Novo diretor de Governança e Conformidade assume o cargo na Petrobras

Salvador Dahan chega a uma companhia com um sistema de integridade mais fortalecido e reconhecido nacional e internacionalmente

O novo Diretor Executivo de Governança e Conformidade da Petrobras, Salvador Dahan, tomou posse na terça-feira (18/5). O executivo chega a uma companhia com práticas de governança e conformidade mais fortalecidas.

“O compromisso com a integridade e o aprimoramento dos controles de conformidade são ativos inegociáveis para a Petrobras”, afirmou o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, ao participar da posse do novo diretor.

Dahan foi selecionado por meio de processo independente, conduzido por empresa especializada em seleção de executivos, conforme disposto no Regimento Interno da Diretoria Executiva da Companhia.   O diretor de Governança e Conformidade da Petrobras possui autonomia de atuação prevista em mandato de 2 anos, com possibilidade de renovação.

“Vamos seguir nesta trajetória de evolução das práticas de governança e conformidade, potencializando a construção de uma cultura de integridade dentro da companhia e junto aos nossos parceiros de negócios”, comenta Salvador Dahan, que tem 22 anos de experiência nas áreas de Conformidade, Riscos e Governança, com atuação em grandes empresas multinacionais, como Nissan Motors, Gerdau e Procter & Gamble.

Criada em 2014, a Diretoria de Governança e Conformidade tem o objetivo de assegurar a conformidade processual e mitigar riscos nas atividades da companhia, dentre eles, os de fraude e corrupção, garantindo a aderência a leis, normas, padrões e regulamentos. No Plano Estratégico 2021-2025, a Petrobras reafirma a priorização desses objetivos, ao estabelecer como compromisso de gestão um modelo de governança que permita o equilíbrio entre eficiência e controle, além do comprometimento com a integridade, transparência, tolerância zero à fraude e à corrupção. Até 2025, a companhia prevê investimento total de US$ 64,95 milhões na Diretoria de Governança e Conformidade.

Dentre as medidas adotadas pela diretoria, desde 2014, estão a criação de um Canal de Denúncias independente e a realização de Due Diligence de Integridade (DDI), processo que avalia os mecanismos de combate à fraude e à corrupção das empresas com as quais a Petrobras faz negócios. Também já foram treinados, só no ano passado, mais de 49 mil colaboradores em assuntos relacionados à integridade. Além do público interno, a Petrobras disponibilizou treinamentos para fornecedores e parceiros. A companhia também divulgou os novos Código de Conduta Ética para seus colaboradores e o Guia de Conduta Ética para os Fornecedores. Os documentos reúnem de forma clara e objetiva o que a Petrobras espera em termos de conduta ética de seus públicos de interesse.

Desde 2018, foram aplicadas R$ 27,3 milhões em multas contra fornecedores em virtude dos Processos Administrativos de Responsabilização (PARs), o que coloca a Petrobras como primeira no ranking entre os maiores sancionadores do país. A companhia aplicou 16% do total de sanções executadas contra empresas que violaram a Lei Anticorrupção Empresarial, de acordo com o Cadastro Nacional de Empresas Punidas (CNEP), da Controladoria Geral da União (CGU).

O fortalecimento das boas práticas de governança e integridade tem rendido à Petrobras reconhecimento nacional e internacional. No ano passado, a companhia voltou a ser elegível para receber investimentos do maior fundo de pensão da Noruega (KLP) e também retornou ao Partnering Against Corruption Initiative (PACI), iniciativa do World Economic Forum (WEF) para temas de combate à corrupção e transparência. Recentemente, a Petrobras passou a ter representantes em um Grupo de Trabalho do Ministério Público (MP) que vai contribuir com a formulação de regras anticorrupção para os Ministérios Públicos de todo o país, incluindo o Ministério Público Federal. A Petrobras é a única empresa a integrar o grupo.

PPSA lança e-book sobre Acordo de Individualização da Produção (AIP)

A Pré-Sal Petróleo (PPSA) lançou ontem, o e-book “Entendendo os Acordos de Individualização da Produção”, com foco em acordos que envolvem áreas não contratadas. O Acordo de Individualização da Produção, conhecido pela sigla AIP, é um instituto jurí¬dico mundialmente reconhecido, que evita a produção predatória de jazidas de hidrocarbonetos que se estendem além dos limites de uma determinada área sob contrato. O e-book foi idealizado para responder a algumas das principais dúvidas sobre o tema e favorecer a compreensão sobre o que é um AIP e, de forma simplificada, como ele é executado no Brasil.

O trabalho é de autoria de Ricardo Loureiro, gerente Executivo de Contratos, e de Claudio Kuyven, coordenador de Gestão de Contratos, ambos empregados da PPSA com larga experiência no tema. O e-book também vem acompanhado de um anexo com o panorama atual dos 20 acordos que envolvem áreas não contratadas pertencentes à União. Desse total, já estão assinados oito acordos e outros 12 estão em avaliação.

A PPSA é uma empresa pública federal, vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), responsável pela gestão dos contratos em regime de partilha de produção, pela representação da União nos Acordos de Individualização da Produção e pela gestão da comercialização dos hidrocarbonetos da União.

O trabalho está disponível para download no site da empresa:

http://presalpetroleo.gov.br/ppsa/conteudo-tecnico/artigos-e-publicacoes

Em live com principais agentes do mercado, Firjan lança ‘Perspectivas do Gás no Rio 2021’

Documento da federação aponta que consumo de gás natural pode aumentar dez vezes no Rio de Janeiro num horizonte de dez anos

A Firjan lançou a 4a Edição do Perspectivas do Gás no Rio 2021, que tem como uma novidade um painel interativo para apresentação de dados dinâmicos, atualizados ao longo do ano. “Temos excelentes perspectivas e precisamos avançar rápido nas regulações estaduais e federais. Há grandes fundos de investimento interessados em se associar a empreendedores e a Firjan está pronta para viabilizar esses negócios”, explicou Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da federação, na websérie Óleo, Gás e Naval especial sobre o lançamento do documento, em 18/5.

Karine Fragoso, gerente de Petróleo, Gás e Naval na Firjan, destacou que o Perspectivas 2021 também apresenta como novidade o Mapa do Gás Natural interativo. “Podemos analisar o mercado de gás, acompanhando os investimentos atuais e os previstos. O Perspectivas também consolidou estatísticas de ofertas e demandas, entre outros dados”.

Acesse o Perspectivas de Gás 2021 no link

https://www.firjan.com.br/publicacoes/publicacoes-de-economia/perspectivas-do-gas-no-rio-1.htm 

Veja a plataforma de dados dinâmicos de gás 2021 em www.firjan.com.br/gasnorio

Para a edição 2021, a Firjan contou com o apoio de entidades, como a Associação de Empresas Transportadoras de Gás (ATGás). “As empresas transportadoras TBG, NTS e TAG já estão com previsão de contratos de curto e longo prazos para o segundo semestre de 2021 e início de 2022. Criamos uma plataforma única de oferta de capacidade com as três transportadoras,” anunciou Rogério Manso, diretor-presidente da ATGás.

 Hélio da Cunha Bisaggio, superintendente da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), participou do lançamento e deu outros exemplos de que o novo mercado de gás está saindo do papel. Os parceiros da Petrobras já assinaram os primeiros termos de contrato para acessar diretamente o gás natural e vendê-lo ao mercado. No início de 2022 essas operações devem começar.

Já o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) vem colaborando com a ANP e outras agências para ajudar a regular o mercado de gás. Sylvie D’Apote, diretora-executiva de Gás do IBP, explicou que a recente regulamentação de ICMS das térmicas vai garantir maior competitividade no estado do Rio.

Modelo de país

“Não podemos perder de vista que não olhamos só o gás, mas o modelo de país. Vamos ser o país do cartório, das reservas de mercado, ou da diversidade, da competição, do poder de escolha? Não podemos repetir o que já ocorreu no passado”, provocou Paulo Pedrosa, presidente da Associação dos Grandes Consumidores de Energia e Consumidores Livres (Abrace).

“Buscar o mercado competitivo com mais ofertantes dá impulso para a indústria de gás. Os rumos são promissores e é por esse futuro que estamos trabalhando”, declarou Heloisa Borges, diretora da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), citando o Perspectivas 2021 da federação.

Nesse sentido, a Associação Brasileira do Biogás (ABiogás) trouxe o olhar de uma fonte alternativa. “O biogás é uma oportunidade para o Rio diversificar a oferta de combustível, com sustentabilidade. O potencial no estado é de 1,8 milhão de m3 por dia, principalmente no interior, onde não há rede de gás natural. Está sendo pouco aproveitado e tem emissão negativa de carbono”, defendeu Gabriel Kropsch, vice-presidente da ABiogás.

A federação está ainda com uma frente de ação para mapear informações sobre o potencial de consumo de gás no estado, como quem tem interesse de comprar e a que preço, em um olhar de cinco, dez e 15 anos para frente. No documento deste ano, foi mapeada uma região, que sugeriu preços de viabilidade de US$ 6 por milhão de BTU em 5 anos.

“Há potencial para uma expansão expressiva de gás natural em um polo de consumo já mapeado. A partir de preços competitivos, os volumes podem aumentar em mais de 10 vezes”, ressaltou Fernando Montera, coordenador de Relacionamento Petróleo, Gás e Naval da Firjan.

Assista a  websérie com o lançamento do estudo em https://www.youtube.com/watch?v=dZVrkxUfyaU

Campo de Atlanta retoma a produção de mais um poço

A empresa ENAUTA Comunicou a retomada da operação de mais um poço no Campo de Atlanta.

A produção foi reiniciada no último dia 7 de maio e, neste momento, a produção conjunta dos dois poços segue em torno de 18,5 mil barris de óleo por dia.

O retorno do 3º poço produtor está previsto para julho de 2021.

“O sucesso no reinício da operação de mais um poço é resultado da dedicação de todo o nosso time. Este resultado é ainda mais significativo quando observamos que superamos todos os desafios impostos pela pandemia, mantendo a saúde e a segurança de todos os trabalhadores. Continuamos, como planejado, trabalhando na otimização de recursos no campo, garantindo a geração de valor. Seguimos agora, concentrando os esforços para retomar a produção através dos 3 poços do SPA.”, comentou nosso COO, Carlos Mastrangelo.

A partir de maio de 2021, o óleo de Atlanta passa a ser entregue na plataforma com um desconto fixo inferior a US$ 1 por barril em relação ao Brent. Firmamos em 29 de abril um novo acordo com a Shell para venda da totalidade da produção do Campo de Atlanta até o final de 2022.

Destacamos ainda a divulgação dos resultados do 1º trimestre de 2021. Clique aqui e acesse as informações completas em nossa Central de Resultados.

Carlos Mastrangelo – COO / Foto: Divulgação

Potigás chega a 30 mil usuários de gás natural

A Potigás atingiu a marca de 30 mil usuários de gás natural canalizado. Praticidade, segurança e economia são alguns dos benefícios que esses clientes usufruem com a utilização do combustível, além do ganho para o meio ambiente.

O Shopping 10, localizado no bairro do Alecrim, começou a receber o gás natural canalizado na última sexta-feira, 14, e se tornou o cliente de número 30 mil da Potigás. Segundo Ricardo Cirne, proprietário do shopping, vários fatores foram responsáveis pela opção do gás natural canalizado.

“Eu cito quatro pontos principais: em primeiro lugar a facilidade da conversão do GLP para o gás natural; em segundo lugar, a economia de quase 50%; em terceiro lugar, a praticidade de não precisar controlar estocagem porque o gás chega diretamente pelos dutos; cito ainda o aproveitamento do espaço antes utilizado para estocar o gás porque armazenávamos quatro cilindros grandes”, explica Ricardo Cirne.

O empresário ainda enalteceu a logística do gás natural. “O Shopping 10 fica em uma rua muito movimentada, então os cilindros eram abastecidos à noite para que o caminhão pudesse realizar a descarga. Com o gás da Potigás temos todos esses ganhos”, completa.

Só em 2021, mais de mil clientes foram interligados à rede de gasodutos da Potigás. A concessionária estadual atende usuários em quatro segmentos: comercial, residencial, veicular e industrial.

Terminal portuário operado pela VLI no Sergipe se consolida como rota de exportação para o agro

Apenas entre maio e julho deste ano, 90 mil toneladas de farelo de soja serão embarcadas no Terminal Marítimo Inácio Barbosa com destino ao mercado externo

A VLI, empresa de soluções logísticas que integra terminais, ferrovias e portos, operadora do Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB), localizado em Barra dos Coqueiros, em Sergipe, reforça seu compromisso com o agronegócio brasileiro e com a economia da região Nordeste ao tornar o terminal portuário uma nova e importante porta de saída para commodities com destino aos mercados europeu e asiático. Com novos contratos firmados com importantes players do agro nacional, o TMIB voltará a embarcar grãos com origem nas regiões Norte e Nordeste do país. Em um primeiro momento, de maio até julho, esses novos negócios serão responsáveis pela movimentação de cerca de 90 mil toneladas de farelo de soja pelo terminal portuário, o único do Estado.

A retomada da exportação de grãos em Sergipe se deve também à estrutura existente no TMIB, que conta com terminais de transbordo e armazéns conectados. “Os novos volumes reforçam o compromisso da VLI em tornar o TMIB uma rota de escoamento para atender à crescente demanda do agro e possibilitar que nossos clientes possam dar vazão a um leque maior de embarques para o mercado externo. Além disso, confirma o potencial versátil e crescente do terminal”, aponta Italo dos Santos Leão, gerente comercial da VLI para o TMIB.

Apenas em 2020 foram movimentadas 763,28 mil toneladas no local, ante 578,71 mil toneladas em 2018, um aumento de 31,8% no período. Ao todo, nos últimos cinco anos, 3,31 milhões de toneladas foram embarcadas no Terminal Marítimo Inácio Barbosa. A versatilidade é o principal atributo do TMIB. Além de grãos, o terminal tem a flexibilidade necessária para movimentar insumos como minério de ferro, cobre, manganês, cimento, clínquer, coque e fertilizantes.

Sobre a VLI

A VLI tem o compromisso de apoiar a transformação da logística no país, por meio da integração de serviços em portos, ferrovias e terminais. A empresa engloba as ferrovias Norte Sul (FNS) e Centro-Atlântica (FCA), além de terminais intermodais, que unem o carregamento e o descarregamento de produtos ao transporte ferroviário, e terminais portuários situados em eixos estratégicos da costa brasileira, tais como em Santos (SP), São Luís (MA) e Vitória (ES). Escolhida como uma das 150 melhores empresas para trabalhar pela revista Você S/A, a VLI também foi eleita a mais inovadora empresa de transporte e logística, pelo Prêmio Valor Inovação Brasil 2020, e conquistou o 1º lugar na categoria Transporte e Logística das Melhores, da IstoÉ Dinheiro. A VLI transporta as riquezas do Brasil por rotas que passam pelas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.

EVENTO – Espiar a tecnologia por dentro é foco de show virtual do setor de equipamentos

G:motion, promovido pelo grupo GEMÜ, traz novidades e inovação em showroom digital com palestrantes escolhidos a dedo

Como transformar resíduos alimentícios num tesouro? E como iniciar um processo de digitalização industrial? Essas são algumas questões que a GEMÜ irá responder em evento virtual que traz as principais novidades tecnológicas do mundo das máquinas e equipamentos, nos próximos dias 8 a 10 de junho.

O show virtual G:motion terá apresentações, workshops e palestras técnicas com peritos do setor de válvulas, sistemas de medição e controle, além de especialistas das plantas GEMÜ ao redor do mundo. A participação é livre.

No foco, a tecnologia de válvulas do futuro, Power-to-X, além da automatização e eletrificação na construção de instalações dos mais diversos setores. Após cada palestra, os especialistas ficarão à disposição no Live-Chat para eventuais perguntas e dúvidas.

Além disso, a GEMÜ oferece a possibilidade de conversar e discutir de forma interativa com os palestrantes, colaboradores e outros visitantes no lounge. “Queremos que todo o mercado tenha acesso às novas tendências e produtos do universo dos sistemas de válvulas, medições e controle. Também recomendo visitar a área de produtos e aplicações, onde os visitantes poderão observar válvulas com tecnologia de ponta por dentro”, convida o CEO da GEMÜ do Brasil, Andreas Göhringer.

Alguns exemplos de palestras serão “Eletrificação na construção de instalações”, com Martin Schifferdecker; “Produção de hidrogênio com eletrólise”, com Andreas Brinner; e “Desafios na inativação de águas de esgoto”, com Thomas Lerach.

Saiba mais sobre a tecnologia para válvulas

Ao completar 40 anos no Brasil, a GEMÜ é líder mundial na fabricação de válvulas, sistemas de medição e controle que oferecem cuidado e precisão a setores da indústria como siderurgia, fertilizantes, setor automobilístico, petróleo & gás, farmacêutico, alimentos, cosméticos, biotecnologia, entre outros.

A partir de sua unidade brasileira, instalada em São José dos Pinhais (Região metropolitana de Curitiba, no Paraná), a GEMÜ oferece aos clientes da América Latina inúmeras versões de produtos e possibilidades de customização.

Suas válvulas são reconhecidas pela precisão e qualidade alemãs. A GEMÜ traz ainda como novidade ao Brasil o sistema CONEXO, desenvolvido na Alemanha para oferecer rastreabilidade de válvulas e seus componentes na manutenção e monitoramento de plantas, tecnologia baseada em RFID (radiofrequência). Equipamentos de fornecedores terceiros também poderão ser integrados correspondentemente. Essa é uma das soluções lançadas pela startup Inevvo Solutions, criada pela GEMÜ em 2018 para desenvolver soluções para a Indústria 4.0.

SERVIÇO

G:motion

Show virtual do setor de tecnologia em válvulas

Dias 8 a 10 de junho

Inscrições gratuitas: www.gemu-group.com/gmotion.

RenovaBio completa um ano e emerge como umas das políticas ambientais mais consistentes do Brasil

Programa tem potencial para estimular que a energia elétrica produzida a partir da biomassa da cana atenda a 100% do consumo residencial no país. Tema será debatido na conferência Biofuture Summit II/BBEST2020-21, que acontece virtualmente, de 24 a 26 de maio.

O RenovaBio, programa de estímulo à produção de biocombustíveis, completou em abril um ano de operação e já desponta como uma das políticas ambientais mais promissoras do país, com potencial para aumentar em cerca de 50% a produção de álcool combustível no Brasil e ainda gerar 100% de toda energia elétrica doméstica consumida no mercado nacional a partir da biomassa da cana.

“Desde o Proálcool (Programa Nacional do Álcool), criado em 1975, não tínhamos um programa que incentivasse de forma tão intensa e consistente a mudança da matriz energética utilizada na mobilidade no país”, afirma Luiz Augusto Horta Nogueira, professor de Sistemas Energéticos da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) e pesquisador associado do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (NIPE) da Unicamp. “Mas”, frisa ele, “com um importante diferencial: o RenovaBio não implica em renúncia fiscal e se sustenta sobre as regras do mercado.”

Para Nogueira, com o RenovaBio, o país pode alcançar, em até dez anos, a neutralidade de carbono no setor de produção de energia, depois de já ter conquistado a transição energética na área de mobilidade em função da adoção em larga escala do etanol. “Seremos neutros em carbono também na geração de energia”, comemora. O professor chama a atenção para o fato de que o país tem registrado crescimento de produção de energia renovável em diversas matrizes. “E, com o RenovaBio, temos incentivo à produção de biocombustíveis e à geração de energia elétrica a partir de biomassa”, acrescenta.

Biomassa de cana

Seu otimismo é compartilhado por Glaucia Mendes Souza, professora titular do Departamento de Bioquímica da Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora do Programa de Bioenergia (Bioen) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). “Temos projeções que indicam que, muito em breve, com o estímulo das políticas do Renovabio poderemos ter quase a totalidade do consumo residencial de energia elétrica baseado em biomassa da cana”, afirma.

A coordenadora do Bioen explica que, hoje, a geração de energia elétrica a partir da biomassa da cana corresponde a pouco mais de 25% do total do consumo residencial no país. Com o RenovaBio, essa produção de energia baseada na queima do bagaço de cana, assim como a produção de etanol, gera créditos de descarbonização para as usinas, que são comercializados na B3 (bolsa de valores – antiga Bovespa). “É um importante estímulo para que, além do bagaço, também se queime a palha. Se as usinas passarem a queimar metade da palha que hoje é deixada no campo ou utilizada para outros fins, a energia elétrica renovável produzida será suficiente para atender 100% do consumo residencial no Brasil”, prevê.

RenovaBio

O programa de estímulo à produção de biocombustíveis RenovaBio foi criado em 2017 (lei federal 13.576), mas somente entrou em operação em abril de 2020, quando começaram a ser comercializados na B3 (bolsa de valores) os créditos de descarbonização – também chamados de CBios. O RenovaBio foi concebido com o objetivo de contribuir para que o Brasil atinja suas metas de redução nas emissões de gases efeito estufa, previstas no Acordo de Paris, tratado mundial discutido por mais de 190 países durante a 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP21), ocorrida em 2015.

Créditos de descarbonização (Cbios)

O programa prevê que as usinas produtoras de biocombustíveis possam emitir os CBios após passarem por um processo de certificação auditável, realizado por empresas certificadoras independentes que atuam no mercado. Tanto as empresas certificadoras quanto as usinas de etanol biodiesel e bioquerosene devem atender a exigências previstas em lei e nas em regulamentações da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

Cada CBio corresponde a uma tonelada de CO2 (um dos gases do efeito estufa). Empresas distribuidoras de combustíveis fósseis têm o compromisso de comprá-los como forma de mitigar suas emissões de CO2. A aquisição também é livre para outras empresas interessadas em reduzir suas “pegadas de carbono”.

A contrapartida das usinas de biocombustíveis foi o compromisso de emitir CBios equivalentes a 14 milhões de toneladas de CO2 em 2020. Para 2021, a meta é de 24 bilhões de CBios. Os valores serão crescentes ano a ano até que o patamar de 90 milhões de toneladas seja alcançado em 2030. Há compromissos tanto por parte das usinas, no aumento da produção de biocombustíveis e na emissão de CBios, quanto por parte das distribuidoras de combustíveis fósseis na compra desses títulos. Com isso, o sistema gera uma previsibilidade na oferta anual de biocombustíveis e deve impactar positivamente nos preços dos biocombustíveis para o consumidor.

Regras de mercado

Plinio Nastari – presidente e CEO da Datagro, consultoria especializada em mercados agrícolas com clientes em 41 países e representante da sociedade civil no Conselho Nacional de Políticas Energéticas entre 2016 e 2020 -, é outro defensor do RenovaBio. “É uma legislação bem elaborada, que respeita as regras de mercado, gera impostos, induz o aumento da produtividade e traz metas negociadas entre as partes”, avalia. Essas características tendem a estimular o aumento da eficiência e a gerar previsibilidade ao setor de biocombustíveis, com métricas de equivalência de emissões de CO2 reconhecidas internacionalmente e com certificações emitidas por empresas independentes.

“Tudo foi negociado e discutido abertamente na Câmara e no Senado. Estamos falando de uma lei que premia a competência e a eficiência individual de cada usina”, ressalta. Segundo Nastari, quanto maior for a produtividade de cana por hectare e quanto mais eficientemente a empresa produzir biocombustível e energia, quanto melhor tratar os dejetos, mais ela poderá faturar no mercado de carbono. “Estamos falando de um estímulo à meritocracia, à competência, ao desenvolvimento de novas tecnologias de produção agrícola, de biocombustíveis e de preservação do meio ambiente”.

O nó da tributação

Um ponto falta a ser definido: a tributação sobre os CBios. Nastari explica que a lei previa 15% de tributação sobre os CBios, mas o governo tentou aumentar a alíquota para 34%, a qual não foi aprovada no Congresso. Resultado: o Ministério da Economia ainda não emitiu a regulamentação tributária sobre os CBios. “O mercado aguarda essa regulamentação e a expectativa é a de que ela seja publicada a qualquer instante”, diz.

Mais etanol e biodiesel

Para que as metas previstas no RenovaBio sejam alcançadas, a produção brasileira de biocombustíveis terá de crescer de forma expressiva e consistente nos próximos dez anos. A produção atual de biodiesel, hoje próximo dos 4 bilhões de litros/ano, deve subir para 13 bilhões de litros/ano nos próximos dez anos, em especial com a ampliação do uso de óleo de palma. Já a produção de etanol deve sair dos atuais 30 bilhões de litros e atingir o patamar de 50 bilhões de litros por ano, um aumento de cerca de 70%.

Área de cultivo

O aumento da produção de biocombustíveis, no entanto, não implicará necessariamente na expansão da área de plantio. “Desde o Proálcool o país vem ganhando eficiência na produção de cana e de etanol por hectare. Com o estímulo do RenovaBio, devem ser mantidos os aumentos da produtividade e da eficiência das usinas”, avalia Heitor Cantarella, engenheiro agrônomo e diretor do Instituto Agronômico de Campinas (IAC – Unicamp).

Cantarella explica que a lavoura da cana ocupa cerca de 10% das terras agrícolas do país. E a produtividade média por hectare está em torno de 80 toneladas de cana. Segundo ele, é possível ampliar ainda mais a produtividade, com novas práticas de manejo do solo, novas espécies de cana e uso de tecnologia. “Temos algumas áreas que hoje chegam a produzir mais de 150 toneladas de cana por hectare”, explica. A troca de caldeiras que trabalham em regime de baixa pressão, para regime de alta pressão, mais eficientes, é uma outra frente. “Há, ainda, a possibilidade de uso da palha, que representa 1/3 da massa energética da cana. Hoje a palha da colheita é utilizada para proteção do solo. E parte dela pode ser direcionada para produção de energia elétrica ou de etanol de segunda geração, obtido a partir de celulose, sem impactos maiores à sustentabilidade”.

Novas variedades

Outra frente intensa de pesquisas que estão correndo no país visa o desenvolvimento de variedades de cana tolerantes à seca. “Em médio prazo teremos de adaptar a agricultura para os ‘climas futuros’ e tecnologias estão sendo desenvolvidas tanto do lado da agricultura de precisão e inteligência artificial no campo, quanto do lado da biotecnologia”, diz Glaucia Souza, da FAPESP/BIOEN.

Sobre o Biofuture Summit II / BBest 2020-21: O Biofuture Summit é a principal conferência de debate e troca de experiências em políticas públicas promovida pela Plataforma para o Biofuturo, uma coalizão inter-governamental para promoção da bioeconomia de baixo carbono. Para sua segunda edição, o Biofuture Summit juntou-se à conferência científica Brazilian Bioenergy Science and Technology (BBest), para realizar um evento conjunto trazendo à luz o que há de mais avançado em políticas, financiamento, tecnologias, e ciência relacionadas à bioenergia e à bioeconomia em suas diversas formas. Participam do evento representantes de governos, órgãos internacionais, setor empresarial e pesquisadores de mais de 30 países. A Biofuture Summit II/BBEST2020-21 será totalmente online e acontece entre os dias 24 e 26 de maio. Mais informações acesse https://bbest-biofuture.org/

Sobre a Plataforma para o Biofuturo: A Plataforma para o Biofuturo é uma iniciativa intergovernamental, da qual participam várias partes interessadas. Foi projetada para agir pelas mudanças climáticas e apoiar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, com uma coordenação internacional pela promoção da bioeconomia sustentável de baixo carbono. Foi lançada em Marrakesh nas negociações climáticas da COP 22, em novembro de 2016. Desde 1º de fevereiro de 2019, a Agência Internacional de Energia (IEA) é o Facilitador (Secretariado) da iniciativa. A Plataforma para o Biofuturo tem vinte países membros: Argentina, Brasil, Canadá, China, Dinamarca, Egito, Finlândia, França, Índia, Indonésia, Itália, Marrocos, Moçambique, Holanda, Paraguai, Filipinas, Suécia, Reino Unido, Estados Unidos e Uruguai. Como uma iniciativa da qual participam múltiplas partes interessadas, várias organizações internacionais, universidades e associações do setor privado também estão envolvidas e engajadas na condição de parceiros oficiais. Para obter mais informações, visite: www.biofutureplatform.org.

Sobre o BIOEN: o BIOEN, Programa de Pesquisa em Bioenergia da FAPESP, visa articular pesquisa e desenvolvimento (P&D) entre entidades públicas e privadas, utilizando laboratórios acadêmicos e industriais para avançar e aplicar o conhecimento nas áreas relacionadas à bioenergia no Brasil. As pesquisas abrangem desde a produção e processamento de biomassa até tecnologias de biocombustíveis, biorrefinarias, sustentabilidade e impactos – http://bioenfapesp.org

Sobre a Apex-Brasil: A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. Para isso, a Apex-Brasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil. A Agência também atua de forma coordenada com atores públicos e privados para atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil com foco em setores estratégicos para o desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do país.

Ouro Negro fornecerá tecnologia MODA para Libra

Contrato prevê a instalação do sistema de Monitoramento Óptico Direto no Arame (MODA) em risers flexíveis de três plataformas no campo de Mero, no bloco de Libra. O escopo do serviço de monitoramento considera os risers flexíveis de produção, de injeção de gás e de injeção de água. Até o final de 2020, a Ouro Negro forneceu mais de 300 sistemas MODA, que somam quase 16 mil sensores em 32 unidades estacionárias de produção (UEPs)

O escopo do serviço de monitoramento das linhas considera os risers flexíveis de produção, de injeção de gás do FPSOs Pioneiro de Libra (dedicado a sistemas de produção antecipada); e os risers flexíveis de serviço e injeção de água do FPSO Guanabara e os risers flexíveis de serviço do FPSO Sepetiba, os dois últimos com capacidade de processar até 180.000 barris de petróleo por dia (bpd) cada um, em construção pela Modec e SBM Offshore, respectivamente.