Baker Hughes recebe pedido da Petrobras

O provedor de serviços de campos petrolíferos Baker Hughes obteve um contrato de equipamento submarino para campos petrolíferos da Petrobras como parte do plano de revitalização do campo de Marlim e Voador na Bacia de Campos, no Brasil.

A Baker Hughes disse na segunda-feira que o contrato inclui várias tecnologias-chave de seu portfólio Subsea Connect e fornecerá à Petrobras um conjunto conectado de soluções para ajudar a aumentar a eficiência, reduzir custos e melhorar a velocidade de execução.

O provedor de serviços de campo petrolífero fornecerá até cinco sistemas de manifold de produção e injeção submarinos. Estes se beneficiam de um design leve e compacto para instalação em vasos menores e incluem sistemas de conexão hidráulica integrados e módulos de estrangulamento recuperáveis ​​para realizar a economia de custos em campo.

Os sistemas múltiplos também incluirão o sistema de conexão de grampo mecânico vertical comprovado em campo da Baker Hughes, que aumenta a eficiência da instalação.

Além dos sistemas múltiplos, a Baker Hughes fornecerá 32 módulos de controle submarinos modulares estruturados – chamados Modpods – que são alimentados pela tecnologia SemStar5 da empresa, fabricada nas instalações de Nailsea em Bristol, no Reino Unido.

“Este pedido é um exemplo importante de como o Subsea Connect está trazendo tecnologia estruturada para melhorar a segurança de execução”, disse Neil Saunders , vice-presidente executivo de Equipamentos para Campo Petrolífero da Baker Hughes.

Adyr Tourinho , vice-presidente do Brasil e Equipamentos para Campos de Petróleo para a América Latina da Baker Hughes, disse: “Este contrato é o culminar de nosso compromisso plurianual com a Petrobras e se baseia em nossa história de fornecimento de sistemas de produção submarinos para projetos em águas profundas no Brasil” .

Baker Hughes também disse que o contrato incluirá uma equipe global de especialistas entregando os sistemas de manifold de produção e injeção submarinos, módulos de controle submarinos, sistemas de conexão submarinos e suporte de instalação em campo.

Os sistemas múltiplos serão fabricados, testados e montados nas instalações do Centro de Excelência da Baker Hughes em Jandira, Brasil.

A Petrobras também fechou recentemente um contrato submarino com a TechnipFMC para o fornecimento de manifolds para os campos de Marlim e Voador.

Pelo contrato, a TechnipFMC fornecerá até oito manifolds para produção e injeção, utilizando o controlador de válvula robótica (RVC) totalmente elétrico. O contrato também inclui ferramentas, peças sobressalentes e serviços associados.

Os campos de Marlim e Voador ocupam uma área de 339,3 quilômetros quadrados e estão localizados em águas profundas, a cerca de 150 quilômetros do litoral norte do estado do Rio de Janeiro.

O projeto de revitalização de Marlim e Vorador envolve a substituição de todas as plataformas existentes por dois novos FPSOs.

O primeiro óleo da revitalização está estimado para 2023, com patamar previsto para 2025.

Esclarecimentos da ANP sobre a 17ª Rodada de Licitações

Em relação a informações que constam em artigos publicados recentemente em alguns meios de comunicação, a ANP presta os esclarecimentos a seguir.

Seguindo todos os preceitos da transparência dos processos e da plena divulgação de suas atividades regulatórias à sociedade civil, a Agência publica todos os procedimentos, pareceres e documentos referentes à oferta de áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural no site das Rodadas da ANP.

No caso da 17ª Rodada, planejada para acontecer no dia 07/10/2021, não poderia ser diferente. Por esse motivo, oito meses antes da realização do certame, todas as informações da 17ª Rodada estão disponibilizadas no sítio eletrônico da ANP. Adicionalmente, realizamos consulta pública, para a coleta de contribuições, e a Audiência Pública, realizada em 03/02/2021, foi transmitida pelo canal da ANP no youtube, sendo franqueada a palavra a todos os membros da sociedade que desejaram se manifestar, inclusive aqueles que apresentaram posicionamento contrário à aprovação da rodada.

A ANP segue fielmente as diretrizes apontadas pela Resolução CNPE nº 17/17, do Conselho Nacional de Política Energética, alterada pela Resolução CNPE nº 3/2020, e observa as conclusões de Avaliações Ambientais de Áreas Sedimentares (AAAS), quando disponíveis, ou as determinações e recomendações da Manifestação Conjunta emitida pelos Ministérios de Minas e Energia (MME) e do Meio Ambiente (MMA).

As Manifestações Conjuntas do MME e MMA consolidam todos os pareceres ambientais obtidos do próprio MMA, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio, que administra as unidades de conservação federais), dos Órgãos Estaduais do Meio Ambiente e também da Fundação Nacional do Índio (Funai), sempre que pertinente.

Dessa forma, não há o que se falar quanto à desconsideração de pareceres técnicos. Muito pelo contrário. A Informação Técnica do Ibama e a Nota Técnica do ICMBio, órgãos executores do Sistema Nacional do Meio Ambiente, foram devidamente consideradas e referenciadas na Manifestação Conjunta do MME e MMA, e os pareceres dos órgãos não indicaram necessidade de exclusão prévia de áreas para oferta. Caso houvesse identificação prévia, pelas autoridades técnicas competentes, de restrições ambientais à oferta de blocos exploratórios, as áreas sequer seriam incluídas no certame.

As conclusões da Nota Técnica do ICMBio indicaram que não seria possível uma avaliação definitiva, em função da ausência de informações mais precisas, apontando as já conhecidas sensibilidades ambientais das áreas e mencionando potenciais impactos das atividades. Nesse ponto, é importante frisar que “as informações mais precisas” somente serão produzidas e disponibilizadas por ocasião da definição dos estudos ambientais, bem como de sua submissão pelo proponente ao Ibama, durante a fase de licenciamento ambiental, o que ocorre após a realização da 17ª Rodada. Portanto, a decisão definitiva sobre a viabilidade ambiental da exploração dos Blocos da Bacia Potiguar somente será conhecida após a etapa de licenciamento, a ser realizada pelo Ibama.

No seu parecer, o ICMBio alertou que a ausência de informações poderia implicar em processos de licenciamento mais detalhados, o que tem sido a realidade para as atividades propostas em novas fronteiras exploratórias, como é o caso das áreas em licitação da Bacia Potiguar e de Pelotas. Justamente por essa razão, a ANP mantém o parecer do ICMBio, do Ibama e dos demais órgãos públicos envolvidos na página rodadas.anp.gov.br, para conhecimento da sociedade e para ciência dos possíveis interessados sobre as restrições ambientais de cada área ofertada.

Os estudos de impacto ambiental são desenvolvidos durante a etapa de licenciamento, considerando as especificidades da região e os projetos específicos a serem realizados, os quais são demandados pelo órgão ambiental federal, por meio de Termos de Referência. É equivocada a afirmação de que seria possível realizar “estudos conclusivos” de análise de impactos das atividades exploratórias, antes do processo de licenciamento.

Mesmo estudos ambientais de áreas sedimentares, que têm caráter mais amplo e estratégico, não fornecem todas as respostas para minimizar os riscos em áreas de novas fronteiras, pois, em muitos casos, a disponibilidade de dados gerados depende da realização de estudos específicos e do histórico das atividades realizadas no local.

Independentemente da promoção da Rodada de Licitações, qualquer atividade de exploração e produção somente poderá ser exercida após a obtenção, por parte dos empreendedores, das devidas licenças ambientais junto aos órgãos competentes. A avaliação da viabilidade ambiental e os estudos de impacto ambiental são fundamentais, mas somente ocorrerão na etapa de licenciamento.

Especificamente na etapa de licenciamento, caso as atividades sejam consideradas incompatíveis com os objetivos de conservação das áreas, ou cujos impactos não sejam devidamente mitigados ou compensados, não serão autorizadas. Esse é um risco assumido pelo interessado em atuar numa determinada área. O artigo publicado menciona o longo processo de licenciamento na Foz do Amazonas, leiloados em 2013, na 11ª Rodada. Não poderia ter dado melhor exemplo do quão cauteloso e detalhado é o licenciamento ambiental em áreas de novas fronteiras exploratórias, reforçando o entendimento de que nenhuma atividade petrolífera no Brasil ocorre ao arrepio das regras ambientais e de segurança das operações, as quais são fiscalizadas regularmente pelo Ibama, ANP e Marinha do Brasil, dentre outras autoridades.

Portanto, fica claro que o processo de licenciamento, conduzido pelo órgão ambiental, é bastante robusto e composto por avaliações e estudos detalhados que garantem a adequação da atividade ao desenvolvimento sustentável. A afirmação de que a simples consumação da 17ª Rodada, impõe “riscos extremos e extensos” passa longe de refletir a realidade dos fatos. Justamente após o certame é que se dá a produção de documentos, a submissão de certificados e a elaboração de estudos de risco detalhados, visando a obtenção das devidas autorizações para operação.

Importante ressaltar que não há qualquer relação entre o vazamento que atingiu a costa brasileira em 2019 e as atividades reguladas ou os leilões conduzidos pela ANP. O lamentável incidente por poluição que atingiu a costa tem origem ainda desconhecida, e as características físico-químicas do poluente não são compatíveis com óleos produzidos no Brasil. Mesmo que nosso país não produzisse sequer uma gota de petróleo, estaria, da mesma maneira, sujeito à ocorrência em questão.

A ANP, reiteramos, somente promove a oferta das áreas para as quais não foram apresentadas objeções pelos órgãos competentes. Uma vez licenciadas as atividades nessas áreas, a Agência, assim como as demais autoridades competentes, trabalha na prevenção de acidentes operacionais e fiscaliza regularmente as plataformas, garantindo a aderência dos operadores aos regulamentos de gerenciamento de segurança operacional das instalações marítimas de exploração e produção.

Petrobras prorroga prazo de linha de crédito compromissada

A Petrobras, em continuidade ao comunicado de 28 de março de 2019, informa que prorrogou parte da linha de crédito compromissada (Revolving Credit Facility- RCF) com vencimento em março de 2024, no valor de US$ 3,25 bilhões, por mais dois anos. Assim, 63% do total da linha de crédito, ou seja, US$ 2,05 bilhões, poderão ser sacados até 2026. O restante permanece com o vencimento no prazo original.

A Petrobras possui atualmente US$ 7,6 bilhões e R$ 6 bilhões em linhas de crédito compromissadas para serem utilizadas. Com essa prorrogação, os vencimentos das linhas passam a ser: (i) US$ 4,35 bilhões e R$ 4,0 bilhões em 2023; (ii) US$ 1,2 bilhão em 2024; (iii) R$ 2,0 bilhões em 2025 e (iv) US$ 2,05 bilhões em 2026.

A operação permite maior eficiência na gestão do caixa, em linha com a estratégia de otimização do capital da companhia.

Estatal inicia fase vinculante para venda da TBG e da TSB

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 05/02/2021, informa o início da fase vinculante referente à venda da totalidade de suas participações de 51% na Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil S.A. (TBG) e de 25% na Transportadora Sulbrasileira de Gás S.A. (TSB).

Os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão carta-convite com instruções detalhadas sobre o processo de desinvestimento, incluindo orientações para a realização de due diligence e para o envio das propostas vinculantes.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com o regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais, previsto no Decreto 9.188/2017.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor para os seus acionistas.

Sobre a TBG e a TSB

A TBG é uma companhia que atua no transporte de gás natural e está presente no principal eixo econômico do Brasil, nas regiões do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, sendo a proprietária e operadora do gasoduto Bolívia-Brasil em território brasileiro. Seu gasoduto tem extensão de 2.593 km, com capacidade de transporte de até 30 milhões de m3/dia de gás natural.

A TSB localiza-se no Rio Grande do Sul, com 50 km de dutos já instalados, com capacidade de transporte de até 7,68 milhões de m3/dia de gás natural e um projeto de 565 km adicionais que, uma vez concluído, permitirá a conexão dos campos de produção na Argentina à região metropolitana de Porto Alegre e ao gasoduto da TBG.

Petroleira conclui a venda de participação de 10% na NTS

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 28 de abril de 2021, informa que celebrou contrato e concluiu hoje a venda de sua participação remanescente de 10% na Nova Transportadora do Sudeste S.A. (NTS) para a Nova Infraestrutura Gasodutos Participações S.A. (NISA), empresa formada pelo Nova Infraestrutura Fundo de Investimentos em Participações Multiestratégia (FIP), fundo de investimentos gerido pela Brookfield Brasil Asset Management Investimentos Ltda., e pela a Itaúsa S.A., atuais acionistas controladores da NTS.

Conforme divulgado, o valor da transação foi de R$ 1,8 bilhão. Considerando o desconto de dividendos, juros sobre capital próprio e restituição por meio de redução de capital recebidos pela Petrobras ao longo do ano de 2020 e de 2021 e os demais ajustes previstos no contrato em função da data-base, a transação foi concluída pelo valor de R$ 1,5 bilhão, integralmente quitado na data de hoje.

A presente transação representa mais um importante marco para a abertura do setor de gás natural no Brasil, e com ela a Petrobras atende, com 7 meses de antecedência, a um dos compromissos assumidos no âmbito do Termo de Compromisso de Cessação celebrado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) em 08/07/2019.

A presente divulgação está de acordo com as diretrizes para desinvestimentos da Petrobras e com o regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais, previsto no Decreto 9.188/2017.

Esta operação está aderente ao Plano Estratégico da companhia e alinhada à otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia, visando a geração de valor para os nossos acionistas.

Sobre a NTS

A NTS é uma companhia que atua no setor de transporte de gás natural, detendo atualmente autorizações de longo prazo para operar e administrar um sistema de gasodutos de cerca de 2 mil km e com capacidade para transportar 158,2 MMm³/d de gás natural.

Os gasodutos da NTS se localizam nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo (responsáveis por 50% do consumo de gás natural no Brasil) e se conectam ao gasoduto Brasil-Bolívia, à rede de transporte da TAG, ao terminal de regaseificação de GNL da Baía de Guanabara e às plantas de processamento de gás natural produzido na Bacia de Campos e no pré-sal da Bacia de Santos.

Com venda, a NTS passa a ter a seguinte composição acionária: NISA com 10% de participação; FIP, fundo de investimentos gerido pela Brookfield Brasil Asset Management Investimentos Ltda., com 82,35% de participação; e Itaúsa com 7,65% de participação acionária.

Rio Oil & Gas | Comunicado Oficial

Desde o início da pandemia da Covid-19, o IBP vem acompanhando todos os acontecimentos relacionados ao tema no mundo e, principalmente, no Brasil. Por isso, com base no atual cenário brasileiro e nas projeções de progresso da cobertura da vacinação em 2021, o Conselho de Administração do Instituto decidiu adiar o evento para setembro de 2022.

Essa decisão foi tomada pensando na segurança de todos os nossos expositores, patrocinadores, congressistas, visitantes e colaboradores que atuam na realização do maior evento de petróleo e gás da América Latina.

Reiteramos o compromisso com o nosso público de continuar trabalhando para entregar um evento ainda melhor, repleto de experiências inesquecíveis e com a magnitude que a
Rio Oil & Gas merece.

O evento continua com o formato híbrido – presencial e digital, aportando no Pier Mauá. Então, prepare-se e, a partir de agora, reserve na sua agenda os novos dias oficiais da Rio Oil & Gas:
26, 27, 28 e 29 de setembro de 2022.

Todas as informações oficiais serão disponibilizadas pelo IBP por meio dos nossos canais de comunicação e nossas redes sociais.

Seguiremos trabalhando com energia para superar e transformar esse desafio em novas oportunidades.

FPSO P-80 será a maior unidade de produção de petróleo a operar no Brasil, Petrobras iniciou o processo de licitação

A Petrobras informa que iniciou, o processo de licitação para aquisição de um novo FPSO para o campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos. Batizada de P-80, a plataforma será a nona unidade a operar no campo, com capacidade para processar diariamente 225 mil barris de óleo e 12 milhões de m3 de gás. Assim como o FPSO Almirante Tamandaré, em fase de construção, a P-80 será a maior unidade de produção de petróleo a operar no Brasil e uma das maiores do mundo. A previsão é de que a P-80 entre em operação em 2026. O processo foi iniciado no último dia 30/04.

A unidade será contratada na modalidade EPC (engenharia, suprimento e construção) e é resultado da estratégia da Petrobras de desenvolver novos projetos de plataformas próprias, incorporando as lições aprendidas nos FPSOs já instalados no pré-sal, incluindo aspectos de contratação e construção. O modelo de contratação, a exemplo de experiências anteriores, prevê a participação, por meio de pré-qualificação pública, de empresas nacionais e internacionais, todas com reconhecida experiência.

A Petrobras segue utilizando o conceito de projetos padronizados como referência para essas contratações, incorporando padronização de especificações e modelo de abordagem ao mercado. Também foram implantadas inovações como: mecanismo para tratamento e reinjeção da água produzida no reservatório; tecnologias direcionadas à redução de emissões de gases poluentes e a incorporação de sistemas que reduzem a necessidade de mergulho para inspeção do casco.

Búzios

O campo de Búzios, descoberto em 2010, é o maior campo de petróleo em águas profundas do mundo. É um ativo de classe mundial, com reservas substanciais, baixo risco e baixo custo de extração. Deve chegar ao final da década com a produção diária acima de 2 milhões de barris de óleo equivalente por dia, tornando-se o ativo da Petrobras com maior produção.

Atualmente, há quatro unidades em operação em Búzios, que respondem por mais de 20% da produção total da Petrobras. A quinta e sexta plataforma (FPSOs Almirante Barroso e Almirante Tamandaré) estão em construção. A sétima e a oitava unidades (FPSOs P-78 e P-79) estão em processo de contratação.

CGG fornece dados de recriação de imagens do bloco Agata antes da rodada de licitações no Brasil

A sísmica francesa CGG forneceu dados sísmicos de seu programa Agata Reimaging, cobrindo mais de 9.300 quilômetros quadrados de área do bloco Agata na Bacia de Santos, uma área altamente prolífica do pré-sal offshore no Brasil.

O conjunto de dados sísmicos refeitos fornecerá informações valiosas para empresas de petróleo e gás que desejam avaliar a área plantada e avaliar o potencial do bloco de Agata, antes da próxima sétima Rodada de Licitação de Partilha de Produção no Brasil.

O prospecto Agata é composto por alvos ultraprofundos do pré-sal localizados abaixo de uma camada de sal altamente deformada.

O programa Agata Reimaging da CGG é projetado para melhorar a base de continuidade de sal, coerência lateral e resolução geral para fornecer imagens superiores que minimizam o risco e fornecem uma melhor compreensão do potencial exploratório nesta nova área de fronteira, disse a empresa.

O programa Agata reproduz o conjunto de dados multicliente de banda larga Santos VII legado da CGG com as tecnologias de processamento proprietárias mais recentes.

Isso inclui atenuação múltipla entre leitos e FWI de retardo de tempo, que não estavam disponíveis no momento da imagem legada e podem abordar melhor as complexidades da área, de acordo com CGG.

A equipe de projeto integrada também inclui geólogos que estão fornecendo experiência para testes de cenários de sal e interpretação detalhada.

Dechun Lin , EVP de Multi Client da CGG, disse: “O bloco de Agata em potencial fica nas proximidades de outros blocos de alto perfil que receberam ofertas recentes para exploração. Toda a equipe do projeto, incluindo nossos especialistas em imagens de subsuperfície no Centro de Imagens de Subsuperfície do Rio CGG, são mobilizados para entregar esses novos produtos Agata valiosos.

“Os resultados, que apresentam nossas tecnologias de imagem líderes do setor, garantirão que as melhores imagens estejam disponíveis para apoiar a tomada de decisões da indústria na preparação para a sétima Rodada de Licitações no Brasil”.

Produtos fast-track já estão disponíveis e as migrações finais, incluindo um TTI Kirchhoff e um RTM de 45 Hz, estão em andamento.

As migrações finais estão sendo processadas em duas fases. A Fase I estará disponível em maio, fornecendo aproximadamente 2.373 quilômetros quadrados de dados diretamente sobre o bloco de Agata em preparação para a Sétima Rodada.

A Fase II irá incorporar os 7.007 km2 restantes da área do projeto com migrações finais para o programa completo previsto para agosto de 2021, disse o CGG.

Petrobras manifesta interesse nos excedentes de Atapu e Sépia

A Petrobras informa que manifestou ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) o interesse no direito de preferência na Segunda Rodada de Licitações dos Volumes Excedentes da Cessão Onerosa no regime de Partilha de Produção, nos termos da Lei 12.351/2010 e do Decreto Federal 9.041/2017.

A Diretoria Executiva da companhia aprovou a manifestação de interesse no direito de preferência nas áreas de Atapu e Sépia, com percentual de 30%, considerando os parâmetros divulgados na Resolução do CNPE nº 05, de 22 de abril de 2021, e na Portaria do Ministério de Minas e Energia (MME) nº 08, de 19 de abril de 2021.

Os valores correspondentes aos bônus de assinatura a serem pagos, caso haja confirmação dos percentuais de participação nos termos acima pelo CNPE, serão de R$ 1.200,6 milhões para Atapu e R$ 2.141,4 milhões para Sépia.

A manifestação do interesse está em linha com o Plano Estratégico da companhia, com foco na concentração dos seus recursos em ativos de classe mundial em águas profundas e ultra-profundas.

Diretoria da ANP aprova proposta para substituição dos leilões públicos de biodiesel

Diretoria da ANP aprovou ontem, proposta de modelo de comercialização de biodiesel, para substituição dos leilões públicos realizados pela Agência. Foi o primeiro passo para a implantação de um novo formato, que deverá entrar em vigor até 1º de janeiro de 2022.

A aprovação da Diretoria não exclui a necessidade de processo regulatório com ampla participação social, no qual será elaborada minuta a ser submetida a consulta e audiência públicas. A aprovação de hoje pode ser vista como o marco inicial dessa ação regulatória.

A medida atende à Resolução nº 14/2020 do CNPE, que determinou a regulação, pela ANP, de um novo modelo de comercialização em substituição aos leilões públicos para atendimento ao percentual obrigatório de biodiesel ao diesel fóssil, previsto pela Lei nº 13.033/2014. Para atender à determinação do CNPE, a ANP formou um grupo de trabalho com participação de sete superintendências, para a concepção desse novo modelo.

A proposta aprovada hoje recomenda a adoção de modelo de contratação direta do biodiesel pelas distribuidoras. A meta volumétrica compulsória individual de contratação será de 80% do contratado no bimestre anterior. Além de observar o atendimento da meta de biodiesel proveniente de produtores com Selo Biocombustível Social e alinhar-se ao proposto pelo Programa Abastece Brasil, do Ministério de Minas e Energia (MME), o modelo apresenta maior previsibilidade e flexibilidade para lidar com desequilíbrios entre oferta e demanda de biodiesel e, adicionalmente, reduz os custos regulatórios.

O novo sistema de comercialização observará, conforme determina a Resolução CNPE nº 14/2020: proteção dos interesses do consumidor quanto a preço, qualidade e oferta dos produtos; garantia do suprimento de combustíveis em todo o território nacional; promoção da livre concorrência; incremento, em bases econômicas, sociais e ambientais, da participação dos biocombustíveis na matriz energética nacional; e os objetivos, fundamentos e princípios da Política Nacional de Biocombustíveis.

Até a entrada em vigor do modelo de comercialização, dia 1º de janeiro 2022, os leilões públicos obedecerão ao formato atual, conforme disposto na Resolução CNPE nº 5/2007.