Terceiro workshop sobre gás natural debate ponto virtual de negociação e mercados de balcão e bolsa

ANP realizou em (7/5) o 3º Workshop sobre o Modelo Conceitual do Mercado de Gás. O evento, transmitido pelo canal da ANP no YouTube, teve como objetivo trazer para discussão os aspectos da operação do ponto virtual de negociação e do funcionamento dos mercados organizados de gás natural (mercados de balcão e bolsa). Os dois primeiros workshops ocorreram em janeiro e fevereiro deste ano.

Na abertura do workshop, o diretor da ANP José Cesário Cecchi, lembrou que esses eventos têm o objetivo de aumentar a interação da Agência com os interessados e agentes envolvidos na formação do novo mercado de gás. “As opiniões colhidas nesses workshops serão consideradas na minuta de resolução que irá revisar as normas das atividades de carregamento e comercialização de gás natural, conforme previsto na agenda regulatória da ANP para biênio 2021-2022. No sentido de avançar na direção da formação de um novo mercado de gás natural, livre e concorrencial, é importante que um mercado organizado possa surgir e se desenvolver, contando sempre com a supervisão da atuação dos agentes pela ANP e a cooperação da Agência com os demais órgãos de fiscalização e controle”, afirmou.

No encontro, a ANP debateu temas como: descrição da operação do ponto virtual de negociação; distinção entre mercado físico, mercado de balcão e de bolsa; caracterização do mercado organizado de gás natural; promoção da liquidez no mercado de gás; delimitação do escopo da regulamentação dos produtos oferecidos no mercado organizado; e papel da publicidade de preços.

O workshop teve ainda a participação de representantes da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), do Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia (BBCE) e da European Energy Exchange (EEX), que apresentaram as experiências com o funcionamento dos mercados organizados de energia elétrica e gás natural, bem como os principais desafios para o seu desenvolvimento.

A série de workshops tem por objetivo debater a caracterização do mercado do gás natural e do relacionamento comercial entre os agentes, definições que influenciarão as normas de: contratação de capacidade de transporte; compra e venda de gás natural no mercado físico ou em mercados organizados (mercado de balcão e bolsa); e participação em mecanismos de contratação destinados a promover ações de balanceamento.

Veja a gravação do workshop no canal da ANP no YouTube

Veja informações sobre o 1º Workshop sobre o Modelo Conceitual do Mercado de Gás

Veja informações sobre o 2º Workshop sobre o Modelo Conceitual do Mercado de Gás 

Biodiesel – Entenda o novo modelo de comercialização aprovado pela ANP

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou no final de abril o novo modelo de comercialização de biodiesel, para substituir os leilões públicos realizados atualmente.

Foi o primeiro passo para efetivar a mudança, que será regulamentada ao longo deste ano, para entrar em vigor até 1º de janeiro de 2022. Até lá, os leilões públicos seguirão no formato atual.

A agência reuniu toda a proposta em uma nota técnica enviada esta semana ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que será responsável para adotar as medidas tributárias necessárias ao novo modelo.

O objetivo é chegar a um conjunto de regras para garantir a comercialização de biodiesel suficiente para atender a política de mistura obrigatória no diesel B, mas ao mesmo tempo permitir que produtores e distribuidoras negociem livremente as condições comerciais.

Uma das propostas é estipular uma meta compulsória de compra pelas distribuidoras, de 80% da demanda de bimestres anteriores, para que não haja desabastecimento.

Iniciativa é do governo federal
O fim dos leilões foi uma decisão do governo federal, que discute reformas no setor de combustíveis por meio do Abastece Brasil, programa conduzido pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

Entre os objetivos declarados pelo governo estão a proteção de consumidores e o aumento da participação de biodiesel “em bases econômicas” na matriz energética.

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu que o novo modelo deve respeitar:

A proteção dos interesses do consumidor quanto a preço, qualidade e oferta dos produtos;
A garantia do suprimento de combustíveis em todo o território nacional;
A promoção da livre concorrência;
O Incremento, em bases econômicas, sociais e ambientais, da participação dos biocombustíveis na matriz energética nacional;
E os objetivos, fundamentos e princípios da Política Nacional de Biocombustíveis.

O que muda com o fim dos leilões

Comercialização
Nos dois casos, a frequência de comercialização é bimestral.

Novo modelo (contratação direta):

Os contratos de compra e venda de biodiesel serão firmados diretamente entre produtores e distribuidoras, que deverão negociar prazos, preços, serviços, crédito e penalidades.

Modelo atual (leilão):

A maioria das condições é predeterminada e aplicada igualmente a todos os agentes. A negociação é feita em leilão coordenado pela ANP.

Abastecimento
Meta

Os agentes econômicos serão obrigados a demonstrar à ANP que tem contratado, a cada bimestre, pelo menos 80% do volume necessário para mistura obrigatória.
Livre mercado

A base de cálculo será a comercialização no mesmo período do ano anterior, ajustada para o percentual mínimo obrigatório de mistura de biodiesel vigente para cada período.

Obrigações
Na oferta

Produtores com 3% ou mais do volume total de biodiesel comercializado no ano anterior, em todo o país, serão obrigados a ofertar o biocombustível.

A meta de 80% do volume de biodiesel comercializado com distribuidores, no ano anterior, será calculada com base no volume individual de cada produtor por bimestre.
Distribuidoras

Obrigação vale apenas para empresas que atinjam 5% ou mais de participação no mercado de diesel B, em pelo menos uma unidade da federação. Terão direito a desconto do volume já adquirido de outro distribuidor.

O percentual de 80% será referente ao volume de biodiesel necessário para atendimento da mistura obrigatória, tendo por base o volume de diesel B comercializado no mesmo bimestre do ano anterior. A meta também é calculada com base nos volumes individuais.

Percentual mínimo de biodiesel

A ANP fica responsável por auditorias periódicas para verificar quanto cada distribuidor comprou de óleo diesel A e de biodiesel, e o volume do produto que foi utilizado na mistura.
Atualmente, os distribuidores informam a quantidade de produtos comprados e vendidos, e o quanto foi gasto de biodiesel e óleo diesel A para a formação do óleo diesel B.

E o selo Biocombustível Social?

CNPE definiu que até 80% do volume de biodiesel comercializado seja proveniente de unidades o selo Biocombustível Social, concedido a produtores que promovem inclusão produtiva da agricultura familiar, adquirindo matéria-prima e fornecendo assistência técnica, entre outros pontos.

Na proposta da ANP, para manter o funcionamento da política pública, só seriam válidos, para comprovação de atendimento à meta pelos distribuidores, os contratos firmados com unidades que tenham o selo.

“Uma vez cumprido o volume mínimo contratado junto às unidades produtoras detentoras de selo, o restante da demanda do distribuidor poderia ser complementado por meio de aquisições junto a importadores (a partir do ano de 2023), unidades produtoras sem selo e mesmo junto a unidades com selo, seja por meio de contratos ou no mercado à vista (spot)”, explica a nota técnica da ANP.

Penalidades

Os agentes que não cumprirem as obrigações serão impedidos de comercializar até apresentarem à ANP os contratos que comprovem o alcance da meta.
De um lado, o distribuidor ficaria impedido de adquirir óleo diesel A;
O produtor, por sua vez, tem sua comercialização de biodiesel com distribuidores bloqueada;

Governança

A ANP calcula que haverá uma redução no número de agentes obrigados, em decorrência da linha de corte – 3% para os produtores; e 5% para as distribuidoras. Assim, o tráfego de informações e o esforço de fiscalização seriam simplificados. A ideia é digitalizar a transmissão de dados, verificação da autenticidade dos contratos e realizar o cálculo automático de metas.

EP BR

Regulamentação da Lei do Gás dependerá da ANP e de novas entidades

A Lei 14.134/2021 previu novas entidades para regular o mercado de gás, ao mesmo tempo em que reforçou o papel da ANP

Após mais de sete anos de discussão legislativa, finalmente foi publicada a Nova Lei do Gás (Lei nº 14.134/2021). Agora, as discussões se voltam para sua implementação.

De um lado, a Lei reserva papel bastante relevante para a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), tanto na edição da regulamentação, que envolve pontos centrais do novo marco, como o acesso à infraestrutura e a fiscalização das novas regras e atores.

De outro, a Lei criou entidades com o objetivo de integrar e garantir o balanceamento adequado do mercado de gás.

Atuação da ANP
No novo mercado de gás natural estabelecido em âmbito legal, a ANP terá grande protagonismo.

A ela competirá acompanhar o funcionamento do mercado, adotar mecanismos de estímulo à eficiência e à competitividade e de redução da concentração na oferta de gás para prevenir infrações contra a ordem econômica.

Para isso, a ANP, ouvindo previamente o CADE, poderá adotar mecanismos como (art. 33):

(i) medidas de desconcentração de oferta e de cessão compulsória de capacidade de transporte, de escoamento da produção e de processamento;
(ii) instituição de programa de venda de gás, para que agentes com elevada participação no mercado possam vender parte de seus volumes por meio de leilões;
e (iii) restrições à venda de gás entre produtores nas áreas de produção, ressalvadas situações de ordem técnica ou operacional que possam comprometer a produção de petróleo.
Observada a competência constitucional dos Estados sobre o serviço público de distribuição (art. 25, § 2º, CF), também compete à ANP determinar se um gasoduto é de transporte ou de distribuição, a partir das definições legais de gasoduto de escoamento da produção, de transferência ou de transporte (art. 3º, §§1º e 2º).

Além disso, a Agência passa a ter especial importância em matéria de acesso à infraestrutura. Cabe a ela:

(i) decidir eventuais controvérsias referentes ao acesso não discriminatório e negociado de terceiros às infraestruturas essenciais, tendo em vista os códigos de conduta e prática de acesso (art. 28, §4º), e
(ii) estabelecer o período em que o acesso aos novos gasodutos de transporte e às instalações de estocagem não será obrigatório, considerados os investimentos que viabilizaram sua implementação (art. 18, §3º).
Novas entidades
Além de endereçar soluções para as atividades econômicas da indústria do gás natural, a Lei criou duas novas entidades para atuarem em conjunto com a ANP e que passam a integrar o setor a partir de sua nova fase: uma entidade administradora de mercado de gás e gestores de áreas de mercado.

A entidade administradora do mercado de gás natural (art. 32) será um agente habilitado para administrar o mercado organizado de gás, isto é, o ambiente físico ou eletrônico de negociação ou registro de operações com gás realizadas por agentes autorizados a operar, por conta própria ou de terceiros.

A atuação da entidade administradora se dará mediante acordo de cooperação técnica celebrado com a ANP, em que a entidade se obriga, no mínimo, a:

(i) facultar o acesso da ANP a todos os contratos registrados;
(ii) certificar-se de que os contratos estão aderentes à regulação da ANP;
e (iii) atender ao fluxo e ao sigilo de informações entre as entidades administradoras do mercado e os gestores das áreas de mercado de capacidade, nos termos da regulação. Ressalte-se que a Lei não indica natureza jurídica ou padrões de governança para essa entidade.
Como mencionado, os instrumentos padronizados das operações de compra e venda de gás deverão ser registrados na ANP ou na entidade administradora por ela habilitada e regulamentada pela agência.

Trata-se, enfim, de uma entidade comparável à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.

Os gestores de área de mercado, por sua vez, são agentes constituídos por transportadores que operam em uma mesma área de mercado de capacidade (art. 14 e seguintes), sendo esse mercado uma delimitação do Sistema de Transporte de Gás Natural no qual o carregador pode contratar acesso à capacidade de transporte nos pontos de entrada ou de saída, por meio de serviços de transporte padronizados.

O sistema de transporte é a organização da malha formada por gasodutos de transporte interconectados e outras instalações para a manutenção da estabilidade, confiabilidade e segurança.

Assim, esses gestores são responsáveis pela coordenação de todas as operações dos transportadores em sua área, bem como pela comunicação dessas operações à ANP.

Eles exercem, sobretudo, uma atividade de coordenação dos diversos transportadores. Os gestores ainda possuem obrigações de transparência, como a publicação de informações tarifárias e divulgação dos planos à ANP.

As obrigações dos gestores também contemplam a organização do “plano coordenado de desenvolvimento do sistema de transporte” e a elaboração e execução do “plano de contingência” de forma conjunta pelos transportadores da área, além de calcular e alocar capacidades de transporte, e balancear as áreas de mercado de capacidade para manter a integridade do sistema e dos serviços.

Regulamentação e operacionalização do mercado de gás
A regulamentação deverá endereçar, com a devida celeridade, temas referentes ao regime de autorização, ao acesso e carregamento de gás, às regras de comercialização e de segregações societárias, guiadas por critérios de autonomia e independência entre os segmentos da cadeia.

Além desses trabalhos de regulamentação (edição de novas normas e revisão de existentes), a serem conduzidos pela ANP, e dos esforços para homogeneização e aperfeiçoamento das regulações estaduais em convergência à legislação federal, as figuras inovadoras agora incorporadas ao setor de gás deverão ser objeto de normatização.

Há gatilhos para a ANP regulamentar a constituição dos gestores de área de mercado, a celebração de acordo de cooperação técnica com a entidade administradora do mercado de gás natural e os procedimentos de contabilização e liquidação, de aplicação compulsória a todos os agentes da indústria do gás.

Por fim, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) já aprovou a atualização dos padrões tributários à nova Lei, uniformizando e simplificando as regras tributárias relacionadas ao processamento de gás.

Paralelamente, há indicativo de que o Ministério de Minas e Energia trabalha na regulamentação da nova Lei, que deve avançar na expansão do sistema de transporte, do livre acesso e da competição.

As peças estão posicionadas, no âmbito legal, e os atores envolvidos no desenvolvimento do mercado mais livre e competitivo de gás natural se movimentam.

Marina Zago coordena a área de Óleo & Gás e Energia Elétrica e Rodrigo Rodi atua em demandas dos setores de Energia Elétrica, Óleo e Gás do escritório Manesco Advogados.

Marina Zago e Rodrigo Rodi – EP BR

Petrobras contrata SM Continental para serviços de ROV

A brasileira SM Continental, parte do grupo James Fisher, ganhou um contrato para fornecer serviços de ROV para a Petrobras.

As duas partes assinaram o acordo por um período de dois anos.

“Esses novos serviços e a crescente base de clientes significam que o grupo James Fisher agora tem uma empresa de serviços submarinos bem estabelecida no Brasil, que pode atuar como um catalisador para outras empresas do grupo entrarem no mercado brasileiro”, disse o regional da SM Continental diretor para a América Latina, Richard Wilson .

“Existem muitos projetos eólicos em consideração nesta região, portanto, prevemos que este será o primeiro de muitos projetos desse tipo para a Continental.”

Vale lembrar que James Fisher and Sons adquiriu 60% do capital social da Continental Participação E Administração, holding da SM Continental, no verão de 2019.

Petrobras doa 100 cilindros para oxigênio a Secretaria de Saúde da Bahia

Equipamentos entregues nesta quinta-feira serão utilizados nos hospitais do estado

Em mais uma iniciativa para contribuir com a sociedade no combate à pandemia de Covid-19, a Petrobras doou 100 cilindros para oxigênio à Secretaria Estadual de Saúde da Bahia. Os equipamentos, entregues nesta quinta-feira, 6/5, serão utilizados para atender a demanda nos hospitais públicos do estado.

“Na Petrobras, temos atuado integrando esforços com a sociedade civil, o poder público e a iniciativa privada com o intuito de agir com solidariedade neste momento tão difícil. Estamos empenhados em ajudar a sociedade brasileira contra os efeitos da pandemia”, afirma a gerente executiva de Responsabilidade Social da Petrobras, Olinta Cardoso.

A Petrobras prevê a doação de até 2,5 mil cilindros para beneficiar as secretarias estaduais de saúde. Em março, a companhia já havia doado 100 cilindros para o Amazonas, em abril entregou 100 cilindros para o Paraná e no último dia 3/5 entregou outros 100 cilindros para o Ceará. Em maio, está previsto o início das entregas aos demais estados, de acordo com critérios como possuírem unidades de operações da Petrobras e criticidade das taxas de contaminação e mortalidade pela Covid-19. A companhia também investirá na aquisição de 12 miniusinas de oxigênio para abastecer hospitais públicos, com capacidade de suprir cerca de 20 leitos de UTI cada uma. Os estados onde as usinas serão instaladas seguem os mesmos critérios adotados para a doação dos cilindros de oxigênio.

Outras iniciativas

Desde o ano passado, o valor destinado pela Petrobras para uma série de ações voluntárias de apoio à sociedade no enfrentamento da pandemia da Covid-19 alcançou R$ 100 milhões. Para 2021, além da entrega dos cilindros e das miniusinas de oxigênio, estão previstas a distribuição de cestas básicas para famílias em situação de extrema pobreza. Parte do valor aprovado para a realização destas ações é procedente de recursos recuperados pela Petrobras em acordo de leniência assinado recentemente.

As doações de cestas básicas ocorrerão ao longo de três meses e devem beneficiar 60 mil famílias em situação de vulnerabilidade social, participantes dos projetos sociais e ambientais apoiados pela Petrobras e em situação de extrema pobreza que vivem em comunidades vizinhas das unidades de negócios de refino e gás natural da companhia. No total, serão doadas 180 mil cestas básicas, em uma medida que tem o objetivo de garantir a alimentação básica para que essas famílias consigam passar pelo período de crise mais aguda.

ANP prorrogará medidas voltadas às atividades da indústria de petróleo e gás

A  Diretoria da ANP aprovou a resolução que estabelece novos prazos e procedimentos a serem adotados pelos agentes regulados que atuam nas atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural (E&P). O ato dará continuidade à adoção de medidas temporárias de enfrentamento da emergência de saúde pública, para conter a propagação do novo Coronavírus, em complemento à Resolução ANP nº 836/2020.

A Resolução 836, publicada em dezembro de 2020, já prorrogava parte dos prazos e das medidas previstas na Resolução ANP nº 816/2020, que perdeu sua vigência. Em função do agravamento da pandemia, a ANP identificou a necessidade de manutenção de outras condições da Resolução 816, que permitam a continuidade das atividades de exploração e produção de petróleo. Por isso, mais uma parte dos dispositivos da Resolução nº 816 será incluída na Resolução nº 836, que tem vigência até 31/12/2021.

Entre as medidas prorrogadas, estão a suspensão de prazos relativos a alguns procedimentos operacionais; ampliação de prazos e instituição de procedimentos transitórios para a retomada do envio de documentos solicitados pela ANP; e suspensão da exigibilidade de inspeção prévia das instalações pela ANP para autorização da operação de pontos de medição, podendo a Agência requisitar a comprovação dos requisitos técnicos e legais aplicáveis por meios que possibilitem a respectiva análise sem a necessidade da vistoria in loco.

Além disso, será incluído na Resolução nº 836 dispositivo que estenderá a aplicação do ato normativo para as atividades de transporte e transferência de petróleo e gás natural, além das atividades de E&P.

Novo mercado de gás: saiba como aderir à consulta de interesse de transporte da NTS

A Chamada Pública Incremental da Nova Transportadora do Sudeste (NTS), companhia de transporte de gás natural, foi o tema da Websérie Firjan Óleo, Gás e Naval Firjan, em 4/5. Representantes da NTS esclareceram como as empresas podem mostrar interesse em contratar capacidade de transporte de gás entre 2022 e 2028. “É o novo mercado de gás saindo do papel. A chamada pública é importante para a abertura comercial. Os agentes poderão contratar serviços de transporte de gás diretamente com as transportadoras”, enfatiza Fernando Luiz Ruschel Montera, coordenador de Relacionamento de Petróleo, Gás e Naval na Firjan.

Até 21/5, qualquer interessado no gás natural poderá preencher o formulário na página da NTS. “O nosso objetivo é mapear a demanda por capacidade de transporte de gás. A consulta on-line teve o prazo final estendido pela ANP, após pedido de operadores”, explica Maurício Simões Lopes, gerente Comercial e de Novos Negócios da NTS.

Dessa etapa, podem participar: produtores de gás, importadores de gás ou comercializadores, distribuidores e consumidores livres. O preenchimento do formulário não obriga o interessado a firmar contrato. “O levantamento é para ver se nossos dutos serão suficientes ou se será preciso construir algum trecho, e também para ajudar a precificar o produto”, ressalta Lopes.

Após essa fase, a NTS fará propostas de projeto comercial e de infraestrutura. Se a demanda não puder ser atendida pela malha de dutos atual da empresa, será feita a Chamada Pública Incremental, para providenciar a ampliação necessária. Nesse momento, também será firmado o contrato com o cliente, conforme a capacidade de atendimento da demanda.

Na hora de preencher o formulário é preciso indicar os pontos de entrada e saída no gasoduto. “São termos novos no mercado. Geralmente os produtores contratam os pontos de entrada, onde o gás será injetado no duto, e os distribuidores, os de saída”, detalha Jan Caldeira Riechers, especialista Comercial e de Novos Negócios da NTS.

A grande expectativa da transportadora para operar nesse mercado é para a primeira chamada pública que será feita pela Petrobras, provavelmente, em novembro. A NTS tem 2 mil Km de malha com capacidade contratual de transporte de 158,2 milhões de m3 de gás natural por dia, interligando os estados do Rio, Minas Gerais e São Paulo ao gasoduto Bolívia-Brasil, aos terminais de GNL e às plantas de processamento de gás.

Mais informações sobre a NTS e como preencher o formulário em www.ntsbrasil.com e consulta.capacidade@ntsbrasil.com

Assista esta Websérie Óleo, Gás e Naval pelo link https://www.youtube.com/watch?

Braskem registra resultado operacional recorrente de R$ 6,9 bilhões no 1T21

Resultado cresce pelo terceiro trimestre consecutivo; alavancagem cai e lucro atinge R$ 2,5 bilhões

A Braskem registrou no primeiro trimestre resultados positivos que reforçam a robustez financeira e a resiliência operacional da companhia. Foi o terceiro trimestre consecutivo de crescimento no resultado operacional recorrente, somado a uma redução da alavancagem, ao crescimento do lucro líquido e ao aumento de receita líquida de vendas.

O resultado operacional recorrente foi de R$ 6,9 bilhões no primeiro trimestre, 54% acima do trimestre anterior, em função principalmente dos melhores spreads internacionais utilizados como referência no Brasil, nos EUA, na Europa e no México, além de maior volume de vendas nos EUA e na Europa;

A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/resultado operacional recorrente, em dólares, foi de 1,8x, menor 39% do que a medida no quarto trimestre de 2020 e menor 69% do que no primeiro trimestre do ano passado;

  • O lucro líquido foi de R$ 2,5 bilhões, 195% superior ao trimestre anterior;
  • A receita líquida de vendas foi de R$ 22,7 bilhões, crescimento de 21% em relação ao trimestre anterior e 80% maior do que o registrado no primeiro trimestre de 2020.

“O primeiro trimestre termina com a Braskem em uma posição financeira sólida em função, principalmente, da evolução contínua dos resultados da companhia. Estamos mantendo o foco na busca para retornar ao nível de grau de investimento pelas agências de crédito”, afirma Roberto Simões, presidente da Braskem.

Os esforços da empresa não se restringem ao lado financeiro e operacional. Outro ponto de destaque da Braskem é o engajamento social neste momento de pandemia. “Iniciamos uma nova campanha de doação e solidariedade para minimizar o impacto causado pela pandemia. A sociedade precisa de todos nós neste momento”, completa Simões.

A Braskem está distribuindo 48 mil cestas básicas, 25 mil kits de limpeza e 3 toneladas de hortifrútis nas comunidades próximas às suas instalações e que foram diretamente afetadas pela crise social, causada pela pandemia da Covid-19. Ao todo, a companhia destinará neste ano R$ 15 milhões para iniciativas e parcerias em diversos estados do Brasil.

Em fevereiro, a companhia firmou parceria estratégica com a maior empresa global de logística, a A.P. Moller – Maersk, e a PSA Corporation Ltd (PSA), uma das maiores operadoras portuárias no mundo, para a utilização de seus terminais em Cingapura e iniciar operação de transbordo para servir o continente asiático. O acordo permitirá à companhia fornecer aos seus clientes na Ásia acesso regular ao portfólio de polímeros, em mais um passo para a diversificação geográfica da Braskem.

A Braskem conquistou em 2021 a certificação como Operador Econômico Autorizado (OEA) – Modalidade Conformidade, concedida pela Receita Federal do Brasil. Ser um operador OEA é ser reconhecido internacionalmente por adotar processos de gestão, que minimizam os eventos de riscos existentes em suas operações de importação e que cumprem voluntariamente critérios de conformidade, confiabilidade e segurança aplicados à cadeia logística global, assim como obrigações tributárias e aduaneiras.

Além disso, foi iniciada a operação do complexo eólico de Folha Larga Norte, em Campo Formoso (BA), um empreendimento da EDF Renewables viabilizado pelo contrato de fornecimento de 20 anos para a Braskem. O uso de energia renovável é parte essencial do compromisso da Braskem de se tornar carbono neutro até 2050 e a parceria com a EDF Renewables vai significar uma redução de 280 mil toneladas de CO2 ao longo do contrato.

Prysmian lança novas embalagens do Afumex Green e Superastic Flex

Marca renova o visual das caixas de seus principais cabos e lança a edição comemorativa Superastic Flex 90+

Novas embalagens desenvolvidas para os cabos elétricos Afumex Green e Superastic Flex

Líder mundial em cabos de energia e de telecomunicações, o Grupo Prysmian lança uma nova identidade visual para as embalagens de dois dos seus principais produtos para instalações de baixa tensão.

Os cabos elétricos Afumex Green (cabo não halogenado que continua como rolo de 100 m) e o Superastic Flex (também segue como rolo de 100 m), além de lançar uma edição especial em comemoração aos 90 anos da marca no Brasil: o Superastic 90+ (um combo com o rolo de 90 m cabo + uma fita isolante de 10 m).

As novas embalagens, modernas e resistentes, proporcionam visualização mais intuitiva e simplificada desses produtos no no ponto de venda, atendendo também uma demanda dos distribuidores e clientes por caixas mais resistentes para o dia-a-dia, tanto no armazenamento quanto na aplicação.

O combo com os rolos de cabo e fita isolante é uma praticidade extra para o instalador e mostra a variedade de acessórios e produtos que compõem o portfólio da Prysmian.

As novas embalagens transformam a maneira como o nosso cliente interage conosco no ponto de venda, tornando a compra muito mais atrativa ao olhar ao passo que simplifica a exposição na gôndola a partir das cores predominantes nas caixas”, comenta Marcela Colli, gerente de marketing do Grupo Prysmian para o Brasil.

 

GEMÜ do Brasil abre vagas após se tornar Centro de Competência Mundial

Empresa passou a fornecer seu produto para atendimento global ao ser aprovada em testes de qualidade europeus

Ao completar um ano como Centro de Competência Mundial na produção de diafragmas de vedação para válvulas de vários tipos, a GEMÜ do Brasil aumentou o ritmo de trabalho para dois turnos na operação de prensagem. Além das vagas abertas nessa função, houve contratação na etapa de preparação dos diafragmas, e outras oportunidades estão sendo estudadas.

Mesmo com o início da pandemia da covid-19 em 2020, a empresa precisou acelerar o trabalho para manter o fornecimento regular de diafragmas para o Grupo GEMÜ, que os distribui por todo o planeta.

“Foi uma grata recompensa do nosso trabalho quando recebemos o título de Centro de Competência Mundial, pois isso envolveu a validação de amostras do produto enviadas para o polo de qualidade, que fica na Alemanha”, conta o gerente geral de vendas da área industrial da GEMÜ, Mateus Souza. “Na sequência, nossos diafragmas passaram por diversos testes, conforme o padrão europeu, e fomos selecionados.”

Para alcançar esse resultado, foram realizadas modernizações nos últimos cinco anos, com troca de equipamentos e compra de máquinas de última geração. Entre outros investimentos, foram compradas novas prensas de alta tecnologia, de maior controle e rapidez, automáticas e que permitem produção em escala. Também foram realizados investimentos no treinamento de operadores e houve a reestruturação geral no que diz respeito a layout, armazenamento de matéria-prima, padronização de procedimentos, movimentação de materiais etc.

Com as novas máquinas, ferramentas e matéria-prima vindas direto da Alemanha, foi possível atingir o nível de qualidade exigido pelo grupo. “Uma consequência positiva do creditamento foi o aumento no volume das vendas intercompany da GEMÜ do Brasil”, explica Souza.

A certificação da unidade brasileira atesta a tecnologia de ponta presente nas válvulas e sistemas de medição e controle utilizados em inúmeros segmentos da economia, como siderurgia, fabricação de fertilizantes, saneamento, geração de energia, entre outras aplicações.

Outro fator que contribuiu para demonstrar a qualidade na GEMÜ do Brasil foram os resultados do programa de mentoria lean, iniciado em 2020 em parceria com o Senai-PR, e que tinha como objetivo elevar a produtividade em pelo menos 20% no setor de vulcanização (etapa de prensagem da borracha para formar o diafragma de vedação da válvula). A surpresa veio na conclusão do processo, quando o resultado foi ainda melhor, com ganho de 27% na produtividade no setor.

GEMÜ há 40 anos no Brasil

A fábrica, localizada em São José dos Pinhais (PR) e que completa 40 anos em 2021, confirma sua posição como importante fornecedora da matriz alemã e de filiais do grupo em outros países ao redor do mundo.

A divisão farmacêutica, alimentícia e de biotecnologia da GEMÜ utiliza também tecnologia de ponta em linhas de produtos que abastecem o Brasil, a América Latina e o mundo.