Websérie Firjan Óleo, Gás e Naval discute a economia do mar como fator de desenvolvimento do Rio

Encontro on-line destacou a atuação do Cluster Tecnológico Naval do Rio de Janeiro

O Cluster Tecnológico Naval do Rio de Janeiro (CTN-RJ) pretende destacar a vocação do estado para a economia do mar, ampliando as sinergias e fazendo interlocução com os agentes públicos. Essa é a proposta de Carlos Erane de Aguiar, presidente do Conselho de Administração do Cluster e vice-presidente da Firjan, durante a Websérie Firjan Óleo, Gás e Naval em 27/4. “A economia do mar pode ser um vetor de criação de empregos, tecnologias e arrecadação de impostos; além de melhoria econômica, social e educacional”, frisou Carlos Erane.

“O Cluster Naval é um dos quatro eixos de retomada da economia do Rio, que a federação apresentou ano passado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Mais da metade dos estaleiros e a maior produção de óleo e gás do país estão no estado. Contem com os nossos Institutos de Tecnologia e Inovação para atender à demanda em meio ambiente, metalurgia, informação e automação”, incentivou Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan.

A transmissão on-line da websérie teve como tema o “Cluster Tecnológico Naval do Rio de Janeiro: o caminho para o desenvolvimento econômico e social do estado”, com moderação de Karine Fragoso, gerente de Petróleo, Gás e Naval da federação e diretora-geral da ONIP.

O vice-almirante Edesio Teixeira Lima Junior, diretor-presidente da Emgepron, lembrou que o Rio conta com a sede da esquadra e de importantes programas de construção da Marinha do Brasil. “Mas o Brasil precisa definir seu conceito de economia do mar, para desenvolver políticas públicas. O Cluster tem que ser um ambiente de governança, desde o operacional ao federal, envolvendo também o estado e municípios”.

Criado em novembro de 2019, o Cluster Tecnológico Naval está divulgando seus planos Estratégico, de Negócios, de Comunicação e Marketing e seus Conselhos Consultivos. Emgepron, Amazul, Condor Tecnologias Não Letais e Nuclep foram as primeiras a se associarem ao grupo. Agora estão abertas inscrições para adesão de outras empresas.

O contra-almirante Walter Lucas da Silva, diretor-presidente da Associação do Cluster, ressaltou que a construção de quatro fragatas da Marinha, em Itajaí (SC), vai demandar serviços de tecnologia e de manutenção no Rio. Ele informou ainda que em junho a Marinha deve divulgar o edital para construção do Navio de Apoio Antártico.

Já o deputado estadual Luiz Paulo elogiou a estratégia do grupo: “É importante o Cluster Naval apontar um rumo. Precisa gerar sinergia com outras áreas para dar solidez. É uma proposta de vanguarda”. O consultor Miguel Marques, sócio-fundador da Skipper & Wool, apresentou números e conceitos usados em organismos internacionais, destacando a alta capacidade dos profissionais brasileiros, do conhecimento ímpar das águas ultraprofundas e da extensão de águas que o Brasil e o Rio de Janeiro têm a seu dispor para dinamizar a economia do mar.

Para conhecer e aderir ao Cluster Tecnológico Naval visite o link www.clusternaval.org.br

Assista a Websérie Óleo, Gás e Naval – Cluster Tecnológico Naval do Rio de Janeiro: o caminho para o desenvolvimento econômico e social do estado em https://www.youtube.com/watch?v=ievLlfiVXBA

Equinor contrata sonda Seadrill para trabalhar no campo de Bacalhau

A Equinor Brasil Energia Ltda, em nome de seus parceiros no projeto Bacalhau, concedeu à Seadrill Management S PTE Ltd um contrato para perfuração no campo, sujeito à decisão final de investimento.

A duração do contrato é de quatro anos, com início de operação previsto para o primeiro trimestre de 2022. O objetivo é perfurar seis poços até o início da produção em 2024. O contrato também inclui quatro opções de extensão de um ano cada. O valor total do contrato inclui mobilização, atualizações e serviços integrados.

O valor total do contrato, de 380 milhões de dólares, está condicionado a uma decisão final de investimento de Bacalhau, feita pelos parceiros.

Bacalhau é um projeto localizado na Bacia de Santos, no pré-sal brasileiro. O campo foi descoberto em 2012 e adquirido da Petrobras em 2016. É composto por duas licenças, BM-S-8 e Norte de Carcará.

“Neste contrato, garantimos uma taxa fixa para o período inicial determinado, que inclui um elemento de desempenho que permite ao fornecedor aumentar seu lucro ao concluir operações seguras e eficientes. Também concordamos com os termos gerais das opções e acreditamos que este contrato dá ao projeto de Bacalhau bons incentivos para uma longa campanha de perfuração”, afirma Mette Halvorsen Ottøy,  chief procurement officer.

O campo de Bacalhau tem profundidade de cerca de 2.000 metros e é o campo de alta pressão mais profundo do Equinor.

“Sob este contrato, temos um navio-sonda de alta especificação, equipado com recursos como uma torre dupla de perfuração e controle automatizado de perfuração, e esperamos continuar esta colaboração com a Seadrill no Brasil, onde estamos familiarizados com o navio-sonda de operações anteriores”, diz Erik G. Kirkemo, SVP for Drilling and Well.

“Daqui pra frente, esperamos que o navio-sonda seja operado de acordo com nossas melhores práticas e que isso produza resultados de segurança e eficiência que correspondem às nossas altas ambições”, disse Kirkemo.

O West Saturn é um navio-sonda de sétima geração, adaptado para profundidades de água de até 3.600 metros.

Parceiros em Bacalhau: Equinor 40% (operadora), ExxonMobil 40%, Petrogal Brasil 20% e Pré-sal Petróleo SA (PPSA, Órgão de Governo Não Investidor)

FATOS

• Descoberta foi feita pela Petrobras em 2012

• Equinor é operadora desde 2016

• Bacalhau será o primeiro empreendimento no pré-sal a ser desenvolvido por um operador internacional

• Localizado a uma distância de 185 km do litoral do município de Ilhabela, no estado de São Paulo, em profundidade de 2.050 metros

• Capacidade de desenvolvimento da Fase 1 de 220.000 barris/dia

• Produção do primeiro óleo planejada para 2024

Pré-Sal Petróleo faz licitação internacional hoje para contratar agente comercializador para o petróleo da União da Área Individualizada de Tupi

Contrato terá duração de cinco anos e é estimado em US$ 218 milhões  

A Pré-Sal Petróleo (PPSA) realiza nesta quarta-feira, dia 28, às 10h, licitação internacional para a contratação de um agente comercializador para o petróleo destinado à União proveniente da Área Individualizada de Tupi. O contrato terá duração de cinco anos, devendo comercializar 4 milhões de barris de petróleo a um valor estimado de US$ 218 milhões.

Devido às restrições impostas pela pandemia, a sessão pública da licitação será virtual, transmitida pelo canal do YouTube da PPSA com participação aberta às licitantes e ao público em geral.

Situado na Bacia de Santos, Tupi é o principal campo produtor de petróleo e de gás natural dos reservatórios do pré-sal, sendo operado pela Petrobras (65%), com os sócios Shell (25%) e Petrogal (10%). Como as reservas do campo se estendem para área não contratada, em abril de 2019 foi celebrado um Acordo de Individualização da Produção (AIP), que concedeu à União uma participação de 0,551% na jazida compartilhada.

O agente comercializador de Tupi será responsável por todo o processo de comercialização, incluindo a identificação do comprador, o carregamento no FPSO (unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência), o transporte até o ponto de transbordo ou entrega por cabotagem, o eventual transporte de longo curso e a contratação de seguros, inspeção independente e operação de proteção de preço de petróleo (hedge).

A licitação está aberta a empresas nacionais e estrangeiras, individualmente ou em consórcio, desde que este seja liderado por uma empresa nacional produtora e exportadora de petróleo, e atuante no pré-sal. O consórcio é limitado a três participantes, podendo fazer parte uma empresa de trading do mesmo grupo econômico da empresa líder e uma empresa de logística.

Serviço:

Data: 28 de abril

Hora: 10h

Transmissão: Canal do YouTube da PPSA – www.youtube.com/PreSalPetroleoPPSA

Mais informações: http://presalpetroleo.gov.br/ppsa/licitacoes-e-contratos/agente-comercializador

ANP publica atualização do Manual de Procedimentos para Cessão de Contratos

A ANP publicou na última segunda-feira (26/4) a atualização do Manual de Procedimentos para Cessão. A nova versão tem como objetivo tornar o documento mais didático e consolidar todas as informações relativas a esse processo.

Veja aqui o manual

A atualização do manual inclui aprimoramentos feitos a partir de conversas com o mercado e de contribuições obtidas durante o Workshop de Cessão de Contratos, realizado pela ANP recentemente (7/4). O evento virtual reuniu representantes de empresas de exploração e produção (E&P) de petróleo e gás natural com técnicos da Agência, que deram informações e orientações sobre processos de cessão de contratos.

Assista à gravação do workshop.

Veja as apresentações feitas durante o workshop.

O que é cessão de contratos de E&P  

Cessão é a transferência, total ou parcial, da titularidade de direitos e obrigações decorrentes do contrato de E&P. É permitida pelas Leis nº 9.478/1997 e nº 12.351/2010, desde que: sejam preservados o objeto e as condições contratuais; a cessionária atenda aos requisitos técnicos, econômicos e jurídicos estabelecidos pela ANP; e haja prévia e expressa autorização da Agência, nos casos de contratos de concessão, ou da União, nos casos de contratos de partilha da produção.

O processo de cessão, regulamentado pela Resolução ANP nº 785/2019, é o processo administrativo destinado a analisar o pedido e autorizar: a cessão de contrato de E&P; a mudança de concessionária/contratada decorrente de fusão, cisão e incorporação; a mudança de operadora; e a substituição ou a isenção de garantia de performance. A cessão somente pode ser consumada com a assinatura do termo aditivo, após aprovação prévia e expressa da ANP concedida no contexto do processo de cessão.

Saiba mais sobre cessão de contratos

Fluke Networks apresenta novo testador de cabos e rede ao mercado brasileiro

A Fluke Networks, líder mundial no fornecimento de soluções de teste e certificação de cabeamento estruturado, anuncia ao mercado brasileiro o lançamento do LinkIQ™, nova solução para verificar o desempenho de cabos de até 10 Gb/s e resolver problemas de conectividade de rede. A nova ferramenta realiza a validação do desempenho do cabo utilizando medições baseadas em frequências e fornece informações de distância até a falha, acompanhadas de um mapa de fiação do cabo em teste.

Além disso, o novo LinkIQ™ é responsável por realizar o diagnóstico do switch mais próximo, com objetivo de identificar os problemas de rede e validar as configurações do equipamento, sem a necessidade de outros dispositivos. Mesmo com todas estas novidades, o equipamento apresenta ainda recursos adicionais como a geração de tons analógicos ou digitais compatíveis com as sondas IntelliTone™ e Pro3000, para auxiliar na localização de cabos em uma terminação ou na sala de telecomunicações, além de sinalizar piscando a luz da porta do switch para ajudar a identificar a porta conectada, compatível também com Identificadores Remotos para teste de pinagem, comprimento, qualificação e identificação de terminações. Além disso, a ferramenta conta com outros atributos relevantes como a tela sensível ao toque e baseada em gestos, bateria recarregável de íon de lítio, atualizações fáceis de recursos e testes de rede via USB-C via LinkWare™ PC e carregamento via porta USB-C padrão.

Testes de Cabo

De acordo com o Gerente de Produtos da Fluke Networks, Carlos Rubim, o LinkIQ™ é capaz de medir comprimentos de até 1000 pés (305m) e fornece a distância de falhas como aberturas, curtos e cabo não terminado. O especialista explica ainda que a utilização do Identificador Remoto permite um mapa de fiação completo dos pares de cabos, o que contribui na identificação de pares com pinagem incorreta e pares divididos. “O recurso de teste de cabo primário é o teste de desempenho do cabo, que qualifica a largura de banda do cabeamento para aplicações de 10 Mb/s até 10 Gb/s. Ele executa esses testes por meio de medições baseadas em frequência. O uso de medições baseadas em padrões IEEE garante que os links testados atendam aos requisitos de desempenho, em oposição aos testadores de transmissão, que provam apenas que os dispositivos de teste específicos podem se comunicar pelo link”, explica.

Testes de Rede

Juntamente com os recursos robustos de teste de cabo, a nova ferramenta fornece ainda informações detalhadas sobre o switch conectado mais próximo, conforme detalha Rubim. “O LinkIQ™ negocia com o switch para identificar a taxa de dados anunciada, mostrar o número da porta, o nome do switch e a VLAN da porta, além da velocidade anunciada e as configurações duplex. Ainda na mesma tela, abaixo apresenta os resultados de Power over Ethernet (PoE). Estas configurações mostram os pares usados, a potência anunciada e a classe normatizada disponíveis, além dos resultados reais do teste PoE sob carga” comenta Carlos.

Testes de PoE

Embora o Power over Ethernet simplifique a instalação de dispositivos como câmeras de segurança e pontos de acesso, uma pesquisa recente da Ethernet Alliance com mais de 800 instaladores e usuários finais revelou que quatro entre cinco consultados tiveram dificuldades na integração de sistemas PoE.

Segundo o especialista, parte disto pode ser devido ao fato de que apesar do IEEE oferecer padrões e normatizar diferentes classes, o termo ‘PoE’ não é registrado, abrindo espaço para uma variedade de implementações que não estão em conformidade com o padrão. “Para simplificar a instalação e solução destes problemas, o LinkIQ™ exibe a classe (de 0 a 8) e os pares em que a energia é fornecida, incluindo os diferentes níveis de alimentação e os pares para implementações de assinatura dual. Além disso, o LinkIQ™ insere uma carga na conexão para garantir que a potência anunciada esteja realmente sendo fornecida pelo switch através da infraestrutura de cabeamento”, completa Rubim.

Ethernet Industrial

Seguindo seu histórico de inovação e preocupação em resolver os problemas dos seus usuários nos mais diversos segmentos, a Fluke Networks lança também uma versão do LinkIQTM voltado para aplicações em Ethernet Industrial. Indústrias cada vez mais automatizadas demandam mais infraestrutura de cabeamento e ativos, por consequência, a demanda por resolução de problemas neste cenário também aumenta. “Afinal a operação industrial pode ser diretamente impactada por um link conectado em um switch que não deveria, ou pela configuração incorreta de uma VLAN, um conector que não foi terminado corretamente, pela potência insuficiente no PoE fornecido pelo switch, ou por qualquer um dos diversos problemas que podem ser diagnosticados com um único teste realizado pelo LinkIQTM,” comenta Carlos Rubim.

Documentação do LinkWare™

Além dos benefícios em testes de cabo, rede e PoE, o equipamento fornece, ainda, capacidades completas de documentação para os testes que executa. O LinkIQ™ usa o LinkWare™ PC, software de geração de relatórios da Fluke Networks que suporta todo o legado de testadores nos mais de 20 anos de história da companhia, e é a solução de geração de relatórios padrão da indústria, com dezenas de milhares de usuários ativos. Além da utilização para armazenamento, o LinkWare também tem a capacidade de gerar relatórios em PDF.

Desta forma, podem ser armazenados no testador até 1.000 resultados. Os dados de relatório podem ser exportados para um computador para o propósito de documentação.  De acordo com Carlos Rubim, esta novidade fornece mais agilidade e facilita o processo de armazenamento dos dados. “Os nomes e números dos testes são incrementados automaticamente à medida em que são salvos, economizando muito tempo ao testar cabos em sequência, por exemplo”, finaliza.

Clique aqui para obter mais informações sobre o LinkIQ™, novo testador de cabos e rede da Fluke Networks.

79º Leilão de Biodiesel da ANP negocia 1,05 bilhão de litros

No 79º Leilão de Biodiesel da ANP, foram arrematados 1.050.349.000 litros de biodiesel para atendimento à mistura obrigatória. Não houve arremates para mistura voluntária. Todo esse volume foi oriundo de produtores detentores do Selo Biocombustível Social. O preço médio de negociação foi de R$ 5,536/L, sem considerar a margem da adquirente, e o valor total negociado atingiu o patamar de R$ 5,82 bilhões, refletindo um deságio médio de 26,5% quando comparado com a média ponderada dos “Preços Máximos de Referência” regionais (R$ 7,529/L).

A etapa de apresentação das ofertas para atendimento à mistura obrigatória ocorreu em 14/04/2021, com 45 produtores disponibilizando um volume total de 1.501.700.000 litros de biodiesel. Em continuidade ao processo do Leilão de Biodiesel, na primeira etapa de seleção de ofertas, realizada no dia 15 de abril de 2021, foram arrematados 100.288.000 litros de biodiesel, volume esse oriundo exclusivamente de produtores de pequeno porte detentores de Selo Biocombustível Social, representando 70% do volume ofertado por esses produtores e 6,7% do total ofertado no Leilão.

Na segunda etapa de seleção de ofertas, realizada nos dias 16 e 19/04/2021, foram arrematados 839.374.000 litros de biodiesel, volume esse oriundo exclusivamente de produtores detentores de Selo Biocombustível Social, representando 56% do volume ofertado por esses produtores e 55,8% do total ofertado no Leilão.

Na terceira etapa de seleção de ofertas, realizada em 20/04/2021, foram arrematados 110.687.000 litros de biodiesel de produtores detentores ou não de Selo Biocombustível Social, representando em torno de 7,4% do total ofertado no Leilão.

O processo de apresentação de ofertas de biodiesel pelas usinas e de seleção pelos distribuidores para mistura voluntária ocorreu no dia 22/04/2021. Foram disponibilizados 26.500.000 litros, sendo 100% de produtores detentores do Selo Biocombustível Social, volume esse que representou 5,9% do saldo total de oferta não vendida para fins de adição obrigatória. Nessa etapa não houve nenhuma negociação efetivada.

Os Leilões de Biodiesel destinam-se a atender à Lei nº 13.263, de 23 de março 2016, e à Resolução CNPE nº 16, de 29 de outubro de 2018, para implementação do cronograma de evolução da adição obrigatória de biodiesel ao óleo diesel vendido ao consumidor final.

Ressalta-se que o 79º Leilão (L79) visa a garantir o abastecimento de biodiesel no mercado nacional durante o período de 1º de maio a 30 de junho de 2021, conforme os critérios estabelecidos no Edital de Leilão Público nº 002/21-ANP.

Veja os resultados homologados do L79 na página dos leilões de biodiesel

Entrada do Brasil na OCDE pode aumentar em 0,4% o PIB per capita por ano

Edição especial traz 13 artigos com diferentes interpretações sobre eventual ingresso à OCDE. Projeções indicam crescimento de US﹩ 7 bilhões anuais em bens e serviços.

Estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) projeta crescimento de 0,4% do PIB per capita, por ano, com a eventual entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A publicação O que o Brasil pode esperar da adesão à OCDE, de autoria dos pesquisadores Otaviano Canuto e Tiago Ribeiro, compõe a edição especial da Revista Tempo do Mundo. A publicação, editada pelo Ipea, apresenta uma série de 13 artigos sobre a candidatura do Brasil como membro da OCDE.

De acordo com dados analisados e fornecidos pelo Banco Mundial, os autores Otaviano Canuto e Tiago Ribeira apontam que caso a candidatura do Brasil seja aceita e confirmada, os estímulos em fluxo de capital devem impulsionar a atividade de comércio exterior. O crescimento econômico previsto é de aproximadamente US﹩ 7 bilhões anuais em geração de bens e serviços.

Entre os principais benefícios econômicos listados, os pesquisadores avaliam que a eventual entrada do Brasil na OCDE pode alavancar o processo de abertura para a economia global. O estudo destaca a possibilidade de contribuir para o aumento do superávit e ampliar a captação de novos investimentos externos no país. Além disso, o processo pode impulsionar a participação de cadeias produtivas globais, bem como a realização de novos acordos de cooperação com organismos internacionais como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

A edição especial da Revista Tempo do Mundo traz indicadores que analisam os impactos econômicos gerados em países membros da OCDE. Os dados verificados pela economista Catalina Crane Arango, no estudo O Caminho da Colômbia para a OCDE, apresentam um diagnóstico sobre os resultados observados após o ingresso do país na entidade. As análises confirmam a previsão de benefícios econômicos estimados, como a redução de 36,9% das barreiras tarifárias, resultando em acréscimo de 1,8% no comércio interno no período entre 2015 e 2019. A mesma tendência de alta e de ganhos para a balança comercial foi observada nos casos da Hungria, Polônia e República Eslava, após estes países terem ingressado na OCDE.

Na avaliação de Pedro Silva Barros, pesquisador do Ipea e editor da Revista Tempo do Mundo, os estudos publicados contribuem para fortalecer o diálogo entre acadêmicos e executores de políticas públicas sobre a possível entrada do Brasil na OCDE. “Os dados, em conjunto com a pluralidade de abordagens presentes na publicação, ajudam a avaliar os potenciais benefícios, custos e desafios para o país, caso a entrada na OCDE venha de fato a ocorrer”, observou.

Atualmente, além do Brasil, Argentina, Bulgária, Croácia, Peru e Romênia também pleiteiam a acessão à OCDE. A entidade conta atualmente com 36 membros, e o aumento no número de candidaturas fez a OCDE buscar a definição de novos critérios para a aceitação de candidaturas. O Brasil apresentou formalmente sua candidatura em 2017 com o objetivo de implementar avanços na agenda de política econômica externa.

Firjan e Cluster Tecnológico Naval do Rio debatem “O caminho para o desenvolvimento econômico e social do estado”

A Firjan e o Cluster Tecnológico Naval do Rio de Janeiro promovem hoje (27/4) o debate “O caminho para o desenvolvimento econômico e social do estado fluminense”. O evento on-line, a partir das 10h, integra a Websérie Óleo, Gás e Naval da federação e reunirá representantes das empresas Skipper & WoolBlue e Engepron, da federação e do cluster e terá a participação do deputado estadual Luiz Paulo.

Interessados do mercado de petróleo, gás e naval podem fazer suas inscrições em https://bit.ly/3evF7sM .

A  Associação do Cluster vem estruturando seus Planos Estratégicos 2021-2025 nas áreas de Negócios, de Comunicação e Marketing e a Norma de Compliance, Ética e Conflito de Interesses. Além disso, estabeleceu Conselhos Consultivos formados por instituições e especialistas, que detêm amplo conhecimento e capacidade de impacto em seus respectivos setores para discussões e análises sobre temas relevantes para o mercado.

Programação:

Abertura – Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan, e Carlos Erane de Aguiar, presidente no Conselho de Administração do Cluster Tecnológico Naval/RJ.

Participação: Luiz Paulo, deputado estadual; Miguel Marques, sócio fundador da Skipper & WoolBlue; Edésio Teixeira, vice-almirante e diretor-presidente da Engepron; e Walter Lucas da Silva, contra-almirante diretor-presidente na Associação do Cluster Tecnológico Naval -RJ. Mediação: Karine Fragoso, gerente de Petróleo, Gás e Naval na federação.

Credora da Schahin processa Petrobras por indenização no caso da sonda Vitória 10.000

A empresa Marin Holding International está movendo uma ação contra a Petrobras, em busca de ressarcimentos relacionados à sonda Vitória 10.000, por serviços prestados à antiga Schahin, empresa falida e envolvida nas investigações da Lava-Jato.

A Marin foi uma das credoras da Schahin, fornecedora da Petrobras que teve sua falência decretada pela justiça de São Paulo, após o fracasso do plano de recuperação judicial, em 2018.

Segundo entendimento da Marin, a Petrobras foi responsável pelo fracasso do plano devido ao cancelamento de contratos – esse capítulo envolveu uma disputa judicial própria, que terminou com a Petrobras retomando a embarcação.

A Schahin tentou, sem sucesso, preservar os contratos com a Petrobras para a operação da sonda Vitória 10.000. A receita era fundamental para a execução do plano de recuperação.

A Marin entra no imbróglio a partir de serviços de reparo de equipamentos na Vitória 10.000, segundo informações do escritório de advocacia Luzone Legal, contratado para acionar a Petrobras na Justiça.

Diz a banca que a Marin realizou serviços de manutenção após um acidente no BOP (um sistema de segurança) e nos risers da Vitória 10.000, que haviam paralisado a operação da sonda.

O contrato havia sido fechado com a Schahin, tornando a Marin credora da companhia. Com a falência decretada e a sonda transferida pela Petrobras, a Marin ficou sem receber, de acordo com o escritório.

“A Marin foi vítima de um grave esquema de corrupção praticado pela Schahin e pela Petrobras. Por isso, a estatal deve ser responsabilizada. Os atos de seus prepostos causaram um prejuízo milionário à nossa cliente”, afirma Leandro Luzone, sócio do escritório, em nota.

Procurada pela epbr, a Petrobras afirmou que é vítima dos crimes investigados e julgados pela força tarefa da Lava-Jato e segue, ela própria, em busca de ressarcimentos pelos danos causados à companhia.

“A Petrobras é vítima dos crimes desvendados pela Operação Lava-Jato, sendo reconhecida como tal pelo Ministério Público Federal e pelo Supremo Tribunal Federal. A companhia colabora com as investigações desde 2014 e seguirá buscando o ressarcimento de todos os prejuízos causados em função dos atos ilícitos”, diz a nota.

A companhia ainda é coautora, ao lado do Ministério Público Federal (MPF) e da União em 21 ações de improbidade administrativa, em curso, e assistente de acusação em 76 ações penais.

“Como resultado dessas medidas, R$ 5,7 bilhões já retornaram ao caixa da companhia, incluindo valores repatriados da Suíça pelo poder público brasileiro”, afirma a Petrobras.

Sonda foi retomada pela Petrobras

A Vitória 10.000 foi utilizada na campanha de Sapinhoá (BM-S-9), no pré-sal da Bacia de Santos. Como é praxe nos contratos da Petrobras, o serviço era fechado em dois contratos: um de afretamento, no caso com a offshore Deep Black Drilling LLP, da Schahin, e outro de prestação dos serviços locais, com a Schahin Engenharia Ltda.

Esse modelo de contratação, inclusive, é alvo da Receita Federal e, em 2020, a Base Engenharia (novo nome da Schahin) ainda discutia pagamentos bilionários ao fisco.

No caso da Vitória 10.000, contudo, a sonda era originalmente da Petrobras e estava arrendada para a Schahin. Os negócios foram anulados, a pedido da Petrobras, que retomou a sonda.

Em 2017, Milton Schahin, sócio do grupo fechou um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF).

Em um intervalo de pouco mais de um ano, duas sondas da empresa foram arrestadas por credores internacionais da Schahin, que perdeu seu contrato com a Vitória 10.000 e faliu.

EP BR

Firjan SENAI: software compartilha infraestrutura de laboratórios para explorar inovação

Startups, pequenas e médias empresas podem acessar equipamentos e contar com a expertise de profissionais por meio da plataforma Bookkit

Democratizar o uso de tecnologias modernas e custosas com o compartilhamento da infraestrutura laboratorial é a intenção do “Open Labs Brazil”. O projeto foi apresentado na Websérie de Pesquisa e Inovação do Instituto SENAI de Inovação em Química Verde (ISI QV), da Firjan SENAI, em 26/4. A iniciativa visa ofertar de forma organizada a ociosidade em máquinas e serviços de laboratórios para usuários externos e conta com a participação do SENAI Cetiqt (Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil), do Centro Colaborativo Internacional para a Química Sustentável (ISC3); e pela startup britânica Clustermarket.

Startups, pequenas e médias empresas que não têm condição de adquirir máquinas caras podem acessar equipamentos e contar com a expertise de profissionais por meio da plataforma Bookkit, considerada de fácil usabilidade por Sergio Kuriyama, pesquisador-chefe do Centro de Inovação SESI em Higiene Ocupacional (CIS HO), da Firjan SENAI. “Além de ampliar o network de trabalho e gerar renda, o programa possibilita fazer um retrato do uso de cada equipamento, através dos relatórios ricos em detalhes que os softwares liberam. Evita conflito ao organizar o uso das máquinas e consegue ver os custos de projetos baseados em hora-máquina ou por serviço”, detalhou Kuriyama, ao relatar a experiência da Firjan SENAI com a implantação do Bookkit.

A plataforma foi desenvolvida pela Clustermarket, com o objetivo de estimular a inovação, permitindo o uso mais eficiente dos recursos. “O Bookkit, um software de agendamento de equipamento interno, agrupa todas as ferramentas que o cientista precisa para gerir o funcionamento de um laboratório”, acrescentou Francisco Raio, diretor do Bookkit Academia na startup britânica. Ele destacou que o sistema é gratuito, incluindo o suporte necessário para sua implantação.

Victoria Santos, coordenadora de Inteligência Competitiva, Propriedade Intelectual e Sustentabilidade no ISI Biossintéticos e Fibras, também observou alguns ganhos da plataforma: facilitação do controle do uso dos equipamentos e do time, aumento do uso da infraestrutura e otimização da aquisição de infraestrutura.

Edital para incubação de startups

Astrid Ewaz, gerente de Projetos para o ISC3 Innovation Hub, destacou que o trabalho do Centro visa promover startups e soluções inovadoras no campo da química sustentável. Dessa forma, lançou no “Open Labs Brazil” um concurso para eleger duas startups para um processo de incubação de um a dois meses, por meio do uso do Bookkit no ISI QV e no ISI Biossintéticos e Fibras, ambos da Firjan. As inscrições estão abertas até 31/05 pelo link: https://easyfeedback.de/ISC3SENAIApplicationsOpenLabsBrazil/1299768/42k875

Assista em a Websérie de Pesquisa e Inovação – Programa Open Labs Brazil pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=296scjAl0l0