Diretoria da ANP aplica, pela primeira vez, dispositivo da Nova Lei do Gás

A Diretoria Colegiada da ANP aplicou, pela primeira vez, em uma decisão, um dispositivo da Nova Lei do Gás (Lei nº 14.134, sancionada em 09 de abril de 2021). A deliberação da Diretoria da ANP refere-se ao procedimento para análise e aprovação dos pedidos de autorização de importação de gás natural enquanto não for publicada uma resolução da Agência para tratar do tema. A aplicação foi feita no último dia (13/5).

A Nova Lei do Gás retorna à ANP a competência para outorgar autorizações de importação e exportações de gás natural. Pela antiga Lei do Gás (Lei nº 11.909/2009), esta competência cabia ao Ministério de Minas e Energia, não tendo sido prevista regra de transição para os pedidos de autorização quando da sua revogação.

A decisão da diretoria deu-se no âmbito da análise de dois pedidos de prorrogação de autorizações de importações, em nome da Âmbar Energia Ltda. e Petróleo Brasileiro S.A., que, em vez de terem seus prazos prorrogados, tiveram outorgadas novas autorizações por parte da ANP, em substituição às portarias ministeriais autorizativas.

A aprovação dos procedimentos adotados teve como objetivo não gerar insegurança jurídica em relação aos pedidos de autorização de importação de gás natural. Ela evitou a criação de um vácuo jurídico processual, que poderia ocasionar impacto em todo os processos em análise, ou já analisados e pendentes de deliberação, com potencial reflexo no abastecimento nacional de gás natural.

Certificação de energia renovável registra primeira usina de biogás no Brasil

UTE da Raízen Geo Biogás S.A., uma das maiores plantas de biogás do mundo, é a primeira entre as 200 usinas já certificadas pelo I-REC Standard que utiliza biogás para geração de energia elétrica

O I-REC Standard registou sua primeira usina de biogás no Brasil, a UTE Biogás Bonfim. O empreendimento, localizado em Guariba, em São Paulo, é uma das maiores plantas de biogás do mundo, com 21 MW de capacidade instalada.

O I-REC Service é um sistema global de rastreamento de atributos ambientais de energia projetado para facilitar a contabilidade confiável de carbono, para Escopo 2, compatível com vários padrões internacionais de contabilidade de carbono. A certificação, que no Brasil é emitida pelo Instituto Totum, confere à empresa a permissão para emissão e transferências de I-RECs (cada I-REC equivale a 1MWh de energia gerada) e permite aos usuários de eletricidade fazer uma escolha consciente e baseada em evidências para a energia renovável, em qualquer país do mundo.

Segundo o diretor do Insituto Totum, Fernando Lopes, a Certificação I-REC da UTE Biogás Bonfim (Raizen) é um marco para o Programa Brasileiro de Certificação de Energia Renovável.

“Agora, o programa conta com um portfólio completo de opções ao consumidor de energia renovável: dentro das 200 usinas já certificadas, além da energia eólica, hídrica, solar e de biomassa, agora temos também uma usina que usa como combustível o biogás. Pelo desenvolvimento do mercado, acreditamos ser a primeira de muitas outras que ainda virão”, afirmou.

A UTE Bonfim é fruto da joint venture entre Raízen e Geo Energética, a Raízen Geo Biogás S.A., com foco na produção de biogás a partir de resíduos agrícolas. Construída junto à usina Bonfim, unidade da Raízen com uma moagem de mais de 5 milhões de toneladas de cana por ano que gera elevado volume de vinhaça e torta de filtro e atendem às necessidades de um projeto de biogás em escala comercial, a vinhaça será operada na safra, e, a torta, ao longo do ano inteiro.

A unidade recebeu autorização da CPFL e ANEEL para comercializar energia. Com a autorização, a planta passou a fornecer a energia gerada ao grid. Dos 138 mil MWh por ano de capacidade instalada, 96 mil MWh serão vendidos dentro de um contrato negociado em leilão em 2016 do qual a Raízen foi a vencedora. O valor excedente de energia poderá ser negociado no mercado livre ou outros contratos.

Para o CEO da Geo Energética e presidente da Abiogás, Alessandro Gardeman, a certificação da primeira usina de biogás no Brasil aponta para o crescimento do mercado e consolida o energético entre as fontes de energia renovável com maior potencial de crescimento na matriz brasileira. “É a hora do biogás. Estamos crescendo e conquistando marcos importante, como a certificação I-REC para a primeira usina do energético no país. O Brasil tem o maior potencial para o aproveitamento do biogás no mundo, mas não utilizamos nem 2%. Acredito que o momento é de virada, com mais usinas certificadas, e novos empreendimentos surgindo. A energia gerada por biogás pode ser produzida durante o ano inteiro, o que oferece estabilidade energética para o sistema elétrico nacional e impacta o desenvolvimento econômico do País de maneira sustentável”, comentou.

A diretora de Transição Energética da Raízen e CEO da Raízen Geo Biogás, Raphaella Gomes, reforça que o reconhecimento contribui para a consolidação da tecnologia no tratamento dos resíduos agroindustriais de forma renovável e sustentável. “A certificação da planta de biogás da Raízen para emissão de I-RECs é mais um marco importante na nossa jornada de liderar a transição energética e apoiar os nossos clientes e parceiros a descarbonizar as suas atividades. A planta de Guariba, inaugurada em outubro de 2020, é uma das maiores do mundo e representa uma revolução no tratamento dos resíduos agroindustriais por meio do uso mais eficiente dos recursos naturais, contribuindo assim para descarbonização e economia circular.”

Petrobras gera US$ 2,5 bilhões com desinvestimentos em 2021; venda mais recente é para fundo árabe

E a estatal não deve parar por aí, pois o diretor financeiro da empresa já reafirmou a intenção de continuar com o programa de venda de ativos

Petrobras concluiu, entre janeiro e maio deste ano, operações de desinvestimento que, somadas, vão gerar US$ 2,5 bilhões ao caixa da empresa. No mesmo período, entraram US$ 500 milhões com a venda de ativos.

Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (14), o diretor financeiro da companhia, Rodrigo Alves, reafirmou a intenção da estatal de dar continuidade ao programa de venda de ativos, inclusive de oito refinarias.

Até agora, foi concluída a negociação da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), instalada na Bahia. Além dela, estão em estágio avançado de venda a Refap (RS), Lubnor (CE) e SIX (PR).

Noites da arábia
Falando na RLAM — que foi, aliás, a primeira refinaria nacional de petróleo, a Petrobras comunicou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sua venda para o fundo de investimento Mubadala, dos Emirados Árabes.

O Conselho de Administração da petroleira aprovou  a negociação por US$ 1,65 bilhão em março, mas a finalização da venda para a MC Brazil Downstream Participações, empresa do grupo Mubadala Capital, ainda depende da aprovação da autarquia concorrencial.

A empresa informou que manterá normalmente a operação da refinaria e de todos os ativos associados até o cumprimento das condições precedentes e o fechamento da transação.

A Petrobras disse ainda que vai apoiar o Mubadala nas operações da RLAM durante um período de transição, por meio de um acordo de prestação de serviços.

Eneva inicia processo de comissionamento à quente em Azulão e faz teste de produção em um dos poços

A Eneva deu mais um passo importante para dar início à operação do campo de Azulão, na bacia de Amazonas, que faz parte de um projeto inovador e pioneiro: o projeto integrado Azulão-Jaguatirica. A companhia informou à ANP que iniciou o processo de comissionamento à quente do campo, etapa que demandou um breve teste de produção em um dos poços, em 13 de maio de 2021. O teste ocorreu na Unidade de Tratamento Primário e foi bem sucedido. Na sequência, serão realizados o comissionamento das unidades de autogeração e liquefação.  A empresa só voltará a produzir no local quando forem finalizadas as obras da Unidade de Tratamento de Gás de Azulão, instalação necessária para o completo comissionamento do projeto.

“Apesar dos desafios, seguimos confiantes na conclusão da etapa de comissionamento, que será seguida pelo carregamento das carretas criogênicas e a entrega da primeira carga de GNL para Jaguatirica, etapas previstas para o segundo trimestre deste ano”, destaca o gerente-geral do projeto integrado, Rafael Filippelli.

Localizado no município de Silves, o campo de Azulão será o primeiro a produzir gás natural na Bacia do Amazonas. O campo foi descoberto em 1999, mas somente depois da aquisição pela Eneva, em 2018, passou a receber investimentos que viabilizaram a sua operação, contribuindo com o desenvolvimento do interior do Estado a partir da geração de empregos, qualificação de profissionais locais, aumento da renda e recolhimento de impostos e royalties.

O campo de Azulão terá um cluster com 3 poços produtores de gás natural, uma estação de tratamento, uma unidade de liquefação, uma estação de armazenamento e carregamento de GNL (gás natural liquefeito), além de uma unidade de geração de energia de aproximadamente 20 MW para garantir autonomia na operação do campo.

Com investimento de R$ 1,9 bilhão, a Eneva vai produzir gás natural na Bacia do Amazonas, em Silves (AM), para abastecer a UTE Jaguatirica II que vai gerar energia para Roraima, a usina vai substituir parte da atual geração a diesel, com consequente redução de custos de geração e de emissões. O projeto integrado Azulão-Jaguatirica foi vencedor do leilão de 2019 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Conselho de Administração da Pré-Sal Petróleo elege diretoria

O Conselho de Administração da Pré-Sal Petróleo elegeu a nova Diretoria Executiva para o biênio 2021-2023, durante a 24ª Reunião Extraordinária do Conselho de Administração, realizada na última sexta-feira, dia 14. O diretor-presidente, José Eduardo Vinhaes Gerk; o diretor de Administração, Finanças e Comercialização, Samir Passos Awad; e o Diretor de Gestão de Contratos, Osmond Coelho Junior, foram reconduzidos aos respectivos cargos. A engenheira civil, Cristiane Formosinho Conde, foi eleita  para a Diretoria Técnica, em substituição a Paulo Moreira de Carvalho. O mandato unificado do colegiado se estenderá até março de 2023.

Cristiane Formosinho é graduada em Engenharia Civil pela UFBA, com pós-graduação em Engenharia de Petróleo na Universidade Petrobras e mestrado em Administração/Gestão Empresarial pela UFBA.  Possui mais de 38 anos de experiência técnica e gerencial na indústria de óleo e gás, dos quais 37 anos atuando no segmento de E&P da Petrobras. Foi gerente de Reservatórios e de Engenharia de Produção e Desenvolvimento na Bahia, gerente geral de Engenharia de Produção e Desenvolvimento na área Internacional e gerente de projeto e de Desenvolvimento da Produção do Consórcio de Libra.  No último ano, atuou na gestão técnica e tecnológica de E&P da EnP Energy Platform.

O Conselho de Administração da Pré-Sal é presidido por José Mauro Ferreira Coelho, secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Marcelo Pacheco dos Guaranys, secretário executivo do Ministério da Economia, Caio Mário Paes de Andrade, secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Sergio José Pereira, assessor de Relações Institucionais do Comando Militar do Leste, e pelo diretor-presidente da PPSA, Eduardo Gerk.

A gestão de Gerk e diretores tem sido pautada pelo diálogo e colaboração, criando um ambiente bastante produtivo com a indústria de petróleo e gás e expressivos resultados para a União, como, por exemplo, o acordo assinado, no início de abril, entre a companhia e a  Petrobras estabelecendo os parâmetros e o consequente valor da compensação, a ser paga à Petrobras pelos futuros contratados, em regime de partilha, para a produção dos volumes excedentes da cessão onerosa dos campos de Atapu e Sépia. O acordo foi aprovado pelo Ministério de Minas e Energia e pelo Conselho Nacional de Política Econômica e viabilizará a realização da 2ª Rodada de Licitação dos Volumes Excedentes da Cessão Onerosa, prevista para 17 de dezembro. A PPSA tem a missão de maximizar os resultados econômicos nos contratos de partilha de produção, na representação da União nos procedimentos de individualização da produção e na gestão dos contratos de comercialização de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos da União.

Braskem lança novos compromissos com macro-objetivos de desenvolvimento sustentável

Iniciativa une sete dimensões que se conectam para construir um mundo melhor

A Braskem, alinhada com os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU para 2030, assumiu novos compromissos na busca por um futuro melhor para as próximas gerações. A empresa estruturou esses compromissos em macro-objetivos que se espelham em sete dimensões: saúde e segurança, resultados financeiros e econômicos, eliminação de resíduos plásticos, combate às mudanças climáticas, ecoeficiência operacional, responsabilidade social e direitos humanos e inovação sustentável. Para cada um deles, a Braskem definiu metas e objetivos claros.

“As sete dimensões de nossos macro-objetivos se conectam e promovem o desenvolvimento sustentável em sua totalidade. São compromissos com as pessoas e com o planeta. A eliminação de resíduos plásticos, a ampliação do portfólio I’m greenTM, a promoção da inclusão, equidade e diversidade, a neutralização das emissões de carbono até 2030 são exemplos de metas que já estamos perseguindo”, afirma Roberto Simões, presidente da Braskem.

Em saúde e segurança, a meta da Braskem é zerar as doenças ocupacionais e reduzir pela metade a frequência de acidentes de trabalho. Para isso, contará com ações de educação, gestão de terceiros e desenvolvimento de ferramentas de digital e de indústria 4.0 para melhoria dos aspectos de saúde, segurança e meio ambiente.

Na questão dos resultados financeiros, a Braskem tem como objetivo se colocar entre as melhores do mundo do índice Dow Jones de Desenvolvimento Sustentável, assim como adotar as melhores práticas globais com foco em ESG (sigla em inglês para meio ambiente, saúde e governança). Atualmente, os executivos da companhia, por exemplo, têm metas pessoais claramente vinculadas às metas ESG.

No esforço pela eliminação de resíduos plásticos, a companhia vai ampliar seu portfólio I’m greenTM para incluir, até 2025, 300 mil toneladas de resinas termoplásticas e produtos químicos com conteúdo reciclado; e, até 2030, 1 milhão de toneladas desses produtos. Até 2030, vai trabalhar para eliminar que 1,5 milhão de toneladas de resíduos plásticos seriam enviados para incineração, aterros, ou depositados no meio ambiente.

No combate às mudanças climáticas, as metas são reduzir em 15% as emissões diretas de gases de efeito estufa até 2030 e alcançar a neutralidade de carbono até 2050. Essas metas passam por ação de redução de emissões com foco em eficiência energética e o uso de energia renovável nas operações atuais, além da compensação de emissões com investimentos em químicos e polímeros de origem renovável.

Em ecoeficiência operacional, a meta é fazer uma gestão mais eficiente do uso de água, com iniciativas de reuso, e garantir 100% de uso de fontes seguras. Além disso, aumentar a eficiência energética.

Na dimensão responsabilidade social e direitos humanos, as metas são promover o desenvolvimento das comunidades do entorno das plantas industriais, ter mais mulheres em cargos de liderança e mais integrantes negros. Para garantir diversidade, a Braskem vem já adotando práticas como o chamado currículo às cegas, para promover a equidade de oportunidades, e a flexibilização de critérios para a contratação de pessoas, eliminando critérios que criavam barreiras de igualdade de inserção.

Por fim, a dimensão de inovação sustentável prevê aumentar a porcentagem de projetos sustentáveis no portfólio de inovação e tecnologia, alcançando 85% até 2025 e 90% até 2030.

A Braskem alcançou 85% dos objetivos estabelecidos no seu primeiro ciclo de melhoria de longo prazo entre 2009 e 2020.

COBAPEE Equipamentos Elétricos disponibiliza seu catálogo completo, baixe aqui

A COBAPEE Equipamentos Elétricos apresenta seu catálogo de equipamentos elétricos e iluminação de Led para áreas classificadas e para uso industrial. O catálogo foi registrado como obra literária, ele contempla diversas informações técnicas sobre instalações elétricas em áreas classificadas (ABNT NBR IEC 60079..), que poderão auxiliar na execução do seu projeto Ex.

Clique aqui ou na imagem e baixe o catálogo completo gratuitamente.

Sobre a Copabee:

A Cobapee nasceu com a missão de fornecer equipamentos, componentes e acessórios elétricos de qualidade para uso e aplicação industrial, atendendo dessa forma a demanda dos mais exigentes mercados.

Os produtos fornecidos pela Cobapee obedecem detalhados critérios de engenharia, incluindo a qualidade dos produtos e, a seleção dos fornecedores para manter o padrão desejado.

A Cobapee é uma empresa jovem, mas comandada por profissionais experientes, com grande conhecimento técnico e de mercado.
Experiência, conhecimento técnico e mercadológico fazem da Cobapee uma empresa diferenciada e voltada para atender as necessidades dos clientes com profissionalismo e transparência nas suas relações.

Inovação e qualidade também fazem parte do nosso espírito, dessa forma estaremos sempre buscando novas alternativas de produtos e serviços para atender as necessidades do cliente.
Os produtos ofertados pela Cobapee são projetados e fabricados para atender diversos mercados, principalmente:

• Indústria petroquímica;
• Indústria alimentícia;
• Indústria farmacêutica;
• Indústria de ração para animais;
• Indústria de tintas e vernizes;
• Indústria de adubos;
• Indústria automobilística;
• Atividades de processamento de grãos;
• Indústria de papel e celulose;
• Mineração;
• Açúcar e álcool;
• Transporte e movimentação de grãos;
• Áreas portuárias;
• Indústrias em geral;
• Empresas de projetos e montagens elétricas, entre outras atividades.

MISSÃO

Fornecer produtos de qualidade para uso e aplicação industrial.

VISÃO

Trabalhamos para ser uma empresa diferenciada na qualidade dos produtos e serviços prestados.

VALORES

Nossos princípios estão baseados no respeito ao ser humano como agente de transformação da sociedade, bem como na transparência das relações com todos os nossos parceiros de negócios.

 

Brasil bate recordes em arrecadação de royalties e participação especial de petróleo e gás

O Brasil bateu este mês recordes históricos de distribuição de royalties e participação especial referentes à produção nacional de petróleo e gás natural.

No caso dos royalties, pagos mensalmente, serão distribuídos R$ 3,3 bilhões em maio, referentes à produção de março. Trata-se de um aumento de 18% em relação a abril de 2021 e de 150% comparado com maio de 2020.

Já com relação à participação especial, apurada trimestralmente, foram distribuídos R$ 9,135 bilhões, relativos à produção do primeiro trimestre de 2021. Trata-se de um aumento de 69% em relação ao trimestre anterior.

Os estados que mais receberam participação especial no primeiro trimestre foram o Rio de Janeiro, com R$ 2,89 bilhões (66% a mais do que o trimestre anterior); São Paulo, com R$ 414 milhões (aumento de 109%); e Espírito Santo, com R$ 362 milhões (68% a mais).

Veja aqui apresentação da ANP sobre o tema.

O que são royalties e participação especial

Os royalties são uma compensação financeira devida à União, aos estados, ao DF e aos municípios beneficiários pelas empresas que produzem petróleo e gás natural no território brasileiro: uma remuneração à sociedade pela exploração desses recursos não renováveis. Os royalties incidem sobre o valor da produção do campo produtor de petróleo e/ou gás natural e são recolhidos mensalmente pelas empresas concessionárias por meio de pagamentos efetuados à Secretaria do Tesouro Nacional (STN) até o último dia do mês seguinte àquele em que ocorreu a produção. A STN repassa os royalties aos beneficiários.

A participação especial é uma compensação financeira extraordinária devida pelos concessionários de exploração e produção de petróleo ou gás natural para campos de grande volume de produção. Para apuração da participação especial, alíquotas progressivas, que variam de acordo com a localização da lavra, o número de anos de produção e o respectivo volume de produção trimestral fiscalizada, são aplicadas sobre a receita líquida da produção trimestral de cada campo.

Petrobras supera recorde de vendas de diesel S-10

A previsão é aumentar ainda mais a oferta de diesel com baixo teor de enxofre

No mês de abril, a Petrobras superou o recorde de vendas de diesel S-10 com baixo teor de enxofre, alcançando a marca de 437 mil bpd, o que representa aumento de 4,4% em relação ao recorde anterior de 418 mil bpd, registrado em março de 2021. Também em abril, as vendas totais de diesel chegaram à ordem de 824 mil bpd, representando crescimento de 59% quando comparadas às vendas no mesmo mês de 2020. Na comparação com o mês de abril de 2019, sem os impactos na demanda decorrentes da pandemia, houve crescimento de 12%.

A maior participação da Petrobras no mercado de diesel e o crescimento das vendas de S-10 geraram receita com diesel de US$ 4,6 bilhões no 1T21, 24% a mais que no 4T20. Esse aumento reflete as ações da companhia para mitigar os efeitos da pandemia da Covid-19 sobre a demanda de combustíveis e os esforços para ampliar a oferta de derivados de alto valor agregado e com menor impacto ao meio ambiente.

“Essa ampliação da oferta de diesel S-10 é um dos projetos da companhia para oferta de produtos de maior valor agregado e com menos emissões. Desta forma, buscamos melhor performance operacional e mais competitividade no novo mercado de refino”, destaca o diretor de Comercialização e Logística, Cláudio Mastella.

Em linha com seu Plano Estratégico, a Petrobras está adaptando seu parque de refino para ampliar a produção do Diesel S-10, de baixo teor de enxofre. Estão previstas adequações na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), na  Refinaria de Paulínia (Replan) e na Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos. A expectativa é aumentar a produção de diesel S-10 em até 16.500 m³/dia com a implantação desses projetos adicionais. Com isso, a produção do S-10 que atualmente representa 50% da produção total de diesel da Petrobras chegará a praticamente 100% até 2025. As intervenções vão aumentar a qualidade do diesel produzido, promovendo a redução do teor de enxofre (de 500 ppm para apenas 10 ppm), visando atender especificações do mercado local e internacional, além de requisitos ambientais.

Vantagens do diesel S-10

O uso do Diesel S-10 possibilita aos veículos a diesel utilizarem tecnologias mais modernas e promove a melhoria do desempenho do combustível nos motores, com impactos positivos na redução de emissões de material particulado em até 80% e de óxidos de nitrogênio em até 98%. Além da diferença no teor de enxofre, o diesel S-10 tem maior nível de cetano, índice que mede a qualidade de ignição, ou seja, quanto maior melhor.

O aumento na capacidade de produção de Diesel S-10 acompanha a evolução dos motores de veículos pesados e utilitários movidos a diesel, responsáveis pela maior parte da circulação de mercadorias no território brasileiro.

Estatal apresenta forte geração de caixa no primeiro trimestre

A Petrobras encerrou o primeiro trimestre do ano com sólido desempenho operacional e financeiro, mesmo em um período desafiador em função do agravamento da pandemia no país. A companhia obteve lucro líquido de R$ 1,2 bilhão no trimestre, equivalentes a US$ 0,2 bilhão, refletindo o impacto não-caixa de R$ 18,7 bilhões da desvalorização do real em relação ao dólar entre dezembro de 2020 e março de 2021.

“A Petrobras apresentou um sólido resultado. Superamos, nesse período, os desafios dessa complexa conjuntura, com segurança, progressividade das ações e respeito ao meio ambiente, aos acionistas e à sociedade em geral, gerando expressivo valor para a companhia”, disse o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna.

O primeiro trimestre do ano foi impactado positivamente pelo aumento do preço do petróleo (brent) e menores despesas operacionais recorrentes. A companhia aumentou em 19% o pagamento de participação governamental. Foi registrada uma melhora significativa do EBITDA recorrente em relação ao trimestre anterior, com aumento de 36%. Esse indicador financeiro, que fechou o trimestre em R$ 47,8 bilhões, é utilizado na análise do resultado operacional de uma companhia ao longo do tempo. Ele é importante porque exclui o efeito de juros, impostos, depreciação e amortização do lucro líquido e de itens não recorrentes, facilitando a comparação de resultado entre empresas, uma informação fundamental que auxilia na tomada de decisão de potenciais investidores.

A geração de caixa expressiva (R$ 31,1 bilhões de fluxo de caixa livre positivo) e a entrada de caixa referente à venda de ativos (R$ 1,1 bilhão), possibilitaram a manutenção dos investimentos programados e a forte desalavancagem, mesmo em um cenário desafiador. Durante o trimestre, a Petrobras diminuiu sua dívida bruta em US$ 4,6 bilhões. No mês de abril, já houve redução adicional expressiva em US$ 3,2 bilhões. Com isso, a Petrobras alcança um patamar de US$ 68 bilhões de dívida bruta, muito próximo da meta de US$ 67 bilhões prevista para o fim de 2021, demonstrando que a companhia segue com foco total nas estratégias estabelecidas em seu Plano Estratégico, tornando-se uma empresa mais saudável financeiramente e resiliente.

“Apesar dos desafios remanescentes impostos pela pandemia, mantivemos nossa robusta geração de caixa através de nossas operações e conseguimos manter a trajetória de fortalecimento de nossa estrutura de capital, reduzindo nosso endividamento bruto”, disse Rodrigo Araujo, diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores.

Com relação ao resultado operacional, no primeiro trimestre de 2021, a Petrobras aumentou sua produção de petróleo e gás natural em 3% em relação ao quarto trimestre de 2020, refletindo o aumento da produção (ramp-up) da plataforma P-70, instalada no campo de Atapu. Destaque para o incremento da produção no pré-sal, que representou 69% da produção total da Petrobras.

A Petrobras alcançou, ainda, recorde de vendas de Diesel S-10 em abril, produto com baixo teor de enxofre refletindo os esforços bem-sucedidos da companhia em ampliar a oferta do produto com menor teor de enxofre, em substituição ao Diesel S-500.

Acesse aqui o resultado completo.