Petrobras esclarece sobre notícias na imprensa

A Petrobras, em esclarecimento às notícias veiculadas na mídia, e conforme já informado na última conferência com analistas e investidores relativa aos resultados do primeiro trimestre de 2021, informa que, na busca de executar sua política de preços monitora permanentemente o mercado e, a partir de uma percepção de realinhamento de patamar, seja de câmbio, seja de cotações internacionais de petróleo e derivados, realiza reajustes de preço.

Os estudos e monitoramentos elaborados pelas áreas técnicas de comercialização da Petrobras suportam a tomada de decisão e a proposição de reajustes de preço, sendo observado permanentemente o ambiente de negócios e o comportamento dos seus competidores, visando um posicionamento competitivo adequado.

A companhia manterá o mercado tempestivamente informado de qualquer fato julgado relevante.

Braskem investe 150 mil reais em Ilha de Reciclagem no Polo Petroquímico de Triunfo, no Rio Grande do Sul

Início das operações do laboratório, que visa aprimorar as resinas recicladas da companhia de acordo com as necessidades de seus clientes, está previsto para julho

Comprometida com o desenvolvimento sustentável e a com economia circular, a Braskem implementará, a partir de julho, uma nova estrutura no Centro de Tecnologia e Inovação de Triunfo, no Rio Grande do Sul. Conhecida como Ilha de Reciclagem, a instalação será responsável por testar o desempenho das resinas recicladas e desenvolver produtos inovadores e sustentáveis que atendam às necessidades do mercado e cumpram o seu papel na redução do impacto ao meio ambiente. A iniciativa também visa fomentar o desenvolvimento da cadeia de reciclagem e seu mercado.

A Ilha estará localizada no Centro de Tecnologia e Inovação da Braskem situado no Polo Petroquímico de Triunfo (RS). O projeto é pioneiro na indústria petroquímica brasileira e atenderá todas as regiões onde a empresa atua. Por meio de um hub de hardware, com equipamentos específicos para teste de resinas recicladas, será possível entender os desafios técnicos do reaproveitamento de matéria-prima atendendo às exigências de confiabilidade e as necessidades dos clientes e brand owners.

O investimento reforça a preocupação da Braskem em promover tecnologias para desenvolver resinas recicladas com maior qualidade, fazendo com que elas tenham cada vez mais relevância na cadeia de valor do plástico. Além de auxiliar o mercado com pesquisa e desenvolvimento, o projeto está diretamente relacionado com o compromisso da companhia de incluir, até 2025, 300 mil toneladas de resinas termoplásticas e produtos químicos com conteúdo reciclado em seu portfólio, um dos principais macro objetivos da empresa.

A diretora de Economia Circular da Braskem na América do Sul, Fabiana Quiroga, explica que a iniciativa é uma aliada para alavancar a reciclagem e a utilização de resina reciclada no Brasil. “Estamos cumprindo o papel da indústria de desenvolver soluções inovadoras e sustentáveis para o plástico. O avanço na qualidade das resinas pós-consumo é um fator importante para ampliar as aplicações dos produtos reciclados, e assim, fortalecer a economia circular”, comenta a executiva.

De acordo com Fábio Fell, coordenador do Laboratório de Aplicação do CTI e responsável pela Ilha de Reciclagem, os experimentos da nova instalação complementarão os estudos da companhia para entender quais as aplicações e o tipo de design de produto que mais facilitam no processo de reciclagem. “Esse tipo de informação será essencial para nortear escolhas relacionadas a esses dois pontos pensando no potencial de estímulo à economia circular. A iniciativa também reforçará a Braskem como referência no apoio aos clientes e em pesquisa e desenvolvimento de resinas termoplásticas. A combinação entre tecnologia de ponta e nossos profissionais especialistas em economia circular será um dos nossos diferenciais para oferecer produtos com ainda mais qualidade ao mercado”, afirma Fell.

Sumig completa seis anos de filial nos Estados Unidos e conquista certificação para exportação à Europa

Objetivo da marca, líder sul-americana em tecnologias para soldagem manual e robotizada, é ampliar as exportações em 40%

O conhecido jargão de que crise também é sinal de oportunidade foi seguido à risca pela empresa caxiense Sumig – Soluções para Solda e Corte. Referência no desenvolvimento de tecnologias para soldagem manual e robotizada, a companhia está comemorando neste mês um ano da inauguração da filial no Texas, nos Estados Unidos, e seis anos de presença no país norte-americano, com uma filial localizada na Flórida. Para este ano, está consolidando novas parcerias para exportação ao Reino Unido e aos países integrantes da União Europeia. O novo passo internacional é uma estratégia para encerrar o ano com crescimento de 40% no número de exportações em relação às vendas de 2020.

A expansão da Sumig no mercado europeu ocorre após os produtos da marca serem aprovados em rigorosos testes exigidos pelas normativas europeias, resultando na conquista de certificações internacionais que atestam a qualidade e a eficiência dos equipamentos produzidos pela empresa. Desde 2005, a Sumig participa como expositora da Schweissen & Schneiden, feira realizada na Alemanha que é considerada a mais importante de soldagem do mundo – uma espécie de vitrine para o segmento.

“O investimento realizado nos últimos anos neste evento permitiu sermos vistos na Europa como um fornecedor de qualidade e com ótimo custo-benefício ao cliente. Passamos a ter contatos com compradores interessados na nossa tecnologia e trabalhamos para atender todas as normativas internacionais com o objetivo de oferecer equipamentos seguros e de extrema qualidade. Essa conquista é a coroação de um trabalho de mais de 40 anos da Sumig e que permite ampliar ainda mais nossos horizontes”, afirma a coordenadora de Exportação da empresa, Marina Bertelli.

Todos os produtos e peças exportadas serão produzidos na fábrica da Sumig, em Caxias do Sul. Os novos negócios na Europa contam com um parceiro para logística já homologado no Reino Unido e outros distribuidores pelo continente deverão ser integrados nos próximos meses para consolidar a presença da empresa na Europa. Além deste novo mercado, a marca expandirá até o final de 2021 as exportações para o México, Colômbia, Peru e Índia, países considerados, segundo Marina, com boa perspectiva de recuperação em um cenário pós-pandemia.

Um ano da filial no Texas

Ainda no primeiro semestre de 2020, sob os efeitos iniciais da crise sanitária provocada pela Covid-19 no mundo, a Sumig deu mais um importante passo: investiu em uma nova filial em Dallas, no estado do Texas (EUA), ampliando as operações com showroom, estoque, manufatura e suporte aos clientes, objetivando o aumento das exportações no país. A empresa contava desde 2015 com outra filial, desta vez no estado da Flórida.

Conforme Wilian Susin, diretor da filial norte-americana, o balanço deste primeiro ano no Texas é bastante positivo. “O público norte-americano, por valorizar produtos robustos e com qualidade elevada, está aceitando muito bem a marca Sumig. A qualidade, os diferenciais técnicos, a capacidade de respaldo e a resposta rápida são apontados por eles como destaques da nossa empresa. É um mercado bastante dinâmico e, para atendê-los, redesenhamos nossos canais de marketing visando um público bastante demandante”, explica ele.

O principal produto exportado e comercializado nos Estados Unidos são as células para soldagem robotizada, equipamento desenvolvido pela Sumig no Brasil e que serve para automação dos processos de soldagem industriais.

Além de entregar as estações de trabalho prontas para instalação no ambiente fabril dos clientes, a equipe treina os usuários, presta assessoria e fornece todo auxílio para que proporcione ao cliente aumento da sua produtividade e qualidade de soldagem, visando ampliar suas vendas, reduzindo custos e aumentando sua rentabilidade.

“A atuação da Sumig em outros mercados, além do Brasil, é importante para ampliarmos nossa visão para o mundo e crescermos como empresa. Investimos no desenvolvimento da equipe, em ferramentas de trabalho, ampliamos a capacidade produtiva e melhoramos ainda mais o produto ao lançarmos tecnologias inovadoras”, destaca Marina.

Mosaic Fertilizantes lança uma nova experiência de aprendizagem aos funcionários

A Mosaic Fertilizantes, uma das maiores produtoras globais de fosfatados e potássio combinados, empenhada em promover o desenvolvimento de seus funcionários, acaba de lançar a Universidade Mosaic Fertilizantes. A plataforma, impulsionada pela Degreed, proporciona uma experiência única de aprendizagem. O lançamento foi realizado durante a Semana de Desenvolvimento, que teve com tema central neste ano o “Aprendizado ao longo da vida”.

A Universidade Mosaic Fertilizantes é um ecossistema de aprendizagem virtual que integra várias plataformas em um só lugar. Trata-se de um campus virtual com conteúdo exclusivo e personalizados para o desenvolvimento contínuo do funcionário que, por meio de inteligência artificial da plataforma, direciona o conteúdo conforme as habilidades e competências desejadas.

“O conhecimento é a chave para empoderar os nossos profissionais, para que sejam cada vez mais protagonistas de suas carreiras. Em uma era onde a hiperconectividade e o volume de informações fazem parte do nosso cotidiano, é importante que o funcionário conte com ferramentas de inteligência artificial que o auxilie na curadoria do conhecimento e organize as informações para o seu aprendizado”, comenta Adriana Alencar, vice-presidente de recursos humanos da Mosaic Fertilizantes.

Eastman lança sistema de transferência de calor com análise preditiva, o Fluid Genius™

O fabricante dos fluidos de transferência de calor Therminol® e Marlotherm® aproveita a inteligência artificial para estender a expectativa de vida do fluido

A fornecedora global de materiais especiais, Eastman (NYSE: EMN), apresenta o Fluid Genius, um produto revolucionário, que equipa engenheiros e gerentes de operações com percepções preditivas para otimizar o desempenho do fluido de troca térmica.

Produto único no mercado, Fluid Genius combina a inteligência artificial com meio século de experiência da Eastman para monitorar e maximizar o ciclo de vida dos fluidos de troca térmica para uma infinidade de aplicações de sistema.

“Com o Fluid Genius, a Eastman continua a jornada para trazer serviços digitais ao mercado”, disse Aldo Noseda, vice-presidente e CIO da Eastman. “Esta solução combina análises avançadas com décadas de experiência da Eastman em fluidos de troca térmica para criar uma plataforma digital fácil de usar, para ajudar nossos clientes a obter confiança na operação de seus sistemas de troca térmica, e planejar a manutenção de forma corporativa”, finaliza Noseda.

O Fluid Genius pode prever a expectativa de vida do fluido e orientar a melhor forma de estendê-la, evitando paradas não planejadas. A tecnologia fornece acesso fácil aos resultados dos testes de fluidos do cliente que revelam percepções prospectivas para planejar a manutenção de forma proativa. O produto funciona para praticamente qualquer sistema de fluido de troca térmica de calor orgânico.

Criado por especialistas em fluidos de troca térmica, da Eastman, o Fluid Genius foi projetado para ser usado por engenheiros de manutenção de fábricas e gerentes de operações em todas as indústrias de processamento, incluindo indústrias de petróleo e gás, produtos químicos e processamento de polímeros, e estará disponível em 10 idiomas.

O Fluid Genius permite a manutenção proativa de fluidos com uma pontuação da condição do fluido, uma medida única da condição geral do fluido. A tecnologia também gerará notificações e tendências de fluidos, bem como recomendações personalizadas para itens de ação crítica, como ventilação do sistema; instalação e inspeção do sistema de manta de gás inerte; substituição de fluidos; implementação de filtragem de fluxo lateral; e alertas para possível contaminação.

“A pontuação da condição do fluido, as recomendações personalizadas geradas pelo Fluid Genius e os recursos de registro, permitirão que nossos clientes otimizem o desempenho e a manutenção de seu sistema de fluido de troca térmica, apoiando os melhores programas de confiabilidade de categoria hoje”, disse Sharon Dunn, diretor de vendas da Eastman Heat negócio de transferência de fluidos.

As marcas Therminol® e Marlotherm® da Eastman são os fluidos sintéticos de troca térmica mais vendidos no mundo, usados por mais de 15 mil sistemas em diversos países. O Fluid Genius foi projetado para atender a esses fluidos e as marcas que não sejam da Eastman.

Em conjunto com o lançamento do Fluid Genius, a Eastman desenvolveu um kit de amostra atualizado e fácil de usar, e um preenchimento automatizado como parte de seu programa TLC Total Lifecycle Care®. O TLC inclui análise de amostra de fluido de troca térmica em serviço, suporte do projeto de sistema, treinamento operacional, treinamento de conscientização de segurança e assistência na inicialização, bem como fluidos de enxágue e abastecimento.

SENAI CETIQT realiza a Corrida do Conhecimento, o maior projeto de formação acadêmica do país

A “Corrida do Conhecimento”, iniciativa que tem como objetivo fomentar o desenvolvimento humano por meio de cursos livres autoinstrucionais, gratuitos e à distância, iniciou suas inscrições. Qualquer pessoa pode se matricular e, para isso, basta acessar o site do SENAI CETIQT (www.senaicetiqt.com). As inscrições vão até o dia 30 de novembro e cada pessoa, após matriculada, terá até 30 dias para finalizar o curso selecionado.

A metodologia dos cursos ofertados possibilita aos matriculados uma melhor gestão do tempo e, por consequência, maior qualidade durante o processo de aprendizagem. Após os resultados do projeto no ano de 2020, a Corrida conta em 2021 com duas etapas: classificatória e final. “Premiaremos os 12 melhores alunos da Corrida do Conhecimento com bolsa de estudo integral de graduação ou pós-graduação, sempre seguindo os critérios de elegibilidade, bem como todas as regras estabelecidos no edital”, revela Robson Wanka, Gerente de Educação Profissional da Faculdade SENAI CETIQT.

Já Paulo Eduardo da Silva Pereira, um dos vencedores da última Corrida do Conhecimento comenta: “Estou impressionado com a dedicação dos professores e das aulas que, mesmo em formato EAD, conseguem ser muito dinâmicas. Não tem como explicar a emoção que senti ao conseguir uma bolsa de 100% neste momento tão delicado que estamos vivendo, ainda mais em uma Faculdade como o SENAI CETIQT. Fui positivamente surpreendido com esta premiação.”

REGRAS DE INSCRIÇÃO 

Os concorrentes devem seguir as regras do edital contido neste link: Edital Corrida do Conhecimento 2021. Além da inscrição nos cursos disponibilizados pelo projeto, os participantes devem possuir páginas na rede social Instagram para seguir a página da Faculdade e também marcar no mínimo três amigos em repost do card oficial de lançamento do projeto.

O SENAI CETIQT 

O Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil – SENAI CETIQT – é formado pela Faculdade SENAI CETIQT, Instituto SENAI de Inovação em Biossintéticos e Fibras e Instituto SENAI de Tecnologia Têxtil e de Confecção. Criado em 1949, é hoje um dos maiores centros de geração de conhecimento da cadeia produtiva química, têxtil e de confecção, setores que juntos geram cerca de 11,9 milhões de empregos no país.

Ocyan prestará serviço voluntário de auditoria interna para duas ONGs do Rio de Janeiro

Ação faz parte do Mês da Auditoria Interna, celebrado em maio

Trabalho voluntário e auditoria podem andar juntos? A Ocyan quer provar que sim. No mês em que é celebrada a conscientização sobre auditoria interna e como parte das ações da campanha organizada pelo Instituto dos Auditores Internos Global, a Ocyan selecionou duas ONGs para prestar consultoria gratuita sobre o tema, como uma das ações preparadas para o IIA May.

Ambas as instituições escolhidas são cariocas, uma com a missão de aproximar pessoas físicas e jurídicas que têm condições e vontade de contribuir, por meio do investimento social privado, e outra que faz trabalho social e comunitário direto aos moradores de uma comunidade próxima ao escritório da Ocyan, na Região Portuária do Rio.

A Gerente de Auditoria da Ocyan Fernanda Cascardo, responsável pela implementação desta iniciativa, conta que as ONGs selecionadas têm muito a ver com os valores da empresa: o desenvolvimento humano.

“Será muito enriquecedor esta iniciativa de trabalho para instituições que prestam serviços à comunidade e contribuem para a sociedade. Queremos deixar um legado de auditoria para eles.”, explica Fernanda.

Trabalho de médio prazo

 Segundo Fernanda, ainda há alguns passos a serem dados para iniciar a consultoria efetivamente. O primeiro deles será uma imersão no universo das Organizações Não Governamentais para entender as peculiaridades do negócio.

“Nas primeiras conversas percebi que os responsáveis pelas instituições acreditam na importância de estruturarem seus processos e veem como uma oportunidade de amadurecimento da transparência, um importante ativo para as ONGs, em suas relações internas e externas. Afinal, em um projeto que lida diretamente com a confiança de quem doa, prestar contas é fundamental”, adianta.  A Ocyan doará horas de trabalho da sua equipe para a realização deste projeto e a expectativa é que o trabalho com cada ONG tenha a duração de aproximadamente três meses.

Petrobras informa sobre demanda agrária na Bolívia

A Petrobras informa que sua subsidiária integral Petrobras Bolivia S.A. (PEB) foi condenada em primeira instância a pagar indenização pelo uso de propriedade onde estão localizadas as instalações do campo de San Alberto no valor US$ 61,1 milhões, acrescida de juros e custas. A sentença também impôs medidas cautelares contra a PEB.

Na decisão judicial, um suposto proprietário da área ocupada pelo bloco San Alberto foi contemplado com uma indenização por uso da propriedade, calculada a partir de 1996, quando as operações do bloco foram iniciadas. Entretanto, desde o início das atividades no bloco San Alberto, a PEB celebrou acordos de servidão (“Convenios de Servidumbres”) com diversas comunidades camponesas que, segundo levantamento feito à época com o Instituto Nacional de Reforma Agrária da Bolívia (INRA), eram as legítimas proprietárias dessas terras.

O bloco San Alberto é operado pela PEB com 35% de participação, em parceria com a YPFB Andina S.A. (50%) e Total E&P Sucursal Bolivia (15%).

A PEB recorreu à instância superior, o Tribunal Agroambiental da cidade de Sucre, onde o caso é atualmente avaliado. A Petrobras espera que o Tribunal reverta a decisão. A companhia entende que ocorreram irregularidades durante o processo e a PEB se defenderá vigorosamente em todas as instâncias. A Petrobras reforça sua confiança nas instituições da Bolívia, onde atua há 25 anos, sempre em respeito às leis e às comunidades, e acompanha atentamente o desdobramento do caso.

Firjan: novos atores na Bacia de Campos devem investir mais de R$ 13,2 bilhões

Desinvestimentos da Petrobras abrem caminho para outras empresas atuarem na revitalização da Bacia de Campos, com perspectivas de mais empregos e mais royalties para os municípios do Norte Fluminense

A concretização de desinvestimentos da Petrobras na Bacia de Campos já promove a abertura do mercado de exploração de petróleo e gás para outras companhias, revelando um horizonte de oportunidades para a região. As últimas negociações confirmaram a venda de 17 campos de petróleo para cinco empresas, das quais quatro apresentaram planos de desenvolvimento que totalizam uma injeção de pelo menos R$ 13,2 bilhões, segundo levantamento feito pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro.

Esses investimentos se referem àqueles classificados nos planos como obrigatórios. Ou seja, conforme a ANP, o valor ainda pode dobrar se consideradas as chamadas “atividades contingentes” – aquelas que ainda dependem do desenvolvimento de projetos.

“A entrada de novas empresas com expertise na recuperação de campos maduros traz benefícios para todos os envolvidos no mercado de petróleo e gás. Isso acelera os investimentos e o processo de recuperação da Bacia de Campos, prolongando, assim, a produção e os efeitos multiplicadores na região. E isso significa também mais royalties e mais empregos em todas as atividades ligadas direta ou indiretamente a este mercado”, explica Thiago Valejo, coordenador de Conteúdo de Petróleo, Gás e Naval da Firjan.

Só a multinacional Tridenty Energy, com base em Macaé, arrematou 10 campos de petróleo, com previsão de R$ 5,6 bilhões em investimentos. Também com base em Macaé, a multinacional franco-britânica Perenco assumiu três campos, onde prevê investimentos de R$ 1,1 bilhão. A empresa pretende instalar uma nova plataforma flutuante de armazenamento e transbordo, com previsão de instalação no segundo semestre do ano que vem, e já iniciou a adoção de medidas para redução da dependência da rede de dutos existentes.

 Mais royalties e empregos

Além dessas companhias, as operações na Bacia de Campos também vão contar com as atividades da PetroRio, da BW Offshore e da Petronas. Entre os campos de petróleo adquiridos pelas empresas, a Perenco é responsável por um dos que correspondem à geração de royalties para Macaé e outros dois para Campos. Já a Tridenty, por seis em Campos e oito em Quissamã. A Petronas e a PetroRio vão explorar cada uma, um campo com geração de royalties para Campos. A maior parte corresponde a campos maduros, que são aqueles que já passaram do auge da sua capacidade de produção.

 “O movimento diversifica o mercado de óleo e gás, e assim ganhamos novos protagonistas ao lado da Petrobras. A presença de todas elas enriquece o mercado e a região, trazendo o dinamismo que nós precisamos para incrementar as atividades econômicas e sociais, gerando emprego e renda para todos”, destaca o coordenador da Comissão Municipal da Firjan em Macaé, Gualter Scheles.

 O plano de desinvestimentos da Petrobras tem como um dos objetivos reduzir a dívida e alavancar o retorno dos investidores, possibilitando que a estatal foque na exploração dos campos de pré-sal, mais rentáveis. Ao todo, 35 campos da Bacia de Campos foram colocados à venda, boa parte deles dedicados ao descomissionamento – desativação de antigas estruturas de exploração que, por estarem obsoletas, acabam gerando grandes gastos de manutenção. Mas há também, por exemplo, o campo Maromba, arrematado pela BW Offshore, que terá o primeiro óleo retirado em maio de 2022.

Longevidade aos campos maduros

Somam-se a esses movimentos o Programa de Revitalização e Incentivo à Produção de Campos Marítimos (Promar), do Ministério de Minas e Energia (MME), que busca criar mecanismos de incentivo para atrair diferentes empresas na exploração dos campos maduros. Com infraestrutura instalada e reservatórios descobertos, os campos maduros oferecem oportunidade de acesso a volumes remanescentes de óleo e gás com investimentos menores do que os dos campos novos.

 O Rio de Janeiro é o estado que mais deve ser beneficiado com o programa, já que tem mais de 45 campos considerados maduros, muitos com potencial de produzir por mais tempo a partir do aumento do fator de recuperação de óleo. Atualmente, o Promar está na fase de workshops para consolidação das contribuições recebidas no processo de consulta pública. A previsão é de que um relatório conclusivo seja lançado em julho já com as soluções e propostas a serem apresentadas ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Entre as contribuições encaminhadas pela Firjan estão o incentivo a investimentos em tecnologia aplicada e em inovação para ampliar os métodos de recuperação dos campos maduros. Sobre geração de empregos, a federação sugere a criação de um programa de incentivo à formação e atualização profissional para suprir o aumento da demanda do mercado. E com relação a propostas para manutenção da indústria de bens e serviços locais, recomenda-se a implementação de uma política industrial, coordenando medidas existentes, como PDI, conteúdo local, Repetro, acesso a crédito, entre outros.

ANP encaminha pré-edital e minutas de contratos da 2ª Rodada de Excedentes da Cessão Onerosa para aprovação do MME

A Diretoria da ANP aprovou o encaminhamento para o Ministério de Minas e Energia do pré-edital e das minutas dos contratos de partilha de produção das áreas de Sépia e de Atapu, da 2ª Rodada de Licitações dos Volumes Excedentes da Cessão Onerosa, prevista para dezembro deste ano. As duas áreas, localizadas na Bacia de Santos, não foram arrematadas na Rodada de Licitações do Excedente da Cessão Onerosa, realizada em novembro de 2019.

As diretrizes da 2ª Rodada de Licitações dos Volumes Excedentes da Cessão Onerosa estão previstas na Resolução CNPE nº 3/2021, que buscou trazer mais previsibilidade, atratividade e competitividade à nova rodada, de forma a garantir o melhor resultado para a União.

A Resolução CNPE nº 05/2021 autorizou a realização da rodada pela ANP e estabeleceu os parâmetros técnicos e econômicos para o estabelecimento do bônus de assinatura e de percentual de óleo mínimo para a União. Os valores dos bônus de assinatura (valores pagos pelas empresas para assinatura do contrato) serão de R$ 7,13 bilhões para Sépia e de R$ 4 bilhões para Atapu. Já os percentuais mínimos do excedente em óleo da União serão: para o campo de Sépia, 15,02% e para Atapu, 5,89%.

Para viabilizar a 2ª Rodada de Excedentes, também foi publicada a Portaria MME nº 08, com as diretrizes para o cálculo da compensação devida à Petrobras pelos investimentos realizados nos campos de Sépia e Atapu.

A Petrobras encaminhou carta ao Ministério de Minas e Energia manifestando o interesse em exercer seu direito de preferência de operação e participação em relação às áreas de Sépia e Atapu, ambas com o percentual de participação de 30%, que deverá constar do edital da 2ª Rodada, conforme previsto na Resolução CNPE nº 09/2021.

Saiba mais sobre Cessão Onerosa e sobre a 2ª Rodada de Licitações dos Volumes Excedentes da Cessão Onerosa: http://rodadas.anp.gov.br/pt/segunda-rodada-licitacoes-volumes-excedentes-cessao-onerosa.