IBP promove hoje TECHTerça com debate sobre a transformação digital no setor de petróleo e gás

O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) promove a segunda edição de 2021 da TECHTerça com foco no posicionamento e fortalecimento do segmento de petróleo e gás (O&G) diante dos desafios da transformação digital. O webinar ocorre hoje (terça-feira / 09.03), às 18h, e terá inscrições gratuitas, que podem ser feitas aqui. Será realizado novamente em parceria com ECOA PUC-Rio e moderado por Armando Cavanha, Consultor Acadêmico da PUC- Rio, e Melissa Fernandez, Gerente de T&I do IBP.

O evento apresentará como a cadeia de O&G está respondendo rapidamente às mudanças e demandas da nova economia digital ao ajustar sua produção, adequar suas tecnologias, alinhar seus recursos e gerenciar sua infraestrutura. A convergência de infraestrutura de tecnologia da informação (TI) com redes de tecnologia operacional (OT), além da relevância da Internet de Quinta Geração – 5G – para operações serão outros tópicos de destaque.

Contará com as presenças de Ricardo Marquini, Líder de Parcerias em P&D da Total e Coordenador da Comissão de T&I do IBP, além de Victor Venâncio, Head de Transformação Digital do IHM Stefanini Group, e Vinícius Gusmão, Coordenador de Telecomunicações da Petrobras.

Outras três edições da TECHTerça estão programadas, em parceria com a ECOA PUC-Rio, para serem realizadas até abril de 2021. Abordarão, entre outros tópicos, inovação aberta, perspectivas para carreira de jovens profissionais no setor e estado da arte de equipamentos e devices aplicados em petróleo e gás.

Serviço: TECHTerça em parceria com ECOA PUC-Rio

Data: Amanhã (terça-feira / 9 de março)

Horário: 18h

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas aqui.

Firjan participa do lançamento do Promar e apresenta sugestões à Consulta Pública do programa

A Firjan participa, em 11/3, do lançamento oficial do Programa de Revitalização e Incentivo à Produção de Campos Marítimos (Promar), do Ministério de Minas e Energia (MME). O evento on-line será transmitido pelo canal da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) no YouTube. O programa teve consulta pública aberta em janeiro, quando agentes produtores, fornecedores de bens e serviços, órgãos públicos e instituições como a Firjan apresentaram sugestões sobre os principais desafios enfrentados na exploração e produção desses campos.

Entre as contribuições encaminhadas pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro estão o incentivo a investimentos em tecnologia aplicada e em inovação para ampliar os métodos de recuperação dos campos maduros. Para a temática sobre geração de empregos, a federação sugere a criação de um programa de incentivo à formação e atualização profissional para suprir o aumento da demanda do mercado. E com relação a propostas para manutenção da indústria de bens e serviços locais, recomenda-se a implementação de uma política industrial, coordenando medidas existentes, como PDI, conteúdo local, Repetro, acesso a crédito, entre outros.

“O Promar é uma iniciativa fundamental do MME para continuar estimulando o crescimento de um mercado estratégico no mundo. Cada vez mais vemos o fortalecimento e a chegada de novas operadoras com competência e apetite para investir no Brasil. Com os instrumentos adequados, se configura um cenário mais saudável e sustentável para fornecedores e trabalhadores, pauta recorrente da ONIP e da Firjan”, afirma Karine Fragoso, gerente de Petróleo, Gás e Naval da federação e diretora-geral da ONIP.

Com infraestrutura instalada e reservatórios descobertos, os campos maduros oferecem oportunidade de acesso a volumes remanescentes de óleo e gás com investimentos menores do que os dos campos novos. A partir da extensão da vida útil desses campos, o Promar visa o aumento do fator de recuperação, a geração de empregos, a manutenção da indústria de bens e serviços locais e a criação de melhores condições de aproveitamento econômico de petróleo e gás natural.

Durante o lançamento serão apresentados os próximos passos do programa, que incluem a apresentação dos resultados após avaliação das propostas; a realização de um workshop; o encaminhamento dos temas selecionados para avaliação dos órgãos públicos responsáveis; e a elaboração de um relatório com as conclusões, após um segundo workshop.

Petrobras informa sobre indicação de Conselheiros pela União

A Petrobras recebeu ofícios do Ministério de Minas e Energia e do Ministério da Economia com seis indicações para a próxima Assembleia Geral Extraordinária, para exercerem a função de membros do Conselho de Administração da companhia. Os indicados são:

1 – Eduardo Bacellar Leal Ferreira – Presidente do Conselho

2 – Joaquim Silva e Luna

3 – Ruy Flaks Schneider

4 – Márcio Andrade Weber

5 – Murilo Marroquim de Souza

6 – Sonia Julia Sulzbeck Villalobos (indicada pelo Ministério da Economia, nos termos do parágrafo único do artigo 31 da Lei nº 13.844/2019)

A União ainda pode realizar mais duas indicações de membros ao Conselho de Administração da companhia.

Eduardo Leal Ferreira é atualmente Presidente do Conselho de Administração da Petrobras. É Almirante de Esquadra da Reserva e foi Comandante da Marinha do Brasil até janeiro de 2019, tendo, portanto, chegado ao topo de sua carreira. Além da Escola Naval, Eduardo Leal Ferreira fez cursos de pós-graduação na Escola de Guerra Naval do Brasil e na Academia de Guerra Naval do Chile. Entre os cargos que exerceu cabe citar o de Capitão dos Portos do Rio de Janeiro e Diretor de Portos e Costas, quando teve a oportunidade de aprofundar ligações com as atividades offshore ligadas à indústria do petróleo. Foi também Comandante da Escola Naval, da Escola Superior de Guerra e Comandante-em-Chefe da Esquadra Brasileira. No exterior, serviu no Chile e foi instrutor da Academia Naval de Annapolis (Escola Naval da Marinha Americana).

Joaquim Silva e Luna é atualmente Diretor-Geral brasileiro da Itaipu Binacional. É General de Exército da reserva e serviu no Ministério da Defesa de março de 2014 a janeiro de 2019, como Secretário-Geral do Ministério e como Ministro da Defesa. Além da Academia Militar das Agulhas Negras, onde se graduou na Arma de Engenharia, Joaquim Silva e Luna, fez doutorado em Ciências Militares, mestrado em Operações Militares, pós-graduação em Projetos e Análise de Sistemas pela Universidade de Brasília e em Política, Estratégia e Alta Administração do Exército, curso de Oficial de Comunicações, realizado na Escola de Comunicações e curso de Guerra na Selva, realizado no Centro de Instrução de Guerra na Selva. Nos seus 45 anos de serviços ao Exército, sendo 12 anos como Oficial General da ativa: como General de Brigada foi Comandante da 16ª Brigada de Infantaria de Selva, em Tefé-AM e Diretor de Patrimônio, em Brasília-DF; como General de Divisão foi Chefe do Gabinete do Comandante do Exército, em Brasília-DF; e como General de Exército foi Chefe do Estado-Maior do Exército, em Brasília-DF. Foi Conselheiro da Amazônia Azul Tecnologia de Defesa S.A. (AMAZUL) por três anos. No exterior foi membro da Missão Militar Brasileira de Instrução e Assessor de Engenharia na República do Paraguai como instrutor nas Escolas de graduação, pós-graduação e doutorado; e Adido de Defesa, da Marinha, do Exército e da Aeronáutica no Estado de Israel.

Ruy Schneider é engenheiro industrial mecânico e de produção formado pela PUC-RIO, além de Master of Sciences em Engineering Economy pela Stanford University. Oficial da reserva da Marinha, cursou a Escola Superior de Guerra. Fundou na PUC-RIO o Departamento de Engenharia Industrial, tornando-se seu primeiro diretor e estabelecendo o primeiro programa de mestrado em Engenharia Industrial no Brasil. Com diversos artigos publicados, atua como palestrante, no Brasil e no exterior. Acumulou vasta experiência, tanto como executivo, quanto como membro de Conselhos de Administração e Fiscal de grandes empresas, entre elas a Xerox do Brasil S.A., Banco Brascan de Investimento S.A., Banco de Montreal S.A.-MontrealBank, Grupo Multiplan e INB Indústrias Nucleares do Brasil. O Sr. Ruy Schneider atuou como membro do Conselho consultivo do mercado de capitais do Banco Central, participando do assessoramento na elaboração do programa de conversão de dívida externa. É presidente do Conselho de Administração da Eletrobrás e da Liga da Reserva Naval do Brasil. Criador do primeiro fundo de pensão multipatrocinado e introdutor no Brasil dos fundos de Contribuição Definida.

Márcio Andrade Weber é engenheiro civil formado pela UFRGS, com especialização em engenharia de petróleo pela Petrobras. Ingressou na Petrobras em 1976 onde trabalhou por 16 anos, tendo sido um dos pioneiros no desenvolvimento da Bacia de Campos, e ocupou em seguida diversos cargos gerenciais e diretivos entre os quais se destacam atividades no exterior, na área internacional da Petrobras, em Trinidad, Libia e Noruega. Foi membro da Diretoria de Serviços da Petrobras Internacional (Braspetro) e Diretor da Petroserv S.A., desenvolvendo a participação da companhia nas atividades de E&P, navegação de apoio e sondas de perfuração para águas profundas. Foi responsável como CEO da empresa BOS navegação (JV entre Petroserv e duas companhias estrangeiras) pela construção em estaleiros nacionais de 4 rebocadores de apoio. Paralelamente, como diretor da Petroserv participou na construção e operação de 4 plataformas de perfuração para águas profundas, unidades estas que entre seus clientes se encontram a Shell e a ENI (Indonesia). Atualmente presta assessoria ao grupo PMI que opera as referidas unidades.

Murilo Marroquim de Souza é formado em geologia pela Universidade Federal de Pernambuco, com mestrado em geofísica pela Universidade de Houston, Texas, nos Estados Unidos. Trabalha na indústria de petróleo há 47 anos, tendo exercido atividades em mais de 20 países na América, Europa, África e Ásia. Atuou na Petrobras entre 1971 a 1994, onde ocupou diversas funções gerenciais na área de exploração e produção, tendo sido Diretor da Brasoil UK, em Londres, com atividades de exploração no Mar do Norte e outras Bacias. Foi Gerente Geral da IBM da Unidade de Soluções para Indústria de Petróleo na América Latina. Atuou como consultor, trabalhando para ANP em vários projetos, e na Ipiranga como Assessor para Exploração e Produção. De 2001 a 2011 foi Presidente da Devon Energy do Brasil (Ocean Energy) e desde 2011 é Presidente da Visla Consultoria de Petróleo, empresa de consultoria focada em projetos especiais para indústria de energia.

Sonia Julia Sulzbeck Villalobos é bacharel em administração pública e tem mestrado em administração de empresas com especialização em finanças, ambos na Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP-FGV). Sonia Villalobos tem mais de 30 anos de experiência no mercado acionário brasileiro, sendo a primeira pessoa na América do Sul a receber a credencial CFA em 1994. Sonia Villalobos trabalhou de 1985 a 1987 na Equipe DTVM, e de 1987 a 1989 no Banco Iochpe como analista de investimentos. De 1989 a 1996, no Banco Garantia como Chefe do Departamento de Análise de Investimentos, quando foi votada melhor analista do Brasil pela Revista Institutional Investor em 1992, 1993 e 1994. Trabalhou de 1996 a 2002 na Bassini, Playfair & Associates como responsável por private equity no Brasil, Chile e Argentina. De 2005 a 2011, trabalhou para Larrain Vial como gestora de fundos. De 2012 a 2016, Sonia Villalobos trabalhou como sócia fundadora e gestora dos fundos de ações na América Latina pela Lanin Partners. Desde 2016, é professora do Insper na pós-graduação Lato Sensu nas matérias de gestão de ativos e análise de demonstrações financeiras. Sonia Villalobos é membro do Conselho de Administração da Telefônica do Brasil e da LATAM Airlines Group S.A. Ela também atuou como membro do Conselho de Administração da TAM Linhas Aéreas, Método Engenharia (Brasil), Tricolor Pinturas e Fanaloza/Briggs (Chile), Milkaut e Banco Hipotecario (Argentina). Foi membro do Conselho de Administração da Petrobras de maio de 2018 até julho de 2020, eleita por acionistas detentores de ações preferenciais.

Agência Petrobras

Shell iniciativa jovem chega ao Espírito Santo

Inscrições para programa de empreendedorismo para jovens capixabas estão abertas de 1 a 30 de março.

Entre os dias 1º e 30 de março, jovens de 20 a 34 anos, com ensino médio completo e residência fixa no Espírito Santo podem se candidatar para participar da primeira edição do programa de empreendedorismo Shell Iniciativa Jovem. Antes restrito ao Rio de Janeiro, agora o Shell Iniciativa Jovem também estará aberto a empreendedores capixabas. Os interessados em ingressar na turma deste ano, que começa no mês de abril, devem se inscrever no site https://www.iniciativajovem.org.br/cadastro/.

O Shell Iniciativa Jovem, executado anualmente pelo CIEDS (Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável), busca engajar os empreendedores em atividades como palestras e workshops, que visam aproximá-los e propiciar o trabalho em rede. Devido à pandemia de Covid-19, o formato completo do programa ainda está em definição e será divulgado em breve, tendo sempre como prioridade a saúde dos participantes.

Desde o ano 2000, o Shell Iniciativa Jovem estimula e capacita empreendedores para o desenvolvimento de negócios sustentáveis e de impacto social, além de ser responsável pela criação da Rede de Empreendimentos Sustentáveis. Hoje, mais de 250 empresas integram o grupo, formado por participantes que se destacam e recebem o Selo de Empreendimento Sustentável.

Shell

Atapu e Sépia: MME determina que a PPSA avalie compensação da cessão onerosa

O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou a Portaria nº 493/GM/MME, de 26 de fevereiro de 2021, que promove alterações na Portaria nº 23/GM/MME, de 27 de janeiro de 2020, que dispõe sobre a qualificação da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) como representante da União para avaliar os volumes excedentes aos contratados em cessão onerosa das áreas de Atapu e Sépia.

A nova redação traz determinação para que a PPSA representante a União na negociação com a Petrobras sobre os parâmetros para o cálculo da compensação e autoriza as partes (PPSA e Petrobras) a firmarem um acordo, a ser submetido à deliberação do MME, contendo estes parâmetros e o próprio valor da compensação. A Portaria nº 23/GM/MME/2020 previa, em sua redação original, que o acordo entre PPSA e Petrobras se restringiria às participações da União e da cessionária nas áreas de Atapu e Sépia, resultado já aprovado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em 17 de dezembro de 2020.

A portaria revisora institui ainda um Comitê Propositivo, composto por membros do MME, da PPSA e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), com o objetivo de estabelecer à PPSA diretrizes técnicas, econômicas e jurídicas para a negociação dos parâmetros para o cálculo da compensação com a Petrobras e o cálculo do valor da compensação, considerando as condições de mercado atuais.

Outras inovações dizem respeito a um maior detalhamento sobre os procedimentos a serem adotados para fins de cálculo da compensação à Petrobras. Trata também do reconhecimento do valor da compensação como custo em óleo independente da forma de pagamento ajustado entre a cessionária e os futuros contratados em regime de partilha de produção, sobre a data de transferência dos ativos e sobre o valor do gross up aplicável à operação.

Estas medidas propiciarão a estruturação da licitação dos volumes excedentes ao contrato de cessão onerosa para as áreas de Sépia e Atapu em bases previsíveis e seguras, permitindo a realização do certame ao final de 2021. Este é mais um passo fundamental para o êxito do leilão.

Assessoria MME04

Leilões do biodiesel terão etapa exclusiva para produtores de pequeno porte

A ANP aprovou a inclusão de uma etapa de comercialização exclusiva para os produtores de pequeno porte detentores do selo biocombustível social a partir do 79° Leilão de Biodiesel (L79), conforme Portaria MME n° 311/2018.

Os editais atualmente estabelecem que o certame seja dividido em etapas. A terceira etapa, na qual os distribuidores disputam os lotes de biodiesel ofertados pelos produtores detentores do selo biocombustível social, passará a ser dividida em duas fases: 3A e 3B. Durante a etapa 3A, os distribuidores de combustíveis poderão adquirir biodiesel apenas dos produtores de pequeno porte detentores do selo biocombustível social, enquanto na etapa 3B poderão adquirir o saldo não negociado na Etapa 3A, juntamente com o volume ofertado pelas demais usinas detentoras do selo biocombustível social. As demais etapas do leilão seguem inalteradas.

Os leilões de biodiesel visam à aquisição do combustível pelos adquirentes (refinarias e importadores de óleo diesel) para atendimento ao percentual mínimo obrigatório de adição de biodiesel ao óleo diesel (atualmente em 13%) e para fins de uso voluntário, garantindo o abastecimento de biodiesel no mercado nacional.

Ascom ANP

Exportação de hidrogênio atrai plano de investimento de US$ 5 bi para o Ceará

O Ceará se prepara para receber a maior usina de hidrogênio verde do mundo. Com investimentos de 5,4 bilhões de dólares, o projeto Base One da Enegix Energy quer produzir mais de 600 mil toneladas de hidrogênio verde anualmente a partir de 3,4GW de energia renovável firme.

A ideia, segundo a empresa, é transformar o Ceará em um importante exportador do combustível – o Porto do Pecém foi escolhido não apenas pela infraestrutura, mas pelo acesso às quantidades necessárias de água.

A expectativa é que o projeto leve de três a quatro anos para ser construído, mas a operação pode começar um pouco antes da conclusão.

“A construção, no nosso caso, é relativamente simples porque nosso sistema é modular. Os módulos já vêm prontos. Então, podemos iniciar a operação antes da construção completa (…) Poderemos ter operação completa em três anos após o início da construção”, explica Marco Stacke, diretor de operações da Enegix.

A empresa contratou 4,5 GW de energia eólica e 3,5 GW de solar fotovoltaica para o projeto.

Segundo o executivo, será possível levar hidrogênio verde para lugares onde a eletricidade, especialmente a renovável, não está disponível ou é muito cara.

“Nós podemos transformar o hidrogênio em energia e vender para o grid. Podemos vender nosso hidrogênio tanto como energia, como combustível”, diz.

Potencial energético
Para Wesley Cooke, CEO e fundador da Enegix, o Ceará tem uma das melhores condições de vento do mundo para eólicas offshore e isso eleva o potencial de expansão do projeto Base One em mais de 100 GW para atender a demanda global.

“Planejamos criar um novo modelo de energia sustentável para a população mundial em rápido crescimento, reduzindo a dependência e os custos do usuário final em fontes de combustível emissoras de carbono, como o diesel”, afirma o CEO.

Já o estado aposta também no potencial solar.

“A solar praticamente vai igualar com a eólica nos próximos três anos. Com autorização, temos 1400 MW de eólica e 5400 MW de solar, então o potencial solar é bem maior do que o de eólica”, explica Roseane Medeiros, secretária executiva da Indústria, da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Ceará (Sedet).

Há 2,3 GW de eólica e 0,2 GW de solar em operação no estado, e outros 0,3 GW de eólica e 2,2 GW de solar em implantação.

EP BR

Shell abre oportunidades de estágio para estudantes do Rio de Janeiro e de São Paulo

A Shell abriu na segunda-feira, 1º de março, inscrições para oportunidades de estágio para universitários dos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. Os interessados devem se cadastrar pelo site https://www.shell.com.br/estagio.

Os candidatos devem ter previsão de formatura entre dezembro de 2022 e junho de 2023. São quatro horas diárias de estágio, podendo a carga ser estendida para seis horas por dia durante o período de férias acadêmicas, caso o(a) estagiário(a) tenha interesse e disponibilidade.

As vagas do Rio de Janeiro são para estudantes dos seguintes cursos: Administração; Ciências Políticas / Ciências Sociais; Engenharias de Petróleo, de Produção, Química ou Mecânica; Direito; Economia; Estatística; Finanças; Logística; Relações Internacionais; e Relações Públicas. Os candidatos de São Paulo devem estar cursando Administração, Economia ou Engenharias de Produção, Mecânica, Química e de Petróleo.

Com o objetivo de ampliar o potencial de Diversidade & Inclusão no processo seletivo, algumas vagas de estágio não exigirão dos candidatos o conhecimento da língua inglesa. O período de estágio, que deve começar já em maio, tem duração de até dois anos e, ao final, os estudantes são avaliados para o Programa de Novos Talentos da Shell. As inscrições terminam no dia 31 de março.

Ascom Shell

Unicamp e Equinor: pós-doutorado em otimização da produção no Centro de Pesquisa em Engenharia (CPE)

O Centro de Pesquisa em Engenharia em Produção de Energia e Inovação (EPIC) recebe, até 10 de março de 2021, inscrições para uma oportunidade de pós-doutorado com bolsa da FAPESP.

O EPIC é um Centro de Pesquisa em Engenharia (CPE) constituído pela FAPESP e pela Equinor Brasil Energia na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O bolsista desenvolverá pesquisas sobre o tema “Estudo sobre o bloqueio das linhas de injeção de químicos em poço de petróleo”, sob a supervisão do professor Antônio Bannwart.

O candidato deve ter doutorado em química ou engenharia química, com conhecimentos de físico-química em equilíbrio de fases, incompatibilidade de químicos e propriedades de fluidos.

Os interessados devem enviar currículo completo e histórico escolar incluindo o coeficiente de rendimento, carta de interesse, duas cartas de recomendação, publicações científicas, dissertação de mestrado e tese de doutorado para os e-mails do professor Bannwart (bannwart@unicamp.br) e Vanessa Cristina Bizotto Guersoni (vanessa@cepetro.unicamp.br).

Os candidatos serão avaliados pelos documentos enviados e por entrevista.

Mais informações sobre a vaga em: www.fapesp.br/oportunidades/4088.

A oportunidade de pós-doutorado está aberta a brasileiros e estrangeiros. O selecionado receberá Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 7.373,10 mensais e Reserva Técnica equivalente a 10% do valor anual da bolsa para atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista de PD resida em domicílio fora da cidade na qual se localiza a instituição-sede da pesquisa e precise se mudar, poderá ter direito a um auxílio-instalação. Mais informações sobre a Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em www.fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de bolsas, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades, em www.fapesp.br/oportunidades.

Assessoria Fapesp

Petrobras reduz em 80% etapa da modelagem de reservatórios com uso de Inteligência Artificial

Ferramenta permitirá reduzir custos e antecipar projetos, trazendo ganhos para o programa estratégico PROD1000

A Petrobras desenvolveu uma plataforma inovadora de análise de dados, cujo objetivo é mapear o potencial de produção de áreas recém adquiridas pela empresa e porções de campos em desenvolvimento. Batizada de Painel de Análogos, a plataforma integra grande volume de dados obtidos dos reservatórios de petróleo, possibilitando análises comparativas e o compartilhamento de informações.

A ferramenta integra o programa estratégico CÉOS, que visa desenvolver os melhores modelos de reservatórios já construídos na indústria, a fim de aumentar reservas, acelerar processos, reduzir riscos e custos com aquisição de dados, além de antecipar a implantação de projetos. Para atingir este objetivo, o CÉOS utiliza metodologias ágeis no desenvolvimento das soluções e tecnologias digitais, como Inteligência Artificial, para solucionar os problemas associados à modelagem de reservatórios, alguns deles representando o limite do conhecimento. CÉOS, na mitologia grega é o titã da inteligência e do conhecimento.

O CÉOS vai acelerar processos de reservatório, trazendo ganhos para o programa estratégico PROD1000, ao acelerar a implantação de projetos. O PROD 1000 tem como objetivo reduzir o tempo entre a declaração de comercialidade e o primeiro óleo para mil dias. Há sinergia entre eles, a medida que contribuem para solução dos fatores de risco e o dimensionamento dos modelos de reservatório. Ambos são resultado do uso intensivo de novas tecnologias na otimização de processos e operações, o que aumenta a eficiência e reduz custos, tornando os projetos mais resilientes a oscilações do mercado e da indústria.

O resultado das primeiras entregas foi a redução em 80% do tempo da etapa de análise e consumo de dados para a modelagem geológica de reservatórios, contribuindo para a antecipação da fase de produção. Ao ampliar e agilizar a oferta de dados sobre os campos, a empresa aumenta a assertividade das decisões, com ganhos significativos para a implantação e economicidade dos sistemas de produção.

Inicialmente, os ganhos referem-se ao compartilhamento de informações. Milhares de dados sobre a dinâmica dos reservatórios são adquiridos diariamente e a proposta é permitir, por meio da Inteligência Artificial, que eles sejam disponibilizados e analisados em tempo real. Isso significa dar a geólogos e geofísicos acesso a todas as informações existentes sobre os reservatórios mapeados pela companhia. Assim, ao começar a analisar os dados de uma nova área adquirida pela empresa, o especialista, por meio de busca, visualiza quais os campos da Petrobras têm características semelhantes, quais soluções foram adotadas e as lições aprendidas.

O Painel de Análogos também permite que a análise das informações seja incrementada com ferramentas visuais e estatísticas para consulta e exploração de dados de reservatórios. Através de algoritmos de Inteligência Artificial, a ferramenta sugere ao geólogo os melhores parâmetros a serem incorporados em sua análise. A ideia é capturar padrões de dados grandes e complexos e, por meio da ferramenta, processar esse volume de informações, além de entregar resultados de modo mais rápido e assertivo, extraindo o máximo potencial dos dados.

A Petrobras desenvolve, também, o programa estratégico EXP100 que visa eliminar a necessidade da perfuração poços exploratórios para confirmar descobertas de petróleo. Os programas CÉOS e EXP100 possuem grande sinergia pelo uso de inteligência artificial para potencializar a aplicação de dados geocientíficos nos projetos de E&P, proporcionando ferramentas disruptivas aos geofísicos, geólogos e engenheiros de reservatórios e aumentando a geração de valor para a companhia.

Agência Petrobras