Novo painel dinâmico da ANP apresenta dados sobre a fase de exploração

A ANP disponibilizou, a partir de ontem (25/05), o Painel Dinâmico da Fase de Exploração, uma nova forma interativa de visualização dos dados relativos à primeira fase dos contratos de exploração de petróleo e gás natural. Os dados disponíveis no Painel são atualizados diariamente, permitindo que o usuário acompanhe, quase em tempo real, a evolução dos blocos e contratos ao longo da fase de exploração.

A fase de exploração tem início com a assinatura do contrato. Nela, as áreas exploradas são chamadas de blocos, e as empresas realizam estudos e atividades (como levantamentos sísmicos e perfuração de poços) para detectar a presença de petróleo e/ou gás natural em quantidade suficiente para tornar sua extração economicamente viável. Em caso positivo, a empresa apresenta uma declaração de comercialidade à ANP e o bloco (ou parte dele) se transforma em um campo produtor, dando início à fase de produção. Em caso negativo, a empresa pode devolver o bloco (ou parte dele) à ANP.

Em linha com a política de transparência adotada pela ANP, o Painel é uma ferramenta de análise destinada a agentes regulados, órgãos de governo, universidades e instituições de pesquisa, bem como à sociedade de forma geral. Mediante gráficos, tabelas e aplicação de filtros, o Painel Dinâmico da Fase de Exploração permitirá ao usuário o acesso aos dados de forma fácil e ágil, com a possibilidade de exportá-los.

O Painel apresenta diferentes dados associados aos blocos sob contrato, consolidando informações sobre assinatura dos contratos e sobre as etapas de Programa Exploratório Mínimo – PEM (conjunto de atividades a serem obrigatoriamente cumpridas pela empresa durante a fase de exploração), de Avaliação de Descobertas e de Declaração de Comercialidade.

O painel está dividido em sessões: Blocos sob Contrato, que apresenta uma visão geral da fase de exploração, incluindo área, localização, rodadas, operadores, etapa e o status dos blocos; Poços Exploratórios, que disponibiliza dados relativos aos poços localizados em blocos exploratórios, com perfuração iniciada a partir de 2019; Indícios de Hidrocarbonetos, com informações sobre as notificações de descoberta a partir de 2019; Planos de Avaliação de Descobertas – PADs (planos nos quais constam as atividades para avaliação da descoberta e cronograma de execução), com dados sobre os planos em andamento; e Declarações de Comercialidade, que traz quantitativo, distribuição por bacias, data da declaração, blocos e PADs associados, bem como o nome das áreas declaradas comerciais (campos) a partir de 2019. O Painel apresenta ainda uma sessão de informações, com conceitos e premissas utilizados na elaboração da ferramenta.

Revisão do Padrão de Entrega de Dados Geoquímicos é discutida em workshop

A  ANP realizou o Workshop sobre a Revisão do Padrão de Entrega de Dados Geoquímicos (ANP3), previsto na Resolução ANP nº 725/2018. O evento virtual teve o objetivo de receber subsídios para a revisão do texto atual do padrão ANP3.

Todas as contribuições recebidas durante o workshop serão consideradas na elaboração da proposta de resolução do novo padrão, cuja minuta passará por consulta e audiência públicas antes de sua publicação final.

O Padrão ANP3 foi o primeiro publicado pela ANP para entrega de dados geoquímicos. A necessidade da revisão foi constatada, pelos técnicos da Agência, durante as atividades relacionadas à avaliação de conformidade dos dados geoquímicos recebidos em relação ao Padrão ANP3. Essa revisão está prevista na Agenda Regulatória 2020-2021 da ANP.

O financiamento dos biocombustíveis passa por títulos verdes, ratings e instrumentos financeiros dedicados

Painel da conferência Biofuture Summit II BBEST 2021 reuniu bancos multilaterais de desenvolvimentos e agentes do mercado financeiro internacional

Os bancos de desenvolvimento multilaterais já assistiram o crescimento de 61% no financiamento de projetos contra as mudanças climáticas entre 2013 e 2019. Nesse período, a participação de projetos relacionados a na carteira das instituições multilaterais cresceu de 18% para 29%.

O exemplo foi citado pelo embaixador Sarquis Sarquis, Secretário de Comércio Exterior e Assuntos Econômicos do Itamaraty, no âmbito do que chamou de “onda global de financiamento verde”, durante o painel dedicado ao financiamento da bioeconomia, que integra a conferência Biofuture Summit II/Brazilian Bioenergy Science and Technology Conference (BBEST) 2020-21. Participaram do painel representantes de bancos de desenvolvimento do Canadá (EDC), do Brasil (BNDES), dos BRICS (NDB) e instituições financeiras e de consultoria especializadas.

O volume voltado para o financiamento da bioenergia, no entanto, ainda é pequeno, lembrou o Secretário. “Apenas US$ 0,89 de cada US$ 100 investidos em energia renovável são destinados ao financiamento de bioenergia. Por outro lado, US$ 77 de cada US$ 100 são dirigidos a projetos de baixo risco e de tecnologias maduras como plantas solares e eólicas, as quais já são muito competitivas e podem ser apoiadas por instrumentos financeiros tradicionais”, pontuou.

Green bonds

Durante o painel, os títulos verdes (green bonds) foram alvo de debate. Tidos como um instrumento decisivo no financiamento de projetos sustentáveis, eles apontam para o futuro e já demonstram alguma musculatura. Leisa Souza, que lidera a Climate Bonds Initiative (CBI) na América Latina, ressaltou que, para fazer frente às necessidades de transição energética e redução de emissões de gases de efeito estufa projetados pela Agência Internacional de Energia (AIE), a emissão de títulos verdes para bioenergia deverá ser da ordem de US$ 60 bilhões ao ano até 2030. E de US$ 200 bilhões ao ano entre 2050 e 2060. Em perspectiva, demonstrou ela, o mercado global de títulos soma hoje US$ 93 trilhões e o de títulos verdes, US$ 1 trilhão. A América Latina contribui com apenas 2% para a fatia verde. De acordo com a executiva, desse total, o Brasil participa com US$ 8 bilhões, dos quais US$ 2,2 bilhões emitidos no ano passado.

Lynn Côté, do Banco de Exportações e de Desenvolvimento do Canadá, ressaltou um desafio a ser enfrentado. “As novas tecnologias de biocombustíveis em desenvolvimento precisam comprovar que são viáveis em larga escala para demonstrar ao mercado que são efetivamente viáveis”, pontuou. Para ela, é importante saber se os biocombustíveis são, efetivamente, bem representados no mercado de títulos verdes e se há a necessidade da criação de instrumentos específicos para o desenvolvimento do setor em um ritmo que possa atender às metas globais de combate às mudanças climáticas.

Outra sugestão foi dada por Don Roberts, CEO da Nawitka Capital Advisors. Ele defende que projetos de biomassa possam ganhar a atenção do mercado por meio do desenvolvimento de sistemas específicos de ratings. “Sistemas de ratings apoiam hoje investimentos de US$ 9,5 trilhões. Podemos criar um específico para o rating de cadeias produtivas específicas de biomassa. Isso seria importante para dar segurança aos investidores”, propôs.

Xian Zhu, vice-presidente e chefe de operações do New Development Bank (NDB), criado pelos países que compõem o BRICS (Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul), acredita que os principais desafios do financiamento dos biocombustíveis já foram sanados. “Questões sobre a segurança alimentar já podem ser bem administradas. E já temos o conhecimento necessário e instrumentos de riscos para isso”, resumiu.

Para além do mercado

Porém, nem todos os presentes ao painel acreditam que se trata apenas de atender às necessidades do mercado. “Cerca de 30% do potencial de mitigação global dos gases de efeito climáticos diz respeito às soluções baseadas na natureza”, pontuou Mafalda Duarte, do Banco Mundial. Para ela, as instituições financeiras multilaterais precisam prestar mais atenção ao papel dessas soluções, incluindo a bioeconomia. “Se quisermos atingir as metas de redução de emissões de carbono firmadas nos acordos internacionais, teremos que alocar recursos em larga escala, financiar atividades de baixo carbono e de resiliência climática acelerando projetos de maior risco e de ações de maior impacto”, defendeu.

Petrônio Cançado, diretor de crédito e garantias do BNDES, lembrou que o Brasil está em uma posição privilegiada na questão do desenvolvimento de biocombustíveis e a tecnologia da produção do etanol pode ser compartilhada com outros países. “Biocombustíveis e bioenergia requerem certa engenharia para o financiamento ou a emissão de títulos”, admite. No entanto, para ele, o papel imediato do setor financeiro no curto prazo deveria ser o de precificar os ativos da bioeconomia. “Só esta medida já seria uma contribuição importante para apoiar o desenvolvimento do setor”, defendeu.

A conferência Biofuture Summit II/Brazilian Bioenergy Science and Technology Conference (BBEST) 2020-21 foi organizada pelo governo brasileiro, por meio do Itamaraty, e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), com apoio da APEX-Brasil e reúne, virtualmente até esta quarta-feira, representantes de governos, órgãos internacionais, setor empresarial e pesquisadores de mais de 30 países em mais de 150 sessões digitais em seus três dias de trabalho.

Sobre o Biofuture Summit II / BBest 2020-21: O Biofuture Summit é a principal conferência de debate e troca de experiências em políticas públicas promovida pela Plataforma para o Biofuturo. Para sua segunda edição, o Biofuture Summit — organizado pelo Ministério das Relações Exteriores, que conduz a presidência da Biofuturo — juntou-se à quarta edição da conferência científica Brazilian Bioenergy Science and Technology (BBest) — organizada pelo Programa de Pesquisa em Bioenergia da FAPESP —, para realizar um evento conjunto trazendo à luz o que há de mais avançado em políticas, financiamento, tecnologias, e ciência relacionadas à bioenergia e à bioeconomia em suas diversas formas. Participam do evento representantes de governos, órgãos internacionais, setor empresarial e pesquisadores de mais de 30 países. A Biofuture Summit II/BBEST2020-21 será totalmente online e acontece entre os dias 24 e 26 de maio. Mais informações acesse https://bbest-biofuture.org/

Sobre a Plataforma para o Biofuturo: A Plataforma para o Biofuturo é uma iniciativa intergovernamental, da qual participam várias partes interessadas. Foi projetada para agir pelas mudanças climáticas e apoiar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, com uma coordenação internacional pela promoção da bioeconomia sustentável de baixo carbono. Foi lançada em Marrakesh nas negociações climáticas da COP 22, em novembro de 2016. Desde 1º de fevereiro de 2019, a Agência Internacional de Energia (IEA) é o Facilitador (Secretariado) da iniciativa. A Plataforma para o Biofuturo tem vinte países membros: Argentina, Brasil, Canadá, China, Dinamarca, Egito, Finlândia, França, Índia, Indonésia, Itália, Marrocos, Moçambique, Holanda, Paraguai, Filipinas, Portugal, Reino Unido, Estados Unidos e Uruguai. O governo Brasileiro, por intermédio do Ministério de Relações Exteriores, preside a iniciativa desde seu lançamento. Como uma iniciativa da qual participam múltiplas partes interessadas, várias organizações internacionais, universidades e associações do setor privado também estão envolvidas e engajadas na condição de parceiros oficiais. Para obter mais informações, visite: www.biofutureplatform.org.

 Sobre o BIOEN: o BIOEN, Programa de Pesquisa em Bioenergia da FAPESP, visa articular pesquisa e desenvolvimento (P&D) entre entidades públicas e privadas, utilizando laboratórios acadêmicos e industriais para avançar e aplicar o conhecimento nas áreas relacionadas à bioenergia no Brasil. As pesquisas abrangem desde a produção e processamento de biomassa até tecnologias de biocombustíveis, biorrefinarias, sustentabilidade e impactos – http://bioenfapesp.org

 Sobre a Apex-Brasil: A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. Para isso, a Apex-Brasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil. A Agência também atua de forma coordenada com atores públicos e privados para atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil com foco em setores estratégicos para o desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do país. https://portal.apexbrasil.com.br/

DOF Subsea trabalhará com Shearwater nos campos da Petrobras

A DOF Subsea garantiu vários contratos para apoiar as pesquisas sísmicas do nó do fundo do oceano (OBN) que a Shearwater GeoServices conduzirá em três campos da Petrobras na costa brasileira.

A DOF Subsea fornecerá serviços de embarcações e veículos operados remotamente (ROV) para as campanhas de levantamento nos campos de Jubarte, Tupi e Iracema.

A embarcação Skandi Neptune já foi alocada para o projeto e se prepara para transitar com o Rio de Janeiro para dar início ao levantamento de Jubarte, na Bacia de Campos, que ocorrerá ao longo de três meses.

Os levantamentos de Tupi e Iracema devem começar no terceiro trimestre do ano na Bacia de Santos e devem durar cerca de nove meses.

Shearwater ganhou um contrato com a gigante brasileira de petróleo e gás Petrobras em novembro de 2020 para a pesquisa de linha de base OBN 4D sobre o campo de Jubarte.

No início do ano, a empresa fechou contrato para aquisição de sísmica OBN em águas profundas para os projetos de Tupi e Iracema.

IBP promove Fórum de Descarbonização 2021 a partir de hoje

Debates ocorrerão hoje (26/5) e amanhã (27/05) na plataforma virtual da Rio Oil & Gas 

O Fórum de Descarbonização 2021, organizado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), ocorre hoje (26/05) e amanhã (27 de maio). A conferência será dividida em quatro painéis, que serão realizados entre 15h e 18h nos dois dias. Será gratuito e poderá ser acessado e assistido pelos inscritos na plataforma virtual e exclusiva da Rio Oil & Gas. A programação completa poderá ser encontrada no site do Instituto.  

Com recente lançamento pela Agência Internacional de Energia (IEA, sigla em inglês) do Roadmap para o segmento alcançar emissões líquidas zero em 2050, os debates terão foco nos cenários de transformação energética para descarbonização da economia, que antecipará as análises de impacto e influenciará as tomadas de decisão, no médio e longo prazo, pelas empresas de óleo e gás, com um viés voltado para se consolidarem como companhias de energia; inovações e tecnologias, que abordará o hidrogênio verde como um diferencial competitivo, posicionando o Brasil como um dos principais players em um mercado emergente; a eficiência energética no fornecimento de energia segura e responsável para o Brasil; e incorporação dos critérios ESG (do inglês Environmental, Social and Governance), que surgem como demanda da sociedade e de investidores por uma agenda sustentável e conectada aos negócios das corporações, na trajetória “Net Zero”. 

A abertura será realizada por Cristina Pinho (Diretora executiva corporativa do IBP). Já estão confirmados entre os palestrantes: André Clark (Gerente Geral da Siemens Energy Brasil e Conselheiro do IBP), Thiago Barral (Presidente da Empresa de Pesquisa Energética – EPE), José Firmo (CEO do Porto do Açu), Clarissa Lins (CEO da Catavento), Philippe Blanchard (Country Manager da TOTAL E&P do Brasil) e Jorge Soto (Diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem).  

“Desejamos fomentar o debate e fortalecer a discussão para constante aperfeiçoamento de processos e projetos que contribuam com a queda dos níveis de emissões. A indústria de O&G tem um compromisso com as metas estabelecidas no Acordo de Paris em sinergia com o cenário global de mudanças climáticas”, analisa Carlos Victal, gerente de sustentabilidade do IBP.  

Serviço:  

Evento: Fórum de Descarbonização 2021 

Datas: 26 e 27 de maio (Amanhã e próxima quinta)  

Horários: 15h às 18h 

Onde assistir: plataforma virtual e exclusiva da Rio Oil & Gas.  

Eastman lança sistema de transferência de calor com análise preditiva, o Fluid Genius™

O fabricante dos fluidos de transferência de calor Therminol® e Marlotherm® aproveita a inteligência artificial para estender a expectativa de vida do fluido

A fornecedora global de materiais especiais, Eastman (NYSE: EMN), apresenta o Fluid Genius, um produto revolucionário, que equipa engenheiros e gerentes de operações com percepções preditivas para otimizar o desempenho do fluido de troca térmica.

Produto único no mercado, Fluid Genius combina a inteligência artificial com meio século de experiência da Eastman para monitorar e maximizar o ciclo de vida dos fluidos de troca térmica para uma infinidade de aplicações de sistema.

“Com o Fluid Genius, a Eastman continua a jornada para trazer serviços digitais ao mercado”, disse Aldo Noseda, vice-presidente e CIO da Eastman. “Esta solução combina análises avançadas com décadas de experiência da Eastman em fluidos de troca térmica para criar uma plataforma digital fácil de usar, para ajudar nossos clientes a obter confiança na operação de seus sistemas de troca térmica, e planejar a manutenção de forma corporativa”, finaliza Noseda.

O Fluid Genius pode prever a expectativa de vida do fluido e orientar a melhor forma de estendê-la, evitando paradas não planejadas. A tecnologia fornece acesso fácil aos resultados dos testes de fluidos do cliente que revelam percepções prospectivas para planejar a manutenção de forma proativa. O produto funciona para praticamente qualquer sistema de fluido de troca térmica de calor orgânico.

Criado por especialistas em fluidos de troca térmica, da Eastman, o Fluid Genius foi projetado para ser usado por engenheiros de manutenção de fábricas e gerentes de operações em todas as indústrias de processamento, incluindo indústrias de petróleo e gás, produtos químicos e processamento de polímeros, e estará disponível em 10 idiomas.

O Fluid Genius permite a manutenção proativa de fluidos com uma pontuação da condição do fluido, uma medida única da condição geral do fluido. A tecnologia também gerará notificações e tendências de fluidos, bem como recomendações personalizadas para itens de ação crítica, como ventilação do sistema; instalação e inspeção do sistema de manta de gás inerte; substituição de fluidos; implementação de filtragem de fluxo lateral; e alertas para possível contaminação.

“A pontuação da condição do fluido, as recomendações personalizadas geradas pelo Fluid Genius e os recursos de registro, permitirão que nossos clientes otimizem o desempenho e a manutenção de seu sistema de fluido de troca térmica, apoiando os melhores programas de confiabilidade de categoria hoje”, disse Sharon Dunn, diretor de vendas da Eastman Heat negócio de transferência de fluidos.

As marcas Therminol® e Marlotherm® da Eastman são os fluidos sintéticos de troca térmica mais vendidos no mundo, usados por mais de 15 mil sistemas em diversos países. O Fluid Genius foi projetado para atender a esses fluidos e as marcas que não sejam da Eastman.

Em conjunto com o lançamento do Fluid Genius, a Eastman desenvolveu um kit de amostra atualizado e fácil de usar, e um preenchimento automatizado como parte de seu programa TLC Total Lifecycle Care®. O TLC inclui análise de amostra de fluido de troca térmica em serviço, suporte do projeto de sistema, treinamento operacional, treinamento de conscientização de segurança e assistência na inicialização, bem como fluidos de enxágue e abastecimento.

Rudolph é contemplada em premiação para fornecedores da Bosch

Fabricante de soluções em componentes mecânicos, com destaque para o setor automotivo, a Rudolph Usinados, de Timbó (SC), conquistou, pela segunda vez consecutiva, o prêmio Magneto de Ouro, entregue pela Bosch aos seus melhores fornecedores, referente ao biênio 2019/2020. O evento, realizado pela primeira vez no formato digital, em função das medidas restritivas para combater a pandemia da Covid-19, homenageou 17 parceiros nas categorias Produtos e Serviços, Materiais Diretos – Soluções para Mobilidade e Destaques. Performance de qualidade, flexibilidade e confiabilidade de entrega e, ainda, performance técnica e econômica são os quesitos avaliados pela indústria, que condecora seus fornecedores a cada dois anos.

“É fundamental contarmos com parceiros que tenham interesse de construir um futuro juntos, criando caminhos e fortalecendo parcerias, especialmente diante de cenários tão desafiadores e imprevisíveis como o que vivemos hoje”, ressaltou, no evento, Giulianno Ampudia, diretor de Compras, Qualidade e Desenvolvimento de Fornecedores da Bosch América Latina. “Estamos muito felizes com mais esse reconhecimento, que nos desafia a trilhar caminhos cada vez mais colaborativos com nossos parceiros de negócios“, ressalta Alex Marson, CEO da Rudolph Usinados.

A fábrica da Rudolph situada em Spišská Nová Ves, na Eslováquia, fornece para várias plantas da Bosch na Europa, sendo a principal cliente da unidade. No Brasil, a empresa catarinense foi a parceira selecionada pela Bosch para o desenvolvimento do projeto colaborativo Indústria 4.0 Smart Retrofit. Com operação em 12 países da América Latina, o Grupo Bosch alcançou faturamento de R$ 6,9 bilhões em 2020. Atua em quatro segmentos: soluções para mobilidade, tecnologia industrial, energia e tecnologia predial e bens de consumo.

Superastic Flex economiza tempo e recursos na instalação

Cabo elétrico superflexível e extradeslizante ganha nova embalagem e vai além das especificações em norma de sua categoria na proteção de circuitos e instalações

Toda instalação elétrica obrigatoriamente deve seguir as normas de instalação para evitar riscos e acidentes, como a ABNT NBR 5410, entre outras. Seja qual for o projeto – residencial, comercial ou industrial – o importante é garantir a segurança das pessoas e do patrimônio.

Entretanto, para ser ainda mais eficiente que o patamar estabelecido por normas e certificações estabelecidas, é preciso ir além ao garantir uma proteção extra contra as ameaças que cercam uma instalação.

Líder mundial na fabricação de cabos de energia e telecomunicações, o Grupo Prysmian é referência global nesse tipo de instalação com o cabo Superastic Flex, desenvolvido para circuitos de tensão de até 750V entre fases, mas que foi desenvolvido para suportar condições que vão além das previstas em norma, sobretudo em condições de sobrecarga e aumento de temperatura.

Além da proteção reforçada, o cabo acaba de ganhar uma nova embalagem que facilita a identificação no ponto de venda e o dia-a-dia do instalador, tornando a compra e a usabilidade muito mais prática e intuitiva.

Uma ferramenta importante para reduzir as chances de um curto-circuito, potenciais geradores de incêndio, o Superastic Flex é recomendado para instalações internas de iluminação, tomadas, quadros, painéis e pontos de energia em geral em casas, prédios residenciais, comerciais e industriais.

Outro diferencial é o fato dos condutores possuírem gravação à tinta indelével, tornando a identificação mais legível, e serem fabricados em dupla camada nas cores branco, preto, vermelho, cinza, verde, azul, azul-escuro, marrom, amarelo e amarelo/verde.

Eles duram até o dobro do tempo em eventuais sobrecargas, são 20% mais resistentes à temperatura, suportando até 85ºC, além de extra deslizantes, o que facilita e reduz o tempo de instalação na passagem dos cabos pelos dutos.

O Superastic Flex pode ser lançado em eletroduto em parede isolante, canaleta fechada, aparente, eletrocalha, canaleta ventilada, alvenaria e em espaço de construção. Possui condutor de cobre nu, têmpera mole, classe 5, com isolação em dupla camada de composto termoplástico de PVC/A, atendo às normas NBR NM 247- 3 e NBR 5410.

 

O hidrogênio verde como possível elo de transição energética no Brasil

Quais as possibilidades e riscos associados à expansão do hidrogênio verde como uma alternativa de descarbonização?

No centro do debate sobre transição energética está o desafio de produção de energia com baixa emissão de carbono até 2050, com a garantia de suprimentos de energia estáveis e acessíveis e acesso universal à energia com a possibilidade de crescimento econômico robusto. É o que apontou o relatório da Agência Internacional de Energia (IRENA, da sigla em inglês), divulgado no último dia 18 de maio. O relatório é o 1º estudo abrangente do mundo e cita fontes como a solar e a eólica em vez de combustíveis fósseis.

O Brasil tem três oportunidades de uso do hidrogênio verde, que são basicamente: a produção de aço verde, de eletrocombustíveis – colocando o país em posição de competitividade na exportação para a Europa -, e na produção da amônia verde. Foi o que apontou o webinar realizado nesta semana pela Fundação Heinrich Böll e pelo Instituto E+ Transição Energética, com apoio da Frente por uma Nova Política Energética para o Brasil, epbr e Estratégia ESG.

Dentre os desafios apresentados para a eficaz transição energética no país, está a descarbonização, com consequente diminuição dos gases de efeito estufa (GEE). E como o elo faltante para essa meta, surge o hidrogênio verde, obtido por eletrólise da água a partir de fontes renováveis. A combinação de preços decrescentes para energia solar e eólica e economias de escala para eletrolisadores pode aumentar a competitividade relativa do hidrogênio verde, gerando oportunidades e desafios para o Brasil.

“O hidrogênio verde pode ser uma potência descarbonizadora para o mundo. O Brasil pode ajudar a fazer a descarbonização das matrizes de outros países de forma mais eficiente. Porém, a produção de hidrogênio verde ainda tem um alto custo, sobretudo dos eletrolisadores. O Brasil já teria como estar em posição mais competitiva em geração de renováveis, como no caso das energias eólica e solar, em abundância no nordeste do país”, diz o diretor-executivo do Instituto E+ Transição Energética, Emilio Matsumura.

Entretanto, da mesma forma que gera oportunidades, o hidrogênio verde também apresenta desafios e questionamentos sobre possíveis impactos ambientais e sociais. O alto consumo de água para a eletrólise é um exemplo. É preciso de cerca de 9 litros de água doce para produzir 1 kg de hidrogênio (e 8 kg de oxigênio).

As principais razões para os usos atuais do hidrogênio estão em sua versatilidade química e alta reatividade. O hidrogênio é um gás leve e de altíssimo poder calorífico. A energia contida em 1 kg de hidrogênio equivale a 2,84 kg de gasolina e 12 kWh de energia elétrica, o que equivale à energia armazenada por 30 baterias de 12V. Apesar dessa vantagem, a baixa densidade do gás dificulta o armazenamento e transporte, representando grandes desafios para seu uso como vetor energético universal.

“Porém devemos pensar que mesmo o hidrogênio verde tendo sua produção feita por uso de água, energia eólica e solar ou mesmo pela biomassa, é importante avaliar os possíveis riscos de impactos ambientais indiretos oriundos dessas grandes plantas, como no caso das hidrelétricas, dos parques eólicos e das fazendas solares”, diz Joilson Costa, da Frente por uma Nova Política Energética para o Brasil.

E quais são os caminhos que o Brasil precisa percorrer par a adoção do hidrogênio verde? Em fevereiro de 2021, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) lançou o documento “Bases para a Consolidação da Estratégia Brasileira de Hidrogênio”, na qual apresenta um panorama da indústria do hidrogênio, seus desafios e oportunidades, bem como um levantamento do histórico de iniciativas no Brasil relativas ao tema. O documento chama a atenção para a necessidade de consolidar e formalizar uma estratégia nacional em um plano de ação do Governo Federal em hidrogênio.

“Praticamente todas as fontes de energia relevantes são ilimitadas, como a biomassa que usada em larga escala causa muito dano ecológico, as hidrelétricas, que destroem os rios. Então essencialmente temos duas fontes de energia que são renováveis, abundantes e disponíveis em todo o mundo, que são a solar e a eólica. Sendo assim é importante focar nessas fontes de energia e escala-las, para que tenham um custo menor de produção. Por essa razão é fundamental utilizar bem essas fontes, porque estamos em uma corrida contra o tempo para termos mais energia limpa e tirar do jogo os combustíveis fósseis”, afirma Jörg Haas, que chefia a Divisão de Política Internacional da Fundação Heinrich Böll.