Petrobras assina Acordo de Coparticipação de Búzios

A Petrobras informa que assinou com a Pré-sal Petróleo S.A. (PPSA) e as parceiras CNODC Brasil Petróleo e Gás Ltda. (CNODC) e CNOOC Petroleum Brasil Ltda. (CNOOC) o Acordo de Coparticipação de Búzios, que regulará a coexistência do Contrato de Cessão Onerosa e do Contrato de Partilha de Produção do Excedente da Cessão Onerosa para o campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos.

As negociações foram iniciadas logo após a licitação, ocorrida em 6 de novembro de 2019, em que a Petrobras adquiriu 90% dos direitos de exploração e produção do volume excedente da Cessão Onerosa do campo de Búzios, em parceria com a CNODC (5%) e a CNOOC (5%). Em conjunto, as partes e a PPSA definiram os Planos de Desenvolvimento do campo, incluindo as estimativas de curva de produção, e utilizando as premissas de preços de óleo e gás, taxa de desconto e métricas de custos estabelecidas na Portaria MME nº 213/2019, alinhando as seguintes participações:

Dessa maneira, o valor da compensação total devido ao Contrato de Cessão Onerosa (100% Petrobras) pelo Contrato de Partilha de Produção é de US$ 29,4 bilhões, que será recuperado como Custo em Óleo pelos contratados. Como a Petrobras possui uma participação de 90% no consórcio deste contrato, o valor referente à participação de 10% dos parceiros CNOOC e CNODC, no montante de US$ 2,94 bilhões, será recebido à vista pela Petrobras na data de início de vigência do Acordo.

Com o início de vigência do Acordo, a participação na jazida de Búzios será de 92,666% da Petrobras e 3,667% de cada um dos parceiros.

A efetividade do Acordo está sujeita à aprovação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), seguida do pagamento da parcela dos parceiros CNOOC e CNODC da compensação à Petrobras.

As estimativas de participação e de compensação apresentadas têm como base a data efetiva do Acordo em 01/09/21, e, assim que a data for confirmada com a aprovação da ANP, serão realizados os ajustes necessários conforme a produção acumulada e os investimentos realizados até aquela data.

Parceria entre Anbiotec e Firjan apresenta oportunidades em biotecnologia

A ANBIOTEC, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), promove o webinar que apresentará os mecanismos nacionais de apoio às indústrias fluminense à Rede Anbiotec Brasil. Votado para toda a cadeia produtiva de biotecnologia, a transmissão on-line ocorre na terça-feira (15/6), a partir das 10h30.

Os interessados em assistir o evento podem se inscrever por meio do link bit.ly/3w7VKlT.

Serão detalhadas, ainda, informações necessárias para a participação no edital SENAI de Inovação e para o enquadramento de projetos junto ao Embrapii – Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial. A programação também conta com a apresentação das linhas de atuação do Instituto SENAI de Inovação em Química Verde e do Centro de Inovação Sesi em Saúde Ocupacional.

Programação:

10h30 – 10h40: Apresentação, Vanessa Silva, presidente da Anbiotec Brasil – Associação Nacional das Empresas de Biotecnologia

10h40 – 11h05: Antonio Fidalgo, pesquisador-chefe do Instituto SENAI de Inovação em Química Verde

11h05 – 11h30: Sergio Kuriyama, pesquisador do Centro de Inovação SESI em Saúde Ocupacional

11h30 – 11h45: Katia Aguiar, especialista em captação de Recursos da Firjan

Sobre a Anbiotec Brasil

A Anbiotec Brasil é uma organização que reúne empresas de Biotecnologia e Ciências da Vida. É a maior rede de negócios e empresas inovadoras e todo o setor de biotecnologia brasileiro. Fundada em 2010 como uma associação privada sem fins lucrativos, apoia a inovação e o empreendedorismo como ferramentas para o fortalecimento e a competitividade industrial.

A Rede Anbiotec Brasil é composta por empresas com atuação em Tecnologias aplicadas para saúde humana e animal, Diagnóstico molecular, genética e in Vitro (IVD), Controle laboratorial, Clonagem vegetal, Biomateriais, Medicina regenerativa e equipamentos médico hospitalares. Entre as parcerias institucionais e estratégicas estão: laboratórios, universidades, institutos, centros de pesquisa, parques tecnológicos e hubs de inovação.

Sobre a Firjan

A Firjan é formada por cinco instituições que apoiam e incentivam as indústrias fluminenses, gerando ideias, empregos e desenvolvendo soluções. São elas: Firjan, Firjan SENAI, Firjan SESI, Firjan CIRJ e Firjan IEL.

Os Institutos SENAI de Tecnologia (IST) e Institutos SENAI de Inovação (ISI) estão

localizados em regiões de grandes polos industriais, cujas unidades são conectadas entre si, compartilhando competências, portfólios, laboratórios e especialistas, para atender às demandas de todo o Brasil. São ao todo 60 ISTs e 27 ISIs todo país. No Rio, temos 3 ISTs (Química e Meio Ambiente, Solda, Automação Industrial) e 3 ISIs (Química Verde, Inspeção e Integridade e Sistemas Virtuais de Produção).

Petrobras conclui emissão de US$ 1,5 bilhão em títulos globais

A Petrobras informa que concluiu, por meio da sua subsidiária integral Petrobras Global Finance B.V. (PGF), a oferta de títulos no mercado de capitais internacional (Global Notes), no valor de US$ 1,5 bilhão, através da emissão dos títulos PGF 5,50% Global Notes com vencimento em junho de 2051.

A operação foi precificada no dia 02 de junho de 2021, conforme divulgado ao mercado, e representou a menor taxa de retorno (yield) de uma emissão na história da Petrobras para um bond de 30 anos.

A demanda aproximada foi 6,2 vezes superior à oferta, com participação de 426 investidores dos Estados Unidos, Europa, Ásia e América Latina.

Seguem abaixo as principais informações da emissão:

● Volume Emitido: US$ 1,5 bilhão

● Cupom: 5,50% a.a.

● Preço de emissão: 96,446%

● Rendimento ao investidor: 5,75% a.a.

● Vencimento: 10 de junho de 2051

● Data dos pagamentos de juros: 10 de junho e 10 de dezembro de cada ano, iniciando em 10 de junho de 2021

● Rating: BB- (Fitch) / Ba2 (Moody’s) / BB- (S&P)

● CUSIP/ISIN: 71647NBJ7/US71647NBJ72

Os recursos líquidos da venda desses títulos serão utilizados para o pagamento dos títulos validamente entregues e aceitos na oferta de recompra anunciada em 02 de junho de 2021.

SEST SENAT inaugura segunda unidade operacional na cidade de Manaus

Estrutura tem capacidade para realizar mais de 53 mil atendimentos ao ano; Manaus é a quarta capital a ter duas unidades do SEST SENAT

O SEST SENAT inaugurou, nesta quinta-feira (10), uma nova unidade em Manaus. Essa é a segunda estrutura da instituição na capital do Amazonas. O valor total de investimento é de R$ 13,7 milhões.

A capacidade da nova estrutura é de 53 mil atendimentos ao ano. Trabalhadores do transporte e a comunidade podem usufruir, na área de desenvolvimento profissional, de treinamentos no simulador de direção de caminhão, carreta e ônibus — tecnologia de ponta utilizada no aperfeiçoamento de motoristas profissionais, com foco na prevenção de acidentes e na condução eficiente e econômica. Na área da saúde, de atendimentos de psicologia; nutrição; odontologia e fisioterapia. Todos os serviços são gratuitos para os trabalhadores do transporte das empresas contribuinte e transportadores autônomos também contribuintes.

O presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte) e dos Conselhos Nacionais do SEST e do SENAT, Vander Costa, explica que, com a inauguração da nova unidade em Manaus, o SEST SENAT reforça seu compromisso de contribuir com o desenvolvimento do transporte no país. “A nova unidade permite ampliar a eficiência das empresas de transporte no Amazonas. Temos a convicção de que a capacitação profissional aliada à qualidade de vida, oferecida pelos nossos serviços de saúde, é capaz disso. Queremos continuar induzindo o desenvolvimento regional e contribuindo para o aprimoramento do setor e dos trabalhadores do transporte da região”, afirma.

Para o presidente do Conselho Regional do SEST SENAT Norte I, Francisco Saldanha Bezerra, a nova unidade vai garantir mais acesso a serviços de excelência. “Manaus já pedia, há algum tempo, a ampliação dos nossos atendimentos. A nova unidade vai permitir um trabalho ainda mais focado na transformação da realidade dos trabalhadores do transporte e na qualidade dos serviços ofertados pelas empresas transportadoras”, destaca ele.

Manaus é a quarta capital a ter duas unidades do SEST SENAT. As demais estão localizadas na região Sudeste: São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (MG).

Estrutura

A nova estrutura tem 1.956,77 m² de área construída e conta com sala de treinamento no simulador de direção, com capacidade para 15 alunos; três salas de aula com capacidade para 25 alunos cada; e um laboratório de informática, com capacidade para 18 alunos.

Na área de saúde está equipada para prestar atendimentos em fisioterapia, psicologia, nutrição e odontologia clínica em quatro consultórios. A unidade também oferece um centro de eventos

Homenagem

A unidade recebe o nome de Omar José Gomes, liderança no setor de transporte e presidente de honra da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres.

Expansão

A unidade de Manaus é a terceira a ser inaugurada em 2021. Ela integra o plano de expansão e melhoria da rede física do SEST SENAT em todo o Brasil, que, desde 2017, já inaugurou 32 novas estruturas. A ampliação das unidades permite ao SEST SENAT oferecer mais e melhores serviços aos trabalhadores do setor e, assim, garantir mais eficiência para as empresas. O SEST SENAT passa a contar com 12 unidades em funcionamento em toda a região Norte e 157 no país.

Petrobras prorroga inscrições para seleção pública de projetos socioambientais no Rio de Janeiro

A seleção prevê oportunidades para projetos do Grande Rio e Baixada dentre outras regiões do estado, no valor total de até R$ 25,3 milhões

A Petrobras prorrogou, até o dia 9 de julho, as inscrições para a seleção pública de novos projetos que irão compor a carteira do Programa Petrobras Socioambiental. A companhia prevê destinar R$ 41,8 milhões para cerca de 30 projetos ambientais e sociais desenvolvidos em comunidades vizinhas de suas operações nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

No Rio de Janeiro a seleção prevê uma série de oportunidades para projetos desenvolvidos em diversas regiões do estado, principalmente no Grande Rio, Baixada, Norte Fluminense, Região dos Lagos e Costa Verde, no valor total de até R$ 25,3 milhões.

As iniciativas selecionadas irão representar uma renovação de cerca de 40% da carteira de projetos socioambientais apoiados pela Petrobras. Estão abertas oportunidades para as quatro linhas de atuação do programa, consideradas prioritárias para o negócio e para a sociedade: Educação, Desenvolvimento Econômico Sustentável, Clima e Oceano.

A seleção prevê destinar cerca de R$ 13,8 milhões a projetos sociais incentivados, ou seja, apoiados pela Lei de Incentivo ao Esporte e a Cultura do Estado do Rio de Janeiro (Lei Estadual nº 8.266/2018). Nesse caso, as propostas devem ter como tema principal Educação e contemplar municípios próximos das unidades da Petrobras nas regiões Sul Fluminense, Costa Verde, Baixada Fluminense, Norte Fluminense e região metropolitana do estado.

A Petrobras prevê ainda R$ 28 milhões para projetos socioambientais não associados a leis de incentivo distribuídos em 16 oportunidades, nas quatro linhas de atuação (Educação, Desenvolvimento Econômico Sustentável, Clima e Oceano), em cinco estados. A linha de atuação Educação contemplará aqueles que atuem em municípios priorizados nessa seleção no estado de São Paulo. A linha de Desenvolvimento Econômico Sustentável prevê oportunidades para projetos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Para a temática Oceano, poderão se inscrever projetos que atuem com ecossistemas costeiros nos estados de Rio de Janeiro e São Paulo. E, para a linha de Clima, projetos que atuem na conservação das bacias hidrográficas priorizadas no regulamento, em São Paulo e no Rio de Janeiro, e de manguezais no Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e/ou Santa Catarina.

Serão aceitas inscrições de projetos de entidades privadas sem fins lucrativos. As inscrições podem ser feitas até às 18h do dia 9 de julho, exclusivamente pela página da Seleção Pública 2021 – https://petrobr.as/ppsa-selecao2021 – onde também está disponível um webinar com dicas e outras informações sobre o processo, além de vídeos com respostas para as principais dúvidas.

Após passarem por triagem administrativa e técnica, os projetos serão avaliados por uma comissão, formada por especialistas da Petrobras e da sociedade civil e/ou poder público, que selecionará os projetos avaliados com maior relevância para as comunidades prioritárias e linhas de atuação, e que tenham maior sinergia com as necessidades dos territórios. A divulgação do resultado da seleção pública está prevista para o segundo semestre desse ano.

Programa Petrobras Socioambiental

O investimento em projetos socioambientais está previsto nos compromissos de sustentabilidade assumidos no Plano Estratégico 2021-25. Por meio do Programa Petrobras Socioambiental, a Petrobras apoia soluções socioambientais em temas relevantes para a indústria de óleo e gás e para os territórios onde atua, em todo o país, através de parcerias com instituições do terceiro setor. São apoiadas ações voltadas para a geração de emprego e renda; o preparo para o exercício da cidadania; o atendimento de crianças e adolescentes; a conservação da biodiversidade costeira e marinha; e a recuperação de florestas e áreas naturais, entre outras. Em 2020, a Petrobras investiu R$ 89 milhões em projetos socioambientais.

Petrobras assina contrato de US$ 2,3 bilhões para fornecimento da P-79

A Petrobras assinou hoje (11/6) contrato com a joint venture formada pelas empresas Saipem e DSME no valor de US$ 2,3 bilhões para fornecimento da P-79, oitava unidade a ser instalada no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos. Com capacidade de processamento de 180 mil barris de óleo por dia e 7,2 milhões de m3 de gás por dia, a plataforma é do tipo FPSO, unidade flutuante que produz, armazena e transfere petróleo. A entrega está prevista para 2025.

O fornecimento do FPSO será resultado da contratação na modalidade EPC (engenharia, suprimento e construção) e da estratégia da Petrobras de desenvolver novos projetos de plataformas próprias, incorporando as lições aprendidas nos FPSOs já instalados no pré-sal, incluindo aspectos de contratação e construção. O contrato prevê o atendimento ao conteúdo local de 25%, requisito previsto em edital e compromissado com a ANP para o campo de Búzios.

O projeto prevê a interligação de 14 poços ao FPSO, sendo 8 produtores e 6 injetores, por meio de infraestrutura submarina composta por dutos rígidos de produção e de injeção e dutos flexíveis de serviços.

Búzios

O campo de Búzios, descoberto em 2010, é o maior campo de petróleo em águas profundas do mundo. É um ativo de classe mundial, com reservas substanciais, baixo risco e baixo custo de extração. Deve chegar ao final da década com a produção diária acima de 2 milhões de barris de óleo equivalente por dia, tornando-se o ativo da Petrobras com maior produção.

Atualmente, há quatro unidades em operação em Búzios, que respondem por mais de 20% da produção total da Petrobras. A quinta, sexta e sétima plataformas previstas para o campo (FPSOs Almirante Barroso, Almirante Tamandaré e P-78) estão em construção e a nona unidade (P-80) está em processo de contratação.

Aprovada nova resolução sobre PAD e Declaração de Comercialidade

A Diretoria Colegiada da ANP aprovou resolução que especifica o conteúdo e a forma de apresentação do Plano de Avaliação de Descobertas (PAD), do Relatório Final de Avaliação de Descobertas (RFAD) e da Declaração de Comercialidade, além de definir o mecanismo de aprovação do PAD e RFAD e da aceitação da Declaração de Comercialidade. A nova norma substituirá a Resolução ANP nº 30/2014.

As principais alterações em relação à norma anterior são: inclusão de orientações para a nomenclatura das áreas de desenvolvimento no momento da declaração de comercialidade (utilização de nomes de animais marinhos para campos marítimos e de animais da fauna terrestre brasileira para campos terrestres); inclusão de definição de prazos e regras para solicitações de postergação da declaração de comercialidade; restrição da extensão da apresentação de PAD para áreas na Fase de Exploração; indicação de prazo para análise do RFAD; inclusão da definição de parâmetros para o pedido de postergação da declaração de comercialidade; e inserção de ajustes no texto para um maior detalhamento dos principais marcos e ações do cronograma do PAD.

O PAD é um documento que contém um programa de atividades de exploração proposto pelo operador durante a vigência de um contrato de exploração e produção, quando houver decisão de avaliar o potencial de uma descoberta. A declaração de comercialidade é a notificação escrita do concessionário à ANP declarando uma jazida como descoberta comercial. Já o RFAD é o documento que apresenta os resultados do PAD e, após aprovado pela ANP, confere efetividade à declaração de comercialidade.

A minuta de resolução passou por dois períodos de consulta pública, o primeiro durante 60 dias e o segundo por 45 dias. A audiência pública sobre o tema ocorreu em 19/01/2021.

ABB Robótica faz avanços em automação para a indústria de construção para viabilizar obras mais seguras e sustentáveis

9 em cada 10 empresas de construção preveem falta de mão de obra qualificada até 2030, sendo que 81% disseram que utilizarão robôs nos próximos 10 anos, ao mesmo tempo em que a segurança e o meio ambiente impulsionam os investimentos em robótica

ABB Robótica está impulsionando a automação na indústria da construção com novas soluções de automação robótica para solucionar desafios importantes, incluindo a necessidade de mais moradias ecologicamente corretas e acessíveis e para reduzir o impacto ambiental da construção em meio a falta de mão de obra qualificada. A automação robótica oferece um enorme potencial para melhorar a produtividade, eficiência e flexibilidade da manufatura em toda a indústria da construção, incluindo automatizar a fabricação de casas modulares e construir componentes fora do local, soldagem robótica e manuseio de materiais em canteiros de obra e robô para impressão 3D de casas e estruturas customizadas. Assim como estão tornando a indústria mais segura e mais econômica, os robôs estão melhorando a sustentabilidade e reduzindo o impacto no meio ambiente ao melhorar a qualidade e reduzindo o desperdício.

“Com tão poucos negócios de construção usando automação atualmente, há um enorme potencial para nós transformarmos a indústria por meio da robótica. Diferente de construir um carro ou na montagem de eletrônicos, muitas técnicas usadas na construção não mudam há gerações, então nós estamos desenvolvendo novas soluções para solucionar os principais desafios da indústria,” disse Sami Atiya, Presidente da ABB Robotics & Discrete Automation Business Area. “Esse novo segmento de cliente irá aumentar nosso portfólio como parte de uma estratégia mais ampla para acelerar a expansão em segmentos de alto crescimento incluindo eletrônicos, saúde, bens de consumo, logísticas e alimentos e bebidas, para atender à crescente demanda por automação em diversas indústrias.”

Na pesquisa global1 realizada pela ABB, das 1.900 grandes e pequenas empresas de construção na Europa, Estados Unidos e China, 91% disseram que enfrentarão uma crise de falta de pessoal qualificado nos próximos 10 anos, com 44% dizendo que há problemas para preencher as vagas na construção. Melhorar a saúde e segurança no canteiro de obras foi uma prioridade para 42% dos entrevistados e a mesma porcentagem disse que o ambiente é o principal direcionador para a mudança na indústria.

81% das empresas de construção disseram que eles introduzirão ou aumentarão o uso de robótica e automação na próxima década, enquanto hoje só uma ou outra empresa se beneficia da robótica. Na pesquisa, somente 55% das empresas de construção disseram usar robôs, comparado com 84% na Automotiva e 79% na Manufatura.

As previsões do segmento para o valor total da indústria de construção global preveem um crescimento de até 85%, em torno de $15.5 trilhões em todo o mundo até 20302, enquanto estudo interno da ABB Robótica sobre o potencial de mercado para automação robótica para os próximos 10 anos é para uma alta taxa de crescimento de dois dígitos nos setores chave da construção, incluindo pré-fabricação e impressão 3D.

Robôs viabilizando uma nova abordagem

Com a nova indústria enfrentando regulamentações ambientais mais rigorosas e a necessidade de edifícios mais econômicos, a automação robótica reduz o desperdício ao melhorar a qualidade e consistência, o que é considerável quando estima-se que até um quarto do material transportado para um canteiro de obra será desperdiçado3. Com soluções digitais e de automação, as construtoras também podem projetar o descarte no início de um projeto por meio de um projeto eficaz de um edifício e de processos de construção.

Com mais de 200.000 vagas para trabalhadores de alto e baixo nível de capacitação na União Europeia só no segundo trimestre de 2020, a falta de mão de obra na indústria é um problema crescente, com pessoas mais jovens se desinteressando pelas carreiras de construção por achar que é uma profissão perigosa. Os trabalhadores da construção somam cerca de 30% das lesões do ambiente de trabalho e têm até quatro vezes mais chance de serem envolvidos em um acidente fatal comparado com outros setores, com 108.000 fatalidades estimadas a cada ano em todo o mundo5.

Os robôs podem tornar a construção mais segura ao manusear cargas grandes e pesadas, trabalhando em espaços menos seguros e permitindo métodos novos e mais seguros de construção. Usar robôs para tarefas repetitivas e perigosas das quais as pessoas cada vez mais não querem fazer significa que a automação pode ajudar a dar apoio para a crise de mão de obra e talentos e tornar a carreira de construção mais atraente para pessoas jovens.

“Um novo foco na saúde, segurança e sustentabilidade estão impulsionando investimentos em robótica, enquanto o encolhimento de pessoas qualificadas significa que a indústria da construção precisa de robôs para ajudar a manter junto os desafios da urbanização e da mudança climática,” adicionou Atiya. “Estamos colocando nossa expertise e portfólio líder da indústria de robôs e ferramentas digitais no centro da cadeia de valor da indústria da construção com soluções de automação para construção mais rápida, mais acessível e sustentável, enquanto dá suporte na falta de mão de obra ao manusear cargas grandes e pesadas, acessando locais insalubres e permitindo formas novas e mais seguras de construir.”

Inovação já em uso

Projetado para melhorar a flexibilidade, produtividade e qualidade, os projetos piloto incluem a fabricação automatizada de suportes de telhados de madeira com a Autovol no Canadá, a instalação robótica de elevadores com a Schindler Lifts e a automação robótica da produção de casas modulares pré-fabricadas da City Intelligent, que já aumentou a eficiência da produção em 15% e velocidade em 38%, enquanto reduz o desperdício em 30%.

A aplicação de soldagem robótica da Skanska melhorou a qualidade, a produtividade dos funcionários e a segurança ao automatizar a fabricação de malhas de estrutura de aço no local. Esta solução também reduziu o custo e o impacto ambiental do transporte de malhas de estrutura acabados em grandes volumes para os canteiros de obras.

“É cada vez mais desafiador encontrar pessoas para realizar tarefas difíceis e demoradas, o que significa que nós devemos olhar mais para frente no campo para encontrar os trabalhadores que nós precisamos,” disse Ulf Håkansson, Diretor Técnico para a Skanska Construction. “Alocar essas tarefas para os robôs pode ajudar nisso, permitindo que nós empreguemos nossos funcionários de maneira mais eficaz. A automação também se encaixa na experiência e imaginação da próxima geração de engenheiros, estes que já cresceram com a tecnologia e serão inestimáveis para nos ajudar a encontrar novas formas de usar robôs em nossos negócios.”

A ABB também está trabalhando com as principais universidades para co-desenvolver novas tecnologias de construção automatizadas, incluindo a ETH Zurich, uma universidade de pesquisa líder na Suíça. Na ETH, a ABB está dando suporte na pesquisa no campo de fabricação robótica na arquitetura e construção e já ajudou a estabelecer o primeiro laboratório do mundo para fabricação digital de robótica colaborativa em arquitetura, no Instituto de Tecnologia em Arquitetura do ETH.

Essa semana, a mais recente tecnologia de larga escala de impressão 3D de robótica da ABB para indústria de construção está sendo exibida pelo escritório de arquitetura austríaco MAEID na 17th International Architecture  – La Biennale di Venezia para inspirar arquitetos sobre as possibilidades da automação e impressão 3D, direcionando a inovação e permitindo novas formas de construção.

NTS Encerra consulta ao mercado para chamada pública incremental

Ao todo, 19 empresas participaram do mapeamento de demanda por capacidade de transporte. Solicitações incluíram a construção de pontos de entrega e recebimento, além de novos dutos

A Nova Transportadora do Sudeste (NTS) encerrou em maio a fase de consulta pública para mapeamento da demanda por capacidade de transporte em sua malha. Ao todo, 19 empresas participaram do mapeamento de demanda. Nesta etapa, que deu início à primeira chamada pública incremental promovida pela transportadora, a NTS recebeu um total de 20 formulários, entre produtores, importadores, comercializadores, distribuidoras e consumidores industriais e térmicos de gás natural.

As solicitações incluíram a construção de pontos de recebimento e de entrega, além de novos dutos. As indicações de capacidade de transporte aconteceram nos três estados que contam com a presença da NTS: Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Por ser um processo confidencial, não é permitida a divulgação de informações sobre as empresas que participaram do mapeamento de demanda.

“A resposta do mercado à consulta pública foi extremamente positiva. Avaliando o mapeamento, poderemos entender melhor e, assim, atender da melhor maneira possível as necessidades dos carregadores, com expansões da malha e aumento de capacidade, reduzindo gargalos que possam surgir com a ampliação do atendimento a futuras demandas. O engajamento das empresas mostra que o mercado de gás está receptivo diante de novos cenários”, declarou o presidente da presidente da NTS, Wong Loon.

Próximos passos

Após esta etapa de consulta ao mercado, a NTS irá avaliar se as solicitações podem ser atendidas por sua atual malha ou se demandam ampliação da infraestrutura. Os próximos passos incluem a depuração dos formulários e execução de simulações termo-hidráulicas das capacidades solicitadas, que serão seguidos da elaboração de propostas de projeto de capacidade incremental.

Além desta ação, a NTS está elaborando outras duas chamadas públicas. A CP01 tem como objetivo ofertar a capacidade remanescente liberada pela Petrobras, atual carregador. Com conclusão prevista para dezembro deste ano, essa Chamada Pública representa um importante passo para a abertura do mercado, já movimentado pela recente aprovação pelo Congresso Nacional da Nova Lei do Gás. A CP01 será a primeira oportunidade para um novo carregador, além da Petrobras, contratar capacidade firme na malha da NTS.

Também em fase de elaboração, a CP02 tem como objetivo construir o GASIG, o gasoduto Itaboraí-Guapimirim, que desempenhará função estratégica no escoamento da futura produção de gás do pré-sal. Esta Chamada Pública dará oportunidade aos carregadores interessados em compartilhar a nova infraestrutura, de 11 quilômetros de extensão, que representa o primeiro novo duto de transporte construído em mais de uma década.

A abertura ao mercado das duas novas Chamadas Públicas da NTS poderá ser acompanhada pelo site da transportadora.

Enel Green Power inicia operação comercial do maior parque eólico da América do Sul, Lagoa dos Ventos

A subsidiária brasileira de energia renovável do Grupo Enel, Enel Green Power Brasil Participações Ltda. (“EGPB”), iniciou a operação comercial do parque eólico Lagoa dos Ventos (716 MW), o maior parque eólico atualmente em operação na América do Sul e o maior parque eólico da Enel Green Power em todo o mundo. A construção da unidade de 716 MW, localizada nos municípios de Lagoa do Barro do Piauí, Queimada Nova e Dom Inocêncio, no estado do Piauí, envolveu um investimento de cerca de 3 bilhões de reais, o equivalente a cerca de 620 milhões de euros na taxa de câmbio atual.

“Lagoa dos Ventos é um projeto eólico recorde e seu início de operações comerciais é um marco importante para a Enel Green Power em todo o mundo, especialmente à luz dos desafios do cenário global de saúde”, disse Salvatore Bernabei, CEO da Enel Green Power e Head da linha de negócios Global Power Generation da Enel. “Como nossa maior usina eólica do mundo, Lagoa dos Ventos representa um passo significativo para o nosso crescimento sustentável, ao mesmo tempo que apoia a recuperação verde no Brasil, contribuindo ainda mais para a diversificação da matriz energética do país.”

O parque eólico Lagoa dos Ventos, que agora está em operação, é composto por 230 turbinas eólicas e será capaz de gerar mais de 3,3 TWh por ano, evitando a emissão de mais de 1,9 milhão de toneladas de CO2 na atmosfera. Da capacidade instalada total da planta, 510 MW foram conquistados pela Enel Green Power no leilão A-6, em dezembro de 2017, e estão apoiados por contratos de fornecimento de energia de 20 anos para um pool de distribuidoras que operam no mercado regulado, enquanto a produção dos 206 MW restantes será fornecida ao mercado livre para venda a clientes comerciais, alavancando a presença integrada da Enel no país.

Em dezembro de 2020, a Enel anunciou o início da construção do novo projeto eólico Lagoa dos Ventos III, com 396 MW. Com o novo parque eólico, que exigirá um investimento de cerca de 360 milhões de euros, a capacidade total de Lagoa dos Ventos atingirá cerca de 1,1 GW. Todo o complexo eólico terá 302 aerogeradores e poderá gerar cerca de 5,0 TWh por ano, evitando a emissão de mais de 2,8 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera a cada ano.

Dada a escala do projeto, a Enel Green Power desenhou um layout de planta inovador e baseado numa avaliação em alta resolução dos recursos eólicos para otimizar a produção de energia em Lagoa dos Ventos. Além disso, a EGP está utilizando uma variedade de ferramentas e métodos inovadores na construção do parque, como sensores de proximidade em máquinas para ampliar a segurança na construção; drones para levantamento topográfico; rastreamento inteligente de componentes de turbinas eólicas; plataformas digitais avançadas e soluções de software para monitorar e apoiar remotamente as atividades do local e comissionamento da planta, bem como uma ferramenta específica para otimização do cronograma de montagem dos geradores das turbinas. Estes processos e ferramentas possibilitam uma coleta de dados mais rápida, precisa e confiável, aumentando a qualidade da construção e facilitando a comunicação entre os times dentro e fora da obra. A empresa também implementou nos canteiros de obra iniciativas em linha com o modelo “Sustainable Construction Site” da Enel Green Power, como ações de economia e reuso de água e medidas de eficiência na iluminação.

Durante a construção de Lagoa dos Ventos, foram implantados rigorosos protocolos de segurança, em função da pandemia e em linha com as indicações das autoridades sanitárias, com o objetivo de garantir a proteção necessária aos trabalhadores envolvidos na construção bem como às comunidades onde o parque está instalado. Os mesmos protocolos também estão sendo implementados na construção do novo parque eólico Lagoa dos Ventos III. A empresa estabeleceu diretrizes rígidas para viagens, que incluem quarentena preventiva quando os trabalhadores se deslocam para cidades fora da região do canteiro de obras; maior higienização das instalações, veículos e ambientes nos canteiros de obras; bem como medidas para garantir práticas de trabalho seguras. Nos canteiros, a rotina das equipes e operações foram estruturadas para manter o distanciamento social. A Enel Green Power também vem realizando campanhas de testes massivas envolvendo todos os funcionários que trabalham nos canteiros de obras.

No Brasil, o Grupo Enel, por meio de suas subsidiárias EGPB e Enel Brasil, tem uma capacidade total instalada renovável de mais de 3,7 GW, dos quais 1.498 MW são de fonte eólica, 979 MW são de fonte solar e 1.269 MW de hidro.