Lira e Pacheco defendem que Congresso debata eventual privatização da Petrobras

Presidentes da Câmara e do Senado reforçaram a importância da petrolífera, mas afirmaram que não se pode ter “preconceito” para discutir o futuro da estatal

Os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), defenderam que o Congresso faça debates sobre uma eventual privatização da Petrobras. Os chefes das duas Casas legislativas reforçaram a importância da petrolífera, mas afirmaram que não se pode ter “preconceito” para discutir o futuro da estatal.

Ao participar do evento online “E Agora, Brasil? As propostas dos novos chefes do Legislativo para os atuais desafios do país”, realizado pelo Valor e “O Globo” na tarde de hoje, Arthur Lira disse que “tem que ser discutido qualquer modelo de privatização de qualquer empresa pública”.

“Toda empresa estatal tem que passar pelo crivo de discussão se é rentável, se é o melhor caminho, se é manter como estatal, sem preconceito. Qualquer coisa que a gente fala é tida como dogma”, disse o presidente da Câmara. “Tem que ver na ponta do lápis. Com muita calma, penso que o Congresso é o lugar ideal para essas discussões sejam travadas”, afirmou Lira. “Essa discussão deverá vir em algum momento no Congresso”.

O presidente da Câmara disse ainda que a Petrobras “não pode ser culpada ou inocentada” nos escândalos de corrupção envolvendo a petrolífera e criticou as ações da força-tarefa da Lava-Jato contra a empresa. “O grande erro que aconteceu na Lava-Jato foi botar no CPNJ e não no CPF dos culpados”, disse Lira.

O presidente do Senado disse que escândalos de corrupção em empresas públicas “fazem repensar a conveniência de ter a participação do Estado em determinadas ações e nichos”. No entanto, ponderou que há setores que são estratégicos, como o de energia, e citou o apagão no Amapá, no ano passado, quando o problema foi com uma empresa privada e “quem deu solução foi a Eletrobras”. “Às vezes nos apegamos a aspectos como corrupção, peculato, mas não podemos transformar esses pontos ser regra geral para tirar do Estado a participação em setores estratégicos.”

Em seguida, Pacheco falou que é “plenamente possível” em concessões, parcerias público privadas, capitalização e até privatização “conciliar a necessidade de não se perderem ativos importantes nacionais e ao mesmo tempo dar competitividade” às estatais. Pacheco disse que a ordem do dia no Congresso é discutir o destino dos Correios e da Eletrobras, mas não descartou a Petrobras. “É uma ideia que pode ser evoluída, mas é preciso ter rigor técnico, político”, disse o presidente do Senado. “Não tem problema nenhum de permitir essa discussão”, afirmou Pacheco, sobre a Petrobras.“É preciso ver não só do ponto de vista do mercado, mas de interesse nacional.”

Valor Econômico

Porto do Açu e Fortescue Future Industries unem forças para desenvolver planta de hidrogênio verde no Brasil

A Fortescue Future Industries Pty Ltd (FFI), subsidiária da Fortescue Metals Group Ltd (Fortescue), e a Porto do Açu Operações SA (Porto do Açu), uma subsidiária da Prumo Logística SA (Prumo), assinaram Memorando de Entendimentos (MOU) para desenvolver projetos industriais verdes baseados em hidrogênio no Rio de Janeiro, Brasil.

Assinado no final de fevereiro, o MoU permitirá que as empresas conduzam estudos de viabilidade para a instalação de uma planta de hidrogênio verde no Porto do Açu, maior complexo portuário industrial privado da América Latina.

Sujeito à conclusão dos estudos de viabilidade e aprovações, o projeto inclui a construção de uma usina de hidrogênio verde com capacidade de 300 megawatts, com potencial para produzir 250 mil toneladas de amônia verde por ano.

A disponibilidade de hidrogênio verde e de energia renovável deve impulsionar ainda mais a industrialização sustentável do porto, incluindo a produção de aço verde, fertilizantes, produtos químicos, combustíveis e outros produtos industriais manufaturados.

O MoU também estabelece as bases para o desenvolvimento de projetos de geração de energia solar no local, bem como de energia eólica offshore na costa dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

“A FFI está avaliando oportunidades de energia renovável e hidrogênio verde em todo o mundo e irá liderar e impulsionar a indústria de produtos e energia verde à medida que fazemos a transição dos combustíveis fósseis. Tenho o prazer de anunciar este MoU com o Porto do Açu. A oportunidade de estabelecer indústrias de grande escala totalmente novas e futuras impulsionará o crescimento da economia brasileira. Esperamos que o potencial para novas indústrias verdes no Porto do Açu diversifique, amplie e aprofunde substancialmente a força de trabalho já qualificada do Brasil”, disse Julie Shuttleworth, CEO da FFI.

“O Porto do Açu está navegando com firmeza na direção da economia sustentável do futuro. Um dos pilares da nossa visão para a industrialização do porto são os projetos de transição energética operacional de hoje e as indústrias verdes movidas a energia renovável de amanhã. O Açu é um ponto de conexão entre o crescimento da economia brasileira e a rápida expansão dos negócios de baixo carbono em todo o mundo. É estimulante colaborar com um parceiro internacional deste calibre em um projeto tão visionário. Esta será a primeira usina de hidrogênio verde do país e colocará a FFI e o Porto do Açu na vanguarda da produção de energia limpa e da industrialização verde no Brasil”, afirmou José Firmo, CEO da Porto do Açu Operações.

Os projetos individuais serão desenvolvidos pela FFI com a propriedade e as fontes de financiamento a serem garantidas separadamente, sem recurso à Fortescue.

A Prumo é uma empresa privada brasileira controlada pelo EIG, um investidor líder no setor de energia global.

Sobre o Porto do Açu

O Porto do Açu é o maior complexo porto-indústira de águas profundas da América Latina. Em operação desde 2014, o Porto do Açu é administrado pela Porto do Açu Operações, uma parceria entre a Prumo Logística e a Port of Antwerp International, uma subsidiária da Antwerp Port Authority.

Prevista para os próximos cinco anos, a industrialização do porto terá como base, entre outros, projetos sustentáveis e geração de energia limpa: produtos químicos, combustíveis, pelotização, siderurgia e outras empresas poderão utilizar o hidrogênio verde como insumo para incrementar suas matrizes energéticassustentáveis.

Sobre a Prumo Logística

A Prumo Logística é um grupo econômico multinegócios responsável pelo desenvolvimento estratégico do Porto do Açu. É controlado pelo EIG, um fundo norte-americano com foco em energia e infraestrutura, e peloMubadala Investment Company, um investidor ativo e inovador que aloca capital em diversos segmentos. Por meio das seis empresas do Grupo (Porto do Açu Operações, Ferroport, Açu Petróleo, GNA, Dome e BP Prumo) e de clientes e parceiros, o Porto do Açu atende aos setores de petróleo e gás, logística portuária e mineração. A infraestrutura tem potencial ímpar para suportar novos negócios e diversos nichos industriais. Orientado pela perspectiva estratégica da Prumo, o Açu é hoje um dos maiores e mais promissores empreendimentos do Brasil. Com segurança e eficiência operacional aliadas à força da visão de longo prazo do Grupo, o Açu se consolida na melhor solução para as demandas mais desafiadoras.

Sobre EIG

O EIG é um investidor institucional líder no setor de energia global com US ﹩ 22,0 bilhões sob gestão (em 31 de dezembro de 2020). A EIG é especializada em investimentos privados em energia e infraestrutura relacionada à energia em uma base global. Durante seus 39 anos de história, o EIG aportou mais de US ﹩ 34,9 bilhões para o setor de energia por meio de mais de 365 projetos ou empresas em 36 países em seis continentes. Os clientes do EIG incluem muitos dos principais planos de pensão, seguradoras, doações, fundações e fundos de riqueza soberana nos EUA, Ásia e Europa. O EIG está sediada em Washington, D.C. com escritórios em Houston, Londres, Sydney, Rio de Janeiro, Hong Kong e Seul. Mais informações em www.eigpartners.com.

Produção dos contratos de partilha registrou média diária de 46 mil barris de petróleo em janeiro

A produção total nos três contratos em regime de partilha apresentou média diária de 46 mil barris de petróleo (bpd) em janeiro de 2021. A Área de Desenvolvimento de Mero foi responsável por 28 mil bpd, seguida de Entorno de Sapinhoá, com 8 mil bpd, e Tartaruga Verde Sudoeste, com 10 mil bpd. As informações fazem parte do Boletim Mensal dos Contratos de Partilha de Produção, elaborado pela Pré-Sal Petróleo (PPSA), gestora dos contratos em nome da União. Desde 2017, início da série histórica, a produção acumulada em regime de partilha de produção é de 49 milhões de barris de petróleo.

A média diária do total do excedente em óleo da União nos três contratos de partilha de produção foi de 9,2 mil bpd em janeiro, sendo 4,1 mil bpd na Área de Desenvolvimento de Mero, 5 mil bpd em Entorno de Sapinhoá e 67 bpd em Tartaruga Verde Sudoeste, registrando aumento de 7% em relação ao mês anterior. A parcela acumulada do excedente em óleo da União desde 2017 é de 7,9 milhões de barris de petróleo.

Gás Natural

O gás natural apresentou produção diária de 274 mil m³ em média, referente aos dois contratos com aproveitamento comercial, sendo 197 mil m³ por dia no Entorno de Sapinhoá e 77 mil m³ por dia em Tartaruga Verde Sudoeste. Em comparação ao mês anterior, o volume de gás disponível apresentou aumento de 15%.

A média diária do total do excedente em gás natural foi de 119 mil m³, referente aos contratos do Entorno de Sapinhoá (118.831 m3/d) e Tartaruga Verde Sudoeste (517 m3/d). O resultado reflete um aumento de 30% em relação ao mês anterior. O gás natural produzido em Mero, com alto teor de CO2, está sendo injetado no reservatório para um efetivo aumento da produção de petróleo. Até o momento não há previsão para sua comercialização.

Desde 2018, a produção acumulada soma 209 milhões de m³ de gás natural com aproveitamento comercial. O excedente em gás natural desde 2017 é de 56,1 milhões de m³.

Atualmente, dos 17 contratos que atuam em regime de partilha de produção, três estão em produção – Área de Desenvolvimento de Mero (Libra), Entorno de Sapinhoá e Tartaruga Verde Sudoeste -, operando quatro FPSOS e 18 poços.

Acesse o boletim: http://presalpetroleo.gov.br/ppsa/conteudo/boletim_mar-jan.pdf

IBP destaca aprovação de novo marco do gás natural no Amazonas

O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) ressalta a importância da aprovação pela Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) de um novo marco legal para comercialização de gás natural no Estado do Amazonas, disciplinando as condições de enquadramento do consumidor livre, autoprodutor e autoimportador.

A proposta promove as diretrizes para atuação do poder concedente local e regras para prestação de serviços de distribuição do insumo, por meio de gasodutos. Moderniza a atuação da agência reguladora ao estabelecer princípios de regulação e controle, de proteção aos usuários e de qualidade dos serviços prestados. E, fundamentalmente, cria as bases para aumentar a utilização do gás natural no estado do Amazonas, ao estabelecer: um conjunto mais amplo de consumidores que podem escolher seu fornecedor (inclusive em condomínio), tarifas de movimentação que respeitem a especificidade do serviço prestado, limites à atuação verticalizada da distribuidora, e a possibilidade dos Agentes Livres construírem seu próprio ramal dedicado.

Nesse sentido, o IBP entende que a iniciativa proporcionará maior competividade ao setor, com atração de investimentos, bem como geração empregos e renda. Além disso, apoiará a diversificação da matriz regional em um período de transição energética.

Petroleira BP fecha compra de energia eólica por 15 anos com Casa dos Ventos

A petroleira britânica BP assinou contrato de 15 anos de duração para compra de energia eólica junto à desenvolvedora brasileira de projetos renováveis Casa dos Ventos, informaram as empresas em comunicado.

O acordo, que prevê fornecimento a partir de 2023, foi celebrado com a unidade local de comercialização de energia da BP e prevê a entrega a ela da produção do complexo eólico Rei do Vento, atualmente em construção pela Casa dos Ventos no Rio Grande do Norte.

A BP Comercializadora de Energia atua no mercado livre de eletricidade, ambiente em que empresas com grande consumo, como indústrias, podem negociar diretamente seus contratos de suprimento com fornecedores.

“Nosso forte balanço financeiro e classificação de crédito nos permitem fornecer energia de várias fontes a preços competitivos. O contrato com a Casa dos Ventos demonstra o compromisso de longo prazo da BP com o Brasil e o nosso foco na transição energética”, disse em nota o chefe de originação de energia da BP, Felipe Quaresma.

BP e Casa dos Ventos não citaram os volumes envolvidos na operação anunciada.

O complexo eólico da Casa dos Ventos no Rio Grande do Norte terá capacidade instalada superior a 1 gigawatt, segundo a empresa.

A desenvolvedora já havia anunciado anteriormente contratos para a venda de energia eólica a companhias incluindo Braskem, Tivit e Anglo American, entre outras.

Reuters

Shell dobrou lucros com comercialização de petróleo em 2020, para US$2,6 bilhões

A petroleira Royal Dutch Shell Royal viu seus lucros com a comercialização de petróleo e produtos refinados dobrar em 2020 ante o ano anterior, para 2,6 bilhões de dólares, ajudando a compensar uma forte queda na demanda por combustíveis devido à pandemia do coronavírus.

As operações de “trading” da Shell responderam por 43% dos ganhos totais da divisão de Produtos de Petróleo da Shell, de 5,995 bilhões de dólares em 2020.

O resultado com a comercialização havia somado 1,3 bilhão de dólares em 2019, segundo o relatório anual da Shell, publicado na última quinta-feira.

A contribuição acima do normal das operações de trading ajudou a Shell a lidar com um dos anos mais duros da história do setor de petróleo, em que o consumo de energia entrou em colapso durante a pandemia.

A Shell, líder em comercialização de energia no mundo, viu uma queda de 28% nas vendas de petróleo no ano passado, para 4,71 milhões de barris por dia em média, segundo o relatório.

O lucro da companhia em 2020 recuou ao menor nível em quase duas décadas.

Os dados da Shell sobre as operações de trading não incluem gás natural, gás natural liquefeito, energia elétrica e renováveis. A companhia também é a maior negociadora global de gás natural liquefeito.

A rival BP lucrou quase 4 bilhões de dólares em sua divisão de trading em 2020, segundo apresentação da companhia vista pela Reuters, quase igualando o recorde anual da unidade em 2019.

As empresas podem obter grandes lucros mesmo durante tempos de baixa demanda por commodities ao armazenar produtos como petróleo na costa ou no mar. As vastas operações de refino, trading e varejo da Shell também permitem a ela tomar vantagem de mudanças de curto prazo na oferta e demanda ao redor do mundo.

Reuters

Evonik atravessa bem a pandemia e retoma trajetória de crescimento

A Evonik atingiu as metas financeiras que havia estabelecido em maio de 2020. A produção e a logística foram asseguradas no mundo inteiro e todas as medidas de proteção dos colaboradores foram implementadas de maneira consistente. Em 2021, está retomando a sua trajetória de crescimento.

“Passamos no teste de resistência da pandemia”, disse Christian Kullmann, presidente da diretoria executiva da empresa. “Superamos a crise com sucesso e cumprimos o que prometemos”.

No segundo trimestre de 2020, a Evonik foi uma das poucas empresas a oferecer uma perspectiva para o ano inteiro. Com EBITDA de 1,91 bilhão de euros e vendas de 12,2 bilhões de euros, a meta foi plenamente atingida. O EBITDA ajustado recuou 11% na comparação com o ano anterior, enquanto as receitas das três divisões de crescimento Specialty Additives, Nutrition & Care e Smart Materials caíram somente 3%. Essas três divisões atualmente respondem por cerca de 95% das receitas das atividades operacionais. No ano anterior, a Evonik registrou um EBITDA ajustado de 2,15 bilhões de euros e vendas de 13,1 bilhões de euros.

“Na crise, a nossa transformação em direção às especialidades químicas se mostrou acertada”, disse Kullmann. “Estamos no meio desse processo de transformação, que continuaremos impulsionando e que vai gerar um novo crescimento em 2021 e além”.

Os projetos de crescimento incluem a ampliação da produção de lipídios especiais, que são essenciais para vacinas contra a Covid-19 baseadas em mRNA. Além da produção nos Estados Unidos e no Canadá, a Evonik também está ampliando as suas unidades produtivas nos parques químicos de Hanau e Dossenheim, na Alemanha, que devem produzir lipídeos em quantidades comerciais já na segunda metade de 2021. O novo complexo de produção da Evonik para poliamida 12, usada em mercados de crescimento como a impressão 3D, também ficará pronto este ano, conforme planejado.

Cerca de 35% das vendas da Evonik são geradas atualmente em produtos que, comparados aos da concorrência, oferecem benefícios de sustentabilidade superiores aos clientes. No campo das tecnologias futuras, as chamadas Soluções de Próxima Geração são necessitadas com urgência. A Evonik continuará aumentando a proporção das vendas decorrente desses produtos nos próximos anos.

Para 2021, a Evonik estima que o EBITDA ajustado suba para 2,0-2,3 bilhões de euros. A expectativa em relação às vendas se situa entre 12-14 bilhões de euros e a taxa de conversão de caixa em torno de 40%. No primeiro trimestre deste ano, a empresa espera um EBITDA ajustado de, no mínimo, 550 milhões de euros.

No ano passado, a Evonik aumentou o seu fluxo de caixa livre para 780 milhões de euros e a taxa de conversão de caixa para mais de 40%. “Aumentamos a nossa previsão de fluxo da caixa livre duas vezes durante o ano e acabamos até mesmo excedendo a última previsão”, disse Ute Wolf, CFO da Evonik. “Nossa perspectiva aponta para uma direção clara: esperamos um crescimento nas receitas, uma taxa de conversão de caixa persistentemente alta e, em razão disso, um aumento no fluxo de caixa livre em 2021.

A receita líquida do ano de 2020 recuou para 465 milhões de euros. Em 2019, o valor era de 2,1 bilhões de euros, número que incluía os recursos da venda do negócio de metacrilatos.

A Evonik acredita em continuidade no que tange aos dividendos.  Na reunião anual de acionistas a ser realizada em 2 de junho de 2021, a diretoria executiva e o conselho de administração vão propor um dividendo de 1,15 euro por ação. Com base no preço de fechamento das ações no final de 2020, isso representa um rendimento de dividendos de 4,3%.

Resultados das divisões

Specialty Additives: As vendas da divisão caíram 5% para 3,23 bilhões de euros em 2020. A demanda por aditivos nas indústrias automotiva e de revestimentos recuou significativamente no início em razão da conjuntura econômica, mas mostrou uma recuperação clara no final do ano. Em contrapartida, os aditivos para produtos empregados na indústria da construção e em energias renováveis vivenciaram uma demanda robusta durante o ano inteiro. A demanda por bens duráveis também se recuperou após um declínio no começo do ano. Os aditivos para espumas de poliuretano, usados, por exemplo, em colchões ou refrigeradores, beneficiaram-se dessa recuperação. O EBITDA ajustado recuou 3% para 857 milhões de euros.

Nutrition & Care: As vendas da divisão Nutrition & Care subiram 2% para 2,99 bilhões de euros em 2020. Na linha de negócios Animal Nutrition, os aminoácidos essenciais geraram vendas superiores às do ano anterior. Na área de metionina, os volumes de venda aumentaram com a elevação da demanda mundial. No geral, os preços de venda se mantiveram estáveis no segundo semestre do ano. A demanda por produtos das indústrias de saúde e cuidados também foi satisfatória. Especialmente os ingredientes ativos para aplicações cosméticas e os polímeros farmacêuticos, apresentaram um desenvolvimento positivo. O EBITDA ajustado subiu 21% para 560 milhões de euros, principalmente em razão de melhores preços de venda e de uma gestão de custos bem-sucedida.

Smart Materials: As vendas da divisão caíram 4% para 3,24 bilhões de euros em 2020. Os negócios foram particularmente afetados pela retração econômica global no segundo e terceiro trimestres, mas conseguiram retornar ao nível do ano anterior no quarto trimestre. De maneira geral, no entanto, essa situação ocasionou uma redução perceptível nos volumes. Na área de polímeros, esse foi particularmente o caso dos plásticos de alta performance para o setor automotivo, mas o mesmo também se aplica aos materiais inorgânicos para sílica, usados na indústria de pneus.

A demanda foi significativamente mais robusta na área de produtos de higiene e cuidados, como também no setor de aplicações ambientais. A forte contribuição da PeroxyChem para as receitas, que foi incluída pela primeira vez, surtiu efeito positivo. O EBITDA ajustado recuou 19% para 529 milhões de euros.

Performance Materials: A receita da divisão caiu 25% para 1,98 bilhão de euros em 2020. As vendas dos produtos do C4-Verbund recuaram em decorrência da retração na demanda, especialmente nas indústrias automotiva e de combustíveis. Nos negócios com superabsorventes, a utilização da capacidade em elevação, mas ainda abaixo da média, na indústria exerceu impacto negativo. O EBITDA ajustado recuou 65% para 88 milhões de euros.

Recomendações para alcançar nível adequado de controle de limpeza na filtração hidráulica

Para manter os níveis de controle de limpeza na filtração hidráulica adequados, é preciso seguir as recomendações do manual do equipamento, monitorar o desempenho do filtro, medir a manutenção do nível de limpeza/tempo, usar sensores de saturação de filtros e, caso não seja suficiente, solicitar o apoio do fabricante do filtro. Foi o que afirmou o Eng° Alex Alencar, vice-presidente do setor industrial da Abrafiltros, e especialista em filtração na linha hidráulica há mais de 18 anos, no “Abra Talks”, evento virtual mensal da Abrafiltros – Associação Brasileira das Empresas de Filtros e seus Sistemas – Automotivos e Industriais, realizado no dia 11 de março que abordou o tema “Recomendações de níveis de limpeza na filtração hidráulica”.

Segundo Alencar, até a década de 1990, os manuais traziam informações vagas sobre o assunto e não orientavam de modo preciso nem sobre quantos filtros utilizar, qual o tamanho e onde posicioná-los. A partir de 2000, a literatura disponível já especificava que o objetivo a ser alcançado está referenciado ao nível máximo de contaminação conforme normas internacionais como a ISO 4406, NAS 1638 ou SAE 4059. “Deve-se manter o óleo hidráulico ou lubrificante limpo e limitado a um nível máximo conforme ISO xx/yy/zz, NAS x ou SAE x”, comentou.

Ele explicou que as informações sobre os níveis de limpeza também podem ser obtidas em catálogos de fabricantes do componente, bem como em literaturas disponíveis, entre elas, manuais de hidráulica, publicações, aplicativos e recomendações de associações/entidades de classe. Citou como exemplo – estudo e roteiro para determinação do nível de limpeza, elaborado pela British Fluid Power Association (BFPA). “O roteiro conta com sete critérios que atribuem pesos a cada um deles – faixa de pressão e sua variação no ciclo, sensibilidade dos componentes, expectativa de vida útil do equipamento, custo de reparo/reposição do componente, custo de parada da máquina, segurança quanto a risco de acidente e contaminação do ambiente”, disse Alencar, acrescentando: “Depois com a somatória dos pesos, é localizado no gráfico orientativo o nível de limpeza recomendado”.

O evento foi dividido em três etapas, de 30 minutos, Alencar participou da primeira fase. Em seguida, às 9h30, Helvécio Carvalho de Sena, Doutor em Hidráulica – Saneamento Básico pela USP, falou sobre “O uso de filtros para controle de odores”, e às 10h, Maurindo Giovatto Neto, gerente de certificação de produtos do IQA – Instituto de Qualidade Automotiva, apresentou o tema “A Qualidade no Setor Automotivo”.

O próximo “Abra Talks” acontecerá no dia 7/04, pela plataforma zoom, e abordará os assuntos: Características dos não-tecidos e aplicações no segmento de filtração, Tecnologia para o tratamento corretivo e preventivo de incrustações em águas industriais e Eficiência energética e emissões de gases na indústria automotiva.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas de forma gratuita pelo link: https://forms.gle/E7gnwWGuy5MYE5Hb8.

Macaé viabiliza retomada da indústria de óleo e gás

Ao concentrar a infraestrutura e expertise necessárias à dinâmica de produção de óleo e gás em águas profundas e ultraprofundas, Macaé segue como referência para um novo marco do mercado offshore, pautado na proposta de revitalização dos campos maduros.

Criado através da ideia e conceitos debatidos pela cadeia produtiva do petróleo local, o Promar (Programa de Revitalização e Incentivo à Produção de Campos Maduros) representa hoje a iniciativa concreta de garantir sobrevida às operações que, por quatro décadas, transformaram Macaé como referência global nas atividades de óleo e gás.

No lançamento oficial do Programa, realizado no último dia (11/03), o secretário adjunto de Trabalho e Renda, Cristiano Almeida Gelinho, representou o prefeito Welberth Rezende, reiterando as expectativas da cidade para reforçar o potencial produtivo da Bacia de Campos.

“A proposta do nosso governo é acompanhar todas as discussões e iniciativas que visam potencializar a nossa referência como pilar do mercado do petróleo. A iniciativa do Promar tem a essência da nossa cidade, que abraçou essa atividade de óleo e gás ao longo das últimas quatro décadas, contribuindo para alavancar a economia regional e nacional”, defendeu Gelinho.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Rodrigo Vianna, e o secretário adjunto de Políticas Energéticas, Júnior Luna, também acompanharam o lançamento do Programa.

Promar

O Promar propõe ações que possam integrar medidas governamentais e investimentos privados para reaquecer a produção de óleo e gás em campos com décadas de operação, elevando a vida útil dessas áreas, através da rediscussão das concessões.

A proposta visa estimular que grandes operadoras do petróleo repassem o direto de concessão desses campos, permitindo, assim, que empresas que prestam serviços para a indústria possam investir no aumento da capacidade de produção nessas áreas.

No evento, o Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, reconheceu a importância da região Norte Fluminense para o mercado do petróleo.

“Em breve faremos visita a Campos e a Macaé diante do grande interesse nesta região que atende a dinâmica do mercado. O Promar não teria sido criado sem essa sinergia”, destacou.

Também participaram do encontro virtual, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Leonardo Soares, os deputados federais Christino Áureo, Paulo Ganimi, Otoni de Paula e Clarissa Garotinho, além do prefeito de Campos, Wladimir Garotinho, que preside a Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro).

Representantes de instituições do petróleo também participaram do evento: Agência Nacional do Petróleo (ANP), Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP) e a Federação da Indústria do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e Associação Brasileira de Produtores Independentes de Petróleo e Gás (Abpip).

 

SeCom Macaé

Ternium anuncia plano de investimento ambiental de US$ 500 milhões

A Ternium anunciou um plano de 500 milhões de dólares em projetos e tecnologias ambientalmente corretas para suas plantas, principalmente nas que estão localizadas no México, Argentina e Brasil. O anúncio foi feito pelo CEO da empresa, Máximo Vedoya, na conferência com investidores e analistas.

“Cuidar do meio ambiente é um aspecto fundamental das operações da Ternium. A indústria do aço, como muitas outras, tem direcionado cada vez mais recursos para melhorar sua pegada ambiental”, disse Vedoya.

Em seu último plano até 2019, a empresa investiu US $ 260 milhões em projetos relacionados ao meio ambiente e à eficiência energética em todas as suas instalações. Agora, seu novo plano agrega US $ 500 milhões de dólares, em uma estratégia a ser implementada nos próximos sete anos.

Os projetos terão como foco a redução de emissões, gestão de efluentes e gestão de materiais, principalmente nas plantas de Nuevo León, no México; San Nicolás de los Arroyos, na Argentina; e Santa Cruz, no Brasil.

Entre os projetos a serem executados estão: a construção de cúpulas e silos de matéria-prima na Usina Guerrero em San Nicolás de los Garza, Nuevo León; a modificação do Sistema Secundário de Aspiração da Aciaria de San Nicolás de los Arroyos, Argentina; e a baghouse – dispositivo para filtrar e remover partículas – na planta da Sinter no Brasil.

A empresa deu conhecimento deste plano de investimento ambiental em paralelo com o anúncio da sua Rota da Descarbonização, iniciativa com a qual pretende reduzir as suas emissões específicas de CO2 em 20% até 2030.