.

As principais etapas subsequentes do projeto serão informadas oportunamente ao mercado.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com o regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais, previsto no Decreto 9.188/2017.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor.

Como o Covid influenciou a Transformação Digital na Indústria

*Roberto Regente Jr., vice-presidente da OpenText para América Latina

Embora as empresas de manufatura tenham se acostumado a ser confrontadas com um tsunami de dados, a pandemia da COVID-19 terminou por aumentar esta pressão por forçar uma rápida transformação digital em inúmeros processos, produtivos ou não.

De acordo com a consultoria americana McKinsey, o processo de transformação digital que ocorreria em três anos está acontecendo agora em meses ou semanas. A empresa afirma que no topo da lista de atividades transformadoras importantes está a gestão de relacionamento com o cliente.

Dados como fluxo de caixa, demanda de trabalho e direcionamento dos clientes ao atendimento adequado nunca foram tão importantes quanto agora. A análise desses dados está em evidência por fornecer um balanço operacional e de produção que vai de encontro às necessidades dos mesmos.

Isto, é claro, está longe de ser um assunto novo. Majoritariamente, a competição ocorre não apenas entre empresas do segmento de manufatura, mas também entre as grandes holdings de tecnologia como a Apple e Google entre muitas outras.

No contexto do mundo pós-COVID-19, as empresas precisam continuar entregando produtos e respectivos serviços melhores e mais inteligentes, preservando a saúde contínua do fluxo de caixa. A resposta será otimizar a amplitude e a profundidade da cadeia de suprimentos para incluir tecnologias inovadoras. Faz-se necessário a adoção de uma plataforma escalável para construir e gerenciar um ecossistema de parceiros com múltiplas dimensões e perfis.

Autonomia pode ser a bússola para o futuro 

Atualmente, a fluidez nas operações é prioridade. Com demanda incerta, o foco em excelência é crucial. O resultado é que muitas companhias irão reconsiderar investimentos em áreas em desenvolvimento – como veículos autônomos – e assegurar que não haverá custos extras ou desperdício nos projetos atuais.

Este tópico irá acelerar o foco das organizações para a otimização e automação de seus fluxos operacionais. Ao mesmo tempo, essas empresas tentam criar sistemas de suprimento capazes de responder de forma ágil às mudanças no fluxo e demanda de produção.

Adaptabilidade e resiliência na cadeia de suprimentos

As empresas de manufatura enfrentaram desafios ao trazer a produção externa para os mercados internos. E aqui vai uma atualização importante: elas conseguiram! A ruptura que ocorreu em nível global nas cadeias de suprimento – sendo que neste contexto a China estava virtualmente fechada – demonstrou o perigo em concentrar sua estratégia em um único ponto, ou seja, coloquialmente botar todos os ovos em apenas uma cesta.

O enfraquecimento da produção industrial durante a COVID-19 levou as empresas a repensar sobre “comprar onde vender e vender onde comprar”. Assim, foi necessário desenvolver uma cadeia de suprimentos que pudesse rapidamente se adaptar à essa ruptura. A computação em nuvem possibilita a flexibilização e o crescimento em escala nas formas de negociação, colaboração e crescimento dos ecossistemas de parceiros.

Inovação e agilidade em organizações que trabalham com parcerias digitais

Antes da pandemia da COVID-19, a empresa de consultoria Ernst & Young Global Limited (EY) explicou porque as habilidades de monitorar, simular e otimizar a entrega de produtos, com foco em performance, representam uma vantagem global.

Na atualidade, as empresas que atuam em parceria ainda oferecem ferramentas empíricas proativas e estratégicas em resposta ao mundo pós-COVID-19.

Este tipo de simbiose, ou joint venture, aumenta a agilidade nos negócios, permite às organizações prever e erradicar fatores de estresse, adaptação a modelos mais eficientes e retroalimentação ágil de seus processos. Além disso, possibilita uma rota de redução de custos rápida para continuar investindo na inovação de produtos e geração de lucro.

Mudanças nas práticas de trabalho com foco na automação

As indústrias enfrentam dificuldade em conduzir o processo de automação. Atualmente, essas mudanças ainda acontecem de forma repentina e dramática.

Sem levar em conta a escassez de mão de obra qualificada, algumas estimativas apontaram que a indústria automobilística do Reino Unido por exemplo,  poderia perder um em cada seis postos de trabalho devido à pandemia da COVID-19.

Além disso, o distanciamento social forçou as empresas a operar com o mínimo possível de pessoas. A automação é necessária para suprir a demanda neste novo contexto de trabalho. Companhias automotivas precisam fundamentar regras de automação e reter as frentes de trabalho para lidar com a revolução digital e o supply chain no contexto atual.

Nada poderia ter preparado o setor para a primeira metade de 2020. Muitas empresas e seus stakeholders precisaram operar em modo de sobrevivência. Na medida em que estamos abandonando a pandemia, enfrentaremos tempos difíceis e incertos. Pretendo acompanhar de perto o desenrolar dos eventos para mais um balanço sobre o setor no final deste ano de 2021.

Indústria química Arkema promete reduzir em ao menos 60% a emissão de poluentes até 2030

Grupo francês firma parceria com a Act4nature e reforça compromisso com a biodiversidade

A Arkema, francesa que é uma das maiores indústrias químicas do mundo, acaba de assinar um termo de compromisso com a Act4nature International para redução dos impactos na biodiversidade, reforçando seu compromisso de agir como agente indutor de políticas de respeito ao meio ambiente em sua cadeia produtiva. A iniciativa abrange ações de proteção da biodiversidade, preservação da fauna e flora e redução do lançamento de efluentes de suas instalações industriais no ar, água e solo.

“Como parte da transição para um mundo mais sustentável, a Arkema afirma seu compromisso com a preservação da biodiversidade. Estamos atuando em nossas fábricas, inovando em soluções ecologicamente corretas e mobilizando nossos colaboradores e parceiros”, afirma Eric Schmitt, Presidente da Arkema Brasil. A empresa firmou dez compromissos comuns da Act4nature International e definiu mais oito compromissos individuais com base nos impactos mais significativos sobre a biodiversidade para a empresa em toda a cadeia de valor. Estes compromissos abrangem todas as 147 unidades industriais da companhia ao redor do mundo, tanto em produtos primários quanto transformados, além de incluir ações com parceiros e clientes. “Reconhecemos nosso papel como líderes no setor e a necessidade de estimular nossos parceiros a adotarem medidas neste sentido. Precisamos trabalhar juntos para garantir o futuro”, completa Schmitt.

Até 2030, a Arkema se compromete a atuar nos principais poluentes com um impacto local e reduzir as emissões de compostos orgânicos voláteis (VOCs) no ar e na água em 65% e 60%, respectivamente, comparativamente a 2012. O que representa reduzir as emissões atuais do grupo em 80%. A Arkema também espera aumentar o número de agricultores treinados e certificados de 4.600 para 7.000 até o final de 2022. O que envolve tornar mais consciente e reduzir o uso de fertilizantes e água de irrigação.

Criado em 2018 pela associação francesa Entreprises pour l’Environnement (EpE), o Act4nature Internacional é um coletivo de empresas, atores públicos, cientistas e associações ambientais comprometidos com a proteção, melhoria e restauração da biodiversidade.

Projeto-piloto de Indústria 4.0 na Rudolph estimula Bosch a replicar modelo em base de fornecedores

Uma ação de vanguarda para conectar a indústria brasileira à transformação digital.” É como o executivo Alex Marson, CEO da Rudolph Usinados, de Timbó (SC), qualifica o projeto voltado à Indústria 4.0 que a empresa – fabricante de soluções em componentes mecânicos, com destaque para o setor automotivo – conduz de forma colaborativa com a Bosch, um de seus principais clientes, no Brasil e na Europa.

A Rudolph foi a primeira selecionada para a implementação desse projeto, que visa implementar tecnologias da Indústria 4.0 nas operações de fornecedores da Bosch, ampliando a parceria com a base e os desenvolvimentos conjuntos.

A boa experiência do piloto, desenvolvido com a Rudolph ao longo dos últimos três anos, estimulou a Bosch a replicar o modelo em um total de 18 fornecedores, apoiada por recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Em evento com parceiros, a multinacional confirmou essa ampliação à imprensa.

“Foi o primeiro passo rumo à indústria 4.0 com um fornecedor, mas não partiu do zero: a Rudolph já tinha estrutura consolidada e a Bosch investiu em áreas estratégicas, que foram ganhando novas tecnologias”, noticiou a Revista Autodata, especializada no setor automotivo. “O foco é no ganho compartilhado: tornando a Rudolph mais competitiva, cresce, por consequência, a competitividade da própria Bosch.”

Na Rudolph, o projeto, batizado de Indústria 4.0 Smart Retrofit, permitiu ganhos expressivos nos principais indicadores de produtividade, qualidade e custos, na célula onde foi desenvolvido. “Mas o maior benefício não pode ser medido diretamente. Veio do desenvolvimento de um modelo mental de possibilidades ampliadas pela transformação digital, e da experiência prática de sua aplicação na indústria brasileira. As soluções inovadoras de retrofit têm mostrado caminhos promissores para alavancar a atratividade dos nossos investimentos”, observa Alex Marson. O executivo também revela que a Rudolph teve, recentemente, um projeto próprio com foco na inovação em processos de manufatura avalizado pelo Programa Finep 2030 Empresarial.

Workshop debate revisão da norma sobre aquisição e processamento de dados técnicos

A ANP realizou anteontem (28/6), via plataforma Teams, o Workshop sobre a Revisão da Resolução ANP nº 757/2018, que regulamenta as atividades de aquisição e processamento de dados, elaboração de estudos e acesso aos dados técnicos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural nas bacias sedimentares brasileiras.

“Esse workshop é muito importante porque busca estimular uma conversa com o setor, o mercado, a academia e todos os interessados para discutir de forma mais ampla as mudanças que estão sendo sugeridas. A ideia é promover uma simplificação regulatória para melhorar o acesso aos investimentos no país e trabalhar para que todos possam acessar os dados técnicos com mais facilidade” – destacou o superintendente de Dados Técnicos, Cláudio Jorge, na abertura do evento.

A revisão da Resolução ANP nº 757/2018 está prevista na Agenda Regulatória 2020-2021 da Agência. Todas as contribuições recebidas durante o workshop serão consideradas na elaboração da proposta de nova resolução, cuja minuta passará por consulta e audiência públicas antes de sua publicação final.

Wood vai pagar $ 177 milhões para liquidar encargos de suborno nos EUA, Reino Unido e Brasil

A empresa de serviços de energia John Wood Group resolveu investigações de suborno e corrupção sobre o uso anterior de terceiros no legado da Amec Foster Wheeler.

Wood disse que chegou a acordos com o Serious Fraud Office (SFO) no Reino Unido, o Departamento de Justiça (DOJ) e a Comissão de Valores Mobiliários (SEC) dos EUA, e o Ministério Público Federal (MPF) , o Controlador Gabinete do General (CGU) e Procuradoria Geral (AGU) no Brasil.

De acordo com os termos dos contratos, a Empresa pagará compensação, restituição e juros de pré-julgamento, multas e penalidades no total de $ 177 milhões.

Isso será feito em etapas ao longo dos próximos três anos, com aproximadamente US $ 62 milhões a pagar no segundo semestre de 2021 e o saldo a ser pago em parcelas em 2022, 2023 e 2024.

As resoluções se referem à conduta histórica que ocorreu antes da Amec adquirir a Foster Wheeler AG em novembro de 2014 e antes da aquisição da empresa combinada pela Wood em outubro de 2017.

Para esclarecer, a Amec Foster Wheeler subornou funcionários da estatal brasileira de petróleo Petrobras para ganhar um contrato de US $ 190 milhões para projetar um complexo de gás para produtos químicos no Brasil.

No Reino Unido, um acordo de ação penal diferido de três anos relacionado ao uso de agentes terceirizados para suborno e corrupção em cinco países por Foster Wheeler foi acordado com a SFO e foi o assunto de uma audiência preliminar no Tribunal da Coroa hoje. Wood e a SFO buscarão a aprovação judicial final do Tribunal em 1º de julho de 2021.

Wood também firmou um acordo de ação penal diferido de três anos com o DOJ, uma ordem de cessação com a SEC e acordos de leniência com prazo de 18 meses com a CGU, AGU e MPF – tudo sobre o uso histórico de agentes terceirizados por suborno e corrupção em conexão com a conquista de um projeto no Brasil.

Supondo que a aprovação judicial final seja recebida no Reino Unido, ele oficialmente concluirá essas investigações sobre o legado dos negócios da Amec Foster Wheeler.

“A Wood revisa e aprimora continuamente seu programa de conformidade para mitigar o risco de recorrência de conduta semelhante e agora proíbe o uso de agentes de vendas ou semelhantes, a menos que exigido por lei. Considerando as ações de remediação conduzidas até a data e as melhorias de conformidade, nenhuma das resoluções exige a nomeação de um monitor de conformidade independente, mas inclui certas obrigações de conformidade contínuas para a SFO, DOJ e autoridades brasileiras durante a vigência dos acordos relevantes ”, afirmou a empresa .

Robin Watson , presidente-executivo da Wood, disse: “ As investigações trouxeram à luz um comportamento inaceitável, embora histórico, que condeno nos termos mais veementes. Embora tenhamos herdado esses problemas por meio da aquisição, assumimos total responsabilidade em resolvê-los, como qualquer empresa responsável faria.

“ Desde a aquisição da Amec Foster Wheeler, cooperamos totalmente com as autoridades e tomamos medidas para melhorar ainda mais nosso programa de ética e conformidade a partir de uma base já sólida. Estou satisfeito porque, sujeito à aprovação final do tribunal no Reino Unido, conseguimos resolver esses problemas e agora podemos olhar para o futuro ”.

Roy Franklin , presidente da Wood, acrescentou: “ A conduta histórica que levou a essas investigações não reflete os valores de Wood que nos unem como uma equipe global.

“ As resoluções sublinham porque atribuímos tanta importância à manutenção dos mais elevados padrões de ética e conformidade em todas as partes do mundo onde operamos e porque continuamos a investir no fortalecimento da nossa governação nesta área ”.

Petrobras ultrapassa R$ 6 bilhões em recursos recuperados por meio de acordos de leniência e delações premiadas

A Petrobras recebeu na sexta-feira (25/6) a quantia de R$ 271,1 milhões referente ao acordo de leniência celebrado pela Technip Brasil e Flexibras (empresas do Grupo Technip). Assim, o total de recursos devolvidos para a companhia em decorrência de acordos de colaboração, leniência e repatriações ultrapassou o montante de R$ 6 bilhões. Somente este ano, mais de R$ 1 bilhão foi recuperado pela companhia.

O acordo de leniência foi firmado com a atuação conjunta entre o Ministério Público Federal, a Controladoria-Geral da União (CGU), a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Departamento de Justiça Norte-Americano (DoJ). A Petrobras já havia recebido as duas primeiras parcelas do acordo, em julho de 2019 e em junho de 2020, que somaram cerca de R$ 578,3 milhões.

Esses ressarcimentos decorrem da condição de vítima da Petrobras nos crimes investigados no âmbito da Operação Lava Jato. A companhia reafirma seu compromisso de adotar as medidas cabíveis, em busca do adequado ressarcimento dos prejuízos decorrentes que lhe foram causados. A Petrobras atua como coautora do Ministério Público Federal e da União em 21 ações de improbidade administrativa em andamento, além de ser assistente de acusação em 79 ações penais relacionadas a atos ilícitos investigados pela Operação Lava Jato.

Assinados os contratos do 2º Ciclo da Oferta Permanente

A ANP realizou, no Rio de Janeiro, a cerimônia de assinatura dos contratos das 18 áreas arrematadas no 2º Ciclo da Oferta Permanente, sendo 17 blocos exploratórios e uma área com acumulações marginais.

Na abertura do evento, o Diretor-Geral da ANP, Rodolfo Saboia lembrou que a sessão pública de apresentações de ofertas do 2º Ciclo ocorreu em 2020, um ano desafiador para a indústria global de petróleo e gás natural.

“Naquele contexto, a simples realização de um ciclo da Oferta Permanente já seria em si só uma vitória, uma vez que, nesse modelo, o processo licitatório só tem início com a manifestação de interessados, acompanhada de garantia de oferta. Mas esse ciclo não só foi realizado como também apresentou resultados extremamente positivos. Com os contratos assinados hoje, adicionaremos em torno de 20 mil km² de área de exploração, em seis bacias sedimentares brasileiras, uma área quase do tamanho do Estado de Sergipe. Isso significa um acréscimo de 10% em área exploratória concedida”, afirmou.

Saboia ressaltou ainda que os contratos assinados trarão impactos positivos em nível regional. “Destaco, por exemplo, os quatro blocos arrematados na nova fronteira exploratória na Bacia do Paraná, que poderão trazer produção comercial de hidrocarbonetos pela primeira vez na região Centro-Oeste, sendo beneficiada com geração de empregos, renda e royalties. Destaco também a perspectiva de desenvolvimento do campo de Juruá, descoberto em 1978, mas que nunca produziu, e a concessão de um bloco marítimo na Bacia de Campos, que permitirá a formação de um cluster com outros dois blocos do mesmo operador e, assim o aumento da economicidade dos projetos”, completou.

No total, foram sete empresas signatárias: Shell Brasil Petróleo Ltda., Eneva S.A., Enauta Energia S.A., Imetame Energia Ltda., Energy Paranã Ltda., Potiguar E&P S.A. e Petroborn Óleo e Gás S.A.

A sessão pública de apresentações de ofertas do 2º Ciclo da Oferta Permanente ocorreu no dia 4 de dezembro de 2020. No certame, foram arrecadados R$ 56,7 milhões em bônus de assinatura e as áreas arrematadas irão gerar investimentos exploratórios mínimos da ordem de R$ 160 milhões.

Na cerimônia de assinatura, estiveram presentes o Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, os Diretores da ANP Rodolfo Saboia, Symone Araújo e Dirceu Amorelli, além de outras autoridades e representantes das empresas.

Veja a gravação da cerimônia

Saiba mais sobre o 2º Ciclo da Oferta Permanente