Petrobras reutiliza volume de água suficiente para abastecer cidade de 1,3 milhão de habitantes

Companhia tem o compromisso de reduzir em 50% a captação de água doce até 2030

Em 2020, a Petrobras reutilizou 74 milhões de m³ de água, o suficiente para abastecer uma cidade de aproximadamente 1,3 milhão de habitantes por um ano. Esse volume corresponde a aproximadamente 1/3 da demanda total por água doce nas atividades operacionais e administrativas da companhia, que foi de 220 milhões de m³. Pelo segundo ano seguido, o volume de água doce captada foi reduzido, passando de 182 milhões de m³ em 2018 para 146 milhões de m³ em 2020 – uma redução de 20%.

Para a Petrobras, a água, cujo Dia Mundial é celebrado em 22 de março, significa não somente a continuidade das operações nas quais ela é utilizada, como geração de vapor, refrigeração, produção e processamento de óleo, gás e derivados. Significa também um recurso extremamente nobre para toda a humanidade, e que, portanto, deve ser objeto de trabalho constante para que o seu uso seja o mais racional possível, de forma a contribuir para a sua preservação e disponibilidade para todas as formas de vida. Por isso, a companhia assumiu, em seu Plano Estratégico, o compromisso de reduzir em 50% a captação de água doce até 2030.

O atingimento desse compromisso passa pela gestão de portfólio e por uma carteira de ações e projetos focados no reúso e medidas de redução de perdas hídricas. Em 2020, a companhia investiu cerca de R$ 13 milhões em projetos de Pesquisa & Desenvolvimento relativos ao gerenciamento de recursos hídricos e efluentes, em parceria com sete instituições brasileiras (universidades e institutos tecnológicos).

Além do investimento em projetos de reúso e em pesquisas, a Petrobras apoia voluntariamente, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, iniciativas da sociedade civil que promovem a preservação de recursos hídricos em todo o país. Atualmente, 13 projetos, dentro da linha de atuação “Clima”, desenvolvem ações voltadas à conservação e recuperação de vegetação e que, entre outros benefícios, buscam a revitalização de nascentes, preservação de mananciais e cursos d’água e recomposição de mata ciliar, contribuindo assim para a qualidade e quantidade dos recursos naturais das bacias hidrográficas.

Entre esses projetos está o Guapiaçu, desenvolvido na porção leste da baía de Guanabara, uma das maiores baías brasileiras. O projeto contribui para o fortalecimento do ecossistema da bacia hidrográfica Guapi-Macacu (Rios Guapimirim e Macacu), por meio da restauração ecológica e da educação ambiental para alunos da educação infantil até o ensino médio. A educação ambiental de crianças e jovens nas escolas do município de Laranjeiras também é um dos pilares do projeto Azahar: Flor de Laranjeiras, desenvolvido em Sergipe. O Azahar atua na bacia hidrográfica do rio que leva o nome do estado, em parceria com a Universidade Federal de Sergipe, e busca promover a eficiência no uso da água. Também contribui com a sustentabilidade hídrica da bacia hidrográfica do rio Sergipe, fazendo o monitoramento da vazão e qualidade da água do rio e de seu importante afluente, o rio Cotinguiba.

Com essas iniciativas, a Petrobras vem contribuindo para o alcance de Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, como o ODS 6, que trata dos temas água potável e saneamento, o ODS 13, que estimula ações contra a mudança global do clima, e o ODS 15, que se dedica às condições da vida terrestre.

Agência Petrobras

Siemens Energy fornecerá oito módulos de superfície e suporte para navio FPSO offshore na América do Sul

A Siemens Energy venceu um contrato EPC da MISC Berhad para oito módulos de superfície completos que fornecerão geração, transmissão e distribuição de energia sustentável, eficiente e ecologicamente correta, bem como o processamento e compressão de gás a bordo de um FPSO que vai operar offshore na América do Sul a partir de 2024.

A MISC Berhad está construindo o FPSO para expandir sua frota de 14 unidades de produção flutuantes. O FPSO deverá ter uma capacidade de processamento de 180.000 barris de petróleo e 12 milhões de metros cúbicos de gás por dia.

“Essa conquista demonstra nossos pontos fortes e a capacidade para transformar as operações do FPSO para serem mais sustentáveis, atendendo ao mesmo tempo os requisitos de produção”, disse Thorbjoern Fors, vice-presidente executivo de Industrial Applications da Siemens Energy.

Os módulos de superfície serão projetados e fabricados na Ásia, com as principais atividades de engenharia e execução feitas em Singapura. A montagem de todos os conjuntos de equipamentos rotativos será feita na fábrica da Siemens Energy em Santa Bárbara d’Oeste, no Brasil. A instalação também será totalmente equipada para fornecer suporte e serviço aos módulos do FPSO assim que este for implantado.

O escopo de fornecimento da Siemens Energy inclui o trabalho de EPC para os oito módulos e vários componentes importantes: dois compressores centrífugos elétricos de baixa pressão; dois compressores elétricos para CO2; três compressores de injeção principais acionados por turbinas a gás SGT-A35-GT62X da Siemens Energy; quatro turbinas a gás SGT-A35-GT30 da Siemens Energy para geração de energia; uma sala elétrica; além de toda a parte elétrica, incluindo um sistema de controle e gerenciamento elétrico (ECMS).

O ECMS está sendo projetado para fornecer monitoramento e supervisão para a rede de geração e distribuição de energia e para o gerenciamento de cargas da instalação do FPSO, incluindo os módulos de superfície e marítimos. A MISC Berhad e a operadora do FPSO podem usar o ECMS para monitorar a energia elétrica do FPSO, gerar relatórios e planejar a sustentabilidade futura.

“Nossa missão é ajudar nossos parceiros em sua transição energética, fornecendo equipamentos, infraestrutura e suporte para criar mudanças inteligentes e sustentáveis sem comprometer sua capacidade de atender às crescentes necessidades mundiais de energia”, afirma Arja Talakar, vice-presidente sênior de produtos da Industrial Applications na Siemens Energy.

Petrobras inicia fase vinculante no Polo Bahia Terra

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 23/12/2020, informa o início da fase vinculante referente à venda da totalidade de suas participações em um conjunto de 28 concessões de campos de produção terrestres, localizadas na Bacia do Recôncavo e Tucano, no estado da Bahia, denominados conjuntamente de Polo Bahia Terra.

Os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão carta-convite com instruções detalhadas sobre o processo de desinvestimento, incluindo orientações para a realização de due diligence e para o envio das propostas vinculantes.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em ativos de classe mundial em águas profundas e ultra-profundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

Sobre o Polo Bahia Terra

O Polo Bahia Terra compreende 28 concessões de produção terrestres, localizadas em diferentes municípios do estado da Bahia e acesso à infraestrutura de processamento, logística, armazenamento, transporte e escoamento de petróleo e gás natural.

Adicionalmente, o polo possui estações coletoras e de tratamento, parques de estocagem e movimentação de petróleo, gasodutos e oleodutos, além da UPGN Catu e outras infraestruturas associadas ao processo produtivo.

A produção média do Polo em janeiro e fevereiro de 2021 foi de cerca de 13,5 mil barris de óleo por dia e 660 mil m3/dia de gás. A Petrobras é a operadora nesses campos, com 100% de participação.

A Petrobras informa ainda que as concessões relacionadas aos Polos Recôncavo e Miranga não foram incluídas no processo de cessão do Polo Bahia Terra, uma vez que os respectivos contratos de venda foram assinados em 17/12/2020 e 24/02/2021, conforme divulgado ao mercado nessas datas.

Agência Petrobras

Estatal anuncia primeira redução no preço da gasolina do ano

A Petrobras anunciou em (19/03) que o preço médio da gasolina em suas refinarias terá redução de R$ 0,14 por litro, o que representa uma queda de 4,95%. O reajuste começa a valer a partir do dia (20/3). O preço médio do combustível ficará em R$ 2,69 por litro. O diesel não sofre alteração, permanecendo em R$ 2,86 por litro.

O impacto do reajuste nas refinarias, porém, não repercute de forma imediata no custo da gasolina nos postos de combustível. De acordo com nota divulgada pela estatal, as variações para mais ou para menos estão associadas ao mercado internacional e à taxa de câmbio e têm influência limitada sobre o valor repassado aos consumidores finais.

“Como a legislação brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, a mudança no preço final dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis. Até chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de etanol anidro, além das margens brutas das companhias distribuidoras e dos postos revendedores de combustíveis”, diz a nota.

Esta é a primeira redução anunciada em 2021. Desde janeiro, o preço médio da gasolina já havia sofrido seis aumentos. Com o novo anúncio, o combustível passa a acumular alta de R$ 46,2% desde o início do ano. Já o diesel subiu 41,6%.

A sequência de aumentos gerou críticas públicas do presidente Jair Bolsonaro. No mês passado, ele anunciou mudança no comando da Petrobras, indicando general Joaquim Silva e Luna para a presidência. Ele deverá substituir Roberto Castello Branco, cujo mandato se encerra amanhã (20). O anúncio da troca gerou queda nas ações da empresa.

Na terça-feira (16), o Comitê de Pessoas da Petrobras considerou que Luna preenche os requisitos legais para a indicação e o considerou apto para exercer o cargo. O general precisa ainda ser eleito em assembleia geral dos acionistas convocada para o dia 12 de abril. Em seguida, seu nome deve ser aprovado pelo Conselho de Administração da estatal, composto por 11 membros. Sete deles são indicados pela União que é a acionista majoritária, três pelos demais acionistas e um pelos empregados.

Agência Brasil

Segurança hídrica é tema de webinar na Firjan

Em comemoração ao Dia Mundial da Água, federação debaterá hoje 22/3 a importância da infraestrutura verde para preservação de mananciais

Em comemoração ao Dia Mundial da Água, a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro promove hoje, segunda-feira (22/3), partir das 15h, o “Webinar Firjan – Infraestrutura Natural para Segurança Hídrica: Investindo em Natureza como Estratégia de Negócio”. Com a participação de especialistas, o debate abordará uma visão diferenciada sobre o tema, destacando que o setor privado precisa direcionar sua atenção à infraestrutura natural verde e preservação dos mananciais de água.

“Investir em infraestrutura verde para segurança hídrica, sem dúvidas, é uma alternativa inteligente, pois torna as indústrias mais resilientes aos eventos extremos, como secas ou enchentes, além de melhorar a qualidade e a quantidade de água disponível”, destaca o presidente do Conselho Empresarial de Meio Ambiente da Firjan, Isaac Plachta.

O empresário lembra que esta atuação reafirma o compromisso da Firjan com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, principalmente aos ODS 6 e 15 – “Água e Saneamento” e “Vida sobre a Terra” -, que visam assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água, além da proteção, recuperação e uso sustentável dos ecossistemas terrestres. “Faz parte do nosso propósito, enquanto federação, estimular as indústrias a investirem em soluções inteligentes, se antecipando a problemas socioambientais que estão por vir”, complementa Plachta.

Além do empresário, participam do webinar o gerente nacional de Águas da The Nature Conservancy (TNC), Samuel Barreto; a gerente de Gestão do Território e Informações Geoespaciais do INEA (Instituto Estadual do Ambiente), Marie Ikemoto; e a coordenadora de Meio Ambiente e Energia da AmBev, Mariana Appel. A mediação será da analista Ambiental da federação, Lídia Aguiar. Os interessados podem assistir o evento on-line por meio do link https://youtu.be/CUraDO8nPLk .

Coalizão Cidades pela Água no Rio de Janeiro

A Firjan estuda e promove ações de combate à escassez de água junto à indústria há mais de uma década. Em 2014, a federação realizou uma pesquisa sobre o tema, onde 30,6% industriais responderam que as empresas são afetadas, de alguma forma, pela escassez de água. Os respondentes afirmaram também que, por causa do problema, tinham aumento de custos em seus processos produtivos.

Também desde 2017, a federação participa da iniciativa “Coalizão Cidades pela Água”, promovido pela organização ambiental The Nature Conservancy (TNC), e que tem atividades na bacia do Rio Guandu, que abastece a Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Criada em 2015 como uma plataforma de ação conjunta inédita envolvendo setor público, empresas e representantes da sociedade civil, a iniciativa tem como objetivo garantir a oferta de água de qualidade e em quantidade para cerca de 60 milhões de brasileiros em 12 regiões metropolitanas consideradas prioritárias no país, através da conservação e restauração de mananciais.

“A percepção de que a água se trata de um bem cada vez mais escasso cresce em todo o planeta. No Brasil, mais de 35 milhões de pessoas não têm acesso à água potável, além de outros 24 milhões sem o acesso adequado ao saneamento rural. O risco hídrico também existe para o setor agrícola e para o setor industrial. Cresce o número de empresas que diz já identificar riscos substanciais relacionados à água em seus negócios, mas ainda são poucas as que possuem uma estratégia para lidar com esse desafio”, explica Samuel Barreto, gerente nacional de Águas da The Nature Conservancy (TNC).

Na Coalizão, as ações estão estruturadas em quatro pilares: conservação da vegetação nativa, restauração de áreas de preservação permanente (APP), boas práticas do uso de solo e adequação de estradas rurais. O especialista conclui que só há uma maneira para atingir a segurança hídrica desejada: sair dos muros da fábrica e cuidar da bacia por inteiro.

No Rio de Janeiro, a TNC e parceiros já plantaram mais de 1 milhão de árvores, restaurando e conservando uma área equivalente a mais de 5.700 hectares para garantir água a população.  No estado, 136 proprietários rurais foram apoiados na gestão ambiental e na adequação legal de propriedades, com o mapeamento de 65 mil hectares. A organização também realiza o monitoramento hidrológico e de biodiversidade (aves e peixes), com a publicação de guias para orientar na identificação de espécies.

3R Petroleum avalia mais ativos da Petrobras após US$ 600 milhões em contratos

A brasileira 3R Petroleum mantém uma participação ativa nos processos de venda de ativos em produção da Petrobras, em busca de ampliar ainda mais o seu portfólio, afirmou à Reuters no último dia (17/03) o diretor financeiro da petroleira, Rodrigo Pizarro.

A companhia, que abriu capital em novembro do ano passado, já fechou até o momento quase 600 milhões de dólares em contratos com a petroleira estatal, com a compra de participação e operação de seis polos de campos maduros de petróleo, dos quais 216 milhões de dólares já foram pagos.

Parte dos valores são desembolsados na assinatura dos contratos e outros montantes dependem do cumprimento de condicionantes, como a própria conclusão do negócio.

Até o momento, apenas o polo Macau, comprado por 191 milhões de dólares, já teve sua aquisição concluída.

A expectativa é concluir ainda a compra dos polos Pescada & Arabaiana, Fazenda Belém e Rio Ventura, ao longo nos próximos dois trimestres, e os polos Recôncavo e Peroá, no fim deste ano.

Juntos, os seis polos produziram 17,9 mil barris de óleo equivalente por dia em 2020, sendo 14,2 mil boe/d referente à parcela 3R, que realizou as aquisições em parceria.

“O desinvestimento da Petrobras é a melhor forma de ampliar portfólio… Estamos participando ativamente”, afirmou Pizarro, em uma entrevista por videoconferência.

A 3R foca atualmente na busca de ativos em produção, que têm capacidade de redesenvolvimento a partir de investimentos e sinergias com os campos já adquiridos por ela.

Segundo ele, ainda estão à venda pela Petrobras campos em terra que produzem mais de 70 mil barris de óleo equivalente por dia.

A companhia, ponderou o executivo, poderá fazer lances também por ativos marítimos, como forma de diversificar o seu portfólio, mas não como operadora.

A Reuters publicou em fevereiro que a 3R participou de consórcio que apresentou oferta não vinculante pelos campos de Albacora e Albacora Leste, responsáveis pela produção de 77 mil barris de óleo equivalente por dia, segundo fontes. Participaram da oferta Talos Energy, EIG Global Energy Partners e Enauta.

Questionado, Pizarro preferiu não comentar o assunto.

Atuação em Comunidades e Resultados
A privatização de ativos pela Petrobras historicamente traz alguns receios da sociedade, principalmente em localidades onde a petroleira estatal sempre funcionou como uma espécie de vetor de desenvolvimento econômico.

No entanto, diversas áreas como as que a 3R vem adquirindo acabaram deixando de receber investimentos expressivos da companhia, principalmente nos últimos anos, quando a petroleira voltou seu foco estratégico nas áreas do pré-sal.

3R Petroleum

Após a compra de ativos da Petrobras, a 3R abriu capital em novembro passado

Pizarro explicou que hoje o mercado já entende que quando empresas como 3R, PetroReconcavo e Imetame adquirem campos maduros é porque têm a intenção de revitalizar os ativos, gerando emprego e movimentando a economia local.

“São volumes expressivos que pretendemos investir em cada um desses polos… A gente não entra para manter o declínio dos campos, como vinha sendo feito pela Petrobras”, afirmou.

O executivo também ressaltou outras oportunidades de desenvolvimento após a aprovação da Nova Lei do Gás pelo Congresso, que possibilitará que a empresa venda gás diretamente para consumidores.

Após a compra de ativos da Petrobras, a 3R abriu capital em novembro passado, no primeiro IPO do setor de petróleo no Brasil em quase uma década, que movimentou 690 milhões de reais.

A 3R reportou na quarta-feira em seu primeiro balanço financeiro após abrir capital um prejuízo líquido de 147,5 milhões de reais no quarto trimestre.

Já o Ebitda ajustado somou 50,5 milhões de reais, enquanto a receita líquida foi de 85,2 milihões de reais.

No relatório, a companhia ressaltou que as ações da empresa na bolsa paulista B3 (B3SA3) já valorizaram mais de 110% desde a abertura do capital, o que eles atribuem ser resultado do atingimento de metas operacionais, estratégicas e de resultado estabelecidas no contexto da abertura de capital.

Reuters

 

Petrobras e parceiros aprovam conceito de desenvolvimento do bloco BM-C-33

A Petrobras aprovou, em conjunto com seus parceiros Equinor e Repsol Sinopec Brasil, o conceito de desenvolvimento do bloco BM-C-33, operado pela Equinor, localizado no pré-sal da Bacia de Campos, no estado do Rio de Janeiro.

O bloco está distante da costa cerca de 200 Km e tem lâmina d’agua chegando a 2.900m. No BM-C-33 foram descobertas três acumulações de gás e condensado (óleo leve): Pão de Açúcar, SEAT e Gávea.

O conceito aprovado baseia-se na produção por poços conectados a um FPSO (floating production, storage and offloading unit), com capacidade para processar óleo condensado e gás produzidos e especificá-los para a venda. A transferência do óleo condensado será realizada por navios aliviadores e o gás natural será exportado para costa por meio de gasoduto submarino que se conectará à uma infraestrutura de recebimento localizada no Terminal de Cabiúnas – TECAB, e então se conectará à malha de transporte de gás.

A capacidade de processamento de óleo condensado do FPSO será de 20.000 m³/dia e a capacidade de produção de gás será de 16 milhões de m³/dia, com vazão média de exportação de gás natural de 14 milhões de m³/dia.

As datas para os próximos marcos decisórios e o início de produção ainda serão definidos no âmbito da parceria, liderada pelo operador do bloco. A parceria para o desenvolvimento desta concessão é composta por Equinor (35% – operador), Repsol Sinopec Brasil (35%) e Petrobras (30%).

Agência Petrobras

Coronavírus: ANP altera prazos para entrega de documentos de conteúdo local e participações governamentais

Foi publicada no último dia (17/3), no Diário Oficial da União (DOU), a Resolução ANP nº 840/2021, que altera o prazo para envio de relatórios de conteúdo local relativos ao primeiro trimestre de 2021. A Resolução ANP n° 836/2020, publicada em dezembro de 2020, já havia prorrogado o prazo para os relatórios de conteúdo local com data de entrega prevista entre 1º de março e 31 de dezembro de 2020.

Estão incluídos na nova Resolução os relatórios de gastos trimestrais de que trata a Portaria ANP nº 180, de 5 de junho de 2003 e os relatórios trimestrais de certificação que atendem ao previsto na Resolução ANP nº 19, de 14 de junho de 2013, ambos com período de apuração a partir do primeiro trimestre de 2020 até 31 de março de 2021.
A Resolução publicada também regulamenta a retomada do envio da análise composicional do gás natural, que determina os parâmetros técnicos utilizados para definição do preço de referência do gás natural para fins de pagamento das participações governamentais. Ela retoma o prazo estabelecido no Art. 6º da Resolução ANP nº 40/2009 após o término da vigência da Resolução ANP nº 816/2020, que suspendeu os prazos para entrega como medida temporária de enfrentamento da emergência decorrente da Covid-19.
ANP

Gestoras indicam Pedro Medeiros, ex-Citi, para o conselho de administração da Petrobras

O candidato foi apontado pelas gestoras Absolute Gestão de Investimentos, AZ Quest Investimentos, Kapitalo Investimentos, Moat Capital, Navi Capital, Oceana Investimentos e Solana Gestora de Recursos

A Petrobras informou na quinta-feira (18) que recebeu a indicação do nome de Pedro Rodrigues Galvão de Medeiros, sócio cofundador da gestora de recursos Atalaya Capital, para atuar no conselho de administração da companhia.

A eleição ocorrerá na assembleia geral extraordinária, agendada para o dia 12 de abril de 2021, caso adotado o procedimento de voto múltiplo.

O candidato foi apontado pelas gestoras Absolute Gestão de Investimentos, AZ Quest Investimentos, Kapitalo Investimentos, Moat Capital, Navi Capital, Oceana Investimentos e Solana Gestora de Recursos.

Pedro Medeiros tem 17 anos de experiência no mercado de capitais. Foi diretor da área de análise de empresas para Brasil e América Latina do Citigroup, entre 2010 e 2020, e dos bancos UBS e Pactual, entre 2005 e 2010.

Em nota, a petroleira informou que também recebeu indicações dos acionistas detentores de ações ordinárias para o conselho fiscal. Patricia Valente Stierli concorrerá ao cargo de membro titular do conselho fiscal e Robert Juenemann irá disputar a função de membro suplente.

Os nomes para o conselho fiscal serão definidos em assembleia geral ordinária, no dia 14 de abril de 2021.

O comunicado da Petrobras informa que Patricia Valente Stierli é conselheira de administração e fiscal certificada pelo IBGC, além de administradora de recursos de terceiros junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Robert Juenemann é advogado formado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS) com pós-graduação em direito processual civil na mesma instituição e pós-graduação em planejamento estratégico pela ESPM/RS.

Os três candidatos já foram inclusos no boletim de voto à distância das assembleias da companhia.

Valor Econômico

RenovaBio: webinar apresenta resultados de projeto para melhorar desempenho de biomassas de grãos

Foi realizado na última segunda-feira (15/03) o Webinar RenovaBio – Análise de metodologias de cadeia de custódia de grãos. O evento, organizado pela ANP, teve a participação de aproximadamente 100 representantes de usinas e associações de produtores de biocombustíveis, firmas certificadoras, consultorias, Embrapa e Ministério de Minas e Energia.

No webinar, foram apresentados os resultados preliminares de um projeto desenvolvido no âmbito do Brazil Energy Programme – BEP e coordenado pela ANP, para melhorar o desempenho das biomassas de grãos (soja e milho) no RenovaBio.

O Brazil Energy Programme é um programa financiado pelo Prosperity Fund do Reino Unido que tem como objetivo estimular o desenvolvimento e a sustentabilidade na área energética em economias emergentes.

Também foram apresentados a metodologia empregada e os resultados obtidos por produtor de etanol de milho para obter melhores resultados em sua certificação no RenovaBio. O processo de renovação da certificação vem apontando um potencial de aumento da fração do volume elegível do milho utilizado para produção de etanol, uma vez que deixaram de utilizar os valores padrões da Renovacalc e passaram a adotar dados primários dos fornecedores da biomassa. A fração do volume elegível é a parte do volume de biocombustível produzido pela planta certificada que está apta a gerar Crédito de Descarbonização (CBIO).

O RenovaBio é um programa do Governo Federal para expandir a produção de biocombustíveis no Brasil, baseada na previsibilidade, na sustentabilidade ambiental, econômica e social, e compatível com o crescimento do mercado. A ANP participa do programa, tendo sido responsável pelo estabelecimento dos requisitos de credenciamento das firmas inspetoras, do processo de certificação para a obtenção do certificado da produção eficiente de biocombustíveis e da individualização das metas de descarbonização para os distribuidores de combustíveis.

ANP